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Carros | Comparativos
Sedãs médios - Renault Mégane Dynamique
Agosto 2006

Sedãs médios - Renault Mégane Dynamique

O Mégane tem pára-lamas maleáveis, de plástico, que machucam menos os pedestres e são mais baratos de trocar

Lista de matérias por data:

ALTERAR O TAMANHO DA LETRA  

O Mégane Dynamique é o único modelo topo de linha do comparativo. O que você ganha com isso? Sofisticações que as montadoras concorrentes guardam para as versões mais caras. Caso do câmbio automático seqüencial, com trocas manuais, que a Honda reserva para o Civic EXS, de 77600 reais, mas que a Renault entrega neste modelo de 69990 reais (é o mais caro do comparativo). O câmbio seqüencial não tem quinta marcha nem borboletas no volante, mas é decisivo para fazer deste Mégane um carro gostoso de dirigir.

Fora pela alavanca com opção de trocas seqüenciais (à moda Tiptronic), trata-se do câmbio usado na Scénic, que tem dez padrões de troca de marcha e escolhe de acordo com o estilo de dirigir do motorista. Se ele for agressivo, perceberá que a carroceria inclina demais nas curvas - chama atenção, mas não chega a comprometer a segurança.

O Mégane é o carro que melhor veste, com ajustes de banco e volante tão bons quanto os de Civic e Vectra. Ainda há um exclusivo encosto de cabeça ajustável para cima e para a frente, que deixa o motorista dirigir totalmente apoiado pelo banco, com segurança e conforto, sem parecer um aluno de auto-escola.

Os vidros elétricos são do tipo um-toque para todos os passageiros (para cima e para baixo, com antiesmagamento) e fecham no controle remoto da chave. O rádio tem comandos-satélites, como o Chevrolet, só que numa posição muito melhor, atrás do volante. Pode ficar ligado sem a chave no contato, mas não tem MP3. Quem quiser mais músicas terá que recorrer à disqueteira para seis CDs, único opcional do carro.

Temos de série piloto automático, faróis de neblina e um computador de bordo que acompanha, inclusive, o nível do óleo e quantos quilômetros faltam para trocá-lo. A rigor, só não tem encosto de braço no banco traseiro. Como se vê, o sedã da Renault reúne quase todos os pontos fortes dos concorrentes. Por que ele não é o vencedor do comparativo? Porque o Civic tem altos e baixos, mas os altos são mais altos.

O Mégane tem garantia de dois anos, enquanto os concorrentes oferecem três. E, na cidade, bebe mais que o sedento Vectra (e, ao contrário deste, não é bicombustível). O motor 2.0 da Renault, importado da França, traz biografia parecida com a do 2.0 nacional da Chevrolet: tem bloco de ferro fundido e foi modernizado com o tempo. Mas o Renault é um projeto dez anos mais recente e o trabalho de atualização foi mais completo. Destaque para as quatro válvulas por cilindro, com comando de abertura variável.

O Mégane gosta de beber, como o Vectra, mas anda rápido como os japoneses. E é o mais silencioso, a ponto de exigir atenção para ver se o motor desligou. Não basta tirar a chave-cartão do contato, precisa apertar o botão "stop", e ele nem sempre atende. Ao voltar, você pode encontrar uma cortina de fumaça na garagem.

O porta-malas é o segundo mais generoso (520 litros - no Vectra são 526) e usa articulação pantográfica, que não invade o espaço das malas. E tem uma curiosidade: o fundo é feito de plástico, assim como os pára-lamas. Serve para emagrecer o carro (o Mégane é o mais obeso da turma, 225 quilos acima do esbelto Corolla) e para baixar o orçamento da oficina, em caso de acidente. O Mégane recebeu índice 18 no teste de reparação do Cesvi, contra 25 pontos do Vectra e 22 do Corolla. Isso quer dizer que, na mesma batida, o conserto do Renault fica entre 3100 e 3300 reais e o do Chevrolet, de 4300 a 4500 reais.


SUSPENSÃO
É mais um carro macio, sem nada de especial.

AO VOLANTE
Veste bem e vem bem equipado.

CARROCERIA
Ótimo porta-malas, bom espaço interno e segurança, com uso extenso de plástico.

MOTOR E CÂMBIO
Câmbio divertido, com trocas seqüenciais, num motor com muito torque e apetite um pouco além da conta.

MERCADO
A rede autorizada da Renault não é grande como a da GM e, hoje, não está acostumada a esse tipo de produto. Talvez por isso o Mégane tenha patinado na estréia.

Custo peças
Farol dianteiro: R$ 620,45
Pára-lama dianteiro esquerdo: R$ 507,29
Pára-choque dianteiro sem pintura: R$ 751,67
Par de pastilhas de freio dianteiras: R$ 173,01
Par de amortecedores dianteiros: R$ 269,97
Total: R$ 2322,39


>> 4º - Vectra - R$ 67638
Conseguiu tirar o Corolla da liderança, tem carisma e muito espaço

>> 3º - Corolla - R$ 65391
Não quebra, bebe pouco, anda bem e tem o essencial. Mas vai cansando

>> 2º - Mégane - R$ 69990
Recheado de equipamentos, incluindo câmbio seqüencial

>> 1º - Civic - R$ 64200
Mecânica moderna, soluções inusitadas e preço convidativo

>> tabela comparativa, versões manuais e veredicto

>> página de abertura






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