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Carros | Comparativos
Sedãs médios - Chevrolet Vectra Elegance
Agosto 2006

Sedãs médios - Chevrolet Vectra Elegance

O Vectra é bem composto, com faróis de neblina e friso cromado na grade. A pintura metálica é cobrada à parte

Lista de matérias por data:

ALTERAR O TAMANHO DA LETRA  

Era a coletiva de lançamento do Mercedes Classe A fabricado no Brasil. Anunciaram o preço e, diante do relativo espanto dos jornalistas, o porta-voz da empresa perguntou: "Mas vocês compram carro a metro?" Passados sete anos, o Classe A está fora de linha e isso pode ser indicativo de que, sim, nós compramos carro a metro. O Vectra é pelo menos 9 centímetros mais longo que qualquer um deste comparativo e não há medida de carroceria em que ele fique muito atrás do melhor concorrente. Na prática, o Chevrolet é o mais generoso em espaço para a cabeça no banco de trás e capacidade do porta-malas. São os números mais importantes destes gráficos. (Em altura, espaço para a cabeça do motorista, por exemplo, a diferença do pior para o melhor é de 11 centímetros, mas todos vão bem.)

O Vectra é o maior, mas nem sempre isso aparece. Os bancos da frente são mais próximos um do outro que num Celta (12 centímetros contra 15). Isso diminui a sensação de espaço e rouba lugar das pequenas tralhas. Enquanto os concorrentes têm encosto de braço e porta-objetos onde cabe uma dezena de CDs entre os bancos, o Vectra responde com um guarda-moedas. Para amenizar, o carro da GM traz bolsas-canguru no assento dos bancos da frente e acesso ao porta-malas pelo encosto de braço traseiro. Para melhorar a circulação de ar, ele é o único a trazer saída de ventilação para o banco traseiro.

Só ele traz ar-condicionado digital, no qual você escolhe a temperatura e o aparelho esfria ou esquenta para alcançá-la. Não é necessário mexer nele o tempo todo, e é bom que seja assim, porque os botões ficam longe das mãos. O Astra europeu (que inspirou o Vectra) tem o mesmo problema, bem como vêm dele os comandos do rádio que são acionados sem querer, por ficar onde o motorista pega o volante. A alavanca da seta é curta e pesada e, ao empurrá-la, corremos o risco de ligar o piloto automático. Um problema "made in Brazil" é a alavanca de câmbio, que é curta e tem posições muito próximas. Moral da história: você quer engatar D e acaba parando no N.

Melhor deixar em Drive e, no máximo, usar a tecla Sport. A caixa de quatro marchas é tradicional, insensível ao estilo de condução do motorista. A sofisticação dela é acionar o N enquanto pisamos no freio, para não aquecer o óleo de transmissão.

Com câmbio tradicional e motor antigo, o Vectra é, dos quatro sedãs, o que anda menos e bebe mais. Repare, na tabela, que sua autonomia é limitada a 572 quilômetros, enquanto os rivais ficam em torno de 740. A possibilidade de abastecer com álcool (ele é o único bicombustível) pode melhorar um pouco o custo por quilômetro rodado, mas em troca o carro terá autonomia ainda menor. Em compensação, na hora de viajar, as bagagens agradecem a generosidade do porta-malas.

Os passageiros ficam à vontade no Vectra. Tirar a chave do contato não é encarado como o fim das atividades: você ainda tem alguns minutos para subir os vidros (que são do tipo um toque, para todos) e pode ouvir rádio à vontade - desde que não sejam arquivos MP3, isso ele não toca. Esquecimentos não constituem problema. O som desliga sozinho em meia hora e as janelas são fechadas ao acionarmos a trava elétrica por controle remoto.

O Vectra é gentil com os convidados, mas não exatamente pródigo com o patrocinador do passeio. Airbag duplo, freios ABS e rádio são cobrados à parte e, com eles, o preço dispara para 75888 reais - 10497 a mais que o Corolla. Melhor seria ter esses equipamentos no pacote básico e passar outros, como farol de neblina, ar-condicionado digital e espelho retrovisor eletrocrômico, para a lista de opcionais.


SUSPENSÃO
Nada de mais. Comparada à do Mégane, é mais seca.

AO VOLANTE
Ajustes ótimos. O que incomoda são os comandos do painel.

CARROCERIA
Espaço interno, teu nome é Vectra.

MOTOR E CÂMBIO
Os mais antigos do comparativo. Fazem o Vectra 2.0 andar menos e beber mais que carros 1.8.

MERCADO
Assumiu a liderança nas vendas, tem rede concessionária vasta e está longe de mudar.

Custo das peças
Farol dianteiro: R$ 592,17
Pára-lama dianteiro esquerdo: R$ 263,32
Pára-choque dianteiro sem pintura: R$ 312,95
Par de pastilhas de freio dianteiras: R$ 299,64
Par de amortecedores dianteiros: R$ 516,05
Total: R$ 1984,13

As falhas
O encosto de cabeça dianteiro baixa ao jogarmos a cabeça para trás. O carpete da cabine é dividido em duas partes. Dá para ver a emenda entre a parede do carro e os bancos da frente


>> 4º - Vectra - R$ 67638
Conseguiu tirar o Corolla da liderança, tem carisma e muito espaço

>> 3º - Corolla - R$ 65391
Não quebra, bebe pouco, anda bem e tem o essencial. Mas vai cansando

>> 2º - Mégane - R$ 69990
Recheado de equipamentos, incluindo câmbio seqüencial

>> 1º - Civic - R$ 64200
Mecânica moderna, soluções inusitadas e preço convidativo

>> tabela comparativa, versões manuais e veredicto

>> página de abertura






» FOTOS

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