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Carros | Comparativos
Picasso x Zafira x Scénic
Julho 2006

Picasso x Zafira x Scénic

Picasso - Tudo que você precisa para comandar essa nave de forma ovalada está no visor do painel digital. Só falta conta-giros

Lista de matérias por data:

ALTERAR O TAMANHO DA LETRA  

A transição de um sedã para uma minivan pode ser mais tranqüila se a opção for a Picasso, pois ela oferece a acomodação mais amigável ao volante. É como sentar-se no banco do motorista de uma perua, com a vantagem de estar em posição elevada, com total domínio sobre a estrada à frente. Mas algumas adaptações são necessárias. Em privilégio ao desenho, a coluna dianteira é muito avançada (da base do pára-brisa até a extremidade do painel são 61 centímetros e outros 59 centímetros até o motorista, com o banco na posição intermediária). A distância incomum altera totalmente o condicionamento de dirigir. Outra particularidade que exige reciclagem é a localização dos mostradores digitais, no centro da mesa do painel, solução já adotada em outros modelos, como o Renault Twingo: para monitorar os dados, é preciso desviar a atenção do trânsito além do habitual.

Mas nem todas as novidades exigem adaptação. Algumas soluções criam empatia imediata. Como a alavanca de câmbio no módulo central do painel, por exemplo, que está ao alcance da mão e livra espaço no console para uma gaveta junto ao assoalho. Os comandos são suaves e a direção, precisa. Fora isso, o mostrador do painel abastece o motorista com 26 diferentes alertas, além das seis informações passadas pelo computador de bordo. O idioma adotado é o português do Brasil, mas os dados de consumo mantiveram o sistema europeu, de litros consumidos a cada 100 quilômetros ­ para converter para o nosso sistema, é preciso dividir 100 pelos litros indicados no visor. Em contrapartida, os ícones que ilustram parte dessas funções são de compreensão imediata. Caso se sinta incomodado pelo excesso de informação, o motorista pode desativar uma das telas do mostrador e ficar apenas com a imagem do velocímetro: em caso de anormalidade, como falta de combustível, o alerta será dado. Num painel com tantos recursos, contrasta a falta do conta-giros.

O modelo começa a ser fabricado em Porto Real, no Rio de Janeiro, em duas versões de acabamento ­ GLX e Exclusive ­ mas apenas com um tipo de motor, o 2.0 16V de 118 cavalos de potência, suficientes, segundo o fabricante, para a vocação utilitária do veículo. Com a pior relação entre peso e potência (11 quilos para cada cavalo), na pista, foi a minivan que teve desempenho mais modesto e o maior consumo de combustível, sem o uso do ar-condicionado. Na cidade, no entanto, enfrentou sem problemas o trânsito e manteve a mesma disposição na estrada. Dois pontos fortes são a direção firme nas velocidades mais altas e a excelente estabilidade.

O acabamento é caprichado e há soluções bem-vindas. Cinco passageiros viajam com conforto em bancos individuais e quem vai atrás conta com sistema independente do ar-condicionado, por enquanto uma exclusividade das Picasso fabricadas no Brasil. Há idéias notadamente inspiradas na Scénic, como o banco traseiro central que desliza sobre trilhos. Outras são originais, como a cesta de plástico sanfonado, útil no transporte de pequenos volumes. Há, por fim, idéias que sugerem improvisações, como os porta-copos na tampa do porta-luvas, de utilidade duvidosa, e o sistema de engate do cinto de segurança central traseiro, cuja operação é demorada e pouco funcional.
Entre as minivans brasileiras, a Picasso é a que tem os traços mais arrojados. Donato Coco, designer francês criador do projeto, diz que as formas ovais transmitem sensação de segurança aos passageiros e tornam a vida a bordo mais agradável. A julgar pelos olhares interessados que atraem na rua, parecem agradar também quem está do lado de fora.
 
 
PONTOS FORTES
- computador de bordo
- design

 

PONTOS FRACOS
- retirada do estepe
- buzina na haste da seta

 

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