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Carros | Comparativos
Zafira x Picasso x Scénic
Julho 2006

Zafira x Picasso x Scénic

Picasso - A versão brasileira da Citroën tem um exclusivo sistema duplo de ar-condicionado, desenvolvido para o nosso clima

Lista de matérias por data:

ALTERAR O TAMANHO DA LETRA  

A Picasso tem um design ousado. Faz lembrar o tempo em que a Citroën era tida como o fabricante mais inovador, entre as décadas de 30 e 70. O que mais impressiona, no entanto, não são as linhas da minivan, mas a posição de dirigir. Ao volante a sensação é de que a Picasso foi feita sob medida. A ergonomia é perfeita. A posição do volante não incomoda, a direção é leve e a alavanca de câmbio é fácil de manusear. Os bancos acomodam o corpo com conforto. A única ressalva é em relação à visibilidade para a frente do carro, principalmente na região logo abaixo do pára-brisa. Com a boa posição de dirigir, não levou muito tempo para nos acostumarmos com as dimensões da carroceria. Até porque, em Paris, conhecer bem as dimensões do carro é essencialmente necessário. Algumas ruas são muito estreitas e os estacionamentos subterrâneos fazem os de nossos shopping centers parecerem imensos. O que causa uma certa insegurança, nos primeiros quilômetros, é a enorme distância entre a base do pára-brisa e o painel de instrumentos. Esse vão, que existe em todas as minivans, é exagerado na Picasso. São 61 cm, contra 50 cm nas rivais Scénic e Zafira. A Citroën, que faz sua estréia como fabricante local, tomou vários cuidados ao desenvolver a versão nacional da Picasso. O motor 2.0 16 V, de 118 cv, por exemplo, é exclusivo do modelo brasileiro. Nenhuma outra versão da Picasso, no mundo, possui esse motor. Trata-se de um novo motor que equipa o recém-lançado sedã de luxo C5, com o sistema eletrônico mapeado para as condições de uso do Brasil. O câmbio foi encurtado nas relações de 1ª, 2ª e 3ª marchas, para o carro arrancar mais depressa, como o brasileiro gosta. Mas não foram só essas as melhorias. O computador de bordo, que informa consumo instantâneo, autonomia e prazo para a próxima revisão, adota a língua portuguesa falada no Brasil. Na França, não existe nem a opção do português de Portugal entre as línguas disponíveis. A Citroën ajustou ainda a velocidade do limpador do pára-brisa para o sistema vencer as chuvas tropicais, que não existem na Europa. Outra mudança que pode ser creditada ao nosso clima está no sistema de refrigeração. A empresa descobriu que estacionado ao sol do meio-dia, em uma cidade como o Rio de Janeiro, a temperatura no interior do veículo ia a 55° C. E que o ar-condicionado da minivan demorava 20 minutos para abaixar a temperatura a 23° C. Foram investidos então 25 milhões de dólares no desenvolvimento de um sistema de ar-condicionado suplementar, que reduziu o tempo de refrigeração do habitáculo, nas mesmas condições, para 4 minutos. Esse sistema foi instalado na parte dianteira da cabine, entre os bancos, com as saídas voltadas para os passageiros de trás. Já há estudos para que essa idéia seja exportada para outros países de clima quente. A Picasso tem o interior bastante agradável para quem viaja no banco de trás. Ao contrário das outras, em que o assento do meio é menor, a minivan da Citroën oferece o mesmo espaço para os três assentos do banco traseiro. Além do porta-objetos, nas laterais, com capacidade para uma garrafa de água, a minivan conta com tomada de 12 volts e mesinhas instaladas nos encostos dos bancos dianteiros, como nos aviões. No que diz respeito ao acabamento, também há mudanças em relação ao modelo fabricado na França. O tecido dos bancos foi trocado por veludo e no lugar de revestimentos em cores claras e coloridas entraram tons mais escuros e discretos. Isso porque a Citroën constatou que, ao contrário do europeu, o brasileiro não gosta de cores vivas no estofamento. E nem de cores claras: os bancos sujam com facilidade e logo ficam com aparência de velhos, segundo a conclusão da empresa. Os equipamentos disponíveis na França, com exceção do ar-condicionado suplementar, deverão ser os mesmos no Brasil, como travas e vidros elétricos, cintos de três pontos para todos os bancos, direção hidráulica e volante multifunção. A fábrica ainda não definiu se alguns sistemas, como os freios ABS e os airbags, estarão disponíveis como equipamentos de série ou opcionais. As versões de acabamento serão duas, assim como ocorre com o Xsara: GLX e Exclusive. A estratégia de manter o padrão de equipamentos da linha já à venda no Brasil será seguida também pela Chevrolet e pela Renault. Estima-se que a Picasso será a mais cara das três, com preços em torno de 42000 e 47000 reais.     


*A min: 830 - max: 1010
B diant: 920 - tras: 930
C min: 750 - max 950
D diant: 1560 - tras: 1560

*Medidas em mm. Mínima com o banco avançado. Máxima com o banco recuado

 

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