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Carros | Comparativos
Picasso x Zafira x Scénic
Julho 2006

Picasso x Zafira x Scénic

Scénic - Não basta ser prática: tem que ser forte

Lista de matérias por data:

ALTERAR O TAMANHO DA LETRA  

A Scénic ganhou músculos não apenas na aparência, realçada pelos faróis de maior superfície. Mas principalmente no motor 2.0 16V, agora com 140 cavalos de potência, que substituiu o 2.0 8V, de 115 cavalos. O novo motor equipa na França modelos maiores, como a Espace e o Laguna, ou esportivos (Clio RS), e é inédito na Scénic. Funcionou bem para reforçar a imagem de carro vigoroso que o fabricante quer dar ao modelo. Com motor mais forte, que representará 40% da produção total da linha, a expectativa é de que a Scénic saia mais para a estrada ­ as pesquisas do fabricante revelaram que o modelo é mais utilizado na cidade e por mulheres.

Na pista de teste, a Renault foi a melhor nas retomadas, acelerações e nas médias de consumo. Na cidade, o motor com mais força em baixas rotações facilita a condução. E com freio a disco nas quatro rodas, auxiliado por ABS como item de série na versão RXE 2.0, as distâncias de parada diminuíram. O conjunto, no entanto, recebeu uma suspensão calibrada para privilegiar o conforto: nas curvas feitas em velocidade, passa a sensação de instabilidade. Só sensação, como demonstra o bom índice de aderência lateral medido nos testes.
Os 140 cavalos do novo motor colocam a Renault bem à frente da concorrência no item desempenho. Mas quem compra uma minivan costuma voltar sua atenção para outras características, como o aproveitamento do espaço interno e a funcionalidade. E aqui a Scénic paga o preço do pioneirismo e perde posições para Picasso e Zafira, de concepção mais moderna. Algumas das grandes sacadas criadas pela Renault em 1996, quando a minivan foi lançada, foram aproveitadas ­ e, em alguns casos, aperfeiçoadas ­ pelos concorrentes. Os nichos com tampa no assoalho, as mesinhas com porta-copos no encosto dos bancos e os assentos traseiros individuais, por exemplo, foram copiados da Scénic pela Picasso. Mas na Citroën as tampas dos nichos servem para prender ferramentas (na Renault são lisas), a mesinha central tem um clipe para prender papel e os bancos são mais largos e confortáveis. É preciso considerar ainda que a Scénic está no meio de sua vida e que sua sucessora, baseada no carro-conceito Avantime, deverá ser lançada na Europa daqui a dois anos. Picasso e Zafira ainda têm alguns anos a mais pela frente antes da chegada da segunda geração.
Longe de ser antiquada, a Renault tem muitas qualidades. E alguns incômodos crônicos. O ângulo do volante é um deles. Mas o motorista acaba se adaptando a essa característica, auxiliado pelos ajustes de altura do banco e do volante. Entre as três, é a que oferece o menor espaço para as pernas e a menor capacidade cúbica do porta-malas. Por 41980 reais leva-se a Scénic equipada com o novo motor. Quem quer entrar no clube da minivan, não faz questão de maior potência e abre mão de alguns acessórios, encontra na Scénic básica, com motor 1.6 16V, a porta de entrada mais barata: 32490 reais.
 
 
PONTOS FORTES
- motor potente
- consumo
- porta-trecos
 
PONTOS FRACOS
- posição ao volante
- comandos dos vidros
 




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