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Carros | Comparativos
Civic x Corolla x Cruze x Elantra x Fluence x Jetta x 408
Janeiro 2012

Civic x Corolla x Cruze x Elantra x Fluence x Jetta x 408

Ampliada e renovada, nossa frota de sedãs médios está alinhada com o que há de mais atual no mundo

Por Paulo Campo Grande | fotos: Christian Castanho
Lista de matÉrias por data:

TAMANHO DA LETRA  

Comprar carro novo é um momento de satisfação, mas também de ansiedade, que precede quase todas as decisões importantes. Se você está pensando em um sedã médio, no entanto, alegre-se. Especialistas em técnicas de tomada de decisão afirmam que a probabilidade de acerto é diretamente proporcional ao número de variáveis consideradas. E o segmento de sedãs médios é o que teve maior número de novidades nos últimos tempos. A oferta cresceu e se atualizou em sintonia com os principais mercados do mundo. Entre lançamentos e reestilizações, temos Chevrolet Cruze, Honda Civic, Hyundai Elantra, Peugeot 408, Renault Fluence, Toyota Corolla e VW Jetta.

Para este comparativo, nem todas as fábricas dispunham dos modelos nas configurações solicitadas. No caso da Hyundai, o carro foi gentilmente cedido por duas lojas multimarcas de São Paulo. A ComfortCar emprestou a unidade mostrada nesta página. E a Auto Pena forneceu a da capa. Como as diferenças entre as versões estão nos equipamentos, para efeito de comparação, optamos por considerar as variações equipadas com câmbio automático, duplo airbag e ABS. O Cruze alinha na versão LT. O Civic chega na versão LXS. E o Elantra é um GLS. Entre os franceses, o 408 participa como Allure e o Fluence, como Dynamique. O Corolla vem na versão XEi. E o Jetta é o Comfortline.



7º Toyota Corolla 2.0 XEi

Desde o lançamento, em 2002, o Corolla se firmou no segmento como referência em dirigibilidade, por apresentar rodar confortável e o tempo todo sob controle do motorista, até mesmo quando levado ao limite da aderência. Mas lá se vão dez anos. E, embora conserve seu bom comportamento, o Toyota já não é o único dinamicamente correto. Os outros sedãs alinhados aqui são de igual forma capazes. As diferenças que existem entre eles podem ser creditadas ao temperamento típico dos carros de cada casa, o chamado DNA da marca.

Aceleração rápida
Sem mudanças profundas, o Corolla perdeu a exclusividade da boa dinâmica e envelheceu diante dos progressos da concorrência. A reestilização feita no ano passado lhe deu ares de novidade, mas não conseguiu esconder sua idade. Seu interior é acanhado perto do dos outros. Só não dá para dizer que ele é menor em todos os aspectos, porque seu porta-malas, de 470 litros, ganha de Cruze, Civic e Elantra. Além de menos espaço, alguns comandos remetem ao século passado, como as alavancas para abertura do porta-malas e do tanque de combustível e o acionamento do piloto automático, em uma alavanca acessória ao volante.

O que o Corolla tem de mais novo é o motor 2.0, apresentado na linha 2011. Mas esse motor vem acoplado a uma transmissão de quatro marchas, que poderia ser de cinco ou de seis, como as dos rivais. Na pista de testes, o Corolla não fez feio. Ele foi o segundo mais rápido nas provas de 0 a 100 km/h e ficou em terceiro nos testes de consumo.

O Corolla XEi automático é bem equipado. Ele traz ar-condicionado digital, piloto automático, sistema de som, bancos de couro, computador de bordo, Bluetooth e sensor de faróis, entre outros itens. Mas não tem os equipamentos mais modernos, incorporados aos projetos recém-chegados, como central multimedia e sistemas de condução econômica. Sem renovação, ele fica em sétimo lugar.

DIREÇÃO, FREIO E SUSPENSÃO

Os votos são a favor do conforto. A direção leve é um pouco lenta nas reações. A suspensão é macia, mas com menos rolling que os concorrentes. Mas o sedã está sempre sob controle.
★★★★

MOTOR E CÂMBIO
Apesar de ter apenas quatro marchas, como o 408, o câmbio é bem escalonado e aproveita bem a força do motor.
★★★

CARROCERIA
O Corolla foi retocado no ano passado, mas as mudanças não escondem a idade do projeto.
★★★

VIDA A BORDO

Seu espaço interno é menor que o da concorrência. O visual é ultrapassado.
★★★

SEGURANÇA

Quatro airbags e ABS.
★★★

SEU BOLSO
Três anos de garantia. Seguro baixo: 3,1% do valor do bem.
★★★

TOTAL
★★★



6º Hyundai Elantra 1.8 GLS


O design do Elantra é o que mais chama atenção. Ele é mais um exemplo do consagrado estilo que a Hyundai batizou de Fluidic Sculpture, ou "Escultura Fluida", expressão que é facilmente entendida quando se bate os olhos no formato dos faróis e das lanternas ou no encontro dos vincos que desenham a linha de cintura do carro. Mas o Elantra não é só mais um rostinho bonito. Seu acabamento também merece reparo.

Seguro do bem
Entre os diferentes materiais, como plástico, couro e alumínio, há gratas surpresas como os comandos emborrachados dos vidros. No pacote de equipamentos, o Hyundai inclui seis airbags, ABS, sensores de chuva, de faróis e de estacionamento e sistema auxiliar de condução econômica EcoDrive. O banco do motorista tem regulagens elétricas e o ar-condicionado é dual-zone.

Entre as virtudes, não se pode deixar de mencionar o conjunto motor e câmbio, tecnicamente sofisticado. O motor tem duplo comando de válvulas variável e o câmbio é sequencial de seis marchas.

Como ninguém é perfeito, o Elantra também comete deslizes como usar freio a tambor nas rodas traseiras e ter cinto subabdominal para o ocupante da posição central no banco traseiro. Seu motor bebe apenas gasolina, enquanto os outros são bicombustíveis. Ainda que o álcool tenha preços sazonais e perca vantagem diante da gasolina, em algumas épocas do ano o motor flex proporciona ganhos ambientais, pelo fato de o álcool poluir menos, além de dar liberdade ao motorista para escolher o combustível que quer usar.

Mas o maior inimigo do Elantra é seu preço de venda, bem acima do dos concorrentes. Mesmo com essas ressalvas, pela modernidade de projeto, ele fica na frente do Corolla neste comparativo.

O Elantra tem cinco anos de garantia e seu seguro ficou na média da categoria, com custo correspondendo a 3,8% do bem.

DIREÇÃO, FREIO E SUSPENSÃO

Assim como o Corolla, tem direção leve, porém mais rápida. O desempenho do freio foi apenas mediano. A calibragem da suspensão é macia.
★★★★

MOTOR E CÂMBIO
A mecânica é moderna e demonstrou eficiência na pista. Não é flex.
★★★

CARROCERIA
O ponto forte é o design chamativo. Assim como o Civic, o acabamento e a construção mostram qualidade.
★★★★

VIDA A BORDO
Ele recebe bem os ocupantes com espaço, equipamentos e baixo nível de ruído.
★★★★

SEGURANÇA
Tem seis airbags, ABS, EBD, BAS e cinto subabdominal, na posição central traseira.
★★★

SEU BOLSO
É bem mais caro que os rivais. A garantia é de cinco anos. O seguro equivale a 3,8% de seu preço.
★★

TOTAL
★★★



5º VW Jetta 2.0 Comfortline


A o contrário do Elantra, que se faz notar ao primeiro olhar, o Jetta é um sedã discreto, daqueles que se confundem na multidão das ruas. Suas linhas são elegantes, mas contidas. O que está longe de ser defeito, pois o mercado de sedãs é pluralista e composto de gente que prefere a discrição, enquanto outros, a "aparição". O problema do Jetta Comfortline é seu recato sob outros aspectos. O único item que ele oferece com exclusividade, em relação aos concorrentes, é o indicador de desgaste das pastilhas de freio. Ele não tem câmera de ré, como o Civic, nem ESP, como o Cruze. Seu ar-condicionado é comum. E o piloto automático é opcional.

Suspensão interativa
Na pista, o Jetta, que tem câmbio de seis marchas, mas motor de 120 cv (enquanto os dos rivais têm todos mais que 140 cv), manteve a timidez, tanto nas provas de aceleração como nas de retomada de velocidade. Seu melhor rendimento ocorreu no consumo e nas frenagens.

Assim como os demais carros mostrados aqui, o Jetta tem comportamento dinâmico que privilegia o conforto. Mas faz isso à maneira de um VW, ou seja, sem prejudicar a dirigibilidade. O Jetta é dono de uma suspensão ligeiramente mais dura que seus pares. Seus eixos transmitem claramente a interação do carro com a via. E a direção participa exigindo mais força para as manobras. Essa é a receita para quem gosta de sentir o comportamento do veículo, ainda que abrindo mão de parte do conforto.

No que diz respeito ao bolso, o Jetta Comfortline tem preço intermediário, em comparação com os outros sedãs, nas versões consideradas. Mas seu seguro fica proporcionalmente entre os mais caros, custando cerca de 4% de seu valor. A VW tem rede de assistência ampla, mas não oferece plano de manutenção com preços fixos e sua garantia tem duração de um ano apenas, com mais dois somente para motor e câmbio, enquanto a concorrência dá cobertura de três e cinco anos.

DIREÇÃO, FREIO E SUSPENSÃO
Ele é o mais esportivo ao rodar. A direção exige maior esforço e a suspensão é mais dura. Em compensação, é o mais obediente e superou o Fluence nas frenagens.
★★★★

MOTOR E CÂMBIO
O câmbio é rápido nas trocas, mas o motor é para motoristas de comportamento pacato. Foi um dos mais econômicos.
★★★★

CARROCERIA

Tem visual elegante ainda que sóbrio. O acabamento é de qualidade, mas peca nos detalhes.
★★★★

VIDA A BORDO

O sensor traseiro de estacionamento, presente também no Elantra, soa mesmo com o câmbio em Drive.
★★★

SEGURANÇA
São quatro airbags, ABS e ASR.
★★★

SEU BOLSO
A garantia é de um ano. O preço do seguro é 4% de seu valor.
★★★

TOTAL
★★★



4º Peugeot 408 2.0 Allure

No último comparativo de que participou, em abril de 2011, o 408 foi apresentado na versão Feline, mais completa que a Allure contemplada agora. Saíram itens como ar-condicionado dual-zone, sensores de faróis, bancos de couro, ESP, teto solar, retrovisor eletrocrômico, soleira cromada e airbags laterais e de cortinas. Ainda assim, o Peugeot continuou bem equipado. Restaram ar-condicionado, ABS, computador de bordo, dois airbags frontais, piloto automático com limitador de velocidade e para-brisa com tratamento acústico. E seu preço baixou de 74 900 para 64 500 reais. Trata-se do modelo mais barato do comparativo.

Ligação direta
E, mesmo tirando equipamentos, o 408 manteve seu padrão de acabamento, com boa qualidade de materiais e de peças e as mesmas características de design e de espaço interno. A cabine do 408 é a que oferece maior largura para ombros, na dianteira, e seu painel ajuda a proporcionar a sensação de bem estar, por possuir um desenho que se harmoniza com o ambiente, sem roubar espaço do motorista ou prejudicar a visibilidade.

No dia a dia, o 408 é um carro confortável, como os outros sedãs mostrados aqui, mas com suspensão de curso um pouco mais fechado, que segura a carroceria com firmeza e passa as interações com piso com mais fidelidade. A direção, por sua vez, é um pouco mais pesada e direta que a média. Entre batentes, seu volante dá 2,8 voltas, ao passo que a do Fluence gira 3,2 vezes.

O motor 2.0 16V de 151 cv, com etanol, é o segundo mais potente do comparativo. Só perde para o do Corolla, que tem 153 cv. Mas o câmbio de quatro marchas é um tanto quanto hesitante. Na prática, o casamento do motor com o câmbio gera desempenho pouco superior ao do Jetta, com mais consumo. Mas, mesmo perdendo atrativos, na versão Allure, o 408 repete o resultado do comparativo anterior, posicionando-se à frente do VW.

DIREÇÃO, FREIO E SUSPENSÃO

Com direção mais direta que as demais e suspensão firme, tem comportamento esportivo. Ficou dentro da média geral nas distâncias de frenagem.
★★★

MOTOR E CÂMBIO

O motor é apenas honesto e a programação do câmbio, de escassas quarto marchas, não ajuda.
★★★

CARROCERIA

É dele o melhor padrão de acabamento no que diz respeito aos materiais e à qualidade de construção.
★★★★★

VIDA A BORDO
Dono do maior espaço interno, tanto na cabine como no porta-malas, é confortável e bem equipado.
★★★★

SEGURANÇA

Dois airbags, ABS, EBD e BAS.
★★★

SEU BOLSO
Seu seguro custa cerca de 4,1% de seu valor. A garantia é de três anos.
★★★★

TOTAL

★★★★



3º Renault Fluence Dynamique


Vencedor do comparativo de abril de 2011, na versão topo de linha Privilège, o Fluence perdeu terreno agora, por ser a versão intermediária Dynamique - sem mimos como GPS, faróis de xenônio e bancos de couro -, mas também porque os novos Cruze e Civic chegaram com fôlego para a briga. Mesmo assim, o Fluence se segurou diante dos demais, ficando com o terceiro posto. Apesar de menos equipado, nesta versão Dynamique, o Fluence ainda é bem servido de itens de conforto e segurança. Seu arcondicionado, por exemplo, tem ajustes independentes para os dois lados da cabine. O piloto automático conta com limitador de velocidade. Completam a lista de itens Bluetooth, sensors crepuscular e de chuva, seis airbags e a chavecartão com a partida por meio de botão startstop.

O maior porta-malas

Graças ao motor, com bloco e cabeçote de alumínio e comandos de válvulas variáveis na admissão e no escapamento, e ao câmbio CVT de seis marchas, o Fluence foi o sedã mais rápido nas medições de desempenho. No consumo, apenas se saiu bem. Foi ultrapassado pelo rendimento de Jetta e Civic. Ainda na pista, o Renault fez boa figura nas frenagens, ficando atrás apenas do VW, por pouca diferença. Assim como mantém as qualidades, contudo, o Fluence não se livra dos defeitos tradicionais, a exemplo dos deslizes no acabamento, com a presença de vãos irregulares no encontro das peças na carroceria e o uso de plástico de qualidade inferior no painel e nos puxadores das portas.

Seu design é bonito e original e impressiona pelo porte. O Fluence parece maior que os concorrentes, mas tanto suas medidas internas quanto as externas estão dentro do padrão do segmento. O destaque é o portamalas de 530 litros, que é o maior do comparativo - o menor é o do Elantra, com capacidade para 420 litros de bagagem.

A Renault oferece garantia de três anos, revisões com preços fixos e serviço de assistência 24 horas.

DIREÇÃO, FREIO E SUSPENSÃO

A Renault privilegiou o conforto. A direção é leve e lenta, como a do Corolla. A suspensão, macia, deixa a carroceria movimentar-se demais nas curvas. Os freios se mostraram eficientes.
★★★★

MOTOR E CÂMBIO
O motor é esperto e o câmbio CVT de seis marchas acompanha o ritmo. O bom resultado da parceria apareceu na pista.
★★★★★

CARROCERIA

O estilo foge ao comum. O acabamento tem deslizes na carroceria e no interior da cabine.
★★★

VIDA A BORDO
O sedã é confortável, com bom espaço interno e ótimo conteúdo de equipamentos.
★★★★

SEGURANÇA

Seis airbags, ABS, EBD, BAS.
★★★★

SEU BOLSO

Assistência 24 horas e seguro que vale 3,4% de seu preço.
★★★

TOTAL
★★★★



2º Chevrolet Cruze 1.8 16V LT

O Cruze é mais bonito de perto que nas fotos. Seu design anguloso tem uma esportividade que cairia muito bem em um cupê. Por dentro, as linhas da carroceria se repetem, embora as superfícies sejam mais arredondadas. A qualidade de acabamento é boa, mas fica aquém de rivais como 408 e Elantra, na seleção dos materiais. Bancos de couro são de série, na versão LT automática - eles vêm no pacote que inclui o câmbio. E o espaço é compatível com a categoria, com exceção da altura do teto no banco traseiro, maior que a média.

Controle de estabilidade
O Chevrolet é o único que vem com ESP de série. O Jetta traz controle de tração (ASR) e demais param no ABS com EBD. Mas o que mais chama atenção no Cruze é o conjunto mecânico. O motor tem duplo comando da válvulas variável. E o câmbio é sequencial de seis marchas. Olhando a ficha de testes, nota-se que o Cruze não se destacou nos ensaios, mas fora da pista ele se mostrou um carro rápido no dia a dia, aliando as respostas do motor e do câmbio à calibragem ligeiramente esportiva da suspensão e da direção.

No que diz respeito aos itens de conforto, o Cruze acompanha seus pares com som, computador de bordo e piloto automático. Como diferencial, ele traz o sistema que controla a qualidade do ar na cabine, acionando automaticamente a recirculação quando a poluição externa atinge níveis elevados.

As notas dissonantes ficam por conta das palhetas dos limpadores do para brisa, que são convencionais, enquanto os rivais (com exceção do Corolla) contam com palhetas do tipo flat blade, e do que a GM chama de central multimídia, que, no caso do Cruze, reúne apenas os controles do sistema de som e do Bluetooth. Diferente do Civic, que tem uma central que acomoda as funções de áudio e telefonia, o computador de bordo, o sistema de navegação e o de comunicação do carro com o condutor. Pelo conjunto da obra, o Cruze fica com o segundo lugar.

DIREÇÃO, FREIO E SUSPENSÃO
A direção é mais pesada, firme e direta que a do Civic. O freio teve desempenho mediano. A suspensão garante a dirigibilidade sem fazer grandes concessões ao conforto.
★★★★

MOTOR E CÂMBIO
O conjunto mecânico é robusto. Apresentou rendimento intermediário, com câmbio de seis marchas.
★★★★

CARROCERIA

Linhas elegantes e visual moderno, mas discreto.
★★★★

VIDA A BORDO
Tem bom espaço para os ocupantes, com destaque para a altura do teto no banco traseiro.
★★★★

SEGURANÇA
Quatro airbags. ABS, ASR e ESP.
★★★★★

SEU BOLSO
É dele o seguro mais alto: 5,1% do valor do bem. A garantia é de três anos.
★★★

TOTAL
★★★★



1º Honda Civic 1.8 LXS


O Civic nos pareceu sem graça, no primeiro contato que tivemos nos Estados Unidos, mas ganhou expressividade ao chegar por aqui com nova maquiagem. Sua dianteira ficou mais insinuante, com o para-choque encorpado e os faróis com bloco elíptico. Mas não foi só no visual que ele nos surpreendeu positivamente, conquistando o primeiro lugar neste comparativo. Com liberdade para acelerá-lo na pista de testes, nós pudemos comprovar a evolução desta que é sua nona geração.

Grid de largada

Por dentro, não houve mudanças. Mas a Honda poderia ter trocado o acabamento da parte superior do painel, também presente nas portas. A textura, parecida com a trama da fibra de vidro, não causa boa impressão.

O Civic não tem o motor mais potente do comparativo, que é o do Corolla, nem câmbio de seis marchas, como parte da concorrência. Ainda assim, apresentou rendimento exemplar. Se os tempos nas provas de aceleração servissem para a formação de um grid de largada, o Civic sairia na segunda fila, ao lado do Elantra, com o mesmo tempo, e atrás do pole-position Fluence e do segundo colocado, o Corolla. Por outro lado, se a vitória da corrida estivesse condicionada ao melhor rendimento, o Civic terminaria em primeiro, por ter sido o mais econômico - com as médias de 7,8 km/l na cidade e 9,4 km/l na estrada, com etanol. O Elantra, que roda só com gasolina, fez 10,5 km/l na cidade e 15,4 km/l na estrada. Mas nesse caso cabe a comparação de custos. Considerando os preços de 1,91 real para o etanol e de 2,64 reais para gasolina, Segundo pesquisa feita no site da Agência Nacional do Petróleo para a praça de São Paulo, na ponta do lápis, o Civic se sai melhor no uso urbano, com o custo de 24 centavos por quilômetro, contra 25 centavos do Elantra. No tráfego rodoviário, a vantagem muda de lado, com o custo por quilômetro de 17 centavos para o Elantra e 20 centavos para o Civic.

DIREÇÃO, FREIO E SUSPENSÃO
A direção é leve, com reações rápidas, porém progressivas. O freio atua com equilíbrio, mas parou em distância maior que a dos rivais. A suspensão garante estabilidade sem prejudicar o conforto.
★★★★

MOTOR E CÂMBIO

Em desempenho, ficou no pelotão intermediário. Mas ele se destacou no consumo.
★★★★

CARROCERIA
O estilo evoluiu por fora e por dentro. Sua construção é bem acabada.
★★★★

VIDA A BORDO
A cabine é espaçosa. Tem boa ergonomia e o acabamento é de qualidade.
★★★★

SEGURANÇA
Duplo airbag, ABS, EBD.
★★★

SEU BOLSO
É dele o seguro mais baixo: 2,8% do valor do bem. Garantia de três anos.
★★★★★

TOTAL
★★★★



VEREDICTO


O Civic é tecnicamente mais refinado, considerando motor, construção e equipamentos. O Cruze impressiona pelo conteúdo (ESP) e pelo conjunto motorcâmbio. O Fluence tem desempenho. E o 408, preço e acabamento. Para o Jetta, faltam desempenho e garantia longa. O Elantra custa caro e peca em detalhes. E o Corolla sente o peso dos anos, mesmo reestilizado.

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