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Carros | Comparativos
Chevrolet Cobalt x Fiat Grand Siena x Nissan Versa
Junho 2012

Chevrolet Cobalt x Fiat Grand Siena x Nissan Versa

Com espaço, equipamento e desempenho, eles elevam a nota de corte para entrar na cada vez mais seletiva garagem das famílias

Por Ulisses Cavalcante | fotos: Marco de Bari
Lista de matÉrias por data:

TAMANHO DA LETRA  

Os sedãs destas páginas compõem uma safra criada para agradar a um novo consumidor. Não é qualquer carro que povoa o sonho do brasileiro. O comprador quer preço, mas anseia por design atraente, espaço interno, equipamentos de conforto e segurança e, se possível, algo mais que um 1.0 sob o capô. A Renault foi pioneira ao antecipar essa tendência e lançar o Logan. Sem custar mais, oferecia espaço e porta-malas de carros maiores. Sua receita, de tão pragmática, deixou de lado uma dose de encanto, que o distanciou da atual geração da "entrada social", razão pela qual não alinhou neste comparativo.

Grand Siena, Versa e Cobalt são as novidades em um segmento que se transformou nos últimos anos. "A classe média teve um incremento de renda e acesso a um volume maior de crédito, por isso está pagando por inovação. O consumidor deseja melhorar sua experiência com o automóvel", diz Geraldo Queiroz, sócio-diretor da pesquisadora Escopo. "Estes sedãs atendem às necessidades de quem não pode comprar um mais luxuoso. É a medida ideal de produto, pois não é preciso desembolsar uma pequena fortuna", diz Ana Serra, gerente de produto da Nissan.

Outro sinal dos novos tempos é o luta dos fabricantes para desvencilhar os sedãs derivados de suas plataformas originais. A Fiat se esforça para afastar o Siena do Palio, enquanto a GM nega qualquer derivação. A Nissan não esconde o parentesco com o March, mas não compara os filhos.

Segundo Queiroz, itens considerados de luxo tendem a migrar para carros mais baratos. "Há quatro anos, a eletrônica representava de 10% a 15% do valor do veículo. Esse número deve chegar a 30%", diz o consultor.



3º Chevrolet Cobalt LTZ 1.4

O maior sedã da turma acabou ficando em último lugar na fila. Ele é o único da classe que tem um porta-malas de 563 litros e, com um mochilão desse, ganhou nota 10 no espaço para bagagens. Também é o único que carrega cinco adultos com folga em seus bancos firmes, confortáveis e bem desenhados. Com essas qualidades, deveria ser o queridinho, certo? Na prática, tanta capacidade para carga e passageiros não combina com o motor 1.4. Ele é valente com dois ou três a bordo, mas fica devendo quando a família toda viaja junta. Em alta rotação, o isolamento acústico não esconde a aspereza de seu funcionamento. Para compensar, o ar-condicionado eficaz acalma os ânimos da criançada, enquanto o motorista é surpreendido pela direção precisa e suspensão firme.

O Cobalt é dono do painel mais bonito. Tem traços modernos, com apliques plásticos em dois tons,
quadro de instrumentos com mostradores digitais e bom alinhamento entre os bancos, coluna de direção e pedais. Alguns componentes, como volante, botões e alavancas de seta, são divididos com o Cruze, o que lhe confere algum requinte. Os plásticos utilizados revelam preocupação maior no controle de qualidade - disciplina que a GM negligenciou nos últimos anos.

Vendido em três versões, só vem com freios ABS e airbags nas duas mais caras, LT e LTZ. Nas fotos você vê o topo de linha, mas a compra ideal é a configuração intermediária. São 2 700 reais separando as duas, preço que contempla rodas de liga, retrovisores elétricos, faróis de neblina e computador de bordo, entre os principais itens. Se você quer cortar o supérfluo, fique com a LT.

DIREÇÃO, FREIO E SUSPENSÃO
Tem comportamento de sedã médio e agrada pela maciez de rodagem. A direção é precisa e a suspensão firme transmite segurança nas curvas.
★★★★

MOTOR E CÂMBIO
O motor 1.4 não ajuda quando o carro está carregado. Engates são mais precisos que os do Agile e dos demais compactos da GM.
★★★

CARROCERIA
Design não é seu forte, mas tem um excelente porta-malas e espaço interno coerente com a categoria. Acabamento mostra evolução nos carros da Chevrolet.
★★★★

VIDA A BORDO
Interior visualmente agradável, com plásticos de qualidade compatível com o preço. Tem bancos confortáveis e grande área envidraçada.
★★★★

SEGURANÇA
Freios ABS e airbags são itens de série nas versões LT e LTZ. Descuida do passageiro do meio, sem cintos de três pontos e encosto de cabeça.
★★★

SEU BOLSO
É o maior e o mais caro, mas tem garantia de três anos e rede de 598 concessionários. A versão LT, a intermediária, tem o melhor custo-benefício.
★★★★

 



2º Fiat Siena Attractive 1.4

O Siena cresceu em tamanho e preço, recebeu o título de Grand Siena e passou a custar 41 689 reais - mas vem de série com freios ABS, airbags duplos, direção hidráulica, ar-condicionado e vidros elétricos. Em valores absolutos, é o mais barato dos três, mas essa economia é relativa. Por 1 700 reais a mais, leva-se o Versa topo de linha, equipado com motor 1.6 (111 cv). Apesar da potência superior, o japonês é 21% mais econômico que o Fiat em ciclo rodoviário. 

O Siena é o mais estiloso dos três. O Nissan e o Chevrolet podem não vencer concursos de beleza, mas não vão fazer você passar vergonha na porta do colégio dos filhos. A versão Attractive 1.4 é a mais em conta da linha, sem contar o Siena EL, com motor 1.0 e 1.4. Sem o ar-condicionado, parte de 38 710 reais, mas não caia na armadilha de não adquirir o opcional. Além do conforto extra, você será beneficiado na revenda. Um carro nesse patamar de preço vira um mico sem o ar.

Na guerra por preços, o Grand Siena está bem armado para deixar o Chevrolet para trás em qualquer versão. Na tabela sugerida, nem o Cobalt LT bate o sedã mineiro. Nesta versão, o carro de São Caetano do Sul parte de 43 780 reais, mais que os 43 470 reais pedidos pelo Grand Siena Essence equipado com motor 1.6 16V.

Na cabine, o Siena não deixa a desejar quando o assunto é conforto ou qualidade do acabamento, ainda que o Cobalt tire notas mais altas nesse quesito. Com seis saídas de ar, tem o sistema de ventilação mais eficaz, mas o cheirinho de Palio insiste em permanecer no ambiente. Você será lembrado toda vez que olhar para painel, portas ou para-brisa.

DIREÇÃO, FREIO E SUSPENSÃO

Bom de guiar, está mais firme que a geração anterior. Suspensão emprestada do Palio é competente, mas perde para Versa e Cobalt.
★★★

MOTOR E CÂMBIO
Conjunto trabalha em sintonia, com engates macios. No entanto, o motor 1.6 mostra-se mais adequado ao tamanho do carro. Na estrada e na cidade, o 1.6 é mais econômico.
★★★★

CARROCERIA
Fiat afirma que teve a estrutura reforçada com uso de materiais leves, por isso o Siena engordou apenas 18 kg. Desenho é o mais belo dos três, mas também não é unanimidade.
★★★★

VIDA A BORDO
Mais aconchegante que o Palio e mais espaçoso que o Siena anterior. Tem bom acabamento e ar-condicionado eficaz. Encostos de cabeça retráteis no banco de trás contribuem com a visibilidade traseira.
★★★★

SEGURANÇA
Seu mérito é vir de série com freios ABS e airbags em todas as versões. Cinto de três pontos no assento do meio seria bem-vindo.
★★★★

SEU BOLSO

Opção de compra interessante, é o mais em conta do grupo. Se seu orçamento está apertado, não irá se decepcionar. Só não se esqueça de pedir o ar-condicionado.
★★★★ 



Sua vitória sobre o Siena foi apertada, quase um empate. Tem o conjunto mecânico mais potente, adequado para seu porte, com a vantagem de ser o mais econômico. A direção com assistência elétrica é única na categoria. Enquanto seus colegas de classe rejeitam a família da qual derivam, o Versa não esconde o parentesco com o hatch March. Os dois compartilham o motor e a transmissão, mas a parte evidente não foi camuflada. Versa e March utilizam o mesmo painel. O espaço interno não é tão amplo quanto o do Cobalt, mas os dois que viajarem atrás não terão do que reclamar. São nada menos que 67 cm, o suficiente para que nem um motorista alto consiga espremer o carona. Porém, esteja pronto para ouvir críticas quando for carregar três adultos no assento traseiro. Estreito, o japonês importado do México tem 132 cm de largura no banco de trás, na altura dos ombros. Os defensores de seu visual são minoria, o que forçou o japonês a se unir ao Cobalt na panelinha dos "simpáticos", grupo fundado em 2007 pelo Renault Logan. Também o Nissan não se sai bem no exame de ergonomia. Não é fácil encontrar uma boa posição de dirigir, pois o assento do motorista é curto e a alavanca que ajusta o encosto fica escondida entre o banco e a coluna central.

Ainda que este tenha sido um embate bem equilibrado, em que as diferentes receitas lançam mão de ingredientes semelhantes, na média, o Nissan mostra ser dono do melhor conjunto. Chegou ao mercado na hora certa, por um preço que o cliente aceita pagar. Não é só de qualidades que vive um produto de sucesso. Se isso bastasse, o Renault Symbol seria o sedã mais vendido do mercado.

DIREÇÃO, FREIO E SUSPENSÃO
Destaca-se pela direção elétrica, única no segmento. Suspensão é suave e os freios precisam melhorar.
★★★★

MOTOR E CÂMBIO
Seu conjunto mecânico venceu os rivais em desempenho e em economia. É um dos melhores propulsores do mercado nessa faixa de preço.
★★★★

CARROCERIA
Sem força no estilo, mostra-se robusto e bem acabado. Bom de guiar na estrada, mas precisa de um tanque de combustível maior.
★★★★

VIDA A BORDO
O acabamento é simples, mas esmerado. Usa plásticos de qualidade, livres de rebarbas e peças mal encaixadas. Poderia ter um som mais completo, com porta USB e Bluetooth.
★★★★

SEGURANÇA

Apenas a versão SL tem ABS e airbags de série. As demais não vêm com freios antitravamento. É o único com cintos de três pontos no banco traseiro.
★★★★

SEU BOLSO
Preços partem de 35 590 reais, mas quem não descuida de segurança é obrigado a ficar com a versão SL, a mais cara. Ainda assim, vale a pena, pois continua com preço competitivo frente aos adversários.
★★★★

 


VEREDICTO

O Versa SL custa pouco mais que o Siena 1.4 e vem mais equipado. A motorização 1.6 é a opção mais adequada para carros familiares compactos. Além disso, foi também o mais econômico na cidade e na estrada. No entanto, o Nissan venceu o Fiat por pouco, quase um empate técnico. O Siena atende famílias de três ou com filhos pequenos, mas falta motor. Para quem não abre mão de design, melhor optar pelo italiano.

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