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Carros | Comparativos
Agile X Fox X Sandero
Novembro 2009

Agile X Fox X Sandero

Renovado, o Fox encara os rivais Agile e Sandero numa verdadeira corrida espacial

Por Péricles Malheiros | Fotos: Marco de Bari
Lista de matérias por data:

ALTERAR O TAMANHO DA LETRA  

De uma tacada só, duas novidades entre os hatches que apostam no espaço interno: o Agile e o Fox. Os dois são fundamentais para suas respectivas marcas. Um representa a estreia do espírito da nova GM no Brasil e o outro, o primeiro produto local com a cara que todo Volkswagen terá daqui para a frente. À espera de Agile e Fox, o Renault Sandero, referência quando o tema é amplitude de cabine.

Por ser o mais completo dos três, o Agile LTZ 1.4 8V balizou este comparativo. Bastou nivelar os três em equipamentos para iniciar a dança das garagens. À Renault, solicitamos um Sandero Expression 1.6 8V. Só tinham a série Vibe para oferecer. Tudo bem, ele é praticamente igual e traz, com melhor relação custo-benefício, os equipamentos que seriam acrescentados. O Fox Prime, com o preço (estimado a partir de informações obtidas por meio de fontes ligadas à fábrica) mais baixo de todos, por exemplo, “se transformou” no mais caro ao somarmos os valores dos equipamentos que nele são opcionais, mas que vêm de série nos concorrentes. Feitas as considerações iniciais, é hora de a briga começar.

 



3º Sandero Vibe 1.6 8V

 



A série Vibe nada mais é que um Sandero Expression com um interessante pacote de equipamentos. São itens de série ar-condicionado, direção hidráulica, rádio com comandos na coluna de direção e travas e vidros elétricos – é o único sem opção de retrovisores elétricos. O quadro de instrumentos e o revestimento de portas e bancos são exclusivos do Vibe, com tecido preto e costura vermelha.

Dono de um desenho mais harmonioso que o do Agile, com proporções mais acertadas sobretudo na dianteira, o Sandero perde feio do concorrente da Chevrolet quando o assunto é cabine. A Renault exagera na dose de economia ao colocar os botões de acionamento dos vidros no console central: pessoas mais altas chegam a afastar as costas do encosto para alcançar as teclas. Nos concorrentes, ficam agrupadas onde deveriam, no apoio de braço das portas. Os contornos mais arredondados do painel conferem um ambiente sério, em oposição ao Agile, cujo painel é mais dinâmico. Ambos, no entanto, deixam vazar descuidos não notados no Fox. No Agile, junto às janelas dianteiras, há cantos vivos e no Sandero basta um movimento mais brusco nos difusores de ar para ficar com a peça na mão, desencaixada.

Na pista, após as medições de desempenho, nas quais ficou sempre atrás do Fox, o Sandero apresentou o que se esperava dele: um consumo ligeiramente menor de combustível. Também previsível era seu comportamento geral semelhante ao do representante da Chevrolet. O curso elevado de suspensão e a calibração mais “solta” de molas e amortecedores deixam o carro mais macio de modo geral, mas comprometem a tocada esportiva. Em curvas longas, a tendência a sair de frente é mais sentida no Sandero que no Agile e no Fox. Consequência direta do calçado de cada um: respectivamente, utilizam pneus de medida 185/65, 185/60 e 195/55, todos aro 15.

Campeão em variedade, o Sandero está disponível ao consumidor com três motores, 1.0 16V, 1.6 8V e 1.6 16V, e em duas a três versões para cada um deles. O mix de vendas é equilibrado: foram 15 005 unidades 1.0 vendidas de janeiro a setembro e 14 403 1.6 (8V e 16V). 

DIREÇÃO, FREIO E SUSPENSÃO
Leve nas manobras, direção ganha pouco peso com o carro em velocidade. Com perfil alto, os pneus dobram nas curvas.
★★★

MOTOR E CÂMBIO
Perto do conjunto do Fox, motor e câmbio do Sandero ficaram obsoletos.
★★★

CARROCERIA
A pintura sobre o plástico rugoso na porção inferior do para-choque dianteiro é o destaque negativo.
★★★★

VIDA A BORDO
Não é tão completo quanto o Agile, mas tem o pacote básico de itens de conforto.
★★★★

SEGURANÇA
O Vibe pisa na bola ao oferecer apenas airbag duplo como opcional, esquecendo o ABS.
★★★

SEU BOLSO
Com três anos de garantia, o Sandero ganha dos rivais, ambos com um ano.
★★★★

Motor: dianteiro, transv. / 4 cil. / 8V / 1 598 cm3
Diâmetro x curso: 79,5 x 80,5 mm
Taxa de compressão: 10:1
Potência: 95 / 92 cv a 5 250 rpm
Torque: 14,1 / 13,7 mkgf a 2 850 rpm
Câmbio: manual / 5 / dianteira
Direção: hidráulica / 3,2 voltas
Suspensão: Dianteira: independente, McPherson Traseira: eixo de torção
Freios: disco ventilado (diant.) / tambor (tras.)
Pneus: 185/65 R15

 


 

2º Fox Prime 1.6 8V



Prime é a nova nomenclatura da versão topo-de-linha do Fox, equivalente à antiga Route. Equivalente, mas não tão equipada. Rodas de liga leve aro 15 e rádio com comandos no volante, por exemplo, eram de série e agora são opcionais. Segundo uma fonte ligada à fábrica, os preços atuais serão mantidos, o que nos permite imaginar que o Prime básico custará cerca de 38 500 reais – todo equipado, o preço deve passar dos 50 000 reais. Com ar-condicionado, travas e vidros elétricos, computador de bordo, alarme, rádio e rodas de liga leve – ou seja, tudo o que está incluso no Agile LTZ e no Sandero Vibe –, o preço do Fox deve saltar para cerca de 45 000 reais.

Se o comparativo levasse em conta apenas a dirigibilidade, o Fox passaria o Agile e se isolaria na liderança. Motor, câmbio, suspensão, direção e freios convivem em perfeita harmonia: dirigir o VW é uma experiência muito mais interessante que a proporcionada pelos concorrentes. Sim, é menos macio que os concorrentes, mas não chega a ser um carro duro e desconfortável. Os engates do câmbio são precisos e o motor tem “pegada” de sobra para garantir boa dose de agilidade no trânsito – característica reforçada pelo menor comprimento, 3,82 m, contra 4 m do Agile e 4,02 m do Sandero. A propósito, está aí o grande diferencial do Fox: em vez de crescer em comprimento e largura, ele espichou para cima. E, se o segredo do sucesso estiver justamente no corpinho hatch-minivan, o Fox pode ficar sossegado: seus concorrentes não têm esse perfil, são hatches e ponto final.

A VW mudou na hora certa o interior do Fox. Como era, corria o risco de ser o pior dos três. Como ficou, é sem dúvida o de melhor qualidade. Plásticos de textura agradável aos olhos e ao toque, presença de tecido nas portas e quadro de instrumentos completo e de leitura rápida são os pontos de destaque.

O Fox tem menos espaço para pessoas e bagagem (veja ficha técnica na pág. 74), mas é o que tem melhor modularidade interna, com o banco traseiro que corre para aumentar a capacidade do porta-malas de 260 para 353 litros. Mas é na praia dos 1.0 que o sol deve continuar brilhando para o Fox. De janeiro a setembro de 2009 foram vendidos 102 103 Fox, dos quais 74 750 1.0 e 27 353 com motor 1.6. Achou pouco de 1.6? Desconte ainda 19 000 CrossFox e descubra que Fox 1.6 representa apenas 8,2% das vendas.

DIREÇÃO, FREIO E SUSPENSÃO
Firme sem ser duro, vai bem nas curvas e é confortável.
★★★★

MOTOR E CÂMBIO
O câmbio MQ 200 é bem escalonado e de engates rápidos e precisos. E ainda há opção do sistema automatizado.
★★★★

CARROCERIA
O Fox tem, disparado, as linhas mais equilibradas dos três.
★★★★

VIDA A BORDO
Agora tem porta-objetos, de fato, utilizáveis, tampa no porta-luvas e plásticos de melhor qualidade. O pacote de equipamentos de série é magro.
★★★★

SEGURANÇA
Na traseira, os apoios de cabeça se integram ao encosto, melhorando a visibilidade traseira.
★★★★

SEU BOLSO
Se confirmados os mesmos preços do antigo Fox, o renovado VW será bem mais caro que os rivais.
★★★

Motor: dianteiro, transv. / 4 cil. / 8V / 1 598 cm3
Diâmetro x curso: 76,5 x 86,9 mm
Taxa de compressão: 12,1:1
Potência: 104 / 101 cv a 5 250 rpm
Torque: 15,6 / 15,4 mkgf a 2 500 rpm
Câmbio: manual / 5 / dianteira
Direção: hidráulica / 3 voltas
Suspensão: Dianteira: independente, McPherson Traseira: eixo de torção
Freios: disco ventilado (diant.) / tambor (tras.)
Pneus: 195/55 R15

 



1º Agile LTZ 1.4 8V

 



Faça uma pesquisa na internet sobre o Agile. Tem muita gente questionando seu desenho. Concordamos que falta proporção, sobretudo na dianteira, mas vamos reconhecer: ao vivo, ele é menos estranho do que parece. Mas, em se tratando do segmento em questão, mais que o perfil do carro, é o do consumidor o que mais importa. São pessoas que se sentiram atraídas pelo discurso comum das três marcas: espaço interno num modelo que representa o primeiro degrau acima de um popular.

O novo hatch da Chevrolet é oferecido apenas com motor 1.4 8V flex, nas versões LT (37 708 reais) e LTZ (39 601 reais). Ar-condicionado, direção hidráulica e travas e vidros elétricos são de série desde a LT, que tem como único opcional airbags frontais, por 1 222 reais. No LTZ há algumas diferenças estéticas (rodas de liga leve, frisos e capas dos retrovisores pintadas) e funcionais (som com MP3 e Bluetooth, retrovisores elétricos e faróis de neblina). O pacote com vidros elétricos também nas portas traseiras, lanterna de neblina, airbag duplo e ABS custa 3 105 reais. Para encantar os imigrantes das categorias de base, a Chevrolet deu a todos os Agile banco do motorista com regulagem de altura, limpador do vidro traseiro, piloto automático, computador de bordo e faróis com acendimento automático.

Infelizmente, a síndrome do cobertor curto pegou o Agile. Sim, ele é completo e espaçoso, mas derrapa em alguns descuidos. Sem um defletor de calor acima do abafador traseiro, o fundo do portamalas esquenta do lado esquerdo, e a mangueira de drenagem do ar-condicionado fica exatamente na região onde o passageiro da frente apoia os pés – se for deslocada do seu ponto de fixação, derramará água no carpete. No cofre do motor não há isolamento acústico junto à parede corta-fogo e isso fez falta nas medições de ruído: em ponto-morto foi, disparado, o mais ruidoso dos três.

O motor 1.4 é econômico e garante acelerações e retomadas no mesmo nível dos rivais. Não tenha receio de cair na estrada com o Agile. Mesmo com álcool ele deverá registrar a boa média de consumo de 9,7 km/l. Some o consumo moderado a um tanque amplo (54 litros) e tenha mais de 500 km de autonomia – os rivais não chegam a 450 km.

DIREÇÃO, FREIO E SUSPENSÃO
Suspensão de curso longo é ideal para a vida nas cidades de asfalto maltratado.
★★★★

MOTOR E CÂMBIO
Desempenho de 1.6 e consumo de 1.4. O câmbio poderia ter engates mais suaves.
★★★★

CARROCERIA
Para que olhos e boca tão grandes? Ao vivo, o polêmico design causa menos estranheza.
★★★★

VIDA A BORDO
Computador de bordo e piloto automático são exclusividades do Agile.
★★★★

SEGURANÇA
Airbag duplo e ABS são oferecidos num pacote de 3 105 reais que inclui ainda vidros elétricos na traseira e lanterna de neblina.
★★★

SEU BOLSO
Preço baixo, espaço generoso e muitos equipamentos. Os “argumentos” do Agile são convincentes.
★★★★

Motor: diant. / transv. / 4 cil. / 8V / 1 389 cm3
Diâmetro x curso: 77,6 / 73,4 mm
Taxa de compressão: 12,4:1
Potência: 102 / 97 a 6 000 rpm
Torque: 13,5 / 13,2 mkgf a 3 200 rpm
Câmbio: manual / 5 / dianteira
Direção: hidráulica / 2,8 voltas
Suspensão: Dianteira: independente, McPherson Traseira: eixo de torção
Freios: disco ventilado (diant.) / tambor (tras.)
Pneus: 185/60 R15

 



VEREDICTO

Se você realmente precisa de um carro espaçoso, vá de Agile, pois é mais equipado e econômico e anda tão bem quanto o Sandero. Agora, se você prioriza visual, acabamento e uma direção mais refinada, considere o Fox. Apesar de mais caro, o pequeno hatch da Volkswagen tem qualidade geral só encontrada em categorias superiores.

 





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