Posts com a tag ‘acabamento interno’

Novo Uno Vivace

Una-se aos nossos!

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594 km

Se o mais novo integrante da frota de Longa Duração fosse um bebê, ele teria de nascer a fórceps ou com cesariana. Não foram nove meses de espera, mas três, do pedido ao recebimento do carro. Segundo nos informaram na concessionária, o Uno Vivace 1.0 azul Splash demorou a chegar não só pela alta procura pelo carro, mas também pela configuração pedida, que incluía o kit HSD (High Safety Drive). Fazem parte do pacote, que não é propriamente campeão de vendas, airbags e ABS. Segundo a explicação dada pela autorizada, a demanda rarefeita leva à demora na fabricação.

Apesar de estalar de novo, o Uno já trouxe alguns probleminhas, quase comuns em modelos de produção recente. No Fiat, a luz-espia do reservatório de gasolina para a partida a frio acende o tempo todo, mesmo logo após seu abastecimento, e o volante está desalinhado. Nada que nos impeça de andar com o carro, mas são detalhes que pedem uma visita à concessionária, mesmo tão prematuramente.

Seja como for, esse início de relacionamento com o carro já mostra a razão de tanto sucesso com os consumidores. Além do estilo, que caiu no gosto da freguesia, e da robustez de construção, visivelmente melhor que a de modelos mais antigos, a suspensão se mostra bem acertada, num tempero quase esportivo. Agora é ver se o dia a dia fará bem à relação com a redação.

Consumo

No mês (51,3% na cidade): Álcool – 6,9 km/l

Desde out/10 (51,3% na cidade): Álcool – 6,9 km/l

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Smart ForTwo

É normal, doutor!

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34801 km

Talvez você já conheça o médico Milton Valente, pois não é  a primeira vez que ele aparece no Longa Duração. Além de cuidar da saúde dos funcionários da Editora Abril, ele cultiva especial gosto por carros e acompanha de perto o movimento da nossa garagem. Dono de um Civic, o doutor Milton fez questão de avaliar nosso Smart. Após 15 minutos com o carro, ele nos liga para descrever a sensação causada pelo tranco da transmissão automatizada: “Escuta, parece que o Smart está freando sozinho nas trocas de marca, é normal?” Para nós, que estamos acostumados, sim. Mas que causa estranheza, isso é verdade.

Após um fim de semana com o carro, Valente reportou que o carro está “afogando para sair”. Na verdade, a sensação é causada pelo retardo do acelerador eletrônico. Essa demora, uma característica do carro, parece ter sido amenizada por alguns usuários, conforme relatos na comunidade do carrinho no Orkut. O remédio receitado para isso seria o Sprint Booster, vendido nos Estados Unidos. O equipamento, segundo o fabricante, reduz o tempo de resposta do pedal, tornando as acelerações mais rápidas. Oficialmente, a Smart afirma que “qualquer equipamento que não seja original não é recomendado pela marca”.

Outra reação anotada foi a luz do controle de tração, que piscava quando o Smart escalava uma lombada. A explicação para o sintoma está na programação conservadora do sistema, que atua ao menor sinal de perda de aderência. “Olha, eu odiei no começo, mas, no fim, gostei. Se eu fosse fazer um test-drive curto, não ia gostar”, diz Valente. Mas, depois de algumas curvas, elogiou a estabilidade do compacto: “Parece que ele anda sobre trilhos”. Será que ele receitaria o Smart para uso na cidade? “Para estacionar em lugares apertados, ele é ideal. Mas, pelo preço dele, eu escolheria um carro maior, como um Honda Fit. Entrega muito mais, custando o mesmo preço.”

Consumo

No mês (42,2% na cidade): Gasolina – 13,7 km/l
Desde set/09 (42,5% na cidade): Gasolina – 12,1 km/l

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Smart ForTwo

Como gente grande

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34801 km

Cintos torcidos, ruídos de acabamento e na suspensão, que por sua vez se mostrava excessivamente dura. Foi com esses sintomas que levamos nosso Smart para a revisão de 30 000 km. Após quatro dias, quanta diferença! Os ruídos internos – reclamação constante desde sua compra – sumiram e a suspensão se mostrou muito mais macia na absorção de imperfeições. E o cinto não torce mais.

Quando levamos o Smart à Europamotors, de São Paulo, o orçamento veio sem nenhum dos tradicionais kits de empurroterapia, no valor de 3 175 reais. A “facada” incluía a troca dos discos de freio dianteiros (ao preço de 754 reais cada um) e das pastilhas de freio. Mas o consultor ofereceu um serviço de retífica dos discos, ao custo de 152 reais. E garantiu que esse serviço manteria as medidas do componente dentro do limite do fabricante.

O restante se manteve no padrão de preços de um Mercedes-Benz: presilhas de fixação dos painéis internos (eles trocaram quatro, para solucionar os ruídos), 12 reais cada uma; filtro de óleo do motor, 70 reais; filtro de ar da cabine, 98 reais; pastilhas de freio, 370 reais, além dos 58 reais por cada litro de óleo sintético da Mobil (nosso Smart usa 4 litros). De mão de obra, gastamos mais 570 reais pela revisão e 152 reais pela troca das pastilhas de freio. No total, a fatura foi de 1 690 reais.

Para calar os ruídos de rodagem, os amortecedores dianteiros e um rolamento de roda foram substituídos. De acordo com a concessionária, apresentavam barulho e foram trocados na garantia. Com a troca dos componentes, o alinhamento e o balanceamento foram gratuitos. A concessionária também caprichou bastante na lavagem.

Ao fim do serviço, hora de viajar. Rodamos, em uma das viagens, 1400 km. Saímos de São Paulo pela BR-116, indo até Curitiba (PR) e, em seguida, descendo até o litoral paranaense, passando pela Estrada da Graciosa (PR), para voltar depois a São Paulo. Com o tempo chuvoso, o Smart ignorou a pista molhada e não se apequenou diante das carretas na intimidadora BR-116. E, com uma direção despretensiosa em relação ao consumo, fizemos 16 km/l de média durante toda a viagem. Um número surpreendente. Pelo caminho, as tradicionais perguntas (“É carro indiano? É elétrico?”) somaram-se a outra: “Você teve coragem de rodar tudo isso com esse carrinho?”

Consumo

No mês (42% na cidade): Gasolina – 13,4 km/l
Desde set/09 (42,5% na cidade): Gasolina – 12 km/l

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Smart ForTwo

Qual é o grilo?

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24717 km

Uma das críticas de quem dirige nosso Smart é a percussão progressiva ao trafegar em pisos irregulares. É encontrar um piso que não seja plano para ter início uma sequência de batidas nada perfeitas. Já no asfalto liso, ele não dá um pio. E, em sua última visita à concessionária Bullit, em Barueri (SP), para a troca de óleo dos 22500 km, pedimos uma verificação, mas nada foi resolvido.

Buscamos então a ajuda de especialistas para descobrir, afinal, quais são os grilos de nosso Smart. “Como faz barulho, né?”, disse Evilácio Souza Filho, da Papa Grillos, empresa paulista especializada em remoção de ruídos de dentro dos automóveis. “E são somente ruídos de acabamento, não há barulhos de suspensão ou de torção de carroceria”, afirmou. Para Sousa, os revestimentos traseiros são os mais barulhentos: “Há muito atrito atrás. Já na frente há vibração dos dutos do ar-condicionado, dentro do painel.” De acordo com o especialista, são grilos que podem ser solucionados. “Mas tem que fazer no carro todo, painel, laterais… Custaria cerca de 800 reais.”

Já José Adriano Sousa, da Ruído Zero, relata o quão complicado é eliminar os ruídos do Smart, com a experiência adquirida no carro de um cliente. “É um carrinho barulhento mesmo, pois tem muito plástico. Tive que desmontar o carro quase inteiro, pois resolvia um barulho maior e os outros menores iam surgindo. Demorei quatro dias para fazer um serviço que, normalmente, leva a metade do tempo”, afirma o especialista. Segundo a Central de Relacionamento Smart, porém, esse tipo de serviço não é recomendado, pois pode afetar a garantia do veículo: “Há a possibilidade de interferir em algum sistema eletrônico do carro, anulando a garantia”, disse a consultora.

E quão barulhento nosso Smart é? Na pista, descobrimos. Fizemos três passagens (a 40, 60 e 80 km/h) em dois tipos de piso: liso e de paralelepípedos. Em segunda marcha, a 40 km/h, nosso decibelímetro marcou 61,3 decibéis (dB) no piso liso. Já no piso áspero, o ruído interno chegou a 71 dB. A 60 km/h, em terceira marcha, registramos 61,4 dB no piso liso e 73,8 no piso áspero. A cacofonia a 80 km/h em quarta marcha chegou a 76,8 dB, no piso irregular. No liso, era de 63,4 dB. Ou seja, um aumento considerável, de mais de 10 dB, causados quase que totalmente por ruídos de acabamento (uma parte vem do atrito dos pneus com o piso). O editor Péricles Malheiros, que fez o teste, relatou que, no piso áspero, o barulho de plástico solto chega a incomodar. “Parece que estamos dentro de um chocalho.”

Consumo

No mês (32,8% na cidade): Gasolina – 12,9 km/l
Desde set/09 (39,9% na cidade): Gasolina – 11,7 km/l

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Smart ForTwo

Mudança de hábito

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1513 km

Ao escolhermos um novo carro para nossa frota, levamos em conta vários fatores. Entre eles, a novidade que representa para o mercado, a oportunidade de avaliar a rede autorizada de uma marca menos conhecida, a expectativa de um razoável volume de vendas… Opa! Então o que é que o Smart está fazendo aqui? É inegável que o menor dos automóveis à venda no Brasil tem público restrito. Mas também é verdade que ele traz uma interessante e original fórmula de transporte individual urbano. Com apenas 2,7 metros de comprimento e construção sofisticada, seu principal ativo é economizar espaço e combustível. A questão é como nossas cidades vão receber o pequeno imigrante. E como nós, brasileiros, culturalmente acostumados com uma área útil sobre rodas mais generosa, vamos nos adaptar a ele. É isso o que vamos descobrir ao longo dos próximos 60000 km.

O ForTwo chega ao Brasil pelas mãos da Mercedes-Benz, dona da marca. Nós o compramos na Smart Center Jardins, em São Paulo, por 58700 reais. De série, traz quatro airbags, rodas de liga, direção elétrica, ABS e trio elétrico. Para quem gosta de diversão, borboletas para troca de marcha no volante. O câmbio sequencial de cinco marchas também permite trocas na alavanca e funciona no modo automático.

O primeiro contato impressiona, ele é bonito, diferente. Escolhemos um branco e prata, com forração interna vermelha – simples, mas de bom gosto. De policarbonato fumê, o teto panorâmico tem um prático e eficiente forro retrátil. Outra particularidade: ele não tem estepe, mas um kit com líquido tapa-furos. Na hora de dar a partida, a força do hábito nos faz ir com a chave até a coluna do volante, mas o contato fica entre os bancos. O lado descolado tem lá suas censuras, como porta-luvas sem tampa e ausência de ajuste de altura de cintos e banco do motorista.

Sobre piso irregular, sentimos todos os problemas do solo e qualquer buraco parecia uma cratera. Mas não era somente a dureza da suspensão. Em vez de 29 libras nos pneus dianteiros e 36 nos traseiros, como indicava o manual, nosso Smart veio da concessionária com 48 libras no pneu dianteiro direito e 46 nos demais. A caixa de plástico onde fica o manual do proprietário veio rasgada, mas a troca foi feita assim que reclamamos.

O Smart é a nova sensação da nossa garagem. A julgar pelo (pouco) tempo que permaneceu estacionado, ele é sério candidato a destronar o C4 Pallas do posto de campeão de popularidade. Agora é ver se, passado o efeito novidade, a demanda por ele continua em alta pelos próximos 58487 km.

Consumo

No mês (39% na cidade): Gasolina – 12 km/l

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Hyundai i30

Pé na estrada

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35178 km

“O i30 está aí? Posso usá-lo?” Essas perguntas, e suas variáveis, já se tornaram rotina no dia a dia de nossa redação. “Ah, quero ir confortável”, argumenta o diretor de arte Tarcísio Moraes Alves, ao pedir a chave do Hyundai para um fim de semana na praia de Juquehy, no litoral norte de São Paulo. “A suspensão é firme e o apoio para as costas é muito bom. E, ainda assim, o carro não é duro. Você viaja muitos quilômetros e as costas não ficam doloridas”, afirma Tarcísio. “Só precisava ter regulagem de altura do banco mais ampla e um descanso de braço mais bem posicionado.” A preferência da redação em utilizar o i30 para viagens justifica sua quilometragem: no mês passado, rodou quase 8 000 km. Neste mês, ele acumulou mais 6 000 km no hodômetro.

Entre uma correria e outra, encarou a revisão dos 30 000 km. Dessa vez, o serviço foi impecável. Agendamos a data, na Caoa de Guarulhos (SP), chegamos com o carro no horário previsto e o retiramos no dia seguinte, sem problemas nem tentativa de empurrar serviços e produtos supérfluos: foram trocados apenas os itens estabelecidos pelo manual do proprietário. A lista inclui os óleos lubrificantes do motor (128 reais) e da transmissão automática (94,89 reais), o líquido do sistema de arrefecimento (80 reais), além dos filtros de ar e óleo (61,04 reais e 22,19 reais).

Cobraram-nos 280 reais por duas horas de mão de obra, além dos 165 reais pelo alinhamento e balanceamento. Total da fatura: 834,70 reais, o dobro do valor pago, na Citroën, na revisão de 30 000 km do C4 Pallas de Longa Duração. Na revisão, também aproveitamos para reclamar da demora do sistema de som para ler arquivos MP3 armazenados em dispositivos portáteis, como pendrives e tocadores digitais. A solução foi trocar o cabo de dados, sem custo extra. Funcionou.

Consumo

No mês (28,9% na cidade): Gasolina – 10,4 km/l

Desde dez/09 (30,4% na cidade): Gasolina – 9,7 km/l

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Hyundai i30

Comparação focada

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18973 km

O analista de marketing Eduardo Alves, de 27 anos, tem convivido com uma angústia nos últimos tempos: a escolha do próximo carro. Se servir de consolo a ele, é bom saber que não está sozinho. Decidido a trocar de carro, Eduardo estava incerto entre pegar um Ford Focus ou um Hyundai i30.

O i30, hoje, é o líder de mercado. O Focus, por sua vez, acaba de ganhar motorização 2.0 flex, que aumenta sua atratividade. Ó dúvida…

Resolvemos dar uma mão para ajudar nessa hora de tanta incerteza. Proprietário de um Peugeot 307 2009, Eduardo, após fazer um test-drive no Focus, passou um dia com nosso i30.

Essa brecha na agenda movimentada de nosso Hyundai foi difícil: o hatch médio virou o preferido da redação para viagens de longa distância. Só neste mês, encarou muita estrada “a trabalho”. Visitou os estados de Minas Gerais, Rio de Janeiro, Paraná e Santa Catarina, além de circular bastante em trajetos pelo interior de São Paulo. E, para nossa alegria, fez tudo isso sem apresentar falhas.

A bordo do Hyundai, o analista elogiou o design do carro, principalmente as linhas da traseira e das laterais, que “chamam atenção pela modernidade”, bem como as rodas, que “refletem esportividade”. Mas ressaltou que a frente do carro é careta. No Focus, Eduardo colocou como único ponto negativo o desenho da traseira, “muito parecido com o anterior”.

No escuro

Os controles de som, os comandos na direção, bem como os espelhos “que dão ampla visão do trânsito” – com exceção do traseiro -, foram os destaques internos do i30. Eduardo elogiou a solução do receptáculo para óculos. Na hora de comparar com o Focus, porém, o analista criticou o acabamento. “Os comandos de vidro são ruins, com material de péssima qualidade, duros, e não possuem função um-toque. Falta iluminação nos botões, tive que usar meu celular para identificar as funções à noite. O porta-luvas é pequeno. No Focus [ele avaliou a versão Ghia], o acabamento é infinitamente melhor.”

Quanto ao desempenho, o analista não se deixou seduzir pelo nosso i30. “O motor é mais barulhento que o do Focus e, em subidas, tive que afundar o pé para o carro responder. Mesmo usando as posições do câmbio automático [1, 2 e 3], o carro não respondeu à altura.”

Seu veredicto? “Escolho o Focus em primeiro, meu 307 em segundo e o i30 em terceiro. Estou fechando a compra de um Focus Ghia 2.0 Flex e nunca imaginei que iria comprar um carro da Ford, pois ela tem a imagem de empresa antiga. Mas o carro superou minhas expectativas.”

Consumo

No mês (24,6% na cidade): Gasolina – 9,6 km/l

Desde dez/09 (30,6% na cidade): Gasolina – 9,1 km/l

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Hyundai i30

Intensivo de férias

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4355 km

Mal chegou à redação, o Hyundai i30 saiu em férias. Mas pouco descansou. Foram 2 400 km acompanhando a família do revisor da revista, Renato Bacci, em três semanas no fim do ano, entre São Pedro, no interior paulista, e Bertioga, no litoral. E, nesse período, o primeiro coreano da nossa frota foi um bom companheiro de viagem, conforme mostra seu relato abaixo.

“De cara, o que impressionou foi a qualidade de construção. Sem ruídos internos e com ótimo isolamento acústico, pouco se ouve de extraordinário na cabine, com os vidros fechados. No trânsito, com o som ligado, a gente desconfia até que não apertou direito a buzina, pois nem ela se escuta.

A tranquilidade auditiva se estende ao motorista e ao passageiro… dianteiro. Quem vai no banco de trás sente um pouco as imperfeições do asfalto. Consequência provável da configuração da rodas de aro 17 com largos e baixos pneus, que grudam o carro no chão, mas sacrificam o conforto.

De resto, o i30 é muito boa companhia. Seu câmbio automático, apesar de ter apenas quatro marchas, é ‘esperto’. Diferente do primeiro período com o carro, quando rodamos quase que 100% na cidade, desta vez, o consumo foi mais animador. O i30 marcou 10,3 km/l de média. Bom, para um carro automático recém-amaciado e carregado de equipamentos.

Por falar em amaciamento, no meio da viagem ele chegou aos 2 500 km, marca da primeira revisão obrigatória, para a qual o manual prevê a troca de óleo do motor e filtro. Com agendamento tranquilo pelo telefone, o carro foi levado à concessionária Caoa Morumbi, na capital paulista. “Vai ser feito apenas o previsto na revisão”, disse a consultora técnica Solange. Mas a ordem de serviço trouxe, além das trocas previstas, ‘descarbonização da injeção’ e ‘Oil Miralube’, um aditivo do óleo do motor, por 30 e 69 reais, respectivamente. Isso elevava a conta de 153 para 252 reais.

Questionamos, pois o manual não listava nenhum daqueles procedimentos. ‘É recomendação do departamento de engenharia da fábrica’, disse a consultora. Insistimos em que deveríamos ter sido avisados da inclusão de qualquer serviço adicional – já feitos -, e a solução foi rápida: os dois itens foram suprimidos da nota que seria emitida. Simples assim.”

O primeiro teste

Após as férias de fim de ano e a revisão de 2 500 km, era hora de o i30 encarar a pista de testes para as avaliações iniciais. E aos 3 750 km, em Limeira (SP), apresentou números de desempenho inferiores aos do primeiro i30 testado por QUATRO RODAS. No 0 a 100 km/h, foram 12,7 segundos, contra os 11,8 do modelo de teste, en­quanto os 1 000 metros foram atingidos em 33,5 segundos, contra os 33,2 do carro de fábrica.

Na frenagem, nosso i30 se saiu melhor em uma das passagens e pior nas outras: foram necessários 15 metros para alcançar a imobilidade, vindo a 60 km/h, enquanto o carro de teste fez a mesma prova em 16,6 metros. Nas demais frenagens, partindo de 80 e 120 km/h, o i30 da Hyundai se saiu melhor que o nosso.

No ruído, o carro de Longa Duração confirmou o silêncio já notado no modelo. Quase que o decibelímetro não capta o ruído do i30 em ponto-morto, pois a menor escala do equipamento é de 34 decibéis. O nosso mexeu apenas meio decibel acima dessa marca. Na rotação máxima, marcou 67 decibéis. No consumo, nos testes, foi melhor que em nossa média mensal: fez 10,1 km/l no ensaio urbano e 12,4 km/l no teste rodoviário. Agora, que venham os 60 000 km.

Principais ocorrências

2489 km: primeira troca de óleo

3750 km: primeiro teste

Consumo

No mês (24,6% na cidade): Gasolina – 10,6 km/l

Desde dez/09 (33,1% na cidade): Gasolina – 9,9 km/l

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