24301 km
No último mês, o 3008 passou pela segunda revisão. E, assim como aconteceu na primeira, o serviço de balanceamento das rodas exigiu um retorno não programado à concessionária, pois a direção continuava vibrando em velocidades a 120 km/h. Dessa vez, a autorizada responsável foi a Alpes, de Santo André, cidade vizinha a São Paulo.
Os profissionais da Alpes foram pontuais: conforme previsto, devolveram o carro um dia após a entrada na oficina. Foram rápidos, mas desatenciosos. A nota fiscal emitida comprovou o deslize: apesar de o valor final bater com o sugerido pela fábrica (422 reais), não realizaram a substituição do filtro de ar do motor, prevista no manual de manutenção para acontecer a cada 20 000 km. Ou seja, cobraram mas não entregaram.
Num primeiro momento, a consultora da Alpes disse que o filtro não estava incluso no pacote determinado pela fábrica, mas, diante da nossa argumentação de que a troca do componente aos 20 000 km estava prevista no manual, pediu um tempo para consultar a Peugeot. A ligação de retorno veio duas horas depois: “De fato, deveríamos ter feito a troca do filtro. Peço desculpas pelo incômodo. É só passar aqui que a gente faz a substituição na hora, nem precisa agendar”, disse a educada consultora.
Assim que saiu da revisão, o 3008 caiu na estrada. Em três dias, rodou 2 200 km numa viagem (sem sustos) de ida e volta entre São Paulo e Brasília (DF). E o pior: a direção trepidava a 120 km/h. De volta a São Paulo, a Alpes refez o balanceamento das rodas e o incômodo, enfim, sumiu.
A vida na estrada serviu para evidenciar a importância da correta calibragem dos pneus, sobretudo ao rodar com carga máxima. No 3008 é preciso aumentar consideravelmente a pressão nos pneus traseiros, que salta de 35 para 44 libras – na frente, sobe menos, de 36 para 38 libras.
Consumo
No mês (27,5% na cidade): Gasolina – 9,8 km/l
Desde mar/11 (30,4% na cidade): Gasolina – 9,8 km/l
Alavanca no porta-malas permite rebater o encosto e mover o assento do banco traseiro (esq.); Carregado, o 3008 pede atenção à calibragem: nos pneus traseiros, sobe de 35 para 44 libras (dir.)
Por Péricles Malheiros
8472 km
Na edição passada, contamos a peregrinação do J3 por concessionárias JAC. Foram quatro visitas a duas autorizadas de São Paulo, a JAC Brás Leme e a JAC Nações Unidas. Todas em vão: nenhuma delas conseguiu encontrar a razão para as repetidas queimas de fusível dos vidros elétricos. Tentamos até uma oficina autoelétrica independente, a São José, mas o diagnóstico foi desanimador: “Fiz uma análise visual e suspeitei apenas do conector do chicote do vidro elétrico da porta traseira direita, que parecia avariado”, disse o técnico Rubens Umekita. Bem observado: esse componente havia sido apontado como a causa do problema também pela JAC Nações Unidas, o que explicava os sinais de violação.
Sem saída, procuramos uma terceira concessionária, a JAC Alphaville, em Barueri, cidade vizinha de São Paulo. O trauma após tantas idas e vindas atrás de uma solução ainda não nos permite comemorar, mas, 15 dias depois de sair da concessionária, o defeito parecia solucionado. “Depois de detectar o problema, rodamos em diversas condições. Passamos por buracos, torcemos a carroceria em valetas e lombadas e acionamos outros equipamentos e nada de o fusível queimar”, disse o consultor técnico da JAC Alphaville. “Mas qual era o problema?”, perguntamos. “O conector do chicote do vidro elétrico da porta traseira direita. Aliás, deu para ver que a peça já foi mexida”, respondeu. Ou seja, se esse for de fato o defeito, a JAC Nações Unidas errou ainda mais feio, pois tentou reparar uma peça que deveria ter sido trocada.
De volta à normalidade, o hatch rodou 31,2% de sua quilometragem em trechos urbanos, o menor percentual desde a estreia no Longa Duração, em maio de 2011. E arrancou elogios de quem o pilotou na estrada: “Além de confortável, ele se mostrou seguro na chuva. As palhetas tipo flat-blade são eficientes mesmo sob chuva intensa”, disse o fotógrafo Silvio Gioia.
Principais ocorrências:
8003 km: substituição do chicote do vidro elétrico da porta traseira direita
Consumo:
No mês (31,2% na cidade): Gasolina – 12,5 km/l
Desde maio/11 (39,6% na cidade): Gasolina – 11,3 km/l

Palhetas flat-blade são mais eficientes que as convencionais. Mas são caras: 118 reais o par (esq.); Ao desligar a ignição, o rádio volta a tocar as músicas do início da lista salva no pendrive (dir.).

Por Péricles Malheiros
37 986 km
Aos 37 564 km, nosso Uno foi deixado na concessionária paulistana Amazonas Leste para uma troca de óleo e filtro. No dia seguinte, o consultor entrou em contato: “Detectei que é preciso trocar discos e pastilhas de freio”. Escaldados, autorizamos a realização apenas do serviço previsto inicialmente, pelo qual cobraram 130 reais.
Levamos então o Uno para uma análise do nosso consultor Fabio Fukuda, da oficina Fukuda Motorcenter, que confirmou a necessidade da troca sugerida pela Amazonas Leste. “As pastilhas estão realmente muito desgastadas e devem ser substituídas. Com 10,4 e 10,7 mm de espessura, os discos ainda estão dentro do mínimo tolerado (10,2 mm), mas estão muito riscados. Uma retífica até nivelaria a superfície, mas como o desbaste consome cerca de 1 mm do metal, a espessura ficaria abaixo do mínimo tolerado pela fábrica”, disse Fukuda. Ponto positivo para a Amazonas Leste, que mostrou eficiência e honestidade ao recomendar um serviço de fato necessário, e ponto negativo para a Ventuno, que poderia ter realizado a troca das pastilhas na revisão dos 30 000 km, evitando a troca prematura dos discos.
Para restabelecer a saúde do sistema de freio, o orçamento inicial foi de 477 reais. Após a primeira rodada de negociação, deram um desconto de 10% e a conta caiu para 430 reais. Mais lágrimas de nossa parte. No fim, pagamos somente 380 reais, valor equivalente a um desconto de mais de 20% em relação ao orçamento inicial.
Com os freios revigorados, nosso Uno voltou a mostrar dificuldade de pegar em dias frios. Mas notamos que o problema está na luz-espia de alerta sobre o baixo nível de gasolina no reservatório de partida a frio. Ela não acende, mas o tanquinho está vazio. Pediremos a verificação na próxima revisão, a dos 45 000 km.

Boracha de encosto do tampão traseiro cai sozinha. Sem ela, fazia barulho; no chaveiro, a troca da fechadura, danificada após uma tentativa de arrombamento na rua.

Por Péricles Malheiros
59035 km
Primeiro, queimou a lâmpada do farol baixo do lado direito, aos 58 429 km. Depois, aos 58 610 km, foi a vez da lâmpada do farol de neblina. Ficamos preocupados com que algo mais grave estivesse acontecendo e pedimos à autorizada uma verificação do sistema elétrico.
Dessa vez, decidimos averiguar a qualidade dos serviços de uma concessionária do interior de São Paulo, a Automec, de Indaiatuba, a 110 km da capital. Deixamos o carro explicando apenas que as lâmpadas haviam queimado quase que simultaneamente e tínhamos medo de um curto-circuito. O consultor nos tranquilizou dizendo que faria um exame minucioso e que, por via das dúvidas, faria uma varredura eletrônica com o scanner. “Se tiver algo errado, vamos descobrir e reparar”, disse o consultor. Após 45 minutos, o carro foi liberado com as lâmpadas substituídas. “Pode ficar tranquilo, escaneamos o seu carro e está tudo bem com ele. A queima das duas lâmpadas quase ao mesmo tempo foi só uma coincidência”, afirmou o consultor, apresentando uma conta de 86 reais – 48 reais pela lâmpada do farol baixo, 21 pela do farol de neblina e 17 da mão de obra.
Além da viagem pelo interior paulista, o Agile deu uma passadinha no litoral. Nas mãos do fotógrafo Renato Pizzutto, o hatch passeou pelas praias de Ubatuba. Dessa viagem, o carro voltou com a bagagem e os elogios de Pizzutto: “É a segunda vez que viajo com o Agile. Carrego muitas malas, além de uma prancha de surfe. Como o banco do passageiro dianteiro reclina para a frente, ela viaja dentro do carro”.
Agora o Agile roda seus últimos quilômetros rumo ao desmonte. Ele passará ainda pelo rito de despedida, que inclui a simulação de venda, as últimas impressões do nosso consultor responsável pelo desmonte, Fabio Fukuda, e o teste final, em nosso campo de provas, em Limeira.

Primeiro, ele fechou um olho: aos 58 429 km, a lâmpada do farol baixo do lado direito queimou; depois, foi a vez de o farol de neblina se apagar, aos 58 610 km
Por Péricles Malheiros
4738 km
Em junho, o espaço dedicado ao J3 por aqui terminou com a seguinte frase: “A qualidade da revisão em si, porém, é assunto para o próximo mês”. Chegou a hora.
De repente, sem qualquer motivo aparente, os vidros elétricos deixavam de funcionar. Na primeira vez, foi quase um pit-stop na concessionária JAC Brás Leme. Nosso assistente de testes, Eduardo Campilongo, foi quem levou o J3 para o reparo: “Quando contei o que tinha acontecido, o consultor disse que era o fusível. Ele nem levou o carro para dentro da oficina. Fez a troca, mostrou que os vidros haviam voltado a funcionar e disse que o conserto era de graça”. Menos de uma semana depois, o mesmo problema. “Estava com um dos vidros abertos ao chegar no prédio da Editora Abril. Estacionei e, quando fui fechar, não funcionava mais”, diz Márcio Ishikawa, editor do site da revista. Retornamos à JAC Brás Leme e o próprio consultor que havia nos atendido na primeira ocasião pediu para fazer uma análise mais criteriosa: “Não é comum queimar dois fusíveis em tão pouco tempo”, disse. Um dia depois, o parecer: “Não encontramos nada. Foi uma infeliz coincidência”. Não, não foi.
O problema voltou a se manifestar outras duas vezes. Ambas as tentativas de reparo foram feitas em outra concessionária, a JAC Nações Unidas. Primeiro culparam o conduíte flexível da porta do motorista e depois o conector do chicote da porta traseira direita. Não era nem um, nem o outro. Sem sucesso, encaminhamos o carro para a oficina autoelétrica São José, também na capital paulista. Nela, nosso J3 ficou sob os cuidados do técnico Rubens Umekita, famoso em São Paulo por desvendar (e resolver) mistérios na rede elétrica e eletrônica de carros importados e nacionais. A recomendação foi expressa: detectar, mas não solucionar, a origem do curto-circuito que a rede autorizada tratou com uma terapia à base de troca de fusíveis. O desfecho dessa trama fica, de novo, para depois.
Consumo:
No mês (38,5% na cidade): Gasolina – 11,6 km/l
Desde mar/11 (39,6% na cidade): Gasolina – 10,5 km/l
Principais ocorrências
4405 km: vidros elétricos deixam de funcionar
Antena impressa falha na recepção: o rádio e os motoristas têm chiado bastante (esq.); Contramão: para apontar o retrovisor para baixo, basta pressionar o botão para … cima (dir.).
Por Péricles Malheiros
16859 km
O assunto do 3008 no mês passado foi sobre suas idas e vindas à concessionária Pavillon. Só para recordar: a revisão dos 10000 km correu sem problema, mas a trepidação do volante acima de 100 km/h em uma viagem pós-serviço deixou claro que alinhamento, balanceamento e rodízio não haviam sido feitos a contento. Aliás, no contato feito com a autorizada, descobriu-se que eles sequer foram efetuados. Tentamos uma vez mais, numa data determinada pelo próprio consultor, mas chegando lá tivemos que voltar: os parâmetros de alinhamento do 3008 ainda não haviam sido fornecidos pela fábrica.
Buscamos uma outra Pavillon, do bairro de Santana – as duas primeiras tentativas foram feitas na Pavillon Imirim. A solução, enfim, foi dada: nos 3 902 km após o serviço, nada de trepidação do volante. Ou seja, o 3008 voltou a ser o carro de Longa Duração mais elogiado.
A maior prova do seu bom comportamento está no campo do diário de bordo reservado aos apontamentos – positivos ou negativos. Neste último mês, nenhum registro foi feito, a não ser no início da jornada, quando a trepidação ainda incomodava nas viagens. E carro de Longa é como juiz de futebol: quanto menos é citado, mais claro é o sinal de que está tudo bem. E basta forçar um pouco o time de motoristas que se reveza ao volante que os elogios aparecem. Renato Bacci, nosso revisor, diz: “Adoro viajar com ele. Ativo o piloto automático e nem noto quando ele encara uma subida. Motor e câmbio se entendem muito bem”.
Por falar em viagens, nosso 3008 tem rodado a maior parte do tempo em estradas. Na média, só perde para o Uno em rodagem na cidade, 30,4% contra 26,9%. E os campeões da estrada têm outro ponto comum: o número absoluto de consumo de combustível no último mês, 9,8 km/l. É preciso computar aí que o 3008 é dono de um motor 1.6 turbinado que bebe apenas gasolina e que o Uno, com seu 1.0 flex, só queima álcool.
Consumo:
No mês (27,5% na cidade): Gasolina – 9,8 km/l
Desde mar/11 (30,4% na cidade): Gasolina – 9,8 km/l
A prancha pode ficar rente ao piso ou em duas posições altas, compartimentando o porta-malas (esq.); Com o banco elevado, é preciso tomar cuidado para não bater a cabeça no arco da porta (dir.).
33096 km
Menos de 5 minutos. Esse foi o período que o Uno ficou estacionado num bairro residencial e aparentemente tranqüilo de São Paulo até sofrer uma tentativa de arrombamento. Por um lado, tivemos a sorte de que o tempo não foi suficiente para a entrada efetiva do gatuno. Por outro, a ação apressada deixou marcas na porta dianteira direita. Além do miolo da fechadura arrombado, a lataria foi amassada, chegando a trincar a pintura.
Partimos, então, para as concessionárias Fiat para elaborar um orçamento do reparo. A Ventuno pediu 1025 reais pelo reparo, enquanto a Sempre parou nos 990 reais. Em ambas, metade do orçamento se referia apenas aos serviços de funilaria e pintura. Quase 300 reais foram pedidos pela mão de obra de troca do cilindro (o miolo) e o restante (aproximadamente 250 reais) era para pagar a peça a ser substituída. Como o Longa Duração é pautado para simular a vida real, fomos atrás de uma solução para tentar reduzir a conta do reparo. E conseguimos. Na Chaveiro 2000, Rubens Paiva recomendou: “Faça na concessionária o serviço de funilaria e pintura. Depois retorne aqui que eu faço a troca do miolo por 200 reais”. Perguntamos se essa substituição significaria ter uma chave exclusiva para a porta direita. “De maneira alguma. Continuará com a mesma chave”, disse o chaveiro.
O episódio também nos levou a reconhecer uma falha quando configuramos o pedido do nosso Uno, incorporado à frota em outubro de 2010: a compra deveria ter incluído um sistema de alarme. Cotamos o acessório em três concessionárias e o valor médio foi de 650 reais. Aproveitaremos a parada para o reparo de funilaria para instalar o dispositivo.
A limpeza dos bicos feita na revisão dos 30000 km surtiu efeito: os soluços do motor e a dificuldade de partida em dias frios sumiram.
Consumo:
No mês (32,6% na cidade): Álcool – 8,5 km/l
Desde out/10 (26,9% na cidade): Álcool – 8,8 km/l
Principais ocorrências
29.642 km: motor com pequenos e breves engasgos nas retomadas
Com os bancos dianteiros recuados, o espaço para quem viaja atrás se reduz drasticamente (esq.); Luz-espia indica quando o nível de gasolina do reservatório de partida a frio está baixo (dir.).
Por Péricles Malheiros
11500 km
Todo carro de Longa Duração exige, antes de qualquer parada para revisão, uma visita ao site do fabricante. Ao consultarmos o da Peugeot, em meados de abril, ficamos decepcionados por descobrir que as tabelas com os preços fixos das revisões não contemplavam os dois últimos lançamentos da marca: o 3008 e o sedã 408. Mais tarde, porém, boas notícias. Próximo do fechamento desta edição, no início de maio, o site já apresentava os preços das revisões dos Peugeot estreantes.
A primeira tentativa de agendamento da revisão foi frustrante. A atendente da autorizada Victoire avisou que só poderia nos atender dali a três semanas. Tentamos, depois, a concessionária Pavillon, que aceitou de imediato o carro. Ao deixarmos nosso crossover sob os cuidados da Pavillon, o consultor apontou para um enorme banner e disse: “A revisão de 10000 km custa 297 reais”. Ou seja, foi honesto quanto ao valor e não empurrou serviços desnecessários. Ele também se comprometeu a entregar o carro no dia seguinte. Deixamos uma única solicitação: fazer alinhamento, balanceamento e rodízio – a fábrica recomenda esses serviços a cada 10000 km. Na primeira viagem pós-revisão, ao interior de São Paulo, porém, a direção trepidava acima de 100 km/h. De volta à capital, retornamos à Pavillon e descobrimos que os serviços extras simplesmente não foram executados. O consultor nos pediu que voltássemos no dia seguinte. E foi o que fizemos. Nova frustração: “Descobri que ainda não temos os parâmetros para fazer o alinhamento desse carro”, disse o mesmo consultor em tom de desculpa, explicando que a fábrica ainda não havia fornecido as informações necessárias. Inconformados com tantas idas e vindas sem resultados, deixamos clara nossa insatisfação. O próximo passo é tentar realizar os serviços em outra concessionária.
Consumo:
No mês (15,7% na cidade): Gasolina – 10,7 km/l
Desde mar/11 (31,7% na cidade): Gaolina – 9,8 km/l
Porta-objetos é refrigerado, mas a ventilação é constante, sem possibilidade de fechamento (esq.); Porta-trecos no assoalho traseiro são uma herança do lado minivan do crossover 3008 (dir.).
Por Péricles Malheiros
55000 km
As revisões do Agile acontecem a cada 10000 km e, entre elas, há a necessidade de uma parada rápida para troca de óleo do motor. Assim, aos 55000 km, nosso Agile encostou na concessionária paulistana Nova Tatuapé para sua última parada antes do desmonte. Felizmente, a “saideira” rendeu uma grata surpresa. “Apesar de se tratar de uma simples troca de óleo, o serviço foi impecável. Enquanto o óleo era escoado do cárter, o consultor fez uma verificação geral do nível dos fluidos, estado das palhetas limpadoras e funcionamento das luzes internas e externas. Foi, de longe, o atendimento mais cuidadoso dispensado ao Agile até hoje”, diz Eduardo Campilongo, nosso assistente de testes, que já está acostumado a levar os carros de Longa Duração para as revisões. Quatro litros de lubrificante, filtro e anel de vedação renderam uma conta de 131,30 reais. Outro fato inédito: esta foi a única ocasião em que uma concessionária entregou o óleo não utilizado.
Na edição passada, reportamos um pequeno acidente de percurso: um motoqueiro distraído bateu na porta dianteira direita do carro. Fizemos dois orçamentos iniciais (um de 1817 e outro de 1531 reais), além de um terceiro, logo após o fechamento da edição, de 1298 reais. Na média, o preço cobrado pelas concessionárias é bastante próximo ao valor da franquia do seguro, 1663 reais. Também levamos o carro até o Cesvi, para que os técnicos pudessem avaliar os serviços sugeridos nos três orçamentos. No geral, nenhum problema grave. “Os orçamentos poderiam ser um pouco reduzidos se as concessionárias reaproveitassem alguns emblemas e frisos, em vez de simplesmente substituí-los”, diz Eduardo Fernandes, chefe de oficina do Cesvi.
Como a hora da simulação de venda se aproxima, aproveitaremos a oportunidade para aferir o que dizem os lojistas sobre esse tipo de reparo: vale a pena ou não consertar uma batida de um carro que se pretende vender?
Consumo:
No mês (53,6% na cidade): Álcool – 7,6 km/l
Desde mar/10 (35,3% na cidade): Álcool – 8 km/l
Principais ocorrências:
52.666 km – porta dianteira direita é atingida por uma moto
Ao rodar sobre pisos irregulares, batentes do porta-malas começam a apresentar rangidos (esq.); O fechamentod as portas é facilitado com a abertura automática de uma fresta na janela (dir.).
Por Péricles Malheiros
2085 km
Com pouco mais de 50 km rodados, o J3 assustou ao apresentar ruídos na suspensão dianteira. Fizemos o que qualquer consumidor faria: ligamos para a concessionária onde foi feita a compra – a JAC Gastão Vidigal, em São Paulo – e mostramos indignação. Ao retornarmos com o carro, o atendimento foi imediato. Depois de uma volta por ruas de paralelepípedo, o consultor foi direto com nosso J3 para a oficina. E dela saiu após 40 minutos. “Às vezes, o material elástico é danificado na montagem. Por isso, substituí a bandeja direita da suspensão, que estava com uma das buchas rompida”, disse o técnico. O alinhamento de direção, segundo o técnico, também foi refeito em garantia.
Sanado o problema, rodamos os primeiros 1000 km sem esticar as marchas nem ultrapassar os 80 km/h, conforme indica o manual do proprietário – consultores de três concessionárias disseram que esse zelo poderia ser dispensado. Aos 1331 km, o J3 passou pela primeira prova de fogo no Longa Duração: o teste completo no Campo de Provas da TRW, em Limeira (SP).
De volta às ruas e estradas, o hatch começou a ser observado por todos os lados. O editor Paulo Campo Grande destacou pontos negativos e positivos: “Gostei da qualidade do revestimento dos bancos e do trabalho silencioso das palhetas tipo flat-blade, mas acho que o volante poderia ser mais macio e que a sobreposição de conta-giros e velocímetro dificulta a consulta rápida”. O redator-chefe Zeca Chaves também notou deslizes no acabamento: “Há um chicote elétrico muito próximo aos pedais. Meu pé esquerdo chegou a enroscar nele”.
Testamos o sistema de agendamento de revisões do site da JAC – a primeira acontece aos 2500 km. Preenchemos o formulário na noite de uma terça-feira. Na quarta-feira, bem cedo, uma atendente entrou em contato conosco por telefone para confirmar as informações. A qualidade da revisão em si, porém, é assunto para o próximo mês.
Consumo:
No mês (40,3% na cidade): Gasolina – 9,4 km/l
Desde mar/11 (40,3% na cidade): Gasolina – 9,4 km/l
Principais ocorrências
216 km: Bandeja da suspensão com bucha danificada é substituída em garantia

Sistema de regulagem de altura do volante emperrado: quem dirigiu o J3 reclamou dele (esq.); Olhe onde pisa: o pé pode enroscar no chicote elétrico que passa próximo aos pedais (dir.).
O mais completo teste de automóvel realizado por uma publicação no Brasil. QUATRO RODAS compra os carros como se fosse um consumidor comum e, depois de rodar por 60 mil quilômetros, desmonta até o último parafuso.