Smart ForTwo

Conceito em alta

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4759 km

“É elétrico? Quanto custa? Anda bem?”, perguntou um curioso ao editor Paulo Campo Grande. Ao saber que se tratava de um carro a gasolina, ele justificou a dúvida pela ausência da chave de ignição na coluna do volante (no Smart ela fica atrás da alavanca de câmbio). Desde que ele chegou, é assim: causa curiosidade por onde passa e é tão carismático quanto misterioso. “Nunca fiz isso quando morava na Espanha, mas posso tirar uma foto dentro dele?”, disse um colega da Editora Abril.

Situações como essas são comuns. Mais difícil é nos acostumarmos com as reduzidas dimensões externas do carrinho. Até porque seu interior proporciona uma sensação de espaço surpreendente para um ser do seu porte. O trânsito, dentro de um Smart, fica mesmo menos estressante: para um tímido disposto a fazer novas amizades, mais que um meio de locomoção, ele é um relações-públicas. As crianças perguntam se é um carro de verdade. Nosso caçula na frota quase nunca fica sozinho, sempre tem alguém rodeando. Em frente a um salão de beleza, um corretor de imóveis entregou um panfleto de condomínio de luxo para a cabeleireira. “Você pode entregar para a dona do Smart?”, disse, sem imaginar que o automóvel pertence à QUATRO RODAS. Claro que em casa, quer dizer, na redação, o assédio é igual. Há fila de espera para passar um fim de semana com ele, pois todos querem saber como vai ser a convivência. Houve até quem o levasse a dar uma volta de elevador…

Para responder à pergunta sobre como ele anda, nós o levamos para a pista de Limeira, quando registrava 1916 km no hodômetro. E não é que ele tem desempenho de gente grande? Fez de 0 a 100 km/h em 11,4 s, praticamente o mesmo pique do Focus 2.0: 11,3 s. O teste inicial traduziu números muito próximos aos do modelo cedido pela fábrica na época do lançamento. O nosso teve pequena vantagem na frenagem de 120 a 0 km/h, parando 2,7 metros antes.

Consumo

No mês (42,8% na cidade): Gasolina – 11,7 km/l

Desde set/09 (41,6% na cidade): Gasolina – 11,8 km/l

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Smart ForTwo

Mudança de hábito

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1513 km

Ao escolhermos um novo carro para nossa frota, levamos em conta vários fatores. Entre eles, a novidade que representa para o mercado, a oportunidade de avaliar a rede autorizada de uma marca menos conhecida, a expectativa de um razoável volume de vendas… Opa! Então o que é que o Smart está fazendo aqui? É inegável que o menor dos automóveis à venda no Brasil tem público restrito. Mas também é verdade que ele traz uma interessante e original fórmula de transporte individual urbano. Com apenas 2,7 metros de comprimento e construção sofisticada, seu principal ativo é economizar espaço e combustível. A questão é como nossas cidades vão receber o pequeno imigrante. E como nós, brasileiros, culturalmente acostumados com uma área útil sobre rodas mais generosa, vamos nos adaptar a ele. É isso o que vamos descobrir ao longo dos próximos 60000 km.

O ForTwo chega ao Brasil pelas mãos da Mercedes-Benz, dona da marca. Nós o compramos na Smart Center Jardins, em São Paulo, por 58700 reais. De série, traz quatro airbags, rodas de liga, direção elétrica, ABS e trio elétrico. Para quem gosta de diversão, borboletas para troca de marcha no volante. O câmbio sequencial de cinco marchas também permite trocas na alavanca e funciona no modo automático.

O primeiro contato impressiona, ele é bonito, diferente. Escolhemos um branco e prata, com forração interna vermelha – simples, mas de bom gosto. De policarbonato fumê, o teto panorâmico tem um prático e eficiente forro retrátil. Outra particularidade: ele não tem estepe, mas um kit com líquido tapa-furos. Na hora de dar a partida, a força do hábito nos faz ir com a chave até a coluna do volante, mas o contato fica entre os bancos. O lado descolado tem lá suas censuras, como porta-luvas sem tampa e ausência de ajuste de altura de cintos e banco do motorista.

Sobre piso irregular, sentimos todos os problemas do solo e qualquer buraco parecia uma cratera. Mas não era somente a dureza da suspensão. Em vez de 29 libras nos pneus dianteiros e 36 nos traseiros, como indicava o manual, nosso Smart veio da concessionária com 48 libras no pneu dianteiro direito e 46 nos demais. A caixa de plástico onde fica o manual do proprietário veio rasgada, mas a troca foi feita assim que reclamamos.

O Smart é a nova sensação da nossa garagem. A julgar pelo (pouco) tempo que permaneceu estacionado, ele é sério candidato a destronar o C4 Pallas do posto de campeão de popularidade. Agora é ver se, passado o efeito novidade, a demanda por ele continua em alta pelos próximos 58487 km.

Consumo

No mês (39% na cidade): Gasolina – 12 km/l

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Hyundai i30

Marcação cerrada

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40539 km

E eis que nosso Hyundai i30 alcança a marca dos 40 000 km. É chegada a hora de mais uma revisão. É só pegar o telefone da concessionária escolhida, ligar e… descobrir que há novidades. “Para revisões, ligue para o número (11) 3040-8555″, informou a atendente. Uma central? Pois é. Agendar revisões no grupo Caoa – detentora da maioria esmagadora das concessionárias da marca -, agora, é assim. Só que, nesse telefone, uma voz gravada nos encaminha para o número 0300-1043000.

O novo número (a ligação custa cerca de 0,05 real por minuto) ainda não estava funcionando… Voltamos então ao primeiro número de telefone. “Você pode nos passar seu telefone, pois o sistema está fora do ar e eu não consigo agendar”, disse a atendente. Sem retorno, tentamos novamente no dia seguinte. E o sistema permanecia inativo. “Me passa teu contato que eu te ligo assim que o sistema funcionar. Não adianta ligar nas concessionárias, o sistema é interligado e você não vai conseguir agendar nada. Mas pode rodar até 1 000 km acima da quilometragem, sem problemas”, afirmou a atendente, “desautorizando” a recomendação do manual do proprietário, que estipula 500 km de tolerância máxima.

No terceiro dia recebemos, finalmente, uma ligação. Retornamos através do 0300 – que funcionou perfeitamente nessa terceira tentativa – e a atendente nos ofereceu as opções de concessionárias próximas do nosso endereço e as datas disponíveis para o agendamento do serviço. Falou, inclusive, quem receberia o carro na concessionária. “Essa centralização ainda é recente”, explica a atendente do grupo Caoa. E, pelo que vimos, tem tudo para funcionar bem.

Consumo

No mês (28,7% na cidade): Gasolina – 10,2 km/l

Desde dez/09 (30,2% na cidade): Gasolina – 9,7 km/l

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Hyundai i30

Pé na estrada

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35178 km

“O i30 está aí? Posso usá-lo?” Essas perguntas, e suas variáveis, já se tornaram rotina no dia a dia de nossa redação. “Ah, quero ir confortável”, argumenta o diretor de arte Tarcísio Moraes Alves, ao pedir a chave do Hyundai para um fim de semana na praia de Juquehy, no litoral norte de São Paulo. “A suspensão é firme e o apoio para as costas é muito bom. E, ainda assim, o carro não é duro. Você viaja muitos quilômetros e as costas não ficam doloridas”, afirma Tarcísio. “Só precisava ter regulagem de altura do banco mais ampla e um descanso de braço mais bem posicionado.” A preferência da redação em utilizar o i30 para viagens justifica sua quilometragem: no mês passado, rodou quase 8 000 km. Neste mês, ele acumulou mais 6 000 km no hodômetro.

Entre uma correria e outra, encarou a revisão dos 30 000 km. Dessa vez, o serviço foi impecável. Agendamos a data, na Caoa de Guarulhos (SP), chegamos com o carro no horário previsto e o retiramos no dia seguinte, sem problemas nem tentativa de empurrar serviços e produtos supérfluos: foram trocados apenas os itens estabelecidos pelo manual do proprietário. A lista inclui os óleos lubrificantes do motor (128 reais) e da transmissão automática (94,89 reais), o líquido do sistema de arrefecimento (80 reais), além dos filtros de ar e óleo (61,04 reais e 22,19 reais).

Cobraram-nos 280 reais por duas horas de mão de obra, além dos 165 reais pelo alinhamento e balanceamento. Total da fatura: 834,70 reais, o dobro do valor pago, na Citroën, na revisão de 30 000 km do C4 Pallas de Longa Duração. Na revisão, também aproveitamos para reclamar da demora do sistema de som para ler arquivos MP3 armazenados em dispositivos portáteis, como pendrives e tocadores digitais. A solução foi trocar o cabo de dados, sem custo extra. Funcionou.

Consumo

No mês (28,9% na cidade): Gasolina – 10,4 km/l

Desde dez/09 (30,4% na cidade): Gasolina – 9,7 km/l

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Hyundai i30

Longo retiro

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28493 km

Durante exatos 26 dias nosso Hyundai enfrentou constantes idas e vindas entre nossa garagem e a concessionária Caoa Robert Kennedy, em São Paulo. Tudo começou na revisão dos 20 000 km, após um alinhamento mal feito. A solução só veio após três idas à concessionária e 441 km rodados só em testes feitos por seus técnicos. O sintoma pré-revisão era mínimo: leve ruído na suspensão. No pós-revisão, eram vários: direção trepidando e puxando para a direita, além dos parafusos da suspensão danificados e sem aperto.

A tremedeira foi resolvida com a troca de uma das rodas, que estava amassada e que tinha sido passada para o eixo dianteiro pelos técnicos da concessionária, além do balanceamento. Só a troca da roda amassada custou 1 770 reais. E o problema da direção puxando foi solucionado após a concessionária desmontar novamente as torres de suspensão – que tinham sido postas abaixo para a troca dos batentes dos amortecedores – e detectar que os parafusos inferiores de fixação, que estavam com o sextavado arredondado, tinham sido limados no meio pelo técnico que efetuou o alinhamento. Uma “gambiarra perigosa” (palavras da concessionária) para corrigir o valor de cambagem – e que poderia causar a quebra do parafuso.

Em um primeiro momento, a concessionária sugeriu que o carro poderia ter sido alterado fora da concessionária. Negamos e questionamos se o carro já tinha chegado à concessionária com esses parafusos alterados. Em caso positivo, iríamos até Atibaia, à última concessionária que efetuou o alinhamento no carro, cobrar explicações. “O carro chegou com os parafusos intactos aqui”, afirmou o chefe de oficina Ney, da Caoa Robert Kennedy. Diante do fato de ninguém mais ter mexido no carro – além deles mesmos -, e frente aos diversos erros durante o alinhamento, o chefe de oficina pediu desculpas e explicou tudo que foi feito.

Além da troca dos parafusos defeituosos, o alinhamento foi revisto, com um equipamento de diagnose que mostra qual o ângulo de trabalho da direção elétrica. “Foi muito útil usá-lo”, afirmou o gerente da concessionária, Sérgio. “Facilitou para encontrarmos o alinhamento ideal.” Então por que não foi feito assim antes? O que importa é que, enfim, o carro ficou bom. Demorou, mas ficou.

Consumo

No mês (24,5% na cidade): Gasolina – 10,6 km/l

Desde dez/09 (30,7% na cidade): Gasolina – 9,5 km/l

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Hyundai i30

Linha torta

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21224 km

Com a chegada da revisão dos 20000 km do nosso i30  de Longa Duração, fomos em busca de uma concessionária para efetuar os serviços necessários. E a escolhida foi a Caoa Robert Kennedy, em São Paulo. Até então, tudo praticamente impecável com nosso hatch médio. A única reclamação era um leve ruído na suspensão dianteira, quase imperceptível.

A revisão prevê troca de lubrificante do motor e dos filtros de óleo, ar e combustível, além das velas. Também estão previstos alinhamento e balanceamento, limpeza do sistema de ar-condicionado e troca do filtro de ar da cabine, pelo custo de 976 reais. Três dias depois, na entrega, fomos informados de que os dois batentes dos amortecedores dianteiros foram trocados, sem custo adicional. “É um ‘recall’”, afirmou o consultor Marcelo Peixoto de Lima. “Todos os i30 que chegam estão tendo o componente trocado, pois os antigos apresentavam deformação.”

Retiramos o carro em uma sexta-feira e logo constatamos que, além de desalinhado, o i30 passou a fazer barulhos na suspensão dianteira. Mas, antes de retornar à concessionária, fizemos uma análise na Suspentécnica, em São Paulo. A origem do barulho no i30 eram seis parafusos que fixam a torre de suspensão na carroceria, soltos. Além do ruído, seria impossível obter o alinhamento. Com o tempo, se uma das torres se soltasse, haveria risco de acidente. Também foi notado que as quatro rodas estavam amassadas, uma delas com deformação maior.

Sem alterar o quadro, retornamos com cuidado à concessionária e reclamamos dos sintomas, sem apresentar o diagnóstico. Após um dia, recebemos o telefonema para retirar o veículo. Segundo o chefe de oficina Ney, a suspensão tinha sido checada e reapertada. Em uma volta rápida, além de o volante puxar para a direita, os ruídos persistiam. Na volta, na nossa frente, o chefe de oficina decidiu fazer uma inspeção no carro. Encontrou os parafusos soltos. “Eu só tenho que lhe pedir desculpas por essa falha nossa, vou convocar toda a oficina para uma reunião hoje à noite”, disse Ney, visivelmente constrangido.

No dia seguinte, o consultor Marcelo nos ligou para pegar o carro. “Agora ele está perfeito.” Na trave. Os barulhos sumiram, mas a direção insistia em puxar para a direita. “Vou paralisar todos os alinhamentos até descobrir o defeito”, afirmou Ney. A concessionária pagou o táxi da viagem de volta.

No dia seguinte, segundo o chefe de oficina, o carro foi para outra concessionária a fim de refazer o alinhamento. Ligamos no fim do dia para ver se estava pronto. Ele foi sincero: “Olha, está 95%. Vou pedir para a engenharia da Hyundai ver o carro e ter certeza de que não estamos falhando em nada”. Em compensação, o consultor Marcelo nos ofereceu um carro reserva. Agradecemos e recusamos. No mesmo dia, o serviço de atendimento ao cliente também nos ligou com a mesma gentileza, igualmente recusada.

Treme-treme

Quatro dias depois, o veículo ficou pronto. Ao sair da concessionária, notamos que, enquanto o carro esteve na autorizada, 173 km foram rodados. Aparentemente, tudo estava bem. Mas foi só pegar uma reta longa para ver a direção puxando para a direita e a direção trepidando a 100 km/h, já que a roda mais amassada foi passada para a frente.

Como que por telepatia, antes de reclamarmos mais uma vez, recebemos a ligação do gerente da concessionária, Sérgio. “Você pode trazer o carro aqui?” Podíamos, claro. Mas antes passamos na oficina Fukuda Motorcenter, onde nosso consultor Fabio Fukuda detectou várias porcas da suspensão com o sextavado perdido – algumas de tal forma que impossibilitavam reaperto ou soltura. E o pneu direito estava raspando na parte interna da caixa de roda.

A oficina Quadrelli, de São Paulo, especializada em suspensão, aferiu o alinhamento: “Cambagem e cáster estão dentro dos padrões. O que está fora é o valor de convergência”, afirmou Wagner Quadrelli. Esse valor determina quão paralelas estão as rodas do mesmo eixo. Em nosso i30, as rodas estavam “abertas”, nos eixos dianteiro e traseiro, causando desgaste dos pneus. E faziam com que a roda raspasse dentro do para-lama. Deixamos tudo igual e, mais uma vez, retornamos à concessionária. Até o fechamento da edição, o carro ainda estava por lá…

Principais ocorrências

20917 km: problemas na suspensão

Consumo

No mês (48,8% na cidade): Gasolina – 9,8 km/l

Desde dez/09 (32,6% na cidade): Gasolina – 9,2 km/l

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Hyundai i30

Comparação focada

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18973 km

O analista de marketing Eduardo Alves, de 27 anos, tem convivido com uma angústia nos últimos tempos: a escolha do próximo carro. Se servir de consolo a ele, é bom saber que não está sozinho. Decidido a trocar de carro, Eduardo estava incerto entre pegar um Ford Focus ou um Hyundai i30.

O i30, hoje, é o líder de mercado. O Focus, por sua vez, acaba de ganhar motorização 2.0 flex, que aumenta sua atratividade. Ó dúvida…

Resolvemos dar uma mão para ajudar nessa hora de tanta incerteza. Proprietário de um Peugeot 307 2009, Eduardo, após fazer um test-drive no Focus, passou um dia com nosso i30.

Essa brecha na agenda movimentada de nosso Hyundai foi difícil: o hatch médio virou o preferido da redação para viagens de longa distância. Só neste mês, encarou muita estrada “a trabalho”. Visitou os estados de Minas Gerais, Rio de Janeiro, Paraná e Santa Catarina, além de circular bastante em trajetos pelo interior de São Paulo. E, para nossa alegria, fez tudo isso sem apresentar falhas.

A bordo do Hyundai, o analista elogiou o design do carro, principalmente as linhas da traseira e das laterais, que “chamam atenção pela modernidade”, bem como as rodas, que “refletem esportividade”. Mas ressaltou que a frente do carro é careta. No Focus, Eduardo colocou como único ponto negativo o desenho da traseira, “muito parecido com o anterior”.

No escuro

Os controles de som, os comandos na direção, bem como os espelhos “que dão ampla visão do trânsito” – com exceção do traseiro -, foram os destaques internos do i30. Eduardo elogiou a solução do receptáculo para óculos. Na hora de comparar com o Focus, porém, o analista criticou o acabamento. “Os comandos de vidro são ruins, com material de péssima qualidade, duros, e não possuem função um-toque. Falta iluminação nos botões, tive que usar meu celular para identificar as funções à noite. O porta-luvas é pequeno. No Focus [ele avaliou a versão Ghia], o acabamento é infinitamente melhor.”

Quanto ao desempenho, o analista não se deixou seduzir pelo nosso i30. “O motor é mais barulhento que o do Focus e, em subidas, tive que afundar o pé para o carro responder. Mesmo usando as posições do câmbio automático [1, 2 e 3], o carro não respondeu à altura.”

Seu veredicto? “Escolho o Focus em primeiro, meu 307 em segundo e o i30 em terceiro. Estou fechando a compra de um Focus Ghia 2.0 Flex e nunca imaginei que iria comprar um carro da Ford, pois ela tem a imagem de empresa antiga. Mas o carro superou minhas expectativas.”

Consumo

No mês (24,6% na cidade): Gasolina – 9,6 km/l

Desde dez/09 (30,6% na cidade): Gasolina – 9,1 km/l

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Hyundai i30

Revisão aditivada

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12200 km

Junto com o primeiro orçamento de revisão dos 10 000 km do i30, veio um susto. Mesmo tendo mão de obra gratuita, o serviço nos custaria 899 reais na concessionária Caoa Norte, de São Paulo. Mas bastou uma consulta ao manual do proprietário para encontrarmos alguns aditivos na conta. O básico, segundo o livreto do Hyundai, é trocar o óleo do motor e os filtros de óleo e ar. E, preventivamente, fazer alinhamento, balanceamento e rodízio dos pneus.

No entanto, na previsão apresentada pela Caoa apareciam extras como: “oil Miralube, descarbonizante álcool/gasolina, descarb. injeção/carb., flushing e AWG 200 aditi”. Não ficou claro para você? Nem para nós. E, na descrição dos serviços, havia limpeza do sistema de ar-condicionado. Uma ligação para a concessionária nos ajudou a decifrar os códigos. “O ‘oil Miralube’ vai no óleo, o ‘descarbonizante álcool/gasolina’ vai no tanque, o ‘descarb. injeção/carb.’ vai na injeção e o ‘AWG 200 Aditi’ vai na gasolina”, decifrou a consultora.

Ou seja, um aditivo para o óleo – já oferecido aos 2 500 km – e três injustificáveis aditivos para combustível, que fariam a conta aumentar em 210 reais. O “flushing” é um produto para ser usado antes da troca de óleo, para a limpeza das galerias do motor. Mas, se a troca de óleo é feita no prazo certo, não há a necessidade dessa limpeza e ela nem consta no manual. Eliminamos esse serviço e 45 reais da conta. A limpeza de ar-condicionado é recomendada a cada 10 000 km e nos custou 130 reais. Fizemos. Em uma empresa especializada, o serviço foi orçado em 200 reais.

Nessa hora, o boleto ainda batia em 644 reais. Quase metade era devido ao alinhamento e balanceamento, que nos custaria 300 reais. Recusamos, passamos a régua nos 344 reais e cotamos alinhamento e balanceamento em outras concessionárias. Após quatro telefonemas, encontramos o preço de 90 reais na concessionária Avenir, da cidade de Atibaia (SP). No fim, gastamos 434 reais.

Para aferir o serviço, fomos até a Suspentécnica, em São Paulo. Lá, o especialista Alberto Trivellato avaliou o alinhamento. “O carro está dentro dos parâmetros, com exceção do valor de convergência total da dianteira, que está 1,5 mm divergente, ou seja, as rodas estão mais abertas, se vistas de frente. Com o tempo, pode ocorrer desgaste excessivo da área interna do pneu”, afirma. Trivellato também notou que, segundo o relatório da concessionária, não foi medido o valor de cáster, embora este esteja dentro dos parâmetros.

Com o alinhamento e balanceamento, gastamos 48% do valor do orçamento original. E poderíamos ter gasto apenas 34%, caso não tivéssemos feito o serviço opcional de limpeza do ar-condicionado. Como o i30 tem cinco anos de garantia – e, para mantê-la, as revisões devem ser feitas na concessionária -, é fundamental não esquecer, principalmente, de revisar muito bem a conta.

Principais ocorrências

9473 km: revisão dos 10.000 km

Consumo

No mês (38% na cidade): Gasolina – 7,8 km/l

Desde dez/09 (34% na cidade): Gasolina – 8,9 km/l

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Hyundai i30

Sonho de consumo

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8346 km

Desde a reportagem sobre dirigir com economia, faço questão de melhorar minha marca de consumo na Via Dutra, em direção ao Rio de Janeiro. O cenário era bastante favorável: feriado só na cidade de São Paulo e com previsão de chuva no litoral. Estrada vazia, portanto, e uma ótima oportunidade de avaliar, com mais atenção, o consumo de nosso i30.

O computador de bordo não tem funcionamento tão prático. Os registros de consumo médio e quilometragem parcial precisam ser zerados separadamente, quando o normal é fazer tudo junto. E em vez de km/l ele usa a unidade europeia, litros/100 km. Nessa conta ao contrário, quanto menor o valor, melhor.

Por isso o número que aparecia no painel não me empolgava: logo antes do primeiro pedágio, a tela digital azul registrava 11,8 (equivalentes a 8,5 km/l), sempre com ar-condicionado ligado. A velocidade média (88 km/h, numa estrada com limite entre 100 e 120 km/h) mostra que trânsito não era problema.

Conforme a estrada ganhou relevo, desliguei o piloto automático. Seu conforto é inegável, mas, em nome de manter a velocidade programada, ele fica variando bruscamente a aceleração a cada subida e descida – quando o ideal, do ponto de vista do consumo, é variar suavemente. Nessa hora, o mais econômico é comandar o acelerador com os próprios pés. Para afinar a comunicação, a pedida é usar um par de tênis de solado sensível, tipo All Star.

O número melhorou para 11,4 em Roseira (SP), para 11 redondos em Resende (RJ) e alcançou 10,6 em Nova Iguaçu (RJ). Mas continuou alto. Equivale a 9,4 km/l, bem distantes dos 12,8 km/l registrados pelo nosso C4 Pallas – e olha que ele pegou três horas de congestionamento na estrada.

A transmissão automática não ajuda o i30. O escalonamento do câmbio até que é bem feito – a 100 km/h, o motor trabalha a confortáveis 2 500 rpm. Mas, como a maioria de nossos carros médios, tem apenas quatro marchas. O consumo de um carro com quatro marchas varia mais, conforme a condição de uso, do que o de um carro com cinco marchas. Isso porque aumenta a chance de o motor funcionar distante de seu ideal. Bastou andar com limite de velocidade um pouco mais baixo (80 km/h, na avenida Brasil) para o consumo melhorar bastante: 13,7 km/l.

Esperava melhorar a marca do i30 na viagem de volta, mas a chuva e o trânsito invalidaram a prova. Já em São Paulo, o i30 teve seu para-choque dianteiro raspado por um motoboy que nem quis parar. Como resultado, há dois pequenos riscos paralelos na borda da peça. Como o dano é mínimo, e apenas estético, vamos orçar o reparo da pintura apenas na primeira revisão do i30, aos 10 000 km.

Principais ocorrências

6623 km: ralado no para-choque

Consumo

No mês (31,1% na cidade): Gasolina – 9,1 km/l

Desde dez/09 (32,1% na cidade): Gasolina – 9,5 km/l

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Hyundai i30

Intensivo de férias

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4355 km

Mal chegou à redação, o Hyundai i30 saiu em férias. Mas pouco descansou. Foram 2 400 km acompanhando a família do revisor da revista, Renato Bacci, em três semanas no fim do ano, entre São Pedro, no interior paulista, e Bertioga, no litoral. E, nesse período, o primeiro coreano da nossa frota foi um bom companheiro de viagem, conforme mostra seu relato abaixo.

“De cara, o que impressionou foi a qualidade de construção. Sem ruídos internos e com ótimo isolamento acústico, pouco se ouve de extraordinário na cabine, com os vidros fechados. No trânsito, com o som ligado, a gente desconfia até que não apertou direito a buzina, pois nem ela se escuta.

A tranquilidade auditiva se estende ao motorista e ao passageiro… dianteiro. Quem vai no banco de trás sente um pouco as imperfeições do asfalto. Consequência provável da configuração da rodas de aro 17 com largos e baixos pneus, que grudam o carro no chão, mas sacrificam o conforto.

De resto, o i30 é muito boa companhia. Seu câmbio automático, apesar de ter apenas quatro marchas, é ‘esperto’. Diferente do primeiro período com o carro, quando rodamos quase que 100% na cidade, desta vez, o consumo foi mais animador. O i30 marcou 10,3 km/l de média. Bom, para um carro automático recém-amaciado e carregado de equipamentos.

Por falar em amaciamento, no meio da viagem ele chegou aos 2 500 km, marca da primeira revisão obrigatória, para a qual o manual prevê a troca de óleo do motor e filtro. Com agendamento tranquilo pelo telefone, o carro foi levado à concessionária Caoa Morumbi, na capital paulista. “Vai ser feito apenas o previsto na revisão”, disse a consultora técnica Solange. Mas a ordem de serviço trouxe, além das trocas previstas, ‘descarbonização da injeção’ e ‘Oil Miralube’, um aditivo do óleo do motor, por 30 e 69 reais, respectivamente. Isso elevava a conta de 153 para 252 reais.

Questionamos, pois o manual não listava nenhum daqueles procedimentos. ‘É recomendação do departamento de engenharia da fábrica’, disse a consultora. Insistimos em que deveríamos ter sido avisados da inclusão de qualquer serviço adicional – já feitos -, e a solução foi rápida: os dois itens foram suprimidos da nota que seria emitida. Simples assim.”

O primeiro teste

Após as férias de fim de ano e a revisão de 2 500 km, era hora de o i30 encarar a pista de testes para as avaliações iniciais. E aos 3 750 km, em Limeira (SP), apresentou números de desempenho inferiores aos do primeiro i30 testado por QUATRO RODAS. No 0 a 100 km/h, foram 12,7 segundos, contra os 11,8 do modelo de teste, en­quanto os 1 000 metros foram atingidos em 33,5 segundos, contra os 33,2 do carro de fábrica.

Na frenagem, nosso i30 se saiu melhor em uma das passagens e pior nas outras: foram necessários 15 metros para alcançar a imobilidade, vindo a 60 km/h, enquanto o carro de teste fez a mesma prova em 16,6 metros. Nas demais frenagens, partindo de 80 e 120 km/h, o i30 da Hyundai se saiu melhor que o nosso.

No ruído, o carro de Longa Duração confirmou o silêncio já notado no modelo. Quase que o decibelímetro não capta o ruído do i30 em ponto-morto, pois a menor escala do equipamento é de 34 decibéis. O nosso mexeu apenas meio decibel acima dessa marca. Na rotação máxima, marcou 67 decibéis. No consumo, nos testes, foi melhor que em nossa média mensal: fez 10,1 km/l no ensaio urbano e 12,4 km/l no teste rodoviário. Agora, que venham os 60 000 km.

Principais ocorrências

2489 km: primeira troca de óleo

3750 km: primeiro teste

Consumo

No mês (24,6% na cidade): Gasolina – 10,6 km/l

Desde dez/09 (33,1% na cidade): Gasolina – 9,9 km/l

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