Categoria: Hyundai i30

Hyundai i30

Desmonte do Hyundai i30

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Por Péricles Malheiros |  fotos: Sergio Chvaicer

Nada de paradas para conserto de batidas ou problemas constantes que impedissem a marcha firme e acelerada do i30, que não precisou de mais que 12 edições para escrever sua história no Longa Duração de QUATRO RODAS. O maior dano sofrido foram dois riscos leves no para-choque dianteiro deixados por um motoboy descuidado. Foram 60 000 km sem qualquer reclamação mais séria de mau funcionamento. Mas se por um lado a vida mansa do i30 indica que o caminho das pedras para a Hyundai no Brasil está traçado, por outro há outras pedras que devem ser retiradas para evitar tropeços. Revisões com preços altos, empurroterapia de peças e serviços e mão de obra displicente caracterizaram a rede de assistência da Hyundai.

Motor, suspensão, sistema elétrico e acabamento foram desmontados. Apenas o câmbio foi poupado da autópsia promovida pela oficina Fukuda Motorcenter. Fábio Fukuda, responsável pelo desmonte, diz: “Fizemos uma inspeção visual cuidadosa no equipamento e no seu óleo lubrificante, atrás de sinais de desgaste ou qualquer traço de contaminação. Como não encontramos nada, não havia por que desmontar todo o conjunto”. O C4 Pallas de Longa Duração, desmontado em dezembro de 2009, também tinha motor 2.0 e câmbio automático, mas as constantes reclamações sobre seu funcionamento e sinais de desgaste visíveis justificaram a desmontagem completa.

O motor quatro-cilindros 2.0 16V, segundo Fukuda, foi aprovado com pequenas ressalvas. O primeiro teste realizado foi o de medição de pressão interna dos cilindros, realizado duas vezes para efeito de eliminação de variações. Na primeira passagem, 180 psi no primeiro cilindro e 185 psi nos demais – na segunda, 185 psi nos quatro cilindros. De acordo com o manual de reparação cedido pela marca, a pressão mínima seria de exatamente 185 psi. Os responsáveis pelos números dentro das especificações (ainda que próximos do limite) são os anéis de compressão, todos com 0,3 mm de folga, portanto dentro do que a Hyundai estabelece como nominal, entre 0,2 e 0,35. Existem ainda outros dois anéis por pistão, ambos conhecidos como raspadores. “O raspador 1 do primeiro cilindro se partiu na desmontagem”, diz Fukuda. Os do segundo e terceiro cilindros estavam com folga acima do tolerado (entre 0,37 e 0,52 mm) – respectivamente 0,55 e 0,6 mm. Em compensação, todos os raspadores 2 atendiam às especificações. As medições apontaram folga entre pontas de 0,4 mm, e o previsto pela fábrica fica entre 0,2 e 0,6 mm. Ainda na região baixa do motor, tudo certo com os cilindros, que mostraram diâmetro dentro das especificações – os limites de ovalização e conicidade não constam no manual de reparação cedido pela Hyundai. Todos os pistões estavam com folga e diâmetro dentro dos padrões.

Má alimentação
Com o cabeçote aberto, Fukuda encontrou as quatro válvulas de admissão com severo acúmulo de carvão na base. “Diferentemente do álcool, que tem uma queima mais ‘seca’, a gasolina deixa resíduos úmidos e isso favorece o acúmulo de carvão na base das válvulas”, diz Fukuda. “De qualquer forma, a quantidade de material depositado era exagerada”, disse. O problema é que, ao se desprender, o carvão invade as câmaras “de combustão”. Lembra da baixa eficiência dos raspadores 1? A razão pode estar exatamente no contato excessivo com o carvão. As válvulas de escape estavam limpas, o que também era de esperar, pois a temperatura muito mais elevada que aquelas a que são submetidas as de admissão e o próprio fluxo de saída dos gases rumo ao sistema de escapamento surtem um efeito limpante. Uma olhada no diário de bordo do i30 nos faz recordar que o hatch sofreu uma intoxicação alimentar. Em setembro de 2010, durante uma viagem de caça a um carro para a seção Segredo, um abastecimento com gasolina “batizada” fez com que o coreano perdesse sua força e não passasse de 60 km/h. “Mal conseguíamos ultrapassar uma carreta carregada”, afirma o fotógrafo Silvio Gioia, que dirigia o carro na ocasião. “Tudo voltou ao normal após um abastecimento, em outro posto. Mas nenhuma luz ou aviso acendeu.”

O sistema de direção passou fácil pela dura prova do desmonte: “A caixa de direção estava impecável. Terminais e barras axiais chegaram aos 60 000 km em perfeito estado. Levando em consideração os pneus largos e de perfil baixo rodando sobre nosso asfalto tão maltratado, foi uma surpresa positiva”, diz Fukuda. A maior prova de resistência, no entanto, foi aplicada pela rede autorizada: por duas vezes, os amortecedores dianteiros foram deixados com os parafusos de fixação da torre completamente frouxos (veja outras experiências negativas com as concessionárias Hyundai no quadro da pág. 105). As suspensões também se apresentaram íntegras e arrancaram elogios de Fukuda. “Nenhuma folga nas buchas de bandeja nem nas ligações da barra estabilizadora.”

Os freios terminaram em bom estado, mas nem poderia ser diferente. Na última revisão, a dos 50 000 km, as pastilhas foram substituídas prematuramente: poderiam rodar, no mínimo, outros 5 000 km. Os discos dianteiros e traseiros também resistiram bem e acabaram o teste com espessura dentro dos padrões.

Até no detalhe do detalhe, o i30 causou excelente impressão. A retirada do painel e das forrações revelou virtudes que os olhos não alcançam, mas que os ouvidos agradecem. Encaixes precisos, grampos bem fixados e aplicados sem economia, vedação impecável e chicotes de fios e cabos “silenciados” com muita espuma e feltro, além de conectores elétricos bem travados. “Disparado, o melhor carro que já desmontei para o Longa Duração de QUATRO RODAS”, diz Fukuda, com a experiência de quem já desmontou 23 carros. Os 30 motoristas que se revezaram ao volante sentirão saudade desse coreano competente e, acima de tudo, confiável.

 


APROVADO

Pegando batente

Os batentes dos amortecedores dianteiros foram substituídos em garantia na revisão dos 20 000 km. Estavam, segundo a concessionária, com deformação excessiva. Os amortecedores em si chegaram ao desmonte, sem sinais de vazamento.

Roda da fortuna

Buchas e terminais resistiram bem à buraqueira de nossas ruas. E olha que o conjunto foi submetido a situações extremas. Na revisão dos 20 000 km, uma roda amassada teve de ser substituída, por 1 770 reais.

Parada obrigatória

O i30 sempre parou de forma equilibrada e sem sustos para o motorista. Os quatro discos encerraram os 60 000 km com espessura dentro da tolerância. As pastilhas foram trocadas prematuramente durante a revisão dos 50 000 km.

Com pressão

Cada pistão tem dois anéis raspadores e um de compressão. Os raspadores 1 sofreram com o contato excessivo com o carvão que se desprendeu das válvulas de admissão e acabaram o teste com folga excessiva. Os anéis raspadores 2 e os de compressão estavam dentro da tolerância.

O vira virou

Aprovado sem restrições, o virabrequim passou em todas as medições a que foi submetido. Munhões, moentes e folga axial obedeciam aos parâmetros descritos no manual de reparação fornecido pela Hyundai.

Bomba desarmada

A bomba d’água estava impecável, assim como todo o sistema de arrefecimento. Aguentaria outros 60 000 km tranquilamente. E não se autodetonaria.

Corpo fechado

Isolamento perfeito deixou água e poeira no lugar certo: do lado de fora. Presilhas de qualidade e em quantidade correta prenderam bem os revestimentos, colaborando para o baixo nível de ruído do i30.

Conexão direta

Com o painel retirado, mais um sinal de capricho: todos os chicotes elétricos são adequadamente envolvidos com material antichama e antirruído. Conectores e terminais também são de ótima qualidade.

Cabeça fria

O cabeçote estava intacto, sem sinais de vazamento na região da junta ou qualquer dano físico proveniente de óleo contaminado.


ATENÇÃO

Base contaminada

O carvão úmido nas válvulas de admissão é típico de queima de gasolina, mas se acumulou em excesso, a ponto de contaminar as câmaras de combustão.


HISTÓRICO

6 623 km -Esbarrão de uma moto deixou dois riscos no para-choque dianteiro
20 000 km - Substituição de uma roda amassada que nos custou 1 770 reais
50 000 km - Pastilhas dianteiras e traseiras foram trocadas prematuramente na revisão, ao custo de 621 reais, sem contar a mão de obra. A concessionária ainda ofereceu um jogo de pneus novos por 3 920 reais. Fora dela, pagamos 2 156 reais, ou seja, 45% a menos.


FOLHA CORRIDA

Preço de compra: 58 000 reais (dezembro/2009)
Qquilometragem total: 61 402 km – 47 771 km (77,8%) rodoviário e 13 631 km (22,2%) urbano
Consumo total: 6 163,65 litros de gasolina (15 721,73 reais)
Consumo médio: 10 km/l
Custo por 1 000 km: 415,37 reais (0,41 real por km, já somados os valores de revisões e reparos extras)

REVISÕES:

10 000 km - 344 reais (Caoa Norte, São Paulo);
20 000 km - 979,44 reais (Caoa Robert Kennedy, São Paulo);
30 000 km - 834,70 reais (Caoa Guarulhos, São Paulo);
40 000 km - 955,50 reais (Caoa Edgar Facó, São Paulo);
50 000 km - 2 590 reais (Dapevel Santos, SP)


CHECK-UP

Quilometragem / 1 073 km / 60 003 km / Diferença entre os testes (%)

0 a 100km/h (s) / 12,7 / 11 / 13,4
0 a 1000m (s) / 33,5 / 32,5 / 3
3a 40 a 80 km/h (s) / 5,9 / 5 / 15,3
4a 60 a 100km/h (s) / 7 / 6,3/ 10
5a 80 a 120km/h (s) / 13 / 8,2 / 36,9
Frenagem 60 km/h a 0 (m) / 15 / 15,2 / 1,3
Frenagem 80 km/h a 0 (m) / 28,3 / 26,9 / 4,9
Frenagem 120 km/h 0 (m) / 64,4 / 61,9 / 3,9
Consumo urbano (km/l) / 10,1/ 9,9 / 2
Consumo rodoviário (km/l) / 12,4 / 13,2 / 6,5
Ruído interno PM (dBA) / 34,5 / 34,6 / –
Ruído interno RPM máx. (dBA) / 67 / 65,7 / 1,9
Ruído interno 80 km/h (dBA) / 60 / 59,2 / 1,3
Ruído interno 120 km/h (dBA) / 65 / 64,3 / 1,1




ROTEIRO

A jornada do i30 teria sido ainda mais tranquila não fosse a desatenção e a ganância da rede autorizada. Não nos pouparam da incômoda empurroterapia nem na parada para uma simples troca de óleo realizada aos 2 500 km, antes da primeira revisão, aos 10 000 km. Se a primeira impressão é a que fica, vale lembrar que após o primeiro pit stop do i30 nos mandaram uma conta onde aparecia “descarbonização da injeção” e “Oil Miralube”, um aditivo do óleo do motor. Questionamos e os dois itens opcionais não foram cobrados, fazendo a conta cair de 252 para 153 reais. Nas revisões, além da mesma disposição de empurrar serviços não previstos no plano de manutenção da Hyundai, as concessionárias pecaram por cobrar preços muito altos. Descobrimos que o serviço de alinhamento e balanceamento, por exemplo, pode variar de 90 a 300 reais. E que tal um jogo de pneus novos, que sai por 3 920 reais na concessionária, mas pode ser adquirido numa loja independente por 2 156 reais? A Hyundai sabe que precisa melhorar sua área de pós-venda e já está se mexendo. Às vésperas do fechamento desta edição, o presidente do Grupo Caoa e dono da maior rede de revendedoras Hyundai, Carlos Alberto de Oliveira Andrade, disse: “A situação chegou a um ponto em que era preciso uma intervenção de grandes proporções. A partir de dezembro, trabalharemos com tabelas de preços fixos de revisões, reduziremos o preço das peças e fiscalizaremos a rede para coibir a prática de induzir o cliente a pagar por serviços não obrigatórios”. Ainda de acordo com o homem forte da Hyundai no Brasil, os preços das revisões estarão no site da marca e em banners nas concessionárias. É esperar para ver se a situação finalmente mudará.




FICHA TÉCNICA

Motor: dianteiro, transversal, 4 cilindros, 16V
Cilindrada: 1 975 cm³
Diâmetro x curso: 82 x 93,5 mm
Taxa de compressão: 10,1:1
Potência: 145 cv
Torque: 19 mkgf
Câmbio: automático, 4 marchas, tração dianteira
Dimenssões: comprimento, 425 cm; largura, 178 cm; altura, 148 cm; entreeixos, 265 cm
Peso: 1 327 kg
Peso/potência: 9,2 kg/cv
Peso/torque: 69,8 kg/mkgf
Porta-malas/caçamba: 340 litros
Tanque: 53 litros
Suspensão dianteira: independente, McPherson
Suspensão traseira: multilink
Freios: disco ventilado (diant.), disco sólido (tras.)
Direção: elétrica
Pneus: 225/45 R17
Equipamentos: ar-condicionado, direção elétrica, trio elétrico, rádio com CD player, MP3, USB, iPod e auxiliar, teto solar elétrico, rodas aro 17


VEREDICTO

O público costuma reconhecer rápido um bom produto. Por isso, o i30 hoje é líder de vendas entre os hatches médios. Ao passar pelo Longa Duração, mostrou suas duas faces: no convívio, a ganância e irresponsabilidade da rede; e, no desmonte, a robustez mecânica e o esmero na construção.

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Desmonte do Hyundai i30

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Depois de um convívio de um ano e 60000 km, o coreano prova que é confiável e robusto, mas expõe os furos da rede de assistência. Confira o desmonte, o check-up e nosso veredicto.

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Volta por baixo

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61351 km

Nosso i30 já passou dos 60 000 km e se encaminha para o desmonte sem problemas mecânicos. Ao contrário, a quilometragem parece ter feito bem a ele, como mostra nosso teste final. Acelerou mais rápido (11 segundos, contra 12,7), freou em espaços mais curtos (61,9 metros de 120 km/h a 0, contra 64,4), retomou melhor (8,2 segundos de 80 a 100 km/h, contra 13,1), foi tão econômico quanto antes (9,9 km/l na cidade) e até mais silencioso (64,3 contra 65 dB). Pena que as boas marcas não ajudaram a elevar o valor de revenda.

Dois fatores sempre pesam contra os carros de Longa Duração: são seminovos (pouca diferença de preço para um modelo novo) e muito rodados (60 000 km em menos de um ano). Segundo a tabela Fipe, um i30 como o nosso custa 57 425 reais, mas, novo, é vendido a 62 000, preço que pode cair para 60 000, se você souber pechinchar. Para que um comprador comum se interessasse pelo carro, teria de custar algo em torno de 55 000 reais. Não tentamos vendê-lo a particulares, mas a lojas e concessionárias. Para nossa surpresa, as revendas que pagam menos são as que mais deveriam zelar pelo seu valor: todas da Hyundai.

Na primeira Hyundai Caoa, a do Piqueri, em São Paulo, o vendedor nos disse que pagaria 50 000 reais se o i30 tivesse até 15 000 km, quilometragem esperada para um veículo 2009/2010. Com 60 000 km, ele avaliou o nosso em 45 000 reais. Ainda insistimos para conseguir um valor melhor e o avaliador, depois de dar uma volta em torno do carro, manteve o preço.

Seguimos para as lojas de usados da avenida Edgar Facó e, nas três primeiras, não quiseram nem olhar o carro. “É muito novo e muito rodado”, nos disse o vendedor da RGM Automóveis. Na Pantanal Veículos, ali perto, recebemos a mesma resposta do vendedor, que se ofereceu para vender o carro em consignação. Fomos para a Thidi Car, onde nossa impressão de que o i30 era ruim de venda se desfez. O vendedor ficou impressionado com o estado do carro e nos ofereceu 47 000 reais. Não sem antes nos explicar a mecânica da coisa: “O carro tem de estar muito bonito, para vender fácil. O ganho varia. Se for um carro de 30 000 reais, a gente compra por 27 000 para ganhar 3 000. Se for de 60 000, compramos por 53000, para ganhar 7 000”. Recusamos a proposta e seguimos para a Chevrolet Palazzo, onde recebemos a oferta de 48 000 reais. E uma ligação da Thidi Car, que queria melhorar a oferta e comprar o i30 de qualquer jeito. Se quiséssemos vender, ele possivelmente teria ficado com o Hyundai – pela tenacidade e disposição em negociar.

As ofertas seguintes que recebemos, sempre vinculadas à troca por um modelo novo, foram de 46 000 reais (Peugeot Pavillon, Hyundai Caoa Perdizes e Renault Grand Brasil) a 49 000 reais (Volkswagen Sorana, nossa melhor proposta). Na concessionária Hyundai, a venda do carro só ocorreria se fizéssemos a revisão dos 60 000 km. Por nossa conta.

Só com a revisão

A pior proposta veio da Hyundai Caoa Santana, onde também ficamos surpresos com a “boa vontade” no atendimento. Entramos na loja e esperamos alguém nos atender. Só não desistimos porque tínhamos uma reportagem a escrever. Nenhum vendedor se levantou da cadeira. Foi a moça da recepção, que estava com outros clientes, que nos encaminhou a uma vendedora, que ofereceu de 43 000 a 44 000 reais. Insistimos, pedindo para o avaliador ver o estado do i30. Acompanhamos o avaliador para a foto que ilustra esta reportagem. Enquanto mostrávamos como o carro estava inteiro, com quatro pneus praticamente novos, ele nos disse que seria preciso fazer a revisão dos 60 000 km. “Pode não parecer, mas todas as peças desse carro são caríssimas. Se não estiver na garantia, não consigo vendê-lo. A quilometragem também atrapalha. Estou com um Azera encalhado aqui. E ele não está tão rodado como o seu i30.” Agradecemos a sinceridade e nos despedimos, deixando o Hyundai em seu destino final neste teste de Longa Duração: a Fukuda Motorcenter, para a desmontagem. E, quem sabe, a confirmação de nossos elogios à durabilidade do carro, apesar de seus custos de manutenção acima dos razoáveis, como a própria rede Hyundai, quem diria, reconheceu.

Consumo

No mês (5,8% na cidade): Gasolina – 10,5 km/l

Desde dez/09 (22,2% na cidade): Gasolina – 10 km/l

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Hyundai i30

Contas da carochinha

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50543 km

Na última edição, falamos que a revisão de 50 000 km do i30 prometia ser cara. Em vez de levá-lo outra vez à rede Caoa, que predomina na cidade de São Paulo, escolhemos a Dapevel, em Santos (SP). Por telefone, recebemos uma estimativa inicial de 1 863 reais pela revisão – sem incluir a troca dos pneus. Pedimos para incluí-los no pacote, imaginando que, ao preço médio de 500 reais, acrescentariam 2 000 reais. Foi uma surpresa receber o orçamento de 7 084 reais. Pela tabela Fipe, i30 tem hoje preço de mercado de 58 451 reais. Assim, a revisão custaria cerca de 12% do seu valor.

A clássica empurroterapia (líquido de limpeza de bicos e higienização do ar-condicionado) ajudou, mas o que turbinou o orçamento foram outros itens: só de pneus, 980 reais cada um. Detectaram também a necessidade de troca das pastilhas de freio. As dianteiras, por 481 reais; as traseiras, por 290 reais. Somando a mão de obra, de 190 reais, ficaríamos em 961 reais só com os freios. Antes de fecharmos o serviço, pesquisamos os preços das pastilhas em lojas e concessionárias (Caoa, inclusive) e encontramos as peças por 350 e 207 reais, respectivamente. Informada da situação, a Dapevel reviu seus preços e nos cobrou 350 e 295 reais. Não sem antes tentar fechar o pacote de serviços por 6 376 reais. Ainda era caro. Por comodidade, fechamos o serviço com a revenda santista, pedindo para eliminar a troca de pneus, a limpeza de bico e a higienização de ar-condicionado. O valor final da revisão, pelos nossos cálculos, ficaria em 2 590 reais devido às peças e à mão de obra, que seria de 911 reais (190 pelos freios e 721 pela revisão em si).

Pegamos gosto pela pesquisa de preços e achamos os pneus originais do i30 por 539 reais cada um na Dakar, no bairro do Limão, em São Paulo. Como o carro já tinha uma missão programada, tivemos pressa em retirá-lo da revenda. Na retirada, a primeira surpresa desagradável: o carro fora adesivado com o emblema da Dapevel sem nossa autorização. Na loja de pneus Dakar, descobriram um problema mais sério: o i30 voltou sem uma das porcas na roda dianteira esquerda e com uma delas espanada na dianteira direita. Na Dapevel, disseram que os defeitos já existiam ao aceitarem o carro, mas, como não tinham nada que comprovasse isso, assumiriam o conserto. A questão era o prazo: eles não tinham as porcas nem o prisioneiro da roda dianteira direita para trocar. Só poderiam sanar o problema uma semana depois.

Propusemos a solução: repor as porcas e trocar o prisioneiro em alguma revenda de São Paulo. A Dapevel assumiria a conta. Tudo correu bem e o i30 partiu em mais uma missão rumo ao norte do Brasil, viagem que deve deixá-lo quase pronto para o desmonte.

Quando recebemos a fatura da revisão, verificamos que a mão de obra não custava 721, mas 603 reais. Os 118 reais de diferença ficaram por conta do kit Dapevel (40 reais), que inclui detergente para a água do limpador de para-brisa, lubrificante nas dobradiças das portas e o saquinho de lixo preso ao câmbio, limpeza de bico (60 reais) e uma segunda correia poli-V (42 reais), não mencionada no primeiro orçamento, mas efetivamente trocada. Isso daria 142 reais que não constavam do orçamento original, mas o valor caiu porque as pastilhas de freio saíram por menos do que haviam nos dito: 335 reais, as dianteiras, e 286, as traseiras. Seriam 24 reais de desconto, não fosse outro detalhe: quando recebemos as peças, as pastilhas trocadas pareciam novas. Aguentariam ao menos mais 5 000 km. Foi uma substituição preventiva, mas vendida como necessária quando seria apenas recomendável.

Consumo

No mês (15,1% na cidade): Gasolina – 10,3 km/l

Desde dez/09 (25,7% na cidade): Gasolina – 9,9 km/l

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Hyundai i30

O peso das peças

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49137 km

Nosso i30 continua firme na sua marcha em direção ao desmonte. Depois de rodarmos 10 000 km numa puxada até o Nordeste, terminamos o mês no ponto para a revisão dos 50 000 km. Vale lembrar que, antes do périplo, o i30 havia passado pela revisão dos 40 000 km, na qual são itens de substituição obrigatória as velas, anel do bujão, filtros (de óleo, de ar, de combustível e de ar-condicionado), óleo e fluido de freio. Essas peças, no i30, sairiam por 632,15 reais. Incluindo mão de obra (210 reais) e alinhamento e balanceamento (160 reais), o orçamento que recebemos da Caoa do Piqueri, em São Paulo (SP), foi de 1 002 reais.

Sem alinhamento e balanceamento, gastaríamos 842,15 reais. A revisão de 40 000 km de um Ford Focus 2.0, maior rival do coreano, tem preço fixo de 856 reais. A revisão do i30, como se vê, é competitiva, mas só porque a Hyundai pega leve nos serviços. Quando se fala em peças, a história é outra.

Fizemos um levantamento de tudo que é substituído na revisão do Focus (filtro de óleo, óleo, filtro de ar, filtro de ar-condicionado, filtro de combustível, fluido de freio, aditivo do radiador e velas) e a conta ficou em 452 reais. É mais do que custa a revisão completa de um Chevrolet Astra ou de um Chevrolet Vectra GT (429 reais), modelos de concepção mais antiga, mas 28,5% menos do que a Hyundai cobra pelas peças do i30. Se a mão de obra da Ford custasse o mesmo que a da marca coreana (210 reais), o Focus teria uma revisão de 662 reais. O mesmo que o i30 cobra só por peças. Seu filtro de combustível (109,90 reais) custa quase o dobro do filtro do Focus (57 reais), mas a maior diferença fica no filtro de ar-condicionado. O do Ford sai por 36 reais; o do i30, por 165,05.

Quando recebemos a fatura final da revisão, o valor havia caído para 955,50 reais. Basicamente porque as velas ganharam desconto. De 24,08 reais cada uma, o preço caiu para 12,42 reais a unidade, ou seja, 49,68 o jogo com quatro. O que a concessionária não notou foi que os pneus estavam perto de seu limite de vida. Na medida 225/45 R17, eles custam de cerca de 400 reais até 1000 reais, de acordo com nossas cotações.

De volta à redação, como dissemos, o i30 empreendeu uma jornada pelo país. Na estrada, a equipe de QUATRO RODAS foi só elogios ao conforto do carro. A viagem o deixou prontinho para a revisão dos 50 000 km, que também promete ser salgada. Em pedidos preliminares de orçamento, a conta ficaria próxima dos 1 800 reais. Isso sem incluir os gastos com os quatro pneus novos.

Consumo

No mês (6% na cidade): Gasolina – 10,4 km/l

Desde dez/09 (25,9% na cidade): Gasolina – 9,8 km/l

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Hyundai i30

Marcação cerrada

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40539 km

E eis que nosso Hyundai i30 alcança a marca dos 40 000 km. É chegada a hora de mais uma revisão. É só pegar o telefone da concessionária escolhida, ligar e… descobrir que há novidades. “Para revisões, ligue para o número (11) 3040-8555″, informou a atendente. Uma central? Pois é. Agendar revisões no grupo Caoa – detentora da maioria esmagadora das concessionárias da marca -, agora, é assim. Só que, nesse telefone, uma voz gravada nos encaminha para o número 0300-1043000.

O novo número (a ligação custa cerca de 0,05 real por minuto) ainda não estava funcionando… Voltamos então ao primeiro número de telefone. “Você pode nos passar seu telefone, pois o sistema está fora do ar e eu não consigo agendar”, disse a atendente. Sem retorno, tentamos novamente no dia seguinte. E o sistema permanecia inativo. “Me passa teu contato que eu te ligo assim que o sistema funcionar. Não adianta ligar nas concessionárias, o sistema é interligado e você não vai conseguir agendar nada. Mas pode rodar até 1 000 km acima da quilometragem, sem problemas”, afirmou a atendente, “desautorizando” a recomendação do manual do proprietário, que estipula 500 km de tolerância máxima.

No terceiro dia recebemos, finalmente, uma ligação. Retornamos através do 0300 – que funcionou perfeitamente nessa terceira tentativa – e a atendente nos ofereceu as opções de concessionárias próximas do nosso endereço e as datas disponíveis para o agendamento do serviço. Falou, inclusive, quem receberia o carro na concessionária. “Essa centralização ainda é recente”, explica a atendente do grupo Caoa. E, pelo que vimos, tem tudo para funcionar bem.

Consumo

No mês (28,7% na cidade): Gasolina – 10,2 km/l

Desde dez/09 (30,2% na cidade): Gasolina – 9,7 km/l

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Hyundai i30

Pé na estrada

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35178 km

“O i30 está aí? Posso usá-lo?” Essas perguntas, e suas variáveis, já se tornaram rotina no dia a dia de nossa redação. “Ah, quero ir confortável”, argumenta o diretor de arte Tarcísio Moraes Alves, ao pedir a chave do Hyundai para um fim de semana na praia de Juquehy, no litoral norte de São Paulo. “A suspensão é firme e o apoio para as costas é muito bom. E, ainda assim, o carro não é duro. Você viaja muitos quilômetros e as costas não ficam doloridas”, afirma Tarcísio. “Só precisava ter regulagem de altura do banco mais ampla e um descanso de braço mais bem posicionado.” A preferência da redação em utilizar o i30 para viagens justifica sua quilometragem: no mês passado, rodou quase 8 000 km. Neste mês, ele acumulou mais 6 000 km no hodômetro.

Entre uma correria e outra, encarou a revisão dos 30 000 km. Dessa vez, o serviço foi impecável. Agendamos a data, na Caoa de Guarulhos (SP), chegamos com o carro no horário previsto e o retiramos no dia seguinte, sem problemas nem tentativa de empurrar serviços e produtos supérfluos: foram trocados apenas os itens estabelecidos pelo manual do proprietário. A lista inclui os óleos lubrificantes do motor (128 reais) e da transmissão automática (94,89 reais), o líquido do sistema de arrefecimento (80 reais), além dos filtros de ar e óleo (61,04 reais e 22,19 reais).

Cobraram-nos 280 reais por duas horas de mão de obra, além dos 165 reais pelo alinhamento e balanceamento. Total da fatura: 834,70 reais, o dobro do valor pago, na Citroën, na revisão de 30 000 km do C4 Pallas de Longa Duração. Na revisão, também aproveitamos para reclamar da demora do sistema de som para ler arquivos MP3 armazenados em dispositivos portáteis, como pendrives e tocadores digitais. A solução foi trocar o cabo de dados, sem custo extra. Funcionou.

Consumo

No mês (28,9% na cidade): Gasolina – 10,4 km/l

Desde dez/09 (30,4% na cidade): Gasolina – 9,7 km/l

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Hyundai i30

Longo retiro

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28493 km

Durante exatos 26 dias nosso Hyundai enfrentou constantes idas e vindas entre nossa garagem e a concessionária Caoa Robert Kennedy, em São Paulo. Tudo começou na revisão dos 20 000 km, após um alinhamento mal feito. A solução só veio após três idas à concessionária e 441 km rodados só em testes feitos por seus técnicos. O sintoma pré-revisão era mínimo: leve ruído na suspensão. No pós-revisão, eram vários: direção trepidando e puxando para a direita, além dos parafusos da suspensão danificados e sem aperto.

A tremedeira foi resolvida com a troca de uma das rodas, que estava amassada e que tinha sido passada para o eixo dianteiro pelos técnicos da concessionária, além do balanceamento. Só a troca da roda amassada custou 1 770 reais. E o problema da direção puxando foi solucionado após a concessionária desmontar novamente as torres de suspensão – que tinham sido postas abaixo para a troca dos batentes dos amortecedores – e detectar que os parafusos inferiores de fixação, que estavam com o sextavado arredondado, tinham sido limados no meio pelo técnico que efetuou o alinhamento. Uma “gambiarra perigosa” (palavras da concessionária) para corrigir o valor de cambagem – e que poderia causar a quebra do parafuso.

Em um primeiro momento, a concessionária sugeriu que o carro poderia ter sido alterado fora da concessionária. Negamos e questionamos se o carro já tinha chegado à concessionária com esses parafusos alterados. Em caso positivo, iríamos até Atibaia, à última concessionária que efetuou o alinhamento no carro, cobrar explicações. “O carro chegou com os parafusos intactos aqui”, afirmou o chefe de oficina Ney, da Caoa Robert Kennedy. Diante do fato de ninguém mais ter mexido no carro – além deles mesmos -, e frente aos diversos erros durante o alinhamento, o chefe de oficina pediu desculpas e explicou tudo que foi feito.

Além da troca dos parafusos defeituosos, o alinhamento foi revisto, com um equipamento de diagnose que mostra qual o ângulo de trabalho da direção elétrica. “Foi muito útil usá-lo”, afirmou o gerente da concessionária, Sérgio. “Facilitou para encontrarmos o alinhamento ideal.” Então por que não foi feito assim antes? O que importa é que, enfim, o carro ficou bom. Demorou, mas ficou.

Consumo

No mês (24,5% na cidade): Gasolina – 10,6 km/l

Desde dez/09 (30,7% na cidade): Gasolina – 9,5 km/l

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Hyundai i30

Linha torta

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21224 km

Com a chegada da revisão dos 20000 km do nosso i30  de Longa Duração, fomos em busca de uma concessionária para efetuar os serviços necessários. E a escolhida foi a Caoa Robert Kennedy, em São Paulo. Até então, tudo praticamente impecável com nosso hatch médio. A única reclamação era um leve ruído na suspensão dianteira, quase imperceptível.

A revisão prevê troca de lubrificante do motor e dos filtros de óleo, ar e combustível, além das velas. Também estão previstos alinhamento e balanceamento, limpeza do sistema de ar-condicionado e troca do filtro de ar da cabine, pelo custo de 976 reais. Três dias depois, na entrega, fomos informados de que os dois batentes dos amortecedores dianteiros foram trocados, sem custo adicional. “É um ‘recall’”, afirmou o consultor Marcelo Peixoto de Lima. “Todos os i30 que chegam estão tendo o componente trocado, pois os antigos apresentavam deformação.”

Retiramos o carro em uma sexta-feira e logo constatamos que, além de desalinhado, o i30 passou a fazer barulhos na suspensão dianteira. Mas, antes de retornar à concessionária, fizemos uma análise na Suspentécnica, em São Paulo. A origem do barulho no i30 eram seis parafusos que fixam a torre de suspensão na carroceria, soltos. Além do ruído, seria impossível obter o alinhamento. Com o tempo, se uma das torres se soltasse, haveria risco de acidente. Também foi notado que as quatro rodas estavam amassadas, uma delas com deformação maior.

Sem alterar o quadro, retornamos com cuidado à concessionária e reclamamos dos sintomas, sem apresentar o diagnóstico. Após um dia, recebemos o telefonema para retirar o veículo. Segundo o chefe de oficina Ney, a suspensão tinha sido checada e reapertada. Em uma volta rápida, além de o volante puxar para a direita, os ruídos persistiam. Na volta, na nossa frente, o chefe de oficina decidiu fazer uma inspeção no carro. Encontrou os parafusos soltos. “Eu só tenho que lhe pedir desculpas por essa falha nossa, vou convocar toda a oficina para uma reunião hoje à noite”, disse Ney, visivelmente constrangido.

No dia seguinte, o consultor Marcelo nos ligou para pegar o carro. “Agora ele está perfeito.” Na trave. Os barulhos sumiram, mas a direção insistia em puxar para a direita. “Vou paralisar todos os alinhamentos até descobrir o defeito”, afirmou Ney. A concessionária pagou o táxi da viagem de volta.

No dia seguinte, segundo o chefe de oficina, o carro foi para outra concessionária a fim de refazer o alinhamento. Ligamos no fim do dia para ver se estava pronto. Ele foi sincero: “Olha, está 95%. Vou pedir para a engenharia da Hyundai ver o carro e ter certeza de que não estamos falhando em nada”. Em compensação, o consultor Marcelo nos ofereceu um carro reserva. Agradecemos e recusamos. No mesmo dia, o serviço de atendimento ao cliente também nos ligou com a mesma gentileza, igualmente recusada.

Treme-treme

Quatro dias depois, o veículo ficou pronto. Ao sair da concessionária, notamos que, enquanto o carro esteve na autorizada, 173 km foram rodados. Aparentemente, tudo estava bem. Mas foi só pegar uma reta longa para ver a direção puxando para a direita e a direção trepidando a 100 km/h, já que a roda mais amassada foi passada para a frente.

Como que por telepatia, antes de reclamarmos mais uma vez, recebemos a ligação do gerente da concessionária, Sérgio. “Você pode trazer o carro aqui?” Podíamos, claro. Mas antes passamos na oficina Fukuda Motorcenter, onde nosso consultor Fabio Fukuda detectou várias porcas da suspensão com o sextavado perdido – algumas de tal forma que impossibilitavam reaperto ou soltura. E o pneu direito estava raspando na parte interna da caixa de roda.

A oficina Quadrelli, de São Paulo, especializada em suspensão, aferiu o alinhamento: “Cambagem e cáster estão dentro dos padrões. O que está fora é o valor de convergência”, afirmou Wagner Quadrelli. Esse valor determina quão paralelas estão as rodas do mesmo eixo. Em nosso i30, as rodas estavam “abertas”, nos eixos dianteiro e traseiro, causando desgaste dos pneus. E faziam com que a roda raspasse dentro do para-lama. Deixamos tudo igual e, mais uma vez, retornamos à concessionária. Até o fechamento da edição, o carro ainda estava por lá…

Principais ocorrências

20917 km: problemas na suspensão

Consumo

No mês (48,8% na cidade): Gasolina – 9,8 km/l

Desde dez/09 (32,6% na cidade): Gasolina – 9,2 km/l

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Hyundai i30

Comparação focada

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18973 km

O analista de marketing Eduardo Alves, de 27 anos, tem convivido com uma angústia nos últimos tempos: a escolha do próximo carro. Se servir de consolo a ele, é bom saber que não está sozinho. Decidido a trocar de carro, Eduardo estava incerto entre pegar um Ford Focus ou um Hyundai i30.

O i30, hoje, é o líder de mercado. O Focus, por sua vez, acaba de ganhar motorização 2.0 flex, que aumenta sua atratividade. Ó dúvida…

Resolvemos dar uma mão para ajudar nessa hora de tanta incerteza. Proprietário de um Peugeot 307 2009, Eduardo, após fazer um test-drive no Focus, passou um dia com nosso i30.

Essa brecha na agenda movimentada de nosso Hyundai foi difícil: o hatch médio virou o preferido da redação para viagens de longa distância. Só neste mês, encarou muita estrada “a trabalho”. Visitou os estados de Minas Gerais, Rio de Janeiro, Paraná e Santa Catarina, além de circular bastante em trajetos pelo interior de São Paulo. E, para nossa alegria, fez tudo isso sem apresentar falhas.

A bordo do Hyundai, o analista elogiou o design do carro, principalmente as linhas da traseira e das laterais, que “chamam atenção pela modernidade”, bem como as rodas, que “refletem esportividade”. Mas ressaltou que a frente do carro é careta. No Focus, Eduardo colocou como único ponto negativo o desenho da traseira, “muito parecido com o anterior”.

No escuro

Os controles de som, os comandos na direção, bem como os espelhos “que dão ampla visão do trânsito” – com exceção do traseiro -, foram os destaques internos do i30. Eduardo elogiou a solução do receptáculo para óculos. Na hora de comparar com o Focus, porém, o analista criticou o acabamento. “Os comandos de vidro são ruins, com material de péssima qualidade, duros, e não possuem função um-toque. Falta iluminação nos botões, tive que usar meu celular para identificar as funções à noite. O porta-luvas é pequeno. No Focus [ele avaliou a versão Ghia], o acabamento é infinitamente melhor.”

Quanto ao desempenho, o analista não se deixou seduzir pelo nosso i30. “O motor é mais barulhento que o do Focus e, em subidas, tive que afundar o pé para o carro responder. Mesmo usando as posições do câmbio automático [1, 2 e 3], o carro não respondeu à altura.”

Seu veredicto? “Escolho o Focus em primeiro, meu 307 em segundo e o i30 em terceiro. Estou fechando a compra de um Focus Ghia 2.0 Flex e nunca imaginei que iria comprar um carro da Ford, pois ela tem a imagem de empresa antiga. Mas o carro superou minhas expectativas.”

Consumo

No mês (24,6% na cidade): Gasolina – 9,6 km/l

Desde dez/09 (30,6% na cidade): Gasolina – 9,1 km/l

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