JAC J3

Fim do mistério?

102

Por Péricles Malheiros

8472 km

Na edição passada, contamos a peregrinação do J3 por concessionárias JAC. Foram quatro visitas a duas autorizadas de São Paulo, a JAC Brás Leme e a JAC Nações Unidas. Todas em vão: nenhuma delas conseguiu encontrar a razão para as repetidas queimas de fusível dos vidros elétricos. Tentamos até uma oficina autoelétrica independente, a São José, mas o diagnóstico foi desanimador: “Fiz uma análise visual e suspeitei apenas do conector do chicote do vidro elétrico da porta traseira direita, que parecia avariado”, disse o técnico Rubens Umekita. Bem observado: esse componente havia sido apontado como a causa do problema também pela JAC Nações Unidas, o que explicava os sinais de violação.

Sem saída, procuramos uma terceira concessionária, a JAC Alphaville, em Barueri, cidade vizinha de São Paulo. O trauma após tantas idas e vindas atrás de uma solução ainda não nos permite comemorar, mas, 15 dias depois de sair da concessionária, o defeito parecia solucionado. “Depois de detectar o problema, rodamos em diversas condições. Passamos por buracos, torcemos a carroceria em valetas e lombadas e acionamos outros equipamentos e nada de o fusível queimar”, disse o consultor técnico da JAC Alphaville. “Mas qual era o problema?”, perguntamos. “O conector do chicote do vidro elétrico da porta traseira direita. Aliás, deu para ver que a peça já foi mexida”, respondeu. Ou seja, se esse for de fato o defeito, a JAC Nações Unidas errou ainda mais feio, pois tentou reparar uma peça que deveria ter sido trocada.

De volta à normalidade, o hatch rodou 31,2% de sua quilometragem em trechos urbanos, o menor percentual desde a estreia no Longa Duração, em maio de 2011. E arrancou elogios de quem o pilotou na estrada: “Além de confortável, ele se mostrou seguro na chuva. As palhetas tipo flat-blade são eficientes mesmo sob chuva intensa”, disse o fotógrafo Silvio Gioia.

Principais ocorrências:

8003 km: substituição do chicote do vidro elétrico da porta traseira direita

Consumo:

No mês (31,2% na cidade): Gasolina – 12,5 km/l

Desde maio/11 (39,6% na cidade): Gasolina – 11,3 km/l


Palhetas flat-blade são mais eficientes que as convencionais. Mas são caras: 118 reais o par (esq.); Ao desligar a ignição, o rádio volta a tocar as músicas do início da lista salva no pendrive (dir.).

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102 Comentários - Comente - Denunciar abuso

  1. Uma bomba, matérial de quinta categoria, tem de ser bem barato mesmo! E devemos observar a exploração de um povo tão sofrido…

  2. BRANCALEONE disse:

    Olha gente, tenho tido Unos a mais de 15 anos e me lembro que no começo dos Unos por aqui o povão caiu matando.
    Segundo alguns na época ( e até hoje) o Uno é a pior coisa já produzida no Brasil em termos de carro…
    Desconfortável, fraco, apertado, etc etc etc
    Uso os meus para trabalho. Rodo em média 1.800 km por mês, sendo uns 300 km em estradas de terra. Escada presa no bagageiroi, tralhas no porta mala. Uso pneus 175 para mais altura.
    Salvo carros ‘azarados’ – tive um 2003 que só me incomodou – É o carro mais econômico e de melhor relação custo benefício para quem quer um veículo-ferramenta. Os Gols não chegam nem perto – e a última geração então deus me livre!!! -
    Dai que criticar os chineses é arriscado. Aqui eles sabem que tem concorrencia e não esqueçam que eles podem fazer carros melhores que os nossos e mais baratos.
    Claro que quem tem grana para comprar carros melhores vai torcer o nariz pros chinocos, assim como quem tem grana para comprar Idea nãogosta de Uno…

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