Por Péricles Malheiros
12 549 km
O convívio com a equipe de QUATRO RODAS MOTO tem trazido novas e boas experiências. O colaborador da publicação Eduardo Zampieri, do alto de seu 1,88 metro de estatura, não poupou elogios depois de uma viagem ao interior de São Paulo a bordo do sedã. “Sobrou espaço no porta-malas para macacões e capacetes. Mas o mais impressionante é o espaço na cabine, principalmente no banco traseiro. Mesmo com o banco do motorista regulado para mim, a área para as pernas de quem vai atrás é muito ampla”, disse.
Sobre o desempenho do Versa, Zampieri foi mais moderado: “Não chega a ser fraco, mas em quinta marcha, nas subidas, ele perde muita velocidade”. O editor assistente Ulisses Cavalcante, que no último mês viajou duas vezes com o Versa – uma para Minas Gerais e outra para o interior paulista –, concorda. “A quinta marcha é muito longa, o que diminui o ruído e o consumo. Por outro lado, falta força para subir ladeiras mesmo vindo embalado”, disse.
O ritmo acelerado conduziu o Versa a sua primeira revisão, dos 10 000 km. O sistema de agendamento prévio funcionou perfeitamente: ligamos dois dias antes e, na data marcada, deixamos o Versa na Grand Brasil Bandeirantes, em São Paulo, às 11h. A própria consultora recebeu o carro. “Algum defeito ou ponto que mereça atenção especial?”, perguntou ela. Nada, só a revisão “normal” (com troca de óleo e filtros de combustível e óleo), mais o extra de alinhamento, balanceamento e rodízio. Cinco horas mais tarde, saíamos da autorizada com o Versa revisado. A realização dos serviços foi conferida (e aprovada) pela oficina Fukuda Motorcenter, responsável pelo desmonte dos carros de Longa Duração. A primeira revisão tem a mão de obra bancada pela fábrica e saiu por apenas 149 reais – mais em conta que os extras, pelos quais foram cobrados 160 reais.
Consumo
No mês (24,8% na cidade): Etanol – 9,1 km/l
Desde jan/12 (22,3% na cidade): Etanol – 8,9 km/l
Versa chega aos 10 000 km e vai para a concessionária passar pela primeira revisão (esq.) | Manual descolado: as páginas se desprendem com facilidade. Tentaremos trocar em garantia (dir.)
Por Péricles Malheiros
00 014 km
Regra de segurança no Longa Duração, os carros da frota precisam ter, no mínimo, ABS e airbag duplo. A norma só abre exceção, obviamente, para os modelos que não oferecem esses itens sequer como opcionais. No caso do Renault Duster, ABS e airbag duplo estão disponíveis apenas na versão top de linha, Dynamique. É exatamente ela que passa a integrar a família.
Nosso Duster Dynamique custou 48 295 reais. Aceitamos ficar com o modelo com o opcional de banco de couro, pois se insistíssemos no de tecido a espera poderia chegar a 60 dias. A cor branca, além de estar na moda, é a única opção de pintura sólida. Nada a reclamar, pois nos poupou o gasto dos 1090 reais cobrados pelas cores metálicas.
Ao retirar o Duster na concessionária paulistana Itavema France Pinheiros, o responsável pela entrega cometeu algumas derrapagens. “Abasteça o primeiro tanque com gasolina comum, para as peças se ajustarem. Depois, pode usar etanol à vontade”, disse. Não houve uma palavra sequer sobre a recomendação constante da página 2.2 do manual do proprietário: “Até 1 000 km, não ultrapasse 3 500 rpm na troca de marcha…”. As derrapadas continuaram: “Apesar de o seu Duster não ser 4×4, você pode encarar trilhas sem medo. Ele tem suspensão independente multilink nas quatro rodas”. O próprio site da Renault desfaz o nó: a suspensão é do tipo McPherson na dianteira e semiindependente com barra estabilizadora e molas helicoidais na traseira.
Fizemos uma consulta à fábrica para esclarecer outra dúvida resultante da entrega confusa. “As revisões acontecem a cada 10000 km, mas é importante fazer uma parada aos 5000 km para verificarmos se está tudo bem com o motor”, disse o funcionário. De acordo com o manual (e a fábrica), o plano de manutenção prevê apenas as paradas a cada 10 000 km. Duro descobrir quem tem razão: o manual ou o mano?
CONSUMO
No mês (00,0% na cidade): Etanol – 0,0 km/l
Desde abril/12 (00,0 % na cidade): Etanol – 0,0 km/l
PRINCIPAIS OCORRÊNCIAS
14 km: carro entregue com pequenas trincas na pintura do para-lama dianteiro direito.
Duster foi entregue com o para-lama dianteiro esquerdo danificado. A pintura chegou a trincar (esq.) | Os plásticos do Duster são cheios de rebarba. No detalhe, a maçaneta interna mal-acabada (dir.)
Por Péricles Malheiros
47 364 km
A revisão dos 40 000 km foi conturbada e pede uma breve recapitulação: a autorizada Paris condenou o par de amortecedores dianteiros e alegou ter feito a troca, em garantia. Uma inspeção do nosso consultor técnico Fabio Fukuda, no entanto, revelou que as peças sequer foram tocadas. Depois de uma nova ida à Paris – e nova verificação –, a repetição do problema: “Não trocaram de novo, as peças são as mesmas. A mancha de óleo está mais seca, o que pode significar que o vazamento cessou, já que o funcionamento parece estar normal e não há qualquer tipo de ruído”, disse Fukuda
Por se tratar de um componente vital para a segurança, retornamos à rede Peugeot, mas dessa vez na concessionária Pavillon. “Esses amortecedores estão funcionando perfeitamente. Não há necessidade de troca”, disse o consultor. Como a Paris também derrapou na hora de fazer o rodízio – o lado esquerdo foi esquecido –, corrigimos a posição na oficina de Fukuda. A troca resultou numa vibração incômoda do volante e aproveitamos a ida à Pavillon para solicitar uma nova rodada de alinhamento e balanceamento, serviços feitos a contento, por 98 reais.
Elogiado por todos pelo acabamento primoroso e pela qualidade dos materiais empregados na cabine, o 3008 surpreendeu no último mês. A guarnição (borracha de isolamento) da porta dianteira esquerda começou a se soltar sem motivo aparente. “Eu a reposicionei em duas ocasiões, mas ela não fica mais na posição correta”, disse o fotógrafo Silvio Gioia, que aproveitou para fazer uma foto para o nosso diário.
Cheio de fôlego, espaço e itens de conforto, o 3008 continua sendo a primeira opção de nossa frota para quem vai viajar. Pena que os serviços prestados pela rede não tenham contribuído com outro item importante para quem vive na estrada: confiabilidade.
Consumo
No mês (48,5% na cidade): Gasolina – 9,2 km/l
Desde mar/11 (34,5% na cidade): Gasolina – 9,6 km/l
Guarnição da porta do motorista passou a se soltar sozinha. E teima em não ficar no lugar.
Por Péricles Malheiros
18 753 km
No último mês, dois “convidados especiais” tiveram a oportunidade de dirigir o Cruze de Longa Duração. O primeiro deles foi o Dr. Milton Valente, médico da Editora Abril, colaborador informal de longa data. Após quatro dias de convívio rodando basicamente em perímetro urbano, ele disse: “Gostei do interior, da riqueza de equipamentos e do desempenho, mas achei o consumo elevado. Ainda assim considerarei o Cruze quando aposentar meu Honda Civic”.
As opiniões do médico foram avalizadas por Augusto Brugo, diretor de redação da revista de automóveis Parabrisas, a principal publicação do gênero na Argentina. Em visita ao Brasil, Augusto rodou 775 km por ruas e estradas no estado do Rio de Janeiro. Como em seu país não há etanol nos postos, Augusto se impressionou com a velocidade com que o marcador de combustível se movimentava em direção à reserva. “Achei o consumo muito elevado”, disse Augusto, que fez questão de fotografar o Cruze em pleno abastecimento, antes de uma viagem entre Búzios e a capital fluminense.
Com os termômetros de rua de São Paulo indicando temperaturas acima de 38 ºC, temíamos que o funcionamento irregular do ar-condicionado do Cruze voltasse a incomodar. Na terceira parade para verificação do equipamento, no mês passado, a concessionária Anhembi alegou não ter encontrado nenhum registro de falha na central electronica ou qualquer indício de irregularidade na linha pressurizada de gás refrigerante. O assistente Rodrigo Guerra, que trouxe o carro de volta para São Paulo, após o retorno de Augusto para a Argentina, disse: “Funcionou tudo perfeitamente, nada de ligar ou desligar sozinho nem de apagar a tela digital”.
Às vésperas do fechamento desta edição, o Cruze se aproximava dos 20 000 km, ou seja, do momento da segunda revisão. Menos mal, pois o carro começa a apresentar uma leve tendência a puxar para a esquerda.
Consumo
No mês (33,8% na cidade): Etanol – 6,5 km/l
Desde nov./11 (35,6% na cidade): Etanol – 6,6 km/l
Principais Ocorrências
18709 km: Carro puxando para a esquerda
A rodagem com etanol obriga a paradas para reabastecimento mais constantes (esq.) | Nas mãos de um jornalista argentino, o Cruze visitou as praias do Rio, como a de Búzios (dir.)
Por Péricles Malheiros
9 219 km
A falta de um sistema automatico de abertura das travas elétricas esteve no topo da lista de reclamações dos motoristas que se revezaram ao volante do Versa. A solução estava no porta-luvas, mais precisamente no manual do proprietário. O livreto ensina como ativar o destravamento das portas ao se retirar a chave da ignição. Com ela na posição On, basta pressionar o botão de abertura na porta do motorista por cerca de 5 segundos e esperar a confirmação da ativação, que se dá por meio de duas rápidas piscadas do pisca-alerta. A possibilidade de configuração agradou a equipe e poderia ter sido explicada pela vendedora na entrega do carro zero-quilômetro.
No último mês, o sedã rodou 5 795 km – 4 819 deles em estradas. E foi essa vida nas rodovias que expôs uma limitação do Versa: a reduzida autonomia. Rodando com ar-condicionado e duas pessoas a bordo numa viagem entre São Paulo e Brasília (DF), é necessário que o motorista fique atento aos postos de combustível. Entre os estados de Minas Gerais e Goiás, há um trecho de 180 km com um único posto – na verdade, uma casa velha com cara de abandonada e uma bomba de combustível exposta ao tempo. Como a autonomia de um tanque é de cerca de 400 km, o melhor a fazer é abastecer em postos que inspirem mais confiança, de bandeira conhecida, ainda que o marcador indique metade da capacidade.
As constantes paradas para reabastecimento indicaram outro problema: as alavancas de abertura do capo e da tampa de acesso ao tanque são muito próximas e de difícil identificação. Como trazem apenas um discreto desenho em relevo e ficam inclinadas – no painel, à esquerda do volante –, induzem o motorist a acionamentos equivocados. O destaque positivo ficou para o ar-condicionado, eficiente e silencioso, mesmo sob 38 ºC de temperatura.
Consumo
No mês (16,8% na cidade): Etanol – 9,2 km/l
Desde jan/12 (21,4% na cidade): Etanol – 8,8 km/l
Principais Ocorrências
9 km: Cabo do polo negativo da bateria solto
As alavancas de abertura do capô e do tanque ficam próximas e mal sinalizadas (esq.) | O manual ensina a ativar o destravamento automático das portas, que vem desabilitado (dir.)
Clique na foto e veja a galeria do desmonte
Por Péricles Malheiros | Foto: Pedro Rubens
Cercado de expectativa, o J3 foi incorporado à frota de Longa Duração em maio de 2011. Em ritmo acelerado, inverteu a ordem natural, passou o 3008 em quilometragem e chega ao desmonte em tempo recorde – este foi o teste de Longa Duração mais breve de QUATRO RODAS.
O J3 é o segundo chinês no Longa Duração. Com o Effa M100, a experiência havia sido desastrosa – o teste foi interrompido antes do fim por problemas com o carro e com a rede. Na apresentação do J3 à frota de Longa Duração, deixamos claro que compartilhávamos as mesmas dúvidas que o consumidor: “Será que ele aguentará nosso asfalto? Haverá um plano que garanta peças de reposição? A garantia de seis anos vai funcionar na prática? O atendimento da rede autorizada será eficiente?” Após quase um ano de convívio e com todas as peças desmontadas e analisadas, chegou a hora das respostas.
O início de nossa relação não foi dos mais tranquilos. Com apenas 216 km no hodômetro, a suspensão dianteira ficou barulhenta, o que nos obrigou a retornar à concessionária em que adquirimos o J3, a JAC Gastão Vidigal. O problema foi resolvido em 40 minutos, com a substituição da bandeja da suspensão dianteira direita. Nos meses seguintes, foi a vez de uma pane elétrica nos levar à rede. Foram cinco visitas até que o problema – um simples conector do chicote elétrico na porta traseira direita – fosse detectado e solucionado. Daí para a frente, a vida do J3 foi de uma normalidade entediante. A luz de injeção acendeu aos 31 580 km, mas foi alarme falso: a diagnose não indicou nenhuma anomalia na central eletrônica.
O plano de manutenção da JAC, com revisões a cada 10 000 km e uma troca de óleo entre elas, foi elogiado pelo consultor Fabio Fukuda, responsável pelos desmontes de QUATRO RODAS: “Muita gente deve se incomodar de parar o carro a cada 5 000 km, mas não tenho dúvida de que o ótimo estado do motor é mérito das visitas constantes”, disse.
As medições feitas antes do desmonte propriamente dito antecipavam a saúde do quatro-cilindros de 1 332 cm3 desenvolvido pela empresa austríaca AVL. As linhas de óleo e combustível estavam com a pressão dentro dos padrões de fábrica. Os valores de compressão dos cilindros estavam preservados, longe do mínimo tolerado, que é de 174,05 psi. Foram aferidas 246,56 psi nos cilindros 1 e 2 e 232,06 psi nos cilindros 3 e 4 – a JAC considera normal uma diferença de até 21,76 psi. Os números são mérito dos anéis dos pistões, todos com distância entre pontas dentro dos padrões estipulados pela fábrica. O virabrequim estava com todas as medidas (diâmetro de moentes e munhões e folga axial) em conformidade.
No limite
No andar superior do motor de bloco de alumínio e duplo comando de válvulas com admissão variável, tudo na mais perfeita ordem. “O nível de impregnação de carvão nas válvulas de admissão está abaixo do esperado, comprovando que os retentores cumpriram seu papel e impediram que o lubrificante do motor escorresse pelas hastes e ganhasse as câmaras de combustão”, diz Fukuda. Todas as válvulas de admissão e escape estavam com folga dentro dos limites previstos pela JAC. As velas de ignição, substituídas na revisão dos 30 000 km, estavam em bom estado.
A análise do câmbio fez com que o sempre comedido Fukuda se empolgasse: “Está perfeito. Se me mostrassem essa caixa desmontada e dissessem que ela havia rodado menos de 5 000 km, eu acreditaria”. Anéis sincronizadores, luvas de engate, garfos, rolamentos e engrenagens estavam intactos. O conjunto de embreagem também se mostrou robusto: o material de atrito do disco ainda tinha 1,2 mm de espessura – o mínimo é 0,3 mm. “Aguentaria mais cerca de 40 000 km”, afirma Fukuda. Com tantos destaques positivos, indagamos nosso consultor sobre a possibilidade de uma invasão não autorizada por parte da JAC: “Impossível. As marcações que fazemos pelo carro são invioláveis. Qualquer alteração no motor, câmbio, na suspensão e até na rede elétrica seria facilmente detectada nas inspeções pós-revisão”, disse. Os carros de Longa Duração têm cerca de 100 pontos marcados no início da jornada e passam por verificação após cada revisão, quando também são inspecionados os itens com substituição prevista no plano de manutenção. Apenas um coxim do motor apresentava sinal de desgaste, mas nada que comprometesse sua eficiência ou obrigasse a uma breve substituição. Os coxins do câmbio estavam em perfeito estado.
Onde há fumaça
A troca da bandeja quando o J3 ainda era um seminovo abalou nossa confiança na suspensão. A situação se reverteu com o desmonte. “É um dos conjuntos mais robustos que já desmontei”, disse Fukuda. Os amortecedores passaram ilesos pelos 60 000 km, chegando ao fim da jornada sem sinais de folga, vazamento ou desgaste dos batentes. O sistema de direção terminou o teste intacto, mas não merece tantos elogios. Aos 52 400 km, uma fumaça vinda do cofre do motor nos fez visitar a JAC Bandeirantes. “A linha de alta pressão do sistema hidráulico da direção se rompeu e o fluido estava pingando no coletor de escapamento”, disse o consultor da concessionária. O serviço, feito em garantia, poderia ter sido mais eficiente. O vazamento desapareceu, mas um ruído na caixa de direção forçou nosso retorno. A autorizada disse ter resolvido o problema com um simples reaperto, mas não foi bem assim: “A caixa de direção foi substituída. Sem óleo, o pinhão e a cremalheira da caixa antiga devem ter sofrido danos”, disse Fukuda. Ainda que tenha resolvido o problema, a concessionária deveria ter informado o serviço efetuado.
Como o Longa Duração analisa também o atendimento prestado ao consumidor, vale ressaltar que a JAC superou as expectativas. Apesar de ter patinado na largada, ao demorar para resolver um simples problema de curto-circuito, as concessionárias prestaram um serviço exemplar. Cordial, ágil e eficiente, a rede JAC é, disparada, a que se saiu melhor nos últimos anos do teste de Longa Duração de QUATRO RODAS. Existe a possibilidade de o nosso J3 ter sido identificado pela rede e obtido alguma atenção especial? Sim, existe. Por outro lado, ao consultarmos outros proprietários de J3 (segunda edição de dezembro de 2011), confirmamos o bom tratamento da rede como sendo um padrão. No caminho certo e com poucos (mas importantes) pontos a corrigir, a JAC respondeu satisfatoriamente as perguntas do início do teste: o J3 aguenta nosso asfalto, nunca ficou parado por falta de peças, os poucos componentes que falharam foram substituídos em garantia, sem discussões, e, à exceção de pequenos e raros deslizes, a rede foi impecável. O resultado não poderia ser outro: J3 e JAC aprovados com louvor.
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APROVADO
De bandeja
O carro veio com uma bandeja danificada: foi o único problema durante todo o teste. pivôs e terminais chegaram íntegros aos 60 000 km, sem folga ou sinal de ressecamento.
Disco nas paradas
Aos 50 000 km, a autorizada alertou sobre a necessidade de troca das pastilhas. a Fiat não tomou o mesmo cuidado com nosso Uno de Longa Duração e os discos, danificados, tiveram de ser substituídos. as lonas do freio traseiro encerraram o teste com meia vida.
Por conta da casa
No início do teste, o J3 teve o filtro de cabine substituído em caráter de cortesia. Na revisão dos 50 000 km, nova troca. avulso, o componente custa 57,60 reais.
Sede limpa
Sem marcas nas sedes de válvulas ou qualquer sinal de formação de borra, o cabeçote se mostrou bem dimensionado e adaptado ao nosso combustível.
Cotas de carbono
A temperatura mais elevada e o fluxo de exaustão dos gases mantiveram as válvulas de escape isentas de carvão. Nas válvulas de admissão, o nível de material depositado foi considerado normal para um motor a gasolina.
O bloco passou
A construção de alumínio amplia a (real) impressão de que o bloco atravessou os 60 000 km intacto. As galerias de água e oleo estavam limpas, comprovando os benefícios de uma boa manutenção, com a troca regular dos fluidos.
Na medida
Os anéis de compressão estavam com folga de entrepontas dentro dos limites de fábrica, o que explica a reduzida formação de carvão na cabeça dos pistões.
Dentes perfeitos
O câmbio arrancou elogios do nosso consultor, Fabio Fukuda: “É difícil, hoje em dia, um câmbio dar problema, mas o do J3 vai além. Está impecável”. Sincronizadores, luvas, garfos e engrenagens terminaram o teste em perfeito estado.
Árvore sem galho
Livre de sinais de deficiência de lubrificação ou riscos provenientes de oleo contaminado por partículas metálicas, o virabrequim estava com todas as medidas dentro dos padrões.
Caixa-forte
A carroceria sobreviveu às nossas ruas e estradas: não foram encontradas trincas, as partes móveis abriam e fechavam sem dificuldade e não houve invasão de água ou pó.
Até os 100 000 km
Para bater o recorde de apenas 11 meses no Longa Duração, o J3 rodou 76,8% de sua quilometragem na estrada, quase o mesmo que o Uno, com 75,2%, desmontado em dezembro de 2011. a embreagem do JaC terminou em estado ainda melhor: aguentaria rodar mais 40 000 km.
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ATENÇÃO
Mudança de direção
Aos 52 400 km, o J3 começou a “fumar” e foi para uma parada não programada. “era a linha do sistema hidráulico da direção. ela começou a vazar em cima do escapamento e precisou ser substituída”, disse o consultor. com ruídos, o carro voltou à Jac, que efetuou a troca da caixa de direção, em garantia, mas sem nosso consentimento.
Cuidado com o estresse
Nenhum dos coxins — três sustentam o câmbio e um, o motor — apresentou ruptura no elemento elástico. Apenas no do motor, a borracha apresentava uma discreta marca característica de estresse por movimentação. nada que exigisse troca, apenas uma atenção especial.
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HISTÓRICO
158 km – rádio com dificuldade de sintonia
216 km – Bandeja da suspensão com bucha danificada é substituída em garantia
4 405 km - Vidros elétricos deixam de funcionar pela primeira vez
8 003 km – Substituição do chicote do vidro elétrico da porta traseira direita
31 580 km – Luz de injeção acesa no painel
52 400 km – Substituição da linha de alta pressão do sistema hidráulico da direção
52 579 km – Substituição (não informada) da caixa de direção
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CHECK-UP
Quilometragem / 1331 km / 60 001 km / diferença (%)
0 a 100 km/h (s) / 12,3 / 12 / 2,43
0 a 1 000 m (s) / 34 / 33,7 / 0,88
3a 40 a 80 km/h (s) / 8,2 / 7,8 / 4,87
4a 60 a 100 km/h (s) / 12,6 / 11,8 / 6,34
5a 80 a 120 km/h (s) / 21,6 / 18,6 / 13,88
Frenagem 60 km/h a 0 (m) / 15,7 / 17 / 8,28
Frenagem 80 km/h a 0 (m) / 28,4 / 29 / 2,11
Frenagem 120 km/h a 0 (m) / 61,9 / 65,3 / 5,49
Consumo urbano (km/l) / 11,2 / 11,8 / 5,35
Consumo rodoviário (km/l) / 14,9 / 15,4 / 11,2
Ruído interno PM (dBA) / 40,9 / 40,7 / 0,48
Ruído interno RPM máx. (dBA) / 73,4 / 73,8 / 0,54
Ruído interno 80 km/h (dBA) / 62,4 / 64,7 / 3,68
Ruído interno 120 km/h (dBA) / 70/ 69,2 / 1,14
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FOLHA CORRIDA
Preço de compra: 37 900 reais (maio/2011)
Quilometragem total: 60 192 km
46 242 km (76,8%) rodoviário
13 950 km (23,2%) urbano
Consumo total: 4 805,63 litros de gasolina (13 452,45 reais)
Consumo médio: 12,5 km/l
Custo por 1000 km: 39,08 reais
2 500 km – grátis (Brás Leme)
10 000 km – 99 reais (Bandeirantes)
20 000 km – 120 reais (Aeroporto)
30 000 km – 99 reais (Lapa)
40 000 km – 360 reais (Brooklin)
50 000 km – 668 reais (Sorocaba)
Troca de óleo/peças entre revisões – 534 reais
Alinhamento, balanceamento e rodízio a cada 10 000 km - 465 reais
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NÚMEROS DO MÊS
No mês (10,3% na cidade) - Gasolina 13,9 km/l
Desde maio/11 (23,2% na cidade) – Gasolina 12,5 km/l
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VEREDICTO
Digno de elogio, o J3 deixará saudade. Assim como o serviço prestado pela rede. Apesar da obrigação de parar a cada 5 000 km, o chinês também se destacou pelo baixo custo de manutenção, menor até que o de alguns populares testados no Longa Duração. Se você ainda tinha preconceitos com relação à qualidade do carro e da rede, fim do mistério: o JAC J3 vale seu investimento.
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Por Péricles Malheiros
44 162 km
No último mês, nosso 3008 passou mais tempo na concessionária Paris do que com a gente. De todos os serviços, o único que ficou a contento foi a troca de pastilhas de freio dianteiras. A substituição dos amortecedores dianteiros em garantia, alegada pela concessionária, não aconteceu. “As marcações que fazemos em diversos componentes assim que cada carro estreia na frota de Longa Duração não deixam dúvida, os amortecedores sequer foram tocados”, diz o nosso consultor Fabio Fukuda. Os barulhos na dianteira do carro voltaram a incomodar e ainda esqueceram de fazer o rodízio no lado esquerdo. Na estrada, notamos outro deslize: a direção estava vibrando, indicando um possível erro na execução do serviço de balanceamento.
Para evitar um desgaste irregular dos pneus, providenciamos a correção do rodízio por conta própria e agendamos uma parada em outra concessionária para uma verificação geral da suspensão. Esperamos, dessa vez, uma ação mais acertiva por parte da rede.
Para saber se a segurança não estava comprometida, nosso consultor andou alguns quilômetros com o 3008 e fez uma nova vistoria. “O vazamento detectado no amortecedor no mês passado era pequeno e parece ter cessado, pois está mais seco agora. Ao volante, não notei nada grave”, disse Fukuda.
Liberado, nosso 3008 caiu na estrada. Com o assistente Eduardo Campilongo, foi duas vezes para o Rio de Janeiro. E, com relação ao desempenho, o crossover continua arrancando elogios: “O motor potente e o câmbio de seis marchas permitem ultrapassagens seguras, mesmo em longos trechos de subida”, disse Campilongo.
Mas ladeira acima, é preciso tomar outro tipo de cuidado. O porta-copos no centro do banco traseiro fica muito inclinado, o que aumenta o risco de derramamento de líquidos.
Consumo
No mês (31,2% na cidade): Gasolina – 9,2 km/l
Desde mar/11 (33,5% na cidade): Gasolina – 9,7 km/l
Concessionária lubrificou a fechadura da tampa traseira e não economizou na dose de vaselina (esq.) | Olha o nível! Depois, não adianta chorar pelo líquido derramado: o porta-copos é inclinado (dir.)
O Renault Duster é o novo integrante da frota de Longa Duração da revista QUATRO RODAS. O SUV entrou no lugar do hatch JAC J3, cujo desmonte foi feito no final de fevereiro.
A versão que será submetida ao teste de 60 mil km é a Dynamique com câmbio manual e motor 1.6 flex, que entrega 115 cv de potência.
Entre os itens de série que equipam o nosso Duster estão direção hidráulica, ar-condicionado, volante com regulagem de altura, airbag duplo, vidros elétricos traseiros, alarme, computador de bordo, faróis de neblina e barras cromadas no teto.
Como será que o Duster vai se sair no teste?
Por Péricles Malheiros
15 143 km
No mês passado, relatamos nosso périplo em busca de uma concessionária Chevrolet capaz de consertar o ar-condicionado do Cruze que, desde zero-quilômetro, teimava em não funcionar exatamente nos dias de calor intenso. A busca pela cura continua e, pela terceira vez, o sedã foi encaminhado à rede.
Depois de uma viagem até Passos, ao sul de Minas Gerais, o editor Ulisses Cavalcante fez o alerta: “O ar-condicionado funciona normalmente a maior parte do tempo. Mas agora, em vez de parar de refrigerar, ele se ativa sozinho. Numa outra ocasião, a ventilação cessou por 10 minutos”. Reportamos os fatos ao consultor da concessionária paulistana Anhembi — anteriormente, a Itacolomy e a Nova também tentaram, sem sucesso, resolver o problema. Somamos à lista um outro defeito “de série” do Cruze: o barulho metálico proveniente da vibração da chapa defletora de ar da roda dianteira esquerda.
Na devolução do carro, às vésperas do fechamento desta edição, boas e más notícias. “Fiz a medição da carga de gás no sistema e uma leitura do módulo eletrônico em busca de algum registro de anomalia, mas ambos estavam perfeitos”, disse o consultor da Anhembi. Ou seja, na prática, nada foi feito. De qualquer maneira, o sistema de climatização se comportou perfeitamente após a verificação. O ruído da chapa junto à roda também parece ter desaparecido. Ambas os serviços foram feitos em garantia, sem custo.
Em sua viagem, o editor Ulisses também se deparou com um problema na hora de carregar o porta-malas com a bagagem de quatro adultos. “As dobradiças comuns são enormes e invadem o compartimento. É preciso tomar cuidado para não amassar a carga”, disse. “Um sistema pantográfico, muito mais adequado para um carro da categoria e preço do Cruze, resolveria a questão”, conclui o editor.
Consumo
No mês (28,6% na cidade): Etanol – 7,2 km/l
Desde nov./11 (36,1% na cidade): Etanol – 6,7 km/l
Do mirante, uma visão geral de Serra Negra (SP), um dos pontos visitados pelo Cruze (esq.) | Dobradiças convencionais roubam espaço e pedem cuidado na arrumação da bagagem (dir.)
Por Péricles Malheiros
03 424 km
Cumprindo o programa, após ter rodado ao menos 1 000 km, o recém-chegado tem passaporte carimbado para o primeiro teste em nosso campo de provas, em Limeira (SP). Os resultados (veja quadro ao lado) são guardados para uma comparação com os números obtidos no fim da jornada, aos 60 000 km, quando o carro passa pela mesma bateria de testes.
Às vésperas do teste de estreia, aos 1 052 km, o Versa passou por seu primeiro susto. Em São Paulo, no encontro das movimentadas Rebouças e Gabriel Monteiro da Silva, um Civic resvalou na lateral traseira direita. O motorista desatento se desculpou e se prontificou a arcar com o custo do reparo, mas felizmente as marcas do esbarrão de parachoque saíram com cera e nenhuma presilha foi danificada.
Na nossa pista, o Nissan Versa de Longa Duração revelou números similares aos do modelo testado em novembro, quando chegou ao mercado. A maior diferença ficou na prova de aceleração. Enquanto o carro cedido pela Nissan registrou um 0 a 100 km/h em 10,9 segundos o nosso apontou 11,4. No entanto, houve empate no tempo necessário para percorrer 1 000 metros: 32,1 segundos.
Os outros testes de desempenho foram equilibrados. O modelo de fábrica cumpriu as provas de retomada (40 a 80, 60 a 100 e 80 a 120 km/h) em 7,2, 10,4 e 16,7 segundos, respectivamente, ante 6,9, 10,5 e 15,3 segundos do Versa de Longa Duração. Na frenagem (de 60, 80 e 120 km/h a 0), os gêmeos pararam em 18, 32 e 69,6 metros e 16,8, 29,9 e 71 metros. Os números de consumo de combustível (na cidade e na estrada) do Versa testado em 2011 foram ligeiramente piores: 8 e 11,5 km/l ante 8,2 e 12 km/l.
Sobre o cabo para conexão de iPod que a concessionária Kin inicialmente disse não acompanhar o carro, tudo resolvido: duas semanas após a retirada do Versa, a vendedora entrou em contato e enviou o componente.
Consumo
No mês (29,1% na cidade): Etanol – 8,1 km/l
Desde janeiro/12 (29,1% na cidade): Etanol – 8,1 km/l
Principais Ocorrências
9 km – cabo do polo negativo da bateria solto
Pé na estrada: além de Limeira, o Versa foi até São Pedro, também no interior de São Paulo.
O mais completo teste de automóvel realizado por uma publicação no Brasil. QUATRO RODAS compra os carros como se fosse um consumidor comum e, depois de rodar por 60 mil quilômetros, desmonta até o último parafuso.