Por Péricles Malheiros
11 3111 km
Aprimeira parada oficial do Cruze foi decepcionante. Assim como ocorreu durante toda a trajetória do Agile, último Chevrolet a passar pelo Longa Duração, fomos vítimas da empurroterapia. Foi na concessionária Nova Pinheiros, eleita para realizar a revisão dos 10 000 km. O orçamento inicial foi de 511 reais, 150,5% mais que o sugerido no site oficial da marca, 204 reais.
Questionado sobre a diferença de preços, o consultor disse: “É que o valor inclui uma ‘revisão preventiva’, com limpeza dos bicos injetores”. Inconformados, insistimos se era mesmo necessário esse tipo de serviço num carro com uma quilometragem tão baixa. “É uma prevenção para evitar a crosta que se forma em volta da cabeça do bico”, disse. No Longa Duração, só autorizamos a limpeza de bicos por volta dos 40 000 km, como ocorreu com o Peugeot 3008 neste mês (veja na pág. 91).
Dispensamos a “revisão preventiva” e ficamos só com a tradicional. Pedimos ainda a eliminação do ruído do volante de direção e do espelho defletor de arda roda dianteira esquerda, além de uma verificação do ar-condicionado, que continua se recusando a refrigerar a cabine em dias quentes.
Deixamos o automóvel de manhã e no fim da tarde recebemos a ligação: “Seu carro está pronto”. Os ruídos reclamados foram resolvidos a contento: o cubo do volante foi lubrificado e a chapa defletora, reposicionada. Na retirada do veículo, contudo, o consultor revelou: “Como o ar não manifestou o defeito durante nossa análise, não mexemos em nada”. Continuaremos levando o Cruze a concessionárias até que alguma resolva o problema. Até lá, ficamos na torcida por um verão não tão severo.
Pelo serviço de alinhamento, balanceamento e rodízio, pagamos 100 reais. No fim, a revisão saiu mais barata que o sugerido pela GM, 181 reais. Total da revisão dos 10 000 km: 281 reais.
Consumo:
No mês (35,3% na cidade): Etanol – 65 km/l
Desde nov./11 (38,6% na cidade): Etanol – 6,5 km/l
Hodômetro digital registra 10 000 km: hora da primeira visita à concessionária para revisão (esq.) | O Cruze deu uma esticada até Piraí (RJ). Na volta, uma foto antes de entrar em São Paulo (dir.)
Por Péricles Malheiros
44 863 km
Marcadores de nível de combustível costumam não ser muito precisos, mas o do J3 tem incomodado pelo funcionamento irregular. “Ao reabastecer, o ponteiro demora a subir. Depois, com o uso, custa a descer”, diz o colaborador Rodrigo Guerra. De acordo com uma fonte ligada à fábrica, a situação se agrava quando o reabastecimento é feito com a chave na ignição. “Quando parar no posto, é preciso retirar a chave do contato. Caso contrário, o ponteiro ficará mostrando o nível que estava antes do reabastecimento”, diz.
A título de experiência, fizemos exatamente o que nosso informante sugeriu para não fazer e, de fato, a boia encantou. Como constatamos o problema após a revisão dos 40 000 km, pediremos uma verificação na dos 50 000 km.
A revisão dos 40 000 km, aliás, foi a mais “pesada” até agora. Além dos 4 litros de óleo do motor, a JAC Brooklin substituiu também os fluidos de câmbio, freio e direção e do sistema de arrefecimento. Trocaram ainda os filtros de óleo e de combustível e as mangueiras flexíveis dos freios. Todos esses itens estão previstos no plano de manutenção da JAC, que por meio de sua assessoria de imprensa disse: “As mangueiras são substituídas a cada 40 000 km de maneira preventiva, para evitar risco de contaminação do fluido e de ruptura da própria mangueira”.
Apesar de ter uma parada programada a cada 5 000 km, o J3 não costuma passar muito tempo fora de casa. O sistema de agendamento prévio das revisões e trocas de óleo funciona bem: dessa vez, retiramos o carro apenas 7 horas depois de tê-lo deixado na autorizada. A revisão custou 360 reais. Pelo alinhamento e balanceamento, cobraram outros 75 reais. O rodízio, apesar de solicitado, não foi feito: “Mantive as rodas na mesma posição para equalizar o desgaste dos pneus”, disse o consultor na entrega do carro.
Consumo
No mês (13% na cidade): Gasolina – 12,9 km/l
Desde maio/11 (25,5% na cidade): Gasolina – 12,2 km/l
Encantado, o marcador do combustível para na metade do caminho mesmo com o tanque cheio(esq.) | As palhetas flat blade sofreram para dar conta de um temporal numa viagem até Limeira (SP) (dir.)
Por Péricles Malheiros
00 035 km
Apenas duas semanas se passaram entre o primeiro contatocom a concessionária paulistana Kin e a entrega do Versa SL 1.6 16V. Pedimos o carro com pintura metálica, na cor Cinza Titanium. Nem reclamamos da ausência de desconto – cobraram o preço de tabela, 42 990 reais do carro e 1 000 da pintura –, pois em outras 12 autorizadas a previsão de chegada do carro era de até 45 dias.
Na entrega, a vendedora dispensou apresentações: “Não tem nada de novo nos comandos, você vai se adaptar rápido”,disse. A antena não estava onde deveria, no teto. Alertada, a vendedora logo providenciou o acessório. Então, saí com o carro e parei no posto praticamente vizinho à Nissan, pois o Versa estava no fim da reserva. Apesar de a ficha técnica do carro indicar capacidade do tanque de 41 litros, entraram exatos 44,3 litros de etanol, sem insistência além do segundo corte automático. O reservatório da partida a frio foi alimentado com 0,45 litro de gasolina aditivada – o manual indica volume máximo de 0,5 litro. A decepção maior ocorreu diante do calibrador. Nem tanto pelo fato de que todos os pneus estavam com 39 libras – o manual indica 33 nos dianteiros e 30 nos traseiros –, mas porque o motor simplesmente não pegou. O cabo da bateria estava desconectado. Contatada, a vendedora encaminhou um técnico que recolocou o cabo no lugar e apertou o parafuso.
Já na Editora Abril, demos falta do cabo de conexão de iPod. Contatamos a vendedora da Kin, que disse: “Esse cabo não vem com o carro”. Fizemos a mesma pergunta a outras cinco concessionárias. Três confirmaram a informação da Kin, uma insistiu que o som do Versa SL não era compatível com iPod e uma deu certeza de que o cabo era item de série na versão, informação confirmada pela Nissan. Só depois de outros dois contatos, a vendedora da Kin reconheceu: “De fato, faltou o cabo. Vou pedir na fábrica e ligo assim que chegar”. Estamos aguardando.
Consumo:
No mês (00,0 % na cidade): Etanol - 0,0 km/l
Desde janeiro/12 (00,0 % na cidade): Etanol – 0,0 km/l
Principais Ocorrências:
9 km: cabo do polo negativo da bateria solto
Concessionária não entregou o cabo que permite conectar iPod ao rádio do Versa (esq.) | Cabo se soltou do polo negativo da bateria assim que o carro saiu da concessionária (dir.)
Por Péricles Malheiros
39 747 km
De pneus novos, cuja troca foi mostrada na edição passada, o 3008 ficou liberado para ganhar quilometragem. Os novos calçados devolveram o conforto acústico perdido com o tempo, mas, ao pegar a primeira estrada após o pit-stop, a frustração: a 120 km/h a direção trepidava. Aos 37 250 km, voltamos à oficina Record, que prontamente refez o serviço. Aproveitamos para solicitar ao técnico uma verificação do estado das pastilhas dianteiras e traseiras – o 3008 vem equipado, de série, com freios a disco nas quatro rodas. Na revisão dos 30 000 km, o técnico da Victoire recomendou um acompanhamento cuidadoso das pastilhas, que dificilmente durariam até a revisão seguinte. Felizmente, elas resistiram.
Com 39 747 km, nosso 3008 encostou na concessionária Paris, em São Paulo, para a revisão dos 40 000 km. E voilà! Pela primeira vez, a autorizada não deu uma desculpa para não fazer os serviços de alinhamento, balanceamento e rodízio. Também reportamos um barulho na suspensão dianteira. Deixado numa quarta-feira, com possibilidade de devolução no dia seguinte, nosso 3008 teve o tempo de internação prorrogado. Na quinta feira, o consultor ligou: “É preciso substituir (em garantia) os dois amortecedores dianteiros. Se as peças chegarem amanhã cedo, libero o carro no fim do dia”. Não chegaram. “Recomendo manter o carro aqui no fim de semana, pois as pastilhas ainda não foram trocadas e, como estão muito desgastadas, podem danificar o disco e comprometer a segurança”, disse o consultor na sexta-feira. No começo da semana, novo adiamento: de acordo com o técnico da Paris, a fábrica entregou dois amortecedores do lado direito. Na terça-feira, dia do fechamento desta seção, outra novidade: “A fábrica não entregou as pastilhas”. Na próxima edição, comentaremos sobre os resultados dessa parada de pelo menos uma semana.
Consumo:
No mês (32,6% na cidade): Gasolina -10 km/l
Desde mar/11 (33,6% na cidade): Gasolina – 9,7 km/l
Principais Ocorrências:
37 111 km: Ruídos na suspensão dianteira
39 632 km: Ruídos nas frenagens; pastilhas sem alarme de desgaste no painel
Balanceamento com a roda montada no carro deixou marcas no pneu. Mas elas já sumiram.
Por Péricles Malheiros
38 926 km
Anunciando-se como ex-funcioná- rio de uma concessionária JAC, um leitor nos enviou um e-mail informando que a marca havia soltado uma espécie de alerta geral com a placa do J3 de Longa Duração. Dizia um trecho: “… a ordem expressa é parar tudo o que estiver fazendo e dar atenção total ao carro”. O autor do e-mail ainda insinu- ava que o atendimento repleto de gentile- zas dispensadas pela rede na maioria das paradas do carro para manutenção pro- gramada tinha a ver com a descoberta de que o carro era de QUATRO RODAS.
Pedimos ao leitor um telefone de con- tato, mas, como ele não retornou, decidi- mos investigar por conta própria. Maria Carolina Briganó, publicitária e dona de um J3, também se diz satisfeita com o carro adquirido em março. “Já rodei 15 000 km e fui muito bem atendida em todas as paradas. Pago sempre o valor sugerido no site da JAC e as concessioná- rias cumprem o prazo e não ficam empur- rando serviços extras”, diz.
Michelly Camargo, auxiliar adminis- trativa, também ressalta a cordialidade da rede: “Uma vez, caí com meu J3 num buraco. Enquanto o carro não ficou com a suspensão perfeita, o técnico que me atendeu não sossegou. Elogio tanto o car- ro e o atendimento da JAC que minha mãe trocou um Celta com apenas seis meses de uso por um J3”.
A “pesquisa de opinião” ouviu outros três donos de J3.Todos se disseram satis- feitos com o carro e a rede de assistência.
O mês reservou ainda uma parada para troca de óleo. Agendamos por tele- fone o serviço na JAC Sorocaba, distante 100 km da capital paulista. Fizemos a viagem e só lá o consultor avisou: “A empresa mudou de CNPJ e não estamos emitindo nota fiscal”. Demos meia-volta e rumamos para o ABC paulista. Na con- cessionária JAC Santo André, tudo cor- reu bem: troca de óleo realizada em 45 minutos, aos 35272 km, por 87 reais, valor sugerido pela JAC em seu site – e com nota fiscal emitida na hora.
Consumo
No mês (18,1% na cidade) - Gasolina: 12,6 km/l
Desde maio/11 (27,4% na cidade) - Gasolina: 12,1 km/l
Principais Ocorrências
36 934 km – Alto-falante danificado
Com o banco traseiro rebatido, o espaço foi suficiente para toda essa bagagem.
Por Péricles Malheiros
09 206 km
Com o Uno desmontado, o J3 em viagem e o Peugeot 3008 travado na revisão, o Cruze garantiu a pole position para uma das mais nobres missões dos modelos da frota de Longa Duração: servir de carro de apoio durante a cobertura do GP Brasil de Fórmula 1, no último fim de semana de novembro, no autódromo de Interlagos, São Paulo.
Pouco depois de sair com o Cruze na manhã de sexta-feira, quando ocorrem os treinos livres, o editor do site de QUATRO RODAS, Márcio Ishikawa, teve uma experiência que o lembrou dos tempos do carburador, ao parar no semáforo vermelho. “Quando fui sair, o motor tinha morrido. Dei a partida e segui normalmente”, diz Ishikawa. Como nenhuma luz acendeu no painel e o defeito não se manifestou novamente, deixamos para pedir uma verificação mais apurada na revisão dos 10 000 km, que deve ocorrer em breve.
Ishikawa ainda engrossou o coro dos que, no decorrer do mês, incomodaramse com o rangido típico de atrito entre couro e plástico do volante.
Estarão em nossa lista de reclamações outros defeitos de nascença do Cruze: a vibração do defletor de ar do disco do freio dianteiro direito e o funcionamento irregular do ar-condicionado. “Tem dias em que o ar funciona normalmente durante horas. Em outros, do nada, ele simplesmente para de refrigerar a cabine”, diz a repórter Isadora Carvalho. Como esses defeitos não comprometem a segurança e o ritmo do Cruze está acelerado, eles também serão apontados na primeira parada, aos 10 000 km.
O fotógrafo sênior Marco de Bari não economizou elogios ao espaço do porta-malas, com 450 litros de capacidade: “Durante o fim de semana em Interlagos, não tive problemas para acomodar o equipamento fotográfico, que incluía duas malas médias, tripé, mochila, colete e três lentes grandes”.
Consumo:
No mês (46,7% na cidade) – Etanol: 6,6 km/l
Desde novembro/11 (39,4% na cidade) – Etanol: 6,5 km/l
Principais Ocorrências:
6280 km – volante com rangido de acabamento
O ruído do atrito do couro com o plástico não é alto, mas é constante e irritante (esq.) | Como na estreia, o ar-condicionado deixa de refrigerar sem nenhum motivo aparente (dir.)
Por Péricles Malheiros
37 109 km
Com 36 571 km, o 3008 ganhou quatro pneus novos. Antes da troca, consultamos cinco concessionárias. Nenhuma vendia pneus. “Mas, se eu comprar fora da rede, vocês trocam e fazem alinhamento e balanceamento?”, perguntamos. Das cinco, nenhuma fazia montagem, duas disseram não oferecer os serviços de alinhamento e balanceamento para o 3008, duas nos dispensaram alegando que o equipamento estava quebrado e uma repetiu o discurso ouvido a cada revisão: “A fábrica ainda não passou os parâmetros de alinhamento do 3008”. Porém, todas as concessionárias informaram que bastava seguir (ou superar) as especificações dos pneus originais (225/50 R17 98V), sem necessidade de manter a marca e o modelo, Michelin Primacy HP. Como essa mesma informação foi passada pelo 0800 da Peugeot, iniciamos a pesquisa.
Na internet, encontramos a tentadora oferta de pneus asiáticos ao preço médio de 400 reais, mas, como a soma dos valores de frete e ICMS revelados na penúltima etapa da compra elevaram o preço unitário para cerca de 450reais, desistimos do negócio. Pneus de marcas mais conhecidas, como Pirelli, Michelin e Bridgestone, foram encontrados por 900 reais, em média. Porém, a sorte virou quando visitamos a Valetão Pneus, no bairro de Moema (SP), onde o PZero Nero era oferecido a 469 reais. “É um valor promocional, só tenho um jogo”, disse o atendente.
Na Record, oficina especializada em suspensão, fizemos a troca dos pneus, oalinhamento da suspensão e o balanceamento das rodas, tudo por 120 reais.
Perguntamos à Michelin se a troca antes dos 40000 km havia sido prematura.“Veículos como o 3008 são pesados e têm o centro de gravidade elevado, o que acaba submetendo os pneus a uma condição mais severa de uso. Considero normal a quilometragem atingida”, disse Flávio Santana, gerente de marketing da Michelin do Brasil.
Consumo:
No mês (42,3% na cidade) – Gasolina: 9,7 km/l
Desde mar/11 (33,6% na cidade) – Gasolina: 9,7 km/l
Principais Ocorrências:
36 571 km - troca do jogo de pneus
Apesar de nunca terem sido trocadas, as palhetas ainda estão em bom estado (esq.) | Sensor de ré tem indicação gráfica de distância das bordas e do centro do para-choque (dir.)
Por Péricles Malheiros
60 520 km
Fim da prova. Nosso Uno estava em pleno teste, em Limeira, quando seu hodômetro digital indicou 60 000 km. De volta a São Paulo, o hatch passou pela avaliação final da equipe de QUATRO RODAS e do responsável pelos desmontes dos carros de Longa Duração, Fabio Fukuda, da oficina Fukuda Motorcenter.
A comparação dos testes inicial e final indica uma piora considerável nos números de frenagem. De 60 a 0 km/h, por exemplo, a distância necessária subiu de 16,1 para 19,4 metros. “No desmonte, vou olhar o sistema de freio com atenção especial, mas creio que a piora esteja mais relacionada aos pneus, que já passaram de meia-vida”, diz Fukuda. Os testes de aceleração, retomada e consumo de combustível apresentam mais melhoras que pioras. Na cidade, o consumo subiu discretamente (de 8,2 para 8,1 km/l de etanol), mas na estrada melhorou substancialmente (de 11,6 para 12,9 km/l).
Em sua viagem de despedida com o Uno, o editor-assistente Ulisses Cavalcante criticou o banco do motorista: “A espuma do assento viciou, está compactada. Em pouco tempo ao volante dá para sentir a estrutura metálica na região do quadril”. Os rangidos foram destacados pelo editor Paulo Campo Grande: “Em lombadas e valetas, o barulho da carroceria invade a cabine”. Há outros indícios de aplicação insuficiente de material de isolamento acústico: a aferição do nível de ruído interno, dividida em quatro medições, mostrou piora em três.
Ao volante do Uno, a caminho da oficina, Fukuda se surpreendeu com a embreagem: “O Uno andou muito tempo com o motor falhando em baixa rotação, o que obrigava os motoristas a queimar a fricção nas saídas. Pensei que isso pudesse comprometer o sistema, mas me pareceu ainda íntegro. Só com o desmonte, porém, poderei dar um diagnóstico definitivo”, afirma ele.
Consumo:
No mês (11,2% na cidade) – Álcool: 10,4 km/l
Desde out/10 (24,8% na cidade) - Álcool: 9,2 km/l
Por Péricles Malheiros
5 370 km
Diferentemente do que foi informado na entrega técnica do veículo, o plano de revisão do Cruzenão obriga a uma troca de óleo entre as revisões. No 0800 da marca, o atendente foi claro: “Esse procedimento é indicado apenas para veículos que rodam alta quilometragem em condições severas, como estradas poeirentas, trânsito pesado ou trajetos curtos”. Como os últimos carros de Longa Duração têm cumprido sua missão com cerca de 70% da quilometragem rodada em estradas e as saídas para as tarefas em São Paulo quase sempre superam uma dezena de quilômetros, a partir do Cruze aplicaremos a manutenção para carros em condições normais de uso. Ou seja, o Cruze passará por uma revisão a cada 10 000 km.
A agenda de compromissos do sedã esteve lotada neste segundo mês. O primeiro deles foi para uma parada não programada. Nos primeiros quilômetros, o ar-condicionado passou a funcionar de maneira intermitente e um barulho metálico surgiu na suspensão dianteira. “O sistema de refrigeração estava com carga excessiva de gás e o espelho defletor da roda dianteira esquerda estava solto”, disse o técnico da concessionária paulistana Itacolomy.
Conduzido pelo diretor de arte de QUATRO RODAS, Tarcísio Moraes Alves, o Cruze seguiu para Barretos, no interior de São Paulo. “Quem foi atrás reclamou do pouco espaço para as pernas. Ao volante, gostei da suspensão, mas o motor é ruidoso. E os problemas do ar-condicionado e do tal do espelho da roda dianteira estão de volta”, disse. Ou seja, o Cruze fará outro pit-stop antes da primeira revisão.
Em Limeira (SP), em nosso campo de provas, o sedã passou sem surpresas pelo primeiro teste: de maneira geral, registrou números próximos aos do Cruze LTZ automático testado em setembro. Como de praxe, ao fim dos 60 000 km, repetiremos a prova e faremos a comparação. Será que o Cruze manterá a disposição mostrada agora?
Consumo:
No mês (34,2% na cidade) - Etanol: 6,4 km/l
Desde novembro/11 (34,2% na cidade) - Etanol: 6,4 km/l
Sem abertura do vidro para alívio da pressão interna, as portas são difíceis de fechar (esq.) | As configurações dos sistemas só podem ser personalizadas com o carro parado (dir.)
Por Péricles Malheiros
33 074 km
Elegemos a JAC do bairro da Lapa, em São Paulo, para realizar a revisão que marca a metade da jornada do chinês no Longa Duração. Aos 30 789 km (a JAC tem tolerância de até 1 000 km em todas as paradas), o J3 ficou de um dia para o outro na oficina. Além da revisão de 30 000 km (99 reais), solicitamos os serviços de alinhamento, balanceamento e rodízio (120 reais).
Na entrega, o consultor da JAC responsável pelo atendimento do nossocarro disse: “Fizemos, em cortesia, o reparo de funilaria de um pequeno amassado na porta”. Estranho, pois, se havia mesmo o tal amassado, ele era discreto a ponto de nunca ter sido apontado por nenhum dos diversos motoristas que se revezam ao volante dos carros de Longa Duração.
Em ritmo acelerado, o J3 rodou 6 505 km no último mês – 4 601 km em estradas. Foi numa dessas incursões rodoviárias que a luz de injeção acendeu no painel, aos 31 580 km. “Era um domingo e estava em Visconde de Mauá (RJ) quando o problema se manifestou. Tentei ligar três vezes no 0800 da JAC para saber como proceder, mas ninguém atendeu. Como o comportamento do carro não se alterou, voltei para São Paulo normalmente”, disse o repórter visual Eduardo Campilongo.
De volta à JAC da Lapa, solicitamos a verificação do problema e a correção do alinhamento – o volante estava torto para a direita. A solução foi dada de imediato: a direção ficou alinhada e a luz se apagou. “Quando fizemos alinhamento pela primeira vez, a barra que fixa o volante deve ter deslocado o plugue do sensor de posição do pedal do freio. Com mau contato, acabou gerando no sistema eletrônico um sinal de avaria”, afirmou o técnico.
Fizemos outras tentativas de contato com o 0800 da JAC em dias e horários distintos e fomos atendidos sem demora. Demos azar naquele domingo.
Consumo:
No mês (29,3% na cidade) – Gasolina: 12,2 km/l
Desde maio/11 (29% na cidade) – Gasolina: 12 km/l
Principais ocorrências:
31 580 km luz de injeção acesa no painel
Luz de injeção acesa: ligamos para o 0800 da JAC, mas ninguém atendeu. Não era nada grave (esq.) | Sem regulagem de intensidade, a luminosidade excessiva incomoda em viagens noturnas (dir.)
O mais completo teste de automóvel realizado por uma publicação no Brasil. QUATRO RODAS compra os carros como se fosse um consumidor comum e, depois de rodar por 60 mil quilômetros, desmonta até o último parafuso.