Por José D’Elia
Já que a central eletrônica dos carros flex faz o diagnóstico da mistura do combustÃvel que vai no tanque, não seria possÃvel que a porcentagem álcool/gasolina fosse informada no painel? – Filipe de Carvalho Lima, Lavras (MG)
Apesar de o sistema não ser instantâneo, porque o motor teria de queimar o combustÃvel que estiver na tubulação antes de ter acesso à mistura que está no tanque, a ideia é tecnicamente viável. Do ponto de visto prático não haveria dificuldades, a não ser o modesto custo do display no painel.
Possuo um Ford Edge 2011, fabricado no Canadá mas exportado para os EUA, onde há opção de combustÃvel E85 (85% de etanol e 15% de gasolina). Posso usar aqui com essa proporção de etanol? – Ciro P. Pereira, por e-mail
Por José D’Elia
Os veÃculos Ford E85 são identificados pelo oitavo dÃgito do VIN (Vehicle Identification Number, popularmente conhecido como número do chassi), de acordo com uma tabela da montadora, além de um decalque especÃfico na tampa do tanque de combustÃvel. O Ford Edge é fabricado exclusivamente em Toronto (Canadá) e não é E85, exceto a versão hÃbrida. Não é recomendável usar misturas de gasolina e álcool além daquelas disponÃveis comercialmente, pois poderá haver deterioração das mangueiras e outros componentes não adequados ao contato com grandes porcentagens de álcool.
Flagrei um taxista colocando no tanque o conteúdo de uma lata de querosene. Ele afirmou que serve para limpar o bico e manter o veÃculo regulado. É verdade? Qual é a proporção de mistura ideal entre gasolina e querosene? – Edson Roberto Coelho, por e-mail
Por José D’Elia
Não há registro de experimentos controlados que indiquem limpeza dos bicos injetores ou outro benefÃcio por meio da adição de querosene ao álcool ou à gasolina. A rigor, o sistema flex não está preparado para identificar e fazer os ajustes necessários a uma mistura que inclua querosene e, com isso, o motor perde desempenho. Não é recomendável adotar essa prática em qualquer porcentagem.
A porcentagem de álcool estipulada pelo governo misturada à gasolina influencia diretamente no consumo do carro? – Cristiano Linhares, por e-mail
Por José D’Elia
A regra geral é que, quanto maior a porcentagem de álcool na gasolina, maior o consumo. Um exemplo: se houver redução de 25% para 18% de álcool na gasolina, mantidas todas as outras condições de uso, podemos esperar queda no consumo de 7% a 8%. Significa que um carro que faz 8 km/l passaria na média para 8,6 km/l. Dificilmente seria notada melhoria no desempenho, exceto na partida a frio, pelo menos na teoria. Vale lembrar que o governo brasileiro costuma alterar esse porcentual para ajudar a controlar o preço do álcool no mercado. Por lei, esse teor só pode variar hoje entre 20% e 25%.
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