Categoria: Pneus/Rodas

Pneus/Rodas

Parada verde

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Por José D’Elia

Pneus de baixa resistência à rolagem, os chamados pneus verdes, não teriam também desempenho pior em testes de frenagem? Marco Aurélio do Nascimento, Ponta Grossa (PR)

Os pneus verdes ou com baixa resistência ao rolamento usam sílica, em vez de negro de fumo, misturada à borracha. A sílica aumenta a dureza do pneu fazendo com que ele fique menos suscetível a deformações, o que reduz a resistência ao rolamento. Há ainda outras formas de diminuir essa resistência sem perder aderência da borracha com o asfalto. A Yokohama, por exemplo, inovou em seu pneu de competição Advan ENV-R1 e posteriormente no modelo dB Super E-Spec, de rua, usando uma mistura inédita de borracha e óleo de laranja. Esse compostomantém a baixa resistência ao rolamento em linha reta, entretanto, quando o pneu é submetido a cargas de frenagem ou a curvas, ele rapidamente gera calor e as características do composto mudam para apresentar a aderência necessária.

Pneus/Rodas

Taxa de compressão

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Por José D’Elia

Como podem pneus dianteiros e traseiros terem a mesma calibragem, se o peso na frente do carro geralmente é maior? – Cláudio Roberto da Silveira, Campina Grande (PB)

A calibragem dos pneus não é determinada só para absorver a carga estática. Os engenheiros usam esse artifício também para induzir comportamentos dinâmicos. Por exemplo, se o carro se mostrar sobresterçante (sair de traseira), pode-se baixar a pressão dos pneus traseiros pode reduzir essa tendência. Se o carro for subesterçante, diminuir a pressão dos dianteiros pode ser o caminho mais simples. Tudo isso feito pela fábrica depois de diversos cálculos e testes feitos em pista, claro.

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Círculo restrito

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Empilhadeiras esterçam as rodas traseiras e fazem curvas e manobras com muita facilidade. Por que os carros não fazem o mesmo? Norberto Walter Reinig, São José dos Campos (SP)

Por José D’Elia

O exemplo refere-se a uma máquina de baixa velocidade e com necessidade de se movimentar em espaços exíguos. Ao esterçar as rodas traseiras, um veículo reage com um sobresterçamento severo. Nesse caso, a traseira não contorna a curva, mas é jogada para fora, e a reação intuitiva é girar a direção para fora da curva, como num carro de tração traseira. Assim, há enorme risco de o motorista perder o controle. Pior ainda se tiver de frear na curva, quando o peso seria transferido para a dianteira, fazendo com que as rodas traseiras percam tração. Outro aspecto é o hábito. Motoristas estão acostumados com que a frente do veículo faça a curva, não a traseira, o que causaria estranhamento. No entanto, a indústria já teve exemplos de eixo traseiro esterçante. O mais conhecido é o Quadrasteer, criado pela Delphi para picapes e SUVs de grande porte da GM americana a partir da linha 2002. No início era um opcional de de 5600 dólares (depois caiu para 2000). O sistema consistia de um motor que controlava o ângulo das rodas traseiras em função da velocidade. Abaixo de 80 km/h, virava as rodas de trás (num ângulo de até 12 graus) para o lado oposto ao das dianteiras (como nas empilhadeiras), facilitando uma baliza, por exemplo. Assim, uma GMC Sierra Denali tinha um diâmetro de giro de 11,4 metros, contra 14,1 sem seu uso. Acima de 80 km/h, ele começava a virar as rodas no mesmo sentido das dianteiras, para ajudar a picape a contornar a curva. Infelizmente, o público achou que o recurso não compensava o custo adicional, e ele deixou de ser oferecido na linha 2006.

Pneus/Rodas

Volta por baixo

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Qual o melhor pneu no caso de não haver um novo para compra: remold ou recauchutado? – Ivan Salles, Rio Claro (SP)

Por José D’Elia

Caso não esteja disponível um pneu novo, a opção deve ser por um remold. Ele utiliza um pneu usado, porém com sua estrutura já inspecionada, pois ela será raspada de talão a talão, diferentemente dos recauchutados, que são raspados somente na banda de rodagem. A ancoragem da camada restauradora do remold é bem superior. O Inmetro (Instituto
Nacional de Metrologia) exige que os remolds ou recauchutados usem pneus fabricados há no máximo sete anos. Como medida de prudência, não se deve usar integralmente a classificação de velocidade original que consta na carcaça original. Os fabricantes alegam que os pneus para carros de passeio são projetados para apenas uma vida útil com segurança, exceto aqueles para uso comercial, como ônibus e caminhões.

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Calibração

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Como as fábricas fazem para chegar à pressão ideal para cada modelo de carro e pneu? – Ricardo Motta, São Paulo (SP)

Por José D’Elia

A pressão é determinada pela experiência acumulada e pelos atributos do projeto, como o peso do veículo e as características do pneu, incluindo tipo de construção, tamanho, perfil, área de contato e material do reforço da carcaça (nylon, kevlar ou aço). Mesmo contando com a grande tecnologia dos fabricantes de pneus, a responsabilidade de determinar a pressão dos pneus é sempre do fabricante do veículo.