Empilhadeiras esterçam as rodas traseiras e fazem curvas e manobras com muita facilidade. Por que os carros não fazem o mesmo? Norberto Walter Reinig, São José dos Campos (SP)
Por José D’Elia
O exemplo refere-se a uma máquina de baixa velocidade e com necessidade de se movimentar em espaços exÃguos. Ao esterçar as rodas traseiras, um veÃculo reage com um sobresterçamento severo. Nesse caso, a traseira não contorna a curva, mas é jogada para fora, e a reação intuitiva é girar a direção para fora da curva, como num carro de tração traseira. Assim, há enorme risco de o motorista perder o controle. Pior ainda se tiver de frear na curva, quando o peso seria transferido para a dianteira, fazendo com que as rodas traseiras percam tração. Outro aspecto é o hábito. Motoristas estão acostumados com que a frente do veÃculo faça a curva, não a traseira, o que causaria estranhamento. No entanto, a indústria já teve exemplos de eixo traseiro esterçante. O mais conhecido é o Quadrasteer, criado pela Delphi para picapes e SUVs de grande porte da GM americana a partir da linha 2002. No inÃcio era um opcional de de 5600 dólares (depois caiu para 2000). O sistema consistia de um motor que controlava o ângulo das rodas traseiras em função da velocidade. Abaixo de 80 km/h, virava as rodas de trás (num ângulo de até 12 graus) para o lado oposto ao das dianteiras (como nas empilhadeiras), facilitando uma baliza, por exemplo. Assim, uma GMC Sierra Denali tinha um diâmetro de giro de 11,4 metros, contra 14,1 sem seu uso. Acima de 80 km/h, ele começava a virar as rodas no mesmo sentido das dianteiras, para ajudar a picape a contornar a curva. Infelizmente, o público achou que o recurso não compensava o custo adicional, e ele deixou de ser oferecido na linha 2006.
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