“Imagina, ele está ficando velho e nunca deixará a Ferrari.” Enquanto a volta de Michael Schumacher não passava de um boato, a frase soava como uma verdade pétrea. Passada a fase de estupefação, já se ouvia aqui e ali um “é verdade, ele gosta mesmo é de competição e não consegue achar um lugar para descarregar as energias, mas após três anos longe do cockpit de um F-1 deve estar enferrujado…” Até que, no fim de dezembro, já como fato possÃvel e assimilado, após várias declarações positivas de pessoas ligadas à F-1 sobre o retorno, a Mercedes confirmou a contratação de Schumacher para 2010.
É verdade que a aprovação não ocorreu em unÃssono. Não faltaram pilotos afirmando que Michael estaria cometendo um erro, que pode manchar a imagem de heptacampeão caso não vença. Button foi um deles – em minha opinião, mais preocupado com a concorrência que com o bem-estar do alemão. Outro foi seu companheiro, Nico Rosberg. Tudo bem que as crÃticas foram logo no começo dos boatos, ou seja, tentou proteger sua posição na equipe. Após a confirmação, Nico mudou o tom e passou para o protocolar discurso de boas-vindas. Sem dúvida ele foi o maior prejudicado com a volta de Schumacher, perdendo o tÃtulo de “piloto da vez” para ser só o companheiro do grande campeão.
E, de modo geral, a primeira pergunta que muitos fazem é se ele voltará para a F-1 com a mesma capacidade e velocidade. Eu posso dizer o seguinte. O grande ponto forte de Schumacher é o talento natural. Isso ficou evidente para todos na F-1. Ele era imbatÃvel nas curvas de alta velocidade (era o único piloto que fazia certas curvas “cravado”, enquanto todos os outros tiravam o pé do acelerador), andava no limite já nas primeiras voltas de um treino de sexta-feira (mesmo com pista suja, em traçados desconhecidos de novos autódromos etc.) e possuÃa um controle do carro de fazer inveja.
E até mesmo no Desafio das Estrelas, corrida de kart organizada pelo Felipe Massa, o alemão mostrou que está em forma. Ele já havia vencido em 2007 e ganhou de novo no fim de 2009. Tudo bem, estamos falando de uma corrida de kart, mas com um grid com pilotos de ponta como Massa, Rubinho, Piquet, Di Grassi e Kanaan, entre outros. Nada mau para quem está “aposentado” desde o fim de 2006.
Quanto ao carro da Mercedes, sabemos que potencial não falta. Atuais campeões (ex-Brawn GP), com o apoio da estrutura e dos recursos da Mercedes, o time tem tudo para construir um carro vencedor. Fora isso, o sucesso da dupla Schumacher/Brawn dispensa comentários. Afinal, Michael foi sete vezes campeão com Ross (na Benetton, em 1994 e 1995, mais os cinco tÃtulos na Ferrari). A concorrência de McLaren, Ferrari e RBR será muito forte, mas mesmo assim eles começarão o ano entre os grandes favoritos.
Assim, acredito que Michael voltará com sua total capacidade. A velocidade será a mesma, a vontade de competir parecida com a de um estreante e, aos 41 anos, não vejo a idade como um problema, já que seu preparo fÃsico é de nÃvel atlético, quarentão com “corpinho” de 30. Obviamente, os resultados dependem do carro, mas o piloto Schumacher será o mesmo de sempre. Superdotado, arrojado e determinado a vencer. É minha aposta.
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Resta saber se a equipe de engenheiros da ex-Honda conseguir
O Michael tem talento assim como Senna, s
O Michael tem talento assim como Senna, só que ele reinava numa época onde só tinha ele. Agora temos Button, Hamilton, Massa, Rubinho e o Alonso novamente. Eu fico em dúvida, ele é bom, mas os outros também são. Será que ele aguenta o tranco?
Muito bom o texto, parabéns!
Belo texto, Burti, como sempre dando show! Sou seu f
Belo texto, Burti, como sempre dando show! Sou seu fã!
João Manoel, eu discordo do seguinte: acho que o Schumi sempre correu contra fortÃssimos adversários: Hakkinen, Senna (no começo da carreira), Damon Hill, Villeneuve e mais tarde Alonso (se eu não me engano), todos campeões mundiais. Isso pra não falar dos que não atingiram tal façanha mas eram igualmente competitivos. O lance é que o alemão é diferenciado. Não ganhou 7 tÃtulos a toa, na sorte, porque não haviam pilotos bons pra competir. Aliás, estar na F1 já é prova do talento de um piloto – vide vÃdeo do Top Gear, um programa automobilÃstico inglês de televisão em que um repórter acostumado a tocar todo tipo de bólido em pistas tenta pilotar um Renault! Domar a fera e ser competitivo, então, é outra história, coisa de pouquÃssimos!
Então, acho que ao invés de menosprezar o cara e principalmente os adversários, devemos aplaudir de pé por poder assistir um dos melhores de F1 de todos os tempos!
N
Não há dúvidas que Schumacher é um piloto acima da média. Desde que Senna faleceu, nunca mais apareceu outro que lhe oferece concorrência. Como mencionou o Cauê, ele correu com campeões mundiais como Hakkinen, Hill, Villeneuve e Alonso, mas concordo com o João Manuel que mencionou que ele correu praticamente sem concorrência.
Hakkinen, Hill e Villeneuve eram apenas pilotos razoáveis, que foram campeões mundiais somente porque tinham o melhor equipamento disparado e companheiros de equipe de baixo nÃvel (Couthard) ou inexperientes na F1 (Villeneuve e Frentzen). Esses três em minha opinião são inferiores a Barrichello e Massa, por exemplo, que já correram com o mesmo equipamento que Schumacher e nunca lhe fizeram nem sombra. Da formula 1 pós Senna, Alonso é o que se salva, mas mesmo assim só bateu o Alemão quando teve um equipamento melhor, assim como os outros, a diferença é que havia mais equilÃbrio entre a Renault de Alonso e a Ferrari de Schumacher em 2006 do que entre a Mclaren de Hakkinen e a Ferrari de Schumacher em 1998, por exemplo.
Mais uma vez como Mencionou o Cauê, Schumacher também correu com Senna no começo da carreira, era muito acima dos demais, mas abaixo de Senna, em 1993 os dois correram com o mesmo motor Ford, porém Senna usava a versão B do motor, muito menos potente que o de Schumacher. Mesmo assim foi vice-campeão mundial fora o show, Shumacher foi apenas o quarto colocado no mundial de pilotos, venceu uma corrida contra 5 de Senna na temporada, em 1994 representava uma ameaça maior, porém com um carro fora do regulamento e mesmo assim só foi campeão porque jogou deliberadamente o carro em cima de Damon Hill numa das piores marmeladas da formula 1.
Schumacher é sim um piloto acima da média, que colocará um tempero a mais nessa temporada, mas não é o Deus que muitos dizem. Este ano, além de nos dar novamente a oportunidade de vermos um dos melhores de todos os tempos na pista, veremos se de fato a idade já pesa para um piloto após os 40 ou demora mais, principalmente porque, ao que tudo indica, dessa vez ele não terá o melhor carro nas mãos.
Torcendo para Massa primeiro, Shumacher segundo e Alonso
Vamos ver como ser
SCHUMACHER SEMPRE FOI UM PILOTO ACIMA DA MÉDIA
SUPER DOTADO NA F1,ESSE ANO A CHAVE DE TUDO É O CARRO,POIS DA PARA VER SUAS INCRIVEIS CARACTERISTICAS ESSE ANO,SÓ FALTA UNS PEQUENOS DETALHES:
1-O CARRO NÃO ESTA TÃO RAPIDO
2- O CARRO NÃO ESTA COM AS SUAS CARACTERISTICAS
ISSO ATRAPALHA NA QUESTÃO DE FAZER AQUELAS CURVAS INCRIVELMENTE RAPIDAS.
O ANO QUE VEM COM AS NOVAS MUDANÇAS NAS REGRAS E NO CARRO ELE ESTARA ADAPTADO E VEREMOS O SCHUMI DE NOVO.
rafael seu comentario fala a realidade ja vi de perto varias corridas na f1 formula indy formula mundial gp2 conheço a fundo a f1 regulamentos de varias epocas e me atreve a dizer que poucos tem o conheçimento que tenho sobre f1!! e vc esta certo cara nem preciso fazer minha analize vc foi ate a verdade nua e crua e o alemao e inigualavel sim mas nao e de outra dimensao como senna que m emoçiona ate hoje vendo seus memoraveis e lendarios gps
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O retorno do bom (e velho?) Schumacher Coluna do Luciano Burti Very nice post. I just stumbled upon your weblog and wished to say that I have really enjoyed browsing your blog posts. In any case I will be subscribing to your rss feed and I hope you write again soon!
Ex-piloto de Fórmula 1, atualmente disputa o campeonato brasileiro de Stock Car V8 e escreve todo mês na revista QUATRO RODAS sobre os bastidores da Fórmula 1