<![CDATA[Mercado, serviços & cia.]]> http://quatrorodas.abril.com.br/blog/zeca/ Percebemos, cada vez mais, que a percepção das dificuldades causa impacto indireto na reavaliação do fluxo de informações. Mitos e verdades sobre airbag e ABS http://quatrorodas.abril.com.br/blog/zeca/seg-mitos-verdades-airbag-abs-156992_p.shtml O airbag será obrigatório a partir de 2014 e tudo caminha para que o freio ABS também seja item de série nos carros brasileiros em 2010. Assim, a tendência é que o assunto não saia da boca dos motoristas nos próximos meses, o que deve trazer à tona velhos mitos sobre os dois equipamentos. Vamos falar de alguns deles:

* O airbag pode se abrir se alguém chutar o para-choque ou bater nele com um taco de beisebol?

NÃO. Para o airbag de um carro parado abrir, ele teria de sofrer uma colisão muito forte de outro veículo em alta velocidade.

* O airbag é uma almofada de ar que fica inflada depois do acidente?

NÃO. Isso só acontece em filmes. Na verdade, o airbag é programado para abrir em menos de 0,1 segundo para logo na sequência se esvaziar.

* Airbag tem prazo de validade?

EM TERMOS. Várias montadoras recomendam que o airbag passe por uma inspeção 10 ou 15 anos depois da fabricação, para aferir a precisão do sistema. Mas em casos de enchente é bom mandar o carro para a concessionária para saber se o equipamento não foi afetado.

* O ABS reduz o espaço de frenagem?

NÃO NECESSARIAMENTE. Em geral o espaço de frenagem na pista seca é até maior, mas sua grande vantagem é que ele mantém o automóvel sob controle do motorista. Num carro sem ABS, se você frear forte, as rodas travam e o veículo segue em frente, mesmo que vire o volante. Com o ABS, você pode pisar fundo e ao mesmo tempo desviar do obstáculo. Já no piso molhado, você de fato consegue reduzir o espaço de frenagem, além de manter o controle.

* O pedal do freio trepida quando o ABS está funcionado?

SIM. Esse é um comportamento normal. Por isso é comum alguns motoristas pisarem forte no freio e, ao sentir o pedal vibrando, aliviar a pressão. Isso é errado, pois reduz a eficiência do sistema. O correto é manter o pé no fundo até escapar do perigo.

Por falar em mitos, clique no vídeo acima para ver como as pessoas ainda confundem as bolas na hora de falar de airbag. E aproveite dê umas boas risadas.

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Fri, 27 Mar 2009 18:27:06 -0300
Guerra ao combustível adulterado http://quatrorodas.abril.com.br/blog/zeca/man-guerra-ao-combustivel-adulterado-151975_p.shtml A tecnologia avançou nos últimos anos, os automóveis atualmente são mais econômicos, robustos e velozes, mas se tem uma coisa que ainda não mudou é o quanto eles sofrem com combustível adulterado.

Surge agora no horizonte uma boa notícia que pode ajudar os motoristas a enfrentar essa praga que ronda nossos motores. Sancionada no ano passado no Congresso, a lei do perdimento enfim deve entrar em vigor. Para quem não sabe, ela estipula que o combustível adulterado seja apreendido e não fique mais em poder dos postos fraudadores, depois que forem autuados.

A ideia é atingir os postos onde são mais sensíveis: no bolso. Com a multa e a perda do produto, esses revendedores de combustível seriam forçados a sair do negócio ou a entrar na linha. O Procon espera que até agosto consiga firmar todos os convênios necessários que permitam remover e estocar o combustível irregular em depósitos do Estado.

Enquanto isso não acontece, fique de olho no seu carro para saber se você não foi vítima do coquetel explosivo. Veja como reconhecer os sinais:

- O motor começa a falhar, às vezes até mesmo depois de aquecido

- Consumo mais elevado do que a média

- Luz da injeção acende sem nenhuma razão aparente

- Perda de rendimento momentânea

- O carro morre ao reduzir a velocidade ou ao parar num sinal

- Começa a sair água pelo escapamento

E você já passou por isso? Conte pra gente

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Fri, 06 Mar 2009 21:47:23 -0300
Promoção boa mesmo é desconto de preço http://quatrorodas.abril.com.br/blog/zeca/mer-promocao-boa-mesmo-desconto-preco-151464_p.shtml Em época de vendas baixas (como a crise atual) ou renovação de linha, é comum as montadores lançarem campanhas promocionais para mostrar que comprar um determinado carro ficou mais barato – ou pelo menos mais vantajoso.

Eu lembro que no Natal de 2007 a Toyota estava “dando” a quem comprasse Corolla ou Fielder uma TV de 42 polegadas. Pessoalmente eu não gosto desse tipo de ação. Prefiro receber o valor dessa televisão em desconto de verdade. Se naquela época eu fosse comprar um Corolla e tivesse uma TV de plasma grande, o que eu deveria fazer? Anunciar o aparelho no Mercado Livre para levantar uns trocados? Ou ir até uma concessionária para levar o concorrente?

Na hora em que está negociando com o vendedor, você quer é redução de preço. A loja pode dar tapetinho, tanque cheio, CD player, mas o comprador gostaria mesmo de trocar qualquer desses presentinhos por um belo desconto.

Toquei no assunto porque a Peugeot divulgou hoje que está lançando uma promoção em que dá até 8.000 reais de desconto para os modelos 307 Sedan e 207 SW, válida para 42 cidades até o dia 31/3.

Está aí uma maneira de tratar bem seu consumidor. Em vez de deixar cada concessionária dar seu desconto informal (e aí paga menos quem chora mais na mesa do vendedor), a montadora faz um anúncio oficial e deixa bem claro que esse desconto é oficial e vale para todos.

Transparência é sempre bom...

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Wed, 04 Mar 2009 21:25:12 -0300
Garantia longa é bom pra quem? http://quatrorodas.abril.com.br/blog/zeca/man-garantia-longa-bom-pra-quem-148983_p.shtml No post anterior o papo sobre garantia de fábrica pegou fogo por aqui. E não sem razão. Saber que um carro tem cinco anos de garantia geralmente é motivo de orgulho para quem está pensando em comprá-lo. Mas muitos esquecem que atrás dessa vantagem evidente há algumas desvantagens.

Na teoria, a garantia longa é sempre bom, mas na prática significa ficar preso à rede autorizada por até cinco anos. E pagando peças e serviços a preço de ouro, já que na maioria dos casos os valores cobrados pelas oficinas de autorizadas são bem maiores, sem falar na eterna empurroterapia de serviços desnecessários nas revisões programadas.

Há alguns proprietários que preferem tomar um caminho radical. Esperam só alguns meses para saber se o carro não veio com nenhum defeito de fábrica e logo depois partem para fazer as revisões em oficinas particulares, de sua confiança.

Se você tem um veículo com garantia longa e não gosta da idéia de ficar preso aos altos preços de uma concessionária, pense duas vezes. Em algumas situações isso pode não compensar. Por exemplo:

Quando as peças de manutenção básica são baratas: Se você paga pouco por um filtro ou amortecedor, o gasto com a concessionária será pequeno

Quando você roda pouco (abaixo de 15 000 km por ano): Baixa quilometragem é sinal de poucas revisões obrigatórias e, portanto, menos dinheiro que você deixará na rede autorizada

Quando seu carro tem fama de quebrar facilmente: Há modelos que têm fama de inquebráveis, já outros... Pesquise na internet ou fale com seu mecânico de confiança

Para você, vale a pena a garantia longa? O que você costuma fazer?

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Fri, 20 Feb 2009 21:01:05 -0300
Revisão tabelada? Sei... http://quatrorodas.abril.com.br/blog/zeca/man-revisao-tabela-sei-146265_p.shtml Vou contar uma historinha sobre um de nossos carros de Longa Duração. A repórter Simone Tobias levou nosso Punto ELX 1.4 para a revisão dos 45.000 km. Por sorte, sua revisão é tabelada. Assim, parecia tudo muito simples. Talvez nem precisasse fazer uma pesquisa de preços em outras concessionárias. Afinal tabela é tabela, certo? Errado!

Na primeira autorizada, recebemos um orçamento de 865 reais. “Sim, a revisão é tabelada”, diz o atendente. Mas bastou uma rápida pesquisa por telefone mesmo para acharmos outra concessionária fazendo a mesma revisão por 327 reais.

Eu sei que alguns vão me dizer que o preço de peças e serviços nas concessionárias é abusivo mesmo e que sempre variou muito de uma revenda para outra. Mas isso não deveria acontecer, especialmente se existe um programa da fábrica chamado Revisão Tabelada.

Sabe por que isso acontece? Porque esses preços sugeridos pela fábrica não são divulgados ao público. Você é obrigado a perguntar na autorizada para saber quanto custa a peça que você procura. Eu acabei de ir ao site da Fiat e não consegui encontrar o preço sugerido para uma revisão de Punto. Porém a tabela de preço para seus carros eu achei.

Se todas as montadoras divulgassem suas tabelas de preços para revisões e principais serviços e peças, pode ter certeza que não haveria esses absurdos. Ao contrário, a transparência aumentaria a competição entre as concessionárias, provocando uma queda nos preços. E o que nós, consumidores, veríamos no mercado seria uma generosa dose de descontos, como acontece hoje na venda de automóveis, que têm seus preços tabelados, à disposição para qualquer consumidor pesquisar.

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Fri, 06 Feb 2009 19:54:16 -0300
Tabela de usados em tempos de crise http://quatrorodas.abril.com.br/blog/zeca/mer-tabela-usados-tempos-crise-145990_p.shtml Na hora de vender o próprio carro ou comprar um usado, muita gente gosta de se basear numa tabela de preços, como a da Fipe e da Molicar (clique aqui para acessá-la), ou outra de um jornal do seu estado. Mas nesses tempos de crise essa referência ficou distante da realidade.

Na verdade, depois da internet as tabelas perderam um pouco da importância, já que você pode pesquisar diretamente em sites de anúncios online o preço exato do carro na configuração que você quer.

Depois da crise o mercado de novos caiu e, num efeito dominó, derrubou o preço dos usados. Assim, quem chega com seu carro na concessionária para trocá-lo por um novo recebe ofertas que às vezes são só 50% do preço de tabela. E, na hora de revender esse carro que entrou barato, a loja não necessariamente coloca-o à venda pelo preço de tabela. Dependendo da forma de pagamento, da negociação com o cliente ou do tamanho do estoque, esse preço hoje em dia pode ter uma enorme variação de preço. Portanto, fica difícil para as empresas que produzem essas tabelas chegar a um preço médio que reflita o mercado.

Isso significa que os preços dessas tabelas estão mais altos do que a realidade. Ao pesquisar esses preços no mercado, as empresas coletam na verdade o valor que o vendedor gostaria de conseguir pelo carro, e não aquele pelo qual ele foi efetivamente vendido.

Nos casos de importados, essa variação entre preço anunciado e real é maior ainda. Veja o caso de uma perua Passat Variant 2003, que na tabela custava há algumas semanas 42.000 reais, mas podia ser encontrada por 7.000 reais a menos.

O que fazer hoje? Bem, não há muita escolha. Para quem vende, o melhor é tentar vendar para um amigo ou para um particular, que vai pagar bem mais do que a loja. Para quem compra um usado, tem de pesquisar muito e pechinchar.

E vocês? Qual foi a maior diferença entre preço real e de tabela que vocês já encontraram?

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Thu, 05 Feb 2009 17:10:14 -0300
Por que na crise o preço de tabela não cai? http://quatrorodas.abril.com.br/blog/zeca/135526_p.shtml No último post os internautas comentaram que as montadoras ainda têm muita margem para reduzir o valor do carro e que, apesar dos preços baixos no momento, esses valores poderiam ser menores. Bem, é difícil para gente como nós, que não trabalha diretamente na indústria e não conhece toda a cadeia de custos das fábricas, dar uma opinião sensata e justa.

Falamos sobre isso há alguns meses (veja aqui o post 1, 2 e 3 sobre o assunto) e mesmo assim a polêmica não teve fim. Em vez de dar meus pitacos somente na base da achismo, resolvi fazer uma comparação entre a tabela de preços sugeridos pelas fábricas de julho e a tabela de hoje. E sabe o que eu descobri? Que boa parte dos preços subiu, apesar do momento de crise.

Eis alguns exemplos: Corsa Hatch 1.0 Joy subiu de 30.920 para 31.331 reais; Stilo 1.8 Dualogic de 55.660 para 56.870 reais; Ka 1.6 de 32.790 para 33.120 reais, Corolla 1.8 XEi de 67.590 para 68.575 reais. O caso do Gol 1.6 Power (foto) é mais interessante ainda: subiu de 35.660 reais 37.200 reais.

Vamos pensar juntos: se na prática ninguém está vendendo nada, o melhor seria as fábricas baixarem os preços de tabela. Mas não é isso que está acontecendo. O que se vê são apenas descontos, mas sem mexer na tabela. O preço real de venda não é aberto e transparente. Você tem de perguntar ao vendedor, tem de barganhar. É como um bazar persa: o preço quem faz é o cliente na base da pechincha. E isso não faz muito sentido em tempos de recessão.

O preço de tabela com desconto é sempre um mistério, que para se concretizar exige negociação, exige um consumidor combativo. Para piorar, o desconto pode variar até dentro da mesma concessionária e como o mesmo vendedor. É a lei do “quem pode mais chora menos.” Então fica a pergunta: porque os preços de tabela não baixam para mostrar aos consumidores que todo mundo está apertando o cinto?

O que você acha disso?

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Mon, 08 Dec 2008 22:36:10 -0300
Superfeirões: bom negócio, mas exigem calma http://quatrorodas.abril.com.br/blog/zeca/134968_p.shtml Neste fim de semana Fiat, Ford, GM e VW vão promover seus feirões em São Paulo. É uma ótima oportunidade para se comprar carro barato, mas fique com um pé atrás. E eu explico por quê.

Em primeiro lugar, lembre-se de que a coisa está feia tanto para as montadoras quanto para as concessionárias. Os estoques estão lotados (são mais 50 dias de produção parados nos pátios) e por isso todos baixaram os preços para tentar vender a um mercado que está receoso e não encontra crédito barato.

Portanto, os preços nesses feirões estarão bem abaixo de tabela. Isso é bom, mas não quer dizer que você não possa encontrar preços menores nas concessionárias espalhadas pelo resto da cidade. Às vezes há um carro com uma cor mais difícil de vender ou um pacote de opcionais pouco procurado. Nesses casos o preço despenca e o seu poder de barganha é maior ainda. Ou simplesmente o preço é melhor do que no feirão.

Para garantir uma boa compra, não vá a um dos feirões sem checar as ofertas nos jornais e sem antes ir a algumas concessionárias para saber qual é o valor mais baixo que você encontrou para o modelo desejado.

Com essas referências na cabeça, você pode batalhar por um preço melhor no feirão ou mesmo decidir voltar à concessionária onde achou aquele carrinho com um preço imbatível.

E lembre-se: na compra de carro novo, a pressa é inimiga do desconto. Pesquise antes e negocie bastante. Nunca o comprador teve tanto poder nas mãos como nesses tempos de crise.

E para quem quiser ir lá, aqui estão os locais. Fiat: estacionamento do Ceasa; Ford: ao lado do Playcenter, na marginal do Tietê; GM: no Campo de Marte; VW: na fábrica de São Bernardo, na Via Anchieta.

Aproveite e deixe aqui sua experiência com feirão de fábrica. Gostou? Fez um bom negócio? Se deu mal? Qual seus truques para comprar?

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Fri, 05 Dec 2008 19:38:07 -0300
Chineses no Salão: ameaça à vista http://quatrorodas.abril.com.br/blog/zeca/124259_p.shtml Quem for ao Salão do Automóvel, que abre ao público nesta quinta-feira, dia 30, verá pela primeira vez vários carros chineses em exposição. Eles não estarão no Anhembi para mostrar como são bonitos, modernos ou econômicos. Seu poder de atração está no preço: eles são baratos e ponto final.

Aliás, o automóvel mais barato à venda hoje no país é a minivan M100, da Effa Motors, que sai a 22.980 reais, enquanto o velho Uno Mille de guerra custa na tabela 23.240 reais.

Além da nova cara do M100, no Salão você poderá ver no mesmo estande da Effa o hatch LF520 (foto acima) e o sedã LF620, da marca chinesa Lifan. Segundo a Effa, esses carros devem chegar no primeiro semestre do ano que vem e tinham uma previsão de preço estimada entre 35.000 reais e 55.000 reais.

Outra chinesa que estava por lá é a CN Auto, que mostrou dois utilitários, a Towner e a Topic, que usam o mesmo nome das vans coreanas que já foram vendidas no Brasil. Mas não se engane, isso é só um recurso de marketing. O nome são iguais, porém os veículos são outros, respectivamente das marcas Hafei e da Jinbei. O primeiro lote já chegou ao Brasil e terá preços entre 24.000 e 55.000 reais.

No entanto todo esse mercado florescente para os chineses está ameaçado agora. Como eu disse lá em cima, o encanto deles está basicamente alicerçado no preço. Se o valor for equivalente a um nacional, sem dúvida o consumidor vai optar pelo made in Brazil, já que os chineses não têm como ganhar em rede autorizada, pós-venda e valor de revenda.

Com a recente crise, o dólar subiu e vai reduzir única vantagem que os chineses têm. Ou seja, o carro vai ter um preço maior na origem, seu transporte vai ficar mais caro e o mercado deve se retrair, reduzindo o número de potenciais compradores. Veja o primeiro sinal dessa crise: foi anunciado no Salão que o novo M100 vai ter preço reajustado para cerca de 26.000 reais. E como ficarão os preços dos outros modelos? Será que eles virão mesmo?

E você? Compraria um desses chineses a esses preços? Dê sua opinião.

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Thu, 30 Oct 2008 16:11:44 -0300
Você sabe como usar o airbag? http://quatrorodas.abril.com.br/blog/zeca/118806_p.shtml Amigos, hoje é sexta-feira, já está tarde e estou louco pra ir para casa. Mas para não deixar de postar um comentário antes do fim de semana, resolvi pegar uma carona rápida num estudo que o Cesvi (Centro de Experimentação e Segurança Viária) divulgou recentemente, ensinando a usar o airbag. Sim, isso mesmo. Não adianta ter airbag se não souber usá-lo da maneira correta. Veja nas dicas do Cesvi que cuidados você deve ter quando for dirigir um carro com airbag:

“a) Os cintos de segurança devem ser sempre usados, mesmo em veículos com airbags, pois o conjunto oferece uma melhor proteção e o cinto evita que o contato do ocupante com a bolsa ocorra antes do ideal, ou seja, enquanto ela está inflando, quando poderia provocar ferimentos graves ou até fatalidades. A maioria das mortes causadas por airbags, detectadas nos EUA, envolvia pessoas que não estavam usando cinto de segurança, usavam o cinto incorretamente ou estavam posicionadas de forma inapropriada no assento.

b) O condutor deve manter o banco afastado de onde o airbag sairá (o volante de direção, no caso dos motoristas, e o painel, no caso dos passageiros dianteiros), evitando que o corpo fique na região até onde a bolsa alcançará quando inflada. A distância do tórax à direção deve ser maior do que 25 cm (um airbag frontal de motorista infla 25 cm ou mais para fora do compartimento da direção). A posição em relação ao airbag é que determina os riscos de ferimentos. No caso do airbag frontal de passageiros, deve ser observado que eles são maiores do que o de motoristas, podendo inflar a uma distância de 40 cm ou mais a partir do painel.

c) Nunca colocar uma criança em um dispositivo de transporte de crianças fixado no banco da frente, pois, além de ser proibido no Brasil, no caso de acionamento do airbag, este pode provocar ferimento ou até a morte da criança, principalmente no caso do dispositivo do tipo bebê-conforto, que é fixado virado para trás do veículo. Crianças devem ficar sempre no banco traseiro, com dispositivo adequado para seu transporte (de acordo com seu tamanho e peso).

d) Nunca manter objetos (no veículo ou nas mãos e bocas) entre o airbag e o motorista ou passageiro.

e) O passageiro não deve apoiar mãos ou pés no painel, pois pode ter um ferimento grave no caso do airbag inflar e também porque ficará numa posição inadequada para que o cinto o proteja no caso de acidente.

f) No caso de pessoas que não conseguem ajustar o banco de forma a ficarem a uma distância segura do volante, como pessoas de baixa estatura ou mulheres grávidas no final da gestação, deve ser considerada a opção de se desligar o airbag (veja a recomendação do fabricante).”

E você, já teve alguma experiência com o airbag?

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Fri, 10 Oct 2008 23:00:52 -0300
O pós-venda especial do Linea http://quatrorodas.abril.com.br/blog/zeca/117745_p.shtml Amigos, andei sumido por causa da correria do fechamento do especial Quatro Rodas Performance, que chega às bancas no final do mês. Para quem gosta de Ferrari, Porsche & Cia é um prato cheio. Agora que estou de volta ao blog, queria falar sobre o serviço pós-venda que a Fiat criou especialmente para o Linea.

Todos sabem que a Fiat – assim como VW, GM e Ford – nunca foi reconhecida pela qualidade nos serviços na concessionária. Não sou eu que estou dizendo isso e, sim, os leitores que nos escrevem com várias reclamações, sem falar na nossa pesquisa anual Os Eleitos, no qual os proprietários de carros avaliam a rede autorizada de cada marca.

E tanto leitores quanto a pesquisa dizem a mesma coisa: Honda e Toyota são superiores na hora de atender os clientes nas concessionárias. Portanto, comprador de Civic e Corolla é um cara exigente não só ao comprar carro como ao levá-lo para a revisão. Pensando em cativar esse público é que a Fiat percebeu que não adiantava apenas lançar um sedã médio refinado. Sabia que precisava cuidar com carinho desse novo consumidor. Com isso, ela lançou mão de algumas novidades:

1 - Garantia de três anos

2 - O dono de um Linea é inscrito no Clube L’Unico, com direto a um kit de boas-vindas com um DVD de apresentação, além de descontos em shows e peças de teatro

3 - Um telefone exclusivo para atender os proprietários. Nada de ser ouvido pelo mesmo pessoal que cuida de Palio, Siena ou Stilo

4 - Toda oficina autorizada terá um gerente específico só para receber o Linea

5 – Serviço que retira e devolve o carro na caso do cliente, onde ele estiver

Bem, na teoria isso parece ótimo. Mas tudo isso vai funcionar certinho? Afinal esse é um serviço digno de marcas de luxo. Me pergunto se um dono de Linea lá do interior do Mato Grosso, que mora a mais de 200 quilômetros de uma autorizada Fiat, quando pedir pra retirarem seu carro e devolvê-lo em casa, será que vai correr tudo bem?

Lembre-se de que não estamos falando de uma rede como a da Honda e Toyota, que mal chegam a 140 concessionárias. A Fiat tem 520 autorizadas espalhadas pelo Brasil. Autorizadas que há anos estão acostumadas a lidar com gente que compra basicamente linha Palio e Uno.

Sem dúvida a meta da Fiat é ousada. Só o tempo dirá se esse é um passo maior do que as pernas ou é uma estratégia inovadora de sucesso.

E você, o que acha?

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Tue, 07 Oct 2008 22:32:32 -0300
Como fazer o rodízio dos pneus http://quatrorodas.abril.com.br/blog/zeca/111978_p.shtml Há alguns dias eu expliquei a um internauta em que eixo ele deveria colocar dois pneus novos (clique aqui para ler). Na ocasião, muitos leitores acharam que isso significava que o melhor procedimento era sempre trocar os pneus aos pares. Nada disso, gente. Trocar dois pneus é apenas a forma mais comum e barata de substituí-los, mas não é a melhor.

Para seus pneus durarem mais tempo, faça sempre que possível o rodízio. Como eles trabalham com pesos, esforços e inclinações diferentes, é normal que eles se desgastem de maneira diferentes. Para garantir que o desgaste seja o mais uniforme possível e, portanto, para aumentar sua vida útil, deve-se trocá-los de posição a cada 10.000 km ou quando houver diferenças visíveis de desgaste, seguindo as especificações que estão no manual do proprietário.

Se quiser, você pode seguir também o diagrama acima, que é fornecido pela Pirelli. A imagem mostra duas opções de rodízio para veículos com quatro pneus radiais e de mesma medida, no qual você inclui o estepe ou não. Nem todos os carros permitem usar o estepe no rodízio, pois ele pode ter medidas diferentes das dos pneus de rodagem.

Mas lembre-se: não adianta apenas fazer o rodízio e esquecer da calibragem.

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Wed, 24 Sep 2008 22:17:02 -0300
Como é caro o carro no Brasil (3) http://quatrorodas.abril.com.br/blog/zeca/111552_p.shtml Sempre digo que escrever este blog é uma grande conversa com os internautas, na qual eu aprendo muito. Não somente pelas ótimas informações que eles deixam registradas como também pelas boas sugestões que surgem por aqui, que são muito úteis na hora de bolar boas pautas para revista. E a QUATRO RODAS que chega às banca nesta semana traz uma boa matéria que só foi escrita por sugestão – e uma grande insistência – de todos vocês.

Quando eu iniciei no blog a série “Como é caro o carro no Brasil”, foi justamente porque eu li nos comentários de outros posts a necessidade dos internautas de entender os mecanismos que fazem do automóvel nacional um dos mais caros do mundo (clique aqui para ler o primeiro e o segundo post sobre o tema).

No entanto o assunto pegou fogo, a ponto de ter leitor criando campanha para boicotar a venda de carros. Assim que os comentários explodiram, a gente aqui na redação já saiu correndo pra preparar essa reportagem em cima da hora, já que a discussão veio em fase final do nosso fechamento.

Mesmo assim acabou dando tempo de incluir a reportagem na edição de outubro, com direito até a chamada de capa. Lá explicamos que não é só o imposto que é o grande vilão. Alguém aí tem uma idéia de quem são os culpados?

Só peço desculpas a vocês por não ter dito isso antes, enquanto eu era cobrado por todos nos dois posts anteriores. Vocês sabem como é jornalista. Queremos sempre a informação exclusiva só pra gente. Portanto, não podia comentar no blog que a matéria estava sendo feita pra não levantar a bola pra a concorrência cortar.

Acho que agora estou perdoado, não? (rs)

Muito obrigado a vocês todos.

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Tue, 23 Sep 2008 13:01:26 -0300
Motor 1.4: um ótimo negócio http://quatrorodas.abril.com.br/blog/zeca/111151_p.shtml Na próxima edição da QUATRO RODAS, que chega às bancas na semana que vem, vamos publicar o resultado do desmonte completo do nosso Prisma de Longa Duração. Lendo a reportagem lembrei como foi fácil conseguir um bom preço por ele na hora da revenda, mesmo após ter rodado 60.000 km em cerca de um ano de uso. A razão é que ele era flex e 1.4.

Quem já usou um 1.4 entende por que ele é um dos preferidos do mercado. Ninguém compra um 1.0 porque gosta. Compra-se porque é mais barato e ponto final. Trata-se de um motor fraco nas subidas, barulhento (pois em geral anda em giro mais alto) e muitas vezes nem é tão econômico assim.

A QUATRO RODAS fez um teste em março de 2006 comparando o consumo de um Celta e um Palio com motores 1.0 contra os respectivos 1.4. Sabe o que deu? Os 1.0 rodaram na média 9,5 km/l na cidade e 13,4 km/l na estrada, enquanto os 1.4 registraram 9,8 e 13,2.

Isso mostra o que levou o 1.4 a torna-se vedete do mercado. Hoje mais de 50% das vendas do Fiat Idea são do motor 1.4 (e olha que ela é meio pesada pra esse motor). Quando a GM lançou a linha Corsa com motor 1.4, as vendas deslancharam (logo ele foi responsável por 83% das vendas do Sedan).

É por isso que no ano que vem a Volkswagen vai aderir ao 1.4. Os planos iniciais era de que ele já estivesse no novo Gol, mas a direção mudou de plano. No entanto é certo que esse motor vai entrar na linha Fox em 2009.

Portanto, se você está na dúvida entre um 1.0 e um 1.4, não pense duas vezes. Vale investir um pouco mais nele. O 1.4 é garantia de alta liquidez e baixa desvalorização. Ele deve ser o futuro do mercado.

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Fri, 19 Sep 2008 21:30:57 -0300
Onde eu coloco os pneus? http://quatrorodas.abril.com.br/blog/zeca/110010_p.shtml O internauta Matheus Maciel está pensando em comprar dois pneus para seu carro e então surgiu a dúvida: coloco-os no eixo dianteiro ou traseiro? Essa pergunta é comum, assim como a polêmica que surgiu sobre esse assunto.

Antigamente os fabricantes recomendavam colocar os dois pneus novos na frente, já que eles teriam um desgaste mais acelerado (no caso de carros de tração frontal) e porque consideravam importante ter mais aderência no eixo direcional, justamente aquele que era responsável pelo controle do veículo.

Porém recentemente essa orientação mudou. Agora os fabricantes exigem que os pneus novos sejam colocados na traseira, jogando os mais gastos na dianteira. Afinal, é mais importante você ter aderência atrás, pois é mais difícil para um motorista comum controlar o carro quando ele perde a traseira no piso molhado do que quando ele sai de frente. Além disso, mesmo que você perca a aderência dos pneus dianteiros, você sempre tem a possibilidade de movimentar as rodas, o que não acontece no eixo traseiro.

E quando chega a hora de trocar o pneu? A lei brasileira diz que a profundidade mínima do sulco é de 1,6 milímetro, embora algumas montadoras recomendem trocá-los quando atingirem 3 milímetros, para não comprometer a segurança na chuva (um pneu novo tem em média 8 milímetros).

Se você não sabe como medir isso, fique calmo. Na prática, é só seguir uma indicação que vem no pneu. Procure na banda de rodagem um pequeno triângulo e as letras TWI (Tire Wear Indicator), uma marca que indica que o pneu chegou ao fim da vida útil.

]]> Wed, 17 Sep 2008 20:57:55 -0300 Adeus, Fielder http://quatrorodas.abril.com.br/blog/zeca/109629_p.shtml Era uma bola cantada, mas seu fim veio mais cedo do que se esperava. A perua Toyota Fielder estava prevista para morrer no fim do ano, no entanto a produção já começou a ser interrompida.

A razão é abrir espaço na linha de montagem da fábrica de Indaiatuba (SP) para se produzir mais Corolla. Assim, aumenta-se o fôlego do modelo, que pode vender mais e ajudar a Toyota a emplacar a liderança no competitivo segmento dos sedãs médios, ultrapassando de vez o Civic, que há tanto tempo domina esse mercado. Porém isso só saberemos mesmo daqui a um ou dois meses.

Uma pena é que a Toyota tenha de matar a Fielder, pois ela vai fazer falta, mesmo com seu projeto mais antigo. No segmento de peruas médias, ela sempre nadou de braçada. Com o anúncio do novo Corolla, as vendas foram caindo – até mesmo porque a produção foi sendo reduzida aos poucos – e abriu-se espaço para a Mégane Grand Tour, que virou líder neste ano.

No entanto, o povo que buscava uma perua maior e que nunca dá dor de cabeça na manutenção, esse vai ficar órfão mesmo. A opção para eles agora será ficar com carros bem mais caros (VW Jetta ou Passat Variant) ou então escolher entre a Grand Tour ou Peugeot SW, que até são boas peruas (veja aqui o bom desempenho delas no Melhor Compra 2008), mas nem de longe têm a robustez da Fielder.

A Fielder vai embora e já deixa saudade.

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Tue, 16 Sep 2008 02:55:21 -0300
Chegou o Voyage. Hora de comprar o Polo Sedan http://quatrorodas.abril.com.br/blog/zeca/109319_p.shtml A Volkswagen confirmou hoje: o novo Gol sedã se chamará Voyage, que será lançado oficialmente no próximo dia 24. Ele terá a missão de brigar no atual competitivo mercado dos sedãs compactos.

Ele será um bicho polivalente. Vai peitar Siena Fire, Chevrolet Classic e Prisma, oferecendo um motor 1.0, pouco equipamento e acabamento bem simplezinho.

Mas vai ter de enfrentar gente grande também, como o Fiesta Sedan, Renault Logan e Peugeot 207. E aí ele vai entrar em campo com a versão 1.6, que vai do básico, passa pelo Trend e chega ao Comfortline (equivalente à versão Power do Gol), com acabamento superior e mais bem equipada.

Se agora a VW vai ter um sedãzinho num faixa de mercado onde ela não atuava, significa que a o Polo Sedan terá liberdade para se concentrar na categoria premium. Traduzindo: o Polo Sedan vai ficar mais caro. 

Portanto, se você estava de olho nesse modelo, corra para a loja, brigue por um desconto e leve logo o seu, pois a VW vai agregar um pouquinho de itens de série como desculpa para deixá-lo bem mais caro.

Mas cuidado na hora da compra: a versão 2.0 a gasolina está saindo de linha para dar lugar ao 2.0 flex ainda neste mês.

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Fri, 12 Sep 2008 23:33:53 -0300
Meu carro tem freio ABS? http://quatrorodas.abril.com.br/blog/zeca/108945_p.shtml O Cesvi Brasil (Centro de Experimentação e Segurança Viária) divulgou hoje uma notícia que me deixou de boca aberta: mesmo quando um carro dispõe de freio ABS como opcional, o vendedor da concessionária não se lembra de oferecê-lo. Pior ainda: quando o cliente pergunta se o modelo tem ABS, a concessionária diz que não tem, apesar de estar disponível como opcional.

Já discutimos aqui que o brasileiro não sabe usar corretamente o freio ABS (clique aqui para ler o post) ou que não liga muito pra equipamentos de segurança (veja mais aqui). Porém, se nem mesmo quem deveria argumentar a favor do ABS (porque vai lucrar com isso tanto financeiramente como na imagem da marca), é porque a situação está feia.

Em vez de repetir o que diz a pesquisa, vou transcrever abaixo suas conclusões:

"A pesquisa foi realizada com um 'comprador oculto', que entrava em contato com as concessionárias demonstrando interesse por modelos de veículos que, segundo a divulgação das montadoras, têm o ABS disponível para compra como opcional. Ou seja, como não vem de série nesses modelos, o sistema teria que ser oferecido pelo vendedor, ou especificamente solicitado pelo comprador, para que uma situação de aquisição fosse possível.

O trabalho concluiu que essa oferta, por parte do vendedor, quase nunca é espontânea:

- Apenas 7% das concessionárias citaram espontaneamente o ABS como opcional dos veículos comentados.

- 62% só se lembraram de falar sobre o ABS quando questionados especificamente se o sistema é opcional nos veículos comentados.

- Mais alarmante: 19% dos vendedores abordados afirmaram que os veículos não têm ABS como opcional (quando, segundo a divulgação da montadora, têm).

Na categoria hatch compacto, formada por veículos mais populares, a oferta espontânea do ABS cai para apenas 2%.

Outro dado que demonstra o quanto o Brasil ainda precisa evoluir quanto à importância dada a sistemas de segurança: 44% dos vendedores abordados, quando questionados se a aquisição do sistema valeria a pena, responderam que não, ou que não sabiam.”

Assim eu me pergunto: a culpa por essa falta de cultura de valorização do ABS é do consumidor brasileiro? Sim, eu acho que nós temos culpa, porém acho que o maior culpado são as montadoras, que conhecem como ninguém a importância desse equipamento para salvar vidas, mas não se preocupam em explicar isso.

E o que você acha?

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Wed, 10 Sep 2008 21:49:03 -0300
Corolla virou líder, mas... http://quatrorodas.abril.com.br/blog/zeca/108397_p.shtml O pessoal que lê este blog gosta tanto de carro que acompanha a divulgação de um novo ranking de vendas com o mesmo entusiasmo que vê o resultado do último jogo do seu time do coração.

No entanto o número frio esconde sutilezas que podem chegar a uma conclusão errada. Às vezes um modelo ou um fabricante passou a liderar o segmento porque tem mais força de vendas do que o concorrente. Porém, às vezes, ele é líder porque o concorrente teve alguma paralisação na fábrica.

Quem levantou essa bola e me mostrou alguns exemplos foi meu amigo e repórter Luís Perez, que é colaborador freqüente da QUATRO RODAS. Veja o caso da Nissan. Sua produção em junho e julho foi zero. Será que as vendas estão tão ruins assim a ponto de a fábrica dar férias coletivas para poder esvaziar os estoques das concessionárias? Nada disso. É que a Nissan começou a preparar sua linha de montagem para a minivan de sete lugares Livina, que estará no Salão do Automóvel e começa a ser vendida em outubro.

No último mês, a VW ultrapassou a Fiat em vendas de automóveis porque havia problemas com a entrega de peças do Palio por seus fornecedores (leia o post sobre o tema clicando aqui).

Outra curiosidade. O Toyota Corolla passou a liderar entre os sedãs médios em agosto, mas comenta-se que o Civic vendeu bem menos do que o normal porque a Honda estava adaptando sua fábrica para a produção do novo Fit. E faz sentido, afinal as vendas do Civic despencaram no último mês. Confira os números dos dois sedãs:

Corolla: 3.867 (maio), 3.937 (junho), 4.788 (julho), 4.424 (agosto)

Civic: 5.305 (maio), 5.408 (julho), 5.684 (julho), 4.308 (agosto).

Bem, se essa queda é reflexo da redução do interesse pelo Civic ou da restrição de produção da fábrica, só saberemos nos próximos meses.

Enquanto isso, cada um vai fazendo sua aposta.

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Mon, 08 Sep 2008 17:47:53 -0300
Os mitos da troca de óleo http://quatrorodas.abril.com.br/blog/zeca/108055_p.shtml Nenhum serviço de manutenção em um automóvel é mais importante do que a troca de óleo do motor. Ela é a maior responsável pela vida longa e saudável do seu carro. Portanto, se tem uma coisa em que você não deve economizar, é no óleo.

A grande dúvida é sempre a mesma: quando trocar? E a resposta é a mais simples de todas: siga sempre o manual do proprietário. Se lá diz 10.000 km, não adianta trocar aos 5.000 km, pois você vai perder dinheiro. Quando projetam um motor, as fábricas já embutem no prazo de troca uma margem de segurança, pois elas sabem que nem todos os motoristas são cuidadosos.

Porém há uma exceção que deve ser observada: o famoso “uso severo”. Aliás, essa condição está sempre prevista no manual. Pode olhar lá. Quando um motorista utiliza o carro em condições severas de rodagem, a troca deve ser feita na metade do tempo normal.

E o que é uso severo? É quando o veículo trafega constantemente em trânsito congestionado por um longo período, em trajetos curtos demais (até 6 km) ou em estradas cheias de poeira.

Se você é daqueles que fica tentado a usar óleo sintético no seu motor 1.0, pode relaxar. Fazer isso é jogar dinheiro fora. Se o manual não exigir, não use o caro lubrificante sintético, que é indicado em geral para motores de alta performance e que trabalham em altos giros.

E tome cuidado com as embalagens do tipo “óleo para motores 1.0”, “motores 16V” ou “com função antiborra”. Isso é puro marketing. Ao escolher um óleo para seu carro, você deve procurar seguir as características expressas no manual. Quando lá diz que o lubrificante deve ser do tipo mineral SL 20W40, basta procurar um óleo (de qualquer marca) que tenha essa especificação. E isso basta. O resto é bobagem.

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Thu, 04 Sep 2008 22:33:41 -0300
Como é caro o carro no Brasil (2) http://quatrorodas.abril.com.br/blog/zeca/107373_p.shtml No post passado mostramos quanto custa um carro no Brasil e o mesmo modelo no México ou na Argentina. E daí vem a seguinte pergunta: o que explica essa diferença tão grande?

Margens de lucro à parte, o Brasil é mesmo cruel quando se fala de cobrança de imposto. Aliás, diz-se que o carro brasileiro é o que tem a maior carga tributária do mundo. Num automóvel com motor acima de 2.000 cm3, o imposto representa 36,4% do valor do veículo (num 1.0 esse número é de 27,1%).

Significa que, se um carro custa 50.000 reais, cerca de 13.000 são impostos. O restante (37.000 reais) é matéria-prima, custo de desenvolvimento e fabricação, transporte e margem de lucro da fábrica e da concessionária.

Essa é uma velha reclamação das montadoras e concessionárias -- e eles têm razão. Com um imposto tão alto, não há como ter um carro razoavelmente barato. Quando se compara com outros países, a diferença é enorme: na Europa é média é de 16%, enquanto os Estados Unidos ficam em 6,1%. E no México? Também é muito baixo: 15%. Quer dizer que num carro de 50.000 reais apenas 7.500 reais são de imposto. Bem, isso já ajuda a explicar por que os automóveis são tão baratos no México.

Agora falemos da Argentina. Lá o valor do imposto é menor, mas não tanto assim: 21,5%. Vamos usar o caso do Renault Logan 1.6 8V. No Brasil ele custa 37.550 reais na versão com ar-condicionado e direção hidráulica (que são itens de série lá na Argentina). Para veículos com motor de 1.0 flex a 2.0 flex, a tributação aqui representa 29,2% do valor do veículo. Portanto, o nosso Logan tem 10.965 reais só de imposto. Esse mesmo modelo custa na Argentina 25.500 reais, sendo 5.483 reais de tributação.

Assim, ao eliminarmos a carga de impostos, o Logan brasileiro custa 26.585 reais e o argentino, 20.017 reais. E vale lembrar que o Logan vendido lá é produzido no Brasil e exportado para lá, o que teria um custo extra de transporte nessa história.

E de onde vem essa diferença de 6.500 reais? Bem, isso é um assunto para outro dia...

]]> Mon, 01 Sep 2008 21:53:32 -0300 Como é caro o carro no Brasil... http://quatrorodas.abril.com.br/blog/zeca/106978_p.shtml Bem, que o carro no Brasil é caro todos nós que compramos ou acompanhamos o mercado sabemos disso. Porém, com a chegada do Chevrolet Captiva, você pode perceber como essa verdade pode ser dolorosa.

Fui lá no site da Chevrolet no México (de onde o modelo é importado) para saber quanto nossos hermanos pagam. No Brasil o SUV vai custar 92.990 reais. Sabe qual é o preço dele nas concessionárias mexicanas? Apenas 48.800 reais!!!

Dei uma olhada no site da Volkswagen mexicana e fui conferir o valor do Jetta (que por lá tem o nome Bora). Lá ele custa 40.650 reais, enquanto no Brasil ele sai por absurdos 86.260 reais.

Se formos comparar com a Argentina, país vizinho com o qual também temos um acordo de imposto de importação zero, a situação continua bem desfavorável pra gente. Alguns exemplos:

Ford EcoSport 1.6 XL: 30.700 reais por lá, enquanto no Brasil paga-se 48.145 reais. E o Eco argentino ainda oferece airbag duplo e CD player com MP3 de série.

Peugeot 307 1.6: 36.570 reais para eles; 54.900 reais para nós.

Renualt Logan 1.6 8V: os argentinos pagam 25.500 reais; nós pagamos 32.540 reais. E lá o carro vem com ar-condicionado e direção hidráulica.

É de cair o queixo, não?

No próximo post eu tento explicar por que a diferença de preço é tão grande.

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Fri, 29 Aug 2008 21:44:32 -0300
Quer só airbag para o Gol? Não pode http://quatrorodas.abril.com.br/blog/zeca/106492_p.shtml Eu estava navegando no site configurador do novo Gol e resolvi fazer um teste. Decidi saber quanto custa comprar o modelo só com airbag, já que agora ele oferece os opcionais um a um, uma grande evolução -- especialmente em se tratando do carro mais vendido do Brasil.

Mas quem disse que seria tão fácil quanto eu imaginei?

Primeiro escolhi a versão: o 1.0 básico, que custava 29.240 reais. Depois adicionei o Módulo Airbag Duplo, que custa mais 2.215 reais. Depois dei “prosseguir”. E sabe o que aconteceu? Ele me obrigou a incluir mais um opcional, o Módulo Comfort II (brake-light, direção com ajuste de altura e profundidade, destravamento elétrico da tampa traseira), que custa mais 510 reais.

Como não tinha escolha eu aceitei. E sabe o que apareceu depois? O site disse que eu precisava incluir o Módulo Comfort I (três alças de segurança, cintos laterais traseiros retráteis, console central, luz interna com interruptores de contato nas portas) por mais 160 reais.

Por falta de opção, aceitei. E aí veio mais outro: o Módulo Funcional II (desembaçador do vidro traseiro, conta-giros, lavador e limpador do vidro traseiro, limpador do pára-brisa com temporizador, porta-objetos nas portas, revestimento da porta e lateral em tecido) por salgados 525 reais.

Conclusão: em vez de pagar só 2.215 reais pelos airbags tive que aceitar goela abaixo mais três opcionais, com uma conta final de 3.410 reais.

Transparência é bom e o consumidor gosta

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Wed, 27 Aug 2008 19:56:48 -0300
Qual é o prazo máximo para a entrega do carro? http://quatrorodas.abril.com.br/blog/zeca/106011_p.shtml O internauta Luis Gustavo Machado me conta que encomendou o novo Gol Power 1.6 há mais 40 dias e que até agora ele não foi faturado. Ele pergunta se há um prazo máximo para esperar pelo carro.

Infelizmente não há. Por isso, a dica mais importante aí é não aceitar apenas a palavra do vendedor. Peça para assinar um contrato em que a concessionária se compromete a entregar o carro até a data prometida. Já que você vai deixar um sinal, não custa nada pedir para colocar a promessa no papel.

É claro que o acordo verbal (ou seja, a palavra do vendedor) já configura um comprometimento legal da empresa, porém você não terá como provar isso. Portanto, ter tudo por escrito ajuda bastante.

Mas o que fazer quando a revenda não entrega no prazo estipulado no contrato? Bem, o primeiro passo é ir a algum órgão de defesa do consumidor e protocolar sua reclamação. Eles vão chamar a concessionária para tentar obter um acordo, o que geralmente dá certo.

Se mesmo assim não resolver, aí terá de entrar na Justiça. Nesse caso, você pode pedir, além do valor do sinal corrigido, o ressarcimento de eventuais perdas ou danos morais. Segundo os órgãos de proteção ao consumidor, em situações como essa você poderia processar tanto a concessionária quanto a montadora, pois ambas respondem solidariamente pelos danos causados.

E você, conhece alguém que sofreu com atraso na entrega de carro?

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Mon, 25 Aug 2008 19:02:49 -0300
Focus, Linea e Voyage já estão aí http://quatrorodas.abril.com.br/blog/zeca/105482_p.shtml O mercado anda tão aquecido que já não se espera mais o Salão do Automóvel (30 de outubro e 9 de novembro) para mostrar os grandes lançamentos. No mês de setembro já teremos três novidades que devem mexer profundamente em três segmentos do mercado.

O primeiro é o Ford Focus, que começa a ser vendido em setembro mesmo e já pode ser visto na QUATRO RODAS que acabou de chegar às bancas. Traz muito equipamento por um preço incômodo pra concorrência. O Focus Sedan tem motor 2.0 16V (só a gasolina) de 145 cv e já vem completinho mesmo na versão de entrada, que inclui ABS com EBD, airbag duplo, CD player, computador de bordo e rodas de liga. E sabe por quanto? Só 59.690 reais. É mais barato que as versões básicas do Honda Civic (65.460 reais) e Toyota Corolla (61.975 reais). Quer um automático? Vai custar só 64.190 reais.

Setembro também é o mês em que começa a chegar às concessionárias o Fiat Linea, a versão sedã do Punto, com opções de motor 1.9 flex e 1.4 turbo. A Fiat quer posicioná-lo na mesma faixa de Focus,Vectra, Civic e Corolla.

Nesse mesmo mês, a VW vai mostrar a versão sedã do Gol, que provavelmente se chamará Voyage. Terá versões 1.0 e 1.6 flex e vai enfrentar Fiat Siena e Chevrolet Prisma. Dependendo do seu preço, pode sobrar até para Fiesta Sedan e 207 Passion.

Isso tudo quer dizer uma coisa: a partir de outubro/novembro poderemos ver uma dança das cadeiras no ranking dos mais vendidos. Hoje o Civic é o líder entre os sedãs médios, o Corsa Sedan (incluído aqui o Classic) é o primeiro entre os compactos e o Polo lidera o grupo que está no meio desses dois.

Eu acho que o mercado vai mudar bastante com a chegada deles. E você?

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Fri, 22 Aug 2008 19:00:39 -0300
Os perigos do pneu descalibrado http://quatrorodas.abril.com.br/blog/zeca/105153_p.shtml Você sabia que, segundo uma pesquisa da Pirelli, cerca de 60% dos proprietários andam com pneus abaixo da calibragem correta?

Parece uma coisa meio boba, mas isso tem duas implicações graves. A primeira é no bolso. Quanto mais murcho ele estiver, maior será o desgaste e mais cedo você terá que trocá-lo. Outro custo extra é com combustível. Um pneu descalibrado aumenta sua área de contato com o piso e faz com que o motor gaste mais energia (e combustível) para rodar a mesma distância.

Porém, além de alguns reais, o motorista que anda com pneu murcho também perde em segurança. Mas essa diferença é relevante? Bem, para responder a essa pergunta fizemos um teste na pista. E os resultados impressionaram.

Com apenas dois pneus murchos (redução de 29 para 22 libras) já foi possível perceber mudanças no comportamento do carro. Durante o teste do alce (mudança repentina de rota) e o de slalom (zigue-zague na pista), era nítida a demora de resposta da direção e a dificuldade em fazer as curvas. E mesmo com apenas um só pneu isso já era evidente.

O melhor foi ver o quanto o motorista precisava reduzir a velocidade para conseguir efetuar as mesmas manobras. Quer saber exatamente a diferença que faz ter um, dois ou quatro pneus descalibrados? Então confira na revista QUATRO RODAS que está chegando às principais bancas amanhã. Prometo que você não vai se arrepender.

E lembre-se: calibre os pneus pelo menos a cada 15 dias, sempre a frio, ou seja, antes de rodar mais de 1 quilômetro. Aproveite para fazer isso quando for encher o tanque de combustível, sempre antes de ir trabalhar ou voltar pra casa, quando o pneu ainda está frio. Criando esse hábito, não há como esquecer.

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Thu, 21 Aug 2008 19:38:56 -0300
Fiat perde a liderança, mas não é bem assim http://quatrorodas.abril.com.br/blog/zeca/104692_p.shtml Lendo a nota aqui no site da QUATRO RODAS (clique aqui para ver) fiquei surpreso a ver uma queda tão grande da Fiat em pouco tempo.

Mas há uma razão para isso. Segundo fontes do mercado, a Fiat está com cerca de 5.000 carros parados no seu pátio por falta de peças. Um ou mais fornecedores teriam atrasado a entrega, o que explicaria essa queda inesperada no mercado.

Portanto, creio que até o fim do mês a Fiat se recupere ou, no máximo, no mês que vem. E vamos lembrar um detalhe: essa diferença a favor da VW (26,2% contra 24,9%) é só no mercado de automóveis, sem incluir o de comerciais leves, o qual a Fiat lidera com folga (19,03% contra 13,13%). Se formos somar os dois segmentos, que é o critério mais usado ao final do ano, a Fiat ainda está na frente, mesmo com esse encolhimento no mercado.

Outro fator que deve fazer a Fiat reconquistar sua liderança é a chegada da nova Strada, que mal desembarcou nas lojas.

E o que você acha dessa briga?

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Wed, 20 Aug 2008 13:13:55 -0300
Por que os coreanos vendem tanto? http://quatrorodas.abril.com.br/blog/zeca/103213_p.shtml Os importados vivem um momento de ouro. Pelo números da Abeiva (associação das importadoras), o crescimento das vendas no primeiro semestre foi de 101% em relação ao mesmo período do ano passado. E no meio dessa turma quem mais se destaca são as marcas coreanas. E aí fica a pergunta. Por que elas estão tão bem na fita?

Eu posso dar meus pitacos assim como vocês, mas para a gente aqui, que vive dirigindo esses carros, fica mais fácil. A primeira razão é a boa relação custo-benefício. Um Kia Picanto 1.0, por exemplo, vem com airbag duplo, ar-condicionado, direção elétrica, CD player, rodas de liga e trio elétrico. Sabe quanto custa? Só 35.900 reais, quase o mesmo quem um Gol 1.0 apenas com ar-condicionado. Poderia falar do Hyundai Tucson, da Kia Carens ou do Hyundai Azera, mas o lógica seria a mesma. Eles oferecem muito por um preço razoável.

Quem ainda tem preconceito com os coreanos deveria fazer um test-drive antes de falar mal. Não que se sejam carros fantásticos, mas são bem honestos. Andam bem, o acabamento é melhor do que muito equivalente nacional e já não são feios com os primeiros coreanos que desembarcaram por aqui.

A qualidade de construção melhorou bastante. Não são como os japoneses, mas estão chegando lá. Basta ver as pesquisas de qualidade feitas pela J.D. Power, Consumer Report ou revistas americanas ou inglesas. A cada ano seus carros obtêm números melhores e encostam nos nipônicos.

Se quiser mais um argumento é só ver esses modelos na nossa edição especial de Melhor Compra: o Azera venceu na categoria Carros Acima de 70.000 reais e o Tucson faturou o terceiro lugar nos Utilitários Esportivos Leves.

O ponto fraco desses modelos ainda é o pós-venda e a revenda, que em geral não se comparam aos concorrentes brasileiros de mesmo segmento. Mas estão melhorando. A rede autorizada cresce pelo país: a Kia tem 69 concessionárias e a Hyundai 123. Para se ter idéia, Honda tem 130 e Toyota, 122. Os 5 anos de garantia também ajudam muito a dar confiança a marcas ainda pouco conhecidas pela maioria.

E você? Trocaria um nacional por um coreano equivalente?

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Fri, 15 Aug 2008 21:31:04 -0300
Por que o brasileiro não valoriza o airbag? http://quatrorodas.abril.com.br/blog/zeca/100015_p.shtml Sempre que eu falo aqui de airbag chovem comentários de apoio e incentivo ao equipamento. Posso arriscar que 99% dos internautas do blog acham que todo mundo deveria comprar carros com airbag.

E eles têm razão não só porque o equipamento salva vidas como reduz os gastos no país envolvendo hospitalização e resgate dos feridos, além do impacto econômico dessas perdas. Segundo um estudo do Cesvi Brasil (www.cesvibrasil.com.br), se todo veículo nas ruas tivesse o airbag, cerca de 490 mortes poderiam ser evitadas, além de poupar uma perda de 315 milhões de reais todos os anos.

Mas infelizmente, no Brasil, menos de 10% dos veículos têm airbag ou ABS, um número absurdo de baixo se pensarmos que na Europa beira os 95%.

Portanto é curioso notar que os brasileiros acham importante que o carro tenha airbag, mas que na prática eles não liguem para ele. No mercado de usados ninguém paga um centavo a mais se o veículo tiver a famosa bolsa de ar, e poucos compram modelos novos com o airbag quando ele é opcional. Muitos dizem que a razão é que o equipamento é caro.

Mas o que me intriga é que eles saem da revenda e vão direto a uma loja gastar uma grana preta para colocar uma roda de liga maneira ou um potente som bate-estaca.

No entanto, se há o problema do desprezo que nós, brasileiros em geral, temos pelo airbag, precisamos reconhecer que a culpa não é só nossa. Afinal, muitos estariam até dispostos a pagar mais para levar o airbag. Só que aí vem outro culpado: as montadoras. Segundo outro estudo do mesmo Cesvi, 60% dos modelos vendidos no Brasil não oferecem o equipamento nem como opcional.

E quem quiser tentar comprar a bolsa salvadora como opcional às vezes esbarra no seu preço alto demais ou tem de encarar um pacotão em que o airbag vem junto com roda de liga leve e bancos de couro. Aí é dureza, né?

Mas às vezes há uma luz no fim do túnel. Vale fazer justiça à Fiat, que há um bom tempo tem oferecido o equipamento junto com o ABS para boa parte da sua linha. Podemos lembrar que a Renault foi pioneira nessa área, ao vender seus Clio com airbag de série - apesar de depois a montadora começar a depenar seus carros, e o airbag ser o primeiro a morrer. E agora vem o Gol, o automóvel mais vendido do Brasil, que dispõe de airbag duplo, vendido à parte, para qualquer versão por 2.200 reais. 

Que outros sigam esses exemplos.

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Sat, 09 Aug 2008 13:43:54 -0300
O novo Focus vem aí http://quatrorodas.abril.com.br/blog/zeca/98019_p.shtml O meu vizinho Asdrúbal soube que em agosto será lançado o novo Focus. Quem já viu o carro (clique aqui para ver a avaliação que fizemos na Europa na edição de maio) sabe como a nova geração será totalmente diferente, tanto em forma como em conteúdo. Ele me perguntou se valia a pena comprar um Focus atual, que tem uma boa relação custo-benefício, mas que poderia desvalorizar muito e fazê-lo perder dinheiro.

Expliquei a ele que mesmo para quem compra carro de olho na revenda o Focus antigo ainda é um bom negócio. Por duas razões. 1) O modelo atual não sai de linha. Ele continuará à venda, como uma versão de entrada. 2) O novo Focus chegará ao mercado muito mais caro que o atual. Sua missão será brigar com Corolla, Civic e Vectra GT (ele será vendido nas versões hatch e sedã), enquanto o modelo mais antigo cuidará de roubar clientes de Polo e Astra.

Pelo o que eu ouvi falar por aí, esse lançamento deve mexer bastante nesse segmento de sedãs médios, que tem bombado no último ano. O Asdrúbal quer apostar comigo que isso pode alterar a liderança desse mercado. Não acho que o novo Focus tenha poder para tanto, mas na dúvida resolvi recusar a aposta.

E o que você acha?

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Fri, 01 Aug 2008 20:24:01 -0300
Nem todo mundo sabe usar freios ABS http://quatrorodas.abril.com.br/blog/zeca/97603_p.shtml Eu estava editando um texto sobre equipamentos que valorizam o veículo na revenda quando encontro uma informação que me deixou boquiaberto. Um lojista estava dizendo que carros mais populares com freios ABS às vezes têm preço menor do que o mesmo modelo com freios comuns. E sabe por quê? Porque alguns motoristas, por não saber usar esse equipamento, acham que o carro com ABS não consegue frear direito.

É um absurdo isso. Para mim, o ABS até mais importante do que o airbag, já que podem lhe tirar de uma enrascada numa situação em que até um piloto profissional pode ter problemas. Experimente uma freada de emergência na chuva e você entenderá o que eu estou dizendo.

Na verdade, usar o ABS é até mais fácil do que o sistema convencional. A regra é simples: pise com força e não tire pé. Só isso. Num carro com freios comuns, se fizer isso, as rodas vão travar e você deixa de ser o condutor e vira passageiro: o carro vai seguir em frente. No ABS, mesmo com o pé no fundo, você mantém o controle, podendo desviar de um buraco ou de um acidente, enquanto o veículo vai desacelerando.

O problema do ABS é que, enquanto o motorista está pisando no freio, o pedal fica pulsando de volta no seu pé, o que pode causar um estranhamento no começo. E é aí que muita gente tira o pé e pára de frear. Mas nunca alivie, é só continuar pisando que tudo vai dar certo.

Mais uma informação: nem sempre o ABS reduz o espaço de frenagem. Se isso é sempre verdade em piso molhado, no seco essa distância pode ser maior. Porém a diferença é que o motorista mantém sempre o controle, podendo sair da frente de um obstáculo, algo impossível de ser feito se as rodas estiverem travadas.

Se ainda não está convencido de que vale a pena comprar um carro com ABS, mesmo que custe um pouco mais caro, veja um vídeo feito pelo nosso editor Paulo Campo Grande mostrando como ele pode salvar sua vida.

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Wed, 30 Jul 2008 20:59:45 -0300
Trocaram mesmo as peças do seu carro? http://quatrorodas.abril.com.br/blog/zeca/97062_p.shtml Na semana passada, nossa repórter Simone Tobias foi a uma concessionária Peugeot para pegar seu carro, que passara por uma revisão programada. Ao conferir a lista de serviços, notou uma troca do filtro do ar-condicionado. Desconfiada, pediu para ficar com a peça substituída. E não é que depois de conversa pra lá e pra cá o funcionário confessou que o filtro não havia sido trocado?

Esse é um problema antigo e ocorre não somente em autorizadas, mas principalmente em oficinas particulares. Eu sei que muita gente vai ficar indignada por isso acontecer justamente num local que teoricamente deveria ser um porto seguro para os donos de Peugeot, mas não tem jeito. Quando se fala em serviços, temos de ficar sempre desconfiados.

Se a oficina não é de extrema confiança, exija sempre para ficar com a peça que foi substituída. Esse é um direito seu. Você paga para que o mecânico instale uma peça nova, não para ficar com a antiga, a não ser que isso seja combinado previamente. E nesse caso vale pedir desconto.

No entanto, mesmo assim há o risco de o mecânico dar a você uma peça usada que veio de outro carro e não do seu. Para evitar isso, a solução é pedir para ver o novo componente instalado no seu veículo. Ou, se o serviço não for muito demorado, caso de uma troca de óleo ou de velas, acompanhe de perto a execução do trabalho.

E você? Já passou por um problema semelhante?

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Mon, 28 Jul 2008 19:30:17 -0300
Novo Gol aumenta a vantagem sobre o Palio http://quatrorodas.abril.com.br/blog/zeca/96724_p.shtml Vou pedir licença para reproduzir uma informação interessante que eu vi na comunidade da QUATRO RODAS no Orkut, postada pelo leitor Vitor. Ainda não fechou o primeiro mês de vendas do novo Gol, mas já temos os números da primeira quinzena. É claro que ele continua líder, mas a novidade é que as vendas tiveram um grande salto, ampliando ainda mais a diferença entre o hatch da VW e o Palio.

Nos primeiros 15 dias de julho, a linha Gol somou 14.045 unidades, contra 10.078 da linha Palio, uma diferença de quase 4.000 carros. Acompanhando os meses anteriores descobrimos que o modelo da VW vinha com uma vantagem média menor do que 3.000 carros neste ano. Se compararmos junho com julho, o aumento da vantagem saltou de 1.303 para 3.967 unidades. Veja as vendas mês a mês:

1.a quinzena de julho
Gol: 14.045
Palio: 10.078
Diferença: 3.967

1.a quinzena de junho
Gol: 11.267
Palio: 9.964
Diferença: 1.303

1.a quinzena de maio
Gol: 10.734
Palio: 9.375
Diferença: 1.359

1.a quinzena de abril
Gol: 12.181
Palio: 9.980
Diferença: 2.201

1.a quinzena de março
Gol: 12.022
Palio: 9.085
Diferença: 2.937

1.a quinzena de fevereiro
Gol: 10.744
Palio: 9.042
Diferença: 1.702

1.a quinzena de janeiro
Gol: 10.308
Palio: 7.070
Diferença: 3.238

Vale lembrar ainda que nesse período a produção na linha de montagem não estava a todo vapor, as campanhas de publicidade não se tornaram tão onipresentes como mais tarde e o boca-a-boca ainda não tinha empurrado os interessados para os test-drives. Meu palpite? Que essa vantagem do Gol vai aumentar e que a Fiat vai ter de se mexer logo para combatê-lo.

E você, o que acha?

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Fri, 25 Jul 2008 21:36:54 -0300
Palio que vende mesmo é o antigo http://quatrorodas.abril.com.br/blog/zeca/96383_p.shtml Quando eu digo que o novo Palio – apresentado em março de 2007 –  não emplacou, logo ouço reclamações. Afinal, as vendas do modelo não caíram em relação aos números de antes do lançamento. É verdade. Mas alguém aí sabe exatamente quanto desses números registrados no ranking de vendas é mesmo do Palio novo? (clique aqui para ver o ranking mês a mês)

Numa reportagem recente na revista fizemos o levantamento desses números: entre janeiro e maio de 2008, o modelo de cara nova representou 31% da linha Palio, enquanto o Fire (frente antiga) totalizou 69% das vendas. Desses 31%, 18% é do ELX 1.4, 11% do ELX 1.0 e 2% do 1.8R.

Ah, mas você vai me dizer que o Palio Fire vende muito porque é carro de frotista, que o comprador comum prefere mesmo o Palio novo? Nada disso. No Fire, 68% das vendas são para particulares, segundo dados da própria Fiat.

Ou seja, o povo gosta mais do Fire que do novo Palio. Será que isso é só por causa da diferença de preço (28.200 reais no Fire 1.0 contra 31.640 reais no ELX 1.0)?

O que você acha?

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Thu, 24 Jul 2008 12:35:35 -0300
Seguro: o golpe da franquia http://quatrorodas.abril.com.br/blog/zeca/96268_p.shtml Uma amiga minha estava parada num sinal à noite e, de repente, alguém bateu forte atrás. Um estrago bem feio. O Clio Sedan dela virou um hatch. E adivinhe: quem bateu nela não tinha seguro.

Diante desse problema, o culpado propôs um acordo: ele pagaria a franquia, mas minha amiga diria que a causadora do acidente fugiu. Na falta de hipótese melhor, ela deve aceitar a situação. Mas eu avisei: isso é fraude e ela pode se dar mal.

As seguradoras calculam que 20% das indenizações pagas têm algum tipo de irregularidade. Por isso elas têm equipes de investigadores que se dedicam a descobrir como o acidente ocorreu e de quem foi a culpa. Se durante a investigação a companhia descobrir que o segurado mentiu, coitado dele. Em teoria poderia ser até processado judicialmente. Mas na prática o que acontece é a seguradora não pagar e deixá-lo com o prejuízo na mão.

Algumas fontes do setor dizem ainda que essas pessoas podem entrar para uma lista negra de fraudadores de seguro, o que obviamente é negado pelas seguradoras.

Não bastasse esse dilema, ainda sobrou outro problema na mão dela: como vai acionar o seguro e pagar a franquia, minha amiga perderá o desconto referente aos bônus acumulados. Um prejuízo duplo.

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Wed, 23 Jul 2008 17:52:58 -0300
Os culpados do ágio http://quatrorodas.abril.com.br/blog/zeca/95881_p.shtml Já perdi as conta de quantas mensagens eu recebo de gente reclamando do ágio. A maioria adora demonizar as montadoras, acusando-as de lucrar com o sobrepreço. Acho que é hora de tirar algumas dúvidas que surgem aqui na minha caixa postal sobre o tema:

1) O preço de tabela é um preço sugerido pela fábrica. Isso quer dizer que a concessionária não é obrigada a seguir esse preço. Ela pode cobrar mais ou menos - e neste caso ela pratica o desconto, que tanto adoramos. É como a venda de um aparelho de som. O fabricante sugere um bom preço à loja, já incluindo a margem de lucro do revendedor. A loja trabalha com suas margens como quiser. Portanto, ágio não é algo ilegal ou proibido. Ele só faz parte dos mecanismos do mercado.

2) O ágio não vai para o bolso da montadora. Essa diferença de preço fica na mão da concessionária. É por isso que as autorizadas aproveitam a chegada de um lançamento muito esperado, como é o caso do novo Gol, para cobrar acima do preço de tabela logo no início. Quando a produção é pequena e a procura muito alta, ocorre o fenômeno do Civic, cujo ágio dura há mais de dois anos.

3) Em geral o ágio é o preço que se paga pela pronta entrega. Há casos em que o comprador pergunta o valor do carro e a concessionária diz que está sendo vendido por 1.000 reais acima da tabela. Porém, quando você conversa com o vendedor mais um pouco, acaba descobrindo que, se encomendar seu modelo e esperar 30 ou 60 dias, ele vai chegar a sua garagem pelo preço de tabela.

4) É difícil para a montadora proibir a prática do ágio. Ela faz parte do mercado. Cada revenda tem uma política para isso. Até mesmo dentro de uma mesma loja, cada vendedor pode trabalhar com esse sobrepreço de maneiras diferentes. Recentemente, um amigo meu comprou um novo Ka, que está com fila de espera de mais de 45 dias. Mas como um cliente tinha acabado de desistir de um Ka que já tinha chegado ao pátio, o vendedor ofereceu esse carro ao meu amigo. Sem ágio ou fila de espera.

5) Não depende da fábrica coibir o ágio, e sim do consumidor. O carro só é vendido acima da tabela por alguém concorda em pagar mais caro. A culpa é sua, minha, nossa. Depende do consumidor bater de porta em porta atrás do melhor preço. E, se não achar um bom preço, tem o dever de esperar o mercado normalizar. Ou então escolher um carro de outra marca.

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Mon, 21 Jul 2008 22:21:38 -0300
Catalisador vencido? Você está perdendo dinheiro http://quatrorodas.abril.com.br/blog/zeca/93840_p.shtml Na hora de fazer a revisão, o motorista sabe que precisa trocar óleo, filtros, velas ou correia. Mas pergunte como está o catalisador e é provável que ele nem saiba que essa peça precisa ser substituída.

O catalisador é mais importante do que parece. Criado para reduzir as emissões de poluentes, ele é composto principalmente por uma peça de cerâmica que funciona como um filtro dos gases que vem do motor. Se o catalisador já foi para o espaço, é porque seu carro está poluindo mais do que deveria.

Nesse caso, você acha que só o meio ambiente é que está perdendo? Que nada. Seu bolso também. Num carro novo, essa peça deve durar 80.000 km, enquanto os catalisadores do mercado de reposição devem resistir no mínimo por 40.000 km.

Quando a cerâmica interna deixa de cumprir sua função, não somente as emissões aumentam como o consumo cresce em até 10%. Ou seja, é dinheiro que você está literalmente queimado.

Se você roda 20.000 km por ano e seu carro faz em média 10 km/l, com o catalisador vendido ele pode cair para 9 km/h, o que daria uns 550 reais de gasolina jogados fora todo ano. Sem falar da poluição desnecessária. E sabe quanto custa a peça de reposição? Algo entre 350 e 400 reais nos carros mais baratos.

Na loja, tome cuidado para que não lhe vendam um catalisador falso. Peça para ver a caixa e acompanhe a troca. Na dúvida, bata na carcaça metálica. Se ouvir um som meio oco e prolongado, é porque ele não tem a cerâmica interna. O original faz um som mais seco e curto.

Além da quilometragem, outra maneira de descobrir se a peça está em ordem é passar o motor por um analisador de gases, que existe em algumas oficinas topo-de-linha ou em postos de vistoria.

O meio ambiente agradece.

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Tue, 08 Jul 2008 12:21:12 -0300
O seguro do novo Gol baixou? Acho que não http://quatrorodas.abril.com.br/blog/zeca/93499_p.shtml A Volkswagen fez mudanças no novo Gol para conseguir baixar o seguro. E até mostrou números que comprovariam isso. Dependendo da seguradora, o valor da apólice variava de 1.411 a 2.037 reais, enquanto um Palio ficaria entre 1.533 e 2.595 reais. O perfil? Ninguém contou.

Como jornalista é um bicho chato, resolvemos conferir com cotações um pouquinho mais imparciais. E não é que descobrimos uma coisa interessante? Segundo a corretora Nova Feabri, usando o perfil de um homem casado, 30 anos, morador de São Paulo, o seguro de um Gol City 1.0 (G4) fica em 2.987 reais. E sabe quanto custa no novo Gol 1.0? Sai por 2.839 reais.

Mas não podemos desconsiderar a hipótese de que no futuro esses preços possam baixar. Afinal, para as seguradoras, esse carro é totalmente novo, mas ainda é um Gol. Ou seja, um carro que vende muito e tem fama de amado pelos ladrões.

Nenhuma delas sabe quanto do novo modelo será roubado. Portanto não querem se arriscar e sair na frente baixando seus preços. Pode ser que depois de um tempo elas vejam as estatísticas e cheguem à conclusão de que ele é mais difícil de ser roubado. Mas pode demorar alguns meses até lá.

No entanto não podemos acusar a VW de não ter feito a lição de casa. As travas das portas foram reforçadas, o imobilizador de ignição é mais avançado (e difícil de ser violado) e quase todas as peças são novas, o que o tornaria menos atraente para os desmanches.

Só o tempo dirá se isso funcionou.

]]> Fri, 04 Jul 2008 20:10:21 -0300 O risco dos opcionais do novo Gol http://quatrorodas.abril.com.br/blog/zeca/93072_p.shtml Até o meu vizinho Asdrúbal foi a uma concessionária VW para ver como ficou o novo Gol. Além de ter gostado do carro, ele ficou empolgado com uma novidade: a enorme variedade de opcionais. Em vez de grandes pacotes caros amarrando diversos equipamentos, a Volks optou por oferecer o Gol em apenas três versões (básico, Trend e Power) e deixar o consumidor escolher os opcionais um a um ou em pequenos pacotes, chamados de módulos, que reúnem itens afins, como vidros elétricos combinados à trava central.

Sem dúvida, há um grande avanço aí. Quem entrou numa autorizada GM sabe do que estou falando, pois era comum o vendedor dizer que para levar um rádio original de fábrica o interessado tinha de comprar um pacotão de 7.000 reais, que trazia a reboque banco de couros e rodas de liga leve.

No entanto, é preciso ter cuidado ao montar seu Gol. Tenha em mente que, com exceção do ar-condicionado, nenhum outro opcional valoriza de fato o carro na hora da revenda. O dinheiro que você gastou dificilmente vai retornar. Você vai colocar roda de liga, vidro elétrico e ajuste de volante, mas ao passá-lo para frente ele custará praticamente o mesmo que um Gol sem esses equipamentos.

Uma saída para minimizar esse problema é investir nas versões Trend e Power, que trazem vários desses equipamentos numa configuração que vem de série. Em vez de escolher um 1.0 básico e colocar um opcional como roda aro 14, prefira o 1.0 Trend, que custa só 1.000 reais a mais e trará a mesma roda aro 14, mais chave canivete e outros detalhes. Lembre-se de que, no futuro, o preço do tabela de um 1.0 básico usado com ou sem opcionais será o mesmo.

Outro tentação perigosa é juntar opcionais caros, mas deixar de lado itens mais comuns, como direção hidráulica ou ar-condicionado. No mercado de usados, um Gol com airbag, ABS e rádio original terá pouca procura se não trouxer direção e ar.

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Wed, 02 Jul 2008 15:05:57 -0300
Preços do Gol, parte 2 http://quatrorodas.abril.com.br/blog/zeca/92438_p.shtml Quem leu ontem sobre a notícia do preço do novo Gol que rolava pela web deve ter tomado um susto com valores tão altos. As informações vieram de um site que seria da autorizada Itavox (clique aqui para ver).

Hoje o mesmo site já tinha valores diferentes, reajustados para baixo. Mas calma aí. Como já disse, nem os preços de ontem nem os de hoje são oficiais. Ainda temos de aguardar a tabela oficial da Volkswagen para fazer qualquer tipo de comparação entre o Gol G5 e outros modelos do mercado. No entanto, se os preços que estão no site forem mesmo os reais, já dá para adiantar que o novo Gol dará trabalho à concorrência.

O carro mais barato dessa lista é um 1.0 VHT branco por R$ 29.880 (tabela de fábrica) ou 29.282 (preço da rede Itavema). É um número para botar medo até em Palio Fire 1.0 (aquele com cara da geração antiga), que custa R$ 28.200 reais. E é mais barato que o Palio ELX 1.0 5 portas (cara nova), a R$ 31.640.

A versão 1.6, ainda segundo esse site, também baixou. Equipado com os opcionais lavador/limpador traseiro e console central, está saindo por R$ 34.655 (tabela fábrica) ou R$ 33.297 (preço Itavema). É no nível de um Palio ELX 1.4, vendido a R$ 33.460.

Comparando com os números de ontem, os preços estão uns R$ 4.000 mais baixos. Mas não custa lembrar de novo: esses não são preços oficiais. É apenas uma tabela que está num site qualquer na internet. Tabela da Volkswagen mesmo, só na segunda-feira. Portanto, vamos esperar o fim de semana passar antes de fazer a comparação que tanto queremos.

Quem quiser fazer suas apostas fique à vontade para comentar aqui.

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Fri, 27 Jun 2008 12:21:34 -0300
O novo Gol ficou caro? http://quatrorodas.abril.com.br/blog/zeca/92351_p.shtml Como eu disse no post anterior, a Volks só vai divulgar o preço oficial do novo Gol neste fim de semana. Mas já vazaram na internet informações sobre possíveis valores cobrados por concessionárias. Segundo o site que seria da autorizada Itavox, o G5 ficou caro.

De acordo com o site de uma concessionária, o Gol mais barato seria um 1.0 VHT a R$ 34.346. E o que vem nele? Desembaçador e limpador traseiro, além de porta-objetos e tecido nas portas. Por esse preço dá para comprar um Palio 1.4 ELX (R$ 33.460) ou até um Corsa Sedan 1.4 básico (R$ 34.700).

Coloque mais R$ 5.000 nesse preço e você leva para casa um Punto 1.4 com direção hidráulica, trava e vidros elétricos. No final das contas, o novo Gol com motor de 1 litro ficou mais caro que um Fox 1.0 5 portas, que sai por R$ 32.570.

Na versão 1.6, a situação não é melhor. Segundo o mesmo site, o Gol 1.6 VHT com limpador/lavador traseiro e console central é vendido a R$ 37.101. É bem mais salgado que um Renault Sandero 1.6 básico (R$ 32.690) e um pouco acima de um Fiesta Hatch 1.6 (R$ 35.900).

E como fica a briga dentro de casa? Um Polo 1.6 está na tabela a R$ 42.310, e ele já traz ar-condicionado e direção hidráulica. Um Gol 1.6 equivalente custaria quase o mesmo: R$ 42.116.

E vamos lembrar de um coisa: com exceção do novo Gol, todos os outros modelos já estão no mercado faz um bom tempo. Portanto, há uma boa chance de o comprador conseguir um descontinho na hora da negociação.

Veja esses e outros preços no suposto link da Itavox, clicando aqui.

Sendo assim, fica mais difícil para o Gol roubar as vendas do Polo e talvez até do Fox. Porém temos que esperar a divulgação oficial dos preços e ver como o mercado se comporta.

E você, compraria um Gol por esses preços? Ou teria outra escolha? Conte pra gente aqui.

]]> Thu, 26 Jun 2008 19:06:35 -0300 Não compre Fox ou Polo sem ver o novo Gol http://quatrorodas.abril.com.br/blog/zeca/92276_p.shtml A Volkswagen prometeu que vai divulgar neste fim de semana os preços do novo Gol. Eu vi o carro de perto e posso dizer: ele está muito melhor do que era. Mais bonito, ganhou espaço interno e recebeu alguns toques de modernidade e praticidade que vão agradar ao público.

A evolução foi tão considerável que Fox e Polo devem sofrer com esse fogo amigo. Claro que isso depende da nova tabela oficial de preços, que vai definir o futuro desses dois primos da família VW.

No caso do Fox, a Volks já trabalha com a hipótese de tirar de linha a versão 1.0, a mais atingida pela chegada do novo Gol. E mesmo o 1.6 pode apanhar, considerando que um Gol 1.6 mais equipado será um concorrente duro. Apesar de que, neste duelo, estamos falando de propostas diferentes. O Fox tem design no estilo minivan, posição de dirigir mais alta e destaque para o espaço interno. Mas a própria Volks diz que esse é um risco calculado.

Do outro lado, há o Polo. Basta uma olhada rápida no novo Gol e ficará evidente que este ganhou sofisticação. Acabamento mais bem cuidado, encaixe de peças mais preciso do que no próprio Polo, carroceria com maior rigidez, comandos mais macios e mimos como computador de bordo no qual você programa as revisões ou indicador de desgaste do disco de freio. E é bom lembrar que, no quesito espaço, os dois modelos são quase iguais, assim como no motor.

Claro que o Polo é mais caro, mas não podemos esquecer que ele já vem bem recheado. Se você pensa em comprar um Polo, veja antes quanto custará um Gol G5 com o nível equivalente de equipamentos. É capaz de você se surpreender.

Sinto cheiro de problema para Fox e Polo. E você, o que acha?

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Thu, 26 Jun 2008 14:37:36 -0300
O Honda Fit vai mudar. Espere um pouco http://quatrorodas.abril.com.br/blog/zeca/92111_p.shtml Pergunta: Estou interessado em comprar o Honda Fit, mas como ele muda no final do ano gostaria de saber se é interessante comprá-lo. - Rafael Batistella Candiotto

Rafael, esse modelo vai sofrer uma boa reestilização por volta de outubro. Sim, no Salão do Automóvel (30 de outubro a 9 de novembro) você já poderá ver o novo carro ao vivo. Enquanto isso, a tendência do atual Fit é ter descontos cada vez maiores. Significa que este não é momento ideal para comprá-lo.

Você tem duas opções. A primeira seria esperar a versão 2009 e levar para casa um Fit mais moderno. Só que neste caso há uma boa chance de ele ter o preço de tabela levemente maior. Para saber o que muda e como anda esse novo Honda, clique aqui para ver a avaliação que fizemos no Japão.

No entanto, se você está pensando em economizar e não se importa em ter a versão antiga, que já é um bom carro, recomendo a você esperar um pouco mais. Quando a notícia da chegada do novo Fit já estiver na boca do povo, os descontos estarão maiores do que agora. E aí você terá mais poder de barganha. Boa compra.

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Wed, 25 Jun 2008 13:24:26 -0300
Fuja do combustível adulterado http://quatrorodas.abril.com.br/blog/zeca/92034_p.shtml Eu ouvi no rádio hoje que a ANP (Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis) estava fazendo uma blitz em postos aqui de São Paulo, após receber denúncias de consumidores sobre problemas de qualidade em gasolina ou álcool. Pensei, então, em fazer hoje um post sobre como escapar do combustível adulterado.

Antes das dicas, queria comentar a notícia acima. Percebeu que a ANP só foi verificar esses postos porque alguém denunciou? Portanto, assim que você abastecer em algum lugar e desconfiar de adulteração, denuncie ligando para a ANP (0800-970-0267). Às vezes a gente reclama, xinga e simplesmente vai para outro posto. Não deixe que mais alguém caia nessa mesma armadilha. Denuncie. E só custa um telefonema.

Agora vamos às dicas:

1) Consulte o site da ANP e veja se o posto suspeito está na relação dos que já foram autuados por problema de qualidade de combustível. Clique aqui para ver a lista completa

2) É óbvio, mas funciona: vá sempre ao mesmo posto. Se houver adulteração, você vai perceber na hora. Poderá reclamar, fazer uma denúncia à ANP e trocar de lugar. Mas não se esqueça de guardar sempre a nota fiscal para ter um comprovante de que encheu o tanque por lá recentemente.

3) Se tiver que abastecer em algum lugar desconhecido, coloque só o necessário para poder voltar ao seu posto de confiança. Assim, se o combustível estiver batizado, seu motor vai sofrer menos.

4) Se o carro começar a falhar devido a gasolina possivelmente batizada, vá a um posto confiável e encha o tanque. Dessa maneira, você vai diluir a gasolina ruim com a boa e poupar um pouco mais o motor.

5) Desconfie de preço baixo demais. Os postos trabalham com margens de lucro muito apertadas. Se o produto está muito barato, não há milagres. Ou há sonegação ou adulteração. Ou os dois.

6) Prefira postos que têm programas de monitoramento de qualidade das grandes bandeiras. Mas saiba que isso não uma garantia total contra fraude. Segundo a ANP, esses programas não atestam que o combustível não está batizado. Apenas confirmam sua origem. Portanto, não impede que a falsificação ocorra no posto. Mas que ajuda, ajuda.

7) Em caso de dúvida de gasolina batizada, você pode pedir para o posto fazer o teste da proveta, que é obrigatório por lei. O teste verifica se há excesso de álcool na gasolina. Veja como é feito o teste clicando nesta página do site da ANP.

8) Dê preferência à gasolina aditivada. Ela costuma ser menos adulterada por ser mais cara. Além disso, ainda ajuda a limpar seu motor.

E você? Teve alguma experiência ruim com combustível adulterado? Tem alguma dica pra ajudar a gente? Colabore com todos aqui e deixe seu comentário.

]]> Tue, 24 Jun 2008 20:09:55 -0300 Um cuidado simples para o pneu durar mais http://quatrorodas.abril.com.br/blog/zeca/91338_p.shtml Recentemente conversamos aqui sobre como aumentar a vida útil do pneu, inclusive recebendo relatos de vários internautas (clique aqui para ler o post e os depoimentos). No meio da discussão me lembrei de um cuidado simples que não foi abordado na época.

Muita gente leva o carro para fazer balanceamento e alinhamento (uma boa média é a cada 10.000 km), mas esquece de um detalhe. Na maioria dos centros automotivos ou lojas especializadas, quase sempre se ganha o direito de poder voltar durante os próximos seis ou oito meses para refazer o serviço, se for necessário. É grátis e faz uma enorme diferença, para o carro e o bolso.

É comum o motorista chegar à loja, alinhar e balancear e depois ir embora sem saber que tem esse direito. Ou às vezes até avisam, mas ele acaba esquecendo. Não faça isso. Aproveite essa “cortesia”, afinal indiretamente você está pagando. E o melhor é que geralmente você pode retornar mais de uma vez, caso tenha pegado um buraco ou simplesmente percebido que há algo estranho. Assim seu pneu terá vida longa e seu carro vai rodar com mais conforto e segurança.

Portanto, da próxima vez que for a um centro automotivo, pergunte qual é o prazo de garantia e se refazem o serviço gratuitamente. Se ouvir um "não", procure outra loja. Aprenda a valorizar seu bolso e economize – dinheiro e borracha. Para quem não sabe, o serviço completo custa aqui em São Paulo entre R$ 70 e R$ 90, na média.

Mas atenção: tome cuidado com a empurroteraria. São desses locais que eu ouço mais reclamações. O carro costuma entrar funcionando bem e, logo depois, um funcionário diz que precisa trocar amortecedor, escapamento, bucha ou sabe lá Deus o que mais.

Na dúvida, pergunte quanto vai custar e recuse. Depois vá a um mecânico de confiança e faça um orçamento.

Agora conte pra gente: esse tipo de problema já aconteceu com você? Deixe aqui sua experiência.

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Fri, 20 Jun 2008 18:57:59 -0300
Quando comprar um carro que vai sair de linha? http://quatrorodas.abril.com.br/blog/zeca/91023_p.shtml Um amigo meu viu um anúncio de um perua Peugeot 206 SW e ficou tentado a comprá-la, pois estava com 3.000 reais de desconto, devido à chegada da 207. Isso traz à tona uma velha discussão: vale a pena comprar um carro que está saindo de linha quando o novo já está batendo à porta?

Vale sim, gente, desde que o desconto compense a desvalorização maior que a geração antiga vai enfrentar. Para os modelos que atuam no segmento de entrada, como Palio, Gol e o próprio Peugeot 206 (no caso, o hatch), um desconto de 5% já começa a valer a pena.

Se o escolhido for um modelo mais caro (como o Fit, que muda no fim do ano), a relação custo-benefício começa a ficar interessante a partir dos 10%.

O segredo é estar atento à data exata da chegada da nova linha. Se você vai ficar mesmo com o modelo antigo, deixe para comprá-lo o mais perto possível do futuro lançamento. Quando a linha renovada está para desembarcar na loja, os vendedores se preparam para zerar os estoques, para que no pátio não tenha que conviver lado a lado as duas gerações. Por isso, eles estão mais abertos a negociação – e a descontos maiores.

Mas esse jogo exige atenção, para que a compra não seja feita muito em cima da hora. Aí você corre o risco de a versão antiga já ter sido toda vendida.

Voltando ao meu amigo, o carro custava R$ 46.000 na tabela e era vendido a R$ 43.000. Um desconto de 6,5%, o que já valia a pena, pois a nova versão sofreu apenas uma pequena mudança estética na dianteira. Se fosse uma mudança radical, o desconto teria de ser maior.

Como a nova linha Peugeot 207 (hatch e perua) chega em agosto (talvez início do mês), recomendei a ele esperar mais um pouco para negociar um desconto maior ainda. Depois ele me conta se deu certo.

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Thu, 19 Jun 2008 16:57:47 -0300
O Corolla vai bem. E o Civic, melhor ainda http://quatrorodas.abril.com.br/blog/zeca/90428_p.shtml Já faz uns dois meses que o novo Corolla está nas lojas, o que permite avaliar seu comportamento no mercado. Segundo o ranking de maio, ele é o 15.o modelo mais vendido do país, com 3.867 unidades. É muito bom, considerando que a fábrica está na sua capacidade máxima e que há fila de espera de pelo menos 30 dias para esse sedã.

Sendo assim, é inegável que ele vai muito bem, obrigado. O curioso é que seu rival direto, o Honda Civic, vai melhor ainda: em maio foi o 10.o carro mais vendido do Brasil, com 5.305 unidades, o que o deixa à frente de modelos mais populares, como Fiesta (11.o) ou Prisma (12.o).

Tudo bem que o Civic tem a vantagem de ter sua produção ampliada recentemente com a criação de mais um turno de trabalho. Mas o fato é a atual geração do Civic, que está nas ruas há quase dois anos, ainda não perdeu o gostinho de novidade, já que ainda há fila e ágio nas revendas da Honda. Significa que o Civic, mesmo após a renovação do seu maior rival, continua sendo uma ótima compra do ponto de vista racional.

Outros números indicam que o Civic tem tudo para se manter na supremacia desse duelo particular: em 2006, o Corolla fechou o ano em 13.o lugar do ranking contra 17.o do Civic, então recém-chegado às lojas. Em 2007, o Honda saltou para 11.o e o Toyota (que estava para mudar) caiu para a 16.a posição. Agora, com os sedãs já reestilizados, está dando Civic com folga: 10.o contra 15.o (ou 23.o lugar se contarmos as vendas acumuladas no ano, e não apenas o mês de maio).

Assim, eu pergunto: será que o Corolla tem cacife para virar esse jogo?

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Tue, 17 Jun 2008 13:11:11 -0300
O primeiro chinês à venda. Vale a pena? http://quatrorodas.abril.com.br/blog/zeca/90003_p.shtml Já está nas lojas o primeiro automóvel chinês à venda no Brasil. Eu digo primeiro automóvel porque os modelos da também chinesa Chana estão mais para utilitários, que não interessa tanto pra gente com nós, que busca um carro para usar no dia-a-dia e viajar no fim de semana.

O modelo é a minivan M100, da Effa Motors (http://www.effamotors.com.br/), que chega com um convidativo preço de 22.980 reais e um pacote generoso de itens de série: ar-condicionado, vidros elétricos nas portas dianteiras, trava elétrica e rádio CD player. Só para ter um idéia, um Uno Mille custa 25.190 reais (versão 4 portas) e não traz nenhum desses equipamentos.

Analisando só isso, é uma compra muita tentadora. No entanto seu motor 1.0 tem só 47 cv. É fraco comparado aos 65 cv de um Mille, mas não faz feio se você não espera muito desempenho, como verificamos na avaliação que fizemos em agosto de 2007, quanto ele ainda se chamava Changhe Ideal (clique aqui para saber como ele anda). E seu acabamento interno é simples, mas honesto. Não faz jus à fama de baixa qualidade que está associada a produtos chineses em geral.

Porém, como sempre digo, carro não é televisão. O comprador tem de pensar como fica após a compra. O carro vai dar manutenção? Se quebrar, eu acho peça? A desvalorização é muito alta?

Se você está interessado nesse carro, vou dar algumas dicas. A primeira parte é fácil. Veja qual é a sua outra opção de compra e compare os dois veículos, especialmente preço e equipamentos. Na seqüência é hora de fazer um test-drive em ambos.

Depois vem a parte mais difícil, o pós-venda. A rede da Effa por enquanto está restrita a seis concessionárias na Grande São Paulo, o que já complica para quem mora em outra cidade ou que costuma viajar muito. Aproveite a hora para perguntar quais são os prazos de revisão e quanto custam as peças de maior giro. Pelo menos a garantia de fábrica de dois anos ajuda a dar um pouco mais de tranqüilidade.

Quanto à desvalorização, aí não tem jeito. Só o mercado vai definir isso. Afinal, esse é o risco de todo modelo que acaba de ser lançado.

Enquanto você pensa, escreva pra gente dizendo o achou do carro e se você compraria esse chinês.

IMPRESSÕES AO DIRIGIR - CHANGHE IDEAL

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Fri, 13 Jun 2008 13:33:08 -0300
Cuidados ao comprar um blindado usado http://quatrorodas.abril.com.br/blog/zeca/89765_p.shtml O internauta Humberto Luis acabou de comprar um carro blindado e pergunta se existe algum tipo de revisão específica ou se pode mandar retirar a blindagem.

Humberto, quase nunca compensa retirar a blindagem, pois o processo é caro e há uma grande chance de, após a remontagem, você ganhar um automóvel cheio de barulhos. Para quem vai comprar ou já comprou um blindado de segunda mão, o ideal é sempre pedir uma vistoria técnica, que pode ser feita em oficinas especializadas. Para encontrá-las, é só perguntar em lojas que vendem blindados.

Nessa vistoria, a empresa desmonta o veículo para descobrir que tipo de blindagem foi usado, se já houve reparos anteriores ou se toda a cabine está protegida. Sim, pois já ouvi relatos de blindadoras que às vezes não protegiam o teto ou os pontos de fixação do retrovisor. Soube até de gente que bateu o carro, mandou consertar a porta (que ficou sem a blindagem) e revendeu-o para outra pessoa, que não fazia idéia de que estava parcialmente desprotegido.

Se você já comprou um usado, faça a vistoria (que custa entre 800 e 1.000 reais), pois assim terá certeza do que tem em mãos. Se ainda não comprou, aceite uma dica: nesses casos, é comum o comprador fazer um acordo com a loja. Ele exige que o vendedor faça a vistoria técnica no carro que está vendendo. Se for aprovado, o interessado fecha o negócio e paga a vistoria. Se levar pau, o cliente desiste do negócio.

Mais algumas dicas para quem quer comprar um blindado usado:

1) O mais importante é checar os vidros. Veja se eles estão em ordem, se não há delaminação (formação de bolhas ou descolamento da película plástica que reveste a parte interna do vidro).

2) Cheque o ar-condicionado. Lembre-se de que, como você nunca deve abrir as janelas, é importante que o sistema esteja em ordem.

3) Teste os vidros elétricos. Com o excesso de peso do vidro, às vezes o equipamento não está funcionando corretamente.

4) Verifique se vidros, frisos e portas estão alinhados. Se a porta estiver raspando no batendo, por exemplo, pode ser um sinal de que o serviço foi mal feito ou de que o dono anterior não era cuidadoso.

5) Prefira automóveis mais novos, especialmente até 3 anos de uso. Quanto mais velho ele for, mais antiga é sua tecnologia e por mais tempo ele deve ter sofrido com o excesso de peso, que varia hoje em dia entre 100 a 160 kg, mas no passado não era raro alguns ganharem mais de 500 kg de blindagem.

6) Cuidado ao comprar veículos com vidros delaminados ou trincados. Mandar trocá-los é bem caro. Num modelo pequeno, eles custam mais de 8.000 reais. Antes da compra, veja se vale o risco e o custo. É por isso que alguns modelos com mais de 5 anos de uso (que costuma ser o limite máximo de garantia para os vidros) podem ser mais baratos do que o mesmo modelo sem blindagem alguma.

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Thu, 12 Jun 2008 16:32:51 -0300
Como fazer o pneu durar mais http://quatrorodas.abril.com.br/blog/zeca/89518_p.shtml Na semana passada, ao conversarmos aqui sobre dicas para descobrir se um carro teve a quilometragem adulterada (clique aqui para ler o post), surgiu a polêmica sobre o desgaste de pneus. Quando afirmei que, em média, um pneu dura de 50.000 km a 60.000 km, alguns internautas discordaram, alegando que não conseguiam passar de 35.000 km.

Assim como consumo de combustível, a durabilidade do pneu está diretamente ligada ao estilo de direção e à manutenção do veículo. Quem acompanha o teste de Longa Duração na revista sabe que nossos pneus têm durado essa média.

Claro que a marca e o modelo também interferem nessa conta. Pneus mais macios garantem mais conforto e aderência, mas necessariamente terão um desgaste mais rápido. Assim como pneus mais duros vão durar mais.

O segredo para eles terem vida longa é cuidar bem. Calibre-os no máximo a cada 15 dias, troque logo os amortecedores que já perderam a eficiência e mantenha em dia o alinhamento e o balanceamento – faça esse serviço cada 10.000 km, em média.

Quando um ou mais desses itens não estão em ordem, a banda de rodagem começa a se gastar de maneira irregular. E assim não tem jeito: você vai perder o pneu antes do tempo.

E o mais importante de tudo: não esqueça de fazer o rodízio, para garantir um desgaste uniforme e, aí sim, fazer com que eles cheguem aos tão almejados 60.000 km. Também vai ajudar sua maneira de dirigir: freadas bruscas, arrancadas fortes e curvas com o pneu cantando também desperdiçam borracha.

E você, quanto dura seu pneu? Diga qual é seu carro e a marca dos seus pneus e conte pra gente qual é o máximo que você consegue rodar sem precisa trocá-los.

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Wed, 11 Jun 2008 13:16:08 -0300
Sandero: mais que Punto ou Logan http://quatrorodas.abril.com.br/blog/zeca/89267_p.shtml Alguns amigos comentaram que não estão vendo muito Renault Sandero pelas ruas. Até me perguntaram se o carro chegou a emplacar. Disse para eles não se enganarem pelas aparências. O Sandero está vendendo - e muito. Só para ter uma idéia, hoje ele é o modelo mais vendido da Renault no Brasil.

Em abril, ele somou 4.413 carros, mais do que Fiat Punto (3.820), Toyota Corolla (3.867), Logan (3.604) e Ford EcoSport (3.578). Pelo que se diz no mercado, as boas vendas do Logan ajudaram a pavimentar o caminho para o Sandero, aumentando a confiança do público, já que os dois modelos compartilham a mesma plataforma e várias peças.

E quem está ganhando com isso é a Renault. Neste ano, ela é, por enquanto, a quinta marca que mais vende no país, com uma fatia de 4,38% do mercado. Está atrás de Fiat (25,02%), VW (21,93%) e GM 21,48%. Mas ganha de Honda (4,23%), Peugeot (3,13%) e Citroën (2,54%). Em 2007, a Renault havia fechado o ano em sétimo lugar, com 3,14% do mercado, atrás de Honda (3,66%), Peugeot (3,36%).

Se as coisas estão boas para Logan e Sandero, o mesmo não acontece com a linha Clio, que está definhando. O hatch, que no ano passado vendia em média 1.600 veículos por mês, em abril chegou a apenas 911 unidades.

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Mon, 09 Jun 2008 20:35:20 -0300
Vendas do EcoSport em queda http://quatrorodas.abril.com.br/blog/zeca/88963_p.shtml Um dia desses encontrei meu vizinho Asdrúbal e ele comentou: “Tô achando que o EcoSport já não é mais o mesmo. Parece que ele está vendendo menos depois que mudou o desenho. É verdade isso?”

Para responder à pergunta dele tive de recorrer aos números. E sabe o que descobri? Que sua queda nas vendas não é recente. Como o mercado tem crescido como um todo, o ideal é analisar o Eco em relação aos outros modelos.

Comecemos com 2005, quando ele fechou o ano em 9.o lugar do ranking (veja a lista dos mais vendidos de todos os anos aqui). Em 2007, ele caiu para a 12.a colocação e, neste ano, por enquanto está no 14.o lugar. Portanto esse movimento de queda já vinha de antes da sua reestilização, em outubro de 2007.

Nem de longe dá para dizer que as vendas do Eco são ruins, mas parece que ele já não empolga como antes. Talvez tenha passado o sabor de novidade que esse Ford tinha no início, quando criou o segmento dos aventureiros urbanos, em março de 2003. O curioso é que, enquanto o Eco (cujos preços variam de 56.300 a 67.200 reais) vai perdendo espaço, há um outro utilitário esportivo que só ganha mercado.

O Hyundai Tucson, que está numa categoria ligeiramente superior, tornou-se um sucesso de vendas: em 2006 ele nem figurava entre os 50 mais vendidos. Em 2007, estava em 46.o lugar e, neste ano, já atingiu a 34.a colocação. É surpreendente para um jipinho que custa a partir de 79.900 reais estar à frente de modelos como VW Parati (35.o lugar), VW Golf (41.o), Fiat Stilo (42.o) e Fiat Palio Weekend (43.o). Você não acha?

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Sat, 07 Jun 2008 21:07:14 -0300
Para baixar o consumo, reduza a rotação http://quatrorodas.abril.com.br/blog/zeca/88746_p.shtml Ao comentar um post sobre dicas de manutenção para baixar o consumo (leia aqui), o internauta Caio aproveitou o espaço para tirar uma dúvida: andar a 1.000 rpm no plano para economizar combustível não vai forçar demais o câmbio? Assim o carro não bebe mais?

Bem, rodar a 1.000 rpm parece tarefa quase impossível, mas não é. Em condições de trânsito urbano, raramente você vai conseguir acelerar muito. Calcula-se que a velocidade média numa cidade grande e congestionada não chega a 50 km/h em horário comercial.

Portanto, se você acelerar fundo e atingir os 80 km/h, em seguida terá de pisar forte no freio, pois logo à frente haverá um semáforo. E cada vez que você acelera e freia é combustível que se joga fora. O segredo está em tratar os pedais com carinho, suavidade mesmo. Quanto menos tocar no acelerador ou freio, mais se economiza.

Experimente em trechos planos manter o motor estabilizado por volta de 1.000 rpm. Você vai andar devagar sim, próximo dos 40 a 50 km/h, mas descobrirá que nas ruas cheias de carro isso dá e sobra. Assim, sua conta de gasolina pode baixar fácil algo entre 20% e 40%.

Respondendo ao Caio, isso também não danifica o câmbio, desde que não deixe o motor “pipocar”. Se a aceleração estiver uniforme, não haverá problemas para a transmissão e menos ainda para o consumo.

Ao descer uma ladeira, mantenha sempre o carro engatado. Dessa maneira, além de contar com o freio-motor, ainda economizará mais do que em ponto-morto, pois a injeção automaticamente corta o fornecimento de combustível (recurso chamado de cut-off).

Claro que ao descer uma rua íngreme, o giro vai passar longe dos 1.000 rpm. Só que aí entra o cut-off e você volta a economizar. Simples, não? Faça o teste e me diga. Quer aprender mais? O nosso editor Marcelo Moura dá essa e outras dicas no vídeo abaixo.

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Thu, 05 Jun 2008 18:45:28 -0300
Recall do Fox: se você não fizer, pode ser processado http://quatrorodas.abril.com.br/blog/zeca/88552_p.shtml Depois de muito enrolar, a Volks finalmente deu início ao recall da linha Fox (leia mais aqui). É uma pena que muito proprietário vá deixar esse conserto de lado, por falta da informação, por esquecimento ou por desleixo. Isso mesmo. Segundo as montadoras, 60% dos veículos NÃO comparecem ao recall, mesmo sendo gratuito.

Se esse for o seu caso, pense duas vezes, pois no futuro você pode ser processado por isso. Vamos a um exemplo: se vender seu Fox e o próximo dono se ferir durante o manuseio do banco traseiro porque você não atendeu ao recall, legalmente ele poderá acioná-lo na Justiça. O único problema é que ele terá de provar que você sabia do recall e optou por não fazê-lo. Como esse caso ganhou repercussão como nenhum outro, provavelmente ficará mais fácil levá-lo aos tribunais.

Aproveitando o assunto, vamos tirar as dúvidas mais comuns que nossos leitores têm sobre o tema:

- Não importa onde se comprou o carro. Qualquer concessionária da marca pode (e deve) atender seu caso.

- Mesmo fora da garantia, o recall deve ser grátis. Nunca pague pelo serviço.

- Pela lei, não há prazo máximo para a montadora atender ao recall. Mesmo que seja depois de 15 anos, o fabricante tem obrigação de reparar o defeito.

- Para saber se o carro que você comprou passou pelo conserto, vá a uma concessionária ou ligue para o 0800 da montadora. As fábricas não são obrigadas por lei a ter o registro de todos os recalls já realizados, mas na prática elas têm - até para manter o controle de estoque de peças e do custo do serviço. Porém não estranhe se houver confusão. Eu já soube de situações em que o proprietário teve de telefonar duas ou três vezes até descobrir se havia o registro de recall realizado no seu carro.

- Para checar outros casos de recall, clique aqui.

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Wed, 04 Jun 2008 15:34:47 -0300
Como descobrir a quilometragem adulterada http://quatrorodas.abril.com.br/blog/zeca/88325_p.shtml O internauta Luís Antônio pediu algumas dicas para reconhecer quando um carro teve a quilometragem adulterada. O segredo nesse caso é procurar por sinais que indiquem que um veículo está mais rodado do que diz o hodômetro. Então vamos lá:

1) VOLANTE, PEDAL E CÂMBIO: A regrinha mais manjada, e não menos eficiente, é verificar o desgaste das peças que estão sempre em contato com o motorista. Um automóvel com mais de 70.000 km já apresenta o pedal do freio mais gasto de um lado do que o outro. Volante e manopla do câmbio também costumam ficar lisinhos, pelo uso constante. Portanto, um não faz sentido um carro com 40.000 km apresentar esses sinais. Quanto maior esses desgastes, maior deve ser a quilometragem real. Mas atenção: volante e manopla de couro se desgastam mais rapidamente mesmo.

2) BANCO: dê uma bela olhada no banco do motorista. Se a borda esquerda do assento estiver esfolada, desconfie. O mesmo vale para o assento afundado demais. São indícios de que houve muito entra-e-sai, características de um carro que deve ter passado dos 80.000 km.

3) MANUAL DO PROPRIETÁRIO: hoje em dia não se vende um automóvel com menos de cinco anos sem o manual no porta-luvas. E aí pode estar o deslize de quem adulterou o hodômetro. Confira os carimbos das revisões e veja qual foi é a última quilometragem registrada. Se lá está marcado que ele passou pelo check-up dos 30.000 km, não faz sentido que dois anos depois só tenha 35.000 km. Ou pior: você pode descobrir que a quilometragem atual é menor do que a da última revisão. Se o dono de um carro de baixíssima quilometragem disser que perdeu o manual, caia fora.

4) PNEUS: se o veículo rodou muito ou pouco, os pneus vão contar para você. Numa média geral, um pneu dura cerca de 60.000 km. Se o veículo que você quer comprar tem 30.000 quilômetros rodados, os pneus têm de estar meia-vida. Se estiverem carecas, é porque rodaram muito mais. Se estiverem novos, é porque os antigos se desgastaram completamente e o dono teve de trocá-los.

5) HODÔMETRO DIGITAL: para quem não sabe, é a parte do quadro de instrumentos onde fica registrada a quilometragem. Engana-se quem acha que esse dispositivo é mais difícil de ser adulterado do que os antigos, do tipo analógico. Há mecânicos que mexem neles por cerca de 80 reais. Mas há uma maneira de detectar essa fraude. Leve o carro a uma oficina da rede autorizada e peça para passarem um scanner no módulo central. Esse equipamento vai mostrar para você qual é a quilometragem real.

Bem, essas são só as principais regrinhas. Se você tem suas dicas, por favor, coloque nos comentários abaixo e vamos compartilhar com os amigos do blog. Todo mundo só tem a ganhar.

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Tue, 03 Jun 2008 13:21:52 -0300
Pesquise seu usado no site das montadoras http://quatrorodas.abril.com.br/blog/zeca/87960_p.shtml Quando estou pensando em comprar um carro usado, não tenho dúvidas. Primeiro eu pesquiso na Internet - e às vezes só isso basta. É mais prático que consultar anúncio de jornal e mais eficiente que sair olhando de loja em loja. Mas, se antes isso era exclusividade das revendas independentes e de particulares, agora é cada vez mais comum encontrar um veículo de segunda mão em concessionárias.

A vantagem costuma ser a garantia e a procedência, já que uma rede de concessionárias costuma oferecer uma confiabilidade maior do que uma loja desconhecida. Outro ponto positivo é a grande oferta de seminovos. Afinal, é na autorizada que o comprador deixa seu usado para trocá-lo por um zero-quilômetro.

Se quiser saber mais, veja aqui a reportagem completa sobre o assunto, que publicamos na QUATRO RODAS em 2007.

Claro que a busca de usados nos sites das montadoras não exclui a tradicional procura nos sites especializados em oferecer veículos de particulares ou lojas, como www.webmotors.com.br e www.carsale.com.br, apenas para falar dos mais conhecidos. Na dúvida, faça as duas pesquisas. Quanto mais opções, mais fácil é achar o melhor negócio para seu bolso.

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Sat, 31 May 2008 13:19:59 -0300
Palio 2009: mudança na hora errada irrita http://quatrorodas.abril.com.br/blog/zeca/87802_p.shtml Ninguém espera que um automóvel tenha a mesma cara por dez anos. As renovações são necessárias para manter viva a indústria automobilística e o desejo pelo cheirinho de carro novo. Em geral um modelo leva cerca de dois ou três anos para receber uma leve reestilização. E três anos depois vem a reformulação mais profunda.

No entanto nada irrita mais o consumidor do que quando essas mudanças acontecem fora da média do mercado.

É o caso do face-lift que o Palio vai sofrer ainda este ano. Para combater o lançamento do novo Gol, a Fiat apresentará no segundo semestre o Palio 2009 com a mesma cara do atual Siena (leia a reportagem completa aqui). Só que quem comprou o hatch lançado em março de 2007 foi pego no contrapé, pois nunca esperava que ele mudaria no ano seguinte, desvalorizando-o acima da média.

Aliás, a Fiat tinha um hábito irritantemente freqüente de trocar os motores da sua linha. Em menos de dez anos, houve versões 1.0 (8V e 16V), 1.3, 1.4, 1.5, 1.6, 1.8 (8V e 16V), 2.0 (turbo e aspirado), 2.4... Ufa! Os mecânicos sempre reclamaram dessa característica da marca.

A mesma indignação aconteceu com quem adquiriu um Fit em fevereiro de 2006. Os compradores quase não acreditaram quando no mês seguinte a Honda mandou para as lojas a versão 2007. Para piorar, o Fit ganhou motor flex no mesmo ano.

Outra surpresa negativa foi na apresentação do antigo Nissan Sentra. O sedã desembarcou por aqui no fim de 2004, mas ele já estava marcado para morrer: a nova geração seria apresentada no Salão de Detroit em janeiro de 2006.

O segredo para não cair nessas armadilhas é a informação. Acompanhar revistas e sites especializados faz com que o consumidor não seja apanhado de surpresa. Assim, se você vai comprar um modelo que está para sair de linha, fará isso conscientemente e poderá exigir o devido desconto. Ou escolher o carro da concorrência.

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Thu, 29 May 2008 18:40:27 -0300
Quanto pagar pelo seu seguro? http://quatrorodas.abril.com.br/blog/zeca/87589_p.shtml Não gosto de usar o recurso fácil e óbvio de fazer propaganda de uma matéria da revista que está nas bancas. Mas se você vai contratar um novo seguro, não assine nada sem antes ler a QUATRO RODAS de junho. Nela há um guia completo com as dicas para aprender a economizar e ainda tirar um monte de dúvidas que normalmente os proprietários de carro têm sobre o tema e quase ninguém sabe responder.

Uma das reportagens mais interessantes é uma grande tabela com as cotações das principais seguradoras do país. Com ela você vai colocar lado a lado os valores, benefícios e serviços oferecidos por cada uma. Mas essa tabela damos de presente para nossos internautas. Basta clicar aqui para comparar na hora os preços de cada companhia. Assim você vai descobrir que o seguro de um Honda Civic varia de 1.699 reais (Liberty) a 6.569 reais (Porto Seguro). Se o escolhido for um VW Gol 1.0, o valor oscila entre 2.015 reais (Citibank) a 4.804 (Porto Seguro).

Humm, ficou curioso e quer mais? Que tal descobrir como as empresas calculam o valor da apólice? Então clique aqui para saber o que pesa mais na apólice. Você vai aprender que, na média, 10% do valor do seguro depende do endereço do motorista.

Bem, esse é só um tira-gosto do que tem no guia de seguros que está na QUATRO RODAS deste mês. Eu convido você a dar uma olhada numa revista na banca, folheá-la e conhecer as outras matérias. Faça antes um “test-drive” no guia e só leve se gostar. Assim como você faz com um carro zero na concessionária.

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Wed, 28 May 2008 17:12:22 -0300
Por que esconder o novo Gol é tão importante? http://quatrorodas.abril.com.br/blog/zeca/87301_p.shtml O Asdrúbal nunca entendeu por que as fábricas se esforçam tanto para esconder os modelos que elas estão desenvolvendo. Quando ele viu a QUATRO RODAS deste mês, com o novo Gol na capa, meu vizinho me perguntou: “Vale esse esforço todo? Não é um bom negócio para eles deixar o novo carro aparecer, para ganhar publicidade grátis?”.

Expliquei a ele que há três tipos de compradores. Há aqueles que não ligam para o mercado e simplesmente compram o que tiver um bom preço e lhe agrade. Há os que acompanham o mercado e estão atentos aos lançamentos, seja para brigar por um desconto no modelo velho ou para esperar o novo chegar. E tem um terceiro público, que é a maioria, que não sabe muito bem que está acontecendo, mas compra um zero-quilômetro preocupado com a hora da revenda.

É por causa desse tipo de consumidor que as montadoras fazem de tudo para esconder os boatos (e as imagens) de um futuro lançamento. Quanto mais longe dos olhos e ouvidos desse consumidor estiver a notícia, mas fácil é para as concessionárias vender o carro que está para sair de linha. Se todos sabem que ele vai mudar logo, os descontos têm de ser maiores para conseguir empurrá-lo para frente, senão ele simplesmente encalha na loja, pois o comprador vai esperar a chegada do novo.

É por essa razão que o novo Gol foi um dos segredos mais bem guardados da indústria. Assim, quando o comprador mais desavisado chegava à loja, o vendedor podia ter a cara-de-pau de dizer que o Gol ainda ia demorar para mudar. Mas, quando as fotos começam a aparecer nas revistas ou na internet, aí fica difícil de negar o óbvio – e de esvaziar os estoques.

Portanto, se há alguém que raramente tem a ganhar com a divulgação desses segredos é a montadora. E quem ganha é o consumidor, que tem uma arma a mais para batalhar um desconto na hora da compra.

Teimoso, o Asdrúbal ainda acha que isso é um bom negócio para as montadoras.

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Mon, 26 May 2008 21:27:10 -0300
Veja o equipado, compre o básico http://quatrorodas.abril.com.br/blog/zeca/86460_p.shtml Com a chegada da nova Palio Weekend, você reparou como só se falou da nova Adventure Locker e quase nada da Trekking? Durante o lançamento de um novo modelo é normal um fabricante ou importador mostrar a versão mais equipada. Só que aí pode se esconder um perigo para quem compra carro sempre de olho no valor de revenda.

Nem sempre a versão apresentada no lançamento é a versão que vai vender mais. Às vezes é a até a que não vai vender quase nada. Lembra quando lançaram o EcoSport 4WD, a versão 4x4? A Ford sabia muito bem que esse carro seria o patinho feio da linha. Mas eles precisavam tornar a imagem do Eco mais próxima à de um utilitário esportivo, já que ele estava identificado a um uso urbano demais. Nas pesquisas da Ford, o público do Eco dizia que, para ser um SUV, o carro precisava ter sistema 4x4. Lançaram então o 4WD e... virou um mico completo de mercado.

Portanto é sempre bom ficar atento ao modelo da foto de divulgação. Ele pode ser o mais bonito, mas pode não ser o melhor negócio. Antes da linha 2009, a Adventure representava 50% das vendas da perua. Só que agora surgiu uma outra versão, a Trekking, que está mais próxima da antiga Adventure, pois tem quase a mesma altura de suspensão e tipo de pneu, e é mais barata que a atual topo-de-linha Locker.

Como a suspensão antiga já estava de bom tamanho, acho que muito comprador da nova perua vai descobrir que não precisa de um carro tão alto como é a Locker, já que ela será pior no asfalto que a antecessora.

Sendo assim, não duvido nada que a Trekking se torne uma versão mais vendida que a Adventure Locker. Se você está na dúvida entre as duas, melhor esperar para ver qual delas o mercado vai escolher.

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Thu, 22 May 2008 02:01:45 -0300
Cuidado com o frentista http://quatrorodas.abril.com.br/blog/zeca/86124_p.shtml Minha cunhada me contou neste fim de semana que um dia foi ao seu posto de combustível para encher o tanque. Quando o frentista abriu o capô, ele perguntou: “Onde a senhora levou seu carro antes? Alguém trocou a tampa do reservatório da água do radiador com a do fluido de freio”. E ela respondeu: “Mas a última vez eu abasteci aqui mesmo!”.

Mais do que uma história engraçada, isso só ilustra um problema comum no Brasil: muito frentista que mexe no seu carro não faz idéia do que está fazendo. E quando não é a incompetência, é a má fé, quando o funcionário do posto que quer lhe empurrar algum serviço de que você não precisa, como um par de palhetas ou um aditivo.

Aqui na QUATRO RODAS nós temos o que chamamos de frota de Longa Duração, carros que compramos anonimamente e usamos exatamente como fazem os proprietários normais. E adivinha se não encontramos frentista querendo trocar nosso óleo com menos de 3000 km rodados?

Bem, o que fazer nesses casos? É simples: perca alguns minutos num fim de semana e leia o manual do proprietário. Mas não precisa ler tudo se não quiser. Veja só o mais importante, o que for mais básico. Alguns toques:

1) CALIBRAGEM DOS PNEUS: para não esquecer, deixe anotado em algum lugar do carro. Muitas montadoras costumam deixar esses números na parte interna da tampa do porta-luva e ou na moldura da porta dianteira. Ao encher os pneus, lembre-se de fazê-lo a frio, antes de ir ao trabalho, por exemplo, para que o calor da rodagem não altere a pressão interna e, portanto a medição.

2) ÓLEO: a checagem do nível não precisa ser feita no posto. Você pode fazê-la em casa. O ideal estar sempre com o motor frio, para que o óleo esteja todo depositado no fundo do cárter e assim você saiba exatamente como está o nível. Se o frentista fizer isso quando o veículo acabou de chegar ao posto, obviamente a vareta vai registrar uma quantidade menor do que o normal. E não adianta o frentista puxar a vareta, esfregar o líquido entre os dedos e dizer que chegou a hora de trocar. Não é ele que define isso e, sim, a quilometragem, algo que costuma variar, na média, entre 5.000 e 10.000 km.

3) ÁGUA DO RADIADOR: o bendito frentista pede pra checar a água assim que você parou em frente à bomba? Não deixe. Como toda aquela água está sob pressão, quando ele abrir, parte do líquido vai se perder. E aí o nível vai baixar mesmo. Para verificar, só com o motor frio. E em geral nem precisa abrir. Dá para ver pelo vaso de expansão (reservatório) do radiador.

4) ADITIVOS: muitas montadoras declaram no manual que seus motores não precisam de nenhum aditivo. Então por que colocar? O mais garantido é nunca aceitar nada. Os óleos atuais em geral já possuem algum nível de aditivação que costuma suficiente para manter o motor limpo. No caso da gasolina, se você usar a aditivada, já vai estar fazendo um bem para o motor. E raramente o uso de um aditivo externo no combustível vai fazer seu carro andar mais. Se fizer, a diferença no desempenho será pequena, mas no seu bolso será grande.

5) EXTINTOR DE INCÊNDIO: cuidado, pois eu conheço caso de frentistas que pedem pra verificar o extintor e, se ele não estiver vencido, eles rompem o lacre, fazendo com que você tenha de comprar outro. Fique sempre por perto quando ele fizer a checagem. Ou apenas diga que você mesmo fará isso.

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Mon, 19 May 2008 23:28:15 -0300
Dicas para reduzir o consumo http://quatrorodas.abril.com.br/blog/zeca/85815_p.shtml Alguns leitores me escreveram reclamando que seus carros estão bebendo muito e queriam saber como baixar o consumo. A primeira maneira, mais simples, barata e rápida, é mudar a maneira de dirigir. Mas outro dia eu dedico um post a isso. Hoje eu vou mostrar como fazer para deixar o carro menos gastão. Falamos disso na revista recentemente, porém não custa voltar ao tema, que está mais atual do que nunca com a nova crise do petróleo.

Nos veículos que já passaram dos 70.000 quilômetros, algumas peças podem estar desgastadas em excesso, podendo fazer com que o motor tenha mais sede do que deveria. O primeiro passo é a troca de algumas delas, o que não é caro e pode ser feitas em qualquer oficina.

Por exemplo, só a substituição das velas de ignição (que custam uns 30 reais num modelo popular) pode, em casos extremos, baixar o consumo em 25%. Mas não pare por aí. Aproveite para mudar os filtros de ar, de combustível e de óleo (o que vai custar mais uns 80 reais), sem falar do próprio óleo, que sai por uns 40 reais. Só com essa rápida passada na oficina, você desembolsou apenas 150 reais, mas tem a chance de reduzir o consumo em 80%. Ou seja, se seu carro fazia uns 5 km/l, ele poderia ir para uns 9 km/l.

No entanto atenção: isso tudo só vai funcionar se seu ele estiver gastando muito mais do que deveria em função das peças altamente deterioradas. Essa prática é muito útil quando você acabou de comprar um automóvel usado, trocou só o óleo e percebeu logo no início que ele bebe muito mais que seus pares.

E lembre-se: quando você gasta menos combustível, automaticamente você polui menos. Portanto, essa manutenção básica, além de fazer bem para seu bolso, vai ajudar o ar que você respira.

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Fri, 16 May 2008 21:38:19 -0300
Por que pagar ágio? http://quatrorodas.abril.com.br/blog/zeca/85483_p.shtml Quando eu apareci lá em casa com o novo Ford Ka, durante os testes dele aqui na redação, meu vizinho Asdrúbal ficou todo empolgado. Acabou indo a uma concessionária Ford e cogitou a hipótese de pagar 2.000 reais a mais para levar o carro pra casa. “Já que ele é baratinho mesmo, não vai fazer mal pagar um pouco a mais, né?”, ele me disse. Não resisti e dei-lhe uma bronca. Perguntei por que ele ia desperdiçar esse dinheiro só pra ter um carro mais cedo.

Está aí uma coisa que eu nunca entendi. Por que pagamos ágio num modelo recém-lançado? Por que não esperamos alguns meses até a oferta e a procura se normalizarem? Ainda lembro quando lançaram o EcoSport, em 2003. Em São Paulo houve gente que desembolsou 5.000 reais sobre o preço de tabela, que na época começava em 32.120 reais. Quer dizer que esse maluco gastou no mínimo 37.120 reais num carro que, um ano depois e considerando uma desvalorização média de 10%, valeria uns 29.000 reais.

Bem, o mercado é livre para se regular e cobrar o quanto quiser. Assim como o consumidor é livre para comprar se quiser. Então por que simplesmente não entramos na fila para poder comprar um automóvel ao preço de tabela? Afinal, as montadoras fazem diversos cálculos para determinar sua própria margem de lucro e a da concessionária. Isso quer dizer que a revenda já está lucrando. Pra que lucrar mais?

A regra nesse caso é bem simples: esperar o preço baixar até o valor tabelado ou ir ao concorrente e comprar outro modelo, pois opções nesse momento não faltam ao mercado.

Depois do pito o Asdrúbal resolveu retardar sua compra.

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Wed, 14 May 2008 22:39:27 -0300
Respeito ao consumidor: vale também na hora do desconto http://quatrorodas.abril.com.br/blog/zeca/85019_p.shtml Todo comprador adora desconto. Mas só quando ele chega antes de você comprar o produto. Então você pode imaginar a raiva de quem acabou de adquirir um carro por 129.900 reais, abre o jornal alguns dias depois e descobre que o mesmo modelo entrou em promoção e está sendo vendido a 99.900 reais. Pois esse é o caso do Kia Opirus.

Claro que o dólar caiu muito nos últimos meses e é natural que esses preços acompanhem a queda da moeda americana. Mas é preciso lembrar que, no Brasil, carro usado tem valor de mercado alto. Portanto, é comum alguém ao comprar um zero-quilômetro se preocupar também com seu futuro valor de revenda. E é maior ainda essa preocupação com uma marca que: 1) é relativamente nova no Brasil; e 2) comercializa importados, que são modelos que tendem a ter uma desvalorização maior que os nacionais.

Isso quer dizer que quem comprou o Opirus por 129.900 reais não vai poder revendê-lo ano que vem por 100.000 reais. Aliás, talvez nem possa revendê-lo por 95.000, já que o preço dele estará muito próximo do novo. Portanto estamos falando de uma desvalorização de mais de 25% num ano. Acho que deve ser um novo recorde nacional. Se alguém aí conhecer uma depreciação maior do que essa, por favor, me escreva.

Mas também quero relembrar que não é a primeira vez que a Kia faz isso. Quando o Cerato foi lançado no início de 2006, ele custava na tabela 49.900 reais, na versão 1.6 manual. Menos de seis meses depois o preço caiu para 44.900 reais. Algo parecido aconteceu com o Picanto, que começou 2007 custando 37.900 reais, na versão 1.1 manual, e fechou o ano a 34.900 reais.

Bem, alguns vão dizer que isso faz parte de um mercado livre e cujo valor de referência está atrelado a uma moeda que tem se desvalorizado. Mas é curioso como isso tem se tornado comum na Kia. E não fui só eu percebi. Alguns internautas também reclamaram do fato.

Agora eu pergunto: se a Kia lançar um novo modelo no Brasil, qual consumidor não pensará duas vezes antes de comprá-lo, alertado por uma voz interior que perguntará: “É melhor comprar agora ou é melhor esperar o preço cair daqui a alguns meses?”. Essa definitivamente não é a melhor maneira de cativar um público que está tentando conhecer uma marca ainda pouco conhecida pelo grande público e que produz bons carros. Você não acha?

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Mon, 12 May 2008 12:40:28 -0300
Internet: em busca da peça perfeita http://quatrorodas.abril.com.br/blog/zeca/84520_p.shtml Alguns dias atrás eu estava dirigindo o carro do meu sogro, um Honda Civic 1998. Começou a chover e percebi que as palhetas estavam uma porcaria. Já tinha passado da hora de trocar. Parei num posto pra encher o tanque e só não comprei palhetas novas por achá-las muito caras: 80 reais o par. Depois de alguns dias fui a uma loja especializada e levei o mesmo par por 48 reais.

Quando contei o caso pro Asdrúbal, ele me deu uma bronca: “Por que você, que vive fazendo pesquisa na internet pra comprar livro ou eletrônicos, não usou a internet?”. Agora tive de dar razão a ele. Às vezes nos esquecemos que podemos usar a web também pra achar uma peça de carro. Nas minhas pesquisas, eu acabei achando dois sites muito bons que podem ajudá-lo a ter uma idéia se o preço que você encontrou vale a pena ou não.

http://www.pecas-on-line.com.br/

http://www.jocar.com.br/

No Peças on Line, você precisa incluir o código da peça. Ele vai bem quando se busca uma peça mais rara, que não se consegue achar em nenhuma concessionária. Já o forte do Jocar são as peças de reposição, de giro mais rápido. E ele é mais fácil de usar, pois você seleciona num menu o modelo do carro e escreve o nome do componente que procura.

Para quem está interessado em pneus, então a internet é uma mão na roda. Uma busca por lojas especializadas, autocenters e até sites de hipermercados pode ajudá-lo a economizar até 20%. E tudo isso a alcance de um mouse e um teclado.

O que o Asdrúbal não sabia é que a internet também serve para descobrir se um produto funciona ou é só desperdício de dinheiro. Por exemplo, qual é o melhor produto pra hidratar o couro entre os vários que existem no mercado? Qual é o detergente que lava melhor o pára-brisa? Uma dica é procurar informações em fóruns e comunidades relacionadas a carros, e aí ver quem já testou alguma dessas marcas e o que achou. Às vezes um e-mail trocado entre amigos que curtem o tema pode resolver seu problema.

Dou outra sugestão – desta vez vou puxar mesmo a sardinha pra minha brasa. No site da QUATRO RODAS você encontra um arquivo com os testes de produto já feitos pela revista. Saiba que é uma das seções mais populares da revista –  você não imagina o que eu recebo de e-mail de leitor comentando os testes ou sugerindo novos produtos. Depois clique no link abaixo e diga o que achou.

O ESPECIALISTA

CUMPRE O QUE PROMETE

Pra terminar, vou pedir um favor. Se você tiver alguma sugestão de bons sites que permitem achar acessórios ou peças baratas e/ou raras, deixe aqui a sua sugestão. Quem sabe assim conseguimos acabar com essas diferenças de preços tão absurdas – como ter uma simples palheta custando quase do dobro da média do mercado.

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Wed, 07 May 2008 15:08:45 -0300
Na sua segurança, quer pagar quanto? http://quatrorodas.abril.com.br/blog/zeca/84071_p.shtml Acabei de trocar os pneus do meu Focus GL 2001, comprado recentemente. Quando o Asdrúbal me viu entrando na garagem perguntou quanto eu gastei e foi logo contando vantagem. “Paguei bem menos da metade, pois coloquei quatro pneus meia vida”, disse ele todo pimpão. Na hora eu percebi que ia ter trabalho pra explicar.

Respondi que eu tinha optado em não colocar pneus meia vida. Primeiro porque, com a segurança, a conta não se faz apenas com o valor do cheque. Lembre-se de que tudo que separa seu carro do asfalto são quatro retângulos de borracha do tamanho de palma da sua mão. Portanto, na chuva ou numa curva é só isso que vai manter seu automóvel preso no chão – ou não.

Outra coisa: pneu usado não é como TV usada, que ou funciona ou não funciona. Um pneu meia vida já foi utilizado por alguém. Você sabe se a carcaça está danificada porque pegou um buraco fundo ou uma calçada? Já imaginou que chato ter um pneu estourado em alta velocidade quando você estiver com a família e o porta-malas cheio? Tudo porque o pneu usado que você comprou “estava com uma cara tão boa”.

Mais um dado: a fábrica só dá garantia ao um pneu por cinco anos, pois depois desse tempo a borracha perde sua condição ideal de uso. E você sabe quanto tempo de vida esse pneu usado tem, depois de sofrer com muito sol, chuva e às vezes até óleo ou gasolina?

Ok, se a questão é economia, faça as contas: um meia-vida de boa marca medida 195/60 R15 sai por uns 100 reais. O nova custa uns 230 reais. Só que para rodar a mesma quilometragem, você vai ter de incluir na conta quatro balanceamentos e um alinhamento a mais (o que vai dar mais uns 80 reais), já que vai ter de trocá-los na metade do tempo.

Ah, e tem outro detalhe: se o pneu é meia vida, ele nunca vai ter a condição máxima de segurança na água. Por exemplo, se um pneu novo aquaplana (perde contato com o piso) a 100 km/h, um meia vida se separa do chão a 85 km/h. Eu mandei pro Asdrúbal o link abaixo, mostrando um teste que a QUATRO RODAS fez com pneus novos, meia vida e gastos, rodando no asfalto molhado.

Engraçado, depois disso o Asdrúbal nunca mais cantou vantagem.

TESTE DO PNEU MEIA VIDA

]]> Mon, 05 May 2008 11:58:23 -0300 O Gol é bom de mecânica? Para a oficina, sim http://quatrorodas.abril.com.br/blog/zeca/83709_p.shtml O Asdrúbal é um cara curioso. Nesta semana ele comentou que viu uma notícia dizendo que o VW Gol é carro recomendado pelos mecânicos. “Eu sempre achei mesmo que não tinha carro melhor em manutenção”, ele foi logo falando.

Expliquei para o meu vizinho que não era bem assim. Há sete anos a Cinau (Central de Inteligência Automotiva) faz uma pesquisa com mecânicos perguntando qual é o melhor carro para se trabalhar. E quase sempre o campeão é o Gol. Mas aí eu expliquei para o Asdrúbal: essas respostas levam em consideração a opinião de quem trabalha com o Gol – e não de quem dirige ou é dono.

Para a turma da graxa, carro bom de manutenção é aquele tem fartura de peças de reposição no mercado, oferece fácil acesso à parte mecânica e dispõe de informação facilitada para quem precisa consertá-lo. Ou seja, o que é bom para o mecânico não é necessariamente bom para o dono.

Digo isso porque os carros da Honda e da Toyota são melhores que o Gol nesse aspecto. Ok, eu sei que a turma de adoradores do Gol vai chiar, mas até eles sabem que isso é verdade. E por que os mecânicos não elegeram um Civic ou um Corolla como campeão? Simples, porque as peças desses carros não são baratas e nem fáceis de achar no mercado paralelo – invariavelmente eles têm de ir a uma autorizada para comprá-las.

Outro problema é que a montadora não faz questão de passar as informações de reparo para as oficinas independentes. Isso significa que consertar esses carros, para o mecânico, é mais difícil. Mas o fato é: Honda e Toyota não quebram facilmente. E quem fala isso não sou eu, são os donos. Eu disse então: “Pergunte a qualquer um deles qual foi à última vez que foram à oficina para fazer um conserto”. O Asdrúbal, que lá no bairro tem vários amigos donos de Civic e Corolla, nem me respondeu.

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Tue, 29 Apr 2008 18:00:34 -0300
Bom no ranking, melhor na revenda http://quatrorodas.abril.com.br/blog/zeca/83628_p.shtml O meu vizinho Asdrúbal sabe que eu trabalho na QUATRO RODAS. Portanto não perde a chance de me sacanear. Um dia ele comentou que nós, jornalistas da área automotiva, damos importância demais aos números de venda.

“Às vezes um carro é muito bom. Mas, só porque vende menos que o concorrente, vocês fazem questão de dizer que é um fracasso de vendas, como se isso fosse mais importante do que as vantagens que ele oferece”. Eu entendo a reclamação do Asdrúbal. Mas eu expliquei que esses números escondem mais do que assunto para conversa de bar.

Modelos que nos primeiros seis meses de vida vendem bem tendem a ser tornar carros de sucesso – e isso se reflete diretamente na sua desvalorização. Quanto mais ele vende, menos valor ele deve perder após um ano de uso. E a lógica é simples: se o carro não vende é porque pouca gente quer. Se poucos querem, é preciso dar descontos maiores. E, quando esse carro chegar ao mercado de usados, ele vai ter uma fama de mico. E, para consegui-lo passá-lo para frente, o dono vai ter de baixar o preço ainda mais. Nesse caso a regra é clara: quanto menos o carro vende no lançamento (sempre comparando com seu segmento/concorrentes, é claro), maior sua desvalorização.

Olha um exemplo: todos sabem que os carros da Renault nunca foram queridinhos do mercado. O Mégane, que é um produto bom e moderno, nunca decolou. Hoje vende cerca de 700 unidades/mês e poucas foram as vezes que chegou a 1000 – o Civic vende 6 vezes mais. Não é à toa que a desvalorização do Mégane após um ano de uso está na casa do 15%. Veio então o Logan e logo houve fila nas lojas e até ágio no início. Hoje ele está vendendo 3100 unidades/mês. Aposto sem medo de errar que, quando os primeiro Logan começarem a ser revendidos após um ano de vida, sua depreciação deve ficar entre 8% e 10%.

Então o Asdrúbal me perguntou: “Quer dizer é sempre melhor esperar pra ver se um lançamento vai decolar antes de sair correndo pra loja?”. Preferi nem responder.

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Tue, 29 Apr 2008 12:47:58 -0300