Seguro: o golpe da franquia
Uma amiga minha estava parada num sinal à noite e, de repente, alguém bateu forte atrás. Um estrago bem feio. O Clio Sedan dela virou um hatch. E adivinhe: quem bateu nela não tinha seguro.
Diante desse problema, o culpado propôs um acordo: ele pagaria a franquia, mas minha amiga diria que a causadora do acidente fugiu. Na falta de hipótese melhor, ela deve aceitar a situação. Mas eu avisei: isso é fraude e ela pode se dar mal.
As seguradoras calculam que 20% das indenizações pagas têm algum tipo de irregularidade. Por isso elas têm equipes de investigadores que se dedicam a descobrir como o acidente ocorreu e de quem foi a culpa. Se durante a investigação a companhia descobrir que o segurado mentiu, coitado dele. Em teoria poderia ser até processado judicialmente. Mas na prática o que acontece é a seguradora não pagar e deixá-lo com o prejuízo na mão.
Algumas fontes do setor dizem ainda que essas pessoas podem entrar para uma lista negra de fraudadores de seguro, o que obviamente é negado pelas seguradoras.
Não bastasse esse dilema, ainda sobrou outro problema na mão dela: como vai acionar o seguro e pagar a franquia, minha amiga perderá o desconto referente aos bônus acumulados. Um prejuízo duplo.
Os culpados do ágio
Já perdi as conta de quantas mensagens eu recebo de gente reclamando do ágio. A maioria adora demonizar as montadoras, acusando-as de lucrar com o sobrepreço. Acho que é hora de tirar algumas dúvidas que surgem aqui na minha caixa postal sobre o tema:
1) O preço de tabela é um preço sugerido pela fábrica. Isso quer dizer que a concessionária não é obrigada a seguir esse preço. Ela pode cobrar mais ou menos - e neste caso ela pratica o desconto, que tanto adoramos. É como a venda de um aparelho de som. O fabricante sugere um bom preço à loja, já incluindo a margem de lucro do revendedor. A loja trabalha com suas margens como quiser. Portanto, ágio não é algo ilegal ou proibido. Ele só faz parte dos mecanismos do mercado.
2) O ágio não vai para o bolso da montadora. Essa diferença de preço fica na mão da concessionária. É por isso que as autorizadas aproveitam a chegada de um lançamento muito esperado, como é o caso do novo Gol, para cobrar acima do preço de tabela logo no início. Quando a produção é pequena e a procura muito alta, ocorre o fenômeno do Civic, cujo ágio dura há mais de dois anos.
3) Em geral o ágio é o preço que se paga pela pronta entrega. Há casos em que o comprador pergunta o valor do carro e a concessionária diz que está sendo vendido por 1.000 reais acima da tabela. Porém, quando você conversa com o vendedor mais um pouco, acaba descobrindo que, se encomendar seu modelo e esperar 30 ou 60 dias, ele vai chegar a sua garagem pelo preço de tabela.
4) É difícil para a montadora proibir a prática do ágio. Ela faz parte do mercado. Cada revenda tem uma política para isso. Até mesmo dentro de uma mesma loja, cada vendedor pode trabalhar com esse sobrepreço de maneiras diferentes. Recentemente, um amigo meu comprou um novo Ka, que está com fila de espera de mais de 45 dias. Mas como um cliente tinha acabado de desistir de um Ka que já tinha chegado ao pátio, o vendedor ofereceu esse carro ao meu amigo. Sem ágio ou fila de espera.
5) Não depende da fábrica coibir o ágio, e sim do consumidor. O carro só é vendido acima da tabela por alguém concorda em pagar mais caro. A culpa é sua, minha, nossa. Depende do consumidor bater de porta em porta atrás do melhor preço. E, se não achar um bom preço, tem o dever de esperar o mercado normalizar. Ou então escolher um carro de outra marca.
Catalisador vencido? Você está perdendo dinheiro
Na hora de fazer a revisão, o motorista sabe que precisa trocar óleo, filtros, velas ou correia. Mas pergunte como está o catalisador e é provável que ele nem saiba que essa peça precisa ser substituída.
O catalisador é mais importante do que parece. Criado para reduzir as emissões de poluentes, ele é composto principalmente por uma peça de cerâmica que funciona como um filtro dos gases que vem do motor. Se o catalisador já foi para o espaço, é porque seu carro está poluindo mais do que deveria.
Nesse caso, você acha que só o meio ambiente é que está perdendo? Que nada. Seu bolso também. Num carro novo, essa peça deve durar 80.000 km, enquanto os catalisadores do mercado de reposição devem resistir no mínimo por 40.000 km.
Quando a cerâmica interna deixa de cumprir sua função, não somente as emissões aumentam como o consumo cresce em até 10%. Ou seja, é dinheiro que você está literalmente queimado.
Se você roda 20.000 km por ano e seu carro faz em média 10 km/l, com o catalisador vendido ele pode cair para 9 km/h, o que daria uns 550 reais de gasolina jogados fora todo ano. Sem falar da poluição desnecessária. E sabe quanto custa a peça de reposição? Algo entre 350 e 400 reais nos carros mais baratos.
Na loja, tome cuidado para que não lhe vendam um catalisador falso. Peça para ver a caixa e acompanhe a troca. Na dúvida, bata na carcaça metálica. Se ouvir um som meio oco e prolongado, é porque ele não tem a cerâmica interna. O original faz um som mais seco e curto.
Além da quilometragem, outra maneira de descobrir se a peça está em ordem é passar o motor por um analisador de gases, que existe em algumas oficinas topo-de-linha ou em postos de vistoria.
O meio ambiente agradece.
O seguro do novo Gol baixou? Acho que não
A Volkswagen fez mudanças no novo Gol para conseguir baixar o seguro. E até mostrou números que comprovariam isso. Dependendo da seguradora, o valor da apólice variava de 1.411 a 2.037 reais, enquanto um Palio ficaria entre 1.533 e 2.595 reais. O perfil? Ninguém contou.
Como jornalista é um bicho chato, resolvemos conferir com cotações um pouquinho mais imparciais. E não é que descobrimos uma coisa interessante? Segundo a corretora Nova Feabri, usando o perfil de um homem casado, 30 anos, morador de São Paulo, o seguro de um Gol City 1.0 (G4) fica em 2.987 reais. E sabe quanto custa no novo Gol 1.0? Sai por 2.839 reais.
Mas não podemos desconsiderar a hipótese de que no futuro esses preços possam baixar. Afinal, para as seguradoras, esse carro é totalmente novo, mas ainda é um Gol. Ou seja, um carro que vende muito e tem fama de amado pelos ladrões.
Nenhuma delas sabe quanto do novo modelo será roubado. Portanto não querem se arriscar e sair na frente baixando seus preços. Pode ser que depois de um tempo elas vejam as estatísticas e cheguem à conclusão de que ele é mais difícil de ser roubado. Mas pode demorar alguns meses até lá.
No entanto não podemos acusar a VW de não ter feito a lição de casa. As travas das portas foram reforçadas, o imobilizador de ignição é mais avançado (e difícil de ser violado) e quase todas as peças são novas, o que o tornaria menos atraente para os desmanches.
Só o tempo dirá se isso funcionou.
O risco dos opcionais do novo Gol
Até o meu vizinho Asdrúbal foi a uma concessionária VW para ver como ficou o novo Gol. Além de ter gostado do carro, ele ficou empolgado com uma novidade: a enorme variedade de opcionais. Em vez de grandes pacotes caros amarrando diversos equipamentos, a Volks optou por oferecer o Gol em apenas três versões (básico, Trend e Power) e deixar o consumidor escolher os opcionais um a um ou em pequenos pacotes, chamados de módulos, que reúnem itens afins, como vidros elétricos combinados à trava central.
Sem dúvida, há um grande avanço aí. Quem entrou numa autorizada GM sabe do que estou falando, pois era comum o vendedor dizer que para levar um rádio original de fábrica o interessado tinha de comprar um pacotão de 7.000 reais, que trazia a reboque banco de couros e rodas de liga leve.
No entanto, é preciso ter cuidado ao montar seu Gol. Tenha em mente que, com exceção do ar-condicionado, nenhum outro opcional valoriza de fato o carro na hora da revenda. O dinheiro que você gastou dificilmente vai retornar. Você vai colocar roda de liga, vidro elétrico e ajuste de volante, mas ao passá-lo para frente ele custará praticamente o mesmo que um Gol sem esses equipamentos.
Uma saída para minimizar esse problema é investir nas versões Trend e Power, que trazem vários desses equipamentos numa configuração que vem de série. Em vez de escolher um 1.0 básico e colocar um opcional como roda aro 14, prefira o 1.0 Trend, que custa só 1.000 reais a mais e trará a mesma roda aro 14, mais chave canivete e outros detalhes. Lembre-se de que, no futuro, o preço do tabela de um 1.0 básico usado com ou sem opcionais será o mesmo.
Outro tentação perigosa é juntar opcionais caros, mas deixar de lado itens mais comuns, como direção hidráulica ou ar-condicionado. No mercado de usados, um Gol com airbag, ABS e rádio original terá pouca procura se não trouxer direção e ar.
Preços do Gol, parte 2
Quem leu ontem sobre a notícia do preço do novo Gol que rolava pela web deve ter tomado um susto com valores tão altos. As informações vieram de um site que seria da autorizada Itavox (clique aqui para ver).
Hoje o mesmo site já tinha valores diferentes, reajustados para baixo. Mas calma aí. Como já disse, nem os preços de ontem nem os de hoje são oficiais. Ainda temos de aguardar a tabela oficial da Volkswagen para fazer qualquer tipo de comparação entre o Gol G5 e outros modelos do mercado. No entanto, se os preços que estão no site forem mesmo os reais, já dá para adiantar que o novo Gol dará trabalho à concorrência.
O carro mais barato dessa lista é um 1.0 VHT branco por R$ 29.880 (tabela de fábrica) ou 29.282 (preço da rede Itavema). É um número para botar medo até em Palio Fire 1.0 (aquele com cara da geração antiga), que custa R$ 28.200 reais. E é mais barato que o Palio ELX 1.0 5 portas (cara nova), a R$ 31.640.
A versão 1.6, ainda segundo esse site, também baixou. Equipado com os opcionais lavador/limpador traseiro e console central, está saindo por R$ 34.655 (tabela fábrica) ou R$ 33.297 (preço Itavema). É no nível de um Palio ELX 1.4, vendido a R$ 33.460.
Comparando com os números de ontem, os preços estão uns R$ 4.000 mais baixos. Mas não custa lembrar de novo: esses não são preços oficiais. É apenas uma tabela que está num site qualquer na internet. Tabela da Volkswagen mesmo, só na segunda-feira. Portanto, vamos esperar o fim de semana passar antes de fazer a comparação que tanto queremos.
Quem quiser fazer suas apostas fique à vontade para comentar aqui.
O novo Gol ficou caro?
Como eu disse no post anterior, a Volks só vai divulgar o preço oficial do novo Gol neste fim de semana. Mas já vazaram na internet informações sobre possíveis valores cobrados por concessionárias. Segundo o site que seria da autorizada Itavox, o G5 ficou caro.
De acordo com o site de uma concessionária, o Gol mais barato seria um 1.0 VHT a R$ 34.346. E o que vem nele? Desembaçador e limpador traseiro, além de porta-objetos e tecido nas portas. Por esse preço dá para comprar um Palio 1.4 ELX (R$ 33.460) ou até um Corsa Sedan 1.4 básico (R$ 34.700).
Coloque mais R$ 5.000 nesse preço e você leva para casa um Punto 1.4 com direção hidráulica, trava e vidros elétricos. No final das contas, o novo Gol com motor de 1 litro ficou mais caro que um Fox 1.0 5 portas, que sai por R$ 32.570.
Na versão 1.6, a situação não é melhor. Segundo o mesmo site, o Gol 1.6 VHT com limpador/lavador traseiro e console central é vendido a R$ 37.101. É bem mais salgado que um Renault Sandero 1.6 básico (R$ 32.690) e um pouco acima de um Fiesta Hatch 1.6 (R$ 35.900).
E como fica a briga dentro de casa? Um Polo 1.6 está na tabela a R$ 42.310, e ele já traz ar-condicionado e direção hidráulica. Um Gol 1.6 equivalente custaria quase o mesmo: R$ 42.116.
E vamos lembrar de um coisa: com exceção do novo Gol, todos os outros modelos já estão no mercado faz um bom tempo. Portanto, há uma boa chance de o comprador conseguir um descontinho na hora da negociação.
Veja esses e outros preços no suposto link da Itavox, clicando aqui.
Sendo assim, fica mais difícil para o Gol roubar as vendas do Polo e talvez até do Fox. Porém temos que esperar a divulgação oficial dos preços e ver como o mercado se comporta.
E você, compraria um Gol por esses preços? Ou teria outra escolha? Conte pra gente aqui.
Não compre Fox ou Polo sem ver o novo Gol
A Volkswagen prometeu que vai divulgar neste fim de semana os preços do novo Gol. Eu vi o carro de perto e posso dizer: ele está muito melhor do que era. Mais bonito, ganhou espaço interno e recebeu alguns toques de modernidade e praticidade que vão agradar ao público.
A evolução foi tão considerável que Fox e Polo devem sofrer com esse fogo amigo. Claro que isso depende da nova tabela oficial de preços, que vai definir o futuro desses dois primos da família VW.
No caso do Fox, a Volks já trabalha com a hipótese de tirar de linha a versão 1.0, a mais atingida pela chegada do novo Gol. E mesmo o 1.6 pode apanhar, considerando que um Gol 1.6 mais equipado será um concorrente duro. Apesar de que, neste duelo, estamos falando de propostas diferentes. O Fox tem design no estilo minivan, posição de dirigir mais alta e destaque para o espaço interno. Mas a própria Volks diz que esse é um risco calculado.
Do outro lado, há o Polo. Basta uma olhada rápida no novo Gol e ficará evidente que este ganhou sofisticação. Acabamento mais bem cuidado, encaixe de peças mais preciso do que no próprio Polo, carroceria com maior rigidez, comandos mais macios e mimos como computador de bordo no qual você programa as revisões ou indicador de desgaste do disco de freio. E é bom lembrar que, no quesito espaço, os dois modelos são quase iguais, assim como no motor.
Claro que o Polo é mais caro, mas não podemos esquecer que ele já vem bem recheado. Se você pensa em comprar um Polo, veja antes quanto custará um Gol G5 com o nível equivalente de equipamentos. É capaz de você se surpreender.
Sinto cheiro de problema para Fox e Polo. E você, o que acha?
O Honda Fit vai mudar. Espere um pouco
Pergunta: Estou interessado em comprar o Honda Fit, mas como ele muda no final do ano gostaria de saber se é interessante comprá-lo. - Rafael Batistella Candiotto
Rafael, esse modelo vai sofrer uma boa reestilização por volta de outubro. Sim, no Salão do Automóvel (30 de outubro a 9 de novembro) você já poderá ver o novo carro ao vivo. Enquanto isso, a tendência do atual Fit é ter descontos cada vez maiores. Significa que este não é momento ideal para comprá-lo.
Você tem duas opções. A primeira seria esperar a versão 2009 e levar para casa um Fit mais moderno. Só que neste caso há uma boa chance de ele ter o preço de tabela levemente maior. Para saber o que muda e como anda esse novo Honda, clique aqui para ver a avaliação que fizemos no Japão.
No entanto, se você está pensando em economizar e não se importa em ter a versão antiga, que já é um bom carro, recomendo a você esperar um pouco mais. Quando a notícia da chegada do novo Fit já estiver na boca do povo, os descontos estarão maiores do que agora. E aí você terá mais poder de barganha. Boa compra.
Fuja do combustível adulterado
Eu ouvi no rádio hoje que a ANP (Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis) estava fazendo uma blitz em postos aqui de São Paulo, após receber denúncias de consumidores sobre problemas de qualidade em gasolina ou álcool. Pensei, então, em fazer hoje um post sobre como escapar do combustível adulterado.
Antes das dicas, queria comentar a notícia acima. Percebeu que a ANP só foi verificar esses postos porque alguém denunciou? Portanto, assim que você abastecer em algum lugar e desconfiar de adulteração, denuncie ligando para a ANP (0800-970-0267). Às vezes a gente reclama, xinga e simplesmente vai para outro posto. Não deixe que mais alguém caia nessa mesma armadilha. Denuncie. E só custa um telefonema.
Agora vamos às dicas:
1) Consulte o site da ANP e veja se o posto suspeito está na relação dos que já foram autuados por problema de qualidade de combustível. Clique aqui para ver a lista completa.
2) É óbvio, mas funciona: vá sempre ao mesmo posto. Se houver adulteração, você vai perceber na hora. Poderá reclamar, fazer uma denúncia à ANP e trocar de lugar. Mas não se esqueça de guardar sempre a nota fiscal para ter um comprovante de que encheu o tanque por lá recentemente.
3) Se tiver que abastecer em algum lugar desconhecido, coloque só o necessário para poder voltar ao seu posto de confiança. Assim, se o combustível estiver batizado, seu motor vai sofrer menos.
4) Se o carro começar a falhar devido a gasolina possivelmente batizada, vá a um posto confiável e encha o tanque. Dessa maneira, você vai diluir a gasolina ruim com a boa e poupar um pouco mais o motor.
5) Desconfie de preço baixo demais. Os postos trabalham com margens de lucro muito apertadas. Se o produto está muito barato, não há milagres. Ou há sonegação ou adulteração. Ou os dois.
6) Prefira postos que têm programas de monitoramento de qualidade das grandes bandeiras. Mas saiba que isso não uma garantia total contra fraude. Segundo a ANP, esses programas não atestam que o combustível não está batizado. Apenas confirmam sua origem. Portanto, não impede que a falsificação ocorra no posto. Mas que ajuda, ajuda.
7) Em caso de dúvida de gasolina batizada, você pode pedir para o posto fazer o teste da proveta, que é obrigatório por lei. O teste verifica se há excesso de álcool na gasolina. Veja como é feito o teste clicando nesta página do site da ANP.
8) Dê preferência à gasolina aditivada. Ela costuma ser menos adulterada por ser mais cara. Além disso, ainda ajuda a limpar seu motor.
E você? Teve alguma experiência ruim com combustível adulterado? Tem alguma dica pra ajudar a gente? Colabore com todos aqui e deixe seu comentário.
Um cuidado simples para o pneu durar mais
Recentemente conversamos aqui sobre como aumentar a vida útil do pneu, inclusive recebendo relatos de vários internautas (clique aqui para ler o post e os depoimentos). No meio da discussão me lembrei de um cuidado simples que não foi abordado na época.
Muita gente leva o carro para fazer balanceamento e alinhamento (uma boa média é a cada 10.000 km), mas esquece de um detalhe. Na maioria dos centros automotivos ou lojas especializadas, quase sempre se ganha o direito de poder voltar durante os próximos seis ou oito meses para refazer o serviço, se for necessário. É grátis e faz uma enorme diferença, para o carro e o bolso.
É comum o motorista chegar à loja, alinhar e balancear e depois ir embora sem saber que tem esse direito. Ou às vezes até avisam, mas ele acaba esquecendo. Não faça isso. Aproveite essa “cortesia”, afinal indiretamente você está pagando. E o melhor é que geralmente você pode retornar mais de uma vez, caso tenha pegado um buraco ou simplesmente percebido que há algo estranho. Assim seu pneu terá vida longa e seu carro vai rodar com mais conforto e segurança.
Portanto, da próxima vez que for a um centro automotivo, pergunte qual é o prazo de garantia e se refazem o serviço gratuitamente. Se ouvir um "não", procure outra loja. Aprenda a valorizar seu bolso e economize – dinheiro e borracha. Para quem não sabe, o serviço completo custa aqui em São Paulo entre R$ 70 e R$ 90, na média.
Mas atenção: tome cuidado com a empurroteraria. São desses locais que eu ouço mais reclamações. O carro costuma entrar funcionando bem e, logo depois, um funcionário diz que precisa trocar amortecedor, escapamento, bucha ou sabe lá Deus o que mais.
Na dúvida, pergunte quanto vai custar e recuse. Depois vá a um mecânico de confiança e faça um orçamento.
Agora conte pra gente: esse tipo de problema já aconteceu com você? Deixe aqui sua experiência.
Quando comprar um carro que vai sair de linha?
Um amigo meu viu um anúncio de um perua Peugeot 206 SW e ficou tentado a comprá-la, pois estava com 3.000 reais de desconto, devido à chegada da 207. Isso traz à tona uma velha discussão: vale a pena comprar um carro que está saindo de linha quando o novo já está batendo à porta?
Vale sim, gente, desde que o desconto compense a desvalorização maior que a geração antiga vai enfrentar. Para os modelos que atuam no segmento de entrada, como Palio, Gol e o próprio Peugeot 206 (no caso, o hatch), um desconto de 5% já começa a valer a pena.
Se o escolhido for um modelo mais caro (como o Fit, que muda no fim do ano), a relação custo-benefício começa a ficar interessante a partir dos 10%.
O segredo é estar atento à data exata da chegada da nova linha. Se você vai ficar mesmo com o modelo antigo, deixe para comprá-lo o mais perto possível do futuro lançamento. Quando a linha renovada está para desembarcar na loja, os vendedores se preparam para zerar os estoques, para que no pátio não tenha que conviver lado a lado as duas gerações. Por isso, eles estão mais abertos a negociação – e a descontos maiores.
Mas esse jogo exige atenção, para que a compra não seja feita muito em cima da hora. Aí você corre o risco de a versão antiga já ter sido toda vendida.
Voltando ao meu amigo, o carro custava R$ 46.000 na tabela e era vendido a R$ 43.000. Um desconto de 6,5%, o que já valia a pena, pois a nova versão sofreu apenas uma pequena mudança estética na dianteira. Se fosse uma mudança radical, o desconto teria de ser maior.
Como a nova linha Peugeot 207 (hatch e perua) chega em agosto (talvez início do mês), recomendei a ele esperar mais um pouco para negociar um desconto maior ainda. Depois ele me conta se deu certo.




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