Mitos e verdades sobre airbag e ABS
O airbag será obrigatório a partir de 2014 e tudo caminha para que o freio ABS também seja item de série nos carros brasileiros em 2010. Assim, a tendência é que o assunto não saia da boca dos motoristas nos próximos meses, o que deve trazer à tona velhos mitos sobre os dois equipamentos. Vamos falar de alguns deles:
* O airbag pode se abrir se alguém chutar o para-choque ou bater nele com um taco de beisebol?
NÃO. Para o airbag de um carro parado abrir, ele teria de sofrer uma colisão muito forte de outro veículo em alta velocidade.
* O airbag é uma almofada de ar que fica inflada depois do acidente?
NÃO. Isso só acontece em filmes. Na verdade, o airbag é programado para abrir em menos de 0,1 segundo para logo na sequência se esvaziar.
* Airbag tem prazo de validade?
EM TERMOS. Várias montadoras recomendam que o airbag passe por uma inspeção 10 ou 15 anos depois da fabricação, para aferir a precisão do sistema. Mas em casos de enchente é bom mandar o carro para a concessionária para saber se o equipamento não foi afetado.
* O ABS reduz o espaço de frenagem?
NÃO NECESSARIAMENTE. Em geral o espaço de frenagem na pista seca é até maior, mas sua grande vantagem é que ele mantém o automóvel sob controle do motorista. Num carro sem ABS, se você frear forte, as rodas travam e o veículo segue em frente, mesmo que vire o volante. Com o ABS, você pode pisar fundo e ao mesmo tempo desviar do obstáculo. Já no piso molhado, você de fato consegue reduzir o espaço de frenagem, além de manter o controle.
* O pedal do freio trepida quando o ABS está funcionado?
SIM. Esse é um comportamento normal. Por isso é comum alguns motoristas pisarem forte no freio e, ao sentir o pedal vibrando, aliviar a pressão. Isso é errado, pois reduz a eficiência do sistema. O correto é manter o pé no fundo até escapar do perigo.
Por falar em mitos, clique no vídeo acima para ver como as pessoas ainda confundem as bolas na hora de falar de airbag. E aproveite dê umas boas risadas.
Guerra ao combustível adulterado
A tecnologia avançou nos últimos anos, os automóveis atualmente são mais econômicos, robustos e velozes, mas se tem uma coisa que ainda não mudou é o quanto eles sofrem com combustível adulterado.
Surge agora no horizonte uma boa notícia que pode ajudar os motoristas a enfrentar essa praga que ronda nossos motores. Sancionada no ano passado no Congresso, a lei do perdimento enfim deve entrar em vigor. Para quem não sabe, ela estipula que o combustível adulterado seja apreendido e não fique mais em poder dos postos fraudadores, depois que forem autuados.
A ideia é atingir os postos onde são mais sensíveis: no bolso. Com a multa e a perda do produto, esses revendedores de combustível seriam forçados a sair do negócio ou a entrar na linha. O Procon espera que até agosto consiga firmar todos os convênios necessários que permitam remover e estocar o combustível irregular em depósitos do Estado.
Enquanto isso não acontece, fique de olho no seu carro para saber se você não foi vítima do coquetel explosivo. Veja como reconhecer os sinais:
- O motor começa a falhar, às vezes até mesmo depois de aquecido
- Consumo mais elevado do que a média
- Luz da injeção acende sem nenhuma razão aparente
- Perda de rendimento momentânea
- O carro morre ao reduzir a velocidade ou ao parar num sinal
- Começa a sair água pelo escapamento
E você já passou por isso? Conte pra gente
Promoção boa mesmo é desconto de preço
Em época de vendas baixas (como a crise atual) ou renovação de linha, é comum as montadores lançarem campanhas promocionais para mostrar que comprar um determinado carro ficou mais barato – ou pelo menos mais vantajoso.
Eu lembro que no Natal de 2007 a Toyota estava “dando” a quem comprasse Corolla ou Fielder uma TV de 42 polegadas. Pessoalmente eu não gosto desse tipo de ação. Prefiro receber o valor dessa televisão em desconto de verdade. Se naquela época eu fosse comprar um Corolla e tivesse uma TV de plasma grande, o que eu deveria fazer? Anunciar o aparelho no Mercado Livre para levantar uns trocados? Ou ir até uma concessionária para levar o concorrente?
Na hora em que está negociando com o vendedor, você quer é redução de preço. A loja pode dar tapetinho, tanque cheio, CD player, mas o comprador gostaria mesmo de trocar qualquer desses presentinhos por um belo desconto.
Toquei no assunto porque a Peugeot divulgou hoje que está lançando uma promoção em que dá até 8.000 reais de desconto para os modelos 307 Sedan e 207 SW, válida para 42 cidades até o dia 31/3.
Está aí uma maneira de tratar bem seu consumidor. Em vez de deixar cada concessionária dar seu desconto informal (e aí paga menos quem chora mais na mesa do vendedor), a montadora faz um anúncio oficial e deixa bem claro que esse desconto é oficial e vale para todos.
Transparência é sempre bom...
Garantia longa é bom pra quem?
No post anterior o papo sobre garantia de fábrica pegou fogo por aqui. E não sem razão. Saber que um carro tem cinco anos de garantia geralmente é motivo de orgulho para quem está pensando em comprá-lo. Mas muitos esquecem que atrás dessa vantagem evidente há algumas desvantagens.
Na teoria, a garantia longa é sempre bom, mas na prática significa ficar preso à rede autorizada por até cinco anos. E pagando peças e serviços a preço de ouro, já que na maioria dos casos os valores cobrados pelas oficinas de autorizadas são bem maiores, sem falar na eterna empurroterapia de serviços desnecessários nas revisões programadas.
Há alguns proprietários que preferem tomar um caminho radical. Esperam só alguns meses para saber se o carro não veio com nenhum defeito de fábrica e logo depois partem para fazer as revisões em oficinas particulares, de sua confiança.
Se você tem um veículo com garantia longa e não gosta da idéia de ficar preso aos altos preços de uma concessionária, pense duas vezes. Em algumas situações isso pode não compensar. Por exemplo:
Quando as peças de manutenção básica são baratas: Se você paga pouco por um filtro ou amortecedor, o gasto com a concessionária será pequeno
Quando você roda pouco (abaixo de 15 000 km por ano): Baixa quilometragem é sinal de poucas revisões obrigatórias e, portanto, menos dinheiro que você deixará na rede autorizada
Quando seu carro tem fama de quebrar facilmente: Há modelos que têm fama de inquebráveis, já outros... Pesquise na internet ou fale com seu mecânico de confiança
Para você, vale a pena a garantia longa? O que você costuma fazer?
Revisão tabelada? Sei...
Vou contar uma historinha sobre um de nossos carros de Longa Duração. A repórter Simone Tobias levou nosso Punto ELX 1.4 para a revisão dos 45.000 km. Por sorte, sua revisão é tabelada. Assim, parecia tudo muito simples. Talvez nem precisasse fazer uma pesquisa de preços em outras concessionárias. Afinal tabela é tabela, certo? Errado!
Na primeira autorizada, recebemos um orçamento de 865 reais. “Sim, a revisão é tabelada”, diz o atendente. Mas bastou uma rápida pesquisa por telefone mesmo para acharmos outra concessionária fazendo a mesma revisão por 327 reais.
Eu sei que alguns vão me dizer que o preço de peças e serviços nas concessionárias é abusivo mesmo e que sempre variou muito de uma revenda para outra. Mas isso não deveria acontecer, especialmente se existe um programa da fábrica chamado Revisão Tabelada.
Sabe por que isso acontece? Porque esses preços sugeridos pela fábrica não são divulgados ao público. Você é obrigado a perguntar na autorizada para saber quanto custa a peça que você procura. Eu acabei de ir ao site da Fiat e não consegui encontrar o preço sugerido para uma revisão de Punto. Porém a tabela de preço para seus carros eu achei.
Se todas as montadoras divulgassem suas tabelas de preços para revisões e principais serviços e peças, pode ter certeza que não haveria esses absurdos. Ao contrário, a transparência aumentaria a competição entre as concessionárias, provocando uma queda nos preços. E o que nós, consumidores, veríamos no mercado seria uma generosa dose de descontos, como acontece hoje na venda de automóveis, que têm seus preços tabelados, à disposição para qualquer consumidor pesquisar.
Tabela de usados em tempos de crise
Na hora de vender o próprio carro ou comprar um usado, muita gente gosta de se basear numa tabela de preços, como a da Fipe e da Molicar (clique aqui para acessá-la), ou outra de um jornal do seu estado. Mas nesses tempos de crise essa referência ficou distante da realidade.
Na verdade, depois da internet as tabelas perderam um pouco da importância, já que você pode pesquisar diretamente em sites de anúncios online o preço exato do carro na configuração que você quer.
Depois da crise o mercado de novos caiu e, num efeito dominó, derrubou o preço dos usados. Assim, quem chega com seu carro na concessionária para trocá-lo por um novo recebe ofertas que às vezes são só 50% do preço de tabela. E, na hora de revender esse carro que entrou barato, a loja não necessariamente coloca-o à venda pelo preço de tabela. Dependendo da forma de pagamento, da negociação com o cliente ou do tamanho do estoque, esse preço hoje em dia pode ter uma enorme variação de preço. Portanto, fica difícil para as empresas que produzem essas tabelas chegar a um preço médio que reflita o mercado.
Isso significa que os preços dessas tabelas estão mais altos do que a realidade. Ao pesquisar esses preços no mercado, as empresas coletam na verdade o valor que o vendedor gostaria de conseguir pelo carro, e não aquele pelo qual ele foi efetivamente vendido.
Nos casos de importados, essa variação entre preço anunciado e real é maior ainda. Veja o caso de uma perua Passat Variant 2003, que na tabela custava há algumas semanas 42.000 reais, mas podia ser encontrada por 7.000 reais a menos.
O que fazer hoje? Bem, não há muita escolha. Para quem vende, o melhor é tentar vendar para um amigo ou para um particular, que vai pagar bem mais do que a loja. Para quem compra um usado, tem de pesquisar muito e pechinchar.
E vocês? Qual foi a maior diferença entre preço real e de tabela que vocês já encontraram?
Por que na crise o preço de tabela não cai?
No último post os internautas comentaram que as montadoras ainda têm muita margem para reduzir o valor do carro e que, apesar dos preços baixos no momento, esses valores poderiam ser menores. Bem, é difícil para gente como nós, que não trabalha diretamente na indústria e não conhece toda a cadeia de custos das fábricas, dar uma opinião sensata e justa.
Falamos sobre isso há alguns meses (veja aqui o post 1, 2 e 3 sobre o assunto) e mesmo assim a polêmica não teve fim. Em vez de dar meus pitacos somente na base da achismo, resolvi fazer uma comparação entre a tabela de preços sugeridos pelas fábricas de julho e a tabela de hoje. E sabe o que eu descobri? Que boa parte dos preços subiu, apesar do momento de crise.
Eis alguns exemplos: Corsa Hatch 1.0 Joy subiu de 30.920 para 31.331 reais; Stilo 1.8 Dualogic de 55.660 para 56.870 reais; Ka 1.6 de 32.790 para 33.120 reais, Corolla 1.8 XEi de 67.590 para 68.575 reais. O caso do Gol 1.6 Power (foto) é mais interessante ainda: subiu de 35.660 reais 37.200 reais.
Vamos pensar juntos: se na prática ninguém está vendendo nada, o melhor seria as fábricas baixarem os preços de tabela. Mas não é isso que está acontecendo. O que se vê são apenas descontos, mas sem mexer na tabela. O preço real de venda não é aberto e transparente. Você tem de perguntar ao vendedor, tem de barganhar. É como um bazar persa: o preço quem faz é o cliente na base da pechincha. E isso não faz muito sentido em tempos de recessão.
O preço de tabela com desconto é sempre um mistério, que para se concretizar exige negociação, exige um consumidor combativo. Para piorar, o desconto pode variar até dentro da mesma concessionária e como o mesmo vendedor. É a lei do “quem pode mais chora menos.” Então fica a pergunta: porque os preços de tabela não baixam para mostrar aos consumidores que todo mundo está apertando o cinto?
O que você acha disso?
Superfeirões: bom negócio, mas exigem calma
Neste fim de semana Fiat, Ford, GM e VW vão promover seus feirões em São Paulo. É uma ótima oportunidade para se comprar carro barato, mas fique com um pé atrás. E eu explico por quê.
Em primeiro lugar, lembre-se de que a coisa está feia tanto para as montadoras quanto para as concessionárias. Os estoques estão lotados (são mais 50 dias de produção parados nos pátios) e por isso todos baixaram os preços para tentar vender a um mercado que está receoso e não encontra crédito barato.
Portanto, os preços nesses feirões estarão bem abaixo de tabela. Isso é bom, mas não quer dizer que você não possa encontrar preços menores nas concessionárias espalhadas pelo resto da cidade. Às vezes há um carro com uma cor mais difícil de vender ou um pacote de opcionais pouco procurado. Nesses casos o preço despenca e o seu poder de barganha é maior ainda. Ou simplesmente o preço é melhor do que no feirão.
Para garantir uma boa compra, não vá a um dos feirões sem checar as ofertas nos jornais e sem antes ir a algumas concessionárias para saber qual é o valor mais baixo que você encontrou para o modelo desejado.
Com essas referências na cabeça, você pode batalhar por um preço melhor no feirão ou mesmo decidir voltar à concessionária onde achou aquele carrinho com um preço imbatível.
E lembre-se: na compra de carro novo, a pressa é inimiga do desconto. Pesquise antes e negocie bastante. Nunca o comprador teve tanto poder nas mãos como nesses tempos de crise.
E para quem quiser ir lá, aqui estão os locais. Fiat: estacionamento do Ceasa; Ford: ao lado do Playcenter, na marginal do Tietê; GM: no Campo de Marte; VW: na fábrica de São Bernardo, na Via Anchieta.
Aproveite e deixe aqui sua experiência com feirão de fábrica. Gostou? Fez um bom negócio? Se deu mal? Qual seus truques para comprar?
Chineses no Salão: ameaça à vista
Quem for ao Salão do Automóvel, que abre ao público nesta quinta-feira, dia 30, verá pela primeira vez vários carros chineses em exposição. Eles não estarão no Anhembi para mostrar como são bonitos, modernos ou econômicos. Seu poder de atração está no preço: eles são baratos e ponto final.
Aliás, o automóvel mais barato à venda hoje no país é a minivan M100, da Effa Motors, que sai a 22.980 reais, enquanto o velho Uno Mille de guerra custa na tabela 23.240 reais.
Além da nova cara do M100, no Salão você poderá ver no mesmo estande da Effa o hatch LF520 (foto acima) e o sedã LF620, da marca chinesa Lifan. Segundo a Effa, esses carros devem chegar no primeiro semestre do ano que vem e tinham uma previsão de preço estimada entre 35.000 reais e 55.000 reais.
Outra chinesa que estava por lá é a CN Auto, que mostrou dois utilitários, a Towner e a Topic, que usam o mesmo nome das vans coreanas que já foram vendidas no Brasil. Mas não se engane, isso é só um recurso de marketing. O nome são iguais, porém os veículos são outros, respectivamente das marcas Hafei e da Jinbei. O primeiro lote já chegou ao Brasil e terá preços entre 24.000 e 55.000 reais.
No entanto todo esse mercado florescente para os chineses está ameaçado agora. Como eu disse lá em cima, o encanto deles está basicamente alicerçado no preço. Se o valor for equivalente a um nacional, sem dúvida o consumidor vai optar pelo made in Brazil, já que os chineses não têm como ganhar em rede autorizada, pós-venda e valor de revenda.
Com a recente crise, o dólar subiu e vai reduzir única vantagem que os chineses têm. Ou seja, o carro vai ter um preço maior na origem, seu transporte vai ficar mais caro e o mercado deve se retrair, reduzindo o número de potenciais compradores. Veja o primeiro sinal dessa crise: foi anunciado no Salão que o novo M100 vai ter preço reajustado para cerca de 26.000 reais. E como ficarão os preços dos outros modelos? Será que eles virão mesmo?
E você? Compraria um desses chineses a esses preços? Dê sua opinião.
Você sabe como usar o airbag?
Amigos, hoje é sexta-feira, já está tarde e estou louco pra ir para casa. Mas para não deixar de postar um comentário antes do fim de semana, resolvi pegar uma carona rápida num estudo que o Cesvi (Centro de Experimentação e Segurança Viária) divulgou recentemente, ensinando a usar o airbag. Sim, isso mesmo. Não adianta ter airbag se não souber usá-lo da maneira correta. Veja nas dicas do Cesvi que cuidados você deve ter quando for dirigir um carro com airbag:
“a) Os cintos de segurança devem ser sempre usados, mesmo em veículos com airbags, pois o conjunto oferece uma melhor proteção e o cinto evita que o contato do ocupante com a bolsa ocorra antes do ideal, ou seja, enquanto ela está inflando, quando poderia provocar ferimentos graves ou até fatalidades. A maioria das mortes causadas por airbags, detectadas nos EUA, envolvia pessoas que não estavam usando cinto de segurança, usavam o cinto incorretamente ou estavam posicionadas de forma inapropriada no assento.
b) O condutor deve manter o banco afastado de onde o airbag sairá (o volante de direção, no caso dos motoristas, e o painel, no caso dos passageiros dianteiros), evitando que o corpo fique na região até onde a bolsa alcançará quando inflada. A distância do tórax à direção deve ser maior do que 25 cm (um airbag frontal de motorista infla 25 cm ou mais para fora do compartimento da direção). A posição em relação ao airbag é que determina os riscos de ferimentos. No caso do airbag frontal de passageiros, deve ser observado que eles são maiores do que o de motoristas, podendo inflar a uma distância de 40 cm ou mais a partir do painel.
c) Nunca colocar uma criança em um dispositivo de transporte de crianças fixado no banco da frente, pois, além de ser proibido no Brasil, no caso de acionamento do airbag, este pode provocar ferimento ou até a morte da criança, principalmente no caso do dispositivo do tipo bebê-conforto, que é fixado virado para trás do veículo. Crianças devem ficar sempre no banco traseiro, com dispositivo adequado para seu transporte (de acordo com seu tamanho e peso).
d) Nunca manter objetos (no veículo ou nas mãos e bocas) entre o airbag e o motorista ou passageiro.
e) O passageiro não deve apoiar mãos ou pés no painel, pois pode ter um ferimento grave no caso do airbag inflar e também porque ficará numa posição inadequada para que o cinto o proteja no caso de acidente.
f) No caso de pessoas que não conseguem ajustar o banco de forma a ficarem a uma distância segura do volante, como pessoas de baixa estatura ou mulheres grávidas no final da gestação, deve ser considerada a opção de se desligar o airbag (veja a recomendação do fabricante).”
E você, já teve alguma experiência com o airbag?
O pós-venda especial do Linea
Amigos, andei sumido por causa da correria do fechamento do especial Quatro Rodas Performance, que chega às bancas no final do mês. Para quem gosta de Ferrari, Porsche & Cia é um prato cheio. Agora que estou de volta ao blog, queria falar sobre o serviço pós-venda que a Fiat criou especialmente para o Linea.
Todos sabem que a Fiat – assim como VW, GM e Ford – nunca foi reconhecida pela qualidade nos serviços na concessionária. Não sou eu que estou dizendo isso e, sim, os leitores que nos escrevem com várias reclamações, sem falar na nossa pesquisa anual Os Eleitos, no qual os proprietários de carros avaliam a rede autorizada de cada marca.
E tanto leitores quanto a pesquisa dizem a mesma coisa: Honda e Toyota são superiores na hora de atender os clientes nas concessionárias. Portanto, comprador de Civic e Corolla é um cara exigente não só ao comprar carro como ao levá-lo para a revisão. Pensando em cativar esse público é que a Fiat percebeu que não adiantava apenas lançar um sedã médio refinado. Sabia que precisava cuidar com carinho desse novo consumidor. Com isso, ela lançou mão de algumas novidades:
1 - Garantia de três anos
2 - O dono de um Linea é inscrito no Clube L’Unico, com direto a um kit de boas-vindas com um DVD de apresentação, além de descontos em shows e peças de teatro
3 - Um telefone exclusivo para atender os proprietários. Nada de ser ouvido pelo mesmo pessoal que cuida de Palio, Siena ou Stilo
4 - Toda oficina autorizada terá um gerente específico só para receber o Linea
5 – Serviço que retira e devolve o carro na caso do cliente, onde ele estiver
Bem, na teoria isso parece ótimo. Mas tudo isso vai funcionar certinho? Afinal esse é um serviço digno de marcas de luxo. Me pergunto se um dono de Linea lá do interior do Mato Grosso, que mora a mais de 200 quilômetros de uma autorizada Fiat, quando pedir pra retirarem seu carro e devolvê-lo em casa, será que vai correr tudo bem?
Lembre-se de que não estamos falando de uma rede como a da Honda e Toyota, que mal chegam a 140 concessionárias. A Fiat tem 520 autorizadas espalhadas pelo Brasil. Autorizadas que há anos estão acostumadas a lidar com gente que compra basicamente linha Palio e Uno.
Sem dúvida a meta da Fiat é ousada. Só o tempo dirá se esse é um passo maior do que as pernas ou é uma estratégia inovadora de sucesso.
E você, o que acha?
Como fazer o rodízio dos pneus
Há alguns dias eu expliquei a um internauta em que eixo ele deveria colocar dois pneus novos (clique aqui para ler). Na ocasião, muitos leitores acharam que isso significava que o melhor procedimento era sempre trocar os pneus aos pares. Nada disso, gente. Trocar dois pneus é apenas a forma mais comum e barata de substituí-los, mas não é a melhor.
Para seus pneus durarem mais tempo, faça sempre que possível o rodízio. Como eles trabalham com pesos, esforços e inclinações diferentes, é normal que eles se desgastem de maneira diferentes. Para garantir que o desgaste seja o mais uniforme possível e, portanto, para aumentar sua vida útil, deve-se trocá-los de posição a cada 10.000 km ou quando houver diferenças visíveis de desgaste, seguindo as especificações que estão no manual do proprietário.
Se quiser, você pode seguir também o diagrama acima, que é fornecido pela Pirelli. A imagem mostra duas opções de rodízio para veículos com quatro pneus radiais e de mesma medida, no qual você inclui o estepe ou não. Nem todos os carros permitem usar o estepe no rodízio, pois ele pode ter medidas diferentes das dos pneus de rodagem.
Mas lembre-se: não adianta apenas fazer o rodízio e esquecer da calibragem.








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