Você sabe como usar o airbag?
Amigos, hoje é sexta-feira, já está tarde e estou louco pra ir para casa. Mas para não deixar de postar um comentário antes do fim de semana, resolvi pegar uma carona rápida num estudo que o Cesvi (Centro de Experimentação e Segurança Viária) divulgou recentemente, ensinando a usar o airbag. Sim, isso mesmo. Não adianta ter airbag se não souber usá-lo da maneira correta. Veja nas dicas do Cesvi que cuidados você deve ter quando for dirigir um carro com airbag:
“a) Os cintos de segurança devem ser sempre usados, mesmo em veículos com airbags, pois o conjunto oferece uma melhor proteção e o cinto evita que o contato do ocupante com a bolsa ocorra antes do ideal, ou seja, enquanto ela está inflando, quando poderia provocar ferimentos graves ou até fatalidades. A maioria das mortes causadas por airbags, detectadas nos EUA, envolvia pessoas que não estavam usando cinto de segurança, usavam o cinto incorretamente ou estavam posicionadas de forma inapropriada no assento.
b) O condutor deve manter o banco afastado de onde o airbag sairá (o volante de direção, no caso dos motoristas, e o painel, no caso dos passageiros dianteiros), evitando que o corpo fique na região até onde a bolsa alcançará quando inflada. A distância do tórax à direção deve ser maior do que 25 cm (um airbag frontal de motorista infla 25 cm ou mais para fora do compartimento da direção). A posição em relação ao airbag é que determina os riscos de ferimentos. No caso do airbag frontal de passageiros, deve ser observado que eles são maiores do que o de motoristas, podendo inflar a uma distância de 40 cm ou mais a partir do painel.
c) Nunca colocar uma criança em um dispositivo de transporte de crianças fixado no banco da frente, pois, além de ser proibido no Brasil, no caso de acionamento do airbag, este pode provocar ferimento ou até a morte da criança, principalmente no caso do dispositivo do tipo bebê-conforto, que é fixado virado para trás do veículo. Crianças devem ficar sempre no banco traseiro, com dispositivo adequado para seu transporte (de acordo com seu tamanho e peso).
d) Nunca manter objetos (no veículo ou nas mãos e bocas) entre o airbag e o motorista ou passageiro.
e) O passageiro não deve apoiar mãos ou pés no painel, pois pode ter um ferimento grave no caso do airbag inflar e também porque ficará numa posição inadequada para que o cinto o proteja no caso de acidente.
f) No caso de pessoas que não conseguem ajustar o banco de forma a ficarem a uma distância segura do volante, como pessoas de baixa estatura ou mulheres grávidas no final da gestação, deve ser considerada a opção de se desligar o airbag (veja a recomendação do fabricante).”
E você, já teve alguma experiência com o airbag?
O pós-venda especial do Linea
Amigos, andei sumido por causa da correria do fechamento do especial Quatro Rodas Performance, que chega às bancas no final do mês. Para quem gosta de Ferrari, Porsche & Cia é um prato cheio. Agora que estou de volta ao blog, queria falar sobre o serviço pós-venda que a Fiat criou especialmente para o Linea.
Todos sabem que a Fiat – assim como VW, GM e Ford – nunca foi reconhecida pela qualidade nos serviços na concessionária. Não sou eu que estou dizendo isso e, sim, os leitores que nos escrevem com várias reclamações, sem falar na nossa pesquisa anual Os Eleitos, no qual os proprietários de carros avaliam a rede autorizada de cada marca.
E tanto leitores quanto a pesquisa dizem a mesma coisa: Honda e Toyota são superiores na hora de atender os clientes nas concessionárias. Portanto, comprador de Civic e Corolla é um cara exigente não só ao comprar carro como ao levá-lo para a revisão. Pensando em cativar esse público é que a Fiat percebeu que não adiantava apenas lançar um sedã médio refinado. Sabia que precisava cuidar com carinho desse novo consumidor. Com isso, ela lançou mão de algumas novidades:
1 - Garantia de três anos
2 - O dono de um Linea é inscrito no Clube L’Unico, com direto a um kit de boas-vindas com um DVD de apresentação, além de descontos em shows e peças de teatro
3 - Um telefone exclusivo para atender os proprietários. Nada de ser ouvido pelo mesmo pessoal que cuida de Palio, Siena ou Stilo
4 - Toda oficina autorizada terá um gerente específico só para receber o Linea
5 – Serviço que retira e devolve o carro na caso do cliente, onde ele estiver
Bem, na teoria isso parece ótimo. Mas tudo isso vai funcionar certinho? Afinal esse é um serviço digno de marcas de luxo. Me pergunto se um dono de Linea lá do interior do Mato Grosso, que mora a mais de 200 quilômetros de uma autorizada Fiat, quando pedir pra retirarem seu carro e devolvê-lo em casa, será que vai correr tudo bem?
Lembre-se de que não estamos falando de uma rede como a da Honda e Toyota, que mal chegam a 140 concessionárias. A Fiat tem 520 autorizadas espalhadas pelo Brasil. Autorizadas que há anos estão acostumadas a lidar com gente que compra basicamente linha Palio e Uno.
Sem dúvida a meta da Fiat é ousada. Só o tempo dirá se esse é um passo maior do que as pernas ou é uma estratégia inovadora de sucesso.
E você, o que acha?
Como fazer o rodízio dos pneus
Há alguns dias eu expliquei a um internauta em que eixo ele deveria colocar dois pneus novos (clique aqui para ler). Na ocasião, muitos leitores acharam que isso significava que o melhor procedimento era sempre trocar os pneus aos pares. Nada disso, gente. Trocar dois pneus é apenas a forma mais comum e barata de substituí-los, mas não é a melhor.
Para seus pneus durarem mais tempo, faça sempre que possível o rodízio. Como eles trabalham com pesos, esforços e inclinações diferentes, é normal que eles se desgastem de maneira diferentes. Para garantir que o desgaste seja o mais uniforme possível e, portanto, para aumentar sua vida útil, deve-se trocá-los de posição a cada 10.000 km ou quando houver diferenças visíveis de desgaste, seguindo as especificações que estão no manual do proprietário.
Se quiser, você pode seguir também o diagrama acima, que é fornecido pela Pirelli. A imagem mostra duas opções de rodízio para veículos com quatro pneus radiais e de mesma medida, no qual você inclui o estepe ou não. Nem todos os carros permitem usar o estepe no rodízio, pois ele pode ter medidas diferentes das dos pneus de rodagem.
Mas lembre-se: não adianta apenas fazer o rodízio e esquecer da calibragem.
Como é caro o carro no Brasil (3)
Sempre digo que escrever este blog é uma grande conversa com os internautas, na qual eu aprendo muito. Não somente pelas ótimas informações que eles deixam registradas como também pelas boas sugestões que surgem por aqui, que são muito úteis na hora de bolar boas pautas para revista. E a QUATRO RODAS que chega às banca nesta semana traz uma boa matéria que só foi escrita por sugestão – e uma grande insistência – de todos vocês.
Quando eu iniciei no blog a série “Como é caro o carro no Brasil”, foi justamente porque eu li nos comentários de outros posts a necessidade dos internautas de entender os mecanismos que fazem do automóvel nacional um dos mais caros do mundo (clique aqui para ler o primeiro e o segundo post sobre o tema).
No entanto o assunto pegou fogo, a ponto de ter leitor criando campanha para boicotar a venda de carros. Assim que os comentários explodiram, a gente aqui na redação já saiu correndo pra preparar essa reportagem em cima da hora, já que a discussão veio em fase final do nosso fechamento.
Mesmo assim acabou dando tempo de incluir a reportagem na edição de outubro, com direito até a chamada de capa. Lá explicamos que não é só o imposto que é o grande vilão. Alguém aí tem uma idéia de quem são os culpados?
Só peço desculpas a vocês por não ter dito isso antes, enquanto eu era cobrado por todos nos dois posts anteriores. Vocês sabem como é jornalista. Queremos sempre a informação exclusiva só pra gente. Portanto, não podia comentar no blog que a matéria estava sendo feita pra não levantar a bola pra a concorrência cortar.
Acho que agora estou perdoado, não? (rs)
Muito obrigado a vocês todos.
Motor 1.4: um ótimo negócio
Na próxima edição da QUATRO RODAS, que chega às bancas na semana que vem, vamos publicar o resultado do desmonte completo do nosso Prisma de Longa Duração. Lendo a reportagem lembrei como foi fácil conseguir um bom preço por ele na hora da revenda, mesmo após ter rodado 60.000 km em cerca de um ano de uso. A razão é que ele era flex e 1.4.
Quem já usou um 1.4 entende por que ele é um dos preferidos do mercado. Ninguém compra um 1.0 porque gosta. Compra-se porque é mais barato e ponto final. Trata-se de um motor fraco nas subidas, barulhento (pois em geral anda em giro mais alto) e muitas vezes nem é tão econômico assim.
A QUATRO RODAS fez um teste em março de 2006 comparando o consumo de um Celta e um Palio com motores 1.0 contra os respectivos 1.4. Sabe o que deu? Os 1.0 rodaram na média 9,5 km/l na cidade e 13,4 km/l na estrada, enquanto os 1.4 registraram 9,8 e 13,2.
Isso mostra o que levou o 1.4 a torna-se vedete do mercado. Hoje mais de 50% das vendas do Fiat Idea são do motor 1.4 (e olha que ela é meio pesada pra esse motor). Quando a GM lançou a linha Corsa com motor 1.4, as vendas deslancharam (logo ele foi responsável por 83% das vendas do Sedan).
É por isso que no ano que vem a Volkswagen vai aderir ao 1.4. Os planos iniciais era de que ele já estivesse no novo Gol, mas a direção mudou de plano. No entanto é certo que esse motor vai entrar na linha Fox em 2009.
Portanto, se você está na dúvida entre um 1.0 e um 1.4, não pense duas vezes. Vale investir um pouco mais nele. O 1.4 é garantia de alta liquidez e baixa desvalorização. Ele deve ser o futuro do mercado.
Onde eu coloco os pneus?
O internauta Matheus Maciel está pensando em comprar dois pneus para seu carro e então surgiu a dúvida: coloco-os no eixo dianteiro ou traseiro? Essa pergunta é comum, assim como a polêmica que surgiu sobre esse assunto.
Antigamente os fabricantes recomendavam colocar os dois pneus novos na frente, já que eles teriam um desgaste mais acelerado (no caso de carros de tração frontal) e porque consideravam importante ter mais aderência no eixo direcional, justamente aquele que era responsável pelo controle do veículo.
Porém recentemente essa orientação mudou. Agora os fabricantes exigem que os pneus novos sejam colocados na traseira, jogando os mais gastos na dianteira. Afinal, é mais importante você ter aderência atrás, pois é mais difícil para um motorista comum controlar o carro quando ele perde a traseira no piso molhado do que quando ele sai de frente. Além disso, mesmo que você perca a aderência dos pneus dianteiros, você sempre tem a possibilidade de movimentar as rodas, o que não acontece no eixo traseiro.
E quando chega a hora de trocar o pneu? A lei brasileira diz que a profundidade mínima do sulco é de 1,6 milímetro, embora algumas montadoras recomendem trocá-los quando atingirem 3 milímetros, para não comprometer a segurança na chuva (um pneu novo tem em média 8 milímetros).
Se você não sabe como medir isso, fique calmo. Na prática, é só seguir uma indicação que vem no pneu. Procure na banda de rodagem um pequeno triângulo e as letras TWI (Tire Wear Indicator), uma marca que indica que o pneu chegou ao fim da vida útil.
Adeus, Fielder
Era uma bola cantada, mas seu fim veio mais cedo do que se esperava. A perua Toyota Fielder estava prevista para morrer no fim do ano, no entanto a produção já começou a ser interrompida.
A razão é abrir espaço na linha de montagem da fábrica de Indaiatuba (SP) para se produzir mais Corolla. Assim, aumenta-se o fôlego do modelo, que pode vender mais e ajudar a Toyota a emplacar a liderança no competitivo segmento dos sedãs médios, ultrapassando de vez o Civic, que há tanto tempo domina esse mercado. Porém isso só saberemos mesmo daqui a um ou dois meses.
Uma pena é que a Toyota tenha de matar a Fielder, pois ela vai fazer falta, mesmo com seu projeto mais antigo. No segmento de peruas médias, ela sempre nadou de braçada. Com o anúncio do novo Corolla, as vendas foram caindo – até mesmo porque a produção foi sendo reduzida aos poucos – e abriu-se espaço para a Mégane Grand Tour, que virou líder neste ano.
No entanto, o povo que buscava uma perua maior e que nunca dá dor de cabeça na manutenção, esse vai ficar órfão mesmo. A opção para eles agora será ficar com carros bem mais caros (VW Jetta ou Passat Variant) ou então escolher entre a Grand Tour ou Peugeot SW, que até são boas peruas (veja aqui o bom desempenho delas no Melhor Compra 2008), mas nem de longe têm a robustez da Fielder.
A Fielder vai embora e já deixa saudade.
Chegou o Voyage. Hora de comprar o Polo Sedan
A Volkswagen confirmou hoje: o novo Gol sedã se chamará Voyage, que será lançado oficialmente no próximo dia 24. Ele terá a missão de brigar no atual competitivo mercado dos sedãs compactos.
Ele será um bicho polivalente. Vai peitar Siena Fire, Chevrolet Classic e Prisma, oferecendo um motor 1.0, pouco equipamento e acabamento bem simplezinho.
Mas vai ter de enfrentar gente grande também, como o Fiesta Sedan, Renault Logan e Peugeot 207. E aí ele vai entrar em campo com a versão 1.6, que vai do básico, passa pelo Trend e chega ao Comfortline (equivalente à versão Power do Gol), com acabamento superior e mais bem equipada.
Se agora a VW vai ter um sedãzinho num faixa de mercado onde ela não atuava, significa que a o Polo Sedan terá liberdade para se concentrar na categoria premium. Traduzindo: o Polo Sedan vai ficar mais caro.
Portanto, se você estava de olho nesse modelo, corra para a loja, brigue por um desconto e leve logo o seu, pois a VW vai agregar um pouquinho de itens de série como desculpa para deixá-lo bem mais caro.
Mas cuidado na hora da compra: a versão 2.0 a gasolina está saindo de linha para dar lugar ao 2.0 flex ainda neste mês.
Meu carro tem freio ABS?
O Cesvi Brasil (Centro de Experimentação e Segurança Viária) divulgou hoje uma notícia que me deixou de boca aberta: mesmo quando um carro dispõe de freio ABS como opcional, o vendedor da concessionária não se lembra de oferecê-lo. Pior ainda: quando o cliente pergunta se o modelo tem ABS, a concessionária diz que não tem, apesar de estar disponível como opcional.
Já discutimos aqui que o brasileiro não sabe usar corretamente o freio ABS (clique aqui para ler o post) ou que não liga muito pra equipamentos de segurança (veja mais aqui). Porém, se nem mesmo quem deveria argumentar a favor do ABS (porque vai lucrar com isso tanto financeiramente como na imagem da marca), é porque a situação está feia.
Em vez de repetir o que diz a pesquisa, vou transcrever abaixo suas conclusões:
"A pesquisa foi realizada com um 'comprador oculto', que entrava em contato com as concessionárias demonstrando interesse por modelos de veículos que, segundo a divulgação das montadoras, têm o ABS disponível para compra como opcional. Ou seja, como não vem de série nesses modelos, o sistema teria que ser oferecido pelo vendedor, ou especificamente solicitado pelo comprador, para que uma situação de aquisição fosse possível.
O trabalho concluiu que essa oferta, por parte do vendedor, quase nunca é espontânea:
- Apenas 7% das concessionárias citaram espontaneamente o ABS como opcional dos veículos comentados.
- 62% só se lembraram de falar sobre o ABS quando questionados especificamente se o sistema é opcional nos veículos comentados.
- Mais alarmante: 19% dos vendedores abordados afirmaram que os veículos não têm ABS como opcional (quando, segundo a divulgação da montadora, têm).
Na categoria hatch compacto, formada por veículos mais populares, a oferta espontânea do ABS cai para apenas 2%.
Outro dado que demonstra o quanto o Brasil ainda precisa evoluir quanto à importância dada a sistemas de segurança: 44% dos vendedores abordados, quando questionados se a aquisição do sistema valeria a pena, responderam que não, ou que não sabiam.”
Assim eu me pergunto: a culpa por essa falta de cultura de valorização do ABS é do consumidor brasileiro? Sim, eu acho que nós temos culpa, porém acho que o maior culpado são as montadoras, que conhecem como ninguém a importância desse equipamento para salvar vidas, mas não se preocupam em explicar isso.
E o que você acha?
Corolla virou líder, mas...
O pessoal que lê este blog gosta tanto de carro que acompanha a divulgação de um novo ranking de vendas com o mesmo entusiasmo que vê o resultado do último jogo do seu time do coração.
No entanto o número frio esconde sutilezas que podem chegar a uma conclusão errada. Às vezes um modelo ou um fabricante passou a liderar o segmento porque tem mais força de vendas do que o concorrente. Porém, às vezes, ele é líder porque o concorrente teve alguma paralisação na fábrica.
Quem levantou essa bola e me mostrou alguns exemplos foi meu amigo e repórter Luís Perez, que é colaborador freqüente da QUATRO RODAS. Veja o caso da Nissan. Sua produção em junho e julho foi zero. Será que as vendas estão tão ruins assim a ponto de a fábrica dar férias coletivas para poder esvaziar os estoques das concessionárias? Nada disso. É que a Nissan começou a preparar sua linha de montagem para a minivan de sete lugares Livina, que estará no Salão do Automóvel e começa a ser vendida em outubro.
No último mês, a VW ultrapassou a Fiat em vendas de automóveis porque havia problemas com a entrega de peças do Palio por seus fornecedores (leia o post sobre o tema clicando aqui).
Outra curiosidade. O Toyota Corolla passou a liderar entre os sedãs médios em agosto, mas comenta-se que o Civic vendeu bem menos do que o normal porque a Honda estava adaptando sua fábrica para a produção do novo Fit. E faz sentido, afinal as vendas do Civic despencaram no último mês. Confira os números dos dois sedãs:
Corolla: 3.867 (maio), 3.937 (junho), 4.788 (julho), 4.424 (agosto)
Civic: 5.305 (maio), 5.408 (julho), 5.684 (julho), 4.308 (agosto).
Bem, se essa queda é reflexo da redução do interesse pelo Civic ou da restrição de produção da fábrica, só saberemos nos próximos meses.
Enquanto isso, cada um vai fazendo sua aposta.
Os mitos da troca de óleo
Nenhum serviço de manutenção em um automóvel é mais importante do que a troca de óleo do motor. Ela é a maior responsável pela vida longa e saudável do seu carro. Portanto, se tem uma coisa em que você não deve economizar, é no óleo.
A grande dúvida é sempre a mesma: quando trocar? E a resposta é a mais simples de todas: siga sempre o manual do proprietário. Se lá diz 10.000 km, não adianta trocar aos 5.000 km, pois você vai perder dinheiro. Quando projetam um motor, as fábricas já embutem no prazo de troca uma margem de segurança, pois elas sabem que nem todos os motoristas são cuidadosos.
Porém há uma exceção que deve ser observada: o famoso “uso severo”. Aliás, essa condição está sempre prevista no manual. Pode olhar lá. Quando um motorista utiliza o carro em condições severas de rodagem, a troca deve ser feita na metade do tempo normal.
E o que é uso severo? É quando o veículo trafega constantemente em trânsito congestionado por um longo período, em trajetos curtos demais (até 6 km) ou em estradas cheias de poeira.
Se você é daqueles que fica tentado a usar óleo sintético no seu motor 1.0, pode relaxar. Fazer isso é jogar dinheiro fora. Se o manual não exigir, não use o caro lubrificante sintético, que é indicado em geral para motores de alta performance e que trabalham em altos giros.
E tome cuidado com as embalagens do tipo “óleo para motores 1.0”, “motores 16V” ou “com função antiborra”. Isso é puro marketing. Ao escolher um óleo para seu carro, você deve procurar seguir as características expressas no manual. Quando lá diz que o lubrificante deve ser do tipo mineral SL 20W40, basta procurar um óleo (de qualquer marca) que tenha essa especificação. E isso basta. O resto é bobagem.
Como é caro o carro no Brasil (2)
No post passado mostramos quanto custa um carro no Brasil e o mesmo modelo no México ou na Argentina. E daí vem a seguinte pergunta: o que explica essa diferença tão grande?
Margens de lucro à parte, o Brasil é mesmo cruel quando se fala de cobrança de imposto. Aliás, diz-se que o carro brasileiro é o que tem a maior carga tributária do mundo. Num automóvel com motor acima de 2.000 cm3, o imposto representa 36,4% do valor do veículo (num 1.0 esse número é de 27,1%).
Significa que, se um carro custa 50.000 reais, cerca de 13.000 são impostos. O restante (37.000 reais) é matéria-prima, custo de desenvolvimento e fabricação, transporte e margem de lucro da fábrica e da concessionária.
Essa é uma velha reclamação das montadoras e concessionárias -- e eles têm razão. Com um imposto tão alto, não há como ter um carro razoavelmente barato. Quando se compara com outros países, a diferença é enorme: na Europa é média é de 16%, enquanto os Estados Unidos ficam em 6,1%. E no México? Também é muito baixo: 15%. Quer dizer que num carro de 50.000 reais apenas 7.500 reais são de imposto. Bem, isso já ajuda a explicar por que os automóveis são tão baratos no México.
Agora falemos da Argentina. Lá o valor do imposto é menor, mas não tanto assim: 21,5%. Vamos usar o caso do Renault Logan 1.6 8V. No Brasil ele custa 37.550 reais na versão com ar-condicionado e direção hidráulica (que são itens de série lá na Argentina). Para veículos com motor de 1.0 flex a 2.0 flex, a tributação aqui representa 29,2% do valor do veículo. Portanto, o nosso Logan tem 10.965 reais só de imposto. Esse mesmo modelo custa na Argentina 25.500 reais, sendo 5.483 reais de tributação.
Assim, ao eliminarmos a carga de impostos, o Logan brasileiro custa 26.585 reais e o argentino, 20.017 reais. E vale lembrar que o Logan vendido lá é produzido no Brasil e exportado para lá, o que teria um custo extra de transporte nessa história.
E de onde vem essa diferença de 6.500 reais? Bem, isso é um assunto para outro dia...







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