Blog do PCG http://quatrorodas.abril.com.br/blog/paulo/ NEM SEMPRE É FÁCIL DECIDIR PELA COMPRA DE UM MODELO NOVO OU USADO. MAS AQUI VOCÊ ENCONTRA DICAS QUE VÃO AJUDÁ-LO A FAZER A ESCOLHA CERTA. Tapetes e carros http://quatrorodas.abril.com.br/blog/paulo/div-tapetes-carros-178533_p.shtml Sabe como se vendem tapetes? O vendedor anuncia “tapetes a 100 reais”. Se alguém se interessa, ele passa a mostrar os modelos que tem, observando a sua reação do cliente. Quando percebe que a pessoa se interessa por algum, ele separa esse tapete e continua a exibir os outros modelos. Ele retira do monte todas as peças que fizeram os olhos do freguês brilharem e espera o freguês apontar um dos tapetes que foram separados. “Quero esse”, diz o cliente. “Esse? Custa 150 reais”. “150 reais?”. “É, esses são mais caros. Os de 100 reais são aqueles ali”.

Outro dia, ouvi essa história e fiquei pensando o quanto isso se aplica à indústria automobilística. Cheguei à conclusão que as fábricas aprenderam direitinho a lição e fazem conosco, os consumidores, o mesmo que os vendedores de tapetes.

Elas exibem modelos completos com rodas, faróis auxiliares, kits aerodinâmicos – por fora – e ar-condicionado, airbags, sistema de som – por dentro – e anunciam o preço a partir de x reais, por exemplo 30.000 reais.

Mas, quando o cliente chega em uma revenda e pergunta pelo carro, os vendedores dizem que aquele modelo com ar-condicionado, rodas e faróis auxiliares entre outros itens custa mais caro, 38.000 reais seguindo o exemplo. O de 30.000 reais é o básico e o carro mostrado no anuncio era uma imagem meramente ilustrativa.

Ah -- muitas vezes --, o som e o kit aerodinâmico são acessórios, vendidos à parte nas concessionárias, não fazem parte nem dos itens opcionais para não parecer que o carro completo é carro demais.

E assim como o cliente dos tapetes, o comprador de carro se frustra diante das opções de pagar mais caro ou levar um modelo básico. -- O carro da foto é um Aston Martin DB5 1963, só para o nosso deleite visual.

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Fri, 03 Jul 2009 21:07:43 -0300
Test-drive é um santo remédio http://quatrorodas.abril.com.br/blog/paulo/div-test-drive-santo-remedio-178016_p.shtml Dizem que o TR4 é melhor. Mas o Tucson é mais espaçoso. Sei também que o TR4 é flex e é melhor de revenda. Mas ainda estou em dúvida entre os dois. – Karina Mukai

Tenho um Corolla e penso em trocar, mas não sei se compro outro Corolla ou um Tucson. Se saio de um sedã para outro sedã ou para um SUV. – Renato Izepon – Leme (SP)

Meu padrasto está em dúvida entre um C4 Pallas e um Focus Sedan. Gostaria de saber a sua opinião. – André Faria

R.: Essas são as típicas situações em que o test-drive é a solução. Ou porque os carros são muito parelhos, ou porque quem pergunta já analisou todos os prós e contras de cada modelo, mas ainda não se decidiu.

Durante o test-drive, o motorista pode descobrir qual o carro que lhe agradava mais e atende melhor suas necessidades. Sem falar que, nessa oportunidade, o comprador pode avaliar qual as melhores condições de compra (preço, desconto, financiamento, etc.)

Mas, como sempre digo, é importante não ter pressa. Olhe para o carro com “olhos de enxergar”, como dizia uma professora minha. Sem ansiedade. Se o vendedor quiser que você faça um test-drive rápido, não dê ouvidos.Deixe o vendedor falando e concentre-se nas suas sensações.

Escolha um sábado de manhã, assim que as lojas abrem, quando há poucos clientes e o trânsito permite que você rode tranqüilo. Se o vendedor disser que não tem carro para test-drive, fale que vai procurar o carro em outra agência, que o test-drive é muito importante para você e que sem andar no carro antes, você não poderá se decidir.

Se depois do test-drive, você ainda tiver dúvidas, volte a me escrever. Na foto, um Jaguar E-Type (nesse, até eu queria fazer um test-drive!)

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Thu, 02 Jul 2009 10:25:31 -0300
Fusion seminovo tem boa relação custo/benefício http://quatrorodas.abril.com.br/blog/paulo/div-fusion-seminovo-tem-boa-relacao-custo-beneficio-177942_p.shtml O Fusion 2008 pode ser encontrado por 60.000 reais, ou até por menos. Mas o modelo 2010 é mais bonito e potente. O que você acha, um 2008 vai bem ou vale a pena pagar 25.000 reais a mais e pegar o 2010? – Paulo Cacciari

R.: Como negócio, o 2008 me parece mais interessante. Isso porque ele ainda está novo e já sofreu a desvalorização do primeiro ano – a mesma atingiria o 2010 assim que você o tirasse da concessionária. Além disso, ainda está na garantida, uma vez que a cobertura é de três anos.

Apesar das mudanças técnicas e visuais profundas que ocorreram na nova versão, não estamos falando de duas gerações diferentes e sim de uma mesma geração em dois momentos do ciclo de vida. Portanto, o 2008 é o que tem melhor relação custo/benefício.

O 2010 ficou mais bonito por fora e por dentro, concordo com você, ganhou novo motor 2.5 (anda mais e gasta menos, segundo o teste da QR), e tem cheiro de carro novo. Mas o 2008 é 30% mais barato.

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Wed, 01 Jul 2009 20:13:44 -0300
Pelo fim dos totós, ovinhos e arranhões http://quatrorodas.abril.com.br/blog/paulo/div-pelo-fim-totos-ovinhos-arranhoes-177683_p.shtml Acho que eu devo estar cuidando mal da minha Montana, porque várias pessoas na revista notaram que eu mandei lavá-la hoje de manhã, antes de vir para a redação. Cada um que chegava comentava ter avistado a picapinha limpinha no estacionamento.

Os comentários se transformaram em uma animada conversa sobre conservação de veículos. Cada um revelou suas estratégias para evitar que os vizinhos de vaga risquem ou amassem a carroceria de seus carros.

O editor Péricles Malheiros diz que prefere as vagas das pontas do estacionamento, porque tem certeza de que pelo menos um lado do carro fica a salvo. O diretor de arte Tarcísio Alves examina o carro do vizinho, se estiver todo picotado, é sinal de que o motorista não é cuidadoso, por isso é melhor se afastar.

Logo surgiram idéias mirabolantes para a prevenção dos totós. Colocar um colchão encostado no carro, instalar o airbag lateral do lado de fora, pedir vagas mais largas para os que gostam de seus carros.

Esses ovinhos que ficam na lateral da carroceria realmente tiram o sono de quem cuida bem de seu veículo. Depois, só martelinho de ouro (artesão em funilaria ou lanternagem) para dar jeito. Porque, em uma oficina convencional, acaba repintando uma área muito maior, deixando a impressão de que o carro foi batido.

Terminei a conversa com o compromisso de fazer um post propondo uma campanha pelo fim dos amassadinhos. Convocando a todos os motoristas que estacionam em garagens de prédios, shoppings, supermercados a ficarem mais atentos e a tomarem cuidado com os carros alheios.

Aqui está. E vocês, cuidam de seus carros? Quais estratégias usam para evitar as famosas batidinhas de porta nas laterais da carroceria? (o Volvo P1800 é só para ilustrar)

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Tue, 30 Jun 2009 19:53:23 -0300
Fico com o Jetta http://quatrorodas.abril.com.br/blog/paulo/div-fico-jetta-177375_p.shtml Estou para comprar um Jetta e só tenho uma dúvida: quando chega a próxima geração? – Crysthian. Quero trocar meu carro por um Jetta ou por um Civic EXS. Mas gostaria de saber qual deles você acha que é o melhor. – Rodrigo Chinaglia

R.: Não tenho informações oficiais sobre a próxima geração do Jetta. Mas sei que esse modelo atual é a versão sedã do Golf V. E o fato do Golf já estar na sexta geração, apressa as mudanças para os carros que derivam dele. O Golf VI foi lançado no final do ano passado, como linha 2009.

Por outro lado, o Jetta atual foi apresentado em 2004, como sucessor do Bora, na Europa, mas, por aqui (e no México), o Bora continuou existindo. Ou seja: nada impede que o novo Jetta venha e o atual continue na linha, talvez com outro nome.

As fábricas são muito criteriosas na hora de prolongarem a vida dos modelos que ainda estão adequados a certos mercados. E o Jetta é um carro que tem tudo para se sustentar por um bom tempo. A versão vendida no Brasil tem motor com injeção direta de combustível, câmbio seqüencial de seis marchas e itens de série como ESP, airbags, direção elétrica, suspensão traseira multi-link e etc.

O Civic é produzido no Brasil (o que conta a favor dele) e a Honda tem ótima reputação em pós-vendas. Mas, carro por carro, prefiro o Jetta ao Civic (que é de 2005 e passou por um face-lift em 2008). Além do fato do Jetta custar menos: 78.990 reais contra 83.810 reais do Civic EXS.

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Mon, 29 Jun 2009 19:28:30 -0300
Negociação a sangue frio http://quatrorodas.abril.com.br/blog/paulo/div-sangue-frio-177074_p.shtml O governo dirá o que vai fazer com o IPI, na próxima segunda-feira, dia 29. Segundo a revista Exame, que chegou às bancas esta semana, a isenção deverá ser mantida por mais “dois ou três meses” e, a partir daí, as alíquotas deverão subir gradualmente até atingir seu valor original, em dezembro.

Enquanto a decisão não é anunciada, neste final de semana, como vem acontecendo nos últimos meses, várias fábricas vão fazer feirões oferecendo carro em condições “superfacilitadas”.

Para os que vão as compras, recomendo não se contentar com a primeira oferta, chorar bastante para conseguir descontos e, quando o vendedor vier com essa história de fim do IPI, dizer que a isenção será mantida “como o governo vai anunciar na segunda-feira”.

Lembre-se que você está louco para comprar o seu carro novo, mas os vendedores estão loucos para vender. Por isso, manter o sangue frio na negociação pode render alguns reais a mais no bolso.

A foto do BMW 3.0 CSL 1971, um dos cupês mais bonitos que já vi, é só para ilustrar o post. Bom fim de semana, a todos. 

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Fri, 26 Jun 2009 19:59:29 -0300
Sportage x Tucson http://quatrorodas.abril.com.br/blog/paulo/div-sportage-x-tucson-176816_p.shtml Apesar de serem irmãos, qual você considera melhor compra no momento, Tucson ou Sportage? – Maurício Neto, Cuiabá (MT)

R.: Hoje, eu compraria o Sportage. Na tabela de preços, ele está com preços mais em conta. A versão 2.0 custa 67.500 reais e a V6, 79.900 reais, enquanto o Tucson sai por 69.900 reais, na versão 2.0, e 85.000 reais, na V6.

Nas lojas, pode ser que os preços se igualem, em razão de descontos. Mas não é só pelo preço que o Sportage me agrada mais. A Kia tem demonstrado mais preocupação com pós-venda do que a Hyundai, no atendimento e também na manutenção de estoques de peças. Embora as duas marcas ofereçam os mesmos cinco anos de garantia em seus produtos.

Além disso, acho o design do Sportage mais bonito e menos comum. Como o Tucson vende mais (mérito de seu representante, que montou uma rede de concessionárias maior e tem uma postura mais agressiva no varejo), ele é uma figura mais fácil de se ver no trânsito. Mas isso é pessoal. Talvez você goste mais do estilo do Tucson.

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Thu, 25 Jun 2009 20:06:10 -0300
Fox com desconto http://quatrorodas.abril.com.br/blog/paulo/div-fox-desconto-176522_p.shtml Há um mês, estive analisando a compra de um Fox 1.0. Falei com os vendedores de duas concessionárias VW e ambos foram categóricos em dizer que nada sabiam sobre uma nova versão do modelo. Um deles teve a coragem de me mostrar um modelo atual 2009/2010 dizendo que nada ia mudar! Mesmo assim preferi esperar e agora, um desses vendedores me ligou dizendo que tem uma oferta imperdível pra mim. Bom, gostaria de saber (antes de ir à concessionária) se existe um percentual de desvalorização do modelo antigo em relação ao novo, quando este chegar. Tem alguma "fórmula" para definir isso? – Cesar Bussolo – Criciúma (SC)

R.: Não existe uma fórmula para calcular quanto desvaloriza um carro porque as variáveis envolvidas são muitas. Depende do modelo, da versão, dos estoques de carros nas lojas e até da recepção que a nova linha tem no mercado. Lembra do Palio 2008 que viu suas vendas despencarem sob as críticas dos consumidores que preferiam o visual da versão de 2004?

Enquanto refletia sobre sua pergunta, fiquei imaginando você chegando na concessionária e o vendedor despejando uma série de argumentos convincentes. Ele pode dizer, por exemplo, que quando o novo Fox chegar, ele virá mais caro que o atual e não terá desconto algum (o que é bem possível).

Além disso, ele pode dizer, que a partir do mês que vem, com a volta da cobrança do IPI, todos os carros ficarão, ainda, mais caros (o que também pode se confirmar). E, no final das contas, te convencer de que, mesmo sem desconto, comprar o Fox agora seria um ótimo negócio.

De qualquer modo, se fosse você, eu faria uma pesquisa de ofertas, de preferência, em outras concessionárias. Uma vez que te deram informações erradas nessas que você foi há um mês.

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Wed, 24 Jun 2009 20:52:43 -0300
Dicas no papel e na rede http://quatrorodas.abril.com.br/blog/paulo/div-dicas-papel-rede-176209_p.shtml Um Corvette na noite e outros contos potentes – este é o título do livro que meu amigo Arnaldo Keller, jornalista especializado em automóveis, está lançando pela editora Alaúde. Misturando realidade e ficção, Arnaldo fala de suas aventuras e fantasias que viveu a bordo de lendas como Corvette, Mustang, Porsche 356, Ferrai Dino, Jaguar E-Type e Alfa Romeo 6C, entre outras.

Auto Show. A Matel está inaugurando um novo portal (www.autoshow.com.br) com diversas atrações para quem gosta de carro. Vale a pena conferir. 

Para os que apreciam F-1, a novidade é o blog Qualifying (www.qualifying.com.br), do apaixonado pela matéria Gustavo Bortolotto. Além de sua opinião sobre carros, pilotos e equipes, o blogueiro informa como foram os treinos de cada corrida, as provas e as posições no campeonato mundial, além das conversas de bastidores.

O pessoal da Ferrari  produziu um filme, por ocasião do lançamento da 612 Scaglietti, mostrando como é feito o motor de 12 cilindros desse esportivo. Faltou o ronco a plenos pulmões como só um V12 pode fazer. Mas, mesmo assim, o vídeo é pura poesia. Confira abaixo:

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Tue, 23 Jun 2009 18:49:19 -0300
Meriva, Idea ou Livina ou ... http://quatrorodas.abril.com.br/blog/paulo/div-meriva-idea-ou-livina-ou-175924_p.shtml Gosto de programar a compra de um carro novo com bastante antecedência. Atualmente tenho um 206 SW e pretendo trocá-lo daqui a um ou dois anos. Minha dúvida é Meriva ou Idea, ambos com motor 1.4. Tenho esposa e duas filhas. Acho a Meriva mais espaçosa, mas o desenho do Idea, mais moderno e, portanto, menos sujeito à mudanças. O que você acha?

R.: Você está certo. A Meriva é mais espaçosa e a Idea é mais moderna e menos propensa a mudanças. A Meriva estreou em 2003 e ganhou um face-lift (nova grade) este ano. Deveria ficar assim mais uns três anos, em condições normais de temperatura e pressão. A Idea é de 2005 e nunca mudou, por isso, já deveria ter ganho uns retoques pelo menos. Até a chegada de uma nova geração, o que deve demorar. 

A Meriva, tem a seu favor, o motor de 105/99 cv contra os 81/80 cv da Idea (sempre álcool/gasolina).

Mas se você está preocupado com a atualidade do projeto, melhor seria esperar para ver como o mercado fica, com os lançamentos que estão por vir, ou começar a pensar em um modelo recém-lançado, como a Livina, por exemplo, ou a Grand Livina (que estará na próxima edição da Quatro Rodas).

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Mon, 22 Jun 2009 19:58:30 -0300
Focus Ghia vale a pena http://quatrorodas.abril.com.br/blog/paulo/div-focus-ghia-vale-pena-175355_p.shtml Tenho interesse em comprar um Focus, fiquei apaixonado pela versão Ghia. Mas será que vale investir 10.000 reais nos mimos que ele tem a mais. Gostaria de saber sua posição em relação à revenda e se os itens a mais o fazem valer a pena. – Márcio Cincurá

R.: A resposta é sim. Vale a pena investir 10.000 reais para ter a versão pela qual você se apaixonou pelo simples fato de que paixões assim não acontecem todos os dias, mas também porque você vai poder desfrutar de um pacote de mimos mais completo.

O Focus Ghia é mais bonito por fora, graças a detalhes como frisos cromados, faróis de neblina e rodas de liga com desenho mais elaborado, que o da versão GLX. Por dentro, ele tem como diferenciais o painel em dois tons (preto e cinza), ar-condicionado digital, volante multifuncional com detalhes de alumínio nos raios, piloto automático, teto solar e sensor de estacionamento (isto é, se o pacote de equipamentos não mudou, desde o lançamento, no final do ano passado).

Na hora de vender a diferença de preço entre uma versão e outra tende a se anular com o tempo. Se vender o carro no prazo de um ano ou dois, você terá como conseguir um valor melhor em razão dos equipamentos. Mas a partir dessa idade, os equipamentos têm pouco peso no preço. Valerá mais o estado de conservação, a quilometragem rodada. Nesse caso, os equipamentos podem ajudar a encontrar um comprador, que vai ficar motivado, mas não deve querer pagar mais pelos itens.

De qualquer modo, quando você for vender o carro já desfrutou dos equipamentos. E o investimento conseguiu o seu retorno em forma de satisfação.

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Fri, 19 Jun 2009 19:04:13 -0300
Não basta um chip para ser flex http://quatrorodas.abril.com.br/blog/paulo/div-nao-basta-chip-ser-flex-175065_p.shtml Tenho um Captiva 3.6 e gostaria de saber se seria possível a instalação de um chip flex. – Luis Coutinho – São Paulo (SP)

R.: Possível, é. Imagino que não deve ser difícil encontrar um fornecedor de chip para o Captiva. Mas eu não recomendaria você a fazer isso, porque a conversão de um carro a gasolina requer uma operação mais complexa que a simples troca do chip. Veja o que a Nissan diz que fez no motor 1.8 do Tiida para torná-lo flex.

“Entre as modificações para a transformação em bicombustível estão válvulas de admissão, válvulas de exaustão e vedadores de válvulas feitos com novos materiais; primeiro anel dos pistões de aço (antes eram de ferro fundido); novo desenho dos pistões (agora anodizados e com a primeira ranhura com 1,2 mm, em vez de 1,5 mm); bielas feitas de materiais mais resistentes; injetores adequados ao uso do combustível vegetal e sonda Lambda com dupla camada de proteção para resistir à umidade do álcool.”

Faltou dizer ainda que a bomba de combustível, o filtro e a bóia do tanque também precisam ser adequados. Quando alguém lhe oferecer um serviço de conversão, pergunte o que será feito no carro, além da troca do chip, para que o motor funcione a contento.

Nos carros nacionais que mesmo sendo a gasolina são projetados para  conviver com álcool, imagino que o estrago de uma conversão dessas possa ser menor. Mas em um importado, que não foi construído para ver uma gota de álcool sequer, penso que os problemas possam ser maiores. Sem falar que, ao fazer essas conversões, o proprietário perde a garantia de fábrica.

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Fri, 19 Jun 2009 00:17:59 -0300
Galeria de arte http://quatrorodas.abril.com.br/blog/paulo/div-galeria-arte-174747_p.shtml Meu lado engenheiro me faz brincar com números. Às vezes, involuntariamente, exercito meus neurônios somando e estabelecendo relações entre os números das placas dos carros, no trânsito. Gosto de placas com números repetidos ou simétricos, coisa que também me chama atenção nas contas dos restaurantes.

Em uma dessas viagens numéricas, comecei uma coleção com as senhas que pego diariamente quando tomo um café ou qualquer outra coisa, na lanchonete da Abril. Mas não são senhas quaisquer. São números que identificam carros.

A primeira que guardei foi a de número 722, que me fez lembrar do Mercedes SLR pilotado por Stirling Moss nas Mille Miglia de 1955. O número 722 indicava a hora da largada do carro, na prova: 7:22. Quando recebi essa senha, me senti premiado. Entreguei a nota para o atendente e guardei a filipeta na carteira com cuidado para não amassar.

Depois veio a 911, que dispensa apresentações. Depois, vieram Ferrari, BMW, outras Mercedes.

Minha coleção fica exposta, colada na divisória em frente a minha mesa, na redação. Quando havia cerca de 10 papeizinhos, ela começou a chamar a atenção das pessoas que vinham falar comigo. A maioria perguntava: - que é isso? Fui acusado de querer trapacear na hora do café, levando diversas senhas no bolso para furar a espera.

A Catarina, filha da Sandra Hadich do Atendimento ao Leitor, em um dia em que visitou a redação, olhou as senhas e saiu de mansinho. Foi perguntar no ouvido da mãe: - aquele moço que senta ali coleciona ticket de café?

Com o tempo, minha mesa virou ponto de visitação na redação e colegas passaram a fazer doações de senhas interessantes para o acervo. Hoje ganhei a de número 250, uma Ferrari GT Califórnia (mas pode ser também uma GTO ou uma TR), do Paulo Inoue, da Arte.

O próximo passo é montar uma exposição de senhas, cada uma com a foto e um cartão falando do carro que a senha representa.

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Thu, 18 Jun 2009 00:51:54 -0300
Vambora de VW Bora http://quatrorodas.abril.com.br/blog/paulo/div-vambora-vw-bora-174383_p.shtml Acabei de comprar um Bora 2008/09 movido a gasolina, porque consegui uma boa negociação. Mas o fato dele não ser flex me incomoda um pouco. Você acha que eu devo trocar esse carro logo, ou esperar dois anos para trocá-lo? Como eu perderia menos dinheiro em uma futura troca? -- Diego Soares - Feira de Santana (BA)

R.: Não sou simpático à ideia de trocar de carro poucos meses após a compra. Acho que esse é o jeito mais rápido de se perder dinheiro. Perde-se na desvalorização, quando o carro é novo, e na negociação, quando é usado (a menos que você seja comerciante e tenha sangue frio para negociar).

Mas, na ponta do lápis, acho que você teria de responder as seguintes perguntas: Quanto perderia vendendo o Bora agora (A)? Quanto gastaria para comprar um carro flex (B)? Quanto economizaria em combustível rodando durante dois anos com álcool (C)?

Se A+B > que C, fique com o Bora. Se A+B < C, troque. Onde > significa maior e <, menor. E supondo que ao final de dois anos os dois carros estarão valendo mais ou menos a mesma coisa.

Além dessas contas, existem outras que podem ser consideradas como custos de manutenção do Bora e do outro carro que você compraria. Preços de seguro e etc.

Se você gosta do Bora, pense bem. Tecnicamente, ele não tem nada de errado. Não ser flex não é um problema. Para algumas pessoas, que preferem carros de um combustível só, é até vantagem.

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Tue, 16 Jun 2009 21:50:40 -0300
O segredo dos coreanos http://quatrorodas.abril.com.br/blog/paulo/div-segredo-coreanos-174095_p.shtml Qual é o segredo das montadoras coreanas para venderem carros tão atualizados tecnologicamente, com inúmeros equipamentos e acessórios e por um preço bem abaixo da concorrência, no mesmo segmento de veículos. - Carlos Roberto do Nascimento - Natal (RN)

R. Boa pergunta. Ou seja: pergunta difícil. Acho que podem existir vários motivos para os coreanos apresentarem preços mais baixos que os rivais.

Custos – eu não sei, mas desconfio que os custos de produção da Coréia são menores que os de muitos outros países. Me refiro à mão-de-obra, impostos, etc.

Gestão – os japoneses são referência nessa área, mas talvez os coreanos tenham algum modo de trabalhar que lhes garanta alguma vantagem produtiva.

Margem – talvez os coreanos sejam menos ambiciosos que os outros e tenham lucros menores. Ou talvez, por estratégia, eles prefiram ganhar menos agora, para conquistarem os mercados e ai sim, depois que estiverem consolidados, elevarem os preços para os mesmos patamares dos ocidentais.

Talento -- para negociar preços com fornecedores e margens com a rede de revendedores.

Produtos – talvez os carros coreanos sejam bem equipados, mas não consigam se provar tão confiáveis como os japoneses ou tão resistentes quanto os alemães, por exemplo. Mas isso, só o tempo vai dizer.

Talvez seja tudo isso junto. A quantidade de “talvez” que usei é reveladora da complexidade da questão. Mas não acredito em mágicas ou milagres nessa área, principalmente quando os materiais têm preços cotados internacionalmente, tecnologia custa caro e governos de todo o mundo gostam de arrecadar impostos.

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Mon, 15 Jun 2009 21:26:21 -0300
O IPI e os preços dos carros http://quatrorodas.abril.com.br/blog/paulo/div-ipi-precos-carros-173169_p.shtml Será que com o fim da redução do IPI, em junho, o preço dos carros voltando ao normal, os seminovos e usados voltarão ao preço normal também, ou continuarão subvalorizados pelas lojas e concessionárias. Falo isso por que acho que o consumidor não ganhou tanto assim. Exemplo: um Renault Clio logo após a redução do IPI chegou a ser anunciado a 23.200. Agora, está quase 24mil (estava 24.900 antes da redução). Quis trocar meu carro 2007 por um 0 km e só recebi propostas obscenas. – Arlindo Junior – São Paulo (SP)

Já há alguma informação sobre a data para o fim da redução do IPI? Penso que depois que acabar a redução do IPI a distância para trocar um seminovo por um novo vai aumentar ainda mais, pois devem aumentar o preço dos novos e manter o dos seminovos para desovar os estoques das lojas. Qual sua opinião sobre o assunto? É uma boa hora para trocar de carro? -- Hélio Leonotti - Sorocaba (SP)

R.: Com ou sem IPI valem a lei da oferta e procura.Os consumidores e os vendedores (fábricas, lojas) travam uma queda de braço no mercado. O inimigo do consumidor é ele mesmo, movido pelo desejo e pela necessidade de ter um carro. E o do vendedor é a concorrência. Todas as variáveis da oferta e aa procura influenciam os preços.

A isenção de IPI atingiu seu objetivo que era o de manter o mercado aquecido. Em primeiro lugar, porque se refletiu direto nos preços. Em segundo porque, por ser temporário, criou a condição de “venda promocional”.

Agora, na minha opinião, o governo não vai manter o desconto do IPI porque já percebeu que os preços estão subindo, como as pessoas relataram aqui, o mercado continua aquecido e não precisa mais de incentivo.

Uma boa notícia é que estive conversando com gente da indústria e descobri que existe uma certa disposição de não repassar integralmente a volta do tributo para os preços que estão em vigência hoje. Em parte, talvez, porque eles já estejam maiores. Mas, por outro lado, porque a indústria quer manter o nível de vendas, mesmo depois que o IPI voltar. Mas essa decisão depende de cada marca, cada segmento, etc.

Nos próximos dias eu antevejo o seguinte. Na véspera da decisão do governo manter ou retirar a isenção, as fábricas vão aproveitar para anunciar as “últimas ofertas antes do aumento do IPI”. Se a isenção for mantida, a vida segue e as fábricas vão dizer: “aproveitem a renovação dos descontos”. Se, por outro lado, o imposto voltar, os anúncios serão assim: “últimas unidades sem cobrança de imposto”. Ou: “O imposto voltou, mas não aqui, na rede X”. E assim vão convencendo as pessoas a aproveitar as oportunidades.

Quanto aos seminovos, acho que ainda vai levar um tempo para que eles recuperem os valores relativos que tinham em meados de 2008. Se é que um dia vão recuperar.

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Wed, 10 Jun 2009 16:12:16 -0300
A Zafira não muda tão cedo http://quatrorodas.abril.com.br/blog/paulo/div-zafira-nao-muda-tao-cedo-172982_p.shtml Gostaria de saber se a Zafira vai sair de linha ou sofrer alterações, com mudanças que devem ocorrer na linha da Chevrolet? – R. Brera

R.: A GM tem muito a fazer para renovar sua linha de veículos e a Zafira não está entre as prioridades da marca. Portanto, essa minivan não deve mudar tão cedo.

A Zafira vende bem. E poderia vender até melhor, se a GM dedicasse mais atenção a ela. Logo, a Zafira também não deve sair de linha.

Neste momento, a prioridade da GM é o projeto Viva, uma nova família de modelos compactos, que até agora inclui um hatchback e uma picape, pelo que já se sabe.

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Tue, 09 Jun 2009 21:28:46 -0300
A renovação da família Fox http://quatrorodas.abril.com.br/blog/paulo/div-renovacao-familia-fox-172720_p.shtml Estava finalizando a compra da Spacefox. Mas ao ler a Quatro Rodas vi que o Fox irá mudar. Gostaria de saber se a Spacefox também irá sofrer alterações. – Paulo DV

R.: A Spacefox vai seguir o design proposto pelo Fox, que chega agora em julho. Mas, a família não muda inteiramente de uma vez. Primeiro vem o hatch, depois vem o CrossFox e, por último, a SpaceFox. A perua deve mudar somente no ano que vem. Se a VW não se apressar, somente no segundo semestre de 2010.

Como opção, existe a Palio Weekend e a Peugeot 207 SW. Mas, querendo a Spacefox, você pode tentar um melhor negócio usando o fato de que o carro vai mudar como argumento para conseguir um desconto.

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Mon, 08 Jun 2009 20:49:00 -0300
A Grand Tour ganha por WO http://quatrorodas.abril.com.br/blog/paulo/div-grand-tour-ganha-wo-172300_p.shtml Sou proprietário de um 307 e vou ter um filho. Quero um carro com mais porta-malas. O problema é que acabaram com as peruas no Brasil. É só minivan e SUV. Estou entre as duas que restam: Megane Grand Tour e 307 SW. O que você acha? Tem alguma nova chegando no pedaço? – Luciano Nunes Rocha – Porto Alegre (RS)

R.: Em primeiro lugar, parabéns pelo filho. Quando minha filha nasceu, também comprei uma perua. Elas são muito práticas.

Entre Megane Grand Tour e 307 SW, acho que a Grand Tour é mais negócio por ser produzida no Brasil, enquanto a 307 é importada da França.

O fato de ser nacional dá uma expectativa de vida maior à Grand Tour, uma vez que ela pode continuar a ser produzida aqui, mesmo depois de aposentada na França, o que não ocorrerá com a 307. Além disso, sua manutenção tende a ser mais barata uma vez que, embora a 307 compartilhe muitos componentes com o 307 hatch, boa parte de suas peças de reposição são importadas.

Se eu fosse comprar uma perua hoje, também daria uma olhada nas Fielder semi-novas. Em bom estado de conservação, são opções bem interessantes e que ainda vão longe, além do preço atraente.

Ainda como opção, lembro da Kia Carens, que é uma minivam com um visual mais próximo das peruas, e que agradou a todos quando passou aqui pela redação. Ela é um pouco mais cara que as peruas Grand Tour e 307 2.0 automáticas. Mas chorando, com certeza, você consegue um desconto.

Há ainda a importada VW Jetta Variant. Mais cara. Entre as nacionais, a Grand Tour ganha por WO.

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Fri, 05 Jun 2009 21:29:29 -0300
Fique com o Fit http://quatrorodas.abril.com.br/blog/paulo/div-fique-fit-172003_p.shtml Estou indeciso entre C3 Exclusive e Fit 1.4 LX. As concessionárias da Citroën estão oferecendo o carro por um valor em torno de 45.000 reais e as da Honda me pedem 48.500 reais. De um lado tenho a durabilidade, a confiança e o design do Fit e, de outro, o desempenho, o conforto e os itens de série do C3. O que fazer? – Rodrigo Tosi Chiacho – São Paulo

R.: Como você escreveu, o Fit já deu provas de ser um carro durável e confiável. E, além disso, acabou de ser lançado, na segunda geração, com novo design. O Fit ainda oferece o maior espaço interno, com a versatilidade dos bancos que negociam espaço com a bagagem, e uma direção amigável (ele é um carro fácil e gostoso de dirigir).

O C3, por sua vez, tem a oferecer o que você já disse. Na versão Exclusive, é bem mais equipado que o Fit, na versão LX. E tem motor 1.6 de 113 cv, com álcool, contra o 1.4 de 101 cv, do Fit. Além de um acabamento mais sofisticado (o Fit é mais simples). Seu design está atualizado, mas sua estréia foi em 2001, na França.

Em relação aos custos de manutenção, acho que os dois têm preços de peças e de mão de obra elevados. Mas, no seguro, o Fit tende a ser mais econômico.

Como tira-teima, recomendo um test-drive com ambos. Mas, eu não teria dúvidas. Ficaria com o Fit.

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Thu, 04 Jun 2009 19:44:43 -0300
Carta do presidente da GM http://quatrorodas.abril.com.br/blog/paulo/div-carta-presidente-gm-171721_p.shtml Para quem está atento aos recentes movimentos da GM, aqui vai uma carta que foi endereçada pelo presidente da empresa no Brasil, Jaime Ardila, aos funcionários da corporação. Acho que o texto esclarece pontos importantes.

Prezados Amigos,

A esta altura, muitos de vocês já terão ouvido que a GM, nos Estados Unidos, entrou com pedido para uma reestruturação judicial, conhecido como "Chapter 11" na legislação norte-americana. Os detalhes técnicos desse processo são complexos e isso pode dificultar a compreensão dos artigos na imprensa, além de torná-los imprecisos às vezes.

Os elementos principais do processo de reestruturação judicial da Corporação são os seguintes:

1 - Apenas as operações dos Estados Unidos estão incluídas neste processo. A GM do Brasil, GM Argentina, GM Chile e as outras operações internacionais não estão incluídas e não serão afetadas.

2 - Com o apoio financeiro do governo norte-americano, por meio do US Treasury (UST), e o governo canadense, a GM irá continuar a operar normalmente na América do Norte durante este período.

3 - De acordo com a estrutura proposta, uma nova empresa será formada (Nova GM) e todos os ativos que a GM precisa para operar no futuro serão transferidos para a Nova GM, além de alguns passivos, enquanto que aqueles ativos que a GM se propõe a vender ou liquidar e que não são necessários para as operações, irão permanecer na velha GM, junto com a maior parte da dívida atual. Dentre os ativos que serão transferidos para a nova empresa, estão as marcas que a GM pretende manter, quais sejam, Chevrolet, Cadillac, Buick e GMC, assim como as operações internacionais, incluindo todas as subsidiárias do Mercosul. Portanto, as operações no Mercosul não serão afetadas pelo processo na América do Norte e, como já foi claramente anunciado, serão parte da Nova GM.

4 - É esperado que o UST (e o governo canadense) irá comprar ações emitidas pela Nova GM e converterá uma grande parte dos empréstimos para a GM em capital e, desta forma, tornar-se-á o sócio majoritário dessa nova empresa. O restante das ações será oferecido principalmente ao sindicato (UAW) e aos credores que concordaram em participar do plano proposto. O governo dos Estados Unidos anunciou que não permanecerá como sócio majoritário da Nova GM por muito tempo e pretende vender suas ações assim que a GM pagar os empréstimos feitos pelo UST.

5 - Apesar de que este processo judicial que a GM está iniciando não ter precedentes na história corporativa e ninguém pode ter certeza de como as coisas irão evoluir, nossa alta liderança, os representantes do governo e o grupo de consultores que estão envolvidos neste processo estão muito confiantes de que será por um curto prazo, não mais do que noventa dias e de forma ordenada, de maneira que a GM poderá, em pouco tempo, emergir como uma totalmente nova empresa. A nova GM será uma empresa forte, com uma estrutura de custo muito competitiva, um balanço financeiro saudável, um nível de dívida relativamente pequeno e sustentável, além de algumas dívidas e obrigações.

6 - Como eu já disse no passado, as nossas operações no Mercosul são juridicamente independentes da GM, de acordo com a legislação de cada país, são financeiramente saudáveis, contam com uma forte rede de concessionárias e base de fornecedores, nossa marca Chevrolet é respeitada e admirada nestes países e possuímos uma vasta e competitiva operação de manufatura, além de termos capacidade de desenvolver nossos próprios produtos. Todos esses fatores, aliados ao talento e ao comprometimento dos nossos empregados, irão assegurar nossa força e sucesso até que a GM complete sua reestruturação.

7 - Eu os encorajo a compartilhar esta mensagem com seus amigos e parentes, além de todos com quem vocês convivem em suas comunidades, de forma que nossos clientes e o público em geral estejam bem informados sobre a nossa empresa. Eu manterei vocês atualizados sobre os desdobramentos do processo de reestruturação da GM, à medida que for evoluindo e assim que as informações estiverem sendo disponibilizadas.

Muito obrigado, Jaime

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Wed, 03 Jun 2009 19:56:12 -0300
Entre a beleza do Punto e o conjunto do Gol http://quatrorodas.abril.com.br/blog/paulo/div-beleza-punto-conjunto-gol-171425_p.shtml Estou em dúvida entre um Gol Power e um Punto 1.4. Os preços se assemelham. No Gol, gosto mais do conjunto mecânico. No Punto, me atrai bem mais o design e também o acabamento. Qual a sua opinião sobres esses dois hatches? Fabrícia Caldas

R.: Depois que li sua pergunta, por alguns instantes, também fiquei na dúvida sobre qual deles eu escolheria, justamente pelos argumentos que você usou.

Gosto do Gol. Acho um carro confiável. Ele tem motor 1.6 de 104 cv, enquanto o Punto é 1.4 com 86 cv. Mas o Punto é mais divertido ao dirigir. Mesmo com o motor mais fraco. O acabamento do Punto não é um primor, porém. Embora tenha boa aparência, às vezes peca na qualidade – como ocorreu com o Punto da revista, avaliado no teste de Longa Duração.

Na edição especial Melhor Compra 2009, que chegou este mês na banca, nós analisamos diversos aspectos como desvalorização, preços de seguro e peças e facilidade de reparo e indicamos o Logan como melhor opção, na faixa de 30.000 a 35.000 reais. Sendo que o Sandero ficou em segundo lugar e o Gol, em terceiro. O Punto não conseguiu ficar entre os finalistas.

Em agosto de 2008, a revista fez um comparativo entre Gol, Sandero, Punto, Fiesta e 207, e o Gol foi o vencedor. Seguido do Sandero, do Punto e assim por diante.

Entre a beleza do Punto e o melhor conjunto do Gol, eu ficaria com o Gol.

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Tue, 02 Jun 2009 18:15:39 -0300
Sportage x Tucson http://quatrorodas.abril.com.br/blog/paulo/div-sportage-x-tucson-171150_p.shtml Faz tempo que estamos namorando um SUV. Ontem, fomos fazer o test-drive com os “finalistas” de nossa pesquisa: Tucson e Sportage. Nossa sensação foi de que o Sportage tem melhor acabamento, é mais macio e tem um melhor campo visual. Estamos certos? Outra dúvida é que o Tucson tem um bom mercado e o Kia, não. Temos o perfil de ficar bastante tempo com um carro. – Vanessa

R.: Você tem razão em suas considerações. Concordo que o Sportage é melhor acabado e mais macio. Visibilidade, acho que não há diferença.

Sportage e Tucson são gêmeos separados no nascimento -- uma vez que Kia e Hyundai são marcas do mesmo grupo e os dois compartilham plataforma, motor e diversos outros componentes --, mas o Kia passou por uma reestilização no final do ano passado que o deixou mais atual que o Tucson, que ainda não foi renovado. Por isso, o Tucson está com preço mais atraente que o Sportage.

Em relação ao mercado, é verdade que o Hyundai tem mais presença que a Kia. Isso porque seu representante sempre foi mais agressivo na divulgação da marca e na comercialização dos veículos e acabou por conquistar mais clientes que o rival.

Mas isso tem peso relativo, uma vez que os dois carros são muito parecidos, compartilham peças, etc. E a Kia tem uma vantagem que não aparece tanto aos olhos do consumidor, que é a maior atenção dispensada ao que se chama de pós-venda. A Kia investe mais em treinamento de mão-de-obra, assistência e estoque de peças.

Se você quer ficar bastante tempo com o carro, prefira o Kia. Além de ser o que você mais gostou, ele é o modelo que vai envelhecer mais tarde, porque acabou de mudar, e que tem a assistência técnica mais comprometida.

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Mon, 01 Jun 2009 20:12:06 -0300
O visual do Corolla http://quatrorodas.abril.com.br/blog/paulo/div-visual-corolla-170568_p.shtml Hoje, enquanto me movimentava em câmera-lenta no trânsito, fiquei filmando o design do novo Corolla, quando conseguia enquadrar algum exemplar no meu campo visual. Cheguei à conclusão de que ele é mais interessante do que parece...

Quando a versão atual do Corolla estreou, lembro que todos ficamos meio decepcionados porque esperávamos uma reação ao chamativo Civic e o que veio era um discreto sedã conservador. Olhando agora, continuo achando o Corolla discreto e um pouco sisudo, principalmente se comparado com o exibido Civic. Mas, já não consigo ver o Corolla como um carro sem graça, sem sal, sem personalidade.

Olhando com atenção – e aproveitando as ocasiões em que o jogo de luz e sombra permite que os detalhes sejam notados – é possível ter algumas gratas surpresas. Na traseira, há uns vincos bonitos em volta das lanternas. Nas laterais, o friso que vai da lanterna traseira até a porta do motorista cria um volume na linha de cintura, que é interrompido no para-lamas dianteiro, dando um efeito interessante.

Na dianteira, talvez esteja a parte mais dura do design, porque o encontro da grade com o capô não parece bem resolvido.Mas não há como negar as semelhanças com o irmão maior Camry (um design que cada dia me agrada mais).

Se tivesse linhas mais marcantes, talvez o Corolla aparecesse mais. Mas talvez, também, ficasse com um visual mais datado, menos perene e, o que deve contar mais para a Toyota, em desacordo com as expectativas de seu público, mais conservador que o da Honda.

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Thu, 28 May 2009 20:05:52 -0300
Astra em promoção http://quatrorodas.abril.com.br/blog/paulo/div-astralopitecus-170314_p.shtml A Chevrolet está com uma promoção interessante: Astra Advantage por 42.900 reais completo. Sempre gostei do carro, mas ele não está para mudar? É uma boa compra? – Leonardo Martins (SP)

R.: O Astra está defasado faz tempo. Em relação ao modelo europeu, nem se fala. E,em comparação com a oferta nacional, se compara a outros modelos antiquados como Golf, por exemplo. E ficou para trás de C4, i30, Focus...

Esse preço de 42.900 parece bom, entretanto. As alternativas nessa faixa de preço são Siena, Focus 1.6 hatch. Você não deixou claro se esse Astra é hatch ou sedã. E se é modelo 2008 ou 2009 que já está com o motor do Vectra de 140 cv.

Quanto à possibilidade de mudar, ela é remota. É mais fácil a GM aposentar o modelo, quando for renovar sua linha. Mas isso não deve acontecer tão cedo. Antes, a GM precisa atravessar essa crise em que se encontra; depois, arrumar a casa e, só depois, pensar em atualizar sua linha que está defasada em diferentes segmentos, não só no do Astra.

Se você gosta muito do Astra, vá em frente.

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Wed, 27 May 2009 19:15:26 -0300
C3, o preferido http://quatrorodas.abril.com.br/blog/paulo/div-c3-preferido-169999_p.shtml Estava pensando em um C3 GLS 1.4 (o meu preferido), mas vieram na minha cabeça o Sandero e o Peugeot 307 com as mesmas características. Vou financiar uma parte do valor. A Renault e a Peugeot estão com taxa zero... Será que devo esperar um pouco para ver se a Citroën também melhora a taxa de financiamento? – Bianca Surian

R.: Fiquei com o C3, que é o seu preferido. Ele é bonito, bem acabado e bem equipado. Os outros são mais espaçosos. Mas não são seus preferidos. A Citroën já oferece taxa zero para alguns modelos. Se o C3 está de fora é porque não existe planos para ele nesse sentido.

Além disso, aproveito para dizer que é preciso atenção a essa história de taxa zero. Um carro comprado a prazo nunca sai pelo mesmo valor desse mesmo carro comprado à vista. Isso porque o carro financiado é vendido pelo preço de tabela, sem os descontos que o cliente poderia negociar fazendo o pagamento à vista. E, também porque, mesmo com a taxa de financiamento igual a zero, outras taxas são cobradas.

Segundo a Associação Pro Teste de Defesa do Consumidor, é necessário verificar o Custo Efetivo Total (CET) dos financiamentos. O que muitas vezes não é anunciado de forma correta ou simplesmente é escondido do consumidor. A Pro Teste fez um levantamento nos sites de nove fábricas e achou irregularidades, nessa área.

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Tue, 26 May 2009 18:01:29 -0300
O mercado das peruas http://quatrorodas.abril.com.br/blog/paulo/div-mercado-peruas-169340_p.shtml Por que o mercado de peruas declinou ao nível atual? Muitas pessoas lamentam a escassez de oferta de peruas no mercado brasileiro, mas as fábricas dizem que não existe demanda. Será isso mesmo? – Luis Felipe Diana

R.: Curioso, ainda hoje, na hora do almoço, estava falando disso com o Péricles Malheiros, o mais novo contratado de revista. Não falamos especificamente das peruas, mas do comportamento do mercado. (isso lá é conversa para hora do almoço???)

A indústria e o mercado influenciam um ao outro. A indústria lança o que o mercado quer, mas também estimula o mercado a querer o que ela tem para oferecer.

É o caso das peruas. A demanda caiu porque não tem oferta. Quem quiser uma perua nacional média, hoje, só tem como opção a Renault Grand Tour. Se a Toyota lançasse a Fielder nova; a Ford fizesse a perua Focus, com certeza apareceriam compradores.

O problema é que as fábricas têm de priorizar seus investimentos. Elas atualizaram a linha de sedãs médios e depois partiram para os hatches médios. A crise atrapalhou um pouco. Algumas lançaram, outras resolveram esperar. E assim caminha a indústria. Até parece que as fábricas combinam o segmento da vez.

A prova de que essa tese -- de que não existe demanda para peruas -- é equivocada está no segmento das peruas compactas, onde existem Palio Weekend e Space Fox vendendo bem.

Outro segmento que está esquecido é o das minivans. Essa história me faz lembrar daquela propaganda da bolacha Tostines: “Tostines vende mais porque está sempre fresquinha ou está sempre fresquinha porque vende mais?”

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Fri, 22 May 2009 18:11:31 -0300
Vítimas do granizo e da chuva http://quatrorodas.abril.com.br/blog/paulo/div-vitmas-granizo-chuva-169068_p.shtml Recebi um e-mail de meu amigo Fernando Carvalho, que mora em Visconde do Rio Brando (MG) com um recorte do Estado de Minas com o texto reproduzido abaixo.

"Consumidores de Belo Horizonte ainda correm o risco de comprar como novos carros avariados pelas chuvas de granizo que atingiram o pátio da montadora Fiat em setembro do ano passado. Depois de ter registrado o caso de um Doblò Adventure danificado pela tempestade e vendido pela concessionária como zero, o Procon Estadual abriu processo administrativo para evitar que outros consumidores sejam lesados. Está em vigor desde segunda-feira medida cautelar que impede a comercialização de veículos fabricados em 2008, em Betim, onde o acidente ocorreu. O objetivo é que a medida vigore até que seja comprovado que os veículos avariados não estão à venda. Apesar da proibição, alguns modelos 2008, como a pick up Strada Trekking 1.8 e 1.4, e o Doblò HLX 1.8, podiam ser encontrados terça-feira nas principais revendas ligadas ao fabricante. ...

... A ação do Procon é contra a Fiat Automóveis e a concessionária Sinal, que efetuou a venda do veículo. ...

... A Fiat Automóveis diz que ainda não recebeu a notificação do Ministério Público, mas garante que todos os veículos avariados na ocasião, aproximadamente 3 mil, foram emplacados e colocados à venda como usados. Segundo a montadora, o caso do funcionário público é um exemplo isolado. O promotor Amauri da Matta, que pretende anexar outros exemplos ao processo, não acredita que a venda tenha ocorrido em apenas um caso e, por isso, considera necessário embargar a comercialização de todos os fabricados em 2008, até que a questão seja totalmente esclarecida. ..."

Liguei para a Fiat e ela confirmou a história de que os carros que estavam no pátio da fábrica já haviam sido vendidos como usados e que o Doblò era um carro que estava no pátio da concessionária.

Ai, me lembrei dos Ka vítimas de enchente (post “Salvados da Enchente” 18/3) e resolvi ligar para a Ford para saber que fim teriam levado os carros. Na ocasião, a Ford afirmou que estava fazendo o levantamento do ocorrido e que daria mais notícias em tempo.

Desta vez, liguei para a empresa e como resposta recebi um e-mail dizendo que infelizmente a Ford não conseguiria me passar, hoje, “o status referente ao ocorrido com o Ka em março”.

Pensei: das duas uma: ou a Ford não fez nada até agora (e ainda está pensando o que vai fazer) ou fez, mas não quis dizer. Liguei de novo e me explicaram que não poderiam responder, hoje, porque a pessoa que saberia dar algum esclarecimento não estava na empresa.

Conclusão: quando for retirar seu carro novo, seja de que marca for, fique atento. Não confie em ninguém com mais de 30 anos, como diz a música “Com mais de trinta” da dupla Marcos Valle e Paulo Sérgio Valle. Para ouvir, clique no "play" abaixo!

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Thu, 21 May 2009 18:29:25 -0300
Fiesta 1.0 completo ou 1.6 básico? http://quatrorodas.abril.com.br/blog/paulo/div-fiesta-1-0-completo-ou-1-6-basico-168848_p.shtml Estou em dúvida entre um Fiesta 1.6 básico e um 1.0 completo. O que você recomenda. Luis Henrique Santana

R.: Um Fiesta 1.0 básico custa 30.195 reais. Completo sai por 36.820 reais. Se for 1.6, básico custa 34.295 reais. Para comparar os pacotes de equipamentos nas mesmas faixas de preços é preciso analisar dois pacotes de cada carro. Ou seja, vamos comparar: Fiesta 1.0 (completo) x Fiesta 1.6 (pacote intermediário). E Fiesta 1.0 (intermediário) x 1.6 (básico).

Para um Fiesta 1.6 básico (34.295 reais), a versão 1.0 vem com o pacote chamado de FBN9 (34.240 reais). E, para o Fiesta 1.0 completo (36.820 reais), a versão 1.6 vem com o pacote FDM9 (35.975 reais).

No primeiro caso 1.6 básico x 1.0 FBN9, é mais vantagem optar pelo 1.6 porque os únicos equipamentos que se leva a mais ao optar pelo 1.0 equipado são apenas abertura elétrica do porta-malas, 3 cintos de segurança de três pontos no banco traseiro, direção hidráulica, luz de cortesia com temporizador, trava elétrica das portas com controle remoto e vidros elétricos dianteiros.

No segundo caso 1.0 completo X 1.6 FDM9, a situação se inverte e a vantagem passa para o 1.0. Isso porque ele vem bem mais equipado. Ele traz banco traseiro bi-partido, direção hidráulica, retrovisores com comandos manuais internos, lavador e limpador do vidro traseiro sistema anti-furto e preparação para som. Todos itens também presentes no 1.6. E 4 alto-falantes, abertura elétrica do porta-malas, banco do motorista com ajuste de altura, ar condicionado, rodas de liga leve, travamento automático das portas e vidros e travas elétricos, como os itens exclusivos.

A decisão vai depender de quanto você tem para gastar e do que prefere: motor ou equipamentos? Neste caso, eu prefiro equipamentos. Ou seja, ficaria com o 1.0 completo. Em relação aos preços, eles foram tirados do site da Ford, com referência. Na loja você encontra valores mais interessantes.

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Wed, 20 May 2009 22:01:56 -0300
Conversa de 'bar' http://quatrorodas.abril.com.br/blog/paulo/div-conversa-bar-167302_p.shtml “O comprador de carro não sabe o que quer; quando sabe, não fala, e quando fala, fala errado”.

Ontem fui a um evento da FEI (Fundação Educacional Inaciana, ou Faculdade de Engenharia Industrial, se você preferir), sobre automobilismo e, enquanto a principal atração da noite não começava – palestra com o ex-piloto Bird Clemente –, tive a oportunidade de conversar com várias pessoas.

O assunto do bate-papo era carro, óbvio. Modelos dirigidos nos últimos tempos, lançamentos, mercado e, mais óbvio ainda, competição. Lá pelas tantas o professor de pós-graduação Joaquim Burin Filho disse a frase em destaque acima.

Enquanto eu ainda tentava repetir suas palavras mentalmente, para entender o que ele disse, logo outra pessoa do grupo contou que viu o dono de um Civic forçando a entrada de bagagem no já lotado porta-malas do carro, sem reclamar da falta de espaço e, provavelmente, sem se dar conta de que poderia ter um porta-malas maior se tivesse optado por outro sedã.

As pessoas têm a tendência de se resignar com os defeitos dos carros que têm, assumindo ou atribuindo a outros fatores a “culpa” pelas coisas não estarem de seu agrado. Se a bagagem não cabe, é porque há malas demais. Se o carro dá um solavanco nas saídas e trocas de marchas, é porque o motorista não liberou a embreagem corretamente. Se a suspensão é barulhenta, o responsável é o calçamento...

Eu, por exemplo (apesar de estar sempre procurando defeitos nos projetos), como dono de uma Palio Weekend 1999 (faz tempo) demorei para perceber que essa perua não tinha puxador na porta do porta-malas e toda vez me atrapalhava para fechá-la. 

Além disso, existe também aqueles consumidores que compram um SUV porque acham bonito, mas, no fundo, precisam de um sedã. E os que optam por uma minivan, quando uma perua atenderia melhor suas necessidades. A insatisfação com o carro se instala sem que o motorista dê conta do motivo.

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Thu, 14 May 2009 13:19:34 -0300
Pegue a Strada com IPI reduzido http://quatrorodas.abril.com.br/blog/paulo/div-pegue-strada-ipi-reduzido-166910_p.shtml Estou em duvida em comprar a picape Strada 1.4 cabine estendida agora ou esperar a nova Saveiro – que, dizem, virá com cabine estendida. Demar

R.: Eu compraria a Strada agora. Isso porque, se você esperar pela Saveiro, provavelmente vai perder a isenção do IPI. O incentivo fiscal vai até junho (a menos que seja prorrogado novamente, o que acho difícil) e a Saveiro deve estrear só em julho.

Além disso, a Strada é uma picapinha legal e a Saveiro, pelo que eu tenho visto, será boa também, mas não vai revolucionar o segmento. Quanto à cabine, a Saveiro terá duas versões cabine simples e estendida, assim como a Strada.

>> VEJA A PROJEÇÃO DE COMO VAI FICAR A NOVA SAVEIRO

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Tue, 12 May 2009 20:34:58 -0300
Novo New Beetle ainda demora http://quatrorodas.abril.com.br/blog/paulo/div-novo-new-beetle-ainda-demora-166571_p.shtml Gostaria de saber se o New Beetle vai mudar. Estou pensando em comprar um, mas passaria cerca de 4 anos com ele. Vale a pena comprar? Leila Mendes

R.: O New Beetle foi apresentado em 1998 e passou por um leve face-lift em 2006. Se a reestilização marcar o meio ciclo de vida, até a chegada de uma nova geração, isso significa que o novo modelo viria em 2014. Mas, sinceramente, acho que o modelo atual não se segura até lá.

Vi em revistas e agências de notícias estrangeiras, especializadas em segredos de fábrica, que a nova geração estrearia antes de 2014. Algumas dão conta de uma nova geração para 2010 (o que eu acho cedo) e outras, para 2012 (que eu acho que tem tudo a ver).

Quanto ao momento da compra, penso que o New Beetle é um carro que vale a pena, sim. Mas é você que precisa avaliar. Se gosta do carro, vá em frente, realize seu sonho. Até porque, ao final desse período de quatro anos, praticamente, todos os modelos atuais estarão diferentes ou prestes a mudar.

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Mon, 11 May 2009 21:08:04 -0300
Bravo, mas com Stilo http://quatrorodas.abril.com.br/blog/paulo/div-bravo-stilo-165639_p.shtml Gostaria de saber se a Fiat vai trazer o Bravo, para substituir o já cansado Stilo. - André Jasper. Você já tem informação sobre o Bravo: quando chega, se entra no lugar do Stilo? - Alisson Comper. Sou apaixonado pelo Stilo. Minha pergunta é: ele vai sair de linha no próximo ano? Vale a pena comprar agora? - Matheus Menezes – Campina Grande (PB). Há tempos venho namorando o Stilo, mas tenho receio de comprar agora e ele sair de linha, uma vez que a Fiat já aposentou o carro na Europa. - Rafael Librelar - Porto Alegre (RS)

R.: A Fiat tinha planos de lançar o Bravo neste ano. Mas ai veio a crise, no final do ano passado, ela refez as contas e chegou à conclusão que precisaria aumentar o índice de nacionalização do carro para poder oferecê-lo a um preço competitivo. Cancelar o projeto não era mais possível porque as instalações da fábrica já estavam prontas e, fator mais determinante, as prensas japonesas para a estamparia do modelo já estavam em alto mar, para serem entregues no Brasil (elas já chegaram).

De qualquer modo, o lançamento do carro foi adiado e, até onde eu sei, ainda não existe data oficial para acontecer. A Fiat deve estar trabalhando para aumentar a nacionalização do Bravo sem muita pressa, até porque, no momento, ela deve estar mais preocupada em ir às compras e aproveitar as oportunidades de aquisições e parcerias com as marcas americanas, como tem se falado ultimamente.

Isso significa vida longa para o Stilo, que não está tão defasado assim, e ainda tem o Golf, que é mais antigo, como para-raios das críticas. E, conhecendo o mundo como eu conheço, mesmo com a chegada do Bravo, o Stilo ainda permaneceria no mercado por um bom tempo. Ele seria reposicionado, perderia as versões topo de linha, mas seguiria com pelo menso uma versão de entrada para concorrer com Astra e Golf 1.6.

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Thu, 07 May 2009 08:33:55 -0300
Captiva V6 x Ecotec http://quatrorodas.abril.com.br/blog/paulo/div-captiva-v6-x-ecotec-165189_p.shtml Gostaria de saber sua opinião sobre as versões do Captiva Ecotec e V6 FWD. Vejo que por uma diferença de 5.000 reais é mais vantagem optar pela versão V6. – Fabrício Pimentel.

R.: Visualmente, eu gosto mais da V6, principalmente pelos com pára-choques e molduras laterais pintados na cor da carroceria. Das rodas cromadas, não faço questão.

O desempenho do motor V6 é superior. São 261 cv de potência e 32,9 mkgf torque, contra 171 cv e 22,2 mkgf presentes no motor de 4 cilindros. Mas na hora de abastecer, você vê o quanto dói uma saudade. Já ouvi vários consumidores se queixando do consumo elevado do Captiva V6.

Nos testes de consumo da revista, o Captiva V6 fez 6,5 km/l, na cidade, e 9,2 km/l, na estrada, enquanto o Ecotec conseguiu 8,2 km/l e 10,7 km/l respectivamente.

Em relação ao comportamento na pista, o Ecotec me agradou por ser dono de um conjunto de suspensão mais firme. O V6 recebeu uma calibragem típica de carrão americano.

A diferença de preço entre essas versões, na tabela da GM, é 10.000 reais. Mas se você encontrou a V6 mais em conta, de modo que a diferença seja de 5.000 reais, concordo que a V6 seja mais vantajosa.

Veja em QUATRO RODAS:
>> Teste com o Captiva Ecotec 2.4
>> Teste com o Captiva V6
>> Comparativo do Captiva X Ford Edge X Dodge Journey

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Tue, 05 May 2009 18:02:19 -0300
Azera em promoção http://quatrorodas.abril.com.br/blog/paulo/div-azera-promocao-164516_p.shtml A promoção que o Grupo Caoa está fazendo com os carros da linha Hyundai está dando o que falar. Tenho recebido e-mails perguntando qual a razão do Azera, por exemplo, estar sendo vendido por 69.000 reais, a versão que tem preço de tabela de 85.890 reais, e 78.000 reais, a versão de 93.900 reais. Alguns questionam se a redução de preço estaria relacionada “à uma possível mudança no design”. Outros, se elas se devem ao fato de que esses modelos estariam em "desacordo com a legislação brasileira".

R.: Eu acredito que a única explicação para a promoção de descontos se deve à existência de estoques de modelos fabricados em 2008, que o Grupo Caoa, que é representante da Hyundai no Brasil, quer vender rapidamente.

Para quem estava de olho em um carro desses, e não se importa de comprar um carro produzido em 2008, essa é uma boa oportunidade.

Falei com o presidente do Grupo Caoa, Carlos Alberto de Oliveira Andrade, e ele me disse que a rede Hyundai está em promoção porque negociou os descontos com a fábrica. Segundo ele, o acordo foi feito com os coreanos no final do ano passado, quando as encomendas de novas unidades caíram muito, no mundo inteiro.

Segundo ele, não existe previsão de mudanças no design do carro para os próximos anos e os modelos fabricados no ano passado estão de acordo com as leis brasileiras.

As perguntas dos leitores fazem sentido, no entanto. A renovação das linhas tem ocorrido em tempos cada vez mais curtos e, como o Azera foi lançado em 2005, não seria surpresa se ele recebesse alguns retoques no próximo ano – até a chegada da nova geração que viria por volta de 2012.

E, no que diz respeito às leis, o Azera que é equipado com faróis de xenônio terá que se adequar à resolução 294 do Conselho Nacional de Trânsito, em 2009. Essa resolução determina que os novos modelos produzidos a partir de janeiro de 2009, que possuam esse tipo de farol, devem ser equipados também com sistema de ajuste de altura do facho dos faróis e lavadores das lentes.

Fique atento. Segundo Oliveira Andrade, o estoque de Azera com desconto deve durar no máximo 60 dias. Mas, além dos estoques da Hyundai, outras marcas também estão em promoção para a venda de modelos 2008. Basta procurar o melhor negócio.

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Thu, 30 Apr 2009 22:19:26 -0300
C30 x CLC 200K x 120i x A3 x Impreza http://quatrorodas.abril.com.br/blog/paulo/div-c30xclc200kx120ixa3ximpreza-164171_p.shtml Estou em dúvida entre C30 T5, CLC 200 K, 120i e A3 2.0T. Entre os quatro, qual você recomenda? – Pablo Mensitieri

R.: Para começo de conversa, vamos combinar que quem compra um carro desses procura muito mais que um simples meio de transporte. Além de desejar tudo o que se espera de todo automóvel, o motorista quer sentir emoção, prazer ao volante, seja em razão do desempenho, do design ou do acabamento. E a melhor opção é aquela que tem maior capacidade de proporcionar essa experiência.

Diante disso, não vou falar em preços -- até porque do 120i ao T5 há uma grande diferença de valores --, custos de seguro, valor de revenda e desvalorização.

C30 – O ponto alto do C30 Volvo é o estilo. Seu design é bonito e único, com destaque para a traseira e, internamente, o console que parece um objeto de decoração. O sistema de som é um dos melhores que eu já ouvi. O desempenho da versão T5 fica a cargo de um motor 2.5 turbo de 230 cv.

CLC 200K – Não tão sofisticado quanto seus pares oferecidos no Brasil, mas conserva o carisma da marca, o belo visual da Classe C e o, mais importante, o comportamento dinâmico típico dos carros da marca. E isso já basta. O motor de 184 cv conta com a assessoria da transmissão automática seqüencial de 5 marchas, com tração traseira.

 120i – Porque não o 130i, que tem motor de 6 cilindros e 265 cv, enquanto o 120i vem com um motor de 4 cilindros e 165 cv? Com certeza a diversão é maior com a versão V6. O Série 1, assim como o Classe C, é mais despojado que os outros modelos da sua linha. Mas, ao volante, ele se comporta como um autêntico BMW, com direito à tração traseira.

A3 2.0T – Seu design não empolga, mas, ao volante, é o hatch que me mais me entusiasma. Seu motor gera 200 cv e tem a parceria da transmissão seqüencial S-Tronic, com dupla embreagem, que faz a nossa adrenalina subir na mesma velocidade do ponteiro do conta-giros. A carroceria tem elevada rigidez e a suspensão mantém o carro o tempo todo no chão.

Impreza WRX STi – Você não mencionou o Impreza, mas acho que ele não poderia ficar de fora desta galeria. Como carro japonês, ele tem estilo, acabamento, cheiro e até comportamento diferente dos rivais europeus. Mas nem por isso menos interessante. Sua direção é rápida, sua suspensão é firme e o motor boxer transfere sua força de 310 cv para as quatro rodas. 

Escolher um deles não é uma decisão fácil. Relacionei as principais características de cada um na tentativa de ajudar. Mas, relendo o post, eu mesmo ainda não sei qual seria o meu preferido. Sugiro a você conhecê-los mais de perto para descobrir qual deles fala mais alto ao seu coração. Na foto: um teste comparativo da revista com três dele em maio de 2008.

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Wed, 29 Apr 2009 19:47:48 -0300
Esperando i30 http://quatrorodas.abril.com.br/blog/paulo/div-esperando-i30-163843_p.shtml O i30 vale a pena? Estou a fim de mudar de carro até o fim de junho (por conta do período de férias) e quero um hatch. Os únicos que me agradam são o i30 e o Impreza, mas o 2º tem poucos pontos de assistência técnica em relação ao Hyundai. Faço viagens constantes ao Maranhão, geralmente em feriados esticados, e nas férias planejo viajar pelo litoral, algum deles pode dar o prazer o uma viagem sem contratempos? PVC

R.: O i30 ganhou o comparativo da revista competindo com Focus, Golf, C4 e Stilo. O editor Marcelo Moura, autor da matéria, publicada na edição de março, ficou bem impressionado com o carro. Eu não cheguei a experimentar o i30. Mas, no momento, me parece que o mais importante é saber quando o carro chega.

Um leitor me escreveu dizendo que, uma semana depois de ter visto a revista, foi até uma concessionária Hyundai, fez a reserva do carro, deixando um sinal, e saiu com a promessa de que as vendas começariam em 15 dias. Esse prazo passou e o carro ainda não chegou. A estréia teria mudado para abril, que já está no fim.

Como você vai viajar em junho, entre i30 e Impreza, prefira o Impreza. Ele é mais caro. O i30 2.0 deve custar 58.000, segundo o importador, enquanto o Subaru 1.5 sai por 64.900 e eu recomendo a versão 2.0 que custa 69.400 reais. O Impreza é tão ou mais interessante que o i30, uma vez que traz motor boxer e tração integral e permanente, além de um design interno e externo mais interessante.

Quanto à escassez de pontos de assistência, é um aspecto importante, mas seria muito azar o Subaru te deixar na mão logo na viagem de estreia.

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Tue, 28 Apr 2009 21:44:45 -0300
Siena novo x Corolla seminovo http://quatrorodas.abril.com.br/blog/paulo/div-siena-novo-x-corolla-seminovo-162942_p.shtml Estou em dúvida entre um Siena EL 1.0 2009 completo e um Corolla 2004 1.6 também completo. Para que lado devo ir um carro novo ou um carro usado mais confortável e potente? - Renato Junior

R.: Esse é um confronto clássico: novo x seminovo pelo mesmo preço, mas mais equipado, potente, etc. Mas, assim como nas finais dos campeonatos de futebol, não existe favoritismo nessa disputa.

Acho que não existe uma regra. Sempre depende das opções em vista, da idade e do estado do carro seminovo e também do que cada pessoa valoriza mais.

O novo oferece a vantagem de ser um carro sem história e, portanto, sem risco de ser clonado, salvado e outros “ados” que existem por aí. Além disso, tem a garantia de fábrica e outros benefícios menos concretos, como o cheiro-de-carro-novo.

O seminovo já vem com a desvalorização do primeiro ano amortizada e oferece mais conforto, motor, etc. Pessoalmente, eu tendo a optar pelos novos.

Mas, nesse caso, do Siena x Corolla 2004, se o Corolla estiver bem conservado, fico com o Corolla, que além das vantagens mencionadas é um carro com um padrão de qualidade confiável, o qual compensa o fato de já não ter mais garantia de fábrica, o cheiro de novo, etc.. Seria melhor, se fosse uma versão equipada com motor 1.8. Mas a 1.6 vai bem também.

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Fri, 24 Apr 2009 17:24:25 -0300
Ecosport vive até 2011 (pelo menos) http://quatrorodas.abril.com.br/blog/paulo/div-ecosport-vive-2011-pelo-menos-162750_p.shtml Gostaria de saber se os boatos sobre o Ecosport mudar em 2010 são verdadeiros, pelo que falam ele viria com a cara do Fiesta Europeu, isto é verdade? Pois tenho muito interesse em adquirir um no final do ano, mas se ele for mudar em 2010 isso não valeria a pena. – Gabriel Garcia – São Caetano do Sul (SP)

R.: É verdade que a Ford já trabalha em um sucessor para o Ecosport. Mas dúvido que ele chegue em 2010. Eu daria pelo menos mais um ano para o atual continuar a ser produzido. Ou seja: ele seria lançado em 2011.

O Ecosport vai deixar de ser um produto feito no Brasil para brasileiros e ganhará status de carro cosmopolita, devendo ser exportado para os Estados Unidos, entre outros mercados. E isso, o libera do ciclo iniciado pela primeira geração, que, no ritmo em que está, só mudaria em 2013. Ele foi lançado em 2003 e passou por uma reestilização em 2008.

Portanto, comprando o carro agora, você ficaria com ele atualizado (sem mudanças radicais) por pelo menos dois anos.

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Thu, 23 Apr 2009 20:07:18 -0300
Pausa http://quatrorodas.abril.com.br/blog/paulo/div-pausa-155401_p.shtml Caros amigos

Estarei de férias até o dia 22 de abril. Até lá, meus colegas de site vão reeditar os posts que renderam boas conversas entre nós, principalmente aqueles sobre a arte de comprar e vender carros, sobre temas técnicos como torque e potência e etc..

Por hoje, me despeço com um link para um vídeo que sempre quis fazer (e acabei realizando por ocasião do teste com o Punto T-Jet) que é a filmagem de uma volta no Autódromo de Interlagos, um circuito muito seletivo e ao mesmo tempo gostoso. Rodar lá, mesmo que não seja em um superesportivo, é sempre bom.

Até a volta ou a qualquer momento em edição extraordinária (se eu não conseguir me manter longe do computador por esses dias). Não percam a edição de abril da Quatro Rodas e nem as atrações do site.

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Fri, 20 Mar 2009 15:36:27 -0300
Boa briga: Focus x C4 http://quatrorodas.abril.com.br/blog/paulo/div-boa-briga-focus-x-c4-155138_p.shtml Gostaria de saber sua opinião sobre Novo Focus hatch versus C4 hatch. O que mais me chama atenção é o Novo Focus, por ser mais esportivo. O único entrave seria não ser flex, o que vc acha? Achei o C4 muito bonito e moderno. Mas, para mim, ele custa mais caro que o Focus. Ele não sai por menos de 55.000, enquanto o custaria uns 50.000. - Evandro Isidoro

R.: Vamos ver que versões existem desses carros. O Novo Focus hatch é sempre 2.0 e pode ser GLX ( 55.015) ou Ghia (65.130). E o C4, por sua vez, pode ser GLX 1.6 (53.800) ou 2.0 (56.300), ou Exclusive 1.6 (64.300) ou 2.0 (68.800). Portanto, imagino que você está contando ambos nas versões 2.0 GLX. Detalhe: os carros das fotos são versões Ghia e Exclusive (o teste deles está na edição deste mês da QR).

O motor do C4 rende 151 cv e 21,6 mkgf (4.000 rpm), com álcool, enquanto o do Focus entrega 145 cv e 18,9 mkgf (4500 rpm),com gasolina. Os dois têm versões manuais e automáticas (sequenciais)

Em relação aos equipamentos de série, os dois têm ABS, EBD, airbags frontais, ar-condicionado, cd player e computador de bordo, entre outros itens. O C4 tem ainda BAS. O Focus tem a direção com três modos de uso (normal, conforto e esportivo). O C4 tem o volante multifuncional de cubo fixo. O Focus conta com suspensão multi-link, na traseira, enquanto o C4 tem eixo de torção.

No que diz respeito ao bolso, o Focus é mais barato, tem rede de assistência maior e garantia de 3 anos, enquanto o C4 conta com cobertura de 1 ano, apenas. O custo de manutenção e o preço do seguro, dos Citroën tende a ser maiores que os dos Ford. De qualquer modo, só uma pesquisa mais aprofundada, junto às redes autorizadas e às seguradoras, poderia mostrar essa diferença. Contra o Focus pesa o fato de não ser flex.

Os dois são opções atraentes. Mas, pelo exposto acima, o Focus me parece mais interessante. Em relação ao C4, vale lembrar que existe a versão 1.6, que também pode ser uma alternativa tentadora. Como sempre, recomendo um test-drive antes de assinar o cheque.

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Thu, 19 Mar 2009 16:15:35 -0300
Salvados de enchente http://quatrorodas.abril.com.br/blog/paulo/div-salvados-enchente-154799_p.shtml Gostaria de saber o que as montadoras fazem com os carros que boiam (como apareceu hoje, dia 18/03 no Bom Dia Brasil) a exemplo do pátio da Ford onde haviam vários carros do modelo KA? - Gibraldo Junior

R.: A Ford diz que ainda está fazendo o levantamento do que ocorreu com os carros e que, em tempo vai dar mais notícias. Dados preliminares dão conta de cerca de 400 veículos naufragados, sendo a maioria Ka. A fábrica afirma que eles não serão oferecidos ao público, mas não diz qual será o destino deles.

Esses carros, vítimas de enchentes, não podem mais ser vendidos como novos. Mas também, até onde eu sei, não são destruídos. Seria um prejuízo grande. Uma possibilidade de solução é a venda abaixo do preço normal em leilões, onde o comprador pode examinar o lote e realiza a compra consciente do estado do veículo.

Com o tempo, esses carros acabam chegando ao mercado, desmontados vendidos em peças, ou inteiros, comercializados como semi-novos. (Desde que os danos causados pela água não afete a segurança dos veículos e que o vendedor informe o comprador da procedência do carro, não vejo problemas.)

Antes que alguém me pergunte se a VW também alagou e me envie uma foto igual a mostrada acima, explico que essa foto não foi tirada no Brasil. De tempos em tempos, recebo fotos como essa identificadas como sendo do pátio da Volkswagen.

Algumas vezes, quem manda as fotos, o faz como se fosse um alerta: “cuidado não compre carros da VW”. E evocam teorias conspiratórias do tipo “não vi nada na televisão, nenhum órgão de imprensa denunciou”. Em outras, as pessoas procuram checar a informação e saber se aquelas fotos são realmente da VW do Brasil.

A foto foi tirada (não sei onde) em uma fábrica da Skoda, marca do grupo VW da República Checa. Essa enchente deve ter ocorrido há uns três anos, tempo em que vejo as fotos circulando. As pessoas confundem com VW porque os carros da Skoda são parentes próximos dos VW. O Skoda Fábia é usa a mesma plataforma do Polo e o Octavia, a do Passat. Essa estória já virou uma lenda da web.

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Wed, 18 Mar 2009 15:07:58 -0300
Não tem jeito http://quatrorodas.abril.com.br/blog/paulo/div-nao-tem-jeito-154651_p.shtml “Pensa bem, quantas vezes você já ouviu alguém dizendo que o Brasil não tem jeito... que ética é dessas coisas que não vingam por aqui... que o país nunca vai mudar...

Tem muita gente que vive repetindo isso, mas se você reparar bem são as mesmas pessoas que compram produtos pirata, produtos sem nota, produtos de procedência duvidosa.

Pois é... enquanto a gente não mudar, o Brasil não vai ter jeito mesmo. ETCO. É assim que a gente tem que ser.”

Na minha cruzada por um trânsito mais gentil e civilizado, outro dia me deparei com esse texto acima. Ele foi criado para um spot de rádio do Instituto Brasileiro de Ética Concorrencial (ETCO) que, em poucas palavras, tem “o objetivo de promover a melhoria no ambiente de negócios” do país. Veja mais em www.etco.org.br.

Fiquei imaginando uma versão desse texto falando do trânsito:

“Pensa bem, quantas vezes você já ouviu alguém dizendo que o trânsito não tem jeito...

Tem muita gente que vive repetindo isso, mas se você reparar bem são as mesmas pessoas que não sinalizam as manobras que pretendem fazer, circulam pelo acostamento, não respeitam vagas para portadores de deficiências, invadem faixas de pedestres, não respeitam a sinalização e usam faróis e luzes de neblina de maneira irregular.

Pois é ... enquanto a gente não mudar, o trânsito não vai ter jeito mesmo.

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Tue, 17 Mar 2009 21:16:05 -0300
Entrevista com o presidente da GM http://quatrorodas.abril.com.br/blog/paulo/div-entrevista-presidente-gm-154273_p.shtml A situação da GM é um tema que tem dado muito que falar neste blog. Quem tem um Chevrolet ou pensa em comprar um, mas está inseguro em relação à GM, não deve perder a entrevista do presidente da empresa, Jaime Ardila (foto), hoje, no Roda Vida, da TV Cultura.

O programa será transmitido ao vivo no IPTVCultura – www.iptvcultura.com.br -, canal exclusivo da Cultura para exibição na web, a partir das 18h30, e exibido pela tv, às 22h10.

Você poderá participar, enviando suas perguntas, opiniões e comentários, em tempo real e também antecipadamente pelo site www.tvcultura.com.br/rodaviva).

Além de participar de bate-papo, é possível acompanhar as discussões via Twítter, e visualizar extenso conteúdo sobre o tema.

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Mon, 16 Mar 2009 16:25:37 -0300
Entre Corsa, Gol e Palio http://quatrorodas.abril.com.br/blog/paulo/div-corsa-gol-palio-153437_p.shtml Estou em dúvida entre Corsa 1.4 Premium, Gol Trend 1.6 e Palio ELX 1.8, todos equipados com ar, direção, vidros e travas elétricos. Todos na faixa de 38.000 aqui na minha região. Qual é o melhor em termos de dirigibilidade e relativo conforto? - Marcelo Antunes, Santa Catarina

R.: Dirigibilidade e conforto andam juntos a bordo de um carro. Por isso, não dá para falar de um sem pensar no outro. A não ser que você considere conforto como o espaço interno, os equipamentos, a qualidade dos bancos. Mas vamos deixar esse conforto para depois. Primeiro eu quero falar do conforto dinâmico, vamos dizer.

O Palio tem a suspensão macia demais e a direção leve. O Gol é duro demais e a direção mais pesada. E o Corsa fica no meio termo nos dois aspectos, ou seja: ele consegue transmitir confiança ao motorista sem tornar uma viagem longa cansativa.

Mas dirigibilidade depende também das respostas do câmbio e do motor e, nesse caso, quem tem mais torque, principalmente, tem vantagem. O Palio vem com mais força, com 18,5 mkgf a 2.800 rpm; enquanto o Gol fica em segundo, com 15,6 a 2.500 e o Corsa, em terceiro, com 13,4 a 2800.

Falando daquele conforto de equipamentos, acabamento e espaço interno, o Corsa volta a recuperar terreno, uma vez que vem na versão topo de linha, Premium, com bancos de veludo, etc., enquanto os demais são mais básicos. Espaço, não sei na ponta do lápis, mas vejo um empate técnico entre os três.

Tá difícil. Você não me perguntou, mas, antes de decidir, é preciso levar em conta também a idade dos projetos, o estilo, o custo de manutenção,... o que dá uma boa vantagem para o Gol. Mas considerando o que você quer saber que é conforto e dirigibilidade, voto no Corsa.

Em todo o caso, não deixe de conhecer os carros de perto, fazer um test-drive, para ter mais firmeza na decisão.

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Fri, 13 Mar 2009 19:14:56 -0300
Tenho um Civic mas gostei do Punto T-Jet http://quatrorodas.abril.com.br/blog/paulo/div-tenho-civic-gostei-punto-t-jet-153161_p.shtml Há seis meses sou um feliz proprietario de um Honda Civic. Mas esta semana fui até uma loja da Fiat conhecer o novo Punto T-Jet que me pareceu bastante interessante. Infelizmente ainda não tinha um para experimentar. Pergunto: seria uma boa trocar meu Civic, hoje com 10.000km, por um Punto T-Jet novo, mais pelo desempenho que por outro motivo? - Sergio Zago – Curitiba (PR)

R.: Se a questão é desempenho, você terá mais com o Punto T-Jet sim. Não sei qual é a versão de seu Honda, mas imagino que ele faz de 0 a 100 km/h em cerca de 12 segundos e atinge aproximadamente 190 km/h, enquanto, na edição da QR deste mês, o Punto acelerou de 0 a 100 km/h em 9,3 segundos e atingiu a máxima de 198 km/h.

Além disso, o Punto tem um motor Turbo com aquelas acelerações típicas de motores turboalimentados ou seja: vertiginosamente crescentes. -- Um câmbiozinho de seis marchas igual ao do Punto Abarth não lhe faria mal. -- E, para completar, o Punto já vem com trajes esporte: rodas, bancos, pedais...

Se você acha que não vai ter saudade de um sedã, da posição de dirigir do Civic, do volante de boa pega, do acabamento de qualidade e do tranquilizante atendimento pós-venda da Honda, vá em frente e divirta-se com o seu novo carro.

Já escolheu a cor?

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Thu, 12 Mar 2009 22:08:27 -0300
Novo Renault Mégane RS http://quatrorodas.abril.com.br/blog/paulo/div-novo-renault-megane-rs-152809_p.shtml Encontrei esta versão Renault Sport (RS) do novo Mégane, na internet, e não resisti em mostrar aqui no blog. Ele é lindo. Foi apresentado agora, no Salão de Genebra. Me fez lembrar o Renault Alpine 310.

A fábrica só disponibilizou fotos externas do modelo – eu também fiquei com vontade de ver o interior. Fico imaginando como será o painel e os bancos. Serão tão exuberantes quanto o exterior? Pelo que li no material de divulgação, que também não é muito grande, os bancos são do tipo concha, os pedais são de metal e entre os mostradores há um indicador de trocas de marchas.

Nesse material vi também que ele é equipado com um novo motor 2.0 16V Turbo que gera espantosos 250 cv de potência. O carro terá duas versões Sport e Cup, esta equipada com diferencial de escorregamento limitado para beneficiar a tração. Maravilha.

Como a esperança é a última que morre, perguntei para o assessor de imprensa da Renault do Brasil se existiria a possibilidade desse carro ser vendido aqui e recebi como resposta o óbvio não.

“Com tudo o que ele tem direito de equipamentos (a fábrica não faria por menos) ele chegaria aqui com um preço alto e venderia pouquíssimas unidades”, disse.

Já que ele não vem, só nos restra admirar suas imagens (as fotos do quadro acima são do Renault Alpine 310).

>> Clique aqui e leia mais sobre o Renault Mégane RS no Salão de Genebra de 2009

>> Aqui você encontra a cobertura completa da QUATRO RODAS sobre o Salão de Genebra

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Wed, 11 Mar 2009 16:40:00 -0300
Linea: presente duvidoso http://quatrorodas.abril.com.br/blog/paulo/div-linea-presente-duvidoso-152614_p.shtml Estou bastante interessado no Linea, carro cujo design acho muito bonito e que me agradou ao fazer um test-drive. No entanto, constato que as vendas do sedã estão muito abaixo das expectativas. Será que já podemos considerá-lo um novo Marea, um futuro mico para seus donos? - José Rubem, São Paulo (SP)

Fiquei fascinado pelo visual do Linea. Tirando os plasticos do painel, não vejo mais problemas no modelo (nem no cambio "automatizado"). Estou vidrado na versão Dualogic + kit absolute, porém tenho 2 dúvidas: 1. Nao vi ninguém falando bem do câmbio Dualogic. 2. O motor 1.9 é uma "evolucao" do 1.8 GM ? - Marco Ruiz, São Carlos (SP)

R.: O pessoal tem um pé atrás com a Fiat nos segmentos superiores mas o Linea ainda não teve tempo de dizer ao que veio. Ele não é o único modelo que foi lançado no final do ano passado e que ainda não decolou. As fábricas apontam a crise como responsável e faz sentido.

Não acho também que ele tenha o mesmo destino do Marea, que era derivado do Brava, que não chegou a ser um best-seller. O Linea compatilha a base com o Punto, que já é um produto de sucesso, e, além disso, chega em um momento que a Fiat está bem posicionada entre os hatches médios com o Stilo.

Em relação ao powertraim são outros quinhentos. Ninguém fala bem do câmbio Dualogic porque ninguém gosta desse sistema. Ele é lento nas trocas, quando o motor está em baixas rotações. Melhor os sistemas automáticos tradicionais. E, em no que diz respeito ao motor 1.9 não dá para dizer que ele é uma evolução em relação ao 1.8 da GM porque os dois dispõem da mesma tecnologia trivial, usando, por exemplo, bloco e cabeçote de aço e comando de válvulas com padrão fixo.

Quando dirigi o Linea eu gostei da experiência, apesar das críticas que tenho em relação ao motor e ao câmbio. Vocês me parecem entusiasmados, por isso, recomendo não desistir dele simplesmente por medo do que vai acontecer no futuro.  

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Tue, 10 Mar 2009 20:31:22 -0300
E agora PT Cruiser? http://quatrorodas.abril.com.br/blog/paulo/div-agora-pt-cruiser-152307_p.shtml Em dezembro de 2007, lhe consultei a respeito do PT Cruiser, comprei e estou muito satisfetia. Mas veio a crise e, como já haviam boatos, ele parou de ser fabricado. E agora, como fica quem tem esse excelente carro, quanto à manutenção, preço, serviços …? Nunca havia pensado nessas coisas. Não tenho intenção de me desfazer dele por enquanto. Comparativamente qual seria a sugestão para uma troca a altura? - Iracy – Rio de Janeiro (RJ)

R.: Eu me lembro desse post. Coloquei a foto de um PT amarelo e fiquei feliz em poder ajudar. Naquela época, não eram boatos. De fato, a Chrysler parou a produção da versão conversível. Mas a fechada continuou em produção. A crise, porém, chegou e a Chrysler, por ser americana, está no olho do furacão.

Agora, acho que existem dois caminhos a seguir. Se você ficou desapontada e não quer ser dona de um carro fora de linha, melhor vender, enquanto ele ainda tem um bom valor de revenda. Mas essa não é a melhor alternativa e me parece que você ainda gosta do carro. Portanto, siga o segundo caminho que é o de ficar com o carro e continuar a desfrutar dos momentos agradáveis que ele lhe proporciona.

Ele vai desvalorizar, mas vai chegar em um preço e estabilizar. Foi assim com a picape Dakota, por exemplo. A versão conversível que saiu antes é bem contada e vendida como raridade, no Brasil. Em relação à manutenção, a Chrysler não tem planos de sair do Brasil e mesmo que saísse, carros americanos têm muita oferta de peças que podem ser importadas dos Estados Unidos sem maiores dificuldades de localização. É assim que as pessoas conseguem manter seus Chrysler Stratus, Neon, e seus Jeep Cherokee com mais de dez anos e já fora de linha.

É difícil sugerir um substituto para o PT Cruiser. Com estilo retrô talvez eu pensasse em um New Bettle. Ou em uma réplica de Porsche, da Chamonix. Mas acho que não é só o estilo que você viu no PT. Talvez a posição de dirigir, o conforto a bordo.

Sugiro que você fique com ele. Mas, seja lá que decisão for tomar, o importante é não entrar em pânico, para não vender o carro para o primeiro que aparecer. Se precisar volte a me escrever.

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Mon, 09 Mar 2009 22:03:52 -0300
Sem novidades na Mitsubishi http://quatrorodas.abril.com.br/blog/paulo/div-novidades-mitsubishi-151974_p.shtml Será que é possível prever quais os três modelos a Mitsubishi vai fabricar aqui no Brasil? Há bastante especulação em jornais e revistas sobre o assunto. - Leonardo Contin

R.: Se você está se referindo a uma notícia veiculada no Japão e que repercutiu por aqui, dizendo que a empresa japonesa iria transferir metade de sua produção de veículos para o Brasil, acho que essa história está mal contada. A notícia dizia que essa transferência ocorreria ainda no exercício fiscal de 2009. Mas ninguém faz uma mudança dessas em um estalar de dedos.

Para se produzir o Pajero Full, como foi aventado (entre outros), seria necessário transferir a linha de produção desse veículo para cá, da estamparia à montagem final. E isso necessita de preparação da fábrica para a instalação do maquinário, o transporte das ferramentas (de navio, do Japão)...

Além disso, a fábrica da Mitsubishi no Brasil não é uma filial da empresa japonesa e sim, uma empresa brasileira licenciada. No ano passado, houve notícias de que os japoneses iriam assumir a operação no Brasil e o grupo brasileiro estaria negociando com a Suzuki. Mas essas transações não se confirmaram, pelo menos publicamente. A Suzuki voltou ao Brasil, por meio de um representante-importador. Mas só isso.

Como onde há fumaça, há fogo, pode ser que venham mudanças a caminho. Mas, de qualquer modo, hoje, o lançamento de novos veículos em razão disso são improváveis.

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Fri, 06 Mar 2009 21:47:19 -0300
O Focus 2.0 hatch é uma boa pedida http://quatrorodas.abril.com.br/blog/paulo/div-focus-2-0-hatch-boa-pedida-151702_p.shtml Estou com uma duvida cruel entre o Focus 1.6 GLX e o novo Focus 2.0 GLX. Qual teria o melhor custo/beneficio? Qual deles vc compraria? Ou me indica outro da mesma categoria? Carlos Mariño – Rio de Janeiro (RJ)

R.: Eu compraria o Novo, sem dúvida, não apenas por ser “o Novo”, mas pelo fato que que ele representa uma evolução em todos o sentidos, em relação ao anterior: no estilo, no comportamento dinâmico, nos equipamentos.

O Novo é mais caro, mas, compensa o investimento. Usando a tabela de preços como referência (no mercado há grande variação), temos que: o Focus hatch 1.6 GLX sai por 47.290 reais e o 2.0 GLX, 55.015 reais.

Gosto do Focus, logo, não teria problemas em ficar com ele. Pelo contrário. No mesmo segmento, porém, já que você me pede uma sugestão, se eu não estivesse certo a respeito do Focus, daria uma olhada no novo Citroën C4 hatch, 4 portas. Ele tem versões 1.6 e 2.0, manual e automática, com preços entre 53.800 e 68.800 reais.

E, além desse, no Hyundai i30, que custa 58000 reais e foi o vencedor do comparativo de hatches que está na capa da QR deste mês.

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Thu, 05 Mar 2009 20:39:47 -0300
Relação Polo/benefício http://quatrorodas.abril.com.br/blog/paulo/div-relacao-polo-beneficio-151448_p.shtml Me interessei pelo Polo BlueMotion em razão da economia de combustível. Mas ele vem com pneus especiais, que são encontrados apenas em revendas VW, e custa mais de 5.000 reais a mais que o Polo "convencional". Mesmo assim seria uma boa relação custo/benefício? – Raphael C. M.

R.: A QR deste mês traz um teste do Polo BlueMotion mostrando que o modelo ficou mais econômico que a versão convencional na razão de 10%, na cidade, e 20%, na estrada.

Mas o teste que a revista faz segue uma norma interna, com critérios claros e definidos para que os resultados possam ser comparados com outros carros avaliados segundo o mesmo método. E, no texto do Polo, uma observação do meu amigo Péricles Malheiros, me chamou a atenção.

Ele escreveu: Fora da pista, ... a versão ecológica pede reduções de marchas mais constantes. E é ai que mora o perigo. O motorista precisa estar disposto a rever alguns conceitos, principalmente o de ter torque e potência abundantes o tempo todo”. O que, trocando em miúdos, quer dizer que, se o motorista não ajudar, a economia substancial de combustível não acontece.

Além disso, existe o problema das peças de reposição. A tiragem do BlueMotion para 2009 é de apenas 100 unidades. Ou seja: não vale a pena.

Para completar, a VW apresentou hoje outra versão do Polo, a E-Flex que vem com um sistema de partida a frio que aposenta aquele famoso tanquinho de gasolina, um componente que colabora para o aumento do consumo e das emissões de poluentes.

Essa versão é mais cara. Ela custa 47.490 reais, enquanto a BlueMotion sai por 46.270 reais. Mas, embora tenha sido apresentada como uma versão especial, assim como a BlueMotion, ela não é tão diferente da versão convecional e terá uma tiragem maior: cerca de 300 unidades/mês. Além disso, a aposentadoria do tanquinho é uma tendência.

>> Saiba mais sobre o Polo E-Flex
>> Conheça o Polo Bluemotion

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Wed, 04 Mar 2009 19:45:27 -0300
Que tal uma Ranger Sport? http://quatrorodas.abril.com.br/blog/paulo/div-tal-ranger-sport-151106_p.shtml Estou em dúvida entre uma Ecosport 2.0 e uma Tracker, pois tenho que ir pra faculdade e tenho que encarar uma estrada que tem um trecho de 7Km de estrada de chão. Qual deles você acha melhor? Vinícius Linck – Arroio dos Ratos (RS)

R:. Se você quer um carro robusto, vá de Tracker. Se quer um mais moderninho, Ecosport. Mas, como eu não compraria nenhum nem outro, vou quebrar o costume de me deter aos modelos que as pessoas mencionam nas perguntas e sugerir uma terceira opção: que tal uma Ranger Sport?

Já pensou em uma picape? A Ranger Sport é bonita, bem equipada, custa menos que os modelos que você mencionou acima e passa pelos “7 km de chão” sem dificuldades. Está bem, você quer um jipinho. Então, pense no Pajero TR4. Ele está na mesma faixa de preço do Ecosport 4x4.

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Tue, 03 Mar 2009 19:29:24 -0300
A Zafira vai ganhar o motor do novo Vectra http://quatrorodas.abril.com.br/blog/paulo/div-zafira-vai-ganhar-motor-novo-vectra-150737_p.shtml Qual o destino da Zafira? Gostaria de saber se esse veículo vai continuar a ser fabricado, se será re-estilizado, uma vez que ele já nem aparece nos anúncios da GM. - Luiz Carlos Barnabe

R.:A GM diz que a Zafira terá vida longa entre nós, mas que não tem planos de re-estilização para ela agora – embora, cá entre nós, um “tapinha” como o que foi dado na Meriva não fosse uma mudança difícil de promover e lhe desse um ânimo a mais.

Até o final deste mês, porém, a Zafira vai ganhar o motor 2.0, apresentado agora com a nova versão do Vectra, que recebeu melhorias e passou de 128 para 140 cv de potência, com álcool.

A Zafira é um bom produto que se vende sozinho. Poderia vender mais se a GM incentivasse suas vendas, o que não acontece como você já constatou. No ano passado, a GM vendeu em média 850 unidades da Zafira por mês, o que significa cerca de 1,5 unidade por concessionário, considerando que a marca tem 559 revendas no país. É pouco.

Apesar de desatualizada em relação à linha européia, ela ainda é uma opção interessante no nosso mercado, onde a concorrência é igualmente defasada, com destaque (negativo) para a Scénic, uma vez que o Xsara Picasso, apesar do C4, ainda está na ativada na França.

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Mon, 02 Mar 2009 15:01:37 -0300
Cuidado com o trânsito http://quatrorodas.abril.com.br/blog/paulo/div-cuidado-transito-150493_p.shtml Um dia desses, recebi um e-mail de um amigo, desses que as pessoas enviam para uma lista de gente, com dicas sobre o trânsito. Apesar de concordar com as sugestões, estranhei o teor da abordagem. O que mais me chamou a atenção foi a forma irritada com que o autor (desconhecido) escreveu, usando negritos, maiúsculas, pontos de exclamação e até palavrões, entre outros recursos.

Fiquei pensando o que o trânsito está fazendo com as pessoas (deixando todas loucas) e como alguém tão descontrolado emocionalmente se comportaria no trânsito que diariamente coloca a nossa paciência a prova. Se ao dar conselhos a pessoa já se irrita, imaginem em uma situação naturalmente irritante? E o mais preocupante é saber que esse e-mail ganhou status de corrente eletrônica, com várias pessoas passando para outras, por achar que aquele conteúdo poderia interessar.

Abaixo, vou reproduzir alguns dos parágrafos do e-mail, que sem os palavrões pareceu até bem humorado, mas não menos preocupante.

- No semáforo, deixe a primeira marcha engatada e quando o farol abrir, arranque. Não espere que o motorista de trás tenha que te lembrar.

- Se você não sabe fazer baliza, tenha humildade e procure uma vaga mais fácil...

- … 60 km/h é 60 de verdade e não 20 km/h disfarçado …

- A vida anda muito corrida, por isso, se você gosta de passear pelas vias a 30 km/h, faça isso às 5 horas da manhã …

- Se você vir alguém no seu retrovisor... pode ser … uma emergência. Como você não é Mãe Dina, … deixar passar o apressadinho.

- Que tal dar sinal de que vai entrar em alguma rua se você percebe que tem um motorista esperando sua importante escolha?

- Se o seu namorado vai te deixar na frente do shopping, deixem as preliminares para um local apropriado. Certamente não vai ser a última vez que você vai vê-lo …

- Outra coisa que irrita são aqueles … que … param na vaga de idoso ou de deficiente... merecia uma surra para realmente precisar estacionar ali. ...

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Fri, 27 Feb 2009 20:25:51 -0300
Parati muda em dois anos, no máximo http://quatrorodas.abril.com.br/blog/paulo/div-parati-muda-dois-anos-maximo-150129_p.shtml É verdade os comentários que a Parati está para sair de linha? Se for verdade, é bom ou mau negócio comprar uma 2008 Track&Field? Renato Aguiar – Florianópolis (SC)

R.: Com a chegada do novo Gol, as primeiras notícias da VW davam conta que a Parati sairia de cena e a SpaceFox assumiria de vez o posto de perua da casa. Hoje, o que se diz é que há espaço para duas peruas e assim, a Parati seguiria junto com a SpaceFox.

A Parati ganhará uma nova geração, assim como Gol, Voyage e Saveiro. Ela será a última da família a passar pela renovação, no entanto. Como Gol e Voyage já estão ai e Saveiro chega este ano, a nova Parati deve chegar no segundo semestre de 2010 (especula-se).

Se as vendas ajudarem, a Parati ficaria sem mudanças significativas por mais quase dois anos, portanto – tempo suficiente para quem gosta, curtir a perua com tranquidade.

Olhando o mercado da Parati no segundo semestre de 2008, em comparação com o da SpaceFox, porém, dá para ver que as vendas da Parati foram ficando cada vez menores em relação à SpaceFox. Veja: os volumes de vendas das duas peruas começaram juntos e foram se distanciando.

Parati: - Jul. 2044, Ago. 1547, Set. 1300, Out. 1308, Nov. 1058, Dez. 1035 -- SpaceFox: - Jul. 2060, Ago. 1878, Set. 2339, Out. 2002, Nov. 1354, Dez. 1662

Isso pode abreviar a vida da Parati -- principalmente porque a fábrica já não investe na promoção desse modelo. Mas se você tem uma boa oferta é questão de avaliar.

Pesquisei preços de Parati em Santa Catarina (via internet) e encontrei valores que vão de 33.000 a 44.000 reais, em modelos 07/08 e 08/08. É preciso pesquisar bem.

Eu fui proprietário de uma Parati e tenho boas lembranças. Mas, hoje, não compraria uma por ser um carro muito roubado (além do inconveniente de ficar sem carro, o preço do seguro tende a ser maior que a média).

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Thu, 26 Feb 2009 20:05:29 -0300
Marcha da Quarta-feira de Cinzas http://quatrorodas.abril.com.br/blog/paulo/div-marcha-quarta-feira-cinzas-149828_p.shtml Acabou nosso carnaval
Ninguém ouve cantar canções
Ninguém passa mais brincando feliz
E nos corações
Saudades e cinzas foi o que restou

Pelas ruas o que se vê
É uma gente que nem se vê
Que nem se sorri
Se beija e se abraça
E sai caminhando
Dançando e cantando cantigas de amor

E no entanto é preciso cantar
Mais que nunca é preciso cantar
É preciso cantar e alegrar a cidade

A tristeza que a gente tem
Qualquer dia vai se acabar
Todos vão sorrir
Voltou a esperança
É o povo que dança
Contente da vida, feliz a cantar
Porque são tantas coisas azuis
E há tão grandes promessas de luz
Tanto amor para amar de que a gente nem sabe

Quem me dera viver pra ver
E brincar outros carnavais
Com a beleza dos velhos carnavais
Que marchas tão lindas
E o povo cantando seu canto de paz
Seu canto de paz

Toquinho e Vinícius de Moraes

http://www.youtube.com/watch?v=aW63eDQDcU0

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Wed, 25 Feb 2009 21:23:35 -0300
Velhinhos e colecionáveis http://quatrorodas.abril.com.br/blog/paulo/div-velhinhos-colecionaveis-148947_p.shtml Estive reparando que alguns automóveis da década passada e retrasada ainda estão rodando por ai. É o caso dos Gol GTI, Escort XR3, Kadett GSi, Monza, Opala e Santana. Isso acontece porque eles demoravam a sair de linha? Ou porque eles eram tão marcantes e acabavam por se tornar sonhos de consumo? Ou a onda das restaurações estão trazendo esses modelos de volta? – André Soler – Rio de Janeiro (RJ)

R.: Acho que esses carros podem ser divididos em dois grupos: os que continuam dando duro, servindo como condução, e os que se tornaram objetos de coleção.

Os primeiros, ainda estão na ativa por necessidade de seus donos. Os outros porque contam um pouco da história da indústria no país, porque recebem a atenção dos que tiveram um carro desses na época, ou não conseguiram ter e agora podem. 

No primeiro grupo entram todas as versões. No segundo, ficam aqueles em estado original que foram muito bem conservados, as versões esportivas ou especiais (esses mais raros) e os que foram restaurados.

O número de colecionadores tem crescido muito no Brasil, cada um com suas preferências e modo de culto. Há quem goste de manter a originalidade, há os que preferem “tunar” os bichinhos.

Pesquisando na internet é possível encontrar ofertas tentadoras desses modelos mencionados e de outros, incluindo os fora-de-série que faziam muito sucesso quando o nosso mercado era fechado às importações.

Bom Carnaval a todos!

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Fri, 20 Feb 2009 18:03:19 -0300
Eu só queria entender http://quatrorodas.abril.com.br/blog/paulo/div-eu-so-queria-entender-148641_p.shtml Fazer um carro é uma operação complicada. Mas, para mim, é mais fácil do que entender como se define o preço desse carro.

Imagino que a fábrica calcula o investimento realizado e divide pelo número de unidades que estima vender, considerando o tempo em que ela espera reaver o investimento e o lucro que pretende ter.

Cada produto tem um ciclo e à medida que o carro vai ficando menos desejado pelo mercado, a fábrica precisa fazer novos investimentos em melhorias e promoção de vendas, para não ter que reduzir o preço do carro (último recurso).

Além disso, existem as considerações de mercado. Para ter o volume que a fábrica deseja, o carro deve custar quanto? Para pertencer ao segmento x, em que faixa ele se encaixa? Quanto as pessoas estariam dispostas a pagar?

Fico pensando também o que acontece quando as fábricas vendem carros com grandes descontos, como agora, qual é seria orientação? Prejuízo ninguém quer levar. Então, os preços devem ter uma boa margem para descontos. Ou vender com desconto é melhor do que ficar com o carro parado no estoque. Dos males o menor.

Será que vendendo com preços mais acessíveis, desde o lançamento, as fábricas não ganhariam mais dinheiro no volume? Mas ai entra a capacidade de compra do mercado. Não adianta querer vender mais carros que a capacidade do mercado comprar.

Termino o post com a sensação de que hoje mais confundi do que esclareci os leitores. Se entre nós existir algum especialista no assunto, por favor, ajude-nos.

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Thu, 19 Feb 2009 19:53:28 -0300
Captiva Flex http://quatrorodas.abril.com.br/blog/paulo/div-captiva-flex-148413_p.shtml Considero o Captiva um lindo carro. Com a entrada no mercado da versão 2.4 Ecotec, poderemos esperar o sistema flex nesse veículo? Luiz Carlos Vnati

R.: Depois que descobri que a Nissan vai trazer Tiida e Sentra e a VW, o New Beetle e o Bora, do México equipados com motor flex, não me espantaria se a GM fizesse o mesmo com o Captiva.

É lógico que cada fábrica tem seu ritmo e suas prioridades e não me parece que a GM esteja pensando nisso agora -- embora, no futuro, esse motor venha a ter outras aplicações em modelos comercializados no Brasil, como o Vectra ou o sucessor dele.

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Thu, 19 Feb 2009 02:08:09 -0300
Azera ou Santa Fe? http://quatrorodas.abril.com.br/blog/paulo/div-azera-ou-santa-fe-148182_p.shtml Não sei se compro um Azera ou um Santa Fé, qual você indica? Em relação à revenda, qual a melhor opção? – Luiz Guilherme Vieira

R.: Você já deve saber que o Azera é bem mais barato que o Santa Fé, por isso, acredito que a diferença de preço não deve ser um fator de desempate. O Azera custa (na tabela) 93 900 reais e o Santa Fé, 129 900 reais.

Os dois carros são muito diferentes, na proposta. Logo, acho que você deveria comprar aquele de que gosta mais. Se gosta dos dois, tente analisar o tipo de uso que o carro terá.

Se você viaja pouco e quando o faz circula por estradas de asfalto, o Azera pode ser mais versátil, uma vez que ele pode ir ao trabalho, a encontros sociais e eventos com a discrição que essas situações requerem.

Se, ao contrário, você viaja muito, tem família grande, não precisa circular socialmente ou não se prende a formalidades, vá de Santa Fé.

Eu prefiro um sedã, porque gosto da posição de dirigir mais baixa. Acho mais confortável e esportiva ao mesmo tempo.

Quanto à revenda, os dois carros são da mesma marca e portanto o que deve se diferenciar entre eles será em razão de suas características. Por ser um sedã e custar menos, o Azera parece um melhor negócio. É mais fácil encontrar gente querendo comprar um sedã mais acessível que um SUV um pouco mais caro.

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Tue, 17 Feb 2009 23:41:32 -0300
Esperando o Symbol http://quatrorodas.abril.com.br/blog/paulo/div-esperando-symbol-147912_p.shtml Minha amiga gosta muito da Renault (tem um Logan) mas está em dúvida. Não sabe se compra um Mégane Sedan ou Mégane Grand Tour ou ainda um Sentra (a Nissan é do grupo da Renault) ou espera o Symbol chegar. Pedro Fonseca – Nova Friburgo (RJ)

R.: O Symbol será lançado em abril, no Brasil. Mas a edição da Quatro Rodas deste mês traz uma avaliação do carro feita na Argentina, que você e sua amiga poderão ler. Não fui eu quem dirigiu o carro, mas pelo que vi ele será um modelo mais simples que o Megane.

Para quem tem um Logan, sem dúvida, o Symbol vai representar um avanço. Mas se sua amiga está pensando em um Mégane (sedã ou perua) ou em um Sentra, esses modelos são uma conquista ainda melhor. Eu gosto da Grand Tour pelo design e pelo comportamento dinâmico.

Como abril está logo ai, ela pode esperar o Symbol chegar. Mas se eu fosse você levaria a moça para fazer um test-drive nos carros que ela já selecionou agora. Até porque a gente não sabe se, até abril, o governo vai renovar a isenção do IPI, que possibilitou a redução dos preços dos automóveis.

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Mon, 16 Feb 2009 21:11:55 -0300
Espaço para duas crianças e um adulto http://quatrorodas.abril.com.br/blog/paulo/div-espaco-duas-criancas-adulto-147589_p.shtml Tenho como objetivo colocar duas crianças e um adulto no banco de trás. Você poderia me ajudar com sugestões? – Bernardo Sacic – Rio de Janeiro (RJ)

Preciso de duas cadeirinhas de criança e mais um adulto no meio. Qual dos carros entre Meriva, Zafira, Picasso e New Fit tem mais espaço? – Marcos Ferraz

R.: Para responder essas perguntas, fui até uma loja que vende cadeirinhas para bebês e medi a largura de diferentes modelos em exposição. As maiores tinham 42 cm de largura e as menores, 38 cm.

Depois, liguei para as fábricas dos carros e pedi as medidas de espaço para ombros nos bancos traseiros de peruas, minivans, utilitários esportivos e afins, que são modelos preferidos pelas famílias.

Considerando 40 cm como largura média para as cadeirinhas e 50 cm de espaço para um adulto, duas cadeirinhas e um adulto precisam de, no mínimo, 130 cm de largura no banco detrás. Veja a seguir as medidas fornecidas pelas fábricas em centímetros (n/d = não disponível).

Renault – Kangoo, 135; Megane Grand Tour, 138; Scénic, 145; Grand Scénic, 144.

VW – Jetta Variant, 135, Spacefox, n/d.

Fiat – Palio Week, 131; Idea, 136; Doblo, 150.

Citroën – Xsara Picasso, 150; C4 Picasso, 150; Grand C4 Picasso, 149.

Chevrolet – Meriva, n/d; Zafira, n/d; Captiva, 102.

Peugeot – 207 SW, 136

Honda – Fit, 141; CR-V, 142.

Hyundai – Tucson, 143.

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Fri, 13 Feb 2009 21:03:12 -0300
Separados no nascimento? http://quatrorodas.abril.com.br/blog/paulo/div-separados-nascimento-147267_p.shtml

No Brasil, o Golf foi o primeiro a chegar. A estréia da atual versão foi em 2007. Mas esse para-choque trabalhado e com o prolongamento da grade, que aparece agora no novo Vectra, já fazia parte do Astra europeu desde 2006. Logo, o Chevrolet nasceu primeiro.

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Thu, 12 Feb 2009 15:48:53 -0300
Pessoalmente, vou de CR-V http://quatrorodas.abril.com.br/blog/paulo/div-pessoalmente-vou-cr-v-147110_p.shtml Estou pensando em trocar de automóvel, tenho um Audi A3 2006 e quero mudar para uma das seguintes opções: Mitsubishi Airtrek, Honda CR-V e Chevrolet Captiva Ecotec. Gostaria de algumas dicas. Giani Cardozo

R.: O Airtrek está desprestigiado. Embora ainda conste do site da Mitsubishi, não foi levado para o Salão do Automóvel e pode sair de linha, se a fábrica resolver trazer a versão 2.4 do Outlander (planos nesse sentido existem). Portanto, descarte essa opção.

Entre CR-V e Captiva, acho que você deveria fazer um test-drive para descobrir de qual gosta mais. Os dois são equivalentes. A GM tem mais pontos de assistência, a Honda é referência de bom atendimento. A GM oferece três anos de garantia, a Honda também.

O Captiva é maior e mais equipado. Traz airbags frontais, laterais e de cortina, ABS e ESP, enquanto o CR-V tem airbags frontais e ABS. O CR-V tem um acabamento mais bem cuidado e estilo mais refinado.

Na pista de testes, o Captiva foi ligeiramente melhor nas provas de desempenho e o CR-V, se mostrou mais econômico.

Pessoalmente, simpatizo mais com o CR-V.

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Wed, 11 Feb 2009 20:31:04 -0300
Punto? Leve o 1.8 http://quatrorodas.abril.com.br/blog/paulo/div-punto-leve-1-8-146861_p.shtml Estou pensando em trocar de carro e após algum tempo de pesquisa cheguei a conclusão que o Punto HLX 1.8 seria a melhor opção. Mas fiquei com receio sobre a possibilidade da Fiat substituir o motor 1.8 pelo 1.9 do Linea, o que desvalorizaria o carro. Compro o 1.8 com IPI reduzido ou espero um provável Punto 1.9 modelo 2010? - Carlos Mariño – Rio de Janeiro (RJ)

R.: Contra desvalorização vale aquela regra: se você vai ficar mais de três anos com o carro, o carro vai se pagar. Se quer vender no ano seguinte, fique atento à depreciação.

Em relação aos motores, não é impossível que a Fiat substitua o 1.8, mas, pelo que se sabia, esse motor 1.8 da GM sai mais barato para a Fiat do que o 1.9 que ela produz na Argentina. Além disso, com o mercado desaquecido, a GM deve ter motor para fornecer com folgas para a Fiat. Por isso, acho pouco provável que isso aconteça no curto prazo.

É preciso lembrar também que a Fiat comprou a fábrica de motores Tritec, do Paraná, onde deverá produzir novos motores para a sua linha. E, portanto, o substituto do 1.8 poderia nem ser o 1.9 e sim outro modelo a ser fabricado no Brasil.

Se eu fosse você, portanto, aproveitava o desconto do IPI e comparia o Punto HLX agora. Sem medo de ser feliz.

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Tue, 10 Feb 2009 21:38:33 -0300
Perguntas e Respostas http://quatrorodas.abril.com.br/blog/paulo/div-perguntas-respostas-146573_p.shtml Não acho Focus para comprar. As concessionárias Ford dizem que tenho de encomendar o carro e esperar de 30 a 90 dias. O que está acontecendo? – Gustavo Aquino

R.: O que acontece com o Focus é o mesmo que ocorre com outros modelos que estão em falta no mercado. Isso ocorre porque a produção das fábricas, para o início deste ano, foi planejada no final do ano passado, no ápice da crise econômica mundial -- época em que os pátios das fábricas estavam lotados e se imaginava que as vendas cairiam muito em 2009. Felizmente, os estoques foram distribuídos e as vendas não caíram tanto assim. Mas, agora, faltará carro até que se normalize a produção.

Você ouviu falar algo sobre o Uno Mille sair de linha em 2010 pelo não atendimento a algum tipo de norma de segurança? – Ricardo Reis

R.: Não. Já ouvi dizer que a Fiat teria um substituto para o Mille, pronto para ser lançado, assim que o mercado sinalizasse que o Mille perdia fôlego. O que não é o caso. Ele está vendendo como nunca. Em relação às normas, acho mais fácil ele não atender às leis de emissões. Mas isso é coisa que se resolve com a adoção de melhorias técnicas no motor.

Qual é o motor mais moderno: o Ford 2.0 Flex, que vem no Ecosport, ou o Ecotec 2.4, do Captiva? – Peterson Alves – Piracicaba (SP)

R.: O Ford nasceu primeiro, mas os dois têm as mesmas características de construção e de recursos. Ambos trazem bloco e cabeçote de alumínio e sistema de admissão variável. O Ford tem a vantagem de ser Flex. Ele é um motor de 4 cilindros, com 1.999 cm³, 141/155 cv a 6000 rpm e 19/19,5 mkgf a 4250 rpm, com gasolina/álcool. Enquanto o Chevrolet tem 4 cilindros, 2.457 cm³, 171 cv a 6500 rpm e 22,2 mkgf a 5100 rpm, com gasolina. A potência específica do Ford também é maior: 70,5 cv/l (com gasolina) e 77,5 cv/l (com álcool) contra 69,6 cv/l, do Chevrolet. O Ford apresenta melhor rendimento (mesmo com gasolina). Mas não dá para dizer que um seja mais moderno que o outro.

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Mon, 09 Feb 2009 20:31:47 -0300
Sedã popular novo ou médio semi-novo? http://quatrorodas.abril.com.br/blog/paulo/div-novo-ou-semi-novo-146270_p.shtml Gostaria de uma dica. O que vale mais a pena, um sedã popular na faixa de 35/40 mil ou um sedã médio na mesma faixa de preço? André Zorzo – Porto Alegre (RS)

R.: Um sedã médio oferece mais que um popular. Mais espaço, desempenho, conforto, equipamentos, etc. Mas, sendo usado, requer maiores cuidados, na compra. Isso porque, enquanto o sedã popular 0 Km sairá da loja no seu nome, com garantia de fábrica e sem mais intermediários, o sedã médio usado chegará com um histórico, que pode ser de um carro normal ou de um carro problemático (técnica ou legalmente).

Portanto, para assegurar a boa compra fique atento. Veja o estado geral do carro, se precisar, peça ajuda de especialistas. Confira a procedência do veículo, estudando a documentação, histórico de revisões no Manual do Proprietário (Manutenção) e o prontuário junto aos departamentos de trânsito para não ter problemas legais, no futuro.

Tomando todas as precauções necessárias, você não terá problemas. E, só mais uma dica: não tenha pressa de encontrar o seu semi-novo. As ofertas são muitas. É só procurar com calma.

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Fri, 06 Feb 2009 20:26:55 -0300
Felicidade ao volante http://quatrorodas.abril.com.br/blog/paulo/div-felicidade-ao-volante-146056_p.shtml Mais um dia longe da redação... e sem acesso às perguntas de vocês. Mas hoje tive tempo de ler um pouco. E o livro que trago comigo foi um presente que ganhei depois que falei sobre a importância de sermos mais gentis no trânsito.

O nome do livro é A Ciência da Felicidade, da Elsevier Editora. Não se trata de um livro de auto-ajuda. Sua autora, Sonja Lyubomirsky, PH.D em psicologia, faz questão de deixar isso bem claro, porque, segundo ela, tudo que escreve foi baseado em estudos científicos e não são dicas ou conselhos baseados em conclusões subjetivas.

Ainda estou no começo, mas quero compartilhar com vocês uma parte em que a autora mostra que para uma pessoa ser feliz, ela depende de fatores genéticos (50%), circunstanciais como riqueza, fama, beleza e saúde (10%) e o que a psicóloga chama de “atividade intencional” que são as atitudes diante do mundo (40%).

É nesses 40% que entram entre outras coisas os relacionamentos e, para este blog, a convivência no trânsito. Em relação à genética, não se pode fazer nada. No que diz respeito às circuntâncias, pode-se trabalhar, cuidar da sáude... Mas são apenas 10%. Ainda existem os outros 40% em que a pessoa pode intervir (sem grande esforço) para ser feliz (ou mais feliz).

Mais adiante, espero trazer outras revelações do livro. Mas, por hora, já deu para perceber que para sermos mais felizes ao volante de nossos carros não basta comprar um modelo novo, maior e mais potente. É preciso mudar a nossa maneira de dirigir e conviver no trânsito.  

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Thu, 05 Feb 2009 22:41:45 -0300
Boas notícias http://quatrorodas.abril.com.br/blog/paulo/div-boas-noticias-145836_p.shtml Desculpem o adiantado da hora. Hoje fiquei o dia inteiro fora da redação e só consegui parar para escrever o post agora.

Hoje conversei com algumas pessoas da indústria e do mercado e elas me deram boas notícias. A primeira boa notícia é as vendas de veículos novos cresceu no mês de janeiro/09 em comparação a dezembro/08 (até aqui, isso não é novidade porque a Anfavea já divulgou o balanço do mês) e que o movimento deste ano também foi maior em relação ao de janeiro/08, na média - se considerarmos que em janeiro deste ano houve menos dias úteis do que em janeiro do ano passado.

Falaram também que o governo estuda linhas de financiamento para veículos usados, o que beneficiaria o setor como um todo. Isso porque, as lojas conseguiriam desovar seus estoques de usados e poderiam voltar a receber veículos usados na troca por novos.

Se o mercado de usados se aquecer, a tendência é que os preços dos usados subam um pouco (não voltam aos patamare de outubro/08) e animem as pessoas a trocar de carro.

Janeiro foi um mês bom mas faltou carro. Os mais baratos principalmente. Isso aconteceu a indústria planejou a produção de janeiro/09 em novembro/08, no auge da crise. A situação era crítica. Ai veio o governo com a isenção do IPI, o que animou o mercado, sem que a indústria pudesse responder a tempo.

A indústria vai pedir ao governo para renovar a isenção fiscal e para isso ela tem fortes argumentos. Se não fosse a isenção, as vendas não se recuperariam (e o governo arrecadaria ainda menos). Sem falar no efeito multiplicador da indústria automobilística e no fator psicológico dessa recuperação.

Ninguém arrisca um palpite de como será o ano de 2009 para a indústria. Mas os sinais são de otimismo e a menos que ocorram fatos novos que agravem a crise internacional, tudo leva a crer que a situação vai melhorar.

 

]]> Thu, 05 Feb 2009 00:09:51 -0300 Prefiro um Civic http://quatrorodas.abril.com.br/blog/paulo/div-prefiro-civic-145560_p.shtml Pensava em comprar um Civic ou um C4 Pallas, quando encontrei o Fusion em promoção nas concessionárias Ford por 64.990 reais. Agora, estou em dúvida entre os três, apesar de estar com um pé atrás em relação à oferta do Fusion. Rangel Vianna – Rio de Janeiro (RJ)

R.: Quando a esmola é muita o santo desconfia e você tem razão de ficar com um pé atrás, em relação ao Fusion. A Ford está com preços promocionais porque o Fusion acabou de ganhar uma nova versão re-estilizada que já chegou ao mercado americano e em breve vai desembarcar por aqui. A Ford só espera acabar com os estoques da, agora, versão antiga, para encomendar o próximo lote do novo modelo.

Se você não se importa em ter uma versão já defasada, o preço é interessante, uma vez que o valor de tabela do carro é de 83.620 reais e, em janeiro, o Fusion estava sendo comercializado por 74.000 reais.

Depois de refletir sobre os prós e contras de cada carro, eu compraria o Civic. O Fusion é um carrão. Maior que os outros dois. Mas eu não compraria um carro de luxo novo, na versão antiga. Pensando no custo/benefício ficaria com um seminovo. Como a QR mostra em na edição que está nas bancas, há boas ofertas de Fusion seminovos. Novo, prefiro um carro menor, mas com visual atual.

O C4 Pallas é bem equipado. Mas não tem a mesma qualidade de acabamento do Civic.

Eu me vejo mais satisfeito no Civic, um carro que já não é de todo inovador, mas ainda é bem atual, conserva alguma ousadia, é bem cuidado, acabado, gostoso de dirigir e confiável, etc., etc..

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Tue, 03 Feb 2009 19:47:52 -0300
O A3 é mais divertido http://quatrorodas.abril.com.br/blog/paulo/div-a3-mais-divertido-145297_p.shtml Estou trocando meu carro e fiquei em dúvida entre dois modelos? Audi A3 Sportback e BMW 120i. Tive a oportunidade de andar nos dois carros, mas estou ressabiado com a depreciação desses carros no período de 2 ou 3 anos. Fábio Reis

R.: Quando comecei a ler esta pergunta, fiquei entusiasmado. Decidir entre um A3 e um 120i? Aqui está um bom problema, pensei. De cara, lembrei de um e de outro e cheguei à resposta do meu preferido, antes mesmo de terminar a leitura. Mas bem no final da pergunta, que era maior do que a parte que foi reproduzida acima, me deparei com a questão da depreciação e fiquei na dúvida.

Fiz uma pesquisa rápida em classificados na web, com carros ano/modelo 07 e 08 (quando o A3 voltou a ser importado), e cheguei à conclusão de que, de modo geral, o Audi desvaloriza mais que o BMW. Não calculei a diferença para estabelecer índices, até porque meu universo de pesquisa foi pequeno.

Mas, cá entre nós, você não vai deixar de comprar um A3, se esse for o seu preferido, e passar 2 ou 3 anos sem ele, porque a desvalorização é maior que a do 120i, vai? Pense bem se compensa. Eu acho que não. Se eu fosse você ficaria com aquele que eu mais gostei.

Os dois são brinquedinhos bem interessantes. Mas, o meu escolhido é o A3 Sportback. E o motivo é a diversão que ele entrega. Seu motor 2.0 turboalimentado de 200 cv de potência empurra com disposição. E o câmbio S-Tronic, com dupla embreagem, proporciona uma condução deliciosa, para quem gosta de dirigir esportivamente – se quiser só desfilar, basta deixar a alavanca quietinha em D e pisar de leve no acelerador.

Não sei não, mas pela sua carta acho que você concorda comigo.

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Mon, 02 Feb 2009 19:33:50 -0300
Vá de Vectra GT http://quatrorodas.abril.com.br/blog/paulo/div-polo-sedan-x-vectra-gt-144972_p.shtml Estou em dúvida entre um Vectra GT (por 49.990 reais) e um Polo Sedan 1.6 Confortline (49.500 reais). Qual é mais comercial para vender no futuro, levando em consideração que devo ficar pelo menos três anos com aquele que eu comprar? Algum deles está cotado para sair de linha ou mudar visualmente? – Roberto Heinz – Blumenau (SC)

R.: Se você vai ficar três anos com o carro, acho que não deveria se preocupar tanto com a desvalorização, principalmente porque, nesse caso de Vectra e Polo, ela não deve variar muito de um veículo para o outro. Depois de três anos de uso, podemos dizer que o carro já se pagou. O que vier da venda é lucro.

Esse raciocínio vale também para a quantidade de equipamentos. Com o tempo, os acessórios têm um peso cada vez menor no preço do carro. Não vai fazer muita diferença ter um ar-condicionado digital no lugar de um analógico, por exemplo.

Quanto à perspectiva de mudanças, o Vectra GT deve mudar em breve. Ele vai passar por uma reestilização seguindo as linhas do sedã, que muda primeiro. O Polo Sedan tem um prazo de validade maior. Mas não muito maior. Já ouvi dizer que o Polo muda ainda este ano. No final.

Pelo conjunto da obra, entre Vectra e Polo, eu ficaria com o Vectra, que é maior, mais confortável, tem mais motor e mais estilo. Se puder esperar uns dois ou três meses (acho que é suficiente) pelo novo, melhor. Se não, aproveite esse argumento para negociar um bom desconto.

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Fri, 30 Jan 2009 21:14:02 -0300
Polo, no caminho do meio http://quatrorodas.abril.com.br/blog/paulo/div-polo-144729_p.shtml Tenho um Polo 1.6 hatch 2004 e pretendo trocar. Na sua opinião, qual é a melhor opção: Punto1.4, outro Polo 1.6, Focus 1.6, Fiesta 1.6, Stilo 1.8? Fico com a economia de um 1.4, o sustentável 1.6 ou o potente 1.8? O que você acha de eu comprar nesse mês? João Antônio Lima – Floresta (PE)

R.: Todos os selecionados por você são carros que eu gosto de dirigir, nem sempre pelos mesmos motivos. Destacando a principal característica que me agrada em cada um deles, diria que o Punto tem uma posição de dirigir esportiva, o Polo é dono de um câmbio de engates curtos e precios, o Focus tem a suspensão eficiente, o Fiesta oferece uma direção precisa e o Stilo tem boa estabilidade.

Os preços variam muito do Punto ao Stilo. Mas vejo que essa não é a sua principal questão. Sua dúvida está relacionada à motorização. E nesse caso, eu opto pelo caminho do meio. Nem 1.4, nem 1.8. O primeiro porque é fraco. O segundo, porque é gastão.

Entre os 1.6 -- Polo, Focus e Fiesta --, fico com o Polo. Descarto o Focus porque com essa motorização ele ainda exibe a carroceria antiga. E alinhando Polo e Fiesta, o Polo é o dono do melhor conjunto, na minha opinião. Ele é mais acertado, mais robusto...

O fato de já possuir um Polo hoje pode ajudar você a decidir, no entanto. Você já conhece os prós e contras do carro. E, ao fazer um test-drive com qualquer um dos outros candidatos já tem referências do que vai mudar, com uma eventual troca de modelo.

Quanto ao mês da compra, acho que agora é um momento bom, uma vez que os preços dos carros já se estabilizaram (depois da reviravolta do final do ano) e ainda vigora a isenção do IPI, concedida pelo governo. 

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Thu, 29 Jan 2009 19:43:20 -0300
Saudades da Alfa Romeo http://quatrorodas.abril.com.br/blog/paulo/div-saudades-alfa-romeo-144482_p.shtml Hoje, gostaria de fazer uma pausa nos debates para mostrar as fotos dessa maravilha que é o Alfa-Romeo Brera. Essa unidade é a única no Brasil, pelo que se tem notícia. As fotos foram enviadas por um amigo que conhece o felizardo que vai estacionar o carro na garagem. Pena que a Alfa tomou chá de sumiço no Brasil...

Ficha técnica

Motor: dianteiro, transversal, 2 198 cm³, 185 cv a 6 500 rpm, 23,4 mkgf a 4 500 rpm. Câmbio: manual de 6 marchas, tração dianteira. Dimensões: comprimento, 441 cm; largura, 183 cm; altura, 137 cm; entreeixos, 253 cm; peso, 1 470 kg. Suspensão: duplo A na frente, multilink atrás. Freios: discos ventilados na frente, sólidos atrás. Direção: hidráulica, tipo pinhão e cremalheira. Pneus: 225/50 R17. Principais itens de série: ar-condicionado, airbags, sistema de som Bose, sistema por comando de voz Blue&Me, trio elétrico, capota elétrica, bancos de couro, rodas de liga leve, ABS e ESP

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Wed, 28 Jan 2009 17:51:38 -0300
Sentra? Depende do caso http://quatrorodas.abril.com.br/blog/paulo/div-sentra-depende-caso-144266_p.shtml O Sentra virou mico? É possível encontrar ofertas interessantes da versão básica com câmbio manual. Ele seria a minha escolha emocional. No entanto, também analiso a possibilidade de comprar (pelo mesmo preço ou quase) um Fit LX (manual) ou, então, um 307 Sedan (básico). Qual seria a melhor opção? - Ferri

R.: O Sentra é o mesmo caso do Tiida, sobre o qual escrevi no dia 6 deste mês – despertando a ira de seus fãs e de toda a rede de 66 concessionários da marca. Ele é um carro bom: tem boa qualidade e é bem equipado. Mas ruim de mercado.

Se você pretende ficar com o carro uns 4 ou 5 anos, ele é uma boa escolha, porque, oferece uma boa relação custo/benefício agora, e passado esse período de tempo, mesmo que desvalorize mais que os rivais, já terá justificado o investimento. Ou seja: você vai desfrutar dele durante cinco anos e a depreciação será o preço cobrado poresse tempo de uso. Os rivais, depois de cinco anos, mesmo que estejam valendo mais não serão tão mais caros assim.

Mas se você pensa em trocar de carro no prazo de um ou dois anos o negócio já não é tão interessante. Porque a desvalorização de modelos com vendas mais fracas tende a ser maior. Além da dificuldade de passar o carro adiante. Nesse caso, eu indicaria o Fit.

O Fit é um carro bem interessante, embora seja bem diferente da proposta do Sentra. É um monovolume. E, essa versão básica é menos equipada que o Sentra, além do motor 1.4.

O 307 não me agrada. Ele tem um acabamento vistoso, espaço interno amplo, mas seu design parece uma adaptação do hatch. A traseira não conversa com a frente. Se tiver que escolher um, prefiro o hatch.

Tanto o Fit quanto o 307 são flex... Mas se o Sentra é sua escolha emocional, vá em frente, como sempre digo nesses casos. Fique com o Sentra.

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Tue, 27 Jan 2009 19:58:28 -0300
C3 para a esposa http://quatrorodas.abril.com.br/blog/paulo/div-c3-esposa-143999_p.shtml Minha esposa está querendo comprar um carro bem completinho de no máximo 45 mil, com características femininas, seguro e confortável. Ela está em dúvida entre o C3 1.4 Exclusive e o Sandero 1.6 8V Privilege. Mas tem uma queda maior pelo C3. Qual é o melhor. -- Fernando Ribeiro

R.: Os dois carrinhos são bons. O Sandero tem a vantagem de ser maior e mais espaçoso. Foi a Melhor Compra da revista, na categoria de 30 a 35 mil reais, e a segunda indicação no segmento de 35 a 40 mil.

Mas se sua esposa gosta do C3, vá de C3. Ele é menor, mas é mais bem acabado e completo. Além de tudo é mais dócil. Tem uma suspensão mais macia e uma direção mais leve.

Tenho um vizinho que comprou um C3 para a esposa e ela está muito satisfeita com o carro. A esposa gostou e ele ainda teve um ganho adicional: alguns “habeas-corpus” extras para andar de moto com os amigos, nos finais de semana.

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Mon, 26 Jan 2009 20:35:23 -0300
Palio 2010 http://quatrorodas.abril.com.br/blog/paulo/div-palio-2010-143565_p.shtml O ano de 2009 nem começou e já temos lançamento 2010? Acho isso um absurdo. Será que não temos lei que proíba isso? - Maurício Lima

R.: Realmente a Fiat bateu o recorde. Pelas minhas contas, não vai haver Palio 09/09. Apenas 08/09 e 09/10.Isso porque, na virada do ano, os funcionários da Fiat tiveram férias coletivas e quando voltaram ao trabalho, o Palio já havia mudado para 09/10.

A Fiat não é a única apressadinha. A Ford lançou o Fiesta 2008 no final de janeiro de 2007. Nessas horas, quem comprou o carro na véspera fica bravo e indignado, xinga mas não adianta. Nos Manuais dos Proprietários, as fábricas informam que se reservam o direito de modificar o produto a qualquer tempo, se desobrigando de avisar o mercado e a indenizar qualquer um que se sinta prejudicado. Além disso, a fábrica pode alegar que mudou para atender o mercado. O que – cá entre nós - faz sentido.

As mudanças no Palio foram cosméticas. Que diferença faz ter um farol biparábola no lugar de um monoparábola? Tudo bem o biparábola ilumina melhor na estrada, mas quanto tempo um motorista comum passa na estrada? Mas para o consumidor esses detalhes são importantes.

Acho que o que atrapalhou o Novo Palio foi a chegada do Siena. O público começou a olhar para o Siena com aquela frente mais vistosa e passou a torcer o nariz para o Palio.

A história do Palio 2010 começa em 2008. O Palio fazia sucesso com o estilo que possuía desde 2004. Mas, em 2008, era hora de mudar. A Fiat pensou em um design que fosse renovado, mas que não atrapalhasse a carreira do novato Punto. Assim apresentou um carro com mais atributos que o antigo (que cederia seu visual externo ao Palio Fire), mas menos chamativo que um Punto. Mais tarde o Palio poderia receber novas melhorias.

Mas as vendas do Novo Palio não decolaram e, nos últimos tempos, o Mille passou a vender mais que os dois Palio (Novo e Fire) juntos. A Fiat, então, resolveu antecipar os planos de melhorias.

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Fri, 23 Jan 2009 18:04:33 -0300
Picape para usar no sítio http://quatrorodas.abril.com.br/blog/paulo/div-picape-usar-sitio-143333_p.shtml Estou em dúvida entre a Toyota Hilux e a L200 Triton. Qual teria a melhor relação custo/benefício visto que vou usá-la no dia-a-dia e para pequenos serviços no sítio. – Leslie Guimarães

R.: O preço sugerido da Triton é de 109.440 reais para a versão 4x4 diesel, enquanto a Hilux sai por 110.070 reais, na versão SRV, que também é 4x4 diesel. A Triton tem cabine dupla e motor 3.2 de 165 cv. A Hilux vem com um 3.0 de 163 cv.

A Triton é um projeto mais jovem. A Hilux, mais antiga, passou por um face-lift leve no final do ano passado. A Triton tem um visual particular, enquanto a Hilux é mais previsível. Mas isso é uma questão de gosto.

As duas são muito parecidas na proposta. Diferem em um ou outro equipamento, além do visual. Se eu fosse você, iria até as concessionárias Mitsubishi e Toyota e tentaria descobrir qual das duas me agrada mais.

Quando andei na Triton fiquei muito bem impressionado pelo conjunto. Ela tem muito bom desempenho é confortável e demonstra uma robustez sem igual. Mas, gosto mais da Hilux. Me sinto mais confortável ao volante. Por isso, compraria a Hilux.

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Thu, 22 Jan 2009 22:53:10 -0300
Chove chuva http://quatrorodas.abril.com.br/blog/paulo/div-chove-chuva-143048_p.shtml Quando a chuva vem, quem testa carros simplesmente tem de interromper o serviço e esperar que ela passe. E a pista seque. Felizmente, pista são lugares abertos onde o vento pode soprar bastante. E, no caso do Brasil, ficam em lugares ensolarados. O pessoal da indústria reclama menos que nós das revistas, quando chove. Isso porque o desenvolvimento de um carro leva muito mais tempo que a realização de uma edição de revista. Eles podem esperar, enquanto nós temos prazos curtíssimos para cumprir.

Certa vez, a capa da edição já estava pronta e o carro da capa não havia chegado para o teste. Lembro como se fosse hoje. Nunca vou esquecer, aliás. Foi em outubro de 1994 e a edição era a de novembro. A capa trazia o comparativo entre Corsa GSi e Gol GTi, ambos estreando motores 16V. A VW emprestou um carro “só para fotos” e ficou de mandar outro para o teste. O Corsa já estava testado e fotografado.

A revista “fechou” na sexta-feira, mas um acordo com a gráfica permitiu que o restante das páginas fossem enviadas na segunda-feira seguinte. Depois de muitas conversas e adiamentos ficou certo (mais uma vez) que o carro chegaria no domingo “logo cedo”. Se a VW falhasse outra vez, seria o maior furo da história. Não lembro se havia plano B.

Naquele tempo a pista da GM, onde fazemos o teste de velocidade máxima, estava em reforma. Por isso, esse teste era feito no aeroporto do Centro Tecnológico da Aeronáutica, em São José dos Campos (SP). Seis da manhã, eu já estava lá esperando o caminhão da VW chegar. O combinado era que o Gol seria levado de caminhão. Seis e meia ele chegou. Alívio. Fiz o teste de velocidade máxima e seguimos para Limeira, para a pista da TRW, para fazer as outras medições: aceleração, retomada, frenagem, consumo, ruído e aceleração lateral e medição do porta-malas (essas duas últimas que não fazemos mais hoje em dia). No meio do caminho começou a chover.

Eu só pensava em terminar o teste e voltar para a redação para escrever o texto – do zero. Como era comparativo, o fato de já ter testado o Corsa, não ajudava muito. Não permitia que eu adiantasse o trabalho, uma vez que não sabia como o Gol se sairia. E, como a novidade eram os motores, os resultados da pista seriam importantes.

Chegando na pista, instalei os instrumentos de medição para aguardar a chuva passar. Mas, eis que o equipamento resolveu não colaborar. Talvez eu tivesse feito algo errado. Mas, não, eu conhecia bem o sistema. E ele estava funcionando, só não mostrava as informações corretas. Era como se alguém tivesse mudado as unidades de km/h para mph (milhas por hora). E ele falha no registro. Desliguei tudo e liguei novamente, seguindo cada etapa passo a passo, checando cabos, conexões e deu certo. Nesse meio tempo a chuva parou e pude iniciar o teste.Voltei para a redação, escrevi a matéria e, por volta da oito horas da noite, o texto ficou pronto.

Essa foi apenas uma das histórias com chuva em minha carreira. Mas, nem sempre a chuva é um evento ruim. Mesmo impedindo as medições, a chuva proporciona uma condição especial para se avaliar um carro. Principalmente se for uma chuva forte, acompanhada de ventos. Nessas horas, você pode observar o quanto um carro é seguro em diferentes situações.

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Thu, 22 Jan 2009 00:09:23 -0300
Melhor esperar http://quatrorodas.abril.com.br/blog/paulo/div-melhor-esperar-142709_p.shtml Queria muito comprar um carro 0km agora, mas tenho medo de comprar e, dias depois, perder o emprego, pois a empresa onde trabalho está sendo afetada pela crise. Sem falar do gasto que vou enfrentar (seguro, IPVA, manutenção, etc). Será que devo esperar um pouco mais? Queria muito saber também se o carro 1.0 seria um bom começo? Diego – Curitiba (PR)

R.: Eu esperaria pelo menos até o final do primeiro trimestre período que tradicionalmente a economia caminha mais devagar e que neste ano, em especial, estará pondo à prova a resistência de algumas empresas.

Você pode investir o dinheiro em alguma aplicação financeira e aguardar. Se aplicar o dinheiro agora, você se sentira menos inseguro em relação ao futuro, o inverso do que aconteceria se você gastasse o dinheiro e ainda assumisse novos compromissos.

Quando a instabilidade passar, você terá seu dinheiro garantido e pode escolher o carro novo sem preocupação.

Em relação ao modelo, o 1.0 é uma boa opção para começar sim. Mas, vale considerar a possibilidade de adquirir um seminovo em bom estado com motor maior, 1.4 ou 1.6, e mais equipado, na mesma faixa de preço.

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Tue, 20 Jan 2009 19:55:55 -0300
A situação da GM http://quatrorodas.abril.com.br/blog/paulo/div-situacao-gm-142413_p.shtml Em 15/10/2008, fiz o post “E a GM?” falando sobre a empresa e a crise americana. Mas como várias pessoas, que pensam em comprar um Chevrolet e estão inseguras, têm me enviado perguntas resolvi procurar a própria GM para que ela respondesse.

Enviei três questões que foram respondidas pelo vice-presidente da empresa no Brasil, José Carlos Pinheiro Neto. Veja abaixo.

O que a GM pode dizer aos clientes brasileiros sobre sua situação diante da crise?

R: A General Motors do Brasil é juridicamente independente da matriz nos Estados Unidos. De modo que temos plena autonomia na gestão da empresa no Brasil. Até alguns anos atrás, no período de 1998 a 2005, a subsidiária brasileira recebeu aportes de recursos da matriz sediada em Detroit. A partir de 2006, por sua vez, a GM do Brasil tem gerado lucros e conseguido gerar os fluxos de caixa necessários para manter os programas de novos investimentos no País. Portanto, os compradores de veículos da marca Chevrolet, não têm qualquer razão para ficarem preocupados com o atual quadro econômico mundial.

Se a GM americana falir, as filiais pelo mundo não seriam legalmente solidárias?

R: Com o recente empréstimo-ponte concedido pelo governo norte-americano à General Motors Corporation, a situação da empresa ficou ajustada. No momento, os principais executivos da matriz, liderados pelo chairman Rick Wagoner, estão preparando o plano de viabilização da empresa para apresentar ao governo norte-americano.

Quem tem ou pensa em comprar um Chevrolet tem alguma garantia de continuidade da operação no Brasil?

R: Sim, sem dúvida alguma, tem toda a garantia.

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Mon, 19 Jan 2009 20:54:07 -0300
Up-grade de Celta http://quatrorodas.abril.com.br/blog/paulo/div-up-grade-celta-141688_p.shtml Tenho um Celta 2006 e acho que é hora de trocá-lo. Queria um carro mais potente, com ar e direção e que custasse em torno de R$ 40.000. Rodrigo

Pretendo trocar meu Celta 1.0 por um modelo de maior porte, algo em torno de 40.000 e 50.000. Quero mais espaço interno, motor entre 1.6 e 2.0 Flex, com ar e direção. Elvis Paiva – Brasília (DF)

R.: Sempre digo que o escolhido deve ser o carro que nos dá prazer de dirigir e orgulho de possuir e de ver em nossa garagem. Por essa razão, o gosto pessoal deve ter peso importante na decisão de compra. Sendo assim, pensei em sugestões que eu gostaria de ter por algum motivo, que tivessem alguma modernidade e preço interessante (uma vez que por mais emocional que seja a decisão de compra sempre existe o que eu chamo de hora da verdade que é aquela em que se põe a mão no bolso).

C3 1.6 Exclusive – me agrada: o design, o acabamento muito bom e o pacote completo de equipamentos. Me desagrada: o custo da manutenção e do seguro, mais caros que o dos rivais. Preço: 43.460 reais

Punto 1.4 ELX (42.166 reais) 1.8 (45.293 reais) – prefiro o 1.8, mas o 1.4 não vai mal. O Punto que a QR tem no teste de Longa Duração é 1.4, já atingiu 45.000 km, e está muito bom. Me agrada: o design e a posição de dirigir, principalmente. Me desagrada: a pobreza de alguns materiais de acabamento.

Fiesta Sedan 1.6 – é o único sedã que eu elegi. Gosto do estilo, da dirigibilidade e do preço: 35.620 reais. Não tenho nenhuma queixa contundente.

207 1.6 XS – definitivamente me rendi ao visual do 207 nacional. Acho que ele é um pouco frágil. Mas é gostoso de dirigir. Seu preço: 42.450 reais.

Gol 1.6 Power – Me agrada: a robustez, a dirigibilidade, o desempenho. O design é atual. Mas me desagrada a possibilidade de ser apenas mais um dono de Gol, no mar de Gol que existem nas ruas. A exclusividade que a nova geração garante hoje não vai durar muito tempo, em razão das boas vendas do carro. Preço: 35.140 reais.

Reconheço que a decisão é difícil. Além desses carros acima, existem outros que podem fazer parte dos modelos elegíveis por vocês. Mas, se tivesse que apontar apenas um modelo, ficaria com o Punto (os preços acima foram tirados da tabela da QR para unidades básicas).

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Thu, 15 Jan 2009 22:21:39 -0300
Mille tem melhor custo/benefício http://quatrorodas.abril.com.br/blog/paulo/141426_p.shtml Tenho um Uno 2003 e estou com vontade de comprar outro carro. Estou entre Mille Economy e Corsa Classic. Qual você me recomendaria? Julio Meirinho – Itajaí (SC)

R.: Para responder esta pergunta considerei as versões mais simples equipadas com ar-condicionado. Do Mille, escolhi a versão Fire Economy – com 4 portas, para equilibrar a disputa com o Classic, que é um sedã e só existe com 4 portas. O Classic veio na versão Life.

O Mille ficou em desvantagem em relação ao porta-malas, por ser um hatch. Mas, analisando os preços, ele compensou o seu porta-malas menor. O Mille custa 26.460 reais, enquanto o Classic sai por 28.862 reais (com as cotações feitas nos sites das empresas).

Na parte mecânica também há ligeira vantagem para o Mille que tem motor de 66 cv a 6000 rpm e torque de 9,2 mkgf a 2500 rpm, enquanto o Classic conta com 72 cv a 6400 rpm e torque de 9,0 mkgf a 3000 rpm. No Mille, torque e potência máximos chegam mais cedo, em regimes mais baixos.

Pelo conjunto da obra, sugiro o Mille que é o dono da melhor relação custo/benefício.

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Wed, 14 Jan 2009 21:58:21 -0300
Essa é fácil: Azera http://quatrorodas.abril.com.br/blog/paulo/141057_p.shtml Estou na iminência de fechar um negócio adquirindo um Corolla SEG, 0 Km. Contudo, pouco antes de fechá-lo, me foi ofertado um Azera, 0 Km, por pouco menos. O Azera me parece mais carro. O que você acha? Aguardo ansioso. – Gustavo Galvão

R.: Espero estar respondendo a tempo. Você tem razão: o Azera é mais carro sim. Ele é maior no tamanho, mais moderno e sofisticado em sua construção e mais equipado. Não precisa pensar muito para decidir.

Toyota tem mais fama que Hyundai. Mas, só isso. O Azera tem motor 3.3 V6 de 245 cv, o Corolla tem 1.8 de 4 cilindros e 136 cv (Flex). O Azera vem com câmbio automático seqüencial de 5 marchas, o do Corolla é automático de 4 marchas. O Azera tem 10 airbags, o Corolla, 4. O Azera tem ABS, ASR, ESP, o Corolla ABS e EBD.

O Azera tem suspensão independente nos dois eixos (Duplo A, na frente, e Multilink, atrás). O Corolla tem independente só na dianteira (McPherson), atrás é eixo de torção. O Azera tem 5 anos de garantia, o Corolla, 3.

Pode ser que daqui a 3 ou 4 anos, seja mais fácil vender um Corolla usado do que um Azera usado, por conta da melhor fama da marca japonesa. Mas, até, lá você já rodou muito com um carro superior.

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Tue, 13 Jan 2009 21:08:35 -0300
XC60: nunca te vi, sempre te amei http://quatrorodas.abril.com.br/blog/paulo/140805_p.shtml Quero comprar um jipinho (SUV ou Crossover), destes três aqui, o que você me indicaria: Volvo XC60, Subaru Tribeca e Ford Edge? – Alexandre Baroni

Tribeca – o teste deste Subaru sai este mês na QR, feito por mim. Como todo Subaru, o Tribeca é tecnicamente sofisticado. O que mais gostei foi o equilíbrio do carro em razão da boa divisão do peso entre os eixos, do centro de gravidade abaixado pelo motor Boxer e da tração integral. O acabamento é de boa qualidade, mas menos luxuoso que o do Volvo e o estilo é conservador. A marca Subaru tem ótima reputação nos Estados Unidos, mas, por aqui, seus carros são considerados modelos quase exóticos.

Edge – o teste do Edge saiu em novembro, em um comparativo com outros dois jipinhos recém-chegados: Captiva e Journey. O que ele tem de bom é a generosa oferta de equipamentos, da central multimídia ao acionamento elétrico da tampa traseira, passando pelos sistemas eletrônicos de controle de estabilidade e anti-capotamento, entre os itens de segurança. Além disso, ele é confortável e seguro ao rodar. Seu visual chama a atenção, mas esse estilo não me fala ao coração.

XC60 – ainda não andei nesse carro, mas dos três é o que me chama mais atenção, em primeiro lugar por ser um Volvo. Apesar dessa marca contar com apenas 17 concessionárias no Brasil, ter desvalorização acima da média dos rivais do segmento premium, ela é uma marca que me passa confiança – pela franqueza e honestidade que percebo nos contatos com os executivos da casa e nos materiais de divulgação editados pela empresa. Além disso, seus produtos são de qualidade superior -- sempre com bom acabamento, a boa ergonomia e visibilidade e cheios de recursos de segurança. Em segundo lugar, ele me interessa pelo estilo bonito e inovador.

Eu compraria o XC60. Mas, recomendo, um test-drive antes da tomada de decisão (até porque nunca andei no Volvo e o meu preferido pode não ser o seu).

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Mon, 12 Jan 2009 19:19:26 -0300
Por um trânsito mais gentil http://quatrorodas.abril.com.br/blog/paulo/140453_p.shtml Quando escrevi o post “Metamorfoses ambulantes”, em 3/10, ouvi tantas histórias de incidentes no trânsito que fiquei com a vontade de iniciar uma campanha em favor de um trânsito mais gentil. Como o blog é uma atividade paralela na minha rotina, fiquei com essa ideia na cabeça, aguardando o melhor momento para voltar ao tema.

Dias depois, mais precisamente no dia 13/11, quando voltava para casa, liguei o rádio e peguei o final de uma entrevista na CBN em que se falava sobre o valor da gentileza. Eu não sabia, mas aquele era o Dia Mundial da Gentileza e, desde os anos 90, existe um Movimento Mundial pela Gentileza, representado no Brasil pela Associação Brasileira de Qualidade de Vida, uma entidade sem fins lucrativos que tem como objetivo estimular programas de qualidade de vida nas empresas.

Fiz contato com essa associação e descobri que nós poderíamos aplicar seus princípios no trânsito. Entre outras coisas, as pessoas que integram o Movimento Mundial pela Gentileza acreditam que os atos de gentileza fazem bem às pessoas (a quem faz e a quem recebe). “A gentileza faz bem ao corpo, à mente e ao espírito”, dizem. “E não se trata de uma inferência e sim de uma constatação científica”. Isso porque, segundo elas, as atitudes gentis permitem a liberação de endorfinas no corpo, capazes de provocar sensação de alegria e bem estar nos seres humanos.

Seria bom se os motoristas cedessem a vez, quando alguém pede passagem, usassem a buzina com mais parcimônia e esperassem os pedestres concluírem a travessia antes de arrancar, entre outras atitudes gentis.

O pessoal do Movimento acredita que pequenas atitudes de gentileza têm grande potencial transformador na direção de um mundo melhor. Nos sites da ABQV (www.abqv.org.br) e do Movimento Mundial (www.worldkindness.org.sg) é possível conhecer melhor essas idéias, ver artigos de especialistas no assunto e relatos de experiências de pessoas gentis no dia-a-dia.

Conclamo a todos a leitura dos conteúdos dos sites e a prática desses princípios ao volante, por um trânsito mais seguro e menos estressante.

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Fri, 09 Jan 2009 19:46:30 -0300
Duas vezes Focus http://quatrorodas.abril.com.br/blog/paulo/140227_p.shtml Pretendo adquirir o Novo Focus mas não sei se vale a pena comprar agora, com IPI reduzido, ou esperar o lançamento da versão 2.0 Flex. Será que o preço com imposto menor compensa a futura desvalorização da versão com motor convencional, depois que o Flex chegar? Daniel Chaves- Belo Horizonte (MG)

R.: Dependendo de quanto tempo você for ficar com o carro, o fato dele não ser flex terá pouco peso na hora de vender. Isso porque, no mercado de usados, quanto mais usado é o carro, menos importância isso vai ter. Com o tempo, os preços das diferentes versões tendem a se equiparar. Essa maior desvalorização da versão convencional em relação à Flex será mais sentida no primeiro ano.

Se decidir esperar a versão Flex, você deverá ser paciente, porque, a previsão é de que isso ocorra somente no final deste ano, entre setembro e outubro.

Queria saber se existe alguma previsão da Ford colocar o motor 1.6 Flex no Novo Focus hatch, para este ano. Não sei se a versão 2.0 compensa pra mim. Em termos de consumo como seria a versão 1.6 flex em relação à 2.0 a gasolina? Marcelo Lobato – (ES)

R.: Quando apresentou o Novo Focus em setembro de 2008, a Ford disse que estava antecipando em um ano o lançamento que ocorria de forma parcial, com as versões 2.0 apenas, dando a entender que o restante viria no prazo previsto inicialmente, ou seja: setembro deste ano. Daí pode se concluir que o 1.6 viria nessa época. Mas não há garantias de que isso irá se cumprir.

Em relação ao consumo, eu diria que a diferença de rendimento depende mais da forma como você dirige do que do tamanho dos motores. O 1.6, em tese, deveria ser mais econômico. Mas, se levarmos em conta que – por ser mais fraco -- ele se esforça mais que o 2.0, essa tese talvez não se confirme.

Só para efeito de comparação, procurei no arquivo da revista testes de Focus equipado com motores 1.6 e 2.0 convencionais e encontrei o seguinte: uma unidade 1.6 obteve as médias de 9,7 km/l, na cidade, e 12,8 km/l, na estrada, enquanto outra 2.0 conseguiu, respectivamente, 9,0 e 12,8. Ou seja: a 1.6 foi apenas um pouco mais econômica no ciclo urbano e igual no rodoviário. As duas eram sedãs equipadas com câmbio manual e o combustível usado era gasolina.

A versão flex tem a vantagem de usar também álcool, que, normalmente, custa menos que gasolina. Mas, entre os puristas -- que dizem que carro flex não é bom nem com álcool nem com gasolina -- há quem prefira as versões monocombustível.

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Thu, 08 Jan 2009 18:57:18 -0300
Vá de Ka http://quatrorodas.abril.com.br/blog/paulo/139972_p.shtml Estou em dúvida entre Clio Campus 1.0 4p, Celta 1.0 4p e Ka 1.0 2p. Qual deles você compraria? – Lucas Patrick – PR

R.: Nesse segmento o que vale é, principalmente, a relação custo/benefício. Entre essas três opções apresentadas, eu avaliaria as ofertas e decidiria em função do preço. Se houvesse um empate, decidiria a favor do Ka.

Ele é o mais gostoso de dirigir. Sua cabine parece mais espaçosa, sua posição de dirigir é mais esportiva e seu chassi, mais bem acertado.

O Celta tem 4 portas, mas, dos três é o que me parece mais frágil. E o Clio, embora seja o mais robusto, é o dono do visual mais antigo e seu custo com manutenção e seguro tende a ser ligeiramente mais caro.

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Wed, 07 Jan 2009 17:36:18 -0300
Tiida custa pouco, mas não pegou http://quatrorodas.abril.com.br/blog/paulo/139773_p.shtml Nissan Tiida 08/08 por R$ 45 mil é, talvez, o melhor custo-benefício no segmento de hatches médios. Você acha que o grande negócio de agora pode se tornar um mico daqui 2 ou 3 anos, na hora da revenda? O carro parece ser bom, mas "não pegou" no mercado. Tá barato assim, pois pode parar de ser importado? - Sérgio Mendes - Belo Horizonte (MG)

R.: O Tiida é um bom carro, espaçoso e bem bem-equipado e o seu preço está atraente. Mas nem assim está vendendo. Por esse preço, era para fazer fila nas concessionárias Nissan.

Eu acho que ele pode sim se tornar um mico. E nem precisa esperar 2 ou 3 anos. Isso porque ele é um carro importado, de uma marca que tem pouca tradição no mercado e com um volume de vendas inexpressivo. Em 2008, ele fechou o ano em 9º lugar entre os hatches médios, com 3.280 unidades comercializadas, atrás do New Beetle.

Quanto a parar de ser importado, acho que isso não deve ocorrer. Terminando o estoque 08/08, a Nissan deve prosseguir com as importações.

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Tue, 06 Jan 2009 19:40:09 -0300
Aconteceu comigo http://quatrorodas.abril.com.br/blog/paulo/139498_p.shtml Aqui estamos nós de volta. Agradeço aos que escreveram no período de festas. No primeiro post do ano, antes de começar a responder as perguntas que chegaram, gostaria de contar a minha experiência como consumidor de automóveis, nesses dias de mercado conturbado. Acredito que, o meu caso seja igual ao de muitos e que conversando a gente possa entender melhor a situação.

Esperei o final do ano para trocar o meu bom e velho Palio e, como todos, fui surpreendido pela reviravolta na economia. Meu carro é um Palio ELX 2004 1.3 Flex, com ar e direção, cinza escuro metálico, único dono (com Manual e chave reserva). Está com 75.000 km, sendo que aos 60.000 km, ganhou novos pneus, molas, amortecedores, bateria, escapamento e correias, além de passar por uma oficina para a retirada de todas as imperfeições na pintura. Ficou como novo.

Na tabela da FIPE, seu preço era de 25.000 reais, sendo que no Webmotors, os pares anunciados, ficavam entre 20.800 e 28. 500 reais. Mas a melhor oferta que recebi foi de 19.000 reais. Já sabia que as lojas pagariam menos que o valor de mercado, para poder revender com lucro, mas esperava, pelo menos 22.000 reais. Em outubro, em um negócio que não se concretizou, eu tinha conseguido 24.000 reais.

Agora, vou aguardar o mercado se acalmar. Não acredito que o preço do carro usado se recupere substancialmente, mas passado o susto, imagino que meu carro não deprecie tanto. O que me faz crer nisso é o fato de que a desvalorização, normalmente, afeta os modelos mais caros e difíceis de vender, o que não é o caso de um Palio 2004.

Além disso, com a retomada das vendas no mercado de novos – graças à redução dos impostos e aos incentivos ao crédito – acredito que o mercado de usados também deva se beneficiar. E, por último, vou esperar porque não quero vender meu carro sem ter certeza de que estou entregando o veículo pelo que ele vale.

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Mon, 05 Jan 2009 17:42:41 -0300
Koenigsegg e J.S. Bach http://quatrorodas.abril.com.br/blog/paulo/138624_p.shtml http://br.youtube.com/watch?v=LU_QR_FTt3E ]]> Wed, 24 Dec 2008 11:26:41 -0300 Post de Natal http://quatrorodas.abril.com.br/blog/paulo/138432_p.shtml Pensei em fazer um post de Natal, mas não sabia o que escrever, então resolvi falar da minha primeira bicicleta, que ganhei no Natal de 1972.

A primeira bicicleta a gente nunca esquece. A minha era uma Monark Monareta Dobramatic, azul. Ainda lembro do caminhão verde com letras brancas do Mappin chegando, da montagem de bike na sala de casa e da molecada da rua apinhada na janela, olhando a novidade.

Naquele tempo não era perigoso brincar na rua. Assim,minha paixão por carros e motos ganhou um novo ingrediente: a velocidade. Minha mãe conta que me via passar correndo em frente de casa e rezava para que eu não atropelasse ninguém no caminho.

Nunca sofri acidentes (só sustos, em mim e nos outros), ao contrário do que ocorreu anos mais tarde quando descobri os carrinhos de rolimã (dessa outra fase, tenho alguns troféus – cicatrizes nos braços e nas mãos).

Hoje, quando passo pelos lugares onde eu brincava, fico admirado. Não sei como eu tinha coragem de descer algumas ladeiras que eu descia apostando corrida com meus amigos, de bike e de rolimã. Talvez as rezas de minha mãe tenham ajudado...

E vocês, têm alguma história para contar? Desejo a todos um Feliz Natal e tudo de bom em 2009. Que todos realizem o sonho de ter um carro novo na garagem!!!

A foto da Monark acima é a reprodução de um catálogo da fábrica, cedida por Marcelo Afornali do site www.bicicletasantigas.com.br, um endereço bem curioso para que gosta de bikes.

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Mon, 22 Dec 2008 17:38:32 -0300
O preço do Fit não vai baixar http://quatrorodas.abril.com.br/blog/paulo/137938_p.shtml Estou inclinada a comprar um Fit EXL. Minha dúvida é se devo comprar agora, ou esperar entrar 2009 e comprar um 2009-2009, ao invés deste que é 2008-2009. O vendedor falou que o que manda é o modelo do carro, mas tenho minhas dúvidas. Outra coisa que me falaram, é que em 2009 a Honda elevará o preço do Fit (como se não bastasse o preço atual). Você acredita nisso? – Stela Guimarães

R.: Nos últimos dias, quando alguém me pergunta: comprar agora ou esperar?, eu penso muito antes de responder e, às vezes, não sei dei a melhor resposta. Isso porque, atualmente, está difícil entender por onde o mercado vai caminhar.

No seu caso, devo dizer que o vendedor tem razão. No que diz respeito ao valor de revenda não faz diferença você anunciar um carro 08/09 ou 09/09 porque o que vale é o modelo e não o ano de fabricação e o preço é o mesmo para ambos (salvo as variações de costume: estado geral, quilometragem, equipamentos).

Em relação aos preços, eu diria, em um primeiro momento, que existe pressão de baixa, uma vez que as vendas esfriaram. Mas, por outro lado, imagino que um carro como o Fit que tem várias peças importadas deve sofrer pressão de alta, por conta da valorização do dólar. Logo, não me espantaria se a Honda aumentasse o preço do carro. Ainda que ficasse mais dificil vendê-lo depois.

Se você tem dinheiro para comprar o carro agora, compre e seja feliz. A Honda abaixou o preço do Civic, porque esse é um carro que já está no mercado há um tempo, está prestes a receber mudanças e tem uma concorrência brava. O Fit, ao contrário, é novinho em folha, é desejado e não tem rivais diretos. Portanto, não terá descontos.

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Fri, 19 Dec 2008 04:04:49 -0300
Peugeot 207 x Gol Power http://quatrorodas.abril.com.br/blog/paulo/137654_p.shtml Estou prestes a comprar um carro. Mas estou indeciso entre dois modelos: Peugeot 207 XRS 1.4 e novo Gol Power 1.6. Qual deles é a melhor opção? – Gustavo

R.: Tentei fazer cotações nos sites das fábricas, mas não consegui. Olhando a tabela de preços da revista, vejo que o Peugeot custa 44.790 reais e oVW, 37.200 reais. Mas o Peugeot vem completo com ar, direção, vidros e travas elétricos, e o VW é do jeito que veio ao mundo: com protetor de cárter, desembaçador traseiro, calotas integrais e outros itens de igual relevância.

Vamos imaginar que com os mesmos equipamentos, os preços dos dois se igualem. Nesse caso, pesa o seu gosto pessoal. O design, a identificação com a marca, o prazer ao dirigir, tudo isso deve ser levado em conta. Eu gosto do Gol, mas estou começando a achar o 207 mais bonito...Além disso, ele é bem acabado, gostoso de dirigir... 

O Gol tem mais motor: 1.6 de 104 cv contra 1.4 de 82 cv (sempre com álcool). Sua manutenção é mais barata, sua rede de concessionários é maior. Ele só perde no preço do seguro (que se você tiver um perfil amigável – casado, maior de 25 anos, etc. são “atenuantes”).

A negociação também pode pesar. Acho que as concessionárias da Peugeot estão mais abertas a descontos que as da VW. Mas isso não é um fato. É só uma desconfiança minha.

Racionalmente, eu recomendo o Gol.

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Thu, 18 Dec 2008 00:48:30 -0300
Comprar ou esperar? http://quatrorodas.abril.com.br/blog/paulo/137202_p.shtml Estou querendo trocar de carro, mas tenho dificuldade de colocar o meu na troca. Com a mudança do IPI, que vai até maio/09, é melhor esperar a virada do ano para ver se conseguimos preços ainda melhores pela mudança do ano de fabricação? – Patrício Batista da Luz

R.: Os carros usados estavam valorizados porque o mercado andava aquecido e sustentava os seus preços. Agora, ao contrário, o mercado esfriou e está sobrando carro usado nas lojas, o que tende a jogar os preços para baixo.

Deverá haver uma acomodação no mercado, com os preços dos usados se adequando aos dos novos, que também estão em queda. Mas, por enquanto, parece haver uma quebra de braço entre novos e usados.

Esperar pode ser uma boa estratégia, porque os carros que 08/09 que não forem vendidos tendem a ganhar mais descontos. Mas, os vendedores sabem disso e, portanto, quem for bom negociador pode tentar um bom acordo agora.

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Tue, 16 Dec 2008 14:50:21 -0300
Um carro com muitas histórias para contar http://quatrorodas.abril.com.br/blog/paulo/136665_p.shtml A foto ao lado foi tirada em 1991, tempo bom, quando eu remava na raia olímpica da USP, toda terça e quinta, de manhã, trabalhava no Jornal do Carro à tarde e nos finais de semana viajava com o meu Gurgel 86 para remar em algum rio ou praia deserta.

Quando cheguei no JC e falei que tinha um Tocantins, os editores me disseram que se soubessem que eu era dono de um Gurgel não teriam me contratado. Tudo bem que o carro não andava, não tinha direção hidráulica, não parava. Mas eu me divertia muito com ele.

Na foto, o Tocantis está à beira da represa de Mairiporã, no município de mesmo nome, próximo de São Paulo. Ele e meu caiaque surfinho, que não era o mesmo que eu remava na USP, este um caiaque-escola, mais estreito e rápido, um estágio antes do temido e profissional K-1. Temido porque, de tão estreito, era impossível permanecer dentro dele sem virar.

Fiquei uns quatro anos com o Gurgel. Das nossas viagens, lembro de uma vez em que dirigi até Ariri, no norte do Paraná, próximo a fronteira com São Paulo e remei até a Ilha do Cardoso. Em outra ocasião, era uma noite de verão e eu viajei de capota aberta, olhando as estrelas, pela Rio-Santos, até Maresias para um final de semana inesquecível.

Na foto ele ainda exibe um arranhão no pára-choque traseiro, que eu mandei consertar, durante uma reforma que fiz: troquei a capota, as rodas e os pneus. Ele tinha toca-fitas mas ninguém roubava, porque apesar das portas não possuírem fechadura, ele não chamava a atenção e as pessoas pareciam respeitar o Gurgel.

Depois que vendi, não tive mais notícias do carro. Outro dia, pensei ter encontrado o X-12 em um classificado na internet. O modelo anunciado era igualzinho. Mas, não liguei para conferir. Seria interessante rever o bichinho e, quem sabe, estacioná-lo de volta em minha garagem. Mas, achei melhor ficar quieto.

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Fri, 12 Dec 2008 19:51:05 -0300
Fiesta, Palio e Polo http://quatrorodas.abril.com.br/blog/paulo/136425_p.shtml Estou na dúvida entre o Palio Fire e o Fiesta Hatch. Ambos, para mim, saem por 31.990 reais. Qual o seu conselho? – Thiago Bringer, Vila Velha (ES)

R.: Fique com o Fiesta. Ele é mais moderno, tem melhor dirigibilidade e seu seguro tende a custar menos que o do Palio. O Palio é um projeto mais antigo e deve mudar mais cedo que o Fiesta, até porque a Fiat quer dar uma injeção de ânimo no modelo que perdeu o posto de mais vendido da casa para o Uno Mille.

Gostaria de saber sua opinião sobre o novo Polo.Quero comprar um Polo Sedan no ano que vem, mas tenho receio de que o novo possa vir. – Leir Gomes – Goiânia (GO)

R.: O Polo atual é um carro que me agrada pela construção, acabamento, desempenho e comportamento dinâmico. O novo não conheço porque não foi lançado. A VW não fala desse assunto. Mas a previsão é de que a sua estréia seja somente no final de 2010.

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Thu, 11 Dec 2008 21:50:15 -0300
O Jetta leva vantagem http://quatrorodas.abril.com.br/blog/paulo/136084_p.shtml Tenho dúvidas entre BMW 120i 2007 e VW Jetta 0 km. O VW tem pós-venda ruim, melhor valor de revenda, seguro mais caro. O BMW tem pós-venda bom, revenda mais difícil, franquia de seguro mais cara.  Alexandre da Gama – São Paulo (SP)

R.: Você analisou os aspectos racionais e ainda está em dúvida. Então considere os emocionais. Pense como você se sente ao volante de um e de outro carro. Imagine os modelos em sua garagem. Ao dirigir, você gostaria de olhar para o volante e ver o símbolo da BMW ou da VW? Se possível, faça um test-drive com os carros para saber como eles se comportam e ver qual está mais de acordo com o seu gosto.

Se você me dissesse que o BMW era o Cabrio equipado com motor de seis cilindros de 218 cv, na versão 125i (nem precisaria ser o 135i, com 306 cv), eu não teria dúvidas: ficaria com ele. Mas, sendo o 120i, com motor 2.0 de quatro cilindros e 156 cv, fico com o VW.

No conjunto, o Jetta leva vantagem, com seu motor 2.5 de 170 cv, transmissão automática seqüencial de seis marchas, suspensão multilink. O 120i também tem suspensão multilink e câmbio automático de seis marchas. Mas eu já andei nos dois e me diverti mais com o Jetta.

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Wed, 10 Dec 2008 20:41:54 -0300
Quilometragem original http://quatrorodas.abril.com.br/blog/paulo/135805_p.shtml Em uma discussão com amigos, ficou a dúvida: quando compramos um carro usado, como saber se a quilometragem registrada no hodômetro é a original? – Pedro LasoFonseca – Nova Friburgo (RJ)

R.: Em alguns carros mais novos é possível saber a quilometragem real por meio dos sistemas de scanner usados pelas oficinas para localizar falhas de funcionamento. Nesse caso, é necessário levar o carro a uma oficina que possua esse equipamento e pedir uma consultoria. Nos outros modelos, você pode confrontar alguns sinais.

Examine o Manual do Proprietário, esse livreto funciona como uma certidão de nascimento do carro, isso porque ele possui uma folha preenchida no momento da venda como os dados do comprador e a data da compra. Se o carro não tiver Manual, desconfie, porque ele é a primeira coisa que some quando o hodômetro é adulterado.

Sabendo a idade do carro, você pode ter uma idéia de quanto ele rodou. Uma referência largamente aceita é de 15.000 por ano. Exemplo: um carro vendido em janeiro de 2006, deve ter agora cerca de 45.000 km.

 Se o Manual estiver acompanhado do livreto de manutenção, é possível acompanhar a evolução da quilometragem e as datas em que as revisões, desde que tenham sido feitas.

Esse caminho não é infalível. Mas revela importantes referências que se pode aliar à observação dos sinais de desgaste do carro. Externamente, pode-se reparar na coloração de faróis e lanternas e no estado dos pneus e do escapamento, por exemplo. Na cabine, o desgaste de bancos, volante e pedais. Se o aro do volante estiver liso, sem a textura original do plástico ou do couro, o carro já rodou bastante. Acima de 50.000 km.

Há também indicadores de "idade" como cheiro, alguns tipos de ruídos e etc, os quais, com calma e atenção é possível identificar. Mais importante que a quilometragem, porém, é o estado do carro, o que depende de como ele foi usado e conservado.

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Tue, 09 Dec 2008 20:22:46 -0300
E agora? http://quatrorodas.abril.com.br/blog/paulo/135501_p.shtml A Honda está com promoção do Civic 2008 (58 mil), mas paga muito mal no usado. Tenho um Fit 2003 e querem pagar 24 mil. O que fazer para trocar de carro? Esperar entrar 2009 para ver como é que fica? – Regina Rissatti

R.: O mercado está bom para quem paga à vista. Com dinheiro na mão é possível conseguir os melhores descontos. Isso porque as lojas preferem receber todo o valor em dinheiro do que uma parte representada por outro veículo, que elas ainda terão de vender. E os estoques estão cheios.

Quem tem um carro para entrar no negócio, não está tão mal, no entanto. Mas, nesse caso, os vendedores pensam o seguinte: “Se o meu carro está com desconto, o do cliente deve entrar com desconto também”. Ou seja: se um Civic 2008 0 Km vale 62 mil e eu estou vendendo por 58 mil; um Fit, que vale, 28 mil, tem que entrar por 24 mil.

No final das contas dá no mesmo. Se o mercado estivesse aquecido, não haveria mais Civic 2008 à venda, o 2009 estaria custando 67 mil e as lojas pagariam 28 mil no Fit 2003. O cliente desembolsaria, não 34 mil reais (pagos no parágrafo acima), mas 39 mil reais.

Desde que a depreciação do usado seja proporcional ao desconto do novo, tudo bem. Só não vale, se o vendedor aproveitar o momento para desvalorizar demais o carro usado, sem mexer no preço do novo.

Não sei se esperar é uma boa alternativa. Pode ser. Mas é preciso ter paciência. Ou melhor, é preciso esquecer a troca e voltar a pensar nisso, quando a poeira do mercado assentar, o que imagino só deve acontecer no segundo semestre do ano que vem.

Para quem ainda não sabe o que fazer, lembro que em janeiro os carros devem pagar o IPVA. Ou seja, trocando agora, a pessoa vai pagar o imposto uma vez só em 2009. Trocando em fevereiro ou março, será necessário pagar o IPVA do carro antigo, que ainda será de sua propriedade, e, depois, do novo, que acabou de chegar.

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Mon, 08 Dec 2008 20:01:43 -0300
O que vem por ai http://quatrorodas.abril.com.br/blog/paulo/134988_p.shtml Tenho uma Strada 2007 e pretendo trocar por outra no ano que vem. Dentre os vários lançamentos previstos para 2009 – Strada cabine dupla, picape Peugeot 207 e Saveiro NF – qual seria a melhor opção? – Cláudio Pegoretti

R.: É difícil indicar uma das picapes sem conhecer nenhuma delas. A da Fiat deve ser imbatível para quem procura uma cabine ampla e sem se importar de abrir mão do espaço na caçamba. E, para você que já tem uma Strada seria um up-grade.

A VW será uma herdeira do DNA do novo Gol e do novo Voyage, com os quais deverá dividir o estilo e diversos componentes, desde instrumentos e motores até elementos de acabamento. Além disso, chega com a mística do nome Saveiro, que já foi por muito tempo a picapinha mais desejada do segmento.

A Peugeot é uma ilustre desconhecida. Pelo que se viu nas fotos já publicadas ela é uma mistura de 207 Escapade com o monovolume Peugeot 1007. Para enfrentar o trabalho de uma picape, ela deverá receber alguns reforços a mais que a Escapade.

A Strada e a Saveiro devem chegar na mesma época, no final do primeiro semestre. Enquanto a Peugeot deve estrear no final do ano, como linha 2010.

Não se pode descartar também a nova Courier, que também deve chegar no final do ano. Ela deve ser maior que a atual, mas menor que a Ranger. Deverá ter o porte de um Ecosport. E pode ganhar um novo nome.

Você ainda terá muito tempo para estudar que escolha fazer.

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Fri, 05 Dec 2008 23:58:26 -0300
Vejo um futuro sem grandes mudanças para a Zafira http://quatrorodas.abril.com.br/blog/paulo/134749_p.shtml Tenho uma Zafira 2003 e pretendo trocar por uma nova. Existe alguma previsão de mudança para os próximos meses? – José – Patos de Minas (MG)

R.: Não, não existe previsão. A Zafira é um produto bom, que se garante nas vendas e está fora da lista de prioridades da GM. Até porque a concorrência também está sonolenta, nesse segmento.

Uma reestilização leve, como a mudança da grade dianteira, assim como foi feito com a Meriva, seria bem-vinda. Mas nem essa possibilidade existe – ao menos que a gente ouça falar.

Acho que você pode comprar sua Zafira sem medo de mudanças nos próximos meses.

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Fri, 05 Dec 2008 00:02:44 -0300
Consumidor consciente http://quatrorodas.abril.com.br/blog/paulo/134417_p.shtml Pretendo comprar um carro do porte do TR4 e quero ter como critério de decisão o consumo e a exaustão de CO2. Suponho, que a 4 Rodas tem estes valores. Pode informar ou indicar uma fonte? - U.Bader

R.: Lamento dizer que nós não temos como fornecer essas informações. Isso porque nós não fazemos esse tipo de medição -- uma vez que  requer um complexo processo realizado em laboratórios que só a indústria ou entidades do governo possuem --, e também porque as fábricas não divulgam esses dados, no Brasil.

Nos Estados Unidos e na Europa, as fábricas são obrigadas a informar o nível de emissões de poluentes de seus carros e qualquer revista pode publicar esses números junto das tabelas de preços. Mas por aqui, não. Este ano, criaram um selo de consumo, que já é um passo. Mas também não é obrigatório.

É uma pena que as autoridades brasileiras não obriguem as fábricas a informar o consumidor e que elas, por sua vez, também não se importem com isso.

No caso da Mitsubishi, que produz o TR4 mencionado por você, o pouco caso é ainda maior, uma vez que essa fábrica não empresta carros para testes de revistas, como todas as outras marcas fazem. Ou seja: no que depender da Mitsubishi, a única informação que chega ao consumidor é aquela veiculada pela publicidade que a empresa faz.

Talvez você possa conseguir esse tipo de informação junto às fábricas, ligando no serviço de atendimento ao consumidor que todas têm. Duvido, mas não custa tentar. Se todos pressionarem, um dia pode ser que essa informação se torne acessível. De qualquer modo, parabéns pela preocupação.

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Wed, 03 Dec 2008 22:05:49 -0300
O 1.8 da GM ainda fica na Fiat http://quatrorodas.abril.com.br/blog/paulo/134094_p.shtml Estou interessado em um Palio 1.8R, mas andei lendo que o motor 1.8 da GM será substituído pelo 1.9 da Fiat, essa mudança será estendida para a linha Palio? Poderá ser feita em 2009? Fico com um pé atrás de comprar um carro que depois de uns meses ficará ultrapassado e o pior desvalorizado. - Felipe MB.

Li que a Fiat vai substituir o motor 1.8 fornecido pela GM pelo 1.9 do Línea. A substituição seria na Palio Adventure. Essa medida chegaria a toda linha? Quero comprar um Punto HLX e fiquei preocupado. – Armando Scarponi

R.: A Fiat diz que o contrato que ela tem com a GM não tem data para terminar. Enquanto uma parte quiser comprar e a outra, vender, o fornecimento será mantido. Por ai, se fala em 2010 como prazo para o vencimento do acordo.

O motor 1.9 feito na Argentina não é a única opção que a Fiat tem, no entanto. Isso porque, a Fiat comprou a antiga (dizem que é bem moderna) fábrica da Tritec, no Paraná, de onde pode sair esse novo motor. Inicialmente seria um 1.6 16V, mas poderia ser de outro tamanho, como 1.8, por exemplo. Ou ainda os dois para equipar diferentes modelos da casa.

Mas vamos pensar juntos. Se a queda nas vendas de veículos, verificada neste final de ano, se mantiver no ano que vem, vamos ter motores sobrando. Dessa forma, a GM teria enorme prazer de continuar a fornecer para a Fiat e a Fiat, por sua vez, não teria a menor pressa de encontrar um substituto para esse motor da GM.

Portanto, não há o que temer de imediato. Além disso, mudança de motor não é nenhum fim do mundo. O Palio já teve motor 1.5, 1.6 e ninguém se lembra disso, no mercado de usados.

Quanto ao Palio 1.8R, em particular, eu considero um carrinho bonito e divertido, mas ficaria com os dois pés atrás, se tivesse medo dele ficar ultrapassado e desvalorizado. Isso porque ele é um projeto antigo e sua desvalorização é naturalmente maior que a de uma versão regular do Palio.

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Tue, 02 Dec 2008 20:33:10 -0300
Vivendo e aprendendo http://quatrorodas.abril.com.br/blog/paulo/133807_p.shtml Não é de hoje que eu dirijo carros de todos os tamanhos e tipos, piloto motos regularmente e, vez por outra, quando surge a oportunidade, assumo o volante de um caminhão. Por essa razão, conheço as características desses veículos, suas limitações, e as dificuldades que cada um oferece ao motorista.

Mesmo assim, outro dia cometi uma imprudência que me custou um arranhão em um carro de teste: circulei por alguns metros na faixa da direita de uma rua, tendo um caminhão à minha esquerda. Foram poucos metros, mas o suficiente para, na esquina onde a rua se estreita, ficar prensado entre o caminhão e a calçada sem poder evitar o contato dos veículos.

Meu carro estava à frente do caminhão. O pára-choque dele encostou no meu pára-lamas traseiro. Mas não sei se posso dizer que o motorista foi totalmente culpado. Ele devia ter visto. Mas onde eu estava era impossível. -- Eu sempre fico nesta faixa porque vou virar à esquerda na outra rua, disse o motorista.

Por sorte não aconteceu nada mais grave e as marcas do caminhão no carro de teste saíram quase integralmente com o passar de uma flanela e massa de polir. Avisei a fábrica e pedi para mandar a conta do reparo, em todo caso.

Agora, o mais surpreendente: uma semana depois, lá estava eu passando pelo mesmo local, quando, por pouco, não caio na mesma armadilha. Eu dirigia outro carro de teste, mas o caminhão, acreditem, era o mesmo! Um Mercedes laranja que está sendo usado nas obras da Via Amarela do Metrô, que terá uma estação ao lado a Abril.

Felizmente, dessa vez, fui mais cauteloso. Diminui a velocidade e deixei o caminhão ir embora. Quem foi que disse que um raio não cai duas vezes no mesmo lugar? Eu aprendi a lição.

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Tue, 02 Dec 2008 09:52:30 -0300
Smart Fortwo http://quatrorodas.abril.com.br/blog/paulo/133344_p.shtml O que você acha do Smart ForTwo? Se ele chegar com preço entre 55.000 e 60.000 reais, será um bom negócio? – Roberto Rocha

R.: O Smart ForTwo (clique aqui para ver o vídeo) é um carrinho bonito. Para duas pessoas, o espaço interno é surpreendente. O passageiro consegue cruzar as pernas e abrir o jornal, como se estive em uma poltrona, em casa. Mas isso é tudo. Não há porta-malas e nem banco traseiro.

Ele tem estilo moderninho, é ambientalmente amigável e vai bem como terceiro carro da família (para transporte de fim de semana, ou do filho que vai para a faculdade). O desempenho é satisfatório na cidade, mas fraco, na estrada.

Quem compra é porque gosta do carro, quer se diferenciar na paisagem ou ainda acha que, nos dias de hoje, ninguém não precisa de um carro de duas toneladas para transportar um corpo de 70 quilos. Mas ninguém compra um Smart pensando em negócio. Na relação custo/benefício.

As vendas devem começar no primeiro trimestre de 2009, se não houver mudanças de planos. A operação será pequena e localizada. Começa por São Paulo, com dois pontos de venda, e Rio de Janeiro, com um ponto.

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Fri, 28 Nov 2008 21:12:32 -0300
Por que não comprar? http://quatrorodas.abril.com.br/blog/paulo/133015_p.shtml Focus, Fit e C4 Berliné. Há vários motivos para comprar qualquer um deles, mas procuro pensar por que NÃO comprar algum deles. Você pode me ajudar na escolha? – Sérgio Mendes – Belo Horizonte (MG)

R.: É difícil falar de um carro (bonito) que só vi em fotos, como o C4 Berliné. Mas posso dizer algumas coisas baseado na observação do que acontece com o C4 Pallas da frota da revista. Afinal, os dois são versões diferentes de um mesmo modelo.

As principais queixas (já que você quer razões para não comprar) em relação ao C4 Pallas são problemas de acabamento (em razão de uma certa fragilidade) e os altos custos de manutenção.

O Fit é um belo carrinho. Mas é isso. Um carrinho gosto de dirigir, amigável, espaçoso, inteligente, mas para ser dirigido sem stress e sem emoção. Neutro até no estilo. Além disso, está caro. O mais barato sai por 52.340 reais e o mais caro, 63.860 reais.

Com 58.190 reais, você compra um Focus hatch 2.0 GLX. Seu acabamento, meio simplório, pode decepcionar quem vai esperando um pouco mais de sofisticação. E o motor não é flex. Mas, dos três é o que eu consigo criticar menos.

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Thu, 27 Nov 2008 22:53:52 -0300
Os preços do álcool e da gasolina http://quatrorodas.abril.com.br/blog/paulo/132630_p.shtml Álcool ou gasolina? Próxima vez que ouvir essa pergunta do frentista, se você tem carro flex, faça as contas.

O jornal Valor de hoje traz uma matéria que mostra as pressões sobre os preços do álcool que, diante da queda do preço internacional do petróleo, pode deixar de ser um combustível atraente.

Como todo dono de carro flex sabe, a opção pelo álcool passa a ser desinteressante se o preço do litro desse combustível ultrapassar o limite de 70% do valor do litro da gasolina. A matéria cita um levantamento da ANP que mostra que na média de preços do país, hoje, o álcool está sendo vendido por 60% do preço da gasolina. Mas que em algumas praças, como em Alagoas e Minas Gerais, a paridade está em 65% e 67%, respectivamente.

“Com a proximidade da entressafra da cana-de-açúcar no Centro-Sul do país – que vai de dezembro a março --, ..., a relação de preços voltará a ser mais vantajosa para a gasolina”, diz a reportagem.

A paridade entre os preços do álcool e da gasolina é uma das contas que a Petrobrás faz para fixar os preços dos combustíveis. E por falar nisso, o mesmo jornal Valor traz outra matéria mostrando que – em razão da queda do preço do petróleo - o preço da gasolina está mais alto no Brasil, do que nos Estados Unidos, “mesmo com o dólar na casa dos R$ 2,30”.

A matéria menciona estimativas de uma empresa de consultoria MCM Consultores apontando que, na segunda-feira, a gasolina estava “31,4% mais barata na região americana da costa do Golfo do México que no Brasil”.

O petróleo que chegou a ser comercializado a quase 150 dólares o barril, em julho, baixou para 50 dólares, nos últimos dias. Mas essa queda não se reflete nos preços da gasolina nacional por duas razões, segundo a matéria.

A primeira é em razão da política da Petrobrás que espera os preços internacionais do petróleo se estabilizarem, antes de reajustar os valores dos combustíveis locais. Foi assim de março de 2007 a outubro de 2008, quando o preço do petróleo disparou e o da gasolina ficou “quase o tempo todo mais barata no Brasil do que lá fora”.

A segunda é conseqüência da primeira: a Petrobrás estaria aproveitando a diferença de preços para reforçar seu caixa, comprometido quando a situação era inversa a de hoje.

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Wed, 26 Nov 2008 20:57:49 -0300
Vectra novo? Só para o ano http://quatrorodas.abril.com.br/blog/paulo/132172_p.shtml A QR publicou matéria sobre a reestilização do Vectra, com nova grade frontal, igual à do Captiva. Tenho um modelo 2006/2007 e penso em trocar no início de 2009. Seria interessante esperar as mudanças ou não temos data prevista para que isso ocorra? – Marco Antonio – Catanduva (SP)

R.: Quando a revista publicou a imagem do Vectra, em setembro, o carro já estava pronto. Mas, ao que tudo indica, o lançamento ficou para o início do ano. Todas as fábricas afirmam que vão continuar com seus planos de lançamentos, apesar das dificuldades atuais. A GM declarou que terá 12 novidades, em 2009. Portanto, acho mais interessante esperar, porque o Vectra vai ficar mais bonito e as mudanças não se resumem à grade dianteira. Por dentro, o painel, também muda.

Na ocasião em que publicamos a imagem feita por computador, nós não tínhamos a foto do carro, mas apenas o retrato falado por mais de uma pessoa que viu o modelo. Mas, além disso, a fábrica já havia admitido que aquela frente igual a do Captiva seria o novo padrão da marca.

Estranhamos o fato do Vectra “novo” não aparecer no Salão do Automóvel, ocasião em que a Meriva, já com a nova grade, esteve presente. Esse lançamento, não deve ocorrer logo em janeiro, no entanto. Por isso, acalme-se. Eu esperaria até março.

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Tue, 25 Nov 2008 19:24:38 -0300
Continuaremos com o Golf IV http://quatrorodas.abril.com.br/blog/paulo/131751_p.shtml Gostaria de comprar um Golf zero km, mas ouvi falar da nova geração e fiquei em dúvida. Seria uma compra interessante ou corro o risco de ficar com um carro desatualizado em alguns meses? – Ricardo Prioto

R.: Se considerarmos que o Golf alemão está na sexta geração e o nacional ainda é um exemplar da quarta geração, de saída, quem compra o nacional leva um modelo desatualizado. Independentemente do Golf da sexta geração ser vendido aqui.

Mas, entendo que sua preocupação não seja em relação aos produtos específicos. Embora defasado, o Golf nacional é o único que temos hoje e seu medo é ver a possibilidade dele ficar desatualizado se a VW resolver renovar a sua oferta de um momento para o outro. E, nesse caso, eu respondo que o risco é pequeno. Ainda mais no prazo de alguns meses.

Antes da crise da economia mundial, eu diria que esse risco existia. Isso porque, o mercado brasileiro estava comprando tudo o que lhe ofereciam e o Golf VI poderia chegar aqui vindo do México, como o Jetta. Mas, agora, não. A crise pode não ter inviabilizado todos os planos das fábricas, mas deixou alguns no aguardo. E o Golf tem todo o jeito de que pode esperar.

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Mon, 24 Nov 2008 20:54:02 -0300
Diesel ou gasolina? http://quatrorodas.abril.com.br/blog/paulo/130719_p.shtml Com recente lançamento da Hilux a gasolina, vêm as perguntas. Vale a pena? Comparada com a versão diesel, quanto dói no bolso que abastecer com gasolina e a hora da revenda? – Patrício da Luz

R.: Considerando a versão a gasolina CD SR 2.7 4x2 manual (a única disponível) e sua similar a diesel CD SR 3.0 4x2 manual, a diferença de preços entre elas é de 18.745 reais, a favor da versão a gasolina. A primeira é vendida por 79.600 reais e a segunda, por 98.345 reais.

Isso quer dizer que comprando uma Hilux a gasolina você pode rodar bastante até que seus gastos com a compra do carro mais o combustível se igualem ao custo de compra de uma Hilux diesel. 18.745 reais são suficientes para comprar 7.498 litros de gasolina, a 2,50 reais o litro.

Tecnicamente, motores diesel são mais robustos e tendem a durar mais. A picape diesel também tem a favor o consumo menor, em volume, o que resulta em um melhor rendimento e uma maior autonomia. Mas, o motor a gasolina tem menores níveis de ruído e vibrações, o que significa conforto, além de não deixar aquele rastro de material particulado, que sai do escapamento, por onde passa.

Na hora de revender, é difícil dizer o que acontecerá, uma vez que a versão gasolina ainda não tem histórico. A favor da versão a gasolina existe o fato de muitos SUV importados só estarem disponíveis em versões a gasolina. Mas isso é só uma indicação de comércio fácil.

Em relação ao seguro, também não existe histórico, mas é certo que os ladrões preferem as picapes a diesel (porque os motores podem ser retirados e usados como geradores), o que encarece o preço da apólice. E, por fim, o IPVA da versão é menor.

Para quem quer uma picape para usar como automóvel, ou seja: para rodar no dia-a-dia, na cidade, e viajar vez por outra nos finais de semana, a versão a gasolina é a melhor escolha.

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Thu, 20 Nov 2008 16:42:34 -0300
Sabendo usar, não vai faltar http://quatrorodas.abril.com.br/blog/paulo/130505_p.shtml Comprei um Polo 1.6 2004, com 116.000 km rodados e gostaria de saber quanto ele ainda tem de vida rodando regularmente, uns 50 km/h por dia. - Manoel Cerveira

R.: Os carros atuais rodam muito mais. Antigamente 100.000 era suficiente para o motor precisar de uma retífica. Mas hoje não é assim. 100.000 é metade da vida, no mínimo.

A vida útil de um carro depende de como ele é tratado, no entanto. No caso do seu Polo, você conhece a procedência dele? Se o(s) dono(s) anterior(es) cuidou (aram) bem do carro, fazendo as revisões, trocando óleo no prazo recomendado e abastecendo em postos idôneos, a chance de ele ir longe é maior.

Com essa "idade", talvez já tenha sido feita a troca de alguns componentes, como amortecedores, molas, bateria, escapamento... Se não fez, dê uma olhada nesses itens. Aliás, se quer deixar seu carro tinindo, faça uma revisão geral. Olhe correias, parte elétrica, etc. E, depois, fique atento a manutenção regular.

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Wed, 19 Nov 2008 18:04:53 -0300
Fechamento http://quatrorodas.abril.com.br/blog/paulo/130158_p.shtml Caros

Estamos em pleno fechamento da edição de dezembro e, por isso, não consegui parar para selecionar a pergunta de hoje. Agradeço a quem me escreveu, aos que comentaram o post do Ecosport e prometo que amanhã estarei de volta.

Para não passar em branco, aqui vai uma fotinho do Subaru Impreza WRX STi, um verdadeiro sonho de consumo de muitos de nós.

Abraços

]]> Wed, 19 Nov 2008 00:44:33 -0300 Troco uma Ranger por um carro de família http://quatrorodas.abril.com.br/blog/paulo/129639_p.shtml Tenho uma Ranger XLS 2007 e uma família com duas crianças. Procuro um carro que dê mais conforto que a picape e, ao mesmo tempo, tenha um bom porta-malas. Pensei em algumas opções, mas confesso que estou meio perdido... Tem a Palio Weekend Adventure Locker, a Zafira, o C4 Pallas e a Megane Grand Tour. Será que você pode me dar uma ajuda? – Carlos Rocha Júnior – Rio de Janeiro (RJ)

R.: Os preços variam muito se você considerar essas opções nas diferentes versões oferecidas. Vão dos 55.110 reais, cobrados pela Palio Week até 82.590 reais pela Grand Tour 2.0 automática.

Palio Adventure Locker – é um carro bonito, impressiona, parece maior do que é, mas você vai estranhar muito migrar de uma picape para ele. Vai parecer apertado.

Zafira – aqui espaço é o que não falta. É uma bela minivan. Mas está desatualizada em design, assim como suas rivais.

C4 Pallas – Não é má idéia, se você quer um sedã. Ele é bem equipado e agora virou flex. Mas não seria a minha primeira opção no segmento.

Grand Tour – Acho que é uma perua muito bonita, boa de dirigir. Mas está ficando antiquada. Na França, houve um face-lift que não foi feito aqui e o sedã já ganhou uma nova geração.

Tenho uma quinta opção que talvez seja do seu agrado: um Ecosport -- com preços que variam de 48.145 (1.6 XL) a 67.215 reais (2.0 4WD). Esse carro tem alguns problemas congênitos de construção e acabamento, mas acho que atenderia bem alguém com o seu perfil.

Ele é da mesma marca que sua picape, tem o espírito aventureiro dos utilitários, a posição de dirigir é elevada, acomoda bem uma família de quatro pessoas e ainda tem um porta-malas interessante.

Em todo caso, o test-drive é indispensável.

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Mon, 17 Nov 2008 22:27:35 -0300
Notícias da indústria http://quatrorodas.abril.com.br/blog/paulo/129124_p.shtml A crise americana

Outro dia me perguntaram se a crise na economia global poderia influenciar na desvalorização dos carros das marcas americanas vendidos no Brasil. Eu disse que não. Afinal, apesar da crise, a vida continua. As pessoas continuam comprando carros. E a situação do Brasil não parece tão crítica como as de outros mercados.

Para quem quer se aprofundar nesse tema, porém, recomendo a leitura de uma reportagem da revista Exame que está nas bancas.  

A matéria “O fim de Detroit?”, escrita por Marcelo Onaga, fala que a crise na indústria se aprofundou em razão da “secura de crédito que atinge a economia americana”. Mas mostra também as razões que trouxeram a indústria ao estado em que se encontra hoje. “... os principais são erros de gestão, produtos equivocados e, finalmente, uma concorrência criativa e enxuta.”

Tendências do setor automobilístico

No Salão do Automóvel, participei de um debate sobre a indústria nacional promovido pela rádio CBN. O programa, gravado no estúdio da rádio, no Anhembi, durou uma hora. Teve como mediador o apresentador Adalberto Piotto e, como convidados eu e o diretor de redação da revista Auto Esporte, Marcus Vinícius Gasquez. Se quiser conferir clique nos links.


Parte 1:
http://quatrorodas.podomatic.com/enclosure/2008-11-14T10_11_20-08_00.mp3
 
 
Parte 2:
http://quatrorodas.podomatic.com/enclosure/2008-11-14T10_21_16-08_00.mp3
 
 
Parte 3:
http://quatrorodas.podomatic.com/enclosure/2008-11-14T10_32_19-08_00.mp3
 

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Fri, 14 Nov 2008 20:25:09 -0300
Enquanto o Bravo não vem http://quatrorodas.abril.com.br/blog/paulo/128735_p.shtml Sou proprietário de um Punto 1.8 e estou pensando em trocá-lo nos próximos meses. Qual a sua opinião: devo comprar o novo Ford Focus ou esperar o Fiat Bravo?- Leonardo Fiorelli

R.: Não conheço o Bravo – só por revista. E vejo com bons olhos a compra de um Focus. Portanto, se tivesse que decidir agora, ficaria com o Focus. Até porque não sabemos quando chega o Bravo.

Como a QR já noticiou na seção Segredos, a Fiat já produziu cinco unidades do Bravo no Brasil, para testes de componentes. Mas, imagino que ela não esteja com pressa de lançá-lo, neste momento de indefinições no mercado.

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Thu, 13 Nov 2008 19:33:03 -0300
Hilux, Meriva e outras novidades http://quatrorodas.abril.com.br/blog/paulo/128382_p.shtml Li seu comentário sobre Hilux ou Triton em 29/2. Na época, você compraria uma Hilux e hoje? – Jaqueline Baldissera Mior

R.: Continuo com a Hilux, principalmente agora que ela passou por mudanças visuais e no conteúdo. A Triton continua sendo uma opção interessante. Mas a Hilux é mais espaçosa e confortável.

Estou para comprar o meu primeiro carro para deficiente. O que você me diz do Meriva? Achei o espaço bom para colocar a cadeira de rodas. – Flavio Demei

R.: A minivan é boa sim em espaço interno e o fato de ter o banco em posição elevada facilita a entrada e a saída para que usa cadeira de rodas. Já ouvi depoimentos nesse sentido. Quanto ao câmbio Easytronic, trata-se de um sistema mecânico automatizado. Na prática, a operação é idêntica a de um câmbio automático, mas há diferença no comportamento das trocas, mais lentas e menos confortáveis, a meu ver, nessa aplicação.

Dica de leitura:

O engenheiro Marcelo Bertocchi está lançando o livro Segurança Veicular, feito para engenheiros mas que pode ser lido por entusiastas na matéria. “O objetivo foi mostrar quão grande é a importância desse ramo da engenharia e motivas outros jovens engenheiros a trabalhar nessa área”, diz o autor. Os interessados podem fazer down-load da obra no blog http://segurancaveicular.blogspot.com

Câmera Record

Veja a minha participação no programa da TV Record (com direito a uma volta de A5 na pista de testes da TRW, em Limeira, usada pela revista). http://www.mundorecord.com.br/play/f170924c-3284-479b-8b01-aeba250ea72f

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Wed, 12 Nov 2008 18:02:25 -0300
O futuros dos motores http://quatrorodas.abril.com.br/blog/paulo/127997_p.shtml Ontem, eu fui em um simpósio da SAE (Sociedade de Engenheiros da Mobilidade) com o pomposo nome de Propulsão Veicular e a Matriz Energética e anotei as seguintes informações que ouvi para compartilhar com as pessoas do blog.

Os motores de combustão interna ainda vão evoluir muito antes de sair de cena. Mas sua aplicação convencional como se vê hoje está condenada a desaparecer. No futuro, esses motores teriam participação parcial na propulsão. A tração que hoje é função exclusiva deles passaria a ser dividida com motores elétricos, que, em muitos casos, assumiriam a tarefa, restando para o motor a combustão a missão de recarregar as baterias. Essa atuação duraria até o dia em que os veículos elétricos tivessem autonomia suficiente ou até a popularização dos carros com célula de hidrogênio.

A onda do downsizing (desenvolvimento de motores compactos com potência de motores maiores ex. o Fiat 1.4 T-Jet) vai crescer, reduzindo o tamanho médio dos motores fabricados no mundo, que hoje é de 4,58 cilindros.

No ano de 2025, o mix dos automóveis em operação, dividido pelo tipo de propulsão, seria o seguinte: 50 % - motores a combustão (sendo que o motor mais popular será de três cilindros). 20 % - motores híbridos (elétrico e gasolina; elétrico e diesel). 10 % - híbridos (onde os motores a combustão teriam um aplicação suplementar) e 20 % - elétricos.

Apesar da necessidade de se fazer veículos cada vez menos poluentes, a contribuição do automóvel na emissão de gases do efeito estufa (CO2) é menor que a de outras fontes. Veja a participação de cada uma delas, segundo a empresa Mahle: Usinas termoelétricas – 25%. Residências – 23%. Indústria – 19,5%. Incêndios/queimadas – 15%. Caminhões – 6%. Automóveis – 5,5%. Aviões – 3%. Barcos – 1%. Outras formas de transporte – 2%.

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Tue, 11 Nov 2008 18:07:13 -0300
O Airtrek tem um futuro incerto http://quatrorodas.abril.com.br/blog/paulo/126865_p.shtml Estou de olho no Airtrek pois comparando seu segmento parece ser a melhor relação custo/benefício. Porém, fui ao Salão do Automóvel em São Paulo e não o vi por lá, ele vai sair de linha? - Adriano Negrelli Reis – Eunápolis (BA)

R.: Você tem razão de desconfiar. O Airtrek vendido no Brasil é um projeto (de 2001) que, na Europa, foi substituído pelo Outlander (de 2007) – enquanto em alguns mercados como, o nosso, passou a coexistir com aquele que deveria ser seu sucessor.

Entre nós, o Airtrek seguiu equipado com motor 2.4, de 4 cilindros e 163 cv, enquanto o Outlander chegou com o 3.0 V6 de 220 cv. O primeiro vendido por 89.990 reais e o segundo, por 118.490 reais.

Os dois vendem bem para os padrões da marca, cerca de 180 unidades por mês. Mas há, dentro da Mitsubishi, quem acredite que o volume de vendas poderia ser maior se o Outlander tivesse uma versão 2.4 (mais barata), em substituição ao Airtrek.

Se essa tese vingar e o Japão atender essa solicitação da Mitsubishi do Brasil (o que é fácil, porque lá fora já existe essa versão 2.4 do Outlander e os mercados já estão abastecidos) o Airtrek sai mesmo de cena.

Além do Airtrek, a Mitsubishi não levou a minivan Grandis para o Salão, o que também pode ser um sinal de aposentadoria para outro carro de sua linha. Contra o Grandis pesa o baixo volume de vendas: cerca de 5 ou 6 unidades/mês.

Oficialmente, a Mitsubishi diz que os carros não foram para o Salão porque preferiu dedicar o espaço do estande para as novidades e para os modelos de maior expressão (vendas) da linha.

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Fri, 07 Nov 2008 17:32:41 -0300
Os preços do Fit http://quatrorodas.abril.com.br/blog/paulo/126563_p.shtml Fiquei de queixo caído ao ler as notícias de hoje e me deparar com a lista de preços do New Fit. Um modelo básico na faixa de 54.000??? É muito dinheiro. Você não acha que a Honda exagerou na dose? – Rodrigo Tosi Chiacho – São Paulo (SP)

R.: Acho sim, um exagero. A Honda divulgou os preços do New Fit hoje. Começa em 52.340 reais, na versão LX manual, e chega a 69.750 reais, na EXL automática.

O Fit pode ter muitas qualidades, mas por esse valor existem muitas opções mais interessantes no mercado. Um Focus hatch GLX, novo, equipado com motor 2.0 de 145 cv, sai por 58.355 reais, por exemplo.

A não ser que a Honda queira reposicionar o Fit equiparando-o a um carro como o Smart ForTwo, por exemplo, um carrinho de nicho, que foi apresentado no Salão do Automóvel, com preço nessa faixa. Mas nesse segmento o volume de vendas é pequeno.

Na semana passada, o Fit antigo estava sendo vendido por 42.500 reais, o que, em comparação com o novo, é uma pechincha. Por 57.000 reais dava para levar um Civic, que está com desconto por conta de uma nova versão que deve vir por ai, com pequenas mudanças cosméticas e mais conteúdo.

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Thu, 06 Nov 2008 20:12:47 -0300
A Fielder pode ser uma boa escolha http://quatrorodas.abril.com.br/blog/paulo/126302_p.shtml Queria saber se compensa comprar uma perua Fielder, completa, agora por 60.000 reais. - Fábio Almeida – Belo Horizonte (MG)

R.: O preço parece bom. Em uma pesquisa em classificados da internet, encontrei ofertas de Fielder usadas na versão XE i, modelo 2008, por 58.000 reais.

A questão é saber quanto você deseja ter uma Fielder e quanto tempo quer ficar com ela. Se for a realização de um sonho, não há o que discutir: vá em frente. Se, ao contrário, for uma compra racional, pense quando você planeja trocá-la.

Se for ficar um ano com a perua, o desconto que você terá agora talvez não seja compensador, porque a desvalorização do primeiro ano pode ser maior. Mas, se a intenção é conservar o carro por cerca de três ou quatro anos, o negócio se torna interessante.

A Fielder é uma perua bonita, honesta no acabamento, confiável na manutenção e não deve te dar trabalho, pelo menos, nos primeiros quatro anos.

Sabe-se que ela parou de ser fabricada, embora a Toyota não tenha anunciado isso oficialmente. A empresa pensava de deixar a Fielder no mercado por pelo menos mais um ano, a partir da chegada do novo Corolla, mas o final da linha foi antecipado.

De qualquer modo, ela está ai nas ruas, tem a maioria das peças em comum com o Corolla antigo e, se você reparar bem, ainda existem várias peruas Corolla de gerações anteriores circulando por nossas ruas.

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Thu, 06 Nov 2008 14:14:38 -0300
O Fusion vai mudar, em 2010 http://quatrorodas.abril.com.br/blog/paulo/125964_p.shtml Estou interessado em um Fusion. Porém, li que haverá uma mudança de design, o que, imagino, poderá repercutir em uma desvalorização do carro. A tal mudança é certa para o Brasil, ou fica restrita aos EUA? Qual o percentual de desvalorização do Fusion?

R.: A Ford já mostrou a primeira foto do novo Fusion (acima). Mas essa nova versão só será lançada no final de 2009, como linha 2010. Portanto, se você quer comprar um Fusion – e não quer esperar até lá – vá em frente, compre o modelo atual e seja feliz.

É certo que, a chegada do novo vai contribuir para a desvalorização do atual. Mas, se você comprar agora, quando o novo chegar, o seu já terá um ano de uso e a depreciação maior terá acontecido mais pelo tempo de uso do que propriamente pela mudança da versão.

O Fusion vendido no Brasil é feito no México, na mesma fábrica que produz os carros vendidos nos Estados Unidos. Portanto, as mudanças promovidas nos carros lá de fora serão incorporadas nos carros vendidos aqui dentro.

Quanto à desvalorização, fiz uma pesquisa nos anúncios da internet e encontrei uma média de 9%, no primeiro ano. O Fusion 2.3 SEL é tabelado em 83.620 reais e comercializado por cerca de 80.000 reais. Os modelos 2008 são oferecidos com preços que variam de 70.000 a 75.000 reais, dependendo do vendedor.

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Tue, 04 Nov 2008 20:27:33 -0300
Cadê a Audi? http://quatrorodas.abril.com.br/blog/paulo/125550_p.shtml Estive no Salão do Automóvel e senti falta dos carros da Audi. Por que essa marca ficou de fora? - Rodrigo Lima – Belo Horizonte (MG)

R.: A Audi decidiu não participar do Salão do Automóvel porque preferiu expor seus carros em um espaço exclusivo, no início de outubro. A marca organizou uma exposição no Parque do Ibirapuera, em São Paulo, para comemorar os 15 anos de Brasil, onde reuniu não só a sua linha atual (A4, Q7, etc.) mas também carros do futuro, como o A1 Concept, e históricos, como um Auto Union de competição.

O evento foi interessante. Mas bem que a Audi poderia estender as comemorações até o Anhembi, que é o maior momento da indústria e recebe público do Brasil inteiro. Além dos carros mostrados em outubro, a Audi teria ainda mais novidades, entre elas o A3 com novos faróis, o TT Roadster e o A5. Sem falar no superesportivo R8, bem vindo em qualquer ocasião (na foto, no Salão de Shanghai).

Além da Audi, outras marcas optaram por não aparecer no Salão este ano. São elas: Alfa Romeo, Lexus e Lobini. A justificativa de todas é a mesma: estratégia de marketing. A Alfa não tinha carro para mostrar. O último lote de veículos importados já foi vendido e o próximo só virá quando a marca tiver sua operação no país reformulada. A Lexus não conseguiu vaga no estande da Toyota, como costumava fazer, porque ainda é uma marca de nicho e a Toyota preferiu ocupar todo o espaço com os seus próprios carros. E a Lobini passa por mudanças.

Em compensação, este ano, os estandes ficaram maiores, com mais veículos expostos, e houve a estréia de novas marcas como AMG, Smart, Pagani, Lotus, Lamborghini (que veio e ficou), Suzuki (sob nova direção) e as chinesas Effa, Lifan, Hafei e Jinbei.

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Mon, 03 Nov 2008 20:17:39 -0300
Achados e perdidos http://quatrorodas.abril.com.br/blog/paulo/124470_p.shtml Achei um livro na redação. Não sei quem é o dono e nem como chegou na minha mesa. Só sei que fala de trânsito e é interessante. O título é “Síndrome do Caracol Seu carro: sua casa sobre rodas”.

Foi escrito pela psicóloga Neuza Corassa, autora de diversos outros trabalhos sobre o tema, e publicado pela Juruá Editora, de Curitiba (PR), em 2006.

Ainda não terminei de ler. Mas quero compartilhar o que vi até agora. A autora fala da necessidade de se entender o que é público e o que é privado no trânsito. Ela escreve:

“Nos gramados ( dos parques e das praças) ... a convivência é bastante pacífica, pois a maior parte das pessoas tem consciência que está num espaço que é de todos e, portanto, precisa ser utilizado com um mínimo de educação, civilidade e respeito ao próximo. As ruas e avenidas fora do parque também são espaços públicos ... Mas costumamos nos esquecer disso quando estamos encastelados nessa pequena ‘cápsula de espaço privado’ chamada automóvel. Dentro dele, o ambiente é realmente privado... Mas do lado de fora, onde o veículo transita, o espaço é coletivo.”

Quando as pessoas tomam consciência de que, embora no espaço privado de seus carros, estão no trânsito que é um lugar público, a tendência é elas se tornarem mais tolerantes e pacientes com umas com as outras - que também estão ali com seus planos, preocupações, desejos e etc.. Levando a vida. E passam a respeitar mais o espaço alheio e as leis feitas para organizar o trânsito e deixá-lo mais seguro para todos.

Por hoje é só. Ainda quero fazer mais um post sobre o Salão do Automóvel e depois retorno às perguntas que não param de chegar.

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Fri, 31 Oct 2008 09:47:24 -0300
Abrem-se as cortinas e começa o espetáculo http://quatrorodas.abril.com.br/blog/paulo/124023_p.shtml O Salão do Automóvel começa amanhã (hoje, para quem está lendo este post na quinta-feira dia 30). Segundo a organização, o evento equipara-se aos maiores do mundo, “em quantidade de marcas presentes". São cerca de 200 expositores – entre fabricantes de veículos, equipamentos e acessórios -, mostrando perto de 500 veículos, espalhados por 80 mil metros quadrados de área.

Parece muita coisa, mas não é nada que não se consiga ver em um dia. Com calma, pode-se ver, entrar nos carros, pedir informações, fotografar, participar de promoções nos eventos, enfim, fazer tudo que o visitante tem direito.

Para ajudar, preparei uma lista das atrações que os apaixonados por carros não podem deixar de ver. Ai vai (vou indicar a marca e o modelo):

BMW X6, Chevrolet Camaro, Citroën C5, Ferrari F430 Scuderia, Fiat Punto T-Jet; Ford Focus ST e Mustang Shelby, Honda Fit, Jaguar XF, Kia Soul, Lamborghini Murcielago LP640, Land Rover LRX, Maserati MC12, Mercedes SL 63 AMG (foto), Nissan GT-R, Pagani Zonda Roadster F, Porsche Carrera GT2, Subaru Impreza WRX STI, Toyota Rin e VW Space Up.

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Wed, 29 Oct 2008 21:13:15 -0300
O X-20 da FEI http://quatrorodas.abril.com.br/blog/paulo/123639_p.shtml Hoje, no Salão do Automóvel foi o dia das apresentações de VW, Chrysler, Troller, Effa, Ssangyong, Porsche, Kia, BMW, Volvo, Subaru, Pagani e Suzuki. Fiquei babando em um Porsche GT2 amarelo com rodas amarelas, no Suburu Impresa WRX STi preto com rodas douradas e no Pagani Zonda sem pintura, com a fibra de carbono da carroceria à mostra.

Mas, no comentário de hoje, quero falar do protótipo apresentado pela FEI: o X-20, que é o vigéssimo projeto experimental dessa escola de engenheiros. Esse modelo é um roadster de alta-performance que tem chassi de alumínio, carroceria de fibra de vidro e motor de Corvette ZO6, V8 de 550 cv. Pesando apenas 980 kg, o X-20 é dono de uma relação peso/potência de 1,8 kg/cv (segundo a FEI, normalmente, um F-1 tem a relação de 1,3 kg/cv).

A maior novidade do modelo, porém, está em um sistema de direção autônomo que ele possui e é mais ou menos assim: uma câmera de vídeo  reconhece as margens da faixa de rodagem e envia a informação para um processador que comanda o sistema de direção, com o auxílio de um motor elétrico.

O X-20 é fruto da dedicação de alunos, professores e pesquisadores dos cursos de Engenharia Mecânica Automobilística, Engenharia Elétrica e Ciência da Computação, além do Institituto de Pesquisas e Estudos Industriais da FEI e contou com a colaboração de empresas como EDAG (simulação computacional da carroceria) e GM (que doou o motor).

Até amanhã com mais novidades do Salão, que abre suas portas, na quinta-feria, dia 30.

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Tue, 28 Oct 2008 22:49:37 -0300
Bem-vindos ao Salão do Automóvel http://quatrorodas.abril.com.br/blog/paulo/123282_p.shtml O Salão do Automóvel abre suas portas esta semana. Mais precisamente, quinta-feira, dia 30. Mas para a imprensa, a abertura foi hoje e, portanto, através da internet o público vai saber de tudo que ainda não sabe antecipadamente. Os jornalistas terão três dias, até quarta-feira, véspera da abertura, para explorar a mostra.

Em cada dia de imprensa, as marcas se revezam apresentando suas novidades. Hoje, foi a vez de Fiat, Citroën, Renault, Peugeot, Nissan, Honda, Mercedes, GM, Hyundai, Mitsubishi, Toyota e Ford.

Além dos carros – que você pode ver na cobertura que o site da Quatro Rodas está fazendo – o que mais se falou foi da crise na economia mundial. Mais porque os jornalistas insistiam em falar do que em razão do discursos das fábricas.

Nas falas dos executivos, a indústria está otimista com o país. Esse otimismo declarado existe em parte porque nenhuma marca gosta de fazer discursos pessimistas, mas também porque, comparado com outros mercados, o Brasil está mesmo bem. A crise encontrou o Brasil em ordem, enquanto pegou países que, mesmo sem crise, já estavam em dificuldades internas.

O presidente da Peugeot disse que a marca quer aumentar a sua participação no mercado em 2009. O da Hyundai anunciou que vai manter seus investimentos de 1,2 bilhão reais até 2010, parte deles para produzir o Tucson no Brasil. A Ford diz que a indústria terá dificuldades este ano e no ano que vem, mas que existem muitas oportunidades a ser exploradas no meio dessa crise.

É interessante notar como o mercado brasileiro ganhou importância -- não sei se em razão da situação econômica privilegiada ou pelo fato de ter alcançado um volume de produção de destaque mundial. Mas isso é perceptível pela quantidade de executivos estrangeiros de altas patentes que compareceram às coletivas de imprensa e também pelos jornalistas internacionais presentes, não só da América Latina. Na sala de imprensa encontrei gente da americana Automotive News e da inglesa Auto Express.

Hoje, como em todos os anos, ainda havia gente dando acabamento em estandes e ajustando os tapetes dos corredores. As marcas que têm as coletivas marcadas para amanhã deixaram seus carros cobertos. E muitos funcionários – seguranças, atendentes, demonstradoras – ainda estavam em treinamento para quando o público chegar.

Dos carros apresentados até agora o que mais me chamou a atenção foi Camaro Conversível, da Chevrolet, um carrão esportivo equipado com motor V8, que remete ao legendário Camaro, lançado no final dos anos 60.

Esse Camaro ainda é tratado como um carro-conceito, mas deve ser produzido e virar modelo de série em 2009. Amanhã, conto um pouco mais do clima no Anhembi.

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Mon, 27 Oct 2008 23:07:11 -0300
Bons tempos http://quatrorodas.abril.com.br/blog/paulo/122117_p.shtml Nos anos 80, eu era o feliz proprietário de um Fiat 147 1300 Top 1982. O carro era lindo. Era preto, com friso lateral cinza da cor dos pára-choques, vidros verdes e painel desenhado pelo estilista Pierre Balmain. Tinha som, teto solar original e pneus Pirelli P77. Era mais bonito que o modelo dourado da foto que a Fiat gentilmente me enviou.

Um dia, distraído, estacionei o carro bem na frente da entrada de um estacionamento em plena Avenida Paulista, em São Paulo. Quem conhece o lugar vai entender por quê. Até hoje, a porta desse estacionamento é discretíssima. Ela tem apenas um luminoso voltado para os pedestres, porque a entrada principal da garagem fica na rua lateral (Alameda Joaquim Eugênio de Lima).

Eu não me demorei. Mas quando retornei ao carro só encontrei o local. Lembro até hoje do cimento onde eu tinha deixado o carro, para onde fiquei olhando incrédulo. Eu deixei o carro aqui, pensei. Devo estar sonhando, relutei. Voltei para trás, subi alguns degraus da escadaria do prédio da Gazeta e refiz o caminho para, quem sabe, acordar do pesadelo e rever o meu carro no lugar que o deixei. Não adiantou.

Roubaram, pensei. Olhei para a porta do estacionamento, ainda sem perceber o que estava acontecendo e perguntei para o segurança parado à porta, com os braços cruzados, terno azul marinho e cara de bravo: -- Você viu um carro que estava aqui? -Vi, ele respondeu enchendo o peito ameaçador e apontando para a avenida. - Está ali.

O Fiat estava com duas rodas sobre o canteiro central da avenida e duas na faixa de rolagem, na pista da esquerda, com os outros carros passando quase raspando nele.

Feliz por rever meu carrinho mas sem entender nada, olhei para o segurança que nem esperou eu falar: - Fui eu que coloquei ali. -- Mas, por quê?, perguntei. Ele não respondeu, apenas apontou para o discreto luminoso na parte superior da entrada. - Ah! Desculpa, não tinha visto, disse. - Mas como você levou meu carro para lá?

Ao me ver totalmente sem noção, o segurança que, imagino, esperava que eu partisse para o confronto, relaxou: -- Eu tenho um macaco “jacaré” (aqueles com rodas usados nas oficinas), levantei, o carro e deixei ali para não atrapalhar a passagem.

Antes de atravessar a avenida, olhei de longe para me certificar de que o carro não havida sofrido nenhum dano no transporte ou causado por um dos veículos (ônibus, às vezes) que passam na avenida. Estava tudo bem.

Hoje, fico lembrando. Naquele tempo, a Avenida Paulista já era bem movimentada. Isso aconteceu por volta das 7 horas da noite. Mas, com exceção do segurança, que parecia zangado (quantos malucos já não deviam ter parado ali antes de mim?), mais ninguém se chateou, buzinou, me xingou. O trânsito não acumulou quilômetros de congestionamento e também nenhum policial me multou, pela infração.

O meu 147 Top deixou saudades.

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Fri, 24 Oct 2008 15:40:02 -0300
TR4: para o asfalto e para a terra http://quatrorodas.abril.com.br/blog/paulo/121895_p.shtml Qual carro comprar para um tipo de uso com 70% de asfalto e 30% de terra (barro, buracos, paralelepípedos, como em um fim de semana para acampar e pescar) entre Tracker, TR4 e Ecosport 4WD. – Lucas Junior (Santa Catarina)

R.: O TR4 é pequeno, por dentro. Mas é o mais robusto, confortável e equipado dos três. Além disso tem maior aceitação no mercado de usado, que os outros dois.

O Tracker é um carrinho valente, mas está desatualizado. E o Ecosport é frágil para encarar trilhas. Em relação aos preços, o Tracker é o mais barato. Sai por 62.506 reais. O Ecosport é o mais caro: 67.215 reais. E o TR4 tem preço intermediário: 65.490 reais.

Vá de TR4.

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Thu, 23 Oct 2008 21:07:03 -0300
Ford Focus x Subaru Impreza http://quatrorodas.abril.com.br/blog/paulo/121485_p.shtml Estou em dúvida entre Focus 2.0 Ghia hatch e Subaru Impreza hatch.Qual seria o melhor em todos os aspectos? - Marco Túlio

R.: O Impreza é apresentado em diversas versões, equipado com motores 1.5; 2.0 e 2.5 e preços que variam de 64.900 (1.5 mecânico) a 219.900 reais (2.5 WRX STi). Na comparação com o Focus entram as intermediárias equipadas com motor 2.0.

Assim temos os seguintes preços: Focus Ghia mecânico, por 70.460, e automático, por 73.390 reais, contra Impreza 2.0 mecânico, por 69.400, e automático, por 78.400 reais.

Podemos dividir a comparação em três aspectos: visual, tecnológico e mercado. No visual, gosto não se discute mas o Impreza tem a seu favor a exclusividade. Por mais que a Subaru se esforce dificilmente um Impreza será tão fácil de ver nas ruas quanto um Focus.

Em relação à tecnologia, o Focus vai bem. Ele tem suspensão multilink, motor de alumínio com comando de válvulas variável... Mas o Impreza tem motor boxer (também de alumínio) e a tração 4x4, com diferencial central, que fazem toda a diferença no comportamento dinâmico do carro.

No bolso, a diferença de preços não é grande. O Subaru é importado e o Ford vem da Argentina (sem imposto de importação).O Impreza tem 5 anos de garantia, enquanto o Focus tem 3. Mas a Subaru possui apenas 12 concessionários no Brasil, enquanto a Ford conta com 378. Além disso, o custo de mão de obra e peças dos importados são mais caros (embora eu acredite que o Impreza dá menos manutenção que o Focus). E, na hora de vender, é muito mais fácil vender um Ford que um Subaru no mercado de usados, o que influencia também na desvalorização dos modelos.

Conclusão: se a compra for emocional -- pela exclusividade e pela oportunidade de dirigir um esportivo importado com soluções de engenharia interessantes, etc. – fique com o Subaru. Se for racional, com calculadora, lápis e papel na mesa, vá de Focus.

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Wed, 22 Oct 2008 16:42:06 -0300
A hora da verdade para Siena, Voyage ... http://quatrorodas.abril.com.br/blog/paulo/121301_p.shtml Estou com dúvida entre Siena x Palio Weekend, ambos 1.4. E também entre Siena x Voyage X Polo Sedan, o primeiro 1.4 e os demais 1.6. – Marcos Antonio – Caruaru (PE)

R.: Siena 1.4 ELX – 38.310 reais. Palio Week 1.4 ELX – 40820 reais. Considerando que eles são o mesmo carro, com carroceria diferente, pela relação custo/benefício, fique com o sedã. Mas, pessoalmente, acho a perua mais bonita.

Sobre Voyage e Polo Sedan escrevi no dia 14. Veja o post na relação “Últimos posts”. Escolhi o Polo e houve 72 comentários a respeito. Entre Polo Sedan e Siena, minha preferência ainda é o Polo Sedan que considero o dono do melhor conjunto.

Mas como a hora da verdade é quando a gente coloca a mão no bolso. Não se pode fechar os olhos aos preços e, nesse caso, o Siena é sem dúvida o dono da melhor relação custo/benefício.

O Siena sai por 38.310 reais, na versão 1.4 ELX, e 47.020 reais, na 1.8 HLX. Enquanto o Polo Sedan custa 45.300 reais, na versão 1.6; 54.690 reais, na 1.6 Comfortline e 56.490 reais, na 2.0 Comfortline.

Tenho em mente Siena Fire ou novo Voyage, qual seria a melhor compra? – Welton Lima – Brasília (DF)

R.: Siena Fire 1.0 (frente antiga) 30.530 reais. Siena 1.0 (novo) 35. 220 reais. Voyage 1.0 30.990 reais. Sem dúvida, o Voyage é a melhor opção. Ele é mais moderno e ainda tem preço mais interessante.

Na edição de outubro da QR que está nas bancas, o Marcelo Moura fez um comparativo entre Logan, Fiesta, Voyage, Siena e Prisma, no qual o Voyage bateu o Siena (novo). A ordem de chegada, aliás, foi essa que eu escrevi acima, com o Logan em primeiro.

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Tue, 21 Oct 2008 19:34:15 -0300
A difícil escolha de um carro para outra pessoa http://quatrorodas.abril.com.br/blog/paulo/121059_p.shtml Minha sogra passou para mim a decisão de escolher um carro. Ela tem dúvida entre C4 Pallas e New Civic. Pelas minhas pesquisas a decisão estamos fechando no Civic, mas gostaria de ouvir a opinião de um especialista. – Samuel Bersot – Ipatinga (MG)

R.: Tecnicamente, eu chego na mesma conclusão de sua pesquisa. Fico com o Civic. O C4 tem alguns equipamentos que o Civic não tem, como computador de bordo e vidros elétricos acionados com um toque só. E seu porta-malas é maior: 580 litros contra os 340 litros do Civic.

Mas o Civic tem melhor acabamento, melhor qualidade de um modo geral, é mais confiável, tem uma rede de assistência cujo atendimento (junto com o da Toyota) é referência na própria indústria. E, para compensar a ausência de computador de bordo, etc. vem com suspensão multi-link.

Pense, porém, que talvez sua sogra não esteja interessada nesses aspectos. Pode ser que - pelo tipo e condições de uso que ela dará ao carro- talvez seja mais importante ter um carro que ela goste. Que aprecie o visual e se sinta bem ao volante.

O Civic é mais ousado que o C4 (que também é moderno, principalmente na cabine). Mas a posição de dirigir do Civic e aquele painel em dois níveis tem mais chance de desagradar aos mais conservadores que os visores do C4 (um na coluna do volante e outro deslocado para o centro do painel).

Apresente seus argumentos, mas leve sua sogra para fazer um test-drive com os carros antes de fechar negócio.

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Mon, 20 Oct 2008 20:25:43 -0300
Fugindo da polícia http://quatrorodas.abril.com.br/blog/paulo/120487_p.shtml Policiais e fotógrafos em um mesmo local é sinônimo de problemas. Não só pelo fato de um não gostar do outro, por achar que o outro sempre atrapalha. Mas também porque, se os dois foram chamados, alguma coisa que vale ser registrada nos jornais e nos boletins de ocorrência aconteceu.

No meu tempo de repórter de Cidades, no Estadão, aprendi a relacionar a presença desses dois profissionais à fatos que se transformavam no assunto do dia seguinte. Como o confronto entre as polícias Civil e Militar, de ontem, em frente ao Palácio do Governo de São Paulo. Se você olhar os jornais de hoje, com certeza verá algum fotógrafo no meio da confusão.

Depois que me tornei especializado em automóveis parei com a cobertura desse tipo de notícia, mas não me deixei de presenciar encontros entre policiais e fotógrafos. Agora mais de perto. Porque, se antes eu era apenas um observador, para os policiais, agora, eu sou "comparsa" do fotógrafo. Ou seja: duas pessoas atrapalhando o trabalho dele. Isso porque, normalmente, eu estou dirigindo o carro que está sendo fotografado.

O que mais irrita os policiais são os carros com as placas cobertas. E, obviamente, a gente sempre esquece de retirar as placas da revista, depois de feitas as fotos. Uma vez na Alemanha, mais precisamente em Munique, em um local todo monitorado por câmeras, um policial mandou encostar, pediu os documentos, e disse que não era permitido rodar com a placa encoberta. “Por esse motivo vou apreender o seu carro”, falou. “Mas foi só para tirar umas fotos”, eu disse. “Nos vimos. Mas, depois das fotos, vocês rodaram 18 km com a placa escondida”, afirmou o guarda. Ele não queria levar o carro, um BMW 120i, e aceitou o nosso pedido de desculpas. Mas valeu o susto.

Muitas vezes são os moradores dos locais que chamam a polícia. Eles estranham a nossa movimentação. Até porque a gente pára em áreas como praças ou estacionamentos abertos, fica alí em volta do carro. Depois cobre os vidros com panos -- às vezes pretos, às vezes, brancos -- para fotografar o interior da cabine.

No dia seguinte ao atentado de 11 de Setembro, eu e o fotógrafo Marco de Bari, estávamos na Alemanha, para variar, desta vez em Frankfurt com um Bentley Arnage vinho maravilhoso, e as pessoas que, até momentos antes da nossa chegada pareciam todas dentro de suas casas, começaram a se inquietar. Algumas saiam nos portões, outras só espreitavam por trás das cortinas. Não demorou para que um BMW Série 5 prata e verde da polícia aparecesse para checar o que estava acontecendo. 

Se o policial é um apaixonado por carros, a conversa costuma ser mais amistosa. O dia em que fotografamos o Maserati GranTurismo que está na edição novembro (que fechou hoje!) paramos em uma praça de Ghiglia, na região da Emília Romana, na Itália, e logo surgiram dois policiais, desta vem em um Fiat Brava azul e branco, e um deles foi logo perguntando: “E la mia questa macchina? (este é o meu carro?)”. Mesmo assim, ele quis saber o que estávamos fazendo. Depois, contemplou o Maserati e se despediu dizendo para cuidarmos bem do carro.

Até hoje, ninguém foi preso e nenhum carro foi apreendido. Mas sei do caso de um fotógrafo (que está viajando e não me autorizou a contar) que passou por um interrogatório e por um longo chá de cadeira por estar fotografando, sem saber, dentro de uma área militar. Depois desse dia, ele evita dar motivos para conversas com policiais.

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Fri, 17 Oct 2008 18:47:50 -0300
Amaciar o motor é coisa do passado http://quatrorodas.abril.com.br/blog/paulo/120224_p.shtml Comprei uma picape Strada e tenho uma grande dúvida a respeito do amaciamento. É necessário? Como amaciar? Por quanto tempo? Como o amaciamento influencia (consumo, retomada)? – Edson Favetti

R.: Essa questão é polêmica porque alguns fabricantes dizem que ele é necessário e outros dizem que não. A Fiat faz parte do grupo dos que não fazem qualquer recomendação nesse sentido. Quando a fábrica recomenda o amaciamento ela o faz por meio do Manual do Proprietário. Você pode (deve) ler o livreto de sua picape inteiro e não vai achar nenhuma menção ao amaciamento.

O amaciamento é o processo de ajuste pelo qual passam as peças móveis de um motor novo, eliminando pontos ásperos deixados pela usinagem e reduzindo o atrito.

Antigamente tratava-se de um período crítico na vida do carro, durante o qual o motorista não podia exigir muito do motor. As fábricas definiam a duração do amaciamento (em quilômetros) e os regimes (ou velocidades) máximos permitidos nesse período.

Mas, hoje em dia, com o aperfeiçoamento dos métodos de produção das peças, o amaciamento não é mais necessário.

A Fiat entende que o usuário comum vai usar o carro em condições normais, na cidade e na estrada, sem causar danos ao motor. Até porque, os motores modernos têm limitadores de giro que protegem a integridade das peças.

Um motorista comum só “consegue” estourar o giro de um carro se esticar demais uma marcha e errar a troca. Por exemplo: ele está em quarta marcha, eleva o giro até o início da faixa vermelha (cerca de 6000 rpm, no caso da Strada) e, na hora de passar a quinta marcha, ele se engana e engata a terceira. O giro que estava em 6000 rpm sobe para 7000 rpm ou mais, alterando a sincronia que existe entre as peças móveis do motor e acarretando danos às peças.

Mas, nesse caso, o dano ocorre com qualquer motor, novo ou já usado.

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Thu, 16 Oct 2008 21:32:29 -0300
E a GM? http://quatrorodas.abril.com.br/blog/paulo/119877_p.shtml Gostaria de saber se a crise da GM pode de alguma forma desvalorizar os carros da Chevrolet. Tenho um modelo dessa marca e até já penso em trocá-lo. - Isabel Cristina de Macedo - São Leopoldo (RS)

R.:  Você deve estar falando das dificuldades que a GM enfrenta nos Estados Unidos. É verdade, a empresa está passando por uma fase difícil. Já estava ruim antes, agora, com a crise econômica do país (ou se preferir, mundial), parece que tudo ficou mais difícil. Mas antes de vender seu carro pense bem.

A GM é uma das maiores empresas do mundo. Apesar das dificuldade, ela continua investindo no futuro, apresentando novas tecnologias, como o Chevrolet Volt, que estará no Salão do Automóvel de São Paulo.

No passado recente, temos pelos menos dois casos de fabricantes de automóveis que estavam em situações ruins e se recuperaram. Estamos falando da Fiat e da Nissan.Crises passam.

Além disso, seu carro usado não vai desvalorizar mais do que o normal de uma hora para outra (caso a crise venha a se agravar). O mercado de automóveis não é sensível como as bolsas de valores.

Se você gosta de seu Chevrolet, desfrute dele e fique tranqüila.

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Wed, 15 Oct 2008 21:36:00 -0300
Polo Sedan ou novo Voyage? http://quatrorodas.abril.com.br/blog/paulo/119427_p.shtml Gostaria de saber qual a melhor compra. Eu quero o novo Voyage. Minha esposa não abre mão do Polo Sedan. Qual a sua opinião?

R.: Antes de analisar os produtos é importante dizer que existe uma diferença grande de preços entre eles. Os dois são oferecidos em três versões. O Voyage, 1.0, 1.6 Trend e 1.6 Comfortline. O Polo Sedan, 1.6, 1.6 Comfortline e 2.0 Comfortline.

Digamos que a comparação seja entre as versões que mais se aproximam em preço: Voyage 1.6 Comfortline (39.430 reais) e Polo Sedan 1.6 (45.300 reais).

O Voyage vem com direção hidráulica, vidros dianteiros elétricos e banco bi-partido como principais itens de série. E o Polo vem com direção hidráulica, ar-condicionado e computador de bordo.

O Voyage tem o acabamento mais trabalhado, com direito a frisos cromados nas portas e nos mostradores do painel; enquanto o Polo é mais básico, sem frisos e maçanetas pretas.

O Voyage é um produto mais novo. Tem sub-chassi na suspensão dianteira. Mas também é mais simples na construção. O Polo, apesar de mais antigo, tem acabamento de melhor qualidade e uma estrutura mais sofisticada (e robusta), com solda laser no teto, etc.

Os dois têm o mesmo powertrain e são construídos sobre a mesma plataforma. Por isso, o desempenho e o espaço interno de ambos são muito parecidos. 

Seguro, peças, assistência, garantia e custo de mão de obra também se equivalem.

Pelo conjunto da obra, eu ficaria com o Polo -- opção que, no seu caso, ainda seria do agrado da esposa.

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Tue, 14 Oct 2008 16:32:16 -0300
Os desencontros da Ford http://quatrorodas.abril.com.br/blog/paulo/119264_p.shtml Não consigo entender. Os carros da Ford, em muitos comparativos, ficam entre as primeiras colocações. Os carros são todos excelentes, motores bons. etc. Então por que vendem pouco? - Pedro - Brasília (DF)

R.: A Ford cometeu alguns erros no passado que fizeram que ela perdesse terreno no mercado nacional, embora tivesse produtos bons. O maior foi se associar com a VW, na Autolatina. Quando a parceria acabou, a Ford saiu enfraquecida.

Mas, depois disso, ocorreram mais problemas. Houve um tempo, por exemplo, que a Ford parecia indecisa em relação ao posicionamento do Ka e do Fiesta. Ora era o Ka que custava menos, ora era o Fiesta. Os dois ficavam em uma gangorra que acabava por confundir o consumidor.

O caso do Focus, na primeira geração, é ainda mais ilustrativo. O carro sempre foi bom e era reconhecido com tal pelos jornalistas especializados e pelos seus proprietários. Mas a Ford não divulgava as virtudes desse modelo. Quem não fosse leitor de revistas especializadas e nem tivesse um amigo dono de um Focus mal sabia que o carro exisitia.

Mas nem tudo é ruim no retrospecto da Ford. É verdade que a marca tem uma participação menor que as rivais no mercado de automóveis nacional, mas seu desempenho não é fraco em todos os segmentos. A Ford tem produtos vencedores como o Ecosport, por exemplo, e sempre se deu bem no segmento de picapes.

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Mon, 13 Oct 2008 23:41:25 -0300
Nem todos os carros são iguais http://quatrorodas.abril.com.br/blog/paulo/118800_p.shtml Acho os carros disponíveis no mercado muito chatos, quadrados, enfim, não têm a menor graça. Tenho em mente 3 modelos, todos automáticos: Fit (que acho bem sem graça mesmo, mas a fama de que dá pouco trabalho me atrai muito), que espero que a nova versão (será que sai até o início do ano que vem?) seja mais engraçadinha; PT Cruiser, que nem acho tão maravilhoso, mas pelo menos é diferente e seu interior parece superior; e o New Beetle, que é uma gracinha, mas o ágio praticado nos modelos zero é absurdo. Gostaria de saber qual é a sua sugestão. – Stella Coimbra – São Paulo (SP)

R.: Eu também já tive essa sensação de que os carros são todos iguais e sem graça... Mas acho que isso acontece quando a gente se fixa só no estilo, no acabamento. Se você pensar no comportamento dinâmico dos carros, com certeza, verá que há diferenças e uns ficam mais interessantes que outros.

Um tipo de carro diferente, que faz você se sentir uma pessoa mais original a bordo, são as picapinhas leves, ao contrário dos sedãs cuja carroceria é a mais convencional de todas. Já pensou em uma picapinha, como a Strada recém-estilizada, por exemplo? Para quem tem espírito mais jovem e esportivo elas são bem interessantes e, como são leves, costumam ser mais ágeis (e divertidas) que os modelos dos quais derivam.

Dos três carros que você mencionou, o Fit pode ser visualmente sem graça, mas é o mais gostoso e amigável de dirigir, principalmente no trânsito. O novo chega agora, no Salão do Automóvel. O PT é o que você diz: diferente. Mas é tímido no desempenho e extrovertido no consumo. O New Beetle é mesmo uma “gracinha”, mas também não concordo com o pagamento de ágio.

Se eu fosse você esperaria o Salão do Automóvel, que vai estar cheio de novidades como o Punto Tjet e o Smart ForTwo, por exemplo. E lá, você poderá comparar as opções disponíveis, umas ao lado das outras. O Salão abre suas portas no dia 30/10!

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Fri, 10 Oct 2008 22:26:18 -0300
Apertem os cintos que o piloto sumiu http://quatrorodas.abril.com.br/blog/paulo/118323_p.shtml Antigamente, quando a gente fazia um teste de consumo, por exemplo, dois terços do tempo envolvido na avaliação eram gastos com a instalação e a retirada do equipamento. Era necessário cortar as linhas de combustível originais dos carros para instalar o equipamento de medição e, depois, remendar o sistema do carro, que deveria ser substituído por um novo quando o carro retornava à fábrica. A gente se sujava todo e ficava cheirando a gasolina.

O sistema de aquisição de dados, para os testes de desempenho, também requeria uma certa mão-de-obra para a instalação, calibração, etc.. Agora tudo é mais simples. As mangueiras do carro têm sistemas de engate-rápido e o V-Box só necessita da instalação de uma antena, para receber os sinais dos satélites. Mas, já há soluções mais simples ainda.

A empresa AB Dynamics construiu um robô que faz o serviço. Pelo vídeo mostrado aqui, dá para ver como o equipamento é capaz. Em alguns casos, um técnico pode embarcar no carro apenas para monitorar alguma função ou acompanhar alguma informação demonstrada. Mas só. A vantagem do equipamento é a tão desejada repetitividade nos ensaios, a segurança (em manobras de maior risco) e a economia de tempo, salários, etc.

Nós já publicamos uma matéria sobre esses robôs (aqui está o link). Mas ver o robô em ação é bem interessante.

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Thu, 09 Oct 2008 14:07:03 -0300
Ninguém sabe como vai ficar o mercado http://quatrorodas.abril.com.br/blog/paulo/118158_p.shtml Vou comprar um carro mas com a crise não sei se compro já ou se espero. Uns dizem que o mercado de carros vai desacelerar e os preços vão cair, outros dizem que vão subir. Estou em dúvida. Não vou financiar. Você pode esclarecer algo sobre o assunto? - Bianca Rossi – Campinas (SP)

R.: Neste momento, ninguém sabe o que vai acontecer com o mercado. É certo que vai haver uma desaceleração, em razão da dificuldade de financiamento, mas isso não deve influenciar nos preços dos veículos. A variação cambial deve ser mais decisiva, nesse sentido. Mas, por enquanto, ninguém sabe também em que patamar o dólar vai estacionar.

 Conversei com alguns vendedores e eles me disseram que o mercado está normal. Existe sim o problema do crédito, até porque alguns bancos suspenderam os financiamentos enquanto não definem as taxas de juros que vão cobrar, mas os preços dos carros não variaram em função disso. Os carros recém-lançados estão sendo vendidos normalmente (às vezes, com ágio) e os modelos 2008 têm descontos. Quem não fizer questão de ter um modelo 2009, pode encontrar bons negócios de ocasião.

Você vai comprar o carro por necessidade ou para satisfazer um desejo, certo? Então não pense demais na crise, pense em realizar o que você já havia planejado.

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Wed, 08 Oct 2008 22:43:01 -0300
New Beetle: o preferido da Juju http://quatrorodas.abril.com.br/blog/paulo/117656_p.shtml Gostaria de saber se vale a pena comprar um New Beetle hoje. Há previsão que ele sai de linha? E sobre a possibilidade de ele vir como flex? - Sybeli Mendes

R.: Se você gosta do New Beetle – como a minha filha Juju e a minha esposa Tânia – acho que vale a pena sim. O modelo vendido no Brasil é fabricado no México e, enquanto durar o acordo comercial entre os países e houver compradores, ele continuará a ser oferecido no Brasil, como hoje.

O New Beetle está na primeira geração. Ele foi lançado em 1998 e passou por uma reestilização em 2006, tendo a versão conversível apresentada em 2002. A segunda geração deve estrear em 2010. Mudando lá fora e no México, muda por aqui também.

Quanto a virar flex acho muito difícil. Não é impossível, porque tecnologia disponível existe. Mas como o volume de vendas é pequeno, a VW não deve fazer investimentos nesse sentido.

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Tue, 07 Oct 2008 18:31:38 -0300
O Santa Fe e os outros http://quatrorodas.abril.com.br/blog/paulo/117201_p.shtml O que você acha do Hyundai Santa Fe? Vale a pena? Ou teria outra sugestão? Poderia falar alguma coisa sobre a manutenção e mercado? Qual dos dois seria melhor opção: Santa Fe ou Mitsubishi Outlander? - Charles Bonetti

R.: Eu gosto do Santa Fe. Acho que, como todo Hyundai, ele tem muito a oferecer. É bem acabado, bem equipado, tem garantia de 5 anos e é um produto tecnologicamente avançado.

Penso que é uma boa opção de compra. Mas lembro também que o segmento dos SUVs está cada vez mais competitivo. No mês passado, chegaram Captiva e Journey e, no Salão do Automóvel, a Ford vai mostrar o Edge. Eu esperaria o Salão, para me decidir.

A manutenção dos Hyundai no Brasil ainda é um mistério. Como os carros são de boa qualidade e a ascenção da marca é um fenômeno recente no país, o pós-venda da marca ainda não foi testado, digamos. O representante faz muita propaganda dos produtos, mas não fala de pós-venda, ao contrário do titular da marca-irmã Kia, que vive mostrando o depósito de peças e falando da assistência técnica que presta.

Quanto ao mercado, a Hyundai já conquistou um bom espaço e imagem o que deve assegurar alguma representatividade no segmento de usados.

Entre Santa Fé e Outlander é difícil dizer qual é o melhor porque não conheço o Outlander. Tenho um amigo que tem um e fala muito bem dele. A Mitsubishi tem como hábito não emprestar carros para a avaliação da imprensa e esse é um modelo que nós não conseguimos de jeito nenhum (nem com a rede autorizada, nem com particulares). Pelo que conheço da marca, o Outlander deve ser um produto de boa qualidade, assim como o Santa Fe. Acho seu design bem interessante. Mas isso é tudo.

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Mon, 06 Oct 2008 18:42:21 -0300
Metamorfoses ambulantes http://quatrorodas.abril.com.br/blog/paulo/116102_p.shtml As pessoas estão cada vez mais doidas no trânsito. Quem passar pelas ruas secundárias (que servem de atalho) de bairros como Pinheiros, Jardins e Vila Mariana (meu roteiro) depois das 17h00 verá que São Paulo se transformou em uma terra de ninguém. No desejo de ir mais longe antes do trânsito travar, os motoristas não respeitam limites de velocidade, mão de direção, de conversão e preferenciais. Ligar o pisca em uma hora dessas não será recebido como um pedido de passagem mas como uma injúria. Tão rápido como a luz é a resposta do outro motorista acelerando para impedir que o outro avance.

O fenômeno é coletivo. Motoristas de todas as idades, sexo, raça, religião, classe social se transformam em uma espécie de guerreiros que atacam e se defendem, dentro de suas armaduras.

Outro dia, um motorista com uma Meriva colou na traseira do meu carro, tentando me fazer andar mais rápido. Ele ficou muito perto do meu pára-choque, mas não dei muita atenção a ele porque logo eu sairia à direita. Acontece que ele virou à direita também e continuou me aporrinhando e, não satisfeito, quando conseguiu me passar fez o que todo motorista que se sente valente ao volante de um carro faz nessas horas: jogou o carro dele para cima do meu, tirando uns 30 centímetros antes de bater. Mais à frente, o trânsito parou, eu fiquei ao lado dele, mas ele não teve coragem de olhar para o lado. O mais curioso é que no vidro de trás da Meriva havia um adesivo com o símbolo sagrado do Hinduísmo, usado pelos praticantes de yoga, que (imagino) costumam ser pessoas centradas e equilibradas.

Quando contei essa história na redação, ouvi outra ainda mais surpreendente. O designer Marco Munhoz, também conhecido como Chubaca (autor da ilustração acima) disse que naquele mesmo dia, uma japonesinha com jeito de personagem de mangá, fez cara de brava, reclamou, apontou o dedo e, não satisfeita, ainda deu um totó (batida de leve) na traseira do carro dele, só porque ele se posicionou na frente dela, ao mudar de faixa.

A conversa embalou e descobrimos que na redação outras pessoas tinham cada uma a sua história para contar. Aposto que, entre os que estão lendo este post, há vários outros casos. Desse jeito as coisas não vão bem.

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Fri, 03 Oct 2008 17:29:48 -0300
O preço do Captiva no mercado http://quatrorodas.abril.com.br/blog/paulo/114663_p.shtml Muita gente me escreve dizendo que não consegue encontrar o Captiva pelo preço divulgado pela fábrica, ou seja: 92.990 reais, a versão 4x2 e 99.990 reais, a 4x4. Abaixo vão três reclamações de leitores e a resposta da GM.

Moro no Espírito Santo e quero comprar um Captiva 4x2. Por favor me informe onde encontrar esse veículo no preço divulgado pela revista. – Pedro Paulo Sererus

Ao chegar a uma concessionária Chevrolet, constatei que o valor do Chevrolet Captiva era de R$107.000,00 na versão 4x4, e R$99.000,00 na versão 4x2. O vendedor me disse que a informação contida na revista era incorreta. Em quem devo confiar? - Nilo Celso de Andrade

Seria legal na revista do próximo mês vocês publicarem a quanto que o novo utilitário esportivo da Chevrolet, o Captiva, realmente está sendo vendido. Pelo menos em Porto Alegre-RS, o carro chega a ser R$10000 mais caro do que está sendo anunciado no site da Chevrolet. – Pedro Foernges Lubisco

“A marca Chevrolet divulga um preço público sugerido mas o mercado é livre, sendo regulado pela lei de oferta e procura. Ressalte-se que, da mesma forma que às vezes se pratica um sobrepreço para determinados modelos, também existe a prática dos descontos para grande parte dos modelos vendidos no mercado brasileiro". - GM

Meu conselho: quem quiser um SUV e estiver analisando o mercado deve levar em conta o preço praticado pelas revendas na hora de comparar os rivais. Por 92.990/99.990 reais, o Captiva era uma oferta tentadora. Mas por 100.000/110.000 reais deixa de ser tão interessante. Um Tucson ou um Sportage, com um desconto bem negociado, talvez sejam mais atraentes.

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Thu, 02 Oct 2008 19:15:46 -0300
Compra de ''carro-feminino'' http://quatrorodas.abril.com.br/blog/paulo/114011_p.shtml Pretendo comprar um carro-feminino. Quero que seja 1.8 a 2.0, confortável e muito, muito bonito. Tive um Fiesta... Gostaria de apostar em um carro que impressionasse e não fosse muito chamativo (por causa dos ladrões). – Durvalina Maria Mathias dos Santos – Jaboticabal (SP)

R.: Eis aqui um bom exercício. Para sugerir algo olhei para a tabela de preços da revista e descartei todos os carros que não fossem 1.8 ou 2.0. Depois, exclui as picapinhas e o Doblò. Ai olhei para os modelos com visual desatualizado como Astra, Parati e Tracker, porque o escolhido deve ser “muito bonito”. Ainda sobraram muitas opções.

Risquei do meu bloquinho os modelos que identifico como masculinos com Stilo, Golf, Vectra. Ainda assim, restaram: PalioWeekend, entre as peruas; Meriva e Idea, minivans; Ecosport e TR4, entre os jipinhos que as mulheres adoram; o Punto, hatch pequeno e Tiida e Focus, hatches médios (o Focus Sedan caiu no item “masculinos”).

Consultei uma fonte do ramo de seguros e ela me disse que da lista acima, Palio Weekend e Ecosport são os mais visados pelos ladrões, enquanto as minivans passam despercebidas. O índice de roubo do TR4 “está na média” do mercado. E os novos Punto, Tiida e Focus ainda não têm volume suficiente para entrar nas estatísitícas.

Dando o benefício da dúvida aos três novos, temos seis opções: Idea, Meriva, TR4, Punto, Tiida e Focus. O desempate será dado pelo índice “conforto”, que a meu ver é maior no Focus.

Estou certo de que o Focus é o que preenche melhor os critérios definidos pela leitora, que, além disso, já teve um Ford e gostou.

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Wed, 01 Oct 2008 16:18:42 -0300
Torcida Parati http://quatrorodas.abril.com.br/blog/paulo/113711_p.shtml Temos ouvido que a VW não vai criar uma nova Parati, filha deste novo Gol, para substituir a está aí hoje (que, cá entre nós, está muito sem graça!). Por que as marcas abandonaram as peruas, mesmo que vejamos vários Palio Weekend nas ruas? Será que a VW não vai se arrepender, abandonando um nicho de mercado carente. Será que não vai ter que voltar atrás, mais ou menos como aconteceu com o Voyage? Infelizmente a SpaceFox não tem o carisma da Parati e aquele interior do Fox "ninguém merece". – Marcel Gava da Silva

R.: Este é um tema sobre o qual eu gosta de falar: a estratégia das fábricas. A nova Parati não está descartada, mas é certo que seu lançamento ainda demora, uma vez que existe a SpaceFox e a VW já terá muito trabalho para acomodar Gol G4, Novo Gol e Fox ... e Polo, no mesmo show-room.

As fábricas não abandonaram as peruas. Elas apenas não conseguem renovar suas linhas integramente o tempo todo. As fábricas priorizam seus projetos de acordo com as necessidades/facilidades que têm. A VW adoraria chegar com a família Gol inteiramente nova. No entanto, ela não consegue tocar o desenvolvimento simultâneo de uma família inteira. E não é só o desenvolvimento, depois disso tem o lançamento, a comercialização e a substituição da geração anterior. Ufa!

Agora é a vez dos hatches compactos e dos sedãs médios, dependendo da fábrica. Logo virão os hatches médios: Fiat Bravo, C4 4 portas. Normalmente, se fala que o segmento x está com as vendas em baixa por isso as fábricas não planejam lançamentos. Mas o que acontece é justamente o oposto: as fábricas não fazem lançamentos e as vendas entram em baixa (porque ninguém quer comprar um modelo defasado). É o caso das minivans. Antes vendiam bem porque eram novas. Os lançamentos estimulam o mercado.

De qualquer modo, manifestações do mercado, como esta, podem fazer uma fábrica alterar o cronograma de lançamentos. A Parati tem uma grande torcida a seu favor.

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Tue, 30 Sep 2008 16:56:59 -0300
Direção segura http://quatrorodas.abril.com.br/blog/paulo/113563_p.shtml Parte 1:

Parte 2:

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Mon, 29 Sep 2008 21:39:14 -0300
Sedãs médios, nas bancas http://quatrorodas.abril.com.br/blog/paulo/div-sedas-medios-bancas-112534_p.shtml Aqui na redação da QR, todo mês é assim. Apesar de já conhecermos bem o conteúdo das edições, aguardamos ansiosamente a chegada da revista pronta para lamber a cria. Desta vez, não foi diferente. A revista chegou ontem. Depois de assaltar o moço que traz os exemplares em um carrinho, corri para minha mesa para folhear o meu.

Fui direto na matéria de capa, escrita por mim, procurando a página com o polegar. Parou na página 96 e assim que bati o olho vi um erro. A classificação dos carros estava incorreta. – 1 Focus, 2 Corolla, 3 Linea, 4 Civic e 5 Vectra. O certo é 1 Corolla, 2 Civic, 3 Focus, 4 Linea e 5 Vectra. Foi um banho de água fria. O erro em si era bobo, mas mudava toda a informação (agora retificada).

Foi mal. Mas, resolvi fazer uma limonada com esse limão e escrever este post sobre um dos segmentos mais importantes do nosso mercado: o dos sedãs médios. Esse é o único segmento que a gente pode dizer para o leitor exercer suas preferências livremente porque qualquer que seja a sua escolha, a possibilidade de ficar satisfeito é grande.

Quando penso em Corolla, Civic, Focus, Línea e Vectra alinhados, lembro do tempo (não faz muito tempo) em que eu via as revistas estrangeiras e ficava pensando como seria o processo de escolha de um consumidor em um país onde há oferta variada de bons produtos. Imaginava que tirando os mais pragmáticos -- que analisam tudo, do tipo de uso que fariam do carro ao preço do jogo de pneus de inverno – os outros deveriam escolher um modelo pelo gosto pessoal. “Não, esse não, é muito esportivo, para o meu gosto. Aquele outro? Não me agrada o estilo da traseira ...”.

Hoje, no segmento dos sedãs médios, os brasileiros também podem ser menos racionais e cautelosos que no passado. Todos têm boa qualidade, equipamentos e garantia de 3 anos ... Há diferenças, lógico, por isso fizemos um ranking levando em conta os pontos (mais) fortes de cada um e sua adequação ao segmento. Mas esse é o típico caso em que o motorista não deve optar por um carro sem antes fazer um test-drive em mais de uma das alternativas e sem consultar as facilidades de negócio oferecidas pelas lojas.

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Fri, 26 Sep 2008 19:49:03 -0300
Picape ou automóvel? http://quatrorodas.abril.com.br/blog/paulo/112242_p.shtml Pretendo comprar uma Ranger XLT CD 4x2 ou um novo Focus Sedan GLX. Só que ouvi rumores que a Ranger vai mudar e o novo Focus vai ganhar a versão flex, tudo em 2010. Qual seria a compra mais acertada, até em termos de desvalorização futura? – Rosalvo Pereira

R.: Os dois veículos em questão são bem diferentes entre si. Portanto, antes de mais nada, imagino que você terá de decidir se quer dirigir uma picape ou um sedã. Os dois podem ser muito divertidos, mas proporcionam conduções e atendem a usos diferentes.

A picape é interessante por possibilitar que a gente brinque de caminhão, do alto da cabine de um veículo mais pesado que um automóvel. A contra-partida é que picapes são veículos mais lentos, difíceis de manobrar...

Um sedã pode ser menos lúdico, mas oferece a típica diversão de automóvel. Sentar mais próximo do chão, controlar a velocidade, fazer curvas é mais divertido em um sedã.

Quanto à desvalorização, Ranger e Focus têm desvalorizações semelhantes no primeiro ano, de acordo com a AutoInforme. Mas a Ranger (foto) tem a seu favor o fato de ser um utilitário e despertar o interesse tanto dos motoristas que vão utilizar a picape no dia-a-dia, como automóvel, quanto os que vão usar a picape para trabalho. Mesmo usada, ela mantém a serventia, enquanto o Focus vai ficando cada vez mais sem graça para o usuário comum.

Em relação às mudanças de 2010, as da Ranger serão de maior monta que as do Focus, que só troca o sistema de alimentação do motor. Mas, em razão da maior aceitação da Ranger no mercado de usados (por suas características utilitárias) ela não deve perder tanto valor quanto o Focus (não Flex), segundo alguns vendedores do mercado de usados com os quais eu conversei.

Outra coisa: o Focus Sedan GLX custa menos, 59.970 reais, e seu seguro é mais barato que o da Ranger XLT 2.3 4x2 que é vendida por 67.635 reais. Agora, a bola está com você.

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Thu, 25 Sep 2008 19:40:24 -0300
O enigma do preço http://quatrorodas.abril.com.br/blog/paulo/111994_p.shtml Quanto custa um carro? A gente tende a pensar que o preço de um carro é a soma de seu custo mais os impostos e o lucro de quem faz e de quem vende. Mas a matemática da indústria é muito mais complexa. Quando planeja fazer um carro, a fábrica já sabe a que segmento esse carro vai pertencer e por isso já tem uma idéia bem realista de quanto ele vai custar. Ao longo do projeto, porém, os estrategistas de plantão começam a fazer as contas, em razão do mercado, da concorrência e do próprio produto que terão para oferecer. O preço final raramente é resultado de uma equação simples.

A fábrica avalia quanto quer remunerar o capital investido no projeto e em quanto tempo espera ver o retorno. Analisa a relação preço/procura. Ou seja: se o preço for x, vai conseguir vender y unidades. Se o preço for x-10 vai vender y.10? E assim vai analisando até formar o preço, o qual, dependendo da estratégia da fábrica pode até nem ser lucrativo, no primeiro momento.

É do preço que surge o chamado posicionamento do carro no mercado.

A VW apresenta oficialmente hoje (25/9) o novo Voyage para toda a imprensa brasileira. Junto com o carro, a fábrica deve anunciar o preço. O Voyage vai custar mais caro que o novo Gol. Óbvio, ele é um sedã derivado do Gol. Sim. Mas não é só por isso.

A VW vai posicionar o Voyage acima do Gol porque tem espaço na linha e no mercado. Ao contrário do novo Gol que está espremido entre o Gol antigo e o Fox, o Voyage não tem nenhum sedã abaixo dele na linha e, acima, o primeiro a aparecer é o Polo, que custa bem mais caro. Logo, como tem espaço, a VW tratou de posicionar o Voyage em uma posição mais privilegiada.

Óbvio que também não é só isso, de novo. A VW também analisou a concorrência. Mas, como seu carro é novo e tem qualidades fortes para enfrentar os rivais, ela sabe muito bem onde posicioná-lo.

Para posicionar o Voyage acima do Gol, a VW caprichou no acabamento do carro, com a troca de materiais do painel, do revestimento dos bancos, introduziu detalhes metálicos nos instrumentos e mais equipamentos. Criou até uma versão Confortline, que não existe no Gol. Ficou bonito. Mas ficou mais caro. E pensar que os dois são praticamente o mesmo carro.

Quer um exemplo mais concreto de diferentes posicionamentos. O Sandero e sua nova versão Stepway. Enquanto o Sandero, que nasceu para ser um carro barato, custa 30.690 reais na versão 1.0 Authentique, e 32.690 reais na versão 1.6 Authentique. Na versão 1.6 Stepway seu preço vai para 44.000 reais (em uma versão que só tem direção hidráulica, entre os equipamentos, além daquele monte de adereços – bonitos – que o diferenciam). Na essência é o mesmo carro.

Resumindo: o preço não é mesmo algo simples de se entender (e, por falar nisso, assim que souber o preço do Voyage, a gente divulga).

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Wed, 24 Sep 2008 23:42:00 -0300
O Palio Fire vai bem como primeiro 0 Km http://quatrorodas.abril.com.br/blog/paulo/111653_p.shtml Tenho um teto de 30.000 reais para comprar o primeiro carro 0 km. Devo investir em versões de entrada, como Palio Fire e Gol City G4 ou começar por modelos como Ka, Celta e Fox? – Fábio de Oliveira – Paraná

R.: Minhas escolhas pela ordem de preferência são: Fox, Palio, Ka, Celta e Gol. O Fox é o mais moderno e espaçoso. O Palio é bonito (o Fire mais bonito que o novo), um pouco mais equipado de série, robusto. O Ka tem um visual moderninho. O Celta só não tem o visual moderninho mas é tão simples e frágil quanto o Ka. E o Gol está muito depauperado. A VW empobreceu demais o modelo, para a chegada do novo Gol.

Mas se a nota de corte desse vestibular é o preço, o Fox é o primeiro a ser reprovado, por ser o mais caro da turma. Em seguida vem o Ka e assim por diante. O Palio, que é a minha segunda opção por preferência, é o mais barato.

Em uma pesquisa rápida na internet achei os seguintes preços (mínimos): Fox – 31.000 reais; Palio – 23.000 reais; Ka – 28.000 reais; Celta – 24.000 reais; Gol – 26.000 reais.

Ou seja: o Palio, além de ser uma boa escolha é o que tem preço básico mais baixo.Portanto, sugiro o Palio para você. Tendo 30 mil como teto, você ainda pode pensar em comprar uma versão com alguns opcionais.

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Tue, 23 Sep 2008 19:17:38 -0300
Fusion: na hora de mudar http://quatrorodas.abril.com.br/blog/paulo/111447_p.shtml Estou pensando em comprar um Ford Fusion – um carro que, sinceramente, acho espetacular – mas gostaria de ouvir sua opinião. Meu único receio é a desvalorização, já que costumo trocar de carro com menos de 2 anos de uso. – Breno Queiroz – Petrópolis (RJ)

R.: O Fusion é um carro bastante elogiado aqui na redação. Seus pontos fortes são a suspensão macia, sem transformar o carro em uma barca em alto mar; a direção obediente e o conforto resultante do espaço interno, dos equipamentos de série e do silêncio a bordo. Além do visual e do porte imponentes.

A desvalorização do Fusion é de cerca de 13% no primeiro ano, o mesmo percentual de modelos como Civic e Corolla. O único senão, nesse aspecto, é o fato do Fusion estar passando por uma reestilização.

Lançado em agosto de 2005, nos Estados Unidos (e em maio de 2006, no Brasil), o Fusion está no meio ciclo de vida e agora é a hora de passar por mudanças para se manter no mercado por mais três anos, até a chegada de uma nova geração.

Algumas unidades da nova versão camuflada por disfarces já foram fotografadas em teste, no México, onde ele é produzido. E, como ele é importado, mudando lá, muda aqui. Com a renovação, as unidades com visual antigo tendem a se desvalorizar mais.

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Mon, 22 Sep 2008 19:48:06 -0300
Memória olfativa http://quatrorodas.abril.com.br/blog/paulo/111118_p.shtml Esta semana, passei por um departamento que estava em mudanças de leiaute, no mesmo andar da revista (na Abril, o povo adora mudar um leiaute), e senti um cheiro característico de carro novo. Confesso que agora não lembro de que carro era o cheiro. Efeito do fechamento. Mas na hora lembrei do modelo específico. De qualquer modo, esse evento me estimulou a escrever este post sobre cheiros de carros.

As fábricas dizem que não fabricam os cheiros dos carros. Com exceção das francesas – logo quem – que pulverizam perfume de baunilha nas cabines (mas esse não é cheiro de carro). Segundo as fábricas, o cheiro que o motorista sente é resultado dos odores emitidos pelos materiais usados na produção do carro: plásticos, colas, tintas, espumas, couro, madeira, borracha, vidro.

Isso explica porque carros baratos têm cheiros mais ... seria ácidos? Fenólicos? E carros de luxo, cheiros mais... nobres? Amadeirados? Não sei dizer. Mas, com certeza, há diferenças.

Eu vou além dessa explicação, porque se fosse assim todos os VW teriam os mesmos cheiros que os Fiat e o mesmo aconteceria em relação aos BMW diante dos Mercedes. Como todos sabem – eu garanto – VW têm cheiros diferentes de Fiat e os odores dos BMW não são iguais aos dos Mercedes.

Talvez as diferenças apareçam em razão dos materiais, mas também da origem desses materiais. Dependendo do fornecedor, o cheiro varia. Ou da localização das fábricas onde os carros são montados. Vai saber.

O fato é que sei reconhecer diversos cheiros. Alguns verdadeiros perfumes. Posso lembrar o cheiro de uma Ferrari, por exemplo (reconhecer o cheiro a partir do estímulo, diante do carro é mais fácil do que recordar). Mercedes? Conheço o cheiro dos modelos novos e dos usados. Cheiro de carro velho não é dos melhores, concordo. Mas, Mercedes são clássicos e continuam tendo cheiro característico mesmo depois que o perfume já perdeu suas características originais, se oxidou.

 Em minha memória tenho os odores de VW, Fiat, Chrysler, Chevrolet, Ferrari, BMW... Um caso misterioso é o do Fiat Tipo que minha esposa tinha quando a gente namorava. Ele cheirava a Ferrari F355! Não sei como isso aconteceu. Mas, quando a gente saia para namorar, eu sempre preferia ir com o carro dela. Naquele tempo eu tinha uma picapinha Fiorino LX com cheiro de Fiat mesmo.

Outra coisa curiosa em relação aos cheiros é que pelo princípio da acomodação depois de algum tempo de exposição o ser humano perde a sensibilidade. Acho que o nariz precisa de contrastes para se orientar. Tente pegar um frasco de perfume e fazer o teste. Ou melhor, lembra que antigamente a gente logo sabia quando havia um carro a álcool por perto e depois passamos a não perceber mais? Tudo bem que antigamente – no tempo das misturas ricas – havia mais álcool no ar. Mas, ainda assim, a emissão do carro a álcool tem cheiro característico. Diferente da gasolina.

Os perfumes são como todas as coisas boas da vida, não se deixam aprisionar. Portanto, eu aconselho: fique atento e se sentir algum cheiro bom por ai, aproveite.

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Fri, 19 Sep 2008 18:31:21 -0300
O Logan é uma boa escolha http://quatrorodas.abril.com.br/blog/paulo/110352_p.shtml Sou motorista de táxi, estou para adquirir um carro zero e tenho dúvidas. Pensei na Meriva, mas seu preço é caro. Depois no Logan. Fiz um test-drive com ele e gostei. Mas me decepcionei quando soube que a garantia de 3 anos não vale para mim. Para táxi é de apenas 1 ano. Por último, pensei no novo Voyage que ainda é uma incógnita. Você pode ajudar em minha decisão? – Maclei Tozzato – Rio de Janeiro (RJ)

R.: Eu tenho visto muitas Meriva na praça. Ela deve atender as necessidades dos taxistas pelo amplo espaço interno. Mas se essa opção não se encaixa em seu orçamento, o melhor é descartá-la, mesmo.

O Logan é mais em conta. E – boa notícia – apesar de não dar os 3 anos de garantia para o uso profissional, a Renault mantém a garantia em relação à quilometragem. Ou seja: para particulares o Logan tem 3 anos ou 100.000 quilômetros de garantia e, para taxistas, 1 ano ou 100.000 quilômetros.

O Logan oferece espaço de sedã médio, tem bom porta-malas e a manutenção é simples, porque sua mecânica não é sofisticada. Ele não depende só de oficinas autorizadas, para ser reparado.

Mais uma boa notícia: aqui na revista, a gente tem um Logan 1.0 em nossa frota do teste de Longa Duração que está se saindo muito bem, na avaliação.

Quanto ao Voyage. Ele é um carro mais sofisticado, que vai custar mais caro que o Novo Gol (e que o Logan). E não só porque é maior que o Gol, mas também porque terá um padrão de acabamento mais refinado.

Por via das dúvidas, se quiser conhecer o Voyage melhor, você não vai precisar ser muito paciente, porque suas vendas começam no início de outubro. Mas acho que seu carro é mesmo o Logan.

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Thu, 18 Sep 2008 21:03:58 -0300
Madrugada adentro http://quatrorodas.abril.com.br/blog/paulo/110036_p.shtml Estou em dúvida entre Peugeot 307 Feline 2.0, New Civic LXS, Novo Focus hatch Ghia e Corolla (sem versão definida). Conheço bem esses carros porque já li muito sobre eles. Não importa o preço. Prefiro os mais esportivos. Mas gostaria de ouvir sua opinião.Thiago Camargo

R.: Esta pergunta (fácil de responder) é na medida para o dia de hoje, em que o fechamento da edição de outubro se estende madrugada adentro....

Considerando os modelos selecionados e a sua preferência pelos esportivos, sugiro o Focus hatch. Ele é um carro bonito, é novo no mercado, é gostoso de dirigir e tem boa qualidade de construção.

Faça um test-drive com os quatro e aposto que você me dará razão.

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Thu, 18 Sep 2008 03:07:59 -0300
O C4 VTR é difícil revender http://quatrorodas.abril.com.br/blog/paulo/109832_p.shtml Em termos de custo/benefício vale a pena trocar um Golf Sportline 2007/2008 por um C4 VTR 0Km? Tenho medo que o VTR desvalorize muito mais que o Golf. – Jaison – Itajaí (SC)

R.: O Golf tem o seguro caro e sua manutenção não é das mais baratas. Mas, mesmo assim, ele ainda tem melhor relação custo/benefício. Isso porque o C4 VTR também tem custos caros, por ser importado, e desvalorização maior ainda. Não tenho o índice de desvalorização do VTR no primeiro ano. Mas já ouvi queixas de leitores e amigos que tiveram dificuldades em vender um VTR.

O VTR é um carro bonito, com um nível de acabamento superior ao do C4 Pallas, mas é um hatch de duas portas quase exótico. Ele é uma compra emocional, feita por motoristas movidos pelo design original do carro e as soluções tecnológicas apresentadas. Nada contra. Pelo contrário. Mas, na hora de vender, a procura é pouca e a desvalorização grande.

O Golf é mais antiquado, mas não tem esse problema. Portanto, para quem está procurando uma boa relação custo/benefício, entre esses dois modelos, o Golf é mais negócio.

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Tue, 16 Sep 2008 22:10:49 -0300
A desvalorização dos sedãs http://quatrorodas.abril.com.br/blog/paulo/109618_p.shtml Gostaria de saber quais sedãs médios perdem mais na hora da revenda, após três anos. – Carlos Roberto Tomaz do Nascimento.

R.: Em geral, o primeiro ano é o período que ocorre a maior desvalorização. Nos anos seguintes, a porcentagem é menor. Mas, normalmente, os carros que sofrem maior desvalorização no primeiro ano são os mesmos que perdem mais valor nos anos seguintes também.

A desvalorização pode variar entre as versões, mas é possível estimar uma média por modelo. Astra e Corolla desvalorizam cerca de 13%, no primeiro ano e ceca de 4% nos anos seguintes. Vectra e Civic sofrem depreciação um pouco maior: 13,5%, no primeiro ano, e 5%, nos demais. Focus, 307 e Megane perdem cerca de 14% e de 6%, respectivamente.

Esses percentuais, baseados nas tabelas da consultoria AutoInforme, podem mudar em razão da dinâmica do mercado. Os índices do Focus, por exemplo, se referem ao modelo antigo. Com a chegada do modelo novo, a tendência é que a desvalorização do antigo seja ainda maior. Mas, pode ocorrer o contrário, se o mercado (de usados) considerar que o carro tem boa relação custo/benefício e as vendas sustentarem o seu valor.

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Tue, 16 Sep 2008 00:08:26 -0300
Carros com injeção de combustível direta http://quatrorodas.abril.com.br/blog/paulo/109291_p.shtml Porque as montadoras não lançam no Brasil o sistema de injeção direta, tal como se vê lá fora? – Jorge Paulo Barbosa

R.: Tecnicamente é mais fácil equipar os motores com os sistemas convencionais que já são conhecidos do que desenvolver um sistema de injeção direta, novo. Isso em razão da qualidade de nosso combustível. E estamos falando do combustível padrão, sem adulteração.

Há três ou quatro anos a Alfa Romeo disse que não importaria o seu motor Twin Spark com injeção direta para o Brasil por conta do nosso combustível. Mais tarde, a Audi (foto) e a VW trouxeram os motores FSI dizendo que, com algumas adaptações (e a desativação do sistema de dosagem do combustível), eles trabalhariam sem problemas.

Os sistema de injeção direta têm como principal vantagem a melhoria da queima do combustível, com o aumento da potência e a redução das emissões. Como no Brasil, a tolerância para emissões é maior que na Europa e os sistemas convencionais conseguem atender, não há como justificar o investimento em um equipamento mais complexo.

Se podem fazer um carro que funciona bem com o combustível local (ruim ou adulterado), que atende à legislação de emissões e ainda custa menos para que as fábricas optariam por outro sistema?

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Fri, 12 Sep 2008 19:35:32 -0300
CR-V ou Captiva? http://quatrorodas.abril.com.br/blog/paulo/109132_p.shtml Estava decidido a adquirir um Honda CR-V. Só que surgiu o GM Captiva, muito bonito e elogiado pela imprensa especializada. Então instalou-se a dúvida. Qual a melhor opção? - Sergio Pereira, Miracema (RJ)

R.: Eu gosto muito do CR-V. Acho que ele é bem dimensionado, bem acabado e gosto de dirigir. Mas, diante do Captiva, ele passa a ser uma opção difícil de defender, uma vez que o Captiva é mais barato e tem mais conteúdo. A começar pelo motor V6, contra o de 4 cilindros do Honda, passando pelo câmbio de seis marchas seqüencial e etc.

Pela tabela de preços, o Captiva 4x4 sai por 99.990 reais, enquanto o CR-V 4x4 custa 110.000 reais. Aqui no blog, entretanto, já recebi e-mails dizendo que as concessionárias Chevrolet estão cobrando ágio pelo carro, o que não deixaria seu preço tão competitivo assim. Eu repudio o pagamento do ágio. Mas ainda assim, dependendo de quanto for esse sobrepreço, o Captiva ainda é uma opção atraente.

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Fri, 12 Sep 2008 00:35:36 -0300
Vale a pena comprar o Focus antigo? http://quatrorodas.abril.com.br/blog/paulo/108856_p.shtml Será que vale a pena comprar um Focus antigo? As concessionárias estão fazendo promoções e o Focus 1.6, com ar e direção, está saindo pelo mesmo preço de um Sandero e outro compactos (na faixa de 42 mil reais) – Eduardo Evangelista

R.: Tecnicamente vale a pena, sim. O Focus é um belo carro, confortável, gostoso de dirigir, espaçoso e, no caso do hatch 1.6, não sai de linha com o lançamento do novo modelo, que chega este mês nas lojas. O novo estréia apenas na versão 2.0. E a carroceria antiga deve ficar no mercado, com o motor 1.6, por cerca de um ano ainda.

O problema será olhar para o Focus com o seu antigo visual New Edge, na garagem, depois de conhecer o novo com o seu estilo Kinetic. O novo Focus ficou bem diferente deixando o outro antiquado.

Se você é uma pessoa racional, focada na relação custo/benefício, maravilha: a oportunidade é boa. Mas se valoriza coisas como design, modernidade, etc., pense bem antes de fechar negócio.

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Wed, 10 Sep 2008 16:38:25 -0300
Os mais em conta para o bolso http://quatrorodas.abril.com.br/blog/paulo/108613_p.shtml Tenho um Mille 2002, dos carros mais em conta para o bolso qual é o melhor: Mille ou Celta? E se eu quiser fazer um up-grade, um Palio 1.4 seria recomendável? – Marco Antonio do Carmo – Rio de Janeiro (RJ)

R.: Entre Mille e Celta acho que o Mille é uma compra mais racional. Ele tem mais espaço, é mais robusto, tem custos de manutenção menores e é mais econômico. Apesar de seu seguro ser, em geral, mais caro que o do Celta.

O Celta, por sua vez, é um carrinho mais novo, com acabamento um pouco mais bem cuidado e um visual mais moderno. Se quiser um carrinho para chamar de seu e fazer melhor figura, o Celta é mais indicado.

Em relação ao “up-grade”, um Palio 1.4 vai muito bem. Mas, na mesma faixa de preço, você encontra opções mais interessantes como, por exemplo, o (espaçoso) Sandero e o Novo Gol, ambos com motor 1.6.

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Tue, 09 Sep 2008 18:34:03 -0300
Quando o Salão do Automóvel chegar http://quatrorodas.abril.com.br/blog/paulo/108386_p.shtml Somos uma família de quatro pessoas, entre elas dois adolescentes bem altos. Temos um Meriva e gostaríamos de trocar por algum carro que nos desse o conforto necessário para longas viagens. Pensamos em esperar o novo Fit ou comprar um Polo Sedan, mas estamos indecisos. Assim qual seria a melhor escolha: esperar algum lançamento ou optar por um modelo existente no mercado? – Gustavo Campos – Uberaba (MG)

R.: Em relação aos carros que vocês já analisaram, existe uma diferença grande entre eles: um é sedã e outro monovolume – além do fato do novo Fit ser um projeto que acabou de sair do forno e o Polo já estar em vias de substituição, na Europa.

Se o novo Fit mantiver a tradição de seu antecessor, ele será um carro versátil e espaçoso. Sua posição de dirigir será confortável (típica de minivan) e a convivência no dia-a-dia permitirá um tipo de condução relaxado.

O Polo Sedan tem a vantagem do porta-malas independente, mas perde na mobilidade interna de bancos. Seu comportamento é mais esportivo, graças às reações mais prontas de seu conjunto mecânico e à posição de dirigir (típica de automóvel).

A melhor decisão será a tomada em conjunto, ouvindo todos os interessados da família. Se eu fosse trocar de carro, porém, esperaria o Salão do Automóvel (foto), que acontece em outubro, para ver todas as novidades que as fábricas estão preparando para a linha 2009, só para não correr o risco de fazer um negócio agora e daqui um mês ficar com a sensação de que devia ter esperado por um lançamento que eu desconhecia.

Podendo vir a São Paulo, você e sua família conseguiriam entrar nos carros e fazer uma avaliação prévia do espaço interno, posição de dirigir, porta-malas, etc. Além da diversão de viajar e ver as novidades de todos os segmentos.

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Mon, 08 Sep 2008 17:25:13 -0300
Pai procura carro com Isofix http://quatrorodas.abril.com.br/blog/paulo/108193_p.shtml Estou voltando ao Brasil após muitos anos fora e comigo trarei meu filho – com a cadeirinha de bebê. Apesar de procurar como um louco, não encontro nenhuma tabela que mostre que carros possuam Isofix. Você poderia me ajudar? – Sam Wellington – Grand Prairie – Texas (EUA)

R.: O sistema Isofix de fixação das cadeirinhas de bebê – que é item obrigatório nos Estados Unidos -- é pouco conhecido (e valorizado) no Brasil. Mas existem alguns modelos oferecidos no país que possuem esse dispositivo de segurança.

Entre os nacionais o Fiat Stilo Abarth, o VW Polo e o VW Golf já contam com Isofix. E, entre os importados, há o Chevrolet Captiva, todos os Peugeot das famílias 307 e 407, todos os Citroën importados, os VW New Beetle, Bora, Passat e Jetta e todos os BMW, Volvo e Mercedes, no segmento de luxo.

Isofix é um sistema de retenção de cadeirinhas que consiste de três ganchos de fixação (dois inferiores e um superior) e tem como finalidade permitir a instalação rápida e segura das cadeirinhas, dispensando o uso dos cintos de segurança dos veículos, os quais não oferecem a mesma eficiência dos ganchos.

Esse sistema estabeleceu um padrão universal para fixação de cadeirinhas foi criado por norma ISO (International Organisation for Standarisation), dai o nome ISOFIX. 

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Fri, 05 Sep 2008 20:13:39 -0300
Gol novo ou 307 usado? http://quatrorodas.abril.com.br/blog/paulo/108039_p.shtml Tenho dinheiro para comprar um carro. Pelo mesmo valor, não sei se compro um Gol Power 1.6, 0 km, completo ou um 307 2004, 5 ou 6. - Daniel Rocha

R.: Eu compraria o Gol. Apesar de ser um projeto antigo -- e, em função disso, ter alguns problemas --, ele está na ativa ainda. E, uma vez que é completo, com motor 1.6, ele tem tudo para satisfazer uma pessoa no dia-a-dia.

O 307 usado é um carro maior, mais moderno e bonito. Mas também já não é a última palavra da Peugeot. Ele foi substituído na Europa. E, acima de tudo, é usado. Sabe lá de que forma.

Esta pergunta é clássica: compro um novo básico ou um seminovo maior, mais completo ou de um segmento superior? É verdade que pelo mesmo dinheiro você pode encontrar um negócio mais interessante entre os seminovos. Mas você sempre terá riscos a mais.

Se conhecer o carro, saber sua procedência, ter provas de que ele foi bem conservado, maravilha. Mas nem sempre é assim. O carro novo, você sabe que ninguém mexeu antes. Não pode ser roubado, clonado, batido, reparado, etc. E se tiver algo errado com ele, você tem a quem reclamar.

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Thu, 04 Sep 2008 19:58:46 -0300
A volta da Suzuki http://quatrorodas.abril.com.br/blog/paulo/107881_p.shtml Já faz algumas semanas, vi um Suzuki Swift (modelo novo) aqui no Rio de Janeiro. Gostaria de saber se, com o retorno da Suzuki ao Brasil, ela vai vender o Swift, pois o carro é lindo. - Ricardo Brasil, Rio de Janeiro (RJ)

R.: A Suzuki vai fazer sua reestréia no mercado nacional no mês de outubro, durante o Salão do Automóvel de São Paulo. A marca terá novos representantes no país.

Mas, ao contrário da primeira experiência em que foram trazidos diversos modelos incluindo os automóveis como o Swift e o Baleno, agora a operação vai se concentrar nos jipinhos.

Os novos representantes dizem que vão trazer o Vitara, que está renovado, e também a atual versão do Jimny. E, por enquanto, só.

O Swift visto no Rio, provavelmente, foi trazido por um importador independente.

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Thu, 04 Sep 2008 00:23:40 -0300
Kia Magentis: opção entre sedãs médios http://quatrorodas.abril.com.br/blog/paulo/107627_p.shtml Gosto muito de sedãs e criei simpatia pelo Magentis da Kia. Como motorista, tenho o perfil ágil mas cauteloso e meus carros historicamente não costumam apresentar muitos problemas. Gosto de respostas rápidas, requinte e conforto. Sou muito bom usuário mas não sou expert no assunto. – Plácido Pinheiro

R.: O Magentis é mesmo um carro simpático. Ele marca presença na rua com suas linhas atuais e porte maior que os principais sedãs médios do mercado, ou seja: Civic e Corolla. Por dentro, ele é espaçoso e seu acabamento também agrada, assim como os equipamentos, entre os quais ar-condicionado digital e volante multifuncional.

Mecanicamente, o motor 2.0 garante desempenho à altura dos concorrentes e a suspensão multi-link assegura a boa dirigibilidade. Ele fez boa figura em nossa pista, quando foi testado em junho de 2007.

Ele custa menos que Civic LXS e Corolla XEi automáticos e tem 5 anos de garantia, contra 3 dos rivais. Mas o fato de ser importado (por um representante da fábrica) e ter um volume de vendas menor que Honda e Toyota traz algumas dificuldades no que diz respeito à manutenção e à revenda.

Se gosta do carro, você não deve se desapontar com ele no dia-a-dia. Mas considere essas dificuldades relacionadas ao pós-venda.

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Tue, 02 Sep 2008 20:32:26 -0300
Os chineses estão chegando http://quatrorodas.abril.com.br/blog/paulo/107368_p.shtml Gostaria de ter notícias sobre os carros chineses. Eles virão mesmo para o Brasil? – Patrícia Santos – Nazaré Paulista (SP)

R.: Até agora temos duas marcas chinesas no país. A Chana oferece uma minivan compacta tipo Ásia Towner. E a Effa vende uma outra minivan, a M100, que é mais parecida com o Fiat Idea. A Effa, na verdade é uma marca do Uruguai. Mas o carro é chinês, fabricado pela Changhe.

No Salão do Automóvel, no mês que vem, somente a Chana e a Effa estarão representadas. Mas a Effa vai apresentar novos veículos de marcas diferentes. São elas: Hafei e Lifan. A primeira terá outra minivan tipo furgão e a segunda, ainda é um mistério. Deve ser mais uma minivan.

Até o final do ano, devem aparecer ainda os carros da ZX Auto (Zhongxing): uma picape cabine dupla (Grantiger), concorrente da S10, e um utilitário esportivo (Landmark), parecido com o Mitsubishi Pajero Sport (veja a foto do carro na home) e da CN Auto, com a marca Jimbei (grupo Brillance).

A Chery, que já está instalada no Uruguai, pode chegar com o SUV compacto Tiggo, um modelo que lembra o cruzamento do Honda CR-V com o Toyota RAV4.

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Mon, 01 Sep 2008 21:16:20 -0300
À espera dos flex http://quatrorodas.abril.com.br/blog/paulo/106942_p.shtml Gostaria de saber a razão das montadoras não disponibilizarem motores flex em toda a linha. A meu ver não deve ser tão complicado para uma montadora como a Ford fazer isso no motor 2.0 do Focus, do Ecosport e do Fusion. Também não entendo, a Honda com o SI, a Nissan, com o Tiida, a VW, como o Jetta e o Golf GTi, etc., etc. – Marbio Ribeiro da Silva – Sobradinho (DF)

R.: Fazer um motor convencional se tornar flex requer investimento de dinheiro, tempo e mão-de-obra. A tecnologia já existe, mas é necessário desenvolver novos componentes específicos para o motor (e para o carro) e refazer o mapeamento eletrônico, o que não é uma operação simples e rápida.

Como as fábricas, em geral, têm vários projetos em andamento, tempo, dinheiro e mão-de-obra são recursos que devem ser bem administrados. E ai as fábricas avaliam a urgência de executar cada um deles, de acordo com suas estratégias de mercado.

Às vezes, a fábrica pode chegar a conclusão que é mais importante empregar os seus recursos no desenvolvimento de um novo produto ou de a atualização de um outro, antes de desenvolver uma nova versão de motor.

A decisão leva em conta os desejos dos consumidores, a oferta da concorrência, o volume de vendas do segmento e também a capacidade da empresa, no que diz respeito à disponibilidade das suas linhas de produção, à logística, etc.

O flex é vital nos segmentos de entrada. Mas nos superiores ainda não é um fator tão decisivo de compra. Dos carros que você listou, alguns talvez nunca venham a ser flex, como é o caso do SI, do Fusion ou do Jetta. O Ecosport é certo que terá sua versão flex. Assim com o Focus. É só uma questão de tempo.

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Fri, 29 Aug 2008 18:56:04 -0300
Baratos automáticos http://quatrorodas.abril.com.br/blog/paulo/106714_p.shtml Queria saber sua opinião a respeito dos automáticos mais baratos do mercado. – Guilherme Benjó – Rio de Janeiro (RJ). Quais os carros têm melhor relação custo/benefício, entre os equipados com câmbio automático e os de câmbio automatizado. – Regivan Dantas – Recife (PE)

R.: Os automáticos mais baratos do mercado são: Picanto 1.1, 207 1.6 e Fit 1.4. O Picanto é vendido por 40.900 reais e os outros, por 48.000/ 49.000 reias, dependendo dos equipamentos.

O Picanto é tentador por custar menos e ser bem equipado. A desvantagem é que ele é um carro urbano. Seu motor tem desempenho fraco e o espaço interno é modesto. O Fit tem espaço, desempenho bom para a categoria, acabamento de qualidade e "fama de Fit". Contra ele pesa o fato de estar às vésperas da substituição por uma nova geração. O 207, ao contrário, acabou de chegar ao mercado. Ele não tem a boa reputação do Honda. Mas apresenta  as mesmas virtudes que o rival em relação a desempenho, estilo e acabamento. Quem quer um automático barato com um motorzinho mais forte, ele é uma boa opção.

No que diz respeito ao custo/beneficio relativo aos sistemas de câmbio, os automatizados são equipamentos mais simples e por isso pesam menos no preço final dos carros. E, em relação à manutenção, eu diria que a variação de preços está mais intimamente ligada às marcas dos carros e às políticas de preços das fábricas do que ao tipo de sistema de transmissão.

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Thu, 28 Aug 2008 20:17:53 -0300
Mustang: sonho importado http://quatrorodas.abril.com.br/blog/paulo/106463_p.shtml Meu sonho de consumo é um Mustang. Gostaria de saber como funciona a assistência técnica deste, se consigo fazer a revisão nas concessionárias da Ford, etc. e se o carro estaria pronto para enfrentar os maravilhosos buracos e ruas irregulares de São Paulo ou se é um risco muito grande ter este carro aqui. - Lucia Harumi Shinozuka Elsas 

R.: Você tem bom gosto. O Mustang está bem bonito e esportivo. A Ford bem que poderia trazê-lo. Ele chegaria mais barato e teria maior facilidade de manutenção.

Vindo por importadores independentes, ele chega com preço maior porque esses comerciantes compram o carro de um lojista no país de origem e não diretamente da fábrica. E, a facilidade de manutenção fica por conta da estrutura que a fábrica monta para atender o mercado.

De qualquer modo, as concessionárias Ford não se recusam a prestar assistência. Clientes são sempre bem-vindos. E tenho certeza que elas farão de tudo para deixar o carro em perfeito estado de funcionamento. Afinal embora importado independentemente é um Ford.

O que não dá para exigir é garantia de fábrica. A garantia cabe ao vendedor, no caso o importador independente, que cumprindo sua obrigação, deve assumir os problemas, dentro no prazo definido. Normalmente, os importadores têm convênios com oficinas independentes especializadas nesse tipo de veículo.

Existem várias boas empresas nesse ramo. E, no caso do Mustang, você não encontrará grande dificuldade de conseguir peças. Veículos americanos têm isso de bom. Suas peças são fáceis de achar, de importar e, de modo geral, custam menos que as das marcas européias.

Em relação às condições das ruas e estradas, você tem razão de desconfiar. Esses carros não foram mesmo projetados para o rali nacional. Mas, para esse mal, o remédio é a atenção redobrada. É só tomar cuidado com os buracos.

Você não falou do combustível nacional, mas eu também me preocuparia com ele. Hoje em dia os sistemas de injeção são bastante tolerantes, há muitas peças plásticas (resistentes) entre as que têm contato com o combustível, mas esses carros não foram feitos para rodar com a nossa gasolina, com 22% de álcool adicionado.

Até hoje não se tem notícia de carros importados apresentando falhas em razão da presença do álcool na gasolina. Mas ninguém sabe o que pode ocorrer no longo prazo. Talvez, você nunca tenha problemas nesse sentido porque eles realmente não ocorram ou porque até que isso aconteça você já tenha trocado o veículo.

É importante considerar essas coisas antes de comprar um carro. Mas sonho é sonho e se você quer mesmo realizá-lo, deve estar preparada para bancar seu desejo independente das adversidades.

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Wed, 27 Aug 2008 18:19:03 -0300
O bom e velho Astra http://quatrorodas.abril.com.br/blog/paulo/106252_p.shtml Gostaria de comprar um Chevrolet Astra, porém tenho medo que o modelo saia de linha ou sofra modificações que desvalorizem o carro e o deixem com cara de velho. Penso no Astra justamente por ter um visual que me agrada, por seu comportamento esportivo e custar cerca de 50 mil reais. Quais são as perspectivas para o modelo? - Felipe Moura Carrasco

R.: A GM já apresentou a linha 2009 do Astra, sem grandes mudanças visuais. Se você gosta do carro e achou um bom negócio, vá em frente. Apesar de ser um projeto antigo, o Astra tem virtudes como o acabamento, a motorização e o comportamento dinâmico.

O Astra foi lançado aqui em 1998 e passou por uma reestilização em 2003, quando já caminhava para a aposentadoria na Europa. Mas, pelo que se saiba, ele ainda fica entre nós por um bom tempo.

A GM deve se sentir pressionada com a chegada ao mercado de novos hatches, como o Focus, o C4 4 portas e o Bravo. Mas a GM conta com o Vectra GT. E, além disso, tem outras prioridades mais urgentes como a renovação do Corsa e mesmo a da S10, modelos que também terão de enfrentar concorrentes mais jovens.

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Tue, 26 Aug 2008 21:12:49 -0300
Dossiê SUV http://quatrorodas.abril.com.br/blog/paulo/106019_p.shtml Os utilitários estão entre os carros que mais geram perguntas no blog. Desta vez, recolhi as dúvidas de Nivaldo de Oliveira Júnior, Caio Garcia, Thiago Fornazier do Nascimento, Daniel Veiga de Almeida, Glaucia Mendes e Marcos Paulo Esteves, sobre os modelos abaixo, e fiz este post com o que penso sobre cada um deles. As contribuições de costume, através dos comentários, são bem-vindas.

Captiva – quem está procurando um SUV médio só não compra um Captiva se detestar a marca Chevrolet ou gostar muito e for fiél a outra marca. Racionalmente, é difícil trocar o Captiva por outro porque ele oferece mais por menor ou igual valor. Ele tem motor V6, câmbio de seis marchas seqüencial, vem completo de equipamentos, tem 3 anos de garantia e toda a rede GM de assistência. O teste completo do Captiva está na edição de setembro da QR.

CRV – este SUV tem acabamento de ótima qualidade, embora não se possa dizer que ele seja luxuoso, é bonito, gostoso de guiar, confortável e tem a reputação da marca Honda (que tem fama de fazer carros que não quebram e prestar atendimento de qualidade aos clientes). Nos comparativos que fizemos até hoje, ele sempre se saiu bem. Se não existisse o Captiva, seria o meu indicado no segmento.

Tucson – líder do mercado. Faz boa figura no trânsito e no off-road leve. É bonito, embora não tão jovem quanto o CRV. Pela quantidade de Tucson que se vê na rua, sem que se ouçam queixas a respeito de seu funcionamento, logo ele deve se juntar ao CRV como um carro que não quebra. A Hyundai é uma marca que está crescendo muito no país, mas a gente não vê investimentos em pós-venda.

Sportage – é o gêmeo do Tucson. Tem as mesmas características e garantia de 5 anos. Mas, ao contrário da Hyundai, a Kia parece mais preocupada em demonstrar atenção com a assistência-técnica. Com freqüência anuncia o que faz para o treinamento de sua rede (que é menor que a da Hyundai) e a formação de estoques de peças.

Tracker – é um SUV compacto. Não concorre com os mencionados acima. E o Captiva, mais caro, não vai lhe fazer sombra. Ele é valente e tem boas qualidades. Mas seu projeto é antigo. E, com a volta da Suzuki ao mercado em outubro (que deve contar com um SUV), a passagem do tempo para o Tracker vai ficar mais evidente.

TR4 – também é compacto e está longe de ser a última palavra no segmento. Mas a Mitsubishi soube mantê-lo atualizado – sem falar que sua suspensão melhorou muito depois que passou a ser produzida no Brasil. Ele é simpático e bem equipado. Contra pesa o fato de ter uma cabine muito apertada.

SantaFe – nas dimensões se assemelha muito ao Captiva. Seu acabamento é superior ao do irmão Tucson. Tem motor V6 de 200 cv, estilo e, no acabamento, conta com materiais refinados e de qualidade. Mas custa mais caro que o novo rival.

Discovery – além de estar na categoria dos SUV grandes, o Discovery ostenta uma marca de prestígio em seu radiador. Land Rover, assim com Mercedes, BMW e Volvo está no topo da pirâmide no segmento de luxo. Acima só o Porsche Cayenne. Mas, entre os Land Rover, o Discovery é o mais em conta (tirando o caçula Freelander e o jipão Defender). O 4.0 V6 S custa menos que um Hyundai VeraCruz. Ele é espaçoso, gostoso de dirigir e traz todos os equipamentos que importam a bordo.

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Mon, 25 Aug 2008 19:26:15 -0300
Reflexões ao volante http://quatrorodas.abril.com.br/blog/paulo/105460_p.shtml Descobri um antídoto para o trânsito: paciência. É preciso ter paciência e relevar tudo para chegar ao destino com as mesmas calma, disposição e pressão sanguinea que se saiu de casa. Sei que em algumas horas isso só nos parece possível para monges. Lembra São Francisco de Assis: “Perdoar e ser perdoado, compreender e ser compreendido, amar e ser amado...” Não é fácil. Mas compensa.

Uma musiquinha ajuda bastante. Outro dia, em plena hora do rush, fiquei traçando paralelos entre tocar música e dirigir um carro. As duas coisas têm tudo a ver. Música é movimento. Tem tempo, pausas, ritmos, andamentos. Assim como no trânsito ou em uma pista de corrida. Os fabricantes de pneus costumam falar em “vozes” quando se referem aos compromissos que os pneus devem atender.

No "Mestres Cantores" de Wagner (Preludio do 1º ato, que você pode conferir abaixo) existe um trecho que eu comparo com aquele momento em que o piloto entra na curva louco para acelerar mas precisa controlar a velocidade para conseguir manter o traçado. Na música é o maestro que deve segurar a orquestra. Depois (quando os músicos todos tocam em conjunto), é como o carro apontasse na reta e o piloto liberasse todos os cavalos do motor.

Viajando nas relações entre carros e música, nem me dei conta de que a cidade estava com 190 quilômetros de congestionamentos, naquela manhã (o que soube mais tarde, pela internet). Cheguei na redação assobiando.

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Fri, 22 Aug 2008 18:13:11 -0300
O Troller terá sucessor http://quatrorodas.abril.com.br/blog/paulo/105179_p.shtml Pretendo adquirir um Troller mas sinto que, depois que a Ford assumiu o controle dessa marca, o jipe sumiu da mídia. Será que a Ford vai descontinuar a produção? Valerá a pena comprar? - Ricardo Augusto Guimarães Reis

R.: O Troller é um jipe robusto, muito bom para andar no fora-de-estrada, principalmente. Ele andou sumido mesmo, mas porque não tinha novidades para mostrar.

No Salão do Automóvel, em outubro, a Ford vai apresentar a nova versão do T4. Ele terá a mesma estrutura de carroceria, mas vai ganhar diversos componentes novos, herdados de modelos da Ford. Os motores, por exemplo, deverão vir da picape Ranger.

A suspeita de que a Ford tiraria o T4 de linha surgiu quando a empresa encerrou a produção da picape Pantanal, por problemas de qualidade. Mas isso não vai acontecer com o jipe porque uma das condições para que a Ford comprasse a Troller foi a manutenção da fábrica em funcionamento.

Logo, embora não faça uma geração inteiramente nova, a Ford vai manter o T4 atualizado.

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Thu, 21 Aug 2008 21:49:57 -0300
2008/2008 ou 2008/2009? http://quatrorodas.abril.com.br/blog/paulo/104795_p.shtml Várias pessoas me escrevem perguntando se seria interessante comprar agora veículos que devem mudar em breve por conta da virada do ano.

Adquirir um veículo ano/modelo 2008/2008 pode ser interessante se levarmos em conta que a nova linha 2009 pode chegar ao mercado custando mais caro. Ou ainda se, por conta da virada do ano, o comprador conseguir uma boa negociação seja em forma de descontos, financiamento vantajoso ou benefícios como a adição de equipamentos ou o pagamento da documentação.

É importante ter vantagens porque esse carro terá desvalorização maior do que um 2008/2009, mesmo que entre um e outro exista apenas um mês de diferença nas datas de fabricação. Isso porque, na hora de vender, o primeiro será oferecido como um modelo 2008 e o segundo, como um modelo 2009.

Comprar um 2008/2008, agora, exige um certo desprendimento para conviver com o 2008/2009, quando este chegar. Se você acha que não conseguirá ficar indiferente às novidades que virão, melhor esperar. As mudanças pode ser superficiais, mas o Novo Focus, por exemplo, mudou completamente.

Neste mês de agosto, alguns modelos à venda já são 2008/2009. Mas ainda há muitos 2008/2008 que a partir de outubro ou novembro se tornaram 2008/2009. Esse é o prazo para as fábricas apresentarem suas novidades para o próximo ano.

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Wed, 20 Aug 2008 20:37:01 -0300
O Classic cumpre o que promete, mas o Logan ... http://quatrorodas.abril.com.br/blog/paulo/104471_p.shtml Gostaria de saber a sua opinião sobre o Classic 2009. Apesar de ser meio antigo é uma das minhas opções de compra e me atrai pelo valor. – André Soares

R.: O principal atrativo do Classic é mesmo a relação custo/benefício. É por esse motivo que ele é o sedã pequeno mais vendido do mercado.

Em nossa edição Melhor Compra 2008, ele ficou em segundo lugar entre as opções até 30.000 reais, no entanto. Foi desbancado pelo Logan. Veja o que diz o guia:

“... o Classic Spirit é 247 reais mais barato e já traz a direção hidráulica de série. Esse equipamento não existe nem como opcional na versão Authentique do Renault, só na Expression que custa 30.790 reais. Mas o Renault dá o troco no dia-a-dia. Seu motor 1.0 16V tem mais potência que o do Classic. ... oferece inéditos espaço interno e porta-malas. ... Isso sem falar na garantia, campo em que o Renault goleia o Chevrolet de três (anos) a um...”

Em relação ao design, já que você falou que o Classic é “meio antiquado”, o Logan é mais moderno, mas não muito mais. A Renault sacrificou o estilo em favor dos custos de produção. Na linha 2009, o Classic ganhou nova grade dianteira, novo grafismo (interno e externo) e novo revestimento de bancos. Mas visual é uma questão de gosto pessoal.

Minha opinião à respeito do Classic é a de que ele cumpre o que promete. Mas, sugiro que você conheça também o Logan.

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Tue, 19 Aug 2008 19:08:58 -0300
Melhor comprar agora ou esperar o novo Fit http://quatrorodas.abril.com.br/blog/paulo/104068_p.shtml Quero comprar um Fit usado (2006/2007) e li que o novo modelo chega em outubro. Com a chegada do novo Fit, o preço dos usados deve cair ou devo comprar logo? - Leandro Reis Gertrudes - Brasília (DF)

R.: De modo geral, basta mudar o ano/modelo para ocorrer depreciação. E, no caso de mudança de linha, a desvalorização é maior. Além disso, quando a fábrica lança uma nova geração, a tendência é que muitas pessoas troquem a versão antiga por um nova e a oferta de versões antigas aumente no mercado de usados fazendo o preço cair.

Mas esse comportamento do mercado é uma regra que, como toda, pode ter exceções, principalmente quando se fala de um Fit. O Fit é um carro tem boa imagem e procura. Basta ver o que acontece no mercado de novos, onde, apesar da notícia de que virá um sucessor, ele continua valorizado.

Esperar tende a ser mais proveitoso. Mas talvez não faça diferença. Se não tiver pressa, espere. Você não vai perder nada com isso. Além do que, outubro já está ai.

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Mon, 18 Aug 2008 18:20:14 -0300
Eu? Collaudatore? http://quatrorodas.abril.com.br/blog/paulo/103182_p.shtml A fábrica da Lamborghini na Itália tem uma loja de artigos com a marca. São adesivos, miniaturas, cintos, malas e roupas com o touro estampado. A primeira vez em que estive lá foi em 2003, quando fui retirar o Gallardo para um test-drive para a Quatro Rodas. Naquele dia, não sei por que, a loja estava fechada. Mas uma camiseta me chamou a atenção na vitrine. Ela era simples, cinza com a palavra COLLAUDATORE em letras cinza escuro.

Os collaudatori são os profissionais mais prestigiados da indústria italiana porque são eles que avaliam os carros ainda na fase de desenvolvimento. Ao pé da letra, collaudatore poderia ser traduzido como “experimentador”. Eles são pilotos de prova especializadíssimos, que trabalham junto às engenharias dizendo quando os ajustes dos carros estão de acordo com o que pretende o projeto e o DNA das marcas. Sintonia fina. Eles não são numerosos e formam uma espécie de casta nobre dentro da indústria.

Mais do que uma lembrança da Lamborghini a camiseta, portanto, tinha um significado especial. Por isso, de volta ao Brasil, minha primeira providência foi tentar comprar a camiseta pela internet, através do site da loja, o que não foi possível, por alguma falha no sistema do site.

O tempo passou, eu fiz outras tentativas, inclusive em uma nova visita à fábrica (em um sábado, quando a loja não abria) e nada. Até que este ano voltei à Itália e, embora não tivesse nada para fazer em Sant' Ágata Bolognese, onde fica a Lamborghini, planejei o roteiro de um test-drive passando pela loja.

Eu mal podia acreditar que a loja estava aberta. Entrei, dei bom dia à funcionária, e sai esquadrinhando a área atrás da minha camiseta. Mas nem sinal. Não achava. Perguntei para a vendedora que me respondeu. – Essa camiseta é muito antiga. Não fazemos mais. – Mas por quê (inconformado)? Era tão bonita. Collaudatore é uma pessoa tão importante... – É, mas não vendia. Poucos clientes, turistas na maioria, sabem o que é um collaudatore.

Para tentar compensar a falta da camiseta comprei outra, dois dias depois. Mas não da Lamborghini. Da Ferrari. Azul com o emblema do cavalinho estampado.

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Fri, 15 Aug 2008 18:59:17 -0300
Dodge Journey novo ou importado Premium usado? http://quatrorodas.abril.com.br/blog/paulo/102603_p.shtml O que você acha que vale mais a pena: pegar uns R$ 80-90.000 e comprar um 0km (quem sabe essa Journey da Dodge, gostei do carro, ou coisa semelhante) ou comprar um usado (ok, bem mais usado, tipo quatro ou cinco anos de uso) de uma marca premium, como um BMW, ou Mercedes ou Volvo? – Leandro Rucks

R. Acho que a escolha, nesse caso, depende muito dos carros em questão. O carro 0 Km, via de regra, dá menos manutenção. Além disso tem garantia de fábrica e aquele sedutor cheirinho de carro novo.

O Premium, por outro lado, em geral, tem qualidade superior e se bem cuidado, mesmo usado, reúne todas as condições de agradar o futuro comprador sem precisar de manutenção excessiva.

No que diz respeito ao custo de manutenção, os modelos Premium tendem a ter preços de peças e de mão de obra maiores. Mas no seu caso, em que a opção seria um Dodge, que também é importado, a diferença de custos não deve ser tão grande, quanto em comparação com um modelo nacional.

O segredo do sucesso é descobrir suas reais preferências e, optando pelo carro Premium usado, ter paciência para procurar um modelo bem conservado por um preço justo.

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Thu, 14 Aug 2008 22:16:43 -0300
O Fiesta é mais robusto http://quatrorodas.abril.com.br/blog/paulo/102138_p.shtml Estou a fim de comprar um carro. Qual é a melhor opção: Fiesta Sedan 1.0 ou Prisma 1.4 (nas versões completas)? – Eliaques Pereira

R.: Lendo sua pergunta a primeira diferença entre os modelos que salta aos olhos é a motorização. O Fiesta tem um motor 1.0 de 73 cavalos e o Prisma, um 1.4 de 97 cavalos. Sempre com álcool.

Na minha cabeça, porém, logo surge o Fiesta com seu estilo bonito, encorpado e sua ótima dirigibilidade. E o Prisma que também é bonito, mas frágil, que passa ao lado de ônibus e caminhões na estrada e se desestabiliza com o deslocamento de ar.

Os dois se equivalem no preço e no conteúdo. O Prisma Maxx completo sai por 40.133 reais e o Fiesta Sedan completo custa 39.795 reais. Os pacotes incluem ar, direção e vidros e travas elétricos, entre outros itens. Há equilíbrio também nos custos de manutenção, seguro e desvalorização.

Apesar de ter motor mais fraco, o Fiesta é mais carro que o Prisma. Entre os dois, eu fico com o Fiesta.

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Wed, 13 Aug 2008 19:30:57 -0300
Alta ansiedade http://quatrorodas.abril.com.br/blog/paulo/101428_p.shtml Estou ansioso pela chegada do Salão de São Paulo. Como gostaria de ficar entre os hatchs, mas tenho restrições em relação a novo Focus, Bravo, Astra, 308 e Golf, enxergo apenas a opção do Hyundai i30. Recebi um e-mail do marketing da Hyundai me garantindo a vinda do i30 ao Salão. Será que a Hyundai conseguirá trazer o carro por 60 mil? – Laerte Ferreira

R.: Eu também não vejo a hora de entrar no Anhembi para conferir as novidades. Mesmo sabendo antes de quase tudo que vai está lá, gosto do clima do Salão e de ver todos os lançamentos reunidos.

Engraçado você já ter restrições a carros que ainda nem deram o ar da graça como o Focus e o Bravo. Eu vou esperar para ver. Quanto aos ultrapassados Astra e Golf, eu também tenho minhas restrições. E o 308 ainda é um mistério. Será que ele vem? Parece que a Peugeot vai fazer com o 307 o mesmo que fez com o 206. Ou seja: uma reestilização para deixá-lo com a cara do sucessor europeu.

Em relação ao Hyundai, a última vez que falei com os executivos da empresa que representa a marca no Brasil, eles me disseram que o i30 não viria. Eles trouxeram uma ou duas unidades para avaliar a viabilidade da comercialização e, ao que tudo indica, desistiram do negócio.

Pode ser que tenham mudado de idéia ou ainda estejam estudando, uma vez que escreveram para você. Mas trazer para o Salão não significa, necessariamente, que o carro será comercializado aqui. Só o tempo vai dizer. Se vier, o preço deverá ser compatível com o segmento que ele quer disputar.

Enquanto espera, vá estudando as alternativas que você tem.

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Tue, 12 Aug 2008 22:53:30 -0300
A razão do Focus versus a emoção do Punto http://quatrorodas.abril.com.br/blog/paulo/100805_p.shtml Pretendo comprar um carro para minha esposa e estou na dúvida entre o Focus GLX e o Punto 1.8. O que você acha?

R.: Se sua esposa valoriza o visual e a atualidade dos projetos, talvez ela não suporte desfilar por ai em um carro esteticamente ultrapassado. Portanto, neste caso, fique com o Punto que tem dimensões menores, mas é o mais bonito e moderno. E, além disso, é bem equipado e gostoso de dirigir.

Mas, se sua esposa é pragmática, vale a pena olhar para o Focus com atenção. O Focus atual deve permanecer por, pelo menos, mais um ano no mercado, mesmo com a chegada da nova geração ainda este ano. E, por debaixo do visual, ele é um excelente carro no que diz respeito ao conjunto mecânico e aos demais sistemas como freios e suspensão. Além de ser mais espaçoso. 

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Mon, 11 Aug 2008 20:53:13 -0300
Miscelânea http://quatrorodas.abril.com.br/blog/paulo/99702_p.shtml Diálogos da Juju

Além de grande observadora dos lançamentos da indústria minha filha Júlia está se revelando cada vez mais atenta ao mundo a sua volta. Por isso, para abordar outros temas, resolvi transformar as “Pérolas da Juju”, em Diálogos. Vejamos alguns exemplos recentes.

Ao final de uma visita ao Museu Paulista:
Mãe – Juju, o que você mais gostou no museu?
Juju- Da pipoca

Com a coleguinha do curso de dança:
Juju – Minha vó disse que os homens são todos iguais, mas não é verdade. Existe o Rick Martin.

Volta ao mundo em 8.000 dias

Este é o título do livro do meu amigo Paulo Rollo (www.paulorollo.com). Em 232 páginas, o jornalista conta as experiências que viveu em suas viagens, de carro e de moto, tendo passado por 71 países e percorrendo mais de um milhão de quilômetros.

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Fri, 08 Aug 2008 15:37:47 -0300
Sedãs de luxo http://quatrorodas.abril.com.br/blog/paulo/99505_p.shtml Pretendo comprar um destes carros zero km e gostaria de saber qual a melhor escolha. Jetta, Fusion, 407, Omega, Accord, Camry, C5. Ou você teria alguma sugestão? – Wanderson Lesniewski da Silveira

R. Pela relação custo/benefício, fique com o Jetta. Ele é menor que os outros relacionados, mas é bonito, bem acabado, bem equipado e tem bom desempenho, por 86 mil.

O Fusion é também é uma boa opção na linha custo/benefício. Ele é maior que o Jetta e custa menos. Mas é menos equipado e, na minha opinião, não é tão gostoso de dirigir quanto o rival VW.

O C5 vendido aqui ainda é o modelo antigo, portanto, se eu quisesse um Citroën, esperaria o seu sucessor.

Entre os demais, todos são belos carros, mas o Camry é o melhor. Ele é bem equipado, bonito, confortável, tem um motorzão 3.5 V6 de 284 cv e foi o bi-campeão na sua categoria em nosso guia Melhor Compra. Dos carros listados, na faixa de preço superior (cerca de 150 mil), esse é o meu indicado.

Nesse segmento existe ainda o Subaru Legacy (belo carro, mas é tão pouco vendido que seria quase uma excentricidade), o Volvo S40 e o Mercedes-Benz C200K (o meu escolhido entre todos por razões diversas - e nem sempre racionais).

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Thu, 07 Aug 2008 21:04:30 -0300
Entre Astra e Polo, fico com Polo http://quatrorodas.abril.com.br/blog/paulo/99089_p.shtml Estou em dúvida entre um Astra hatch e um Pólo hatch. Queria saber qual dos dois é a melhor opção. – Bruno Araújo

R.: A melhor opção é sempre aquela que a gente mais gosta. Nada como visitar as lojas, entrar nos carros e fazer um test-drive já se imaginando o proprietário. Mas sendo mais objetivo...

... o Polo é um projeto (bem) mais novo que o Astra. O Polo vendido aqui (ainda) é o mesmo modelo oferecido na Europa, enquanto o Astra já se aposentou há tempos. Aqui, ele passou por um face-lift que lhe deu um fôlego extra, mas seu conceito é antigo.

O Astra tem virtudes como o acabamento, a posição de dirigir e o motor 2.0 de 128 cv com álcool. Mas o Polo também é bom no acabamento e na posição de dirigir e, embora tenha motor 1.6 de 103 cv com álcool, compensa com um câmbio bem escalonado e rápido.

O Astra sai por 48.109 reais, na versão Advantage, ou 56.271 reais, na Elegance, enquanto o Polo custa 42.270 reais, na versão básica, e 50.425 reais, na Confortline.

Pelo conjunto da obra, eu fico com o Polo, na versão Confortline.

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Wed, 06 Aug 2008 21:07:32 -0300
Tracker x Tucson http://quatrorodas.abril.com.br/blog/paulo/98434_p.shtml Estou na dúvida entre Tracker e Tucson. Gostaria de saber qual o melhor custo/benefício. Eu ando em “pista de chão” (leve e uma vez por mês) e queria saber se o Tucson agüenta o tranco. – Alex Almeida do Prado

R.: Os dois jipinhos são robustos e suportam estradas de terra sem dificuldades. O Tucson leva vantagem por ser maior, mais moderno e ter cinco anos de garantia de fábrica.

Mas o Tracker custa bem menos – 62.506 contra 79.900 reais – e vem completo: com ar-condicionado, duplo airbag, ABS e tração 4x4 como itens de série.

Em nossa edição Melhor Compra 2008, o Tracker foi a nossa indicação no segmento de Utilitários Leves. Aqui, você encontra os ganhadores em cada categoria e a edição, com as reportagens completas, já está nas bancas.

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Mon, 04 Aug 2008 21:02:19 -0300
Quilometragem alta http://quatrorodas.abril.com.br/blog/paulo/98399_p.shtml Caros, aqui estou eu de volta de minhas merecidas e bem aproveitadas férias (minha filha Júlia não me deixou sequer pensar em trabalho um só dia).

Hoje vou atender o Leonardo Marques de Melo que se enamorou por um Fit 2004 à venda em uma loja de usados. “O carro está bem conservado e o preço é bem abaixo da tabela (32.000 contra 40.000). Mas marca 198.000 quilômetros rodados”, diz.

Meu conselho é: desista. O Fit é um carro bom, confiável, mas tem manutenção cara e 198.000 km é demais. É certo que hoje em dia os carros são mais duráveis, principalmente no que diz respeito a motor e câmbio. Por isso, se o carro estivesse com até 100.000 km, eu aconselharia a compra desde que o Leonardo soubesse a procedência do carro.

Até essa quilometragem, se o Fit tivesse recebido bons tratos durante a vida toda, com o desconto que tem, ele poderia ser uma boa opção. Para checar isso bastaria conferir o Manual do Proprietário. Se todas as manutenções foram feitas nos prazos e em oficinas credenciadas, o carro teria grandes chances de rodar por um bom tempo ainda.

De acordo com Leonardo, o carro tinha Manual (sem Manual não há como checar) e o vendedor foi honesto em não adulterar o odômetro. Mas 198.000 km, repito, é demais. Até porque, daqui a uns anos, o Leonardo vai vender o carro e será bem difícil convencer outro comprador, com o velocímetro passando dos 200.000 km.

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Mon, 04 Aug 2008 18:37:20 -0300
A lei de Murphy http://quatrorodas.abril.com.br/blog/paulo/97386_p.shtml Daria para fazer um livro. Mas, hoje eu quero falar de apenas um aspecto que envolve a escolha de um carro novo versus um carro usado.

Pela Lei de Murphy, que diz que se algo pode dar errado com certeza dará, a melhor escolha é aquela que oferece menor risco. Ou seja: o carro novo.

O carro novo pode sair de fábrica com problemas (que a fábrica pode se recusar a reconhecer) e pode “ser vítima” de alguma irregularidade na venda, mas, teoricamente, não vai além disso. O usado, ao contrário, tem toda uma história que pode ser tranqüila ou turbulenta. Não se sabe. Além dos problemas originais de fábrica há o risco de existir outros decorrentes de multas, acidentes, falhas mecânicas, roubo, clonagem.

Se a gente vivesse em um país em que as pessoas tivessem consciência, se respeitassem e respeitassem o próximo, tudo seria diferente, mas infelizmente não é.

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Wed, 30 Jul 2008 11:46:31 -0300
Melhor prevenir do que remediar http://quatrorodas.abril.com.br/blog/paulo/96536_p.shtml Dias atrás tive de levar o carro de minha mulher para fazer uma perícia porque ele apareceu raspado e nós não sabemos como foi. Digo nós porque um dia antes à descoberta do arranhão eu fiquei com o carro, uma vez que o meu estava no dia do rodízio municipal. Teria sido no estacionamento? Na rua?

Enquanto esperava minha vez no pátio da Polícia Científica de Santo André, onde moro, ouvi uma história que me chamou a atenção. Um senhor teve o seu Uno batido por trás por uma moto que, segundo ele, estava em alta velocidade. O perito pediu para o senhor entrar no carro, ligar a seta para um lado e outro e pisar no freio. A seta funcionou, mas a luz do freio não.

Conclusão, mesmo que estivesse em seu caminho sem perturbar ninguém, o senhor dono do Uno pode ser responsabilizado pelo acidente uma vez que o motociclista pode alegar que o carro freou e ele não percebeu porque a luz de freio do carro não funcionou.

“Se o motociclista dizer isso, o motorista terá problemas”, me disse depois o perito.

Moral da história: antes de sair a rua, ainda que seja para ir até a esquina e voltar, melhor se certificar de que seu carro está em ordem, desde a calibragem dos pneus até a documentação, passando pelas lâmpadas, limpadores de pára-brisas, cintos de segurança, etc, etc.

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Thu, 24 Jul 2008 23:58:24 -0300
A pergunta que não quer calar: Gol x Fox x Polo http://quatrorodas.abril.com.br/blog/paulo/94913_p.shtml O veterinário Luis Gustavo Machado diz que vai trocar de carro e não sabe se fica com um novo Gol completo ou um Polo. “Ouvi dizer que a VW pretende lançar um novo Polo ainda em 2009, na Europa”, diz Machado. Como na linha VW existe também o Fox, entre Gol e Polo, resolvi falar dos três modelos.

Se a gente voltar no tempo vai lembrar que Fox e Gol são tentativas de oferecer uma opção mais barata ao Polo, que chegou ao Brasil custando mais caro que o mercado queria/podia pagar.

O Fox, que chegou primeiro, herdou a plataforma do Polo e muito componentes do Gol antigo. Ele trouxe um novo conceito de carroceria para a linha, mas acabamento desastroso -- o que inclui painéis de portas sem detalhes, instrumentos ininteligíveis e botões, ar-condicionado de difícil manuseio e um banco traseiro que machucava as pessoas.

O novo Gol já chega com a plataforma, o motor, o câmbio e o jeito de guiar do Polo, além da suspensão dianteira montada sob um sub-chassi – uma inovação que só a próxima geração do Polo terá. Seu acabamento é inferior ao do Polo, mas mais bem resolvido que o do Fox.

O Polo, por sua vez, foi reposicionado, ainda é o mais caro, mas não perdeu a majestade. Ele é o produto mais sofisticado na construção, no acabamento e entrega mais conforto e segurança, que os irmãos.

Não há dúvida que entre os três o melhor é o Polo, embora o Gol completo tenha condições de satisfazer o mesmo cliente.

O fato do Polo vir a ser substituído por uma nova geração na Europa tem peso relativo. Porque, se a nova geração chega na Europa em 2009, por aqui, deve chegar somente em 2010. Se chegar. A VW tem outras prioridades como o novo Voyage e o novo Saveiro. E o Golf que está cansado e vai enfrentar uma concorrência renovada, com Focus, Bravo, C4 4 portas.

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Wed, 16 Jul 2008 12:58:52 -0300
A Fiat ficará com a liderança, em 2008 http://quatrorodas.abril.com.br/blog/paulo/94034_p.shtml O mercado brasileiro está agitado, com as vendas batendo recordes e todas as fábricas fazendo lançamentos. Mas, no final do ano, quando forem fechadas as contas para saber qual marca ficou com a liderança não haverá surpresas. Dará Fiat.

E a razão do sucesso não está na linha de produtos mais atraente, o que se poderia pensar em um primeiro momento. Mas na capacidade produtiva. Com o mercado aquecido do jeito que está todas as marcas estão vendendo bem e quem produz mais vende mais.

A Fiat só tem uma fábrica de automóveis no Brasil, que é a fábrica de Betim (MG), enquanto a VW e a GM têm 3 cada uma. A Ford tem duas. A Renault tem duas (que divide com a Nissan) e as demais marcas têm uma. Mas a Fiat tem duas fábricas de motores, enquanto as demais têm uma (a GM terá a segunda, em breve). E Fiat conta ainda com a fábrica na Argentina, reforço que só a VW também tem.

Até agora, de janeiro a junho, as vendas das marcas estão assim, segundo a Anfavea. Automóveis: Fiat – 288.230 unidades; VW – 260.497; GM – 249.420 e Ford – 90.675. Comerciais leves: Fiat – 47.582; GM – 38.030; Ford – 35.693 e VW – 29.579.

Ou seja, a Fiat está 17.733 automóveis e 9.552 comerciais na frente das segundas colocadas VW e GM, respectivamente. Portanto, não vai ter Gol, Captiva e nenhum outro lançamento que tire a liderança da Fiat, neste ano.

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Wed, 09 Jul 2008 20:02:23 -0300
Férias http://quatrorodas.abril.com.br/blog/paulo/93453_p.shtml Caros

Se até o Jô Soares sai de férias, eu também posso tirar uns dias para descansar. Vou ficar até o dia 4 de Agosto. Mas estou deixando uns posts prontos para o meu amigo Marcio Ishikawa publicar na minha ausência.

Enquanto isso fiquem na companhia dos outros blogueiros e das atrações do site. Podem continuar a me escrever. Na volta, prometo, vou ler todas as mensagens.

A foto deste post é um oferecimento do fotógrafo Marco de Bari. Foi tirada na Alemanha, comigo a bordo de um Série 1. Mas está aqui só porque é bonita. Vou passar minhas férias por aqui mesmo.

Abraços

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Fri, 04 Jul 2008 18:02:07 -0300
Apaixonada pelo Fiesta http://quatrorodas.abril.com.br/blog/paulo/93310_p.shtml Estou em dúvida entre Palio ELX 1.0 e Fiesta Hatch 1.0. Fiquei encantada com a beleza do Fiesta, que é mais barato que o Palio. Entretanto, li algumas opiniões negativas sobre ele na Internet. E sempre fui muito satisfeita com meu Palio. Estou com medo de me arrepender de sair da Fiat, mesmo estando completamente apaixonada pelo visual do Fiesta. – Luzia Friaça, Juiz de Fora (MG)

R.: Releia o seu e-mail. Você escreveu que está “completamente apaixonada” pelo Fiesta. Preciso dizer mais alguma coisa?

Ok. Os dois carros são bons. São confiáveis. Mas, alegre-se, o Fiesta é o preferido da maioria dos meus colegas de redação, nesse segmento. E o novo visual do Palio não foi aprovado. A maioria prefere a frente da antiga versão.

Além disso, o Palio já teve a sua chance com você e foi bom enquanto durou. Agora, fique com o Fiesta e seja feliz. Eu abençôo a união de vocês.

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Thu, 03 Jul 2008 19:46:06 -0300
Diesel x gasolina http://quatrorodas.abril.com.br/blog/paulo/93171_p.shtml Existe uma média de quanto rodar, autonomia e custo de manutenção por ano que valesse a pena pagar mais caro por um carro a diesel? Gostaria que levasse em consideração, a desvalorização entre modelos iguais com diferenças na motorização. - Fábio Lima - São Luís (MA)

R.: Não existe uma regra aplicável a todos os casos. Cada carro tem seu preço e seu rendimento. A manutenção pode variar entre os modelos e de acordo com as condições de uso. E a desvalorização também depende do mercado (embora o diesel, de modo geral, seja mais valorizado).

O custo do km rodado é mais barato com o diesel. Mas para saber se o investimento em um modelo diesel compensa, pode-se considerar quantos quilômetros seria possível rodar com uma versão a gasolina, gastando apenas a diferença de preço entre as versões.

Normalmente, a conta mostra que o diesel não compensa porque com a diferença de preços pode-se rodar muitos quilômetros com gasolina. E o diesel só começa a ser vantajoso tardiamente.

Mas como toda regra tem sua exceção, a Mercedes acaba de lançar o ML 320 V6 diesel ao mesmo preço do ML 350 V6 gasolina. Nesse caso, para quem quer um ML, a versão diesel é mais vantajosa.

De modo geral, além de custar menos na bomba, o diesel ainda rende mais. É possível rodar mais com um litro de diesel do que com um litro de gasolina. O que resulta em maior autonomia. Os motores a diesel são mais robustos e têm mais força nas baixas rotações.

Os motores a gasolina, por outro lado, são mais silenciosos e vibram menos, por isso, carros a gasolina costumam ser mais confortáveis. Mas, isso não se aplica ao ML, novamente, isso porque a sua versão a diesel é tão silenciosa e confortável quanto a versão a gasolina.

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Wed, 02 Jul 2008 20:40:49 -0300
Clio Campus: bom, bonito e barato http://quatrorodas.abril.com.br/blog/paulo/92987_p.shtml Estou pensando em comprar um Clio Campus. Gosto do carro pelo design e pelo conforto. Porém o modelo nunca foi bem aceito no nosso mercado, tenho medo que logo possa ser descontinuado e eu tenha dificuldades em vendê-lo futuramente. Pretendo ficar com o carro uns 5 anos. O que vc me diz? – Marcelo Becher – Joinville (SC)

R.: O Clio vendido no Brasil é um projeto desatualizado. Ele está uma geração atrás do Clio europeu que, antes da renovação, já havia recebido melhorias que não chegaram ao modelo brasileiro. Mas, nem por isso ele é um carro ruim.

Ele tem qualidades como foi mencionado e, entre os franceses compactos feitos no Brasil, acho que é o mais robusto. Além disso, o pós-venda da marca é reconhecidamente um dos melhores do país.

A versão Campus é a mais simples da linha, com duas portas e extremamente simples no acabamento. Mas conserva as características da linha, com uma suspensão eficiente e desempenho honesto -- se bem que o motor de 16V demora mais a embalar do que um de 8 válvulas.

Para quem gosta do carro e quer gastar pouco ele é uma boa pedida.

Em relação ao futuro, imagino que ele ainda tenha uma sobrevida entre nós, principalmente, movido pela boa relação custoxbenefício de versões como a Campus. Se a Renault foi econômica na hora de introduzir melhorias na linha durante toda a vida do carro, não será agora que vai investir.

Na hora de revender, como ele será um carro barato, sempre haverá compradores. E, além disso, depois de cinco anos de uso, ele já se poderá considerar pago pelos serviços prestados.

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Tue, 01 Jul 2008 21:10:18 -0300
Polo x Punto http://quatrorodas.abril.com.br/blog/paulo/92803_p.shtml Várias pessoas me escrevem com dúvidas entre Polo e Punto. É o caso do Gustavo, do Eduardo Guedes Santos e do Bruno Leite. Eles estão preocupados com valor de revenda, relação custo benefício ou simplesmente querem saber minha opinião sobre os carros.

Eu divido o duelo entre Polo e Punto em dois rounds. O primeiro tem o Polo 1.6 Flex, vendido por 42.310 reais, contra o Punto 1.4, que custa 39.550 reais, e o Punto 1.4 ELX, 43.430 reais. O segundo, coloca o Polo 1.6 Sportline, 49.940 reais, diante do Punto 1.8 HLX, 46.710 reais. O Punto Sporting, por culpa do preço de 54.600 reais, fica de fora.

No primeiro round, os dois surgem com os equipamentos mais interessantes como ar, direção, computador de bordo, faróis de neblina e banco do motorista com ajuste de altura. Mas o Punto é mais equipado, mesmo na versão 1.4, que inclui vidros e travas elétricas, Fiat Code, Follow-me home e indicador de revisões.

No segundo, é a vez do Polo oferecer mais equipamentos. Ambos trazem os itens presentes nas versões básicas, mas o Polo adiciona vidros e travas elétricos e conta também com sensores de estacionamento e rodas de liga-leve.

De modo geral, cada um tem características próprias. O acabamento de ambos é de boa qualidade, mas o Polo (que recebeu melhorias na linha 2009 por conta da chegada do novo Gol) é ligeiramente superior nos detalhes. Mas o Punto é um projeto mais novo, tem visual mais moderno, by Giugiaro.
Nas peças, seguro e mão de obra os dois se equilibram. E o Polo tem menor desvalorização no primeiro ano.

Ao volante, cada um tem seu encanto. O Polo apresenta uma suspensão mais firme, o câmbio mais rápido e a direção precisa. O Punto oferece uma posição mais esportiva. Seus motores são ruidosos  e beberrões. Mas, depois de amaciados, divertem o motorista.

Pelo conjunto da obra, eu fico com o Polo, nas duas faixas de preço (do primeiro e do segundo round).

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Mon, 30 Jun 2008 20:13:56 -0300
Sandero, diversão e arte http://quatrorodas.abril.com.br/blog/paulo/92581_p.shtml Se você fosse escolher, ficaria com o Renault Logan ou com o Renault Sandero? - Noemi de Oliveira - Campinas (SP)

R.: A principal diferença entre o Logan e o Sandero é o estilo. O Sandero é mais bonito. Seu visual é mais elaborado por fora e por dentro.

O Logan, por ser um sedã, tem um porta-malas maior. Ele oferece 510 litros de espaço para bagagem, enquanto o Sandero conta com apenas 320 litros.

Isso é tudo. Nos demais aspectos – como espaço da cabine, motorização e comportamento – os dois, derivados da mesma plataforma, são gêmeos idênticos.

Mas é curioso notar que o Sandero faz mais sucesso no mercado. Este ano, suas vendas já ultrapassaram as do Logan.

Em fevereiro, o Logan ainda era o mais vendido, com 2.660 unidades comercializadas contra 1.799 unidades do Sandero. Em março, o Sandero passou: 3.195 unidades contra 3.160. E em abril, disparou na frente com 4.452 unidades contra 3.669. Essa diferença foi mantida em maio e deve se repetir agora, em junho.

O sucesso do Sandero diante do Logan é a prova de que, mesmo em um segmento de entrada, onde a decisão de compra é essencialmente racional, beleza é fundamental.

Como diziam os Titãs, “a gente não quer só comida, a gente quer comida, diversão e arte”. Eu prefiro o Sandero.

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Fri, 27 Jun 2008 20:30:07 -0300
A Strada chega em setembro http://quatrorodas.abril.com.br/blog/paulo/92394_p.shtml Estou em dúvida entre a Montana e a Strada. O que você me aconselha?- Jorge Augusto - São Paulo (SP)

R.: As duas picapes que você mencionou são as melhores opções do mercado, no momento. Uma vez que Saveiro e Courier são projetos antigos e estão cada vez mais despojadas de equipamentos e acabamento.

Montana e Strada são muito parecidas. Foram feitas sob medida para disputar a preferência do consumidor. Nos testes comparativos da revista elas sempre andaram juntas. No último, feito por mim, a Montana levou ligeira vantagem por ter sido renovada esteticamente, enquanto a Strada permaneceu sem mudanças.

Você não disse que versão está procurando. Se for a 1.4, o motor da GM é mais interessante que o da Fiat. Se for a 1.8, não faz diferença porque é o mesmo motor feito pela GM que equipa as duas.

Mas, se eu fosse você esperaria um pouco para tomar uma decisão. Isso porque a Fiat vai lançar a Strada nova em setembro e, se a picapinha mudar tanto quanto a Palio Weekend, as novidades vão além da troca de faróis, na dianteira.

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Thu, 26 Jun 2008 23:54:04 -0300
Novo Gol estréia no domingo http://quatrorodas.abril.com.br/blog/paulo/92113_p.shtml A AlmapBBDO agência de publicidade da VW apresentou a campanha de lançamento do novo Gol, para os jornalistas especializados em mídia e publicidade, hoje de manhã. Eu não milito nessa área, mas apareci por lá.

A campanha começa neste final de semana. A primeira peça (publicitária) será um filme de um minuto e meio que vai ao ar no intervalo do Fantástico, no domingo.

Os garotos propaganda são a bela Gisele Bündchen e o forte Sylvester Stallone. O Slogan da campanha será “Lindo como nunca. Gol como sempre.

O filme de estréia “Show” mostra dois eventos simultâneos. A Gisele apresentando o carro em um estúdio. O Stallone fugindo de uma perseguição pelas ruas de Los Angeles. Para fazer o filme, a Almap teve de levar o carro para os Estados Unidos.

Segundo o vice-presidente de marketing da VW, Flavio Padovan, o objetivo da campanha é “ressaltar as qualidades já conhecidas do Gol como robustez e confiabilidade mecânica aliadas a características trazidas com a nova versão como o design e a modernidade do projeto”.

Nas pesquisas que a Almap fez antes de iniciar a criação da campanha, os pessoas viam o novo Gol, achavam o carro bonito, mas não o reconheciam como um Gol.

“A beleza ficou tão forte, tão preponderante, que as pessoas não acreditavam ser o mesmo carro da campanha anterior, que dizia 'Use sem dó'?”, disse o diretor da agência Marcello Serpa 

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Wed, 25 Jun 2008 13:42:39 -0300
Airtrek ou CR-V? http://quatrorodas.abril.com.br/blog/paulo/92033_p.shtml Quero trocar meu carro e estou em dúvida entre o Mitisubishi Airtrek e o Honda CR-V. Qual dos dois? Tenho medo que o Outlander tenha chegado para substituir de vez o Airtrek e que ele acabe saindo de linha, mas acho o Airtrek mais carro do que o CR-V, só que com o mesmo preço. – Ana Luísa Maquieira

R.: Eu conheço pouco os carros da Mitsubishi porque essa marca tem como procedimento não emprestar carros para testes de imprensa. Se for como os irmãos TR4 e Triton, o Airtrek será um carro robusto.

Por outro lado, gosto muito do CR-V. Ele sempre venceu os comparativos que disputou aqui na revista. Além da ótima qualidade de acabamento, de construção e da tecnologia, ele é um carro muito agradável de dirigir e é um projeto mais novo que o Airtrek.

Mas vi que você gosta mais do Airtrek. Por isso, recomendo que você faça um test drive. Você já experimentou os dois? Entrou, sentou no banco do motorista e no banco detrás, conferiu o acesso ao porta-malas?

É interessante também ver quais as condições de negociação. Às vezes os preços são iguais, mas as condições de pagamento, descontos e equipamentos extras fazem a diferença.

Quanto ao seu medo do Outlander substituir o Airtrek eu não acho que isso possa acontecer. Se esse fosse o plano da fábrica, imagino que já teria acontecido. Mas não afirmo isso baseado em informações oficiais.

]]> Tue, 24 Jun 2008 20:04:56 -0300 Novo Focus vai custar mais caro que o atual http://quatrorodas.abril.com.br/blog/paulo/91859_p.shtml Pretendo comprar um Focus 0 Km, com a chegada do novo Focus seria prudente esperar? Nesse caso a desvalorização do modelo antigo seria muito alta? – Adriana Silva

R.: Dizem que a Ford vai manter o modelo antigo, depois da chegada do novo. Para isso, deixaria o antigo em uma versão básica, hatch 1.6, e o novo viria nas versões mais caras, hatch e sedã, 1.6 e 2.0. manual e automático. Mas o que vai ocorrer de verdade só o tempo vai dizer.

Para quem quer comprar o carro agora, o melhor seria que a Ford mantivesse a versão antiga no mercado. Isso, porque a tendência de desvalorização seria menor, as peças de reposição demorariam mais para sumir e a revenda seria mais fácil.

Caso a Ford aposente de vez a atual versão, quem comprou agora, fica com o carro antigo na garagem. Os descontos que a fábrica dá são sinais de que o modelo está no fim do ciclo, mas não necessariamente que ele vai acabar já.

Não pense, entretanto, que o novo Focus virá no mesmo patamar de preços do atual. O atual já foi depreciado ao longo dos anos e por isso tem preço mais acessível. O próximo, que será novo equipado, reluzente e desejado, deve chegar custando mais.

Portanto, eu esperaria o novo chegar, mas me prepararia para a nova tabela de preços, que talvez não seja tão interessante como ela é hoje.

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Mon, 23 Jun 2008 19:11:34 -0300
Ainda sobre as diferenças entre os carros... http://quatrorodas.abril.com.br/blog/paulo/91207_p.shtml O Leandro Ribeiro Rucks escreveu: “Acho que entendeste mal pergunta do Cláudio Guimarães, objeto do teu (pen)último post no teu blog. Digo isso porque eu também já pensei em algo parecido. Certa feita, estava eu questionando se não valeria a pena gastar mais (ok, muito mais) e comprar um carro de uma marca premium como meio de se ter, além do status e toda aquela baboseira de exclusividade, um carro mais desenvolvido, mais confortável e, principalmente, mais confiável. Assim, acho que a pergunta do Cláudio poderia ser assim parafraseada; o que o BMW 120i tem a mais que um Civic para justificar seu preço?"

R.: Acho que o Leandro tem razão. Depois que coloquei o post no ar, fiquei pensando, achando que deveria me prolongar mais e falar sobre as diferenças entre um BMW e um Honda.

Pois bem, continuando e respondendo a pergunta do Leandro, o BMW tem a mais coisas como história, tradição, cultura automobilística, tecnologia, qualidade no acabamento, estilo, capacidade de proporcionar prazer ao motorista.

Para exemplificar com qualidades mais concretas, posso citar os sistemas Vanos (admissão e escape variáveis) e Valvetronic (abertura e fechamento das válvulas) do motor, os controles de freio em curvas (CBC), de estabilidade com calibragem esportiva (DTC), a tração traseira e a divisão de peso exatamente igual entre os eixos 50/50.

O Honda também tem qualidades, mas em doses e matizes diferentes, eu diria. Tenho uma história que casa bem com essa nossa discussão.

Foi uma conversa que tive com o designer italiano Walter de' Silva, quando visitei a "falecida" fábrica da Alfa Romeo, em Arese, Milão, na época em que ele estava na Alfa. Hoje, ele é o chefe do design do grupo VW (Audi, Lamborghini, VW, Seat, Lamborghini, Bentley e Skoda).

Nós falávamos dessa diferença de “pedigree” das marcas. Lembro do diálogo como se fosse hoje. A definição dele casa com o que penso.

Ele: - “Quando dirige um carro, você precisa se sentir em um lugar especial. ... Não falo somente em relação a Alfa Romeo porque trabalho aqui. Na semana passada dirigi um Jaguar che bella macchina! ... Para te levar de um lugar ao outro qualquer carro serve. Um Panda (Fiat) vai bem. Tem qualidades. Mas há pessoas que querem viver uma experiência diferente, sentir algo de especial.” Eu só concordava. -- “Você compra um Daewoo (marca coreana absorvida pela GM, em 2001), e uma semana depois, se suicida (risos), porque o carro não te diz nada, você não prova uma emoção”.

A conversa foi longa, sempre muito emocional, com risos e alteração de voz para ajudar expressão. Para mim valeu como uma aula. Em homenagem ao mestre vou colocar este texto com a foto de um Audi A5 uma das suas mais recentes e belas criações.

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Fri, 20 Jun 2008 14:57:15 -0300
Novo Gol? pode indicar para a sua mâe http://quatrorodas.abril.com.br/blog/paulo/91135_p.shtml Minha mãe quer um carro 4p popular com ar e direção.Qual carro você compraria?Porquê? – Arthur Beloti

R.: Eu compraria o novo Gol, que está chegando no início do próximo mês nas lojas e ficou bem bonito. Ainda não sei o preço da versão que vem com ar e direção, mas sei que a versão básica de 4 portas vai custar o mesmo que o Gol (antigo), ou seja: 28.690 reais.

O novo Gol foi desenvolvido sobre a mesma base mecânica e estrutural do Fox/Polo, com uma inovação no eixo dianteiro, que deixa o carro mais estável (menos massa não suspensa) e confortável (porque transmite menos vibrações para a cabine).

Mais detalhes do carro vão estar na edição de julho de Quatro Rodas, que chega nas bancas no final da próxima semana. A revista está fechando agora (por isso, não consegui escrever este post mais cedo).

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Fri, 20 Jun 2008 00:42:59 -0300
Quer pagar quanto? http://quatrorodas.abril.com.br/blog/paulo/90880_p.shtml Vale a pena pagar 120.000 reais em um BMW 120i 2007? O carro oferece tanto assim a ponto de justificar um investimento de cerca de 50.000 reais a mais do que eu faria em um Civic EXS do mesmo ano? – Cláudio Guimarães

R.: A resposta é não. Não vale a pena pagar mais por um BMW se um Honda Civic resolve o problema. Digo isso porque, ao fazer essa pergunta, você classifica os carros como iguais. E, sendo iguais, nada justifica pagar 50.000 a mais para ter um deles na garagem.

Se a sua pergunta fosse sobre um BMW diante de um Mercedes, ou um Honda frente a um Toyota, eu poderia argumentar com prós e contras racionais e/ou emocionais. Isso porque os carros estariam na mesma faixa de preço.

Mas no seu caso, o argumento é o preço.

Você me parece satisfeito com um Honda e então não vejo razão para pagar mais por um BMW. Se, ao contrário, você desejasse muito um BMW, você nem estaria fazendo essa pergunta. Porque, no fundo, acharia que eles são muito diferentes.

Fique com o Honda.

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Wed, 18 Jun 2008 23:41:22 -0300
Alguém tem que pagar II http://quatrorodas.abril.com.br/blog/paulo/90566_p.shtml O post anterior deu muito o que falar. Por isso, resolvi colocar mais lenha nessa fogueira, tocando em alguns pontos apresentados pelas pessoas ao longo do dia e estimulando um pouco mais de discussão.

Eu também tiro o chapéu para Honda e Toyota, mas é preciso observar que elas não atuam no segmento de entrada do mercado. Seus carros pertencem aos segmentos superiores no Brasil (o que já é uma distorção, porque no primeiro mundo Civic e Corolla são carros populares). E mesmo assim, pode haver diferenças entre os carros feitos por essas marcas aqui e no exterior. Um exemplo é o do novo Corolla que lá fora tem uma versão equipada com suspensão multilink, na traseira, e aqui só é vendido com eixo de torção.

As fábricas têm várias formas de baratear os produtos, sem alterar a aparência deles. Elas podem fazer isso, substituindo ou simplesmente retirando peças e materiais, que o consumidor nem dá conta.

Todas gostariam de fazer e vender produtos mais sofisticados e caros, quanto mais valor agregado, mais dinheiro elas ganham. Todas gostariam de vender Mercedes, BMW e Lexus. Mas todas sabem que não existe mercado para tanto. Aqui e no mundo.

Ninguém pode dizer que nunca uma fábrica tentou fazer um carro completo no Brasil, igualzinho ao produzido na Europa. A Mercedes fez o Classe A (foto) que tinha design moderno, ABS, BAS, ESP, motor com liga de alumínio e silício, chassi sanduíche, airbags, direção elétrica e etc. E qual foi o resultado? Todos já sabem. O carro não tinha preço, como se dizia, e por isso, ficou de fora do mercado.

No caso da Mercedes, não caberia fabricar um pé-de-boi. Mas se ela quisesse continuar a fabricar automóveis no Brasil teria que se adaptar ao mercado.

Outro dado. A lista dos carros mais vendidos do mercado tem entre os cinco primeiros lugares Gol, Palio, Celta, Corsa Sedan e Uno. Sendo que as versões mais simples, como Palio Fire e Classic, são as que têm maior participação no mix.

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Tue, 17 Jun 2008 20:22:41 -0300
Alguém tem que pagar a conta http://quatrorodas.abril.com.br/blog/paulo/90361_p.shtml Questiono se não seria a função das revistas esclarecer o consumidor sobre o trato que certas montadoras têm para com o nosso povo, oferecendo produtos maquiados, como o "207 Brasil". -- Vicente Gagliotti

R.: Várias pessoas reclamam da iniciativa das fábricas que mantêm produtos defasados no Brasil, ainda que reestilizados. E eu, que também não aprecio esse tipo de oferta, fico pensando quem estaria com a razão.O consumidor tem que reclamar mesmo. Está no papel dele. Mas, e as fábricas?

As fábricas precisam de produtos, que sejam modernos, bonitos e baratos o suficiente para atrair os consumidores diante dos concorrentes, e que no fim do dia ainda dêem lucro, razão de existir dos negócios.

Se o mercado brasileiro tivesse capacidade de absorver os novos lançamentos da mesma forma que os países de primeiro mundo, não vejo porque as fábricas precisariam desenvolver produtos específicos para nós.

Para a Peugeot talvez fosse mais interessante trazer o 207 francês para ser feito no Brasil. Com ele, com certeza, a Peugeot teria um produto mais atraente, desde que ele tivesse um preço compatível com os dos concorrentes, lógico.

A VW queria fazer o Golf V no Brasil, mas as contas não fecharam e ela optou por reestilizar o Golf IV para poder dizer, pelo menos, que o carro era novo. E foi essa decisão, de não fazer o Golf V, que selou o destino da Audi no país, uma vez que o A3 só se justificava se fabricado em uma planta que produzisse outro carro.

No fim das contas, a verdade é que ninguém faz milagre e alguém tem que pagar a conta.

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Mon, 16 Jun 2008 21:36:16 -0300
O A3 2.0 S-Tronic é diversão garantida http://quatrorodas.abril.com.br/blog/paulo/90071_p.shtml Tenho um Audi A3 2004 e estou pensando em trocar por um sedã. Minha dúvida é saber qual a melhor opção: Citröen, Chevrolet, Ford, WV, Honda ou permaneço na mesma marca? - Fábio Apolinário

R.: Ficar na mesma marca não seria má idéia. Mas, querendo um sedã, você optaria pelo A4? Ele muda no final do ano. O A6 V6 é bem mais caro.

Uma alternativa interessante entre os Audi seria o A3 Sportback. É um hatchback, mas é maior que o seu A3. E, o melhor, a versão 2.0 TFSI, com câmbio S-Tronic, é um dos carros mais divertidos que já dirigi.

Se quiser permanecer entre os alemães (boa pedida), o Jetta é um sedã e também é bem legal. Entre as marcas que você citou, essa é a minha primeira opção, fora da Audi. Depois viria o Civic, japonês, em uma versão top, como a Si, ou a EXS.

Como você não mencionou os modelos, só as marcas, e nem a faixa de preço, imaginei que você pensa em carros como esses que citei. Tomei o C4 Pallas, por 65.000 reais, como o limite inferior e o A4, por 150.000 reais, como o limite superior de sua amostra.

O A3 Sportback 2.0 custa 138.650 reais e o Jetta 2.5, 86.260 reais.

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Fri, 13 Jun 2008 18:25:33 -0300
206, 207 ... http://quatrorodas.abril.com.br/blog/paulo/89824_p.shtml Sei que o 207 (a nova versão do 206) está para ser lançado no Brasil. E li que o 206 será mantido, mas por um tempo apenas. E agora? Compro um 206 com a grana que tenho na mão? Ou parto para outro modelo, pois não posso esperar? – Helton Luiz

R.: Se você gosta do 206 vá em frente. Ele será mantido em linha, mesmo depois da chegada do 207, o que vai acontecer em agosto.

O 206 vai permanecer como versão de entrada, equipado com motor 1.4, para concorrer com modelos que custam menos de 30 mil reais, sem ar-condicionado, sem direção hidráulica e sem vidros elétricos.

Se, por outro lado, você não gosta do 206 tanto assim e tem pressa para comprar o carro, talvez você possa aproveitar os diversos feirões de fábrica que estão acontecendo por esses dias. Procure se informar a respeito dessas promoções.

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Thu, 12 Jun 2008 20:33:27 -0300
Carros 'arrumados' http://quatrorodas.abril.com.br/blog/paulo/89662_p.shtml

O que me motivou a escrever este post foi um comentário feito pela Patrícia Correa hoje (quarta-feira). Ela disse que os carros que as fabricas enviam para a avaliação das revistas são “arrumados”, dando a entender que por esse motivo os resultados dos testes com os mesmos não seriam retratos fiéis da realidade.

Com quase vinte anos de profissão, incluindo uma passagem como assessor de imprensa de uma fábrica, posso dizer que conheço esse assunto.

As fábricas preparam os carros destinados à imprensa com todo cuidado, é verdade, mas não vão além disso. Ou seja, esses carros são iguais a outros que saem das linhas de montagem. Podem ser os melhores de cada fornada, os que tiveram um controle de qualidade mais cuidadoso, mas apenas isso.

Ao apresentar um carro as fábricas agem como alguém que vai ter o primeiro encontro amoroso ou passar por uma entrevista de emprego. Nessas ocasiões, a pessoa passa perfume, põe a melhor roupa e gasta um tempo maior diante do espelho. Mas ninguém deixa de ser o que é.

Algumas falhas de acabamento, por mais disfarçadas que sejam, não somem. Se o motor for ajustado para entregar melhor desempenho, com certeza, ele vai apresentar maior consumo, o que não é desejável.

As únicas ações que as fábricas pode fazer sem efeitos colaterais é cuidar da insonorização da cabine, colocando, por exemplo, materiais de isolamento que não são empregados nos carros de produção. Mas correm o risco de serem descobertas.

Não quero dizer que as fábricas estão povoadas de anjos e santos. No passado, Quatro Rodas já flagrou traquinagens de algumas delas. Mas, hoje em dia, tão importante quanto fazer produtos bons é aparecer aos olhos do público como uma empresa séria e responsável, com compromisso com os clientes, o meio-ambiente, etc. E essas virtudes não estão ao lado de quem tenta ludibriar a opinião pública.

Na foto, um evento realizado pela Nissan, onde a empresa apresentou todos os carros que produz no mundo, para jornalistas de diversos países. O evento, chamado Nissan 360, aconteceu em Portugal, no mês de maio.

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Wed, 11 Jun 2008 21:17:23 -0300
Palio Fire segue firme e forte http://quatrorodas.abril.com.br/blog/paulo/89427_p.shtml Vi uma perguta no blog que me chamou a atenção será que o Palio Fire vai sair de linha? E essa questão de comprar carro agora realmente é melhor esperar ou dá aproveitar as promoções? – Lucivaldo Lavor

R.: A Fiat não vai tirar o Palio Fire -- um best-seller, com 70% do mix de vendas do modelo -- de linha. O que poderia acontecer é o Palio Fire ganhar a frente do Palio atual, se este vier a ganhar a frente do Siena, o que é uma grande possibilidade, embora não oficial. Ainda assim, a Fiat poderia descartar a frente do atual, mantendo o Fire como está.

Quanto à comprar um carro agora, realmente é algo a se pensar. O mercado vai ficar muito agitado daqui até o final do ano. Só o novo Gol, que chega no mês que vem, já vai fazer um grande estrago por onde passar. Depois teremos o 207... E, no segmento superior, o Focus, o Bravo. E cada lançamento deve provocar mudanças nos modelos que permanecerem. Porque a concorrência não vai ficar assistindo, parada, os movimentos dos rivais.

Eu esperaria até o Salão do Automóvel, em outubro, para ver o que vem por aí e como o mercado vai ficar. Como diz o Paulinho da Viola, “como o velho marinheiro, que durante o nevoeiro leva o barco devagar”.

Comprar em promoção é bom. Mas é preciso analisar as ofertas para ver se são vantajosas mesmo e ter consciência que não vai ficar desapontado quando o modelo mais novo chegar.

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Tue, 10 Jun 2008 19:30:21 -0300
Briga de hatches compactos http://quatrorodas.abril.com.br/blog/paulo/89293_p.shtml Estou entre: Fox 1.6, Fiesta 1.6, Corsa 1.4, Sandero 1.6, Palio 1.4, C3 1.4 e 206 1.4. - Patrícia Correa.

R.: Para responder montei uma tabela considerando as necessidades e preferências do motorista mencionadas em e-mail.

CLIQUE PARA VER A TABELA

Pela tabela, dá para ver que a disputa é bem equilibrada. O C3 é o mais equipado com ABS e duplo airbag, custando menos que o Fox, o mais caro de todos. O Fiesta se destaca pelo motor.

O Palio tem o motor mais fraco e o C3 a suspensão mais frágil. Considerando outras características não mencionadas no e-mail, o Sandero tem o maior espaço interno e três anos de garantia. E as redes de assistência de VW, Fiat e GM são as maiores.

Não considerei o 206, uma vez que a Peugeot está lançando o 207 e não se sabe como ficará a oferta na linha. O 206 deve ser mantido em uma versão básica.

Eu recomendaria você olhar os carros, fazer um test-drive e conferir o que as revendas me oferecem para tomar uma decisão. E, não teria pressa.

Esperaria o lançamento do novo Gol, uma opção que você não considerou até porque o carro vai ser lançado no final deste mês, mas que deverá ser interessante, pelo que vi até agora. ]]>
Mon, 09 Jun 2008 22:20:07 -0300
Cayenne e Range Rover na garagem http://quatrorodas.abril.com.br/blog/paulo/88843_p.shtml A dúvida é: comprar um Porsche Cayenne ou um BMW X5, para minha mulher? Comprar um Audi Q7 ou um Land Rover, pra mim? Se fosse comprar um destes modelos para a sua esposa e outro para você, qual compraria? - Christian Gomes Pereira

R.: Eu compraria o Cayenne e o Land Rover pra mim e deixaria minha esposa dar umas voltinhas de vez em quando.

Brincadeiras a parte, comparia o Cayenne para ela porque (ela merece) o Cayenne é lindo, bem acabado e parece um Porsche 911 com a suspensão elevada, quando se está ao volante. Ficaria com a nova versão GTS que é a que mais me agrada, no visual e no comportamento.

Para mim, entre Q7 e Land Rover, preferiria o Land Rover, pelo conjunto da obra: acabamento, luxo, conforto, posição de dirigir e tradição da marca. Você não falou em modelos ou versões, mas eu escolheria um Range Rover Sport.

O mais difícil seria escolher as cores. Sempre fico em dúvida, nessa hora.

Ultimamente ando namorando o branco. Tudo começou quando vi um BMW Z4 roadster branco. É elegante e esportivo ao mesmo tempo. Mas existe o azul marinho (para o Land Rover), o vermelho (para o Cayenne)... O interior pode ser preto ou caramelo. Desde que estejam combinando com a pintura, os dois são clássicos e ficam bem em qualquer modelo.

Só para terminar, diz a lenda que Ferrari tem de ser vermelha. Será? Outro dia vi uma F 430 cinza sólida, uma cor que a Ferrari usou nos anos 60, e achei simplesmente maravilhosa.

É isso.

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Fri, 06 Jun 2008 15:50:12 -0300
Dividido entre um 307 e um Civic http://quatrorodas.abril.com.br/blog/paulo/88757_p.shtml Comprei um 307 Feline automático. Passados alguns meses, comecei a compará-lo com o Civic. Os dois fazem o mesmo consumo. O Civic (analisado) não tem nem de perto os itens de conforto que o 307, mas ainda ganha na manutenção, desenho e preço de revenda... . Pensei em trocar o meu carro esperando ganhar mais em revenda e gastar menos com manutenção. Qual a melhor atitude? – Luis Scomparin – Tapera - RS

R.: Se você me perguntasse o que comprar, Civic ou 307, eu diria Civic. Mas, uma vez que já comprou o 307, não recomendo a troca só para ganhar na manutenção e no preço de revenda.

No final das contas, você perderia mais dinheiro nas transações, ao vender um 307 semi-novo, comprar um Civic e depois vendê-lo novamente, do que ganharia.

Além disso, você parece satisfeito com o 307. Então relaxe e desfrute de seu carro. Mas, se você gosta do desenho do Honda e trocar o 307 pelo Civic vai te dar prazer, ai a história é outra. Ai os motivos da troca são emocionais e não racionais. E, nesse caso, meu conselho é: obedeça o seu coração.

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Thu, 05 Jun 2008 19:54:04 -0300
O Fox vai sofrer a concorrência do novo Gol http://quatrorodas.abril.com.br/blog/paulo/88600_p.shtml No final do ano, pretendo adquirir um Fox 1.0 Route, mas fico com um pé atrás por não saber se o carro sofrerá mudanças, já que pretendo ficar uns cinco anos com o carro. Seria uma boa compra ou devo optar por um outro veículo, deixando a “raposa” de lado? – Ricardo Barros

R.: O Fox não vai mudar já. Ele recebeu alguns retoques no final de 2007, linha 2008 -- quando ganhou a frente igual a do europeu -- , e deve continuar assim por pelo menos mais um ano.

 Mas, hoje em dia, as mudanças são cada vez mais freqüentes. Algumas fábricas se auto-impõe o prazo máximo de dois anos entre uma mudança e outra. Portanto, ficando com o seu carro novo durante cinco anos, quando você for vendê-lo, provavelmente seu similar já estará bem modificado.

 Como planeja a compra só para o final do ano, você terá tempo de estudar melhor a questão, porém. Digo isso porque, mais preocupante que as mudanças visuais é a manutenção da versão 1.0 na linha, depois da chegada do novo Gol.

A VW afirma com todas as letras que a linha Fox não sofrerá baixas. Mas os dois, Fox e Gol, vão ficar muito próximos na tabela de preços e para diferenciar os modelos, posicionando cada um em faixas diferentes, a fábrica bem que pode “matar” a versão 1.0 do Fox e disponibilizar o motor 1.0 apenas para o Gol, que será o carro mais barato da linha. Esse risco existe principalmente se o Fox receber o motor 1.4.

Mas isso é só uma desconfiança minha. O novo Gol será lançado no mês que vem e logo saberemos o que vai acontecer. Antes de decidir, se quiser, volte a me escrever.

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Wed, 04 Jun 2008 19:19:00 -0300
Muita calma nessa hora http://quatrorodas.abril.com.br/blog/paulo/88346_p.shtml Ontem participei do programa Mais Você, da apresentadora Ana Maria Braga, na Rede Globo. Entre outras coisas, falamos sobre a ansiedade das pessoas no momento de comprar um carro.

O segredo de um bom negócio é manter a calma. Com paciência é mais fácil pesquisar a melhor oferta; negociar o melhor preço e conferir o estado geral do carro, se ele for usado.

Quem compra por impulso pode se arrepender depois. Se o carro desejado é um zero km, as lojas estão cheias deles. Se for usado, a unidade que você encontrou, com certeza não é a única à venda e, se perder uma oportunidade, logo haverá outras pessoas querendo vender o carro que você quer comprar. Por isso, não precisa ter pressa.

No caso dos usados, principalmente, é interessante analisar várias ofertas de um mesmo carro para aprender a reconhecer as características do modelo e comparar o estado de conservação das diferentes ofertas.

Outra coisa: é importante lembrar que comprar um carro é uma conquista. Portanto, a procura deve ser algo prazeroso e não uma tarefa incômoda.

Veja o vídeo do programa (minha participação começa aos 3:40 minutos)

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Tue, 03 Jun 2008 15:33:01 -0300
Polo: boa opção para quem tem R$ 50 mil http://quatrorodas.abril.com.br/blog/paulo/88244_p.shtml Estou pensando em comprar um carro 0 km, na faixa de 50 mil reais. Já pensei na nova 207 SW, no Focus Sedan, no Punto, mas ainda estou confusa. Aceito sugestões – Ana Marta Faria

Fui ver o Focus. Adorei o C3. Não fui ver o Fit, porque vai mudar. Nem o Fox e o Polo por conta da fama do seguro caro. Com o Vectra tenho um pé atrás em relação à revenda. Quero gastar cerca de 50 mil. – Alicia Figueiredo – São Paulo (SP)

R.: Na faixa dos 50 mil reais, as opções são muitas mesmo. Mas escolher um carro novo é o que a gente chama aqui na redação da revista de “o bom problema”. Pense que você está prestes a fazer uma conquista e não a ter uma dor de cabeça.

Há sempre dois modos de estudar uma compra (eu sempre falo isso): o emocional e o racional. Coloquei o emocional primeiro, porque acho que é o mais importante, pelo menos até a hora de colocar a mão no bolso.

O emocional também é o mais fácil de resolver. É só abrir os olhos e apontar para o carro que a gente mais gosta. O racional leva em conta o tipo de uso que você vai fazer do carro (tecnicamente você não precisa de jipe se anda só no asfalto) e demanda uma pesquisa para saber os custos com seguro, peças, mão-de-obra e até a relação custo/benefício do carro de acordo com o preço (que varia entre as revendas) e o conteúdo (equipamentos).

Dos modelos mencionados, eu compraria o Polo porque é um carro que eu gosto. É bem acabado, gostoso de dirigir, bom e é uma exceção na linha VW, no que diz respeito ao preço do seguro. Minha esposa tem um. Eu que recomendei. E o seguro é compatível com o de um carro dessa categoria.

O Punto seria minha segunda opção. Gosto do seu comportamento. Mas o que me agrada talvez não seja o que outros motoristas apreciam. Para quem gosta de um carro macio e confortável, o Focus e o C3 são mais indicados.

O Focus é uma opção bastante interessante. Mas, se eu fosse comprar um, esperaria o novo, que chega até o final do ano. O C3, não fala muito ao meu coração, mas é uma ótima relação custo benefício. Por mais ou menos 50 mil, ele vem completo, com ABS, inclusive.

A 207 SW é bonitinha, mas muito pequena para uma perua. Faltou falar do Vectra. Mas seu preço está fora da faixa definida por vocês. ]]>
Mon, 02 Jun 2008 19:14:32 -0300
Potência e torque no reino da engenharia II http://quatrorodas.abril.com.br/blog/paulo/87936_p.shtml Fiz um post no dia 22/2, falando sobre a definição de torque e de potência que é um dos mais lidos do blog. Mas outro dia recebi um e-mail de um leitor que me inspirou a escrever este novo post. Para isso contei com a ajuda de meu guru, o professor Ricardo Bock, coordenador do curso de Engenharia Mecânica Automobilística da FEI.

O leitor não entendia porque as curvas de torque e potência de dois motores poderiam ser diferentes ao ponto de um deles ter mais potência e menos torque que o outro, em determinada rotação. “Visto que a potência é o torque multiplicado pela rotação.”

Ocorre que os valores dessas forças dependem de características diferentes dos motores. A potência está relacionada ao diâmetro do volante do motor, ao fluxo interno nas câmaras e às rotações do motor.

Já o torque de um motor gera uma curva que é quem define os valores conseguidos nas diferentes rotações. E o que determina o formato dessa curva são todas as principais variáveis construção do motor, como a geometria interna do motor, a geometria das câmeras de combustão, a taxa de compressão e o valor das massas girantes.

É por isso que as curvas de torque e potência de dois motores diferentes têm formatos diferentes.

Curiosidades

- Motores elétricos, normalmente, têm uma curva que é uma reta horizontal. Por isso que o Astra elétrico da FEI (FEI X-19), dono de um motor de 30cv e 30 mkfg, podia arrancar suavemente em 5ª marcha e andar a 120 km/h, a 3600 rpm.

- Um motor de Fórmula 1 gera grande potência em alta rotação, porque tem uma grande eficiência volumétrica, mas, em baixa rotação tem pouquíssima força, a ponto de não conseguir movimentar o carro.

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Fri, 30 May 2008 20:00:19 -0300
Vale a pena esperar o novo Fit http://quatrorodas.abril.com.br/blog/paulo/87780_p.shtml Estou pensando em trocar o carro da família. Iria comprar um Fit, contudo quando soube que ele vai mudar resolvi esperar. Mas parece que ele só chega em 2009. Então não sei se vale a pena esperar, até porque não sei o possível preço dele. Se comprar o Fit atual, depois da 2ª geração, ele tende a desvalorizar? – Junia Delucca

R.: Se você puder esperar, espere. Até outubro, haverá muitos lançamentos em nosso mercado, entre eles o novo Fit. O atual é um bom carro, mas, com certeza, vai sofrer desvalorização maior quando a nova versão chegar.

Em relação ao preço, isso é a última coisa que as fábricas divulgam e, no caso do Fit, a Honda não gosta nem de admitir que a segunda geração vai chegar no segundo semestre (para não atrapalhar as vendas da primeira). Mas é possível fazer algumas considerações para se ter uma idéia.

Quando o New Civic chegou, por conta da novidade, a Honda aumentou o preço do carro em cerca de 5%, em relação ao anterior. Pode ser que aconteça o mesmo com o Fit. Essa, aliás, é a expectativa de alguns revendedores da marca.

Hoje, o Fit está sendo vendido com cerca de 6% de desconto, em relação ao preço de tabela. A versão 1.4 LX flex, que custa 47.320 reais, está saindo por 44.500 reais.

Portanto, pode acontecer que a nova versão não tenha aumento, mas apenas perca o desconto. Às vezes, as fábricas fazem isso: aumentam o preço de tabela na véspera para dizer que as novas versões não terão aumento, apesar das melhorias.

Não sei se esse é o caso da Honda. Mas, de qualquer modo, não deve ocorrer um aumento grande no preço do Fit, (até porque a fábrica deve respeitar o posicionamento do carro no mercado).

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Thu, 29 May 2008 17:35:29 -0300
New Beetle 2.5? Não vem http://quatrorodas.abril.com.br/blog/paulo/87632_p.shtml Sou fanático pelo New Beetle. Porém, sempre me pergunto se ele vai ganhar a versão 2.5 (que existe no México) ou, pelo menos, uma GTI. O que você me diz? – Daniel Veiga de Almeida

R.: O New Beetle é vendido no México, em três versões: 2.0 GLS, 2.5 Sport e 2.5 Sport GLX. A 2.0 tem 115 cv de potência e as 2.5, 150 cv.

Há também uma versão especial Hot Wheels, 2.5, que acabou de chegar com tiragem limitada a 240 unidades. Ele é azul, tem detalhes vermelhos e está sendo anunciado como “o brinquedo dos adultos”. Veja no site da VW México (vw.com.mx).

Por aqui, nós teremos de nos contentar com a 2.0 apenas. A VW do Brasil não tem planos de aumentar o número de versões do New Beetle entre nós.

A fábrica diz que decidiu trazer a 2.0 porque, nas pesquisas que fez com potenciais compradores do modelo, essa versão se revelou a mais indicada para satisfazer as expectativas dos clientes.

Concordo com você que uma versão 2.5, com 150 cv, seria bem mais divertida. Mas, com certeza, ela custaria mais caro, o que talvez a deixasse menos atraente ao bolso do consumidor. .

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Wed, 28 May 2008 19:27:03 -0300
Quer um sedã de luxo? Só se for automático http://quatrorodas.abril.com.br/blog/paulo/87432_p.shtml Estou vendendo meu Omega CD 98, com câmbio manual. Para substituí-lo gostaria de um carro com mais ou menos os mesmos conforto e desempenho e que fosse manual. Gostei do Vectra, mas a versão manual eu acho fraca e a 2.4 é automática. Há alguma opção? – Rodrigo

R.: Todas as opções no segmento que um dia acomodou o Omega CD nacional hoje são importadas e, seguindo o desejo do consumidor de mercados como o americano e o europeu, todos são automáticos.

Já pensou em ter um modelo com câmbio seqüencial, que permite as trocas no modo manual? Talvez essa seja a solução. Porque, se fizer questão do câmbio mecânico, terá que descer para o segmento inferior, onde estão Civic, Corolla e Cia.

Omega (foto), Accord, 300C, Azera, Camry, Passat, Fusion, Opirus, Magentis todos só existem nas versões automáticas e não adianta insistir. As fábricas não aceitam encomendas. Mas, pense bem, se aceitassem, você ficaria com uma raridade tão grande na garagem que, depois, teria dificuldade para revender.

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Tue, 27 May 2008 19:15:46 -0300
O povo quer saber notícias do novo Gol http://quatrorodas.abril.com.br/blog/paulo/87278_p.shtml Olá Paulo, alguma novidade sobre o novo Gol? – Arlindo Junior – São Paulo (SP)

Gostaria de saber quando será o lançamento do Gol NF, quando estará nas concessionárias e, se possível, informações técnicas, preço, etc. – Daniel Figueiredo

R.: O novo Gol será lançado oficialmente no próximo mês. A fábrica já tem estoques para abastecer a rede e oferecer o carro para venda, assim que ele for apresentado. Ele estréia na versão de quatro portas, com opção de motores 1.0 e 1.6. O tão falado motor 1.4, da Kombi, não vem. Pelo menos desta vez. Pode vir com o Voyage, o novo sedã da linha, que será mostrado em outubro, no Salão do Automóvel.

O novo Gol não aposenta o velho. O G4 – mais barato do que custa hoje - vai ficar como carro de entrada da VW, assim como o Mille, na Fiat. O preço é a última coisa que a fábrica divulga. Mas é possível afirmar que o preço do novo Gol ficará entre o do Gol G4 e o do Fox. O espaço é apertado. Talvez ele tenha alguma versão que concorra diretamente com o Fox. Em valores, dá para ariscar algo entre 26 e 32 mil reais.

Uma boa novidade desse lançamento é que ele usa a mesma plataforma do Polo e do Fox, que é bem mais moderna que a do antigo Gol. E isso, em outras palavras, significa um carro mais equilibrado e seguro, em que o motorista viaja em posição alinhada com o painel, o motor está instalado na posição transversal, etc.

A QR deste mês traz uma reportagem que antecipa essas e outras novidades do modelo.

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Mon, 26 May 2008 18:42:51 -0300
Palio Adventure, sem mistérios http://quatrorodas.abril.com.br/blog/paulo/86447_p.shtml O carro que pretendo comprar é quase um enigma, daqueles "decifra-me ou te devoro". Tem que ser Flex. 1.8 a 2.0. Um veículo que seja confortável mas com perfil de "off road". Não precisa ser 4x4, mas com capacidade de enfrentar estradas esburacadas e com torque para subir ladeira. E, além de tudo com porta malas. – Ulysses Franco

R.: Existem muitos 1.8 ou 2.0 Flex, mas poucos com perfil “off-road” e menos ainda com porta-malas. Você não falou em faixa de preço, mas nem precisava, porque com esse perfil sobram poucos.

Da Fiat, você tem a recém-chegada Palio Adventure Locker, cuja avaliação sai na edição de junho de Quatro Rodas, que chega neste final de semana nas bancas. Por 53.850 reais.

Da Ford, o Ecosport nas versões 2.0 4x2 e 4x4, com preços entre 57.520 e 67.215 reais. Com porta-malas de 296 litros, contra os 460 litros de capacidade da Palio.

E, por último, o Pajero TR4 que é o mais valente dos três indicados para uso on e off, mas também é o mais caro. Custa 67.990 reais. E, seu porta-malas tem vaga para 312 litros de bagagem.

Considerando a relação custo/benefício, a Palio vence. Se você gostar do estilo, vá em frente.

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Wed, 21 May 2008 20:28:52 -0300
O Fusion muda em 2009 http://quatrorodas.abril.com.br/blog/paulo/86272_p.shtml Estou interessado no Ford Fusion 0 km modelo 08/08, sem teto solar. O que você acha dessa compra. Boa? Ou indicaria outro modelo ? - Luciano Viana - Belo Horizonte (MG)

R.: O Fusion é um carro bonito, confortável, espaçoso. No ranking de vendas da Fenabrave, ele se sai bem entre os “sedãs médios”. Perde apenas para Civic, Vectra, Corolla, C4 Pallas e Megane. Ficando na frente de gente importante como Sentra, 307 Sedan e Jetta.

Mas o Fusion não seria o meu escolhido. Na mesma faixa de preço, eu prefiro o Jetta que é menor, nas dimensões, e menos confortável no comportamento (menos americano e mais alemão), mas tem acabamento superior e maior sofisticação técnica, o que inclui câmbio seqüencial de seis marchas, direção elétrica e controle eletrônico de estabilidade, entre outros itens inexistentes no Fusion.

Contra o Fusion pesa também o tempo. O Fusion estreou em Detroit em 2005 e vai ganhar um face-lift em 2009. As fotos do carro em teste, feitas por um paparazzo, estão na seção Segredo da QR que chega nas bancas, neste final de semana.

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Tue, 20 May 2008 20:09:20 -0300
A Montana está bem na foto http://quatrorodas.abril.com.br/blog/paulo/86112_p.shtml Gosto de picapes leves para serem usadas como automóveis, não como veículo de trabalho. Qual a melhor compra hoje? - Paulo Zileri – Rio de Janeiro

R.: As opções são quatro: Courier, Saveiro, Strada e Montana. A Courier sempre teve minha simpatia por ser a mais gostosa de dirigir. Mas, no último ano, a Ford empobreceu tanto a coitadinha – retirando equipamentos e substituindo materiais de acabamento por outros de qualidade inferior --que hoje ela só serve para quem procura um carro de trabalho, o que não é o seu caso.

A Saveiro tem seu carisma, embora seja um projeto bem antigo. A vantagem, se é que se pode chamar assim, é que a VW não tem planos de substituí-la tão cedo. A linha Gol vai ser substituída pela nova família (NF), mas a vez da Saveiro ainda demora. Primeiro vem o hatch, depois o sedã, depois a picape. A última será a perua.

A Strada muda até o final do ano. A Fiat está lançando agora a nova Palio Weekend e depois vai cuidar da Strada. Não vale a pena comprar um modelo top de linha, porque, mesmo que a Fiat mantenha a carroceria em linha, como faz com o Palio, a desvalorização será grande. A Fiat Strada será melhor opção, quando a nova chegar.

Por enquanto, quem está bem na foto é a Montana, a única que não está ameaçada nem pela idade, nem por uma substituição batendo à porta. Além de tudo, ela é bonita, espaçosa e vai bem nas duas versões de motor disponíveis: 1.4, para quem busca custo/benefício, e 1.8, para quem exige maior despenho.

Hoje, fique com a Montana.

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Mon, 19 May 2008 21:05:44 -0300
O mercado é quem dá as cartas http://quatrorodas.abril.com.br/blog/paulo/85790_p.shtml Recentemente adquiri uma Frontier SEL, mas agora estou com medo da desvalorização uma vez que ela é fabricada na Tailândia. Os carros fabricados fora do Brasil desvalorizam mais? - Antônio Monteiro

R.: O que faz um carro desvalorizar não é a procedência e sim a aceitação dele no mercado. Se ele cair no gosto do público, for bonito e tiver qualidade, tecnologia e manutenção assegurada a preços de mercado não importa qual a origem.

Uma picape Nissan será reconhecida como tal independentemente de onde foi produzida. A Nissan, assim como outras empresas globais, se responsabiliza pelos produtos que vende sejam eles fabricados onde for.

Pode ficar tranqüilo em relação a isso. Se sua picape desvalorizar será por outros motivos. Se ela tiver boa aceitação, a tendência é que a desvalorização ocorra em patamares normais de mercado, em razão da depreciação natural.

Quando você for vender a picape pode acontecer de o comprador evocar a origem para desvalorizar o veículo. Mas isso só se explica pelo fato dele querer um desconto no preço. Nesse caso, vale reclamar da cor, do tipo de combustível, do número da placa. Mas esse tipo de argumento não merece atenção.

Nem mesmo o fato de que a Nissan vai produzir a nova Frontier no Brasil, a partir do segundo semestre (isso ainda não foi divulgado oficialmente, mas vai acontecer), vai contribuir para aumentar a desvalorização do modelo importado.

Na verdade é até bom que a Nissan faça a picape no Brasil o que significa uma garantia a mais de continuidade do modelo no mercado, com a manutenção da assistência técnica e do fornecimento de peças.

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Fri, 16 May 2008 17:59:39 -0300
O Sandero se destaca na paisagem http://quatrorodas.abril.com.br/blog/paulo/85617_p.shtml Gostaria de saber se vale a pena comprar um Peugeot 206 usado, sabendo que está pra vir o 207? Acho os outros populares muito comuns e eu quero um carro que chame a atenção. – Fernando Margon

R.: Para quem quer um carro que chame a atenção, a versão antiga de um modelo não me parece a melhor opção (digo "versão antiga" porque a Peugeot jura que não vai tirar o 206 de linha com a chegada do 207, o 206 ficaria como uma espécie de Palio Fire da Peugeot).

O ideal seria um modelo recém-lançado, como o novo Gol, por exemplo. Esse já está pronto e o lançamento deve ocorrer dentro de dois meses, no máximo. Ou, se estiver dentro de suas possibilidades, esperar o próprio 207, uma vez que você gosta da linha.

Entre os modelos que já estão ai, uma opção é o Sandero. Ele tem qualidades, como espaço interno e chama bastante a atenção por onde passa. Dirigi um Sandero nesta semana e pude perceber como ele atrai olhares. Principalmente se for Azul Extreme, como era a unidade que dirigi.

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Thu, 15 May 2008 19:00:30 -0300
O Polo Sedan tem o melhor conjunto http://quatrorodas.abril.com.br/blog/paulo/85480_p.shtml Estou em dúvida entre um Polo Sedan 1.6 ou um Siena 1.4 ou 1.8, e gostaria de saber qual é a melhor opção em relação ao custo x benefício, pois pretendo ficar com o carro uns 5 anos. -- Darlan Covatti.

R.: Eu não teria dúvida. Ficaria com o Polo. Ele tem o melhor conjunto. É mais robusto, melhor acabado, é mais gostoso de guiar (graças principalmente à boa posição de dirigir e ao câmbio de engates curtos).

No ano passado foi indicado pela Quatro Rodas, na edição Melhor Compra (a deste ano já está no forno), como melhor opção na sua categoria, levando em conta preço de seguro, de peças e desvalorização, entre outros aspectos.

Consultei o arquivo da revista e não temos testes recentes dos três modelos para comparar o desempenho. Mas podemos comparar as relações peso/potência e peso/torque dos carros. O Polo fica em uma posição intermediária.

Rodando com álcool, o Polo tem 10,9 kg/cv e 72,6 kg/mkgf. O Siena 1.4 tem 12,5 kg/cv e 86,1 kg/mkgf. E o Siena 1.8, 9,5 kg/cv e 58,4 kg/mkgf.

O Siena tem a vantagem de custar menos e ser relativamente melhor equipado. Ele custa 37.530 reais, na versão 1.4 ELX, e 46.070 reais, na 1.8 HLX. Enquanto o Polo sai por 43.710 reais, na versão básica, e 53.280 reais, na Comfortline.

Mas, ainda assim, eu ficaria com o Polo.

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Wed, 14 May 2008 20:45:36 -0300
O novo Corolla sob o olhar da Juju http://quatrorodas.abril.com.br/blog/paulo/85313_p.shtml Juju, para quem não sabe, é minha filha Julia de 9 anos (falta um mês para o aniversário) e 1,40 m de altura. Ela está sempre muito atenta aos lançamentos que levo para casa. Hoje de manhã, nós tivemos o seguinte diálogo a bordo do novo Corolla, versão top SEG.

-- Uhu!, disse a Juju deslizando no banco traseiro de couro.
-- Gostou?
-- O banco é liso.
-- E o carro?
-- Este carro é para empresários... para gente mais...
-- Velha?
-- Não, tem muita tecnologia.
-- Gente rica?
-- É

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Tue, 13 May 2008 18:05:28 -0300
Sedãs são mais versáteis e gostosos de dirigir http://quatrorodas.abril.com.br/blog/paulo/85132_p.shtml Marcelo Ferreira, de São Paulo (SP), está em dúvida entre dois carros de conceitos muito diferentes: uma minivan Xsara Picasso 1.6 16V Flex Exclusive e um sedã Vectra Elegance 2.0. Ele já fez todas as análises de prós e contras possíveis, no que diz respeito a espaço interno, porta-malas, conforto, desempenho, economia e etc. Mas ainda não sabe qual a melhor alternativa.

Eu diria que a minivan tem um uso bem mais limitado que um sedã. Ela foi feita para tarefas como passear com a família, levar as crianças na escola e ir ao supermercado. O sedã, por sua vez, serve para tudo isso e ainda faz bonito em eventos profissionais, cerimônias e nas idas ao teatro e ao restaurante.

Os sedãs também são mais capazes de satisfazer quem gosta de dirigir. Aquela posição ao volante das minivans pode ser muito confortável, mas é também muito passiva. Às vezes, parece que você está dirigindo uma Kombi ou um micro-ônibus. Sentado mais próximo do chão, o motorista consegue uma interação mais viva com o carro e com a via.

Por essas razões, mais as caracterísiticas que cada um dos modelos mencionados tem individualmente, eu ficaria com o Vectra.

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Mon, 12 May 2008 19:54:03 -0300
Entre as picapes, fico com a Hilux http://quatrorodas.abril.com.br/blog/paulo/84883_p.shtml Estou querendo comprar uma camionete, qual seria melhor: Toyota Hilux ou Nissan Frontier SEL? – Tiago Mendez

R.: Nessa faixa de mercado o consumidor está muito bem servido. A terceira opção é a Mitsubishi L200 Triton. E, a menos que o comprador tenha preferência por uma das marcas, a escolha não é fácil.

Entre Hilux e Frontier há uma diferença de idade de dois anos. A Hilux é de 2005 e a Frontier de 2007. O fato de ser mais antiga não faz da Hilux velha. Seu visual, apesar de mais batido, ainda é bem atual. Até porque o da Frontier não é nenhum arroubo de ousadia.

A Nissan agrada pelo conforto que oferece, que é comparável ao de um automóvel. Sua direção é leve, o motor é silencioso e a versão SEL (a única da nova versão) vem bem equipada, com bancos de couro, ar-condicionado, piloto automático, cd-player, entre outros itens.

A Hilux tem suspensão mais alta e rígida, como é de se esperar em uma picape, e por isso não é tão confortável como a rival, embora também rode com conforto. E, para quem viaja no banco traseiro, ela oferece mais espaço.

No desempenho as duas conseguiram resultados muito parecidos em nossa pista. Mas, no dia-a-dia, a Hilux pareceu mais esperta. Mesmo tendo um motor de 163 cv contra o de 172 cv, da Frontier.

As duas têm tração 4x4, com opções 4x2 e 4x4 reduzida. Mas a Hilux é mais robusta no uso fora de estrada.

Se tivesse que optar, eu ficaria com a Hilux.

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Fri, 09 May 2008 18:40:05 -0300
Ouça seu carro http://quatrorodas.abril.com.br/blog/paulo/84722_p.shtml No post do dia 30, o Enrico escreveu: É de extrema importância entender o carro e saber, mesmo que por cima, o seu funcionamento, entender os sinais de desgaste. Por mais pouco que seja seu conhecimento de mecânica, ele já evita bastante a atuação desses espertinhos que tentam nos enganar.

Eu fiquei pensando nisso e lembrei de uma amiga que não domina nada de mecânica, mas sabe quando algo não vai bem. Ela diz que conhece o barulho de seu carro e fica atenta. Quando surge algum ruído novo ou diferente, ela procura ajuda. E praticamente nunca se engana.

Já um amigo conta que sabe quando o carro da mulher dele tem algo errado quando descobre que ela anda escutando o radio no último volume. Isso porque, à medida que vão aparecendo ruídos, ela aumenta o volume do som para encobrí-los.

Com se vê, não é dificil. Basta prestar atenção e perceber os sinais que o carro envia. Os quais podem ser percebidos pelos nossos sentidos.

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Thu, 08 May 2008 19:07:31 -0300
Beleza ou espaco? http://quatrorodas.abril.com.br/blog/paulo/84563_p.shtml Tenho um Stilo e estou querendo trocar. Estou em dúvida entre o Sandero Privilège e o Punto ELX. O Punto é mais caro e menor, mas parece ser um produto bem acabado. O Sandero é maior, mas parece ser um carro de uma categoria inferior. Quem entrega mais nessa faixa de preco? - Antonio Boaventura

R.: A escolha, neste caso, me parece estar entre a beleza (emoção) e o espaço (razão). O Punto realmente é mais bonito e melhor acabado e o Sandero, mais simples, tanto no estilo quanto no acabamento, mas tem espaco interno de sedã médio, enquanto o Punto é compacto.

Para quem tem um Stilo, o Punto traz a vantagem de ser da mesma marca. O proprietário já esta familiarizado com a ergonomia, a organização do espaco a bordo, etc. Mas o Sandero compensa isso com o espaço interno, de proporções mais parecidas com as do Stilo.

O Punto tem manutenção mais simples, fácil e barata. Embora a Renault tenha um pós-venda de qualidade reconhecida. O preço do seguro desses modelos se equivalem.

Acho que o Punto entrega mais, respondendo à pergunta. Mas depende das condições de uso que o carro vai ter. Se for para rodar só com o motorista, na maioria das vezes, vá de Punto. Mas, se não quiser abrir mão do espaço, vá de Sandero.

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Wed, 07 May 2008 19:12:51 -0300
Diversidade automobilística http://quatrorodas.abril.com.br/blog/paulo/84385_p.shtml Estou passando por diferentes lugares da Europa, atrás de carros para as próximas edições da QUATRO RODAS e, de repente, reparei como as ruas daqui são tão mais diversificadas que as nossas. E não estou falando de modelos e marcas que existem só na Europa e não temos no Brasil. Estou falando de como a gente é conservador na hora de escolher as cores e as versões de nossos carros.

O estacionamento da Editora Abril parece a garagem dos ministerios em Brasília, onde só se vê as cores preta e prata -- como e na maioria das ruas do Brasil. Na Europa, encontramos carros de todas as cores. Os alemães não são necessariamente prateados. Mercedes podem ser vermelhos, Audis amarelos e BMWs azuis. Ferraris nem sempre são vermelhas. Às vezes saem nas cores verde, cinza e até branco. Aliás, na minha opinião, esportivos brancos são lindos.

Outra diferença. Nos países europeus vemos muitos modelos cabrioles. Os motoristas andam com as capotas abertas mesmo nessa época do ano, em que o sol aparece, mas aquece tanto quanto uma lâmpada de geladeira. Os cupês tambem estão em toda parte. E, na minha opinião, eles sao sempre mais bonitos que os seus correspondentes sedãs? Quer alguns exemplos? Audi A3, BMW Serie 3, Punto...

Brasileiro é apaixonado por carro, mas tem que aprender a ser menos conservador e se permitir apreciar cores e versões variadas dos modelos à venda no pais.

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Tue, 06 May 2008 17:26:21 -0300
Compra planejada http://quatrorodas.abril.com.br/blog/paulo/84093_p.shtml No final de 2006, comprei um Corsa hatch 1.0, modelo 2007, com alguns equipamentos. Mas me assustei ao ver o lancamento do Corsa 1.4, modelo 2008, com um preço equivalente ao que paguei pelo meu. Agora, estou pensando em trocar de carro no comeco de 2009 e gostaria muito de uma dica. Que carro voce sugere? - Rose

R.: O comeco de 2009 será uma boa época para trocar de carro. Até lá, todas as novidades previstas para o ano ja estarão no mercado -- ou quase, uma vez que felizmente elas não param de chegar. E esse segmento de Corsa & Cia é sempre bem atendido pelas fábricas.

Dos carros que já estão aí, eu levaria em conta os mais novos como o Sandero, dono de um design incomum, mas imbatível quando o assunto é espaço interno e tem a seu favor os reconhecidos valores da Renault, como a mecânica e o atendimento de pós-venda. O Punto é bonito, tem o baixo custo e a facilidade de manutenção dos Fiat, além da boa aceitação no mercado. Talvez pensasse em um Fiesta 1.6.

Dos novos, ficaria atento ao Gol -- os VW têm uma robustez e um valor de revenda que sempre devem ser levados em conta (assim como o custo alto do seguro). E o novo 206/7, mais pela novidade do que por qualquer outro motivo.

Se depois de uma análise ainda estiver em dúvida, volte a me escrever.

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Mon, 05 May 2008 13:14:46 -0300
Médios usados http://quatrorodas.abril.com.br/blog/paulo/84007_p.shtml Tenho quatro candidatos em mente: Peugeot 306 S, Honda Civic VTI, Honda Civic Coupé e Subaru Impreza. Escolhi esses modelos porque são relativamente baratos e têm muitos equipamentos de série. Mas procuro um carro confiável. Não me importo com o ano. Irei andar, nas minhas contas, de 5 a 7 mil km/ano. Gostaria de uma opinião sua e se além desses você me recomendaria algum outro. - Enrico de Freitas

R.: É difícil falar de carros usados, porque a escolha depende muito do estado de conservação de cada um. Mas, partindo do princípio que você saberá escolher o seu preferido, apostaria minhas fichas em um dos Honda (o que estiver mais bonito).

Digo isso, porque além da boa qualidade desses veículos, o fato da Honda estar no Brasil já há algum tempo facilita o trabalho de encontrar peças ou mão-de-obra. O Subaru talvez dê menos manutenção que um Honda. Mas é um carro mais difícil de consertar e também de revender mais tarde.

Não lembro de outra alternativa par te sugerir. Penso que poderia ser outro japonês. Um Toyota, talvez. Os alemães têm qualidade, mas manutenção acima da média.

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Fri, 02 May 2008 19:27:42 -0300
Empurroterapia http://quatrorodas.abril.com.br/blog/paulo/83906_p.shtml Quem avisa, amigo é. Quando precisar trocar pneus, amortecedores, baterias, escapamentos e outros componentes de desgaste natural, prefira as lojas especializadas em cada um desses artigos. Além de maior possibilidade de ser bem atendido e sair satisfeito, existe uma chance menor de entrar na loja para trocar os amortecedores e sair uma revisão nos freios, além dos amortecedores, por exemplo. Coisas que seu carro não estava, necessariamente, precisado.

Os centros automotivos são especialistas nesse tipo de venda. Já aconteceu comigo, já testemunhei isso também. Em uma das vezes em que fui a vítima, entrei para trocar pneus, deixei o carro no box e, quando vi, os freios traseiros já estavam desmontados. O funcionário da loja relatou uma série de problemas de desgaste, apontando o que seria o defeito. Para minha sorte, dias antes, eu havia feito a revisão nos freios e um telefonema ao mecânico foi suficiente para confirmar o que eu suspeitava: que o funcionário estava me empurrando pecas e servicos. Visitar o mecânico antes de entrar em uma loja dessas, para uma revisão rápida, é uma boa estratégia para evitar esse tipo de assédio.

Aproveito para dar as boas vindas ao redator-chefe Zeca Chaves, que estreou nesta quarta-feira o blog "Mercado, serviços e cia", que irá falar sobre o vai-e-vem do mercado, trazendo dicas sobre como economizar e cuidar em do seu carro.

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Wed, 30 Apr 2008 21:08:42 -0300
Golf: mais um entre os hatches defasados http://quatrorodas.abril.com.br/blog/paulo/83696_p.shtml Quero comprar um carro zero km. A minha primeira opção é o Golf, ficando em dúvida entre o 1.6 e o 2.0 automático, pelo conforto. O que você me diz? Vale a pena ou existem outros carros pelo mesmo valor? - Rafaela Vicari

R.: Se eu fosse você, esperaria até outubro para tomar uma decisão. Isso porque, atá lá, devemos ter novidades no defasado segmento de hatches, como o Focus e o Citroën C4 de 4 portas (que será feito na Argentina).

Acho o Golf um carro gostoso de dirigir, robusto e de boa qualidade. Mas não gostei do ultimo face-lift que ele sofreu no Brasil. Ficou feio. Face-lifts têm limites e, se a fábrica não põe a mão fundo no bolso, dá nisso, um carro com "cara" de bagre. Contra o Golf existe também o preço caríssimo do seguro.

Os rivais também estao defasados. O mais antigo é o Astra. O 307 já mudou na Europa e não me convence. Ele tem qualidades, como todo carro. E bonito, espaçoso... mas sua manutenção é cara. Falta confiabilidade. O Stilo está cumprindo tabela. Mais dois anos será trocado pelo Bravo.

Se puder, espere as novidades chegarem.

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Tue, 29 Apr 2008 16:50:14 -0300
O que penso do Sentra http://quatrorodas.abril.com.br/blog/paulo/83453_p.shtml Tenho intenção de comprar um Sentra, mas estou em grande dúvida em relação ao valor de revenda e também ao custo de manutenção. - Luiz Alberto Arinos
Gostaria de adquirir um Sentra. O que você tem a dizer sobre o carro? Mauro Nico

R.: O Sentra tem muitas virtudes. Ele tem um motor moderno, que lhe garante bom desempenho com baixos níveis de emissões, acabamento de qualidade, bom espaco interno e é confortável e bem equipado. Mas...

Ele fica devendo uma certa sofisticação técnica que existe no Civic, por exemplo. O Sentra ainda traz freio a tambor e suspensão por eixo de torção, na traseira. Seu câmbio CVT vai bem, mas não me emociona, assim como o estilo correto-mas-só-isso.

Em relação aos custos, ele recebeu uma boa nota de reparabilidade do Cesvi. Mas isso não impediu que seu seguro seja caro. Talvez pelo fato de ser importado (do México) e ter as peças caras (cerca de 30% em relação as do Civic). Além disso, o Sentra ainda não decolou nas vendas, o que dificulta a revenda quando ele chegar ao mercado de usados e aumenta a desvalorização.

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Mon, 28 Apr 2008 15:31:28 -0300
Coisa de criança? http://quatrorodas.abril.com.br/blog/paulo/83136_p.shtml Hoje de manhã, estava pensando porque gostamos tanto de determinadas marcas e cheguei a conclusão de que isso tem a ver com a nossa infância. Gosto de Mercedes desde o dia em que ganhei o meu primeiro carrinho de ferro, que era um Mercedes. Gosto de Alfa Romeo, porque sempre ouvi meus parentes falarem dessa marca com grande respeito. “É um carro de categoria”, dizia meu tio. E isso não vale só para carros. Ninguém me apresentou, mas sempre tive simpatia pela marca de relógios Eterna. Lembro desses relógios de anúncios em antigas revistas Visão, que eu folhava despretensiosamente, quando ainda estava nos primeiros anos escolares. Coincidência: como tudo acaba em carro, a Porsche Design comprou a Eterna e hoje os relógios “alemães” têm mecanismo suíço. Se eu fosse do departamento de marketing das fábricas, levaria mais em conta as crianças nos meus planos estratégicos...

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Fri, 25 Apr 2008 19:20:30 -0300
Picapes e SUV http://quatrorodas.abril.com.br/blog/paulo/82995_p.shtml Tenho um Ecosport e pretendo trocar. Minha dúvida é: S10, Ranger ou um novo Ecosport. Afinal, os preços se equiparam. A S10 é mais simples, a Ranger deverá sair de linha até o final do ano. O que fazer – Edelberto

R.: Eu ficaria com a Ranger, que não vai sair de linha no final do ano. Até onde eu saiba, vem uma nova Ranger por ai, mas para 2010. Até lá, o Ecosport também estará às portas de uma nova geração. E, a S10 já deu o que tinha que dar, embora seja a líder de vendas em seu segmento.

É difícil comparar uma Ranger ou S10 com um Ecosport. As duas são picapes e ele é um SUV compacto, por assim dizer. Dentro do que cada um se propõe a Ranger cumpre melhor sua missão. É robusta, resistente, boa de dirigir e tem bom nível de acabamento. Seu estilo ainda é atual.

]]> Thu, 24 Apr 2008 19:28:26 -0300 Punto X Fit http://quatrorodas.abril.com.br/blog/paulo/82819_p.shtml Estou em dúvida entre o Punto ELX 1.4 e o Fit LX. Você poderia me ajudar? Qual seria a melhor compra? - Celso

R.: Não tenho dúvidas que o melhor produto é o Fit. O Punto é bonito. Mas o Fit é superior em muitos aspectos como confiabilidade, qualidade de acabamento e espaço interno. Se puder, espere o novo Fit chegar.

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Caros leitores, Estarei fora por uns dias. Por esse motivo, deixei alguns posts prontos que o editor Marcio Ishikawa vai colocar no ar por mim, a partir de hoje. De onde estiver, sempre que possível acompanharei os comentários. Até a volta.

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Wed, 23 Apr 2008 17:15:01 -0300
Se guardando pra quando o novo Peugeot chegar http://quatrorodas.abril.com.br/blog/paulo/82678_p.shtml Estou pensando em comprar um Peugeot 206. Mas sei que o 207 está para chegar. Como relação custo/benefício vale a pena esperar? O 206 vai sair de linha ou ficará na versão básica como carro de entrada? - Érico de Campos – São Paulo (SP)

R.: Acho que vale a pena esperar sim. O novo Peugeot chega em julho. Não será o 207, como o feito na Europa. Será um modelo desenvolvido para o nosso mercado em cima do 206. Mas, pelo que dizem, não vai se chamar 207, nem 206 e meio e nem “206, O mesmo”.

O nome não importa. Já vi o carro por ai. E ele ficou bem diferente. Quem comprar o 206 agora, vai se surpreender (arrepender?) quando o outro chegar. Acho que a relação custo/benefício será compensada porque o carro ficou mais bonito, atual e não deve ficar mais caro.O preço do novo modelo deve se manter porque o carro vai continuar competindo no mesmo segmento e, portanto, na mesma faixa de preço.

 Quanto à manutenção do antigo como carro de entrada da linha, pode ser que ocorra, mas acho difícil. A Peugeot tem limitações industriais e deve querer ocupar as suas linhas de produção inteiramente com o novo produto. Ele não será o "Palio Fire" da Peugeot.

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Tue, 22 Apr 2008 18:38:54 -0300
Corsa ou Prisma? Não ouça os vendedores http://quatrorodas.abril.com.br/blog/paulo/82436_p.shtml Sempre tive Chevrolet usado. Finalmente chegou a oportunidade de comprar um carro zero - um Corsa, e com ela, a dúvida: Corsa 1.4 ou Prisma 1.4? O Corsa Sedan 1.4 veio pra ficar? Nas concessionárias que visitei encontrei uma certa indisposição dos vendedores quanto ao Corsa. Todos apresentam a estrela, o Prisma Maxx; propõem test drive, brindes... cafezinho. Quanto ao Corsa... não tem previsão de entrega, não sabem qual vai ser o preço e apontam o perigo de mudar de design e até mesmo o de sair de linha. É terrorismo? É estratégia de venda ou imposição de cotas de venda? Mas eu gosto tanto do Corsa... e fiquei com medo: não gostaria de ter um carro zero com cara de carro antigo. Tenho ainda que pensar em temos de investimento e na valorização/desvalorização para a futura troca. – Mirtes Bandeira

R.: Esta pergunta toca em vários pontos interessantes. Primeiro vou falar do que mais interessa, que é sobre o futuro do Corsa. O Corsa vai mudar sim. Já está na hora. Mas isso não significa que seja agora. A GM tem muitos planos de renovação de sua linha em geral e o Corsa, com certeza, está contemplado. Mas não sabemos quando isso vai ocorrer. Pode ser na linha 2009, pode ser na 2010. Se a atual carroceria resistir, talvez assuma o lugar do Classic hoje, que um dia já foi Corsa.

Se você gosta do Corsa, fique com o Corsa. Ele também é a minha escolha diante do Prisma.

O segundo ponto que quero abordar é o fato de nós brasileiros termos nos acostumado a ficar anos sem mudanças em nossos carros e agora nos sentirmos desconfortáveis com as novidades. E, não é só isso. Nós também nos acostumamos a ver o carro como investimento, o que, nos dias de hoje, não é.Carro é para comprar usar e vender depois com a depreciação que todo bem sofre.

Tudo bem fazer escolhas com critério, porque dinheiro não dá em árvore. Mas é preciso rever a nossa relação com os automóveis, que desvalorizam e a cada geração se renovam mais rapidamente.

Por último, quero falar dos vendedores. Não se pode generalizar, mas é preciso desconfiar do que eles falam. No caso do Corsa x Prisma ficou claro que os vendedores da GM estavam empurrando o Prisma para você (não sei também por que razão, mas estavam).

Tenho ouvido e testemunhado muitas histórias de vendedores. Esse problema é tão antigo quanto o automóvel e, embora o consumidor atual seja mais bem informado e existam canais de proteção a que recorrer, os comerciantes não perdem o hábito de mentir.

Basta olhar os anúncios classificados (de carros usados). Se todos os carros anunciados fossem mesmo: “impecável”, “estado de novo”, “sem detalhes”, “baixa km” e por ai a fora, o mundo seria uma maravilha.

O comprador precisa estar atento ao que vê e ouve – o que às vezes é difícil, principalmente, quando a gente acha que encontrou o carro dos nossos sonhos.

Outro dia um vendedor (Mauro, da loja Paulinho Automóveis, do bairro da Lapa, em São Paulo) tentou me convencer que as lanternas de um Mercedes Classe C eram mesmo “irregulares” em sua forma e não estavam derretidas como eu havia constatado.

A cara da pau de alguns profissionais é impressionante. O cliente está vendo que o carro tem problemas e eles afirmando que o veículo é perfeito.

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Fri, 18 Apr 2008 19:20:09 -0300
O novo Corolla veio para tentar quem pensava no New Civic http://quatrorodas.abril.com.br/blog/paulo/82307_p.shtml Gostaria de contar com a sua ajuda. Estou em dúvida entre um New Civic LXS automático ou um novo Corolla XEi automático. – Silnei Rodrigues, São Paulo (SP)

R.: A gente que vive conversando com o pessoal das fábricas, ao ouvir o povo da Toyota tinha a impressão de que a nova versão, que foi apresentada agora, seria algo surpreendente. Mais ou menos como o New Civic, quando chegou. O que se viu, porém, foi um Corolla aperfeiçoado (o que não é pouco) mas nada além disso.

Dei uma volta no carro e fiquei com a impressão de que se tratava do bom e velho Corolla. O estilo é conservador, principalmente se comparado com o Civic. Mas isso é uma questão pessoal. Ou você gosta ou não gosta. Eu prefiro a ousadia do Civic.

Dinamicamente, ser o bom e velho Corolla aperfeiçoado é bom, porque esse carro sempre foi bem acertado. E, agora, ficou melhor. O novo Corolla também parece maior e está mais equipado, na versão XEi, que é a mais vendida. Veja as fotos.

Existe uma diferença conceitual entre Civic e Corolla. O primeiro é mais esportivo, o segundo, mais confortável. E dependendo do que você aprecia só isso já e suficiente para a tomada de decisão.

Tecnicamente, o Civic é mais sofisticado. Ele tem suspensão multilink, na traseira e câmbio automático de 5 marchas enquanto o Corolla vem com eixo de torção, na traseira, e câmbio automático de 4 marchas.

Os dois são confiáveis, têm qualidade e contam com bom atendimento pós-venda. Por isso, se eu fosse você, compraria aquele que achasse mais bonito e gostoso de dirigir. Se for casado, não esqueça de consultar a "patroa". Afinal de contas, é ela que vai andar a seu lado e, se você deixar, dirigir o carro de vez em quando.

PS: Desde ontem, o site ganhou um Guia de Compra com dicas interessantes para quem está querendo comprar, vender ou trocar de carro. Consulte.

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Thu, 17 Apr 2008 21:28:01 -0300
New Civic ou Novo Focus? http://quatrorodas.abril.com.br/blog/paulo/82145_p.shtml Tenho um Stilo 16 v 2005 e pretendo trocá-lo no próximo mês por um New Civic ; porém o novo Focus 2.0 (hatch, claro ) me parece uma boa opção. Na sua opinião eu deveria aguardar o lançamento do novo Focus ( por longos 6 meses ) ou concretizar a compra do Honda. - Marcelo Modesto

R.: É difícil falar do Novo Focus, que é um carro que eu ainda não conheço. Posso imaginar que ele será um modelo interessante tendo em vista o modelo atual e o que tenho lido sobre o modelo europeu, que já vi em fotos e que deverá servir de base para o nosso.

Mas imagino que o Civic pode muito bem proporcionar as coisas boas que o Focus deverá oferecer, acrescido das virtudes que um carro da Honda tem como confiabilidade, bom atendimento de pós-venda e etc..

Além disso, não existe nada mais chato do que ter o dinheiro, fazendo cócegas nas mãos, estar louco para comprar um modelo novo e precisar esperar para fazê-lo. Ainda mais seis meses! Portanto, se eu fosse você, ficaria com o Civic. Escolheria uma cor de meu gosto e os equipamentos de minha preferência e pronto.

]]> Thu, 17 Apr 2008 05:45:33 -0300 Impreza 1.5: enfim um Subaru com preço mais acessível http://quatrorodas.abril.com.br/blog/paulo/81993_p.shtml Estou procurando um hatch na faixa dos R$65 mil. Gosto muito do visual do Subaru Impreza. Contudo, fica a pergunta: o motor dele é bom? Vale a pena? Mesmo com garantia de 5 anos, fico em dúvida sobre o valor total do negócio em termos de consumo de combustível, custos de manutenção, seguro etc. Por exemplo, em comparação com o Golf/Stilo/Tiida, seria uma boa compra? – José Carlos da Matta Berardo

R.: Nesse preço, você está falando do Impreza 1.5, certo? Ainda não testamos esse carro, mas suponho que seu desempenho deve ser bem comportado, comparável ao de um hatch compacto equipado com motor 1.4, como um Palio, por exemplo.

Quando ao estilo essa é a geração mais bonita do Impreza, na minha opinião. E em relação à qualidade, eu nunca ouvi nenhuma queixa de proprietários. Os Subaru têm fama de que não quebram. E qualidade a gente vê. Além de tecnicamente refinados, os Subaru com motor boxer e tração 4x4 são show de equilíbrio nas curvas.

É mais fácil escutar reclamações em relação à desvalorização e à dificuldade de revendâ-los. Como os Subaru têm menos comércio, quando novos, eles também são menos procurados quando usados.

Na comparação com Golf/Stilo/Tiida, o Impreza tem como vantagem a exclusividade e como desvantagem o fato de que, pelo mesmo preço, pelo menos nos nacionais chegam com motores maiores e, portanto, melhor desempenho.

É um carro que me agrada.

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Tue, 15 Apr 2008 19:36:46 -0300
Pulga atrás da orelha http://quatrorodas.abril.com.br/blog/paulo/81833_p.shtml Nunca se vendeu tanto carro no Brasil. Todos os dias, a gente ouve notícias que atestam isso. Algumas são boas, porque falam de recordes de crescimento, aumento da produção e do emprego, e outras são ruins, porque tratam da falta de produto e de matérias primas e de listas de espera.

Tenho recebido e-mails de pessoas que compraram carros novos com problemas de qualidade e temo que a corrida das fábricas para atender a demanda faça com que essa situação se agrave.

As fábricas se sentem compelidas a aumentar a produção a qualquer custo para aproveitarem a boa fase do mercado e evitar que outros o façam. Por outros entenda-se não só os concorrentes locais, mas também os de fora, porque tudo que se põe em um showroom atualmente, seja nacional ou importado, está vendendo bem no Brasil.

Para aumentar a produção, as fábricas já fizeram de tudo dentro de seus domínios e agora começam a pressionar os seus fornecedores. A indústria de tintas, por exemplo, foi intimada a mudar as suas formulações para que a pintura seque mais rápido, para que se torne possível pintar mais carros. Só que não se muda uma fórmula química da noite para o dia, enquanto isso, então, existe a suspeita de que as fábricas estejam aumentando a temperatura nas estufas para promover a secagem mais rápida, o que pode gerar problemas de acabamento e de resistência.

De modo geral a indústria está operando com capacidade plena e não há fábrica com mais folga que outra. A pergunta fica, portanto, é: será essa a melhor hora para se comprar um carro novo?

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Mon, 14 Apr 2008 18:48:13 -0300
A compra de um esportivo importado http://quatrorodas.abril.com.br/blog/paulo/81637_p.shtml Volta e meia, alguém me pergunta sobre a compra de modelos importados usados. Meu amigo, Eduardo Blanco, semana passada, quis saber o que eu achava de um Land Rover Discovery e eu disse: --Maravilhoso, gostoso de dirigir, mas caro. Segundo ele, um 97 está em torno de 30 mil reais... menos que um hatch 1.4 nacional. Depois, um leitor do blog escreveu: -- O que você acha, compro um Ecosport novo ou um Mercedes ML usado? E por ai vai.

A todos digo que esses importados podem ser o paraíso na terra, mas também o inferno, se a unidade escolhida não estiver bem cuidada e em bom estado de conservação, porque, embora eles custem bem menos depois de usados, a sua manutenção é tão cara quanto a dos modelos novos.

Essa discussão chegou na redação e na edição especial Quatro Rodas Performance, que está sendo distribuída neste final de semana, existe uma reportagem que fala da tentação dos importados e dá dicas de como comprar um esportivo usado. O texto fala apenas de esportivos e destaca alguns modelos específicos, mas as dicas servem para qualquer automóvel.

Além dessa pauta, há outras menos pragmáticas, mas igualmente interessantes (e muito mais divertidas de fazer),  como a do primeiro teste completo do novíssimo Audi R8 (o carro da foto acima) no Brasil. Ele chega em julho nas lojas, mas nós já o levamos para a pista.

]]> Fri, 11 Apr 2008 22:57:26 -0300 Picasso ou Ecosport? Que tal uma perua? http://quatrorodas.abril.com.br/blog/paulo/81466_p.shtml Preciso de ajuda! Procuro um carro entre 60 e 70 mil. Pensei em um modelo mais alto (como Picasso e Ecosport). O que você sugere? – Carolina Gomiero

R.: Se você quer mesmo um carro alto, as alternativas na faixa de preço mencionada são essas mesmo: Picasso e Ecosport e seus concorrentes. E, nesse caso, há algumas considerações a fazer.

O Picasso é uma minivan, um carro grande, que precisa de espaço para manobrar e estacionar. Se você não tem família é muito espaço ocioso. O Ecosport, com todas as críticas que tenho a ele (em relação à sua construção frágil de automóvel e não de utilitário), é um carro mais jovem, mais versátil (que serve para o dia-a-dia e também para o lazer).

Os concorrentes são Zafira, entre as minivans, e Tracker, entre os jipinhos. Tirando a questão do estilo (depende do gosto de cada um), são duas opções mais robustas e que, por isso, me agradam.

Mas, você já pensou em um modelo com posição de dirigir de normal?  Não precisa ser um sedã, um modelo mais masculino. Talvez um perua como a Megane Grand Tour (que eu acho bonita e boa de dirigir), ou, quem sabe uma 307 SW, com aquele teto panorâmico de vidro.

Se eu fosse você pensaria nisso. E, um recurso que nunca falha, veja os carros de perto, entre, faça um test-drive. Você saberá qual deles e o melhor para você.

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Thu, 10 Apr 2008 19:55:17 -0300
O que faltou dizer e mostrar sobre Mille, Ka e Picanto http://quatrorodas.abril.com.br/blog/paulo/81284_p.shtml Hoje vou usar o espaço para completar as informações dos dois últimos posts.

Na comparação do Mille com o Ka, disse que o Mille é maior pelo fato de ter carroceria de quatro portas, contra duas do Ka, e porta-malas mais espaçoso. No Mille cabem 290 litros e no Ka, 263 litros, segundo medições das fábricas. Olhando as medidas internas verifiquei que o Mille tem mais espaço para ombros (134 contra 130 cm), enquanto o Ka leva vantagem na altura para cabeça (100 contra 90 cm).

Em relação ao duelo Ka x Picanto, o Amauri pediu para eu trocar a foto do Picanto, uma vez que a publicada foi a da versão anterior. Já troquei. E o Caio Ferrari pediu para ver as fotos do interior do Picanto, as quais eu publico junto com as do Ka, para que vocês possam comparar os modelos e tirarem sua conclusões.

Abraços a todos

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Wed, 09 Apr 2008 17:00:09 -0300
Agora o Ka enfrenta o Picanto http://quatrorodas.abril.com.br/blog/paulo/81130_p.shtml O que seria melhor para um carro só para trabalho em área urbana, um Kia Picanto 1.0 ou um Ford Ka 1.0? Luis Adriano – Santos (SP)

R.: O Picanto tem quatro portas e é um carro completo. Por 34.900 reais, você leva a versão 1.0 EX manual que vem com ar, direção elétrica, cd/mp3, rodas de liga, vidros, travas e espelhos elétricos, volante com ajuste em altura, acabamento de qualidade (que inclui detalhes em aço escovado, no painel).

O Ka tem duas portas e é menos equipado, mas tem motor flex, que pode significar economia de combustível, quando o álcool tem preço vantajoso em relação à gasolina. E também custa menos. Com 30.790 reais, você compra o Ka 1.0 com ar, direção hidráulica, preparação para som e vidros e travas elétricos, com acabamento de boa qualidade, mas mais simples. O pacote mais completo, que inclui rodas de liga-leve e mais alguns acessórios de acabamento, principalmente, fica por 32.561 reais.

A maior diferença entre Ka e Picanto são as suas origens. O Ka é feito no Brasil pela Ford, marca que está no país há anos, com revendas espalhadas por todo o território e, por isso, um carro que as pessoas se sentem mais seguras em comprar. O Picanto, ao contrário, vem da Coréia, de uma marca que tem pouco tempo de mercado e que agora começa a se firmar e, portanto, é um modelo que ainda é visto com certa desconfiança pelo mercado. É por essas e por outras que o Ka tem apenas 1 ano de garantia e o Picanto, 5 anos.

Se você pensa em ficar uns quatro anos com o carro, o Picanto pode ser uma boa escolha, porque quando for a hora de vende-lo, ele ainda estará na garantia e a depreciação do bem fica por conta do tempo de uso. Se for ficar um ou dois anos, o Ka talvez seja mais interessante, pelo menor investimento na compra e pela maior aceitação que ele tem no mercado de usados.

Se ainda está em dúvida, veja o post abaixo e leia também os comentários dos debatedores do blog. Com certeza, você terá dicas valiosas e não se esqueça de fazer um test-drive com os carros.

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Tue, 08 Apr 2008 17:00:35 -0300
Uma alternativa ao Mille? O Ka http://quatrorodas.abril.com.br/blog/paulo/80951_p.shtml Estava pensando em comprar um Uno Mille, mas ouvi tantas opiniões diferentes que resolvi escrever. O que você acha do Mille e que alternativas eu teria? – Kelly Barros – São Paulo (SP)

R.: Eu acho o Mille um carro muito simples e com um visual desatualizado. Mas, com boa relação custo/benefício, o que o torna atraente mesmo que não seja a última palavra em estilo, não é mesmo?

O Mille é simples no acabamento, mas oferece bom espaço interno, tem manutenção simples e fácil e peças baratas. Seu seguro, porém, costuma ser acima da média do segmento. O preço de tabela do Mille 4p é 25.190 reais. Com o kit Celebration, que inclui ar-condicionado, direção hidráulica e vidros elétricos, entre outros itens, seu preço vai para 30.578 reais.

A maioria das alternativas que pesquisei custa mais caro. A exceção é o Ka 1.0, que é um carro um pouco menor, no tamanho, mas mais bem acabado e com um visual mais atual. Em relação às peças e à mão de obra, ele é mais dispendioso que o Mille. Mas seu seguro é mais barato.

 O preço básico do Ka 1.0 é 25.490 reais. Com o pacote KFF9 (ar, direção e vidros) chega a 30.790 reais. Pode-se dizer há um empate técnico entre Mille e Ka. Se você quer espaço fique como Mille. Se prefere um visual mais moderno, vá de Ka.

As outras opções 1.0 4p que considerei -- só para seu conhecimento -- são: Palio Fire (frente bonita, mas antiga) por 33.576 reais (com ar, direção e vidros); Corsa Hatch (com ar) por 33.370 reais e Fox City (com ar e direção) por 34.235 reais.

Eu, ficaria com o Ka (mesmo sabendo que existe fila de espera, de até 120 dias, para sair com ele da concessionária)

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Mon, 07 Apr 2008 16:38:22 -0300
Sonhando com um conversível? http://quatrorodas.abril.com.br/blog/paulo/80677_p.shtml Outro dia, no chat, me perguntaram como me tornei um jornalista especializado em automóveis. Respondi que, entre outras coisas, li muito sobre o tema. Por isso, hoje, resolvi escrever para dar duas dicas de leitura.

O livro “Gestão de Projeto do Produto – A Excelência da Indústria Automotiva” é bem interessante para quem quer conhecer um pouco do modo de trabalho das fábricas de automóveis. Ele fala das etapas de criação de um novo modelo, da concepção ao lançamento, chegando à vida do produto no mercado.

Às vezes o texto aborda a parte administrativa dos projetos, o que é meio monótono, mas quando foca o produto fica bem legal. Eu ainda estou no primeiro terço das 311 páginas, mas estou gostando. O livro foi escrito por um grupo de oito especialistas, organizado pelo engenheiro Heymann Leite, publicado pela editora Atlas, no final de 2007.

Outra obra curiosa para nós que estamos sempre falando sobre a decisão de comprar carros, das preferências racionais e emocionais, é o “Previsivelmente Irracional – Como as Situações do Dia-a-Dia Influenciam as Nossas Decisões”, do pesquisador Dan Ariely, professor do Massachusetts Institute of Technology (MIT), publicado pela Campus.

Eu não li esse livro, mas vi a resenha na revista Exame que está nas bancas. Segundo o autor, nós, humanos, somos irracionais, muito menos sensatos e calculistas do que imaginamos e muito mais influenciáveis por estímulos psicológicos e emoções como raiva, medo e desejo sexual, nas tomadas de decisões. O livro não fala da decisão específica de comprar um carro. É mais abrangente. Mas não deixa de ser curioso.

Para quem ainda não tinha programa para o final de semana, aqui estão duas sugestões. Para ilustrar o post coloquei um conversível de dois lugares lindo e maravilhoso que só serve para o lazer. Ou seja, que só  vende porque as pessoas (com dinheiro) dão crédito as suas próprias emoções.

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Fri, 04 Apr 2008 14:58:32 -0300
Pajero TR4 é compacto, mas valente http://quatrorodas.abril.com.br/blog/paulo/80594_p.shtml Estou querendo comprar um utilitário esportivo. Gostaria de saber qual deles você compraria na faixa dos R$60.000,00 - 70.000,00: Pajero TR4 ou Tracker ? E o que você acha do Tucson ? Fúlvio Garcia

R.: Entre Pajero e Tracker, fico com o Pajero. Os dois são SUV compactos robustos e convivem bem tanto no asfalto quanto na terra, com as opções de tração 4x2, 4x4 e 4x4 reduzida. Mas o Pajero é um projeto que evoluiu ao longo do tempo, apesar de ser na essência o bom e velho Parejo IO, enquanto o Tracker é o bom e velho Vitara, sem tirar nem por. O Pajero é nacional, tem manutenção mais fácil e melhor mercado na hora da venda. E, além disso, é Flex. O Tracker vem da Argentina e não tem essas vantagens.

O Tucson é coreano, também tem restrições quanto à manutenção, mas é um carro de um segmento superior, que oferece mais conforto, status, etc.. Ele é maior, mais luxuoso e seu motor, embora não seja flex, é mais potente e moderno que o dos rivais mencionados. É uma boa opção, mas seu preço está na faixa dos R$ 80.000,00.

Se você tem família com mais de três pessoas, considere a possibilidade de comprar o Tucson. Caso contrário, vá da Pajero. Mas, antes de fechar negócio, faça um test-drive com os carros. É divertido e enriquece os seus conhecimentos sobre automóveis.

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Thu, 03 Apr 2008 19:00:32 -0300
Prisma: faça um test-drive e sinta a diferença http://quatrorodas.abril.com.br/blog/paulo/80460_p.shtml Estou trocando um Gol GIII 2001 por um Prisma 1.4. É uma boa escolha? – Salvador Neto

R.: Eu recomendo pensar em uma alternativa. Existem várias na faixa de preço. Se está querendo experimentar a vida a bordo de um Chevrolet, considere o Corsa.

Acho que o Prisma é um carro bonito, bem desenhado. Mas com uma estrutura frágil. Tente fazer um test-drive e você – principalmente você que é dono de um robusto Gol GIII – vai entender o que estou falando.

Fiquei devendo...

... os números do teste do Golf, do post do dia 25/3, lembram? Pois é, o Roberto tinha razão. Aqueles números, 8,1 km/l e 10,4 km/l, foram conseguidos com o Golf 1.6 Flex, rodando com álcool. Com gasolina, as médias sobem para 9,9 km/l, na cidade, e 14,1 km/l, na estrada.

 Felizmente, para todos nós -- e para o leitor Ovanir Buosi, que fez a pergunta naquele dia, principalmente -- a mudança dos números não altera a conclusão do post que dizia entre outras coisas que o Fit é mais econômico que o Golf.

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Wed, 02 Apr 2008 21:25:06 -0300
Dá-lhe Focus http://quatrorodas.abril.com.br/blog/paulo/80327_p.shtml Meu dilema está entre Vectra GT, Golf Sportline ou esperar os modelos, Linea e Focus. Os dois modelos à venda tem seus defeitos.O modelo da GM tem seu motor 2.0 "flexpower" desatualizado com um desempenho muito ruim e com fama de "beberão",apesar desse último fato eu considerar relativo. Já o modelo Volkswagen possuir um valor de seguro muito elevado. Qual seria sua opinião em meu caso?

Outra duvida que gostaria de tirar com você, seria a respeito da minha escolha profissional, pois gostaria muito de estar atuando na área de engenharia automobilística. – Felipe Rodrigues.

R.: Eu esperaria o Focus e se ele for tudo isso que tem se falado por ai, não ficaria em dúvida. Ele deveria ser superior ao atual, que já é um ótimo carro. Mas, não necessariamente. Será que a Ford vai manter a suspensão multilink na traseira, por exemplo?

O Línea, tudo bem, pode ser um bom carro. Mas ainda precisa dizer a que vem. E os outros dois (que já disseram) e não nos agradou, entre outras coisas, pelas razões que você descreveu.

Quanto à escolha profissional, acho que o melhor caminho para a decisão é se informar bastante sobre as carreiras que você tem em mente e tentar se imaginar trabalhando na área. Sabendo como é o local de trabalho, como são as pessoas com quem você vai ter que conviver, enfim a rotina do profissional.

Eu não sou engenheiro, mas gosto de automóveis e imagino que o curso de engenharia automobilística é uma opção bem interessante para a vida. Porque automóvel é um tema apaixonante. E, mesmo que você não trabalhe necessariamente com engenharia, depois de formado, o conhecimento adquirido vai permitir que você trabalhe em diversas áreas que se relacionam com o automóvel.

Quando fiz jornalismo, não pensava em trabalhar nessa área. Meu primeiro emprego foi no jornal O Estado de S. Paulo, na editoria de Cidades. Mas, acabei vindo para o jornalismo automotivo e me apaixonei.

Boa sorte nas decisões.

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Tue, 01 Apr 2008 21:39:29 -0300
Ainda que desatualizado, o Focus é o melhor http://quatrorodas.abril.com.br/blog/paulo/80187_p.shtml Estou numa dúvida cruel entre trocar meu 1.0 por um carro flex com motor mais potente – Focus 1.6 ou 206 SW 1.4 Presence. Sei que o Focus mudará de visual em breve, ficando desvalorizado. Por isso estou tentado a pegar o 206, que também vai mudar, mas não vai ser tanto assim. Mas já não sei o custo benefício de despesas adicionais, como manutenção e seguro. Qual opção de compra é melhor? Marcos Vieira – São Paulo (SP)

R.: Realmente o Focus vai mudar mais que o 206, mas não sei se o fato de mudar menos vai acarretar uma desvalorização menor para o 206. Acho que não. Os dois estarão desatualizados.

Sendo assim, o Focus é mais carro que o 206 SW. Ele é maior, tem motor mais potente e econômico e é mais equipado. Em relação ao seguro, o custo dos dois é muito próximo (de acordo com as últimas cotações que fizemos na revista) e, no que diz respeito às peças, as do Peugeot costumam ser mais caras.

Portanto, não há dúvidas que a melhor escolha é o Focus, que além de tudo só vai mudar no final do ano, enquanto o 206 SW muda daqui a dois meses.

Assista ao vídeo com o novo Ford Focus, que também está nas páginas da revista QUATRO RODAS de abril, clicando aqui.

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Mon, 31 Mar 2008 23:12:52 -0300
Gosto do Jetta, mas o Azera é campeão http://quatrorodas.abril.com.br/blog/paulo/79908_p.shtml Considerando todas as variáveis possíveis, entre o Ford Fusion (83 mil), o VW Jetta (89 mil) e o Hyundai Azera (95 mil), qual você compraria? Eduardo Felix – Brasília (DF)

R.: Eu diria que você tem um bom-problema nas mãos. Pessoalmente, eu compraria o Jetta, porque gosto do carro. Mas se eu fizesse um comparativo para a revista daria a vitória ao Azera.

O Azera é imbatível na relação custo x benefício. Ele vem com motor V6 3.3 de 245 cv, câmbio seqüencial de 5 marchas, ABS, ESP, acabamento de qualidade superior a dos rivais, direção elétrica e suspensão (duplo A, na frente e multilink, atrás) que o deixa ao mesmo tempo confortável e gostoso de dirigir.

O espaço interno é maior que o da concorrência. E a garantia, de 5 anos, incomparável. Contra ele pesa a marca, com menos tradição em nosso mercado, e o pós-venda, que depende do representante da fábrica no Brasil. Mas, essas coisas não são necessariamente problemas.

Por que o Jetta me agrada? Além do design, gosto de seu comportamento mais esportivo, com uma suspensão mais firme e fechada e a direção direta. Admiro também seu conjunto de câmbio (6 marchas Tiptronic) e motor (2.5, 5 cilindros, de 170 cv) e o pacote de equipamentos, que inclui ESP e direção elétrica. A garantia, de dois anos, é a menor entre os três modelos relacionados. E o seguro, o mais caro.

O Fusion impressiona à primeira vista. Seu design é moderno e as dimensões imponentes. Quem viaja a bordo do Fusion encontra conforto, graças ao espaço interno, aos bancos de couro, à suspensão macia e ao isolamento acústico. A Ford peca no acabamento.

Pela proposta, o Fusion deveria ter materiais mais nobres e trabalhados. Seu motor é um 2.3 de quatro cilindros e 162 cv de potência, regido por um câmbio automático convencional de 5 marchas. A garantia de fábrica é de três anos.

Como se vê, no fim das contas, o bom-problema é de fácil solução.

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Fri, 28 Mar 2008 19:05:56 -0300
ABS é meio caminho andado para uma boa compra http://quatrorodas.abril.com.br/blog/paulo/79767_p.shtml Outro dia, me perguntaram se eu sabia quais os modelos nacionais são equipados com sistema anti-travamento de freios, como item de série. Eu não tinha essa informação. Mas, o pessoal da Bosch fez um levantamento, junto com o Cesvi, e me forneceu o resultado, que agora repasso a todos.

O ABS é o equipamento de segurança – moderno, digamos assim – que eu julgo ser o mais importante. Mais que o airbag, uma vez que o airbag existe para diminuir as conseqüências de um acidente e o ABS foi criado para diminuir a possibilidade do acidente vir a ocorrer.

Carro com ABS é meio caminho andado para uma boa compra, em matéria de segurança. Ai vai a relação (inclui veículos feitso na Argentina e no e México):

Hatches -- Citroën C3 (em 3 de suas versões), Peugeot 206 (em 2), Peugeot 307 hatch, Chevrolet Astra hatch (em 2 versões) e Fiat Stilo (em 1).

Minivans -- Citroën Xsara Picasso (3), Chevrolet Zafira (2), Renault Scénic (2), Honda Fit (2) e Chevrolet Meriva (1).

Picapes -- Nissan Frontier, Chevrolet S10 (2), Toyota Hilux (5), Ford Ranger (3) e Mitsubishi L200 (2).

Sedãs -- Nissan Sentra, Renault Mégane, Honda New Civic, Citroën C4 Pallas, Peugeot 307, VW Bora, VW Jetta, Toyota Corolla (2), Ford Focus (1), Chevrolet Vectra (1), Honda Accord e Ford Fusion.

Peruas -- Peugeot 206 SW (2), Renault Mégane Grand Tour e Toyota Fielder.

Utilitários Esportivos -- Nissan Xterra, Toyota Hilux SW4, Mitsubishi Pajero Sport, Nissan X-Trail, Chevrolet Tracker, Mitsubishi Pajero TR4 (em 4 de suas versões), Ford Ecosport (em 3) e Chevrolet Blazer (1).

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Thu, 27 Mar 2008 21:47:52 -0300
Sendo objetivo, fique com o Corsa http://quatrorodas.abril.com.br/blog/paulo/79610_p.shtml A dúvida do Geancarlos, publicada nos comentários do post abaixo (sobr Fit x Golf) é a mesma do Evandro Gestetner, que escreveu para a caixa postal do blog. "Não sei se compro um Siena 1.0 ou um Corsa hatch 1.4".

R.: Concordo com o Paulo Henrique (que socorreu o Geancarlos) quando ele diz que o Corsa 1.4 é mais indicado se o carro for usado com mais freqüência na estrada. Isso, porque o motor 1.4 tem melhor desempenho. E que o Siena, seria melhor para um uso mais urbano, levando em conta que ele tem a vantagem de ser mais novo (recém-reestililizado), enquanto ao Corsa já está perto da aposentadoria.

Eu acrescentaria ainda a necessidade de espaço, item em que o Siena também é superior ao Corsa. Mas sendo objetivo, colocando na balança os dois produtos, acho que o Corsa vale mais quanto pesa. O fato de ter um motor 1.4 contra o 1.0 faz muita diferença. Portanto, eu ficaria com o Corsa.

Outros comentários

Queria agradecer a quem participou do chat, dizer que foi um prazer conversar com todos e avisar a quem perdeu que haverá outras oportunidades.

Hoje estive o dia inteiro fora da redação e, amanhã, provavelmente, também não darei o ar da graça em minha mesa. Mas quero dizer que assim que voltar vou checar aqueles números de consumo do Golf que causaram estranheza (no post anterior)

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Wed, 26 Mar 2008 20:14:05 -0300
O Fit é mais econômico que o Golf http://quatrorodas.abril.com.br/blog/paulo/79370_p.shtml Estou namorando o Golf. Nao me importo muito com o 2.0, para mim o 1.6 estaria bom. O que você acha dele? Fiz uma comparação no site da QR mas não dizia nada sobre consumo em relação ao Fit, que é outro carro que eu gosto.O seguro do Golf continua alto? Ovanir Buosi – São Paulo (SP)

R.: O Golf é um carro gostoso de dirigir e com bom desempenho, mesmo na versão 1.6. Ele é bem acabado, estável, etc. Esses são os pontos positivos. Os negativos: seu seguro é muito caro (como você desconfiava) e seu projeto desatualizado. A fábrica fez uma reforma visual nele, mas, na minha opinião, ficou pior.

No que diz respeito ao consumo, andando com gasolina, em versões manuais, a QR fez 8,6km/l, na cidade, e 13,2, na estrada, com o 2.0 e 8,1 km/l, na cidade, e 10,4 km/l, na estrada, com o 1.6. O Fit é mais econômico. Tem as médias de 12,3 km/l, na cidade, e 14,8 km/l, na estrada, na versão 1.5 e 9,9 km/l, na cidade, e 16,0 km/l, na estrada, na versão 1.4. Sempre em carros com transmissões manuais. Dá para concluir que, nesses dois casos, os motores menores sofrem mais para empurrar os carros.

O Fit é um carro difícil de criticar. Ele é um carro correto. É gostoso de dirigir, mas por características de comportamento completamente diferentes das presentes no Golf. O VW tem uma pegada mais esportiva, enquanto o Honda é um carro amigável, fácil de levar, no uso diário. Sua mecânica é mais confiável. Mas, ele vai mudar.

Se eu fosse você, esperava o novo Fit (foto) chegar. Acho que até outubro ele estará ai. E, até lá, haverá também outras novidades, como o Ford Focus. Todas, no Salão do Automóvel. O tempo está voando (já estamos trabalhando na edição de maio da revista!!!). Mas, se estiver com pressa, fique com o Fit.

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Tue, 25 Mar 2008 16:15:44 -0300
No final do post, o Polo ainda é o melhor http://quatrorodas.abril.com.br/blog/paulo/79220_p.shtml Penso em trocar meu veiculo 1.0 ( fiesta hatch 07/08) por um desses três modelos (Punto 1.4; 1.8 e Polo 1.6), mas tenho dúvidas em relação ao gasto de combustível, mão de obra de serviços e valor de peças de reposição como: filtros, pastilhas de freios troca de óleo e entre outros itens. Gostaria de saber qual a opção mais econômica, com boa performance e manutenção não tão cara, preciso de custo benefício. Talvez até um Siena 1.4. – Aurélio Ferreira, Goiânia (GO)

R.: Pela pergunta, deu para perceber que você não quer perder dinheiro, certo? Você quer um carro que tenha “uma boa performance”, mas não precisa ser um F1, e uma manutenção “não tão cara”, mas não precisa ser um chinês. O importante é o consumo, o custo de peças de maior desgaste, resumindo a relação custo x benefício.

Primeiro vamos desempatar o jogo entre os Punto. Fique com o 1.8. Você paga mais, mas recebe mais também. O consumo, não é lá essas coisas em nenhum dos dois casos. Mas, 1.8 pelo menos tem melhor desempenho. E a versão é mais completa.

O Polo foi nossa Melhor Compra 2007, em sua faixa de preço. Mas naquela época ainda não havia o Punto. Quando o Punto chegou, fui eu mesmo que fiz o comparativo Punto versus Polo e o Polo levou a melhor. Ele tem o melhor conjunto: motor, acabamento, materiais, comportamento ...

Em relação aos custos, o Polo é um dos poucos VW que tem seguro de gente. Quer dizer, que uma pessoa comum pode pagar. Contra ele pesa o fato de não ser um projeto tão novo quanto o Punto, o que lhe dá uma vida no mercado mais curta.

O Punto (by Giugiaro) é bonito. Mas eu ficaria com o Polo.

Lembrete

Não esqueçam. Amanhã, terça-feria, 25, tem chat por celular no blog, às 20h00. Vamos conversar on-line sobre dúvidas e experiências que temos como consumidores de automóveis. Para participar do chat faça o seguinte: Inicie o navegador WAP do seu celular Abra a opção de digitar o endereço ou URL Digite WAP.abril.com.br/chat

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Mon, 24 Mar 2008 19:32:46 -0300
Convite http://quatrorodas.abril.com.br/blog/paulo/78904_p.shtml É com satisfação que convido todos a participar do primeiro chat por celular do blog. -- Não, não é para andar de Ferrari, em Interlagos. Isso, só em maio, no Quatro Rodas Experience.

O nosso esse encontro vai acontecer na terça-feira, dia 25, às 20h00, on-line.

Vamos conversar sobre o assunto que tanto nos agrada: as dúvidas e experiências dos consumidores de automóveis. Todos poderão se conectar, não importa onde estejam. Para isso, faça o seguinte:

1) Inicie o navegador WAP (acesso WEB) do seu celular

2) Abra a opção de digitar o endereço ou URL

3) Digite WAP.abril.com.br/chat

Espero vocês lá!

Abraço - PCG

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Thu, 20 Mar 2008 17:42:22 -0300
Notícias francesas http://quatrorodas.abril.com.br/blog/paulo/78841_p.shtml 206 em promoção

A Peugeot está oferecendo o 206 com câmbio automático grátis. Trata-se de uma campanha promocional, chamada “Eu e Peugeot. Peugeot e Eu”, onde a fábrica oferece condições especiais para a compra de veículos da linha 206, nas versões hatch e perua, em toda a rede de concessionárias. A oportunidade é tentadora. Mas, quem aproveitar deve saber que, nos próximos meses a linha 206 será renovada. O substituto não será o 207, mas é bem diferente, por dentro e por fora, da atual versão.

Sandero seguro

Quem comprar um Sandero a partir de agora tem uma série de facilidades para sair da loja com o carro coberto pelo Seguro Auto Renault, uma apólice oferecida pela Renault em parceria com a Indiana Seguros. O contrato prevê inclusão do valor do prêmio nas parcelas do financiamento do veículo pela Financeira Renault, possibilidade de optar entre utilizar por sete dias um carro reserva ou por ter um desconto de 25% no valor da franquia nos casos em que o cliente realizar o reparo de um sinistro parcial na rede de concessionárias Renault e a emissão instantânea da apólice do seguro.

Novo Citroën

O presidente mundial da Citroën, Gilles Michel, anunciou investimentos para fazer um novo carro no Brasil. Segundo ele, será um modelo de baixo custo, para ser vendido na região do Mercosul. O lançamento ainda não tem data para acontecer. Mas, se os trabalhos começarem nos próximos meses, considerando o tempo que a indústria leva para desenvolver um novo produto, ele poderá chegar às ruas em 2011. A Citroën tem planos ambiciosos para a região do Mercosul. Ela quer lançar um carro novo por ano e completar a linha de produtos com modelos importados. Mês que vem, chega a minivan C4 Picasso e, em novembro, é a vez do novo sedã C5.

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Thu, 20 Mar 2008 15:14:37 -0300
O Siena é uma boa escolha http://quatrorodas.abril.com.br/blog/paulo/78724_p.shtml Vou comprar um carro e estou levando em conta o consumo, a depreciação e gasto com peças e oficina. Tenho visto o novo Palio, o Fox , o Prisma, o novo Siena.... Em cada concessionária que chego os vendedores conseguem me deixar mais confusa. Isabel Cristina Pinho de Alcântara

R.: O Siena é o melhor conjunto. Nos custos de manutenção ele empata com o Palio e ganha dos outros dois em preço de peças e desvalorização. O Fox é uma boa opção, mas não tão boa. Seu seguro, de modo geral, é mais caro. E o Prisma é bonitinho e talvez seja o mais econômico em consumo, mas é frágil. O Siena tem mais espaço interno e no porta-malas e acabou de passar por uma reestilização que lhe caiu bem. Vá de Siena.

Estou prestes a trocar de carro, e o carro que mais queria era o Astra, mais fiquei sabendo , possivelmente boatos, que a Chevrolet estaria lançando um novo Astra em breve. Essa informação procede? – Sergio Suciu – Rio de Janeiro (RJ)

R.: Apesar da idade, o Astra ainda deve ficar um tempo no mercado. Uns dois anos. Isso porque a GM está empenhada em outros projetos no momento. Pode ser que a renovação dos concorrentes (Focus, Bravo, etc) apresse a empresa e ela tente uma solução para não ficar tão defasada. Já ouvi aqui no blog que a GM poderia transformar o Corsa europeu em Astra no Brasil, como fez com o Astra europeu que virou Vectra por aqui. Mas não quero crer nessa possibilidade. Acho difícil. De qualquer modo, se eu fosse você investiria meu dinheiro em outro modelo de concepção mais moderna.

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Wed, 19 Mar 2008 18:21:35 -0300
Revendas Honda já oferecem o novo Fit http://quatrorodas.abril.com.br/blog/paulo/78593_p.shtml Quando um modelo vai mudar, as revendas são as primeiras a fazer segredo, para não ver seus estoques encalharem. Mas as concessionárias Honda, ao contrário, já estão anunciando a vinda do novo Fit. Um amigo recebeu uma carta de um revenda com o seguinte texto:

“Gostou do Fit Novo? Programe o seu novo Honda para o segundo semestre deste ano. Com o Consórcio Nacional Honda, com preço de tabela e entrega garantida pela fábrica. Sem taxas de adesão. Sem burocracia...”

Os valores apresentados para os planos são os mesmos cobrados pelo modelo atual, nas diferentes versões. E, em letra menor, há três observações: “Crédito de 75% do valor do bem sugerido pela fábrica”; “Valores acima referente ao modelo 2008/2008” e “Sujeito à alteração sem prévio aviso”.

Ou seja: a revenda não sabe quando o novo Fit chega, que versões terá e nem quanto vai custar. Mas já quer vender.

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Tue, 18 Mar 2008 20:45:27 -0300
Compro um popular ou um Mercedes antigo? http://quatrorodas.abril.com.br/blog/paulo/78374_p.shtml Estive comparando o preço de carros populares (Mille, Gol, Palio, Fox) em diversas configurações com ano de fabricação 2002 - 2006 e verifiquei que são bem parecidos com o de algums Mercedes com ano de fabricação do período 1990 -1995, porém muitas pessoas me dizem que a manutenção de um Mercedes seria muito mais cara (não tenho nem idéia de valores) que a de um popular. Outros pontos apontados pelas pessoas é o alto gasto com o seguro de um Mercedes, o valor do IPVA (que acho que até valheria a pena, pois com mais de 20 anos o carro não pagaria mais) e o gasto com combustível já que o motor do Mercedes é bem mais forte. Daí surge a dúvida: compro um Mercedes com acessórios que dificilmente encontrarei nos populares ou o popular pelo baixo preço da manutenção? Thiago Biasotto Morais - Sorocaba (SP)

R.: Esta pergunta é difícil de responder. Tudo o que as pessoas já te disseram sobre os custos de um Mercedes é verdade. Mas, é verdade também que um Mercedes vai te proporcionar uma experiência ao volante que popular algum pode proporcionar. Se já dirigiu um, você sabe do que estou falando. Se não dirigiu, encontre um jeito de dirigir.

Quanto ao seguro, esqueça. A maioria das seguradoras simplesmente se recusa a cobrir esse tipo de veículo. Mas em relação à manutenção, se o Mercedes estiver em bom estado, ele é bem capaz de dar menos despesas com manutenção do que um popular.

Acho que é isso, a solução para a sua dúvida reside no estado de conservação do Mercedes, que você for comprar. Se ele estiver inteiro e bem cuidado, acho que vale bancar os aspectos negativos da compra. Se você não encontrar um carro bom, fique com o popular -- que também precisa estar em bom estado para cumprir sua missão na Terra -- mas que, se necessário, é sempre mais fácil mandar consertar.

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Mon, 17 Mar 2008 20:19:04 -0300
O Picanto e a imagem dos coreanos http://quatrorodas.abril.com.br/blog/paulo/78084_p.shtml Estou analisando seriamente a compra de um Kia Picanto automático, por considerá-lo "sob medida" para o caótico trânsito paulistano. Não me restam dúvidas quanto à confiabilidade mecânica e à qualidade construtiva do carrinho. Entretanto, ainda há um fator que impediu de fechar negócio. Desconheço completamente a imagem atual do carro sul-coreano no mercado de usados. Havia forte preconceito (e conseqüente desvalorização) há alguns anos trás, mas gostaria de saber se o "efeito Tucson" contribuiu de alguma forma para melhorar a situação. Eurico das Neves Júnior

R.: Não há dúvidas que o Tucson ajudou a quebrar o preconceito contra os coreanos, o qual tende a ficar cada vez menor, em razão do Tucson, do Azera e do próprio Picanto. Mas isso no mercado de novos. No segmento de usados, a história é outra porque os compradores têm menos dinheiro para investir em um carro e muito mais medo de fazer a compra errada. Além disso, novo ou usado, coreano ou de outra origem, os importados têm custo de manutenção mais caro o que contribui para aumentar a resistência a esses veículos entre os compradores de usados. Daqui a uns quatro anos, quando você venderia seu carro, pode ser que a situação esteja melhor.

Vale a pena esperar o novo Corolla ou compro logo um Civic ou um C4 Pallas? Qual dos três você recomenda? André Bandeira – São Paulo (SP)

R.: Como você já deve ter visto no site da QR, o novo Corolla já está entre nós. Já foi visto posando para o filme de lançamento e em março estará nas capas da maioria das revistas especializadas. Portanto, sua espera será breve. Não conheço o novo Corolla, por isso não vou arriscar um palpite. Mas, entre e Civic e C4, não tenho dúvidas: Civic.

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Fri, 14 Mar 2008 15:30:30 -0300
Entre Polo e Crossfox, fique com o primeiro http://quatrorodas.abril.com.br/blog/paulo/77985_p.shtml Vou trocar de carro este mês e estou na dúvida entre dois veículos da VW: Polo e CrossFox. Qual deles você considera a melhor opção? Paulo Quintino - Salvador (BA)

R.: Na minha opinião, o Polo é a melhor opção. Eu gosto do comportamento do Polo, da posição de dirigir, dos engates curtos do câmbio, do painel, dos bancos e do estilo.

O Crossfox também é interessante, principalmente o visual. Mas, deixando o meu gosto de lado e analisando mais friamente, chego a mesma conclusão.

O Crossfox é uma versão do Fox, o qual foi desenvolvido como uma opção mais barata ao Polo. Por isso, o Fox nasceu da plataforma do Polo com diversos componentes do Gol. Ou seja: o chassi é o mesmo, mas partes de sistemas como freios, direção são diferentes.

Depois do Fox veio o CrossFox, uma idéia da VW para aproveitar a onda Adventure, provocada pela Fiat, e ganhar mais dinheiro agregando mais valor ao Fox.

No fim da história, o Crossfox ficou mais bonito e mais caro que o Fox, ao ponto de disputar, em preço, o mesmo comprador do Polo.

Detalhe: entre Crossfox e Fox, eu prefiro dirigir o Fox, que tem um comportamento mais esportivo (no asfalto) que o Crossfox.

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Thu, 13 Mar 2008 19:12:28 -0300
Siena Tetrafuel não roda com GNV contaminado http://quatrorodas.abril.com.br/blog/paulo/77796_p.shtml Estou para comprar um Siena Tetrafuel, mas algumas pessoas me falaram de problemas no sistema de GNV do carro. O que você pode dizer desse carro? Anderson Casotti – Vila Velha (ES).

Sou taxista e me interesso pelo Siena Tetrafuel, mas ouvi dizer que o carro apresenta problemas de embreagem e no sistema de gás, que é bastante diferente dos sistemas dos carros convertidos. – Vitor Knapp

R.: O Siena é um sedã espaçoso (para o seu tamanho), tem amplo porta-malas e também é robusto para o dia-a-dia. A versão Tetrafuel oferece a vantagem de poder rodar com gasolina pura (no Exterior ?), gasolina brasileira (com álcool), álcool e GNV. E, o melhor, de possuir um kit GNV original de fábrica, muito mais preciso e eficiente que os kits convencionais.

Quanto aos defeitos, não consegui saber de registros de falhas na embreagem, como disse o Vitor, mas confirmei os problemas com o GNV. O defeito, porém, não seria do sistema e sim do combustível contaminado.

Falei com um mecânico de uma revenda Fiat e ele me disse que os técnicos da fábrica detectaram que os problemas são decorrentes da presença de óleo no gás. Esse óleo estaria se misturando ao gás nos tanques dos postos e viria dos compressores com manutenção incorreta, ou sem manutenção.

Ouvi dizer também que a Fiat já estaria arrumando uma solução para esse problema – embora ele não esteja no carro e sim no combustível – que seria um separador de óleo para as linhas do gás.

O problema do óleo não afeta os sistemas adaptados porque eles são mais simples. O da Fiat conta com injetores individuais (eletroválvulas) que têm o funcionamento prejudicado pelo óleo.

A quem tem um Siena Tetrafuel recomendo escolher bem o posto de serviços, antes de abastecer. Porque sem óleo, segundo esse mecânico, o sistema funciona bem.

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Wed, 12 Mar 2008 18:15:16 -0300
Ecosport: usado à vista ou novo financiado? http://quatrorodas.abril.com.br/blog/paulo/77624_p.shtml Gosto muito do estilo do Ecosport e me disseram que ele é um carro bom para pessoas altas (tenho 1,97 m). Minha dúvida é se compro um modelo usado à vista ou novo pagando uma parte financiada. Sidney Bertola – Tietê (SP)

R.: Fiz uma pesquisa rápida aqui na editora, com pessoas altas que já dirigiram o Ecosport (encontrei uma com 1,87 m) e lamento informar que ouvi reclamações por falta de espaço “mesmo colocando o banco no ponto mais baixo”. Quanto a sua decisão de compra. Se eu fosse você tentaria comprar um seminovo em muito bom estado. O novo tem suas vantagens (racionais e emocionais) como garantia de fábrica e cheiro de carro novo. Mas, o seminovo já vem com a desvalorização do primeiro ano descontada, além de te livrar da dívida do financiamento.

Estou em dúvida entre o Tracker e o Ecosport 4x4. Qual dos dois é o melhor? Julio Vieira – Fortaleza (CE)

R.: Se você quer um 4x4 para usar com freqüência fique com o Tracker que é mais robusto. Se você vai usar a tração integral raramente, em viagens curtas por pistas de terra batida, fique com o Ecosport que goza das facilidades de ser um produto nacional, como facilidade de manutenção e revenda. Isso, falando com a razão. Com a emoção, compre aquele com o qual você se identifica mais.

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Tue, 11 Mar 2008 17:43:31 -0300
Como o Cesvi faz o 'Car Group' http://quatrorodas.abril.com.br/blog/paulo/77426_p.shtml No dia 27 de fevereiro, fiz um post mostrando o ranking do custo de reparação feito pelo Cesvi e observei que alguns leitores ficaram em dúvidas sobre como o ranking é elaborado. Falei com o Cesvi e obtive os seguintes esclarecimentos:

“O CAR Group (CESVI Automotive Rating) é um ranking que aponta, para cada categoria de veículo, os modelos que têm mais condições de proporcionar um reparo fácil e barato para as oficinas. (...)

A tendência é que os modelos com melhor classificação no ranking também tenham valores de seguro mais vantajosos, já que o custo do reparo é utilizado como base para a tarifação de preços pelas seguradoras. (...)

Para chegar aos índices do CAR Group, o veículo passa por uma análise técnica. O CESVI recebe o veículo antes de seu lançamento, realiza crash-tests dianteiro e traseiro do modelo, faz os reparos necessários e uma análise individual das peças envolvidas.

No trabalho realizado na oficina são identificados os valores e os tempos de substituição de peças e de reparo. Também são levantados os custos de materiais e insumos de pintura.”

São as fábricas que enviam os carros, de maneira espontânea, para o Cesvi. Por isso, nem todos os carros são ensaiados. A Honda, por exemplo, é uma das marcas que preferem não participar da avaliação. Por isso, o Civic não aparece no ranking.

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Mon, 10 Mar 2008 17:39:39 -0300
'Quero trocar um Gol por um Corsa' http://quatrorodas.abril.com.br/blog/paulo/77108_p.shtml Tenho um Gol Especial 2001 e estou querendo trocar de carro, daí logo pensei no Corsa Hatch 1.4 Econo.Flex. Mas uma coisa está me preocupando: desde 2002 o Corsa não sofre uma reestilização, seria arriscado comprá-lo agora, visto que tenho interesse por vendê-lo em no máximo 4 anos? Também penso no Gol NF, mas esperar até junho vai ser sofrível... E aí? – Paulo Melo

R.: O Corsa hatch 1.4 é um carrinho interessante no segmento. Não é verdade que ele não sofre reestilização desde 2002. É que a última foi tão discreta que você nem percebeu. Foi em meados do ano passado, para a linha 2008. A mudança mais marcante foi a troca do friso da grade dianteira. Mas o Corsa ganhou lanternas escurecidas, novo revestimento interno e o motor 1.4, que veio do Prisma. Na foto, uma versão Premium.

Há rumores de que um novo Corsa, baseado no modelo europeu, estaria em desenvolvimento, no Brasil. O que faz todo sentido. Mas, a GM deve manter o Corsa atual em linha por pelo menos mais dois anos, até a Ford aprontar o novo Fiesta.

Se tiver paciência, porém, você poderá ser recompensado porque o Corsa continuará a ser uma opção que vai se juntar ao Gol e a outras novidades que poderão chegar. Este ano, o Salão do Automóvel de São Paulo, em outubro, promete ser uma fogueira de vaidades com as fábricas brigando para ver qual apresentará mais lançamentos.

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Fri, 07 Mar 2008 15:59:03 -0300
Espaço é o que não falta no Doblò http://quatrorodas.abril.com.br/blog/paulo/76968_p.shtml Eu estou precisando de um carro "família". Estava entre uma perua ou um sedã, porém há o Doblo1.8 flex ELX. Por ser minivan o espaço interno é bem superior e essa versão está dentro da faixa de preço que eu quero. Qual a sua opinião sobre esse carro e você tem idéia se eu terei problema posteriormente para revenda? – Leandro Sousa – São Paulo (SP)

R.: Como pai de família já pensei em ter um Doblò (ou um Kangoo ou um Berlingo) para passear com a família, cachorro, bicicleta e bagagem. Tenho dois amigos, com famílias maiores que a minha, que têm Doblò e só elogiam o carro. Um deles já foi até Ushuaia, na Argentina, com o “super-doblò”, como ele fala.

Entre as opções da linha, eu ficaria com a Adventure, que é mais bem cuidada por dentro e por fora e tem suspensão mais firme, pneus mais largos... E foi elogiada pelo designer americano Robert Cumberford, quando ele esteve no Brasil, a convite da QR. 

O Doblò segue os irmãos da linha Fiat, no que diz respeito a preço de peças, custo de manutenção e desvalorização. Conversei com um vendedor da loja Líder Multimarcas, de Santo André, (que anunciou um ELX 1.6 16V 2003, no site Webmotors em fevereiro) e ele me disse que o Doblò é um carro que tem comércio fácil, desde que seja bem equipado. Ar-condicionado é item obrigatório. E os de 7 lugares vendem mais rápido que os de 5, segundo o vendedor Derlei Paulucci.

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Thu, 06 Mar 2008 19:18:00 -0300
Picapinhas e sedãs: o que fazer? http://quatrorodas.abril.com.br/blog/paulo/76769_p.shtml Estou prestes a comprar uma picape. Qual a sua opinião sobre o custo/benefício entre Strada, Saveiro e Montana – Vancleston Trindade dos Santos

R.: A melhor relação custo/benefício hoje é a Montana 1.4 flex Conquest. De saída, seu preço, de 30.496 reais na tabela da QR deste mês, é bem atraente. A Strada Fire 1.4 CE (frente antiga) custa 35.540 e a Strada Trekking 1.4 CE (frente nova), 36.980. A Saveiro 1.6 flex City sai por 32.530 reais.

Além dos preços, a Montana tem um motorzinho valente, que entrega 105 cv de potência com álcool, enquanto as Strada 1.4 contam com 81 cv e a Saveiro 1.6, com 99 cv.

A Montana está no meio do ciclo de vida, enquanto a Saveiro já se encontra em fase descendente (deve ficar no mercado por mais um ano aproximadamente, até a chegada de sua sucessora desenvolvida a partir do novo Gol, que chega daqui há dois ou três meses ao mercado). A Strada, por sua vez, muda ainda este ano. A tendência natural é que a Trekking vire Fire e a nova seja batizada de Trekking.

Qual a melhor compra Civic LXS aut. ou C4 Pallas GLX aut.? Ou você acha melhor esperar os lançamentos do Corolla, Línea e Focus? – Andre Bandeira – São Paulo (SP)

R.: Para a primeira pergunta, respondo Civic LXS. Para a segunda, diria que se você não tiver pressa, esperar pode ser um bom exercício. O Corolla chega no final deste mês e os outros dois, no segundo semestre.

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Wed, 05 Mar 2008 17:15:45 -0300
Fit 1.4 x Idea 1.4 x Meriva 1.8 http://quatrorodas.abril.com.br/blog/paulo/76195_p.shtml Analisando os aspectos técnicos, o Fit sai vencedor... mas perde em espaço interno, que é importante para uma família. Já a Meriva está um pouco ultrapassada e consome mais que os outros. Fiz test-drive nos três e gostei mais do Idea (tenho 1,95 de altura e o espaço para dirigir é bom). Será que estou esquecendo de alguma coisa? – Paulo Schlick – São Paulo (SP)

R.: Você analisou bem as opções que considerou. A Idea é uma boa escolha, de acordo com os parâmetros escolhidos. Mas, acho que você se esqueceu do porta-malas, que as minivans, definitivamente, não oferecem. Em todas, o espaço para bagagem é reduzido.

As minivans maiores, como Zafira e Picasso, atenderiam melhor esse quesito. Mas, custam mais caro. Já pensou nas peruas, como SpaceFox e Palio Weekend (lembrando que esta terá nova versão ainda este ano)?

 Embora elas ofereçam (um pouco) menos espaço na cabine, conseguem proporcionar mais espaço no porta-malas. Na SpaceFox, você que tem 1,95 de altura, deverá se sentir mais confortável, porque ela tem mais espaço para as pernas.

Agora, se quiser esperar pelo Fit 2009, saiba que a nova versão terá 5 cm a mais na distância entre-eixos e 3 cm a mais na largura interna, embora fique 4,5 cm mais baixa na parte dianteira da cabine, ou seja: na posição do motorista.

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Mon, 03 Mar 2008 20:44:07 -0300
Boca no trombone http://quatrorodas.abril.com.br/blog/paulo/76163_p.shtml Mau comportamento

Sempre que pego a estrada no final de semana volto inconformado com a atitude de alguns motoristas que, na minha opinião, deveriam ter a Carteira de Habilitação cassada. Alguns exemplos que anotei nas minhas viagens mais recentes: 1) um motorista dirigia transportando uma criança (de uns 5 anos de idade) solta, sem cinto de segurança, no banco da frente. 2) motoristas (vários) rodavam pelo acostamento para driblar um trecho congestionado. 3) motoristas (vários) que se imaginam pilotos em uma pista e “pegavam o vácuo” do veículo à frente antes de ultrapassar. 4) motociclistas também se incluem na categoria dos bárbaros. Vi um deles ultrapassar dois carros pelo espaço de asfalto que existe entre a faixa de rolamento da esquerda e a grama ao lado da estrada. Pena que nessas horas, nunca aparece um policial.

A VW pisou na bola

Ainda não engoli a história do banco do Fox (foto) que mutila dedos. É lógico que a VW não queria que o banco oferecesse riscos aos clientes, mas a empresa agiu mal na condução do problema, tanto pela demora em tratar da questão, quanto por atribuir a culpa dos acidentes aos usuários que, segundo ela, fariam uso incorreto do sistema de rebatimento do banco.

Faça o que eu digo

Não é de hoje que a Honda se orgulha de fazer motores “ecologicamente corretos”, nos Estados Unidos. Lá, do cortador de grama até os automóveis, todos os produtos Honda são referência de limpeza. A marca acabou de ganhar o título de “menos poluente” para quatro de seus modelos (Civic, Civic a gás, Civic híbrido e Fit), concedido por um órgão independente americano. Por aqui, no entanto, a Honda insiste em fabricar motocicletas que usam carburador no sistema de alimentação, dispositivo que provoca muito mais emissões que os sistemas eletrônicos de injeção.

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Mon, 03 Mar 2008 16:54:49 -0300
Vou de Hilux ou de L200 Triton? http://quatrorodas.abril.com.br/blog/paulo/75747_p.shtml Pretendo trocar logo minha L200 GLS 2003 por uma nova picape. Sei que a Toyota Hilux está muito bem "cotada" em nosso mercado, então a pergunta que não quer calar: compro uma nova L200 Triton ou um Hilux? - Humberto Moraes - Viçosa do Ceará (CE)

R.: Estamos falando de uma briga de cachorros grandes. As duas picapes são muito boas e medem forças em pé de igualdade. Mas existe uma diferença conceitual grande entre elas.

A Triton, como toda MItsubishi, tem uma robustez típica de picape. A fábrica não abre mão da valentia, ainda que isso acarrete alguma perda de conforto. A Toyota, por sua vez, projetou uma picape que parece um grande automóvel de luxo. A Hilux também é robusta, mas tem mais espaço interno e um padrão de acabamento, relevado pelos materiais, cores, etc. que lembram mais um carro e não uma picape.

Você deve tomar uma decisão baseado no uso que dará à picape. Vai usá-la socialmente e à passeio, ou à trabalho e em trilhas?

A Hilux tem a desvantagem de ser um projeto mais antigo, que recebeu algumas melhorias discretas este ano e que já se encaminha para uma mudança mais radical. A Triton, não, acabou de debutar.

Mas, contra a Triton pesa o fato de a fábrica não ter produto para entregar. Consta que a Mitsubishi tem problemas com o fornecedor da cabine de aço. Ela não admite. Mas é fato que não se vê Triton nas ruas e em nas concessionárias. A Triton é uma raridade.

Considerando os prós e contras de cada lado, hoje, eu optaria pela Hilux. Mas ... você decide.

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Fri, 29 Feb 2008 21:42:29 -0300
Os melhores na oficina http://quatrorodas.abril.com.br/blog/paulo/75401_p.shtml O Cesvi concluiu este mês a atualização dos rankings do CAR Group, índice que aponta os veículos com mais condições de permitirem consertos mais rápidos e com custos menores.

Os rankings são divididos por categoria. Segundo a atualização, os modelos com melhor reparabilidade do Brasil, atualmente, são os seguintes:

Para entender como o Cesvi classifica os veículos, os estudos realizados e os critérios de seleção -- bem como os rankings completos de cada categoria -- visite o site www.cesvibrasil.com.br

CATEGORIAMODELO
Hatch compactoFox (2003 a 2008)
Hatch médio Stilo (2002 a 2008)
MinivanZafira (2001 a 2008)
Minivan compacta Meriva (2002 a 2008)

Multivan

Doblò (2002 a 2008)
Picape compacta Montana (2003 a 2008)
Picape média S10 (2001 a 2008)
Sedã compacto Logan (2007 a 2008)
Sedã médio Mégane (2006 a 2008)
SWMégane GrandTour (2006 a 2008)
SW compacto SpaceFox (2006 a 2008)
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Wed, 27 Feb 2008 19:41:03 -0300
Se comprar um Fit agora, peça um bom desconto http://quatrorodas.abril.com.br/blog/paulo/75393_p.shtml Ainda é um bom negócio comprar o Honda Fit, mesmo sabendo que em breve será lançado um novo modelo? O meu receio é a sua liquidez e desvalorização no mercado. – Marcelo Feitosa

R.: Agora é hora de tentar fazer um bom negócio, pedindo descontos, equipamentos, licenciamento grátis e tudo o que puder. As revendas sabem que o carro vai mudar e precisam esvaziar os estoques (se bem que com o mercado aquecido e, em se tratando do Fit, isso não deve ter sido um grande problema até agora).

Em relação à desvalorização é certo que o Fit atual terá maior depreciação. Além da desvalorização normal, que ocorre só pelo fato de ter saído da loja, ele vai sofrer pela perda de status. Vai deixar de ser o "Fit último tipo” para se tornar a “versão antiga do Fit".

Quando você fala em “liquidez” Marcelo, imagino que esteja querendo dizer "facilidade de revenda" e, nesse caso, acho que o Fit vai continuar a ser um carrinho bem procurado, ainda que seja “na versão antiga”. Basta observar o que acontece com o Civic, que já tem mais de uma geração no mercado e mantém o seu apelo, nas diferentes versões.

Mas me parece errado olhar para o carro como um investimento (impressão que essa palavra "liquidez" me dá). Já foi o tempo que carro era uma forma de aplicação financeira, no Brasil.

Felizmente isso acabou e o consumidor tem que se conformar que, saiu da loja, já está perdendo dinheiro. O remédio é usar bem o carro e ter bons momentos ao volante, para não se arrepender da despesa que teve.

Na foto, o Fit que chega ao nosso mercado em meados do segundo semestre. Deve ser a principal novidade da Honda no Salão do Automóvel de São Paulo 

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Wed, 27 Feb 2008 18:39:58 -0300
S10: a única picape média flex do mercado http://quatrorodas.abril.com.br/blog/paulo/75150_p.shtml Estou pensando em comprar uma S10 Flex. Qual a sua opinião? – Erika Bonatti

R.: Na minha opinião, a S10 está envelhecida. Ela foi lançada no Brasil em 1996 e até hoje mudou bem pouco. Por dentro, o visual antiquado é evidente e, por fora, prefiro o design original. As poucas mudanças que vieram ao longo do tempo descaracterizaram o belo design da picape.

 Mas, calma, apesar disso, eu acho que ela ainda é uma alternativa a ser considerada por quem procura uma picape. Principalmente por ser a única (média) com motor flex – até agora, nenhuma outra marca demonstrou intenção de fazer o mesmo.

A S10 é líder de vendas desde que chegou ao mercado e em 2007 ficou com 32,5% de participação graças, principalmente, à versão flex, que foi responsável por 59% das vendas da picape.

Ela foi avaliada na revista, e, embora não tenha sido testada na pista, deixou boas impressões. Seu motor de 147 cv com álcool, se revelou animado no desempenho e afinado com o câmbio manual de 5 marchas.

O consumo não foi medido. A fábrica fala em médias de 9,2 km/l, na cidade, e 11,8 km/l, na estrada, com gasolina, e 6,3 km/l, na cidade, e 8,2 km/l, na estrada, com álcool.

Outro ponto que ajuda a S10 é o tamanho da rede de assistência, presente em todo o país.

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Tue, 26 Feb 2008 16:42:05 -0300
Fit e Picasso renovados http://quatrorodas.abril.com.br/blog/paulo/74990_p.shtml Estou entre Fit e Picasso. Já soube que a Honda deve lançar um novo modelo no final do ano, o que provaria uma desvalorização do atual. Mas, não consigo obter informações sobre o Picasso. O que você sugere? - Andréa Melo

R.: Picasso e Fit são monovolumes de preços bem diferentes, o que torna a escolha mais fácil. O Picasso tem preços entre 59.190 reais (1.6 GLX flex) e 68.995 reais (2.0 Exclusive) e o Fit vai de 47.320 reais (1.4 LX flex) a 54.625 reais (1.5S).

Além disso, eles têm tamanhos diferentes. O Picasso é maior e oferece mais espaço, tanto para as pessoas quanto para a bagagem. O Fit, apesar de ser um monovolume, não tem porte (e nem uso) de minivam. Nesse aspecto, você deve analisar as suas necessidades.

Os dois são bem acabados. Mas o Picasso é superior, no acabamento e nos equipamentos (comparando as versões completas).

Em relação à renovação das linhas. O Fit atual vai mesmo dar lugar a uma nova versão, o que significará um fator a mais na depreciação do carro. Mas o Picasso, embora tenha passado por uma reestilização recentemente e continue entre nós por mais tempo, já foi aposentado na França, pelo C4 Picasso, o que também pesa contra ele.

O C4 Picasso (foto) que também será vendido no Brasil, não vai tirar o Xsara Picasso do mercado, segundo a Citroën. Mas, quando chegar, vai deixar evidente a idade do Xsara, projeto apresentado em 1998, na França.

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Mon, 25 Feb 2008 18:06:08 -0300
Potência e torque no reino da engenharia http://quatrorodas.abril.com.br/blog/paulo/74548_p.shtml Segunda-feira, fiz um post falando da potência dos motores dos modelos compactos que gerou bastante polêmica em torno da força e do desempenho dos carros. O texto apontava a mais potente entre quatro opções do leitor Wallace Oliveira, de BH, o que motivou diversos comentários.

Potência realmente não é tudo. Quando se fala apenas de motor devemos considerar também o torque. Por definição, segundo o Dicionário do Carro, publicado pela QR e escrito pelo Bob Sharp, potência é a velocidade ou a razão que um trabalho é efetuado. É a grandeza que melhor exprime o desempenho de um motor. E torque é o trabalho realizado por um motor independente do tempo necessário. É a sua força absoluta.

Na prática, o torque está relacionado à capacidade de aceleração do veículo e potência tem a ver com a velocidade final.

Olhando o carro como um todo, porém, além de potência e torque existem outras variáveis interferem no desempenho que são o peso do carro, o tipo de transmissão, a relação do diferencial, as relações de marchas, etc.

Quando projetam os carros, as fábricas levam em conta alguns compromissos que não só o desempenho, mas conforto, consumo, emissões e etc. E combinam as diversas variáveis de modo a atingir seus objetivos de projeto.

Acontece que muitos dos compromissos desejados são incompatíveis entre si. O ganho em um aspecto significa a perda em outro. É como um cobertor curto que cobre os pés mas descobre a cabeça.

O melhor projeto é o que consegue atender a todos os compromissos da forma mais satisfatória.

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Fri, 22 Feb 2008 13:47:42 -0300
Fala Brasil http://quatrorodas.abril.com.br/blog/paulo/74390_p.shtml
Estou em dúvida acerca de Punto, Polo ou mesmo de esperar pelo novo Fit. O que você acha, devo esperar o Fit? E o Punto será que muda sua motorização em breve? – Stenio Correia – Recife (PE)
R.: O Fit deve chegar em meados do segundo semestre. Se tiver paciência, espere. Acho que vai valer a pena. Quanto ao motor 1.8 do Punto, “o combinado” era que ele mudaria junto com o lançamento do Linea, que vem com motor 1.9 e chega na mesma época do Fit. Só que o contrato da Fiat com a GM, fornecedora do motor 1.8, vai até 2010 e, pelo que se sabe, esse motor 1.8 sai mais barato para a Fiat do que o 1.9 feito em casa. Portanto, o Punto pode continuar com o 1.8 por mais um tempo.


Preciso de uma luz: Toyota Corolla 1.8 Xli ou Renault Mègane 1.6 Expression? – Ricardo Ribeiro – Dourados (MS)
R.: O Corolla é mais carro e se você esperar algumas semanas poderá comprar o novo modelo que chega às lojas no final de março.




Estou em busca de um carro para a minha esposa. Ela gostou do Prisma 1.4. Eu tento convencê-la do Logan 1.6. Mas ela reclama do design. Já pensei no Clio Sedan, mas me falaram que saiu de linha. Qual seria a melhor opção? – Adilson José – Curitiba (PR)
R.: A melhor opção é deixar nossas esposas felizes. Sempre. Se ela quer o Prisma, que venha o Prisma. Mas você pode convidá-la a fazer um test-drive com o Logan. Quem sabe consegue convencê-la. Eu também sou mais o Logan, apesar do visual. E existe a opção do Sandero, mais bonitinho, na mesma concessionária. Você já tem programa para o final de semana.

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Thu, 21 Feb 2008 16:05:11 -0300
O que comprar: Jetta, Tucson e Civic http://quatrorodas.abril.com.br/blog/paulo/74170_p.shtml Estou entre o Jetta e o Tucson 2.0 automático, até porque os preços são parecidos, o que lhe parece? – Marcelo Oliveira 
R.: Eu sou mais o Jetta com câmbio de seis marchas, ESP de série, para ser dirigido como automóvel, ao contrário do Tucson, que é um SUV. Mas a decisão cabe a você, de acordo com suas expectativas e necessidades. Se você quer um carro para viajar com a família, talvez o Tucson seja mais interessante.

Stilo Sporting Dualogic ou New Civic? Tenho uma preocupação muito grande com a desvalorização e uma repentina mudança do modelo. – Manoel Netto
R.: O Stilo tem vida mais curta que o Civic. Ele está entre nós desde 2002 e o Civic, chegou em dezembro de 2006. Pelo ciclo (esperado) do produto, o Stilo morre com a chegada do Bravo, em 2010, e o Civic passa por uma reestilização no final de 2009. Sendo assim, fique com o Civic.

Tucson, CRV, TR4, Tracker e Rav4. Qual é o melhor? E o melhor custo/benefício? – Guilherme de Assis Sancho
R.: Pelo conjunto da obra, o CRV é o melhor (embora não seja um carro para aventuras radicais, nas trilhas). Ele não tem marcha reduzida. Para por na terra, o TR4 é mais indicado (apesar de ser pequeno). No que diz respeito à relação custo/benefício, o Tucson tem uma versão 2.0, por 80.000 reais. ]]>
Wed, 20 Feb 2008 15:26:16 -0300
Carros para portadores de deficiência física http://quatrorodas.abril.com.br/blog/paulo/74010_p.shtml Tenho uma boa notícia para as pessoas que me procuram pedindo informações sobre carros bons para portadores de deficiência física. 

A Revista Nacional de Reabilitação, uma publicação especializada em reabilitação, inclusão e acessibilidade de portadores de deficiência, fez uma pesquisa para eleger "O Melhor Carro para a Pessoa com Deficiência".

O estudo contou com a participação de 1.917 pessoas, entre portadores de deficiência, seus familiares e profissionais de saúde. Para se chegar ao carro que melhor atende às necessidades desses consumidores foram considerados aspectos como acessibilidade a comandos do painel, posição de dirigir, adaptações, relação custo/benefício, atendimento e entrega do veículo.

O vencedor foi Civic, com 27% dos votos. Em segundo ficou o Corolla, com 22% e em terceiro do Doblò, com 13%. Mais detalhes podem ser conseguidos no site da revista.

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Tue, 19 Feb 2008 17:56:28 -0300
Juju ''avaliando'' o novo Stilo Sporting http://quatrorodas.abril.com.br/blog/paulo/73753_p.shtml Diálogo:

-- Juju, hoje eu trouxe um carro amarelo para te levar na escola.
-- É o amarelo da caneta-marca-texto?
-- É.
Ela olha pela janela:
-- É amarelo mesmo!

Na garagem:
-- Mas o Stilo não é novo.
-- Este é. Tem lanternas novas, rodas ...
Passa a mãos nos bancos de couro: 
-- Mais conforto...
-- É...
-- Mas um jogador de basquete não passa por aqui. O teto é muito baixo.

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Mon, 18 Feb 2008 15:45:06 -0300
Fiesta: um carro com motor forte (entre os compactos) http://quatrorodas.abril.com.br/blog/paulo/73710_p.shtml Estou entre os seguintes modelos: Palio ELX 1.4 Celebration; Fox 1.6 Plus; Corsa 1.4 Premium ou Fiesta 1.6. (Gostaria de um carro com motor forte) - Wallace Oliveira – Belo Horizonte (MG)

R.: Se o seu único desejo é ter um carro com motor forte, o Fiesta 1.6 é o campeão, entre as opções que você levantou. O motor do Ford é o mais potente dos quatro. Ele tem 111 cv, rodando com álcool. Depois, do mais forte para o mais fraco, vêm Corsa 1.4, com 105 cv; Fox 1.6, com 103 cv e Palio 1.4 com 81 cv. Todos com álcool.

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Mon, 18 Feb 2008 14:10:20 -0300
Mille: é barato, mas tem seguro caro http://quatrorodas.abril.com.br/blog/paulo/73452_p.shtml Estou adquirindo um Uno Mille Fire 2008. Estou pedindo o modelo completo. Estou deixando de lado design para buscar economia e gostaria de saber se realmente vou obter isso. – Valdemir Lemes – Colombo (PR)

R.: Se você está preocupado em custo/beneficio, com o menor custo possível, você está no caminho certo. O Mille custa 30.168 reais, segundo o site da Fiat, com ar, direção, vidros e travas elétricos, limpador do vidro traseiro e um kit para som (com alto-falantes e antena). Além disso, ele é econômico e velho conhecido dos mecânicos, o que ajudar a baixar o custo de manutenção.

Só me preocupa o preço do seguro. O Mille é considerado um carro de grande risco pelas seguradoras porque ele vende bem, principalmente para frotas de empresas, o que contribui para elevar o número de sinistros, seja roubos ou acidentes. Sendo assim, se você não quer gastar muito com o seguro, faça uma pesquisa de preços antes.

Uma opção seria o Classic, que costuma pagar menos seguro (porque vende menos e vende mais para motoristas particulares) e é um sedã, embora seja menos equipado. Pelos “mesmos” 30.004 reais, você leva a versão Life com ar-condicionado.

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Fri, 15 Feb 2008 15:25:27 -0300
Sobre o meu carro http://quatrorodas.abril.com.br/blog/paulo/73358_p.shtml O fechamento da edição de março está acabando com as minhas forças. Mas vocês não perdem por esperar. Garanto que teremos várias matérias exclusivas. Sendo assim, hoje, não vou responder a uma dúvida do tipo “o que comprar”. Vou falar de outro tema. Muita gente me pergunta que carro eu dirijo no dia-a-dia como se o meu carro fosse um modelo recomendável, exemplo de qualidade, desempenho, etc. Quando respondo com o nome do carro sinto um ar de desapontamento nas pessoas. É esse o seu carro?

Meu carro é um modelo comum. Que me serve bem como transporte. Mas, aqui na revista vale a regra casa-de-ferreiro-espeto-de-pau, como diz o Adriano Griecco. Aliás, faço uso esporádico do meu carro, porque dia sim e outro também acabo dirigindo os veículos de teste da revista. Disso eu não posso me queixar. A cada mês eu tenho os que eu vou testar para a próxima edição, os que os outros vão testar (fazemos um “intercâmbio veicular”) e os carros da frota do teste de Longa Duração. No momento, temos o Prisma, o Punto, o C4 Pallas e o Logan.

Mais importante que conhecer o carro que eu tenho é saber quais eu recomendo nas diferentes faixas de preço e segmentos. Quem acompanha o blog já percebeu que gosto do Punto, da Mégane Grand Tour, do Focus ... Que recomendo quase de olhos fechados os japoneses Fit, Civic e Corolla ... E que gosto de Mercedes, qualquer modelo de qualquer ano. Ultimamente ando entusiasmado com os BMW brancos. Perto da minha casa existe uma revenda da BMW com vários exemplares brancos na vitrine Z4, Z4 Coupe, M3. Lindos.

Por hoje é só. Na foto, eu estou junto a um Maserati MC12..

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Thu, 14 Feb 2008 19:10:11 -0300
Tracker resiste nas trilhas e no mercado http://quatrorodas.abril.com.br/blog/paulo/73108_p.shtml Estava pensando em comprar um Tracker, mas fiquei desconfiado quando me disseram na concessionária que a partir do próximo mês virão apenas 40 veículos por mês para o Brasil. A Chevrolet importará um substituto? Qual a sua opinião sobre esse carro? – José Henrique – Curitiba (PR)

R.: A GM importa, em média, 700 unidades do Tracker por mês para o Brasil e tem planos de continuar com esse volume. A novidade da marca no segmento de utilitários será o Captiva, que chega em meados do ano. Mas, ele vem em outra faixa de preço e, por isso, não será substituto do Tracker. O Captiva deverá custar o dobro do Tracker.

Minha opinião em relação ao Tracker é positiva. Ele tem um estilo desatualizado, mas é um produto honesto no acabamento e valente no dia-a-dia. Foi indicado pela Quatro Rodas como Melhor Compra no segmento, em 2007.

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Wed, 13 Feb 2008 17:31:17 -0300
Punto ou 206, na mesma faixa de preço? http://quatrorodas.abril.com.br/blog/paulo/72984_p.shtml Estou para trocar de carro mas alguns “empecilios” geram indecisão. Minhas opções são: Punto 1.4, Punto 1.8 e Peugeot 206 Automatic, todos na mesma faixa de preço (em função de diferentes conteúdos opcionais). – Henrique Beloni Milan

R.: Se fosse você ficaria com o Punto 1.8. Ele é o mais completo, moderno e potente. A gente não sabe até quando a Fiat vai usar esse motor fornecido pela GM. No máximo, até 2010. Mas não depende só da Fiat, porque, a GM já “falhou” no fornecimento bem na época do lançamento do carro (por isso que quem comprou demorou para receber). Mesmo assim é a melhor escolha. O 1.4 é menos equipado e ainda que você compre os opcionais resta o motor fraco. E o 206 vai mudar muito este ano. Mesmo não chegando a um 207, ele vai ficar bem diferente do atual, por fora e por dentro (bem mais bonito, diga-se).

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Tue, 12 Feb 2008 20:14:43 -0300
Ecosport automático é bom de mercado? http://quatrorodas.abril.com.br/blog/paulo/72609_p.shtml Estou disposto a comprar um Ecosport automático. Porém, alguns amigos disseram que terei problemas no futuro com a revenda, em virtude do cambio, pelo fato de ser pouco procurado. Você acha que essa informação procede? – Hermenegildo – Congonhas (MG)

R.: O cambio automático tem conquistado cada vez mais espaço em nosso mercado, pela praticidade, conforto, desempenho e confiabilidade que os novos sistemas proporcionam. Há pessoas que se acostumam e depois não querem mais saber de outra coisa.

Por isso, acho que ser automático é um bom diferencial na hora da venda do carro. Embora não tenha certeza se você vai conseguir alguns trocados a mais por ele, imagino que o cambio automático será um equipamento bem vindo, quando a hora da revenda chegar.

Em alguns modelos o câmbio automático responde pela maioria das vendas das fábricas. É o exemplo dos sedãs, como o Corolla, cuja participação das versões automáticas no mix de vendas é de 70%. Entre os jipes importados, o câmbio automático também predomina.

No caso do Ecosport, a presença desse equipamento é menor, fica em 11% das unidades comercializadas, segundo a Ford. Mas, isso não é empecilho.

]]> Mon, 11 Feb 2008 14:56:57 -0300 Mégane http://quatrorodas.abril.com.br/blog/paulo/72356_p.shtml Estou bem inclinado para o Mégane Sedan. Gostaria de saber a sua opinião. – Ary Filho

R.: Eu gosto do Mégane, pela posição de dirigir, pelas respostas de seus motores e também pelo estilo (apesar de estar ligeiramente defasado em relação ao europeu). Mas é um carro difícil de recomendar aos amigos, sem fazer algumas ressalvas.

O pós-venda (assistência técnica) da Renault é bom. A marca sempre se sai bem entre os Eleitos da revista e eu mesmo pessoalmente já ouvi vários testemunhos favoráveis.

O problema do Mégane e que ele vende pouco, bem menos que seus rivais -- em 2007, foram vendidos 47.435 Civic; 34.464, Corolla; 30.525, Vectra e 11.027 Mégane -- e isso se reflete na hora da revenda, tanto na facilidade de comercialização quanto na manutenção do preço.

Se você gosta do Mégane e esta disposto a bancar essa situação, vá em frente e tenha bons momentos ao volante.

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Fri, 08 Feb 2008 17:04:41 -0300
Ka http://quatrorodas.abril.com.br/blog/paulo/72226_p.shtml O que acha do novo Ford Ka, seria uma boa compra? – Ricardo Mendes Jardim (atleticano)

R.: Eu gosto do novo Ka, apesar de saber que ele é mais um Frankstein made in Brazil. Melhor seria se ele fosse apresentado com um produto nacional inteiramente desenvolvido aqui, com outro nome de batismo. Assim ele seria o novo compacto da Ford e nada mais.

Mas como ele é oferecido como novo Ka, fica difícil evitar compará-lo ao novo Ka feito na Europa, que não tem nada a ver este que vemos nas ruas. Aliás, cadê o Ford Ka. Até agora não vi nenhum na rua?

Apesar dos pesares, portanto, gostei do novo Ford Ka. Já gostava do outro e este ficou maior, com mais jeito de carro. Mas, se eu fosse comprar um, ficaria com a versão equipada com ar, direção e vidros elétricos, que sai por 30.490 reais, no modelo 1.0 e 33.355 reais, no 1.6.

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Thu, 07 Feb 2008 19:10:26 -0300
Fit http://quatrorodas.abril.com.br/blog/paulo/72045_p.shtml Minha sogra precisa de um carro com direção hidráulica e câmbio automático. Existem alguns que ela pretende comprar: Honda Fit; Peugeot 206SW; Meriva Premiun; Corolla 1.6. Gostaria da sua opinião. – Claudio Severino Nogueira

R.: Das opções que ela já selecionou me interesso por duas: Fit e Corolla. São os dois modelos melhores no conjunto, considerando desempenho, acabamento, segurança, valor de revenda etc.. Os dois padecem do bom problema de serem renovados em breve. Mas ...

O Corolla muda antes. Seu lançamento está previsto para final de marco. Mas, não se sabe se haverá uma versão 1.6 – e a 1.8 talvez tenha preço fora de seus planos. O novo Fit só chega no fim do ano.

Imagino que para as necessidades de sua sogra, no uso do carro no dia-a-dia, o Fit seja a melhor opção, pelas características amigáveis que ele tem. Ele é um carro espaçoso, versátil e fácil de dirigir.

Ainda que seja para ficar com o modelo desatualizado, se eu fosse decidir hoje, compraria o Fit.

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Wed, 06 Feb 2008 22:10:23 -0300
ABS, ASR e ESP http://quatrorodas.abril.com.br/blog/paulo/71330_p.shtml Nos últimos dias, falamos de segurança, quando mostramos aquele gráfico sobre os preços dos carros no Brasil, e também no post sobre Punto x Stilo, o primeiro com ABS e airbag de série e o segundo com esses itens opcionais.

Houve diversos comentários alguns defendendo a importância desses equipamentos de segurança e outros relativizando sua necessidade. Para quem ainda não se convenceu da utilidade de sistemas como ABS recomendo a leitura da Quatro Rodas de fevereiro que traz um teste com ABS, ASR e ESP.

Aqui, você pode assistir aos vídeos.

Salva-vidas eletrônicos - parte 1 - teste ABS

Salva-vidas eletrônicos - parte 2 - teste ASR e ESP

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Thu, 31 Jan 2008 21:41:55 -0300
Prisma http://quatrorodas.abril.com.br/blog/paulo/71328_p.shtml Me ofereceram um Prisma Joy 2008 com ar, direção, vidros e travas e cd player com 11.000 km, mas ainda na garantia de fábrica por 31.000 reais. Sei que o valor é bom, mas gostaria de saber sua opinião sobre o carro. - Marcos Wendt

R.: Na minha opinião, o Prisma é um carrinho bonito. Sua traseira ficou muito mais interessante que a sua frente, que é igual à do Celta, carro do qual o Prisma é derivado.

Apesar de bonito, porém, considero o Prisma um carro frágil. Parece subdimensionado, projetado para ser um veículo urbano, daqueles feitos para rodar pouco, com pouca carga e em baixas velocidades. Modelos que deveriam ser o segundo carro da casa.

Só que esse tipo de carro não serve para o brasileiro que tem um carro só, na maioria das vezes, o qual é pau para toda a obra. Para o transporte durante a semana e para as viagens nos finais de semana. Ele só não é mais frágil porque seu motorzinho 1.4 é valente.

Aqui na revista a gente tem um Prisma. Na cidade, ele cumpre seu papel. Na estrada, é preciso cautela. Acima de 100 km/h começa a ficar instável, muito sensível aos ventos laterais.

Por ser um carro novo no mercado, e com bom volume de vendas, quem tem um não deve ser preocupar demais com desvalorização acima da média e nem com mudanças profundas no visual, em um futuro breve. E isso é bom.

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Thu, 31 Jan 2008 21:19:33 -0300
Punto x Stilo http://quatrorodas.abril.com.br/blog/paulo/70904_p.shtml Não sei se compro um Punto 1.8 Sporting ou um Stilo 1.8 Sporting. O Stilo oferece uma ampla lista de itens... no entanto, sei que tem o mesmo design há anos. O Punto é muito bonito, possui itens inovadores e não sofrerá mudanças por alguns anos. Qual a sua opinião? – Fabrício Cardoso

R.: Uma grande diferença entre os dois carros você já percebeu, que é a idade do projeto. O Punto acabou de chegar, o Stilo já foi descontinuado na Europa e deve ficar entre nós até meados de 2009, uma vez que o Bravo deve chegar no final do ano como modelo 2010. Outra diferença é o tamanho. O Stilo é maior que o Punto. E o preço: o Stilo custa 59.440 reais e o Punto 53.150 reais.

Os dois têm o mesmo motor 1.8 fornecido pela GM, por um contrato que vale até 2010, e são bem equipados, como você já observou. Mas existem diferenças entre os pacotes de equipamentos. Além de computador de bordo, faróis de neblina, sistema de som com entrada para USB e tocadores de MP3, Bluetooth, Fiat Code, My Car e Follow Me Home, que os dois têm, preste atenção aos seguintes detalhes: o Stilo tem ar-condicionado Dual Temp e direção elétrica Dual Drive, enquanto o Punto tem ar-condicionado simples e direção hidráulica. O Stilo tem teto Sky Window, o Punto não tem. Mas o Punto vem com ABS e duplo airbag frontal, itens opcionais no Stilo.

Ao volante, os dois oferecem conforto, mas podem ser dirigidos esportivamente. Pela posição de dirigir mais baixa e o melhor alinhamento do motorista com o volante e os pedais, eu prefiro o Punto.

Em resumo: o Stilo leva a melhor no tamanho, no espaço interno e no conforto e o Punto se sai bem no preço, nos itens de segurança, no design mais moderno e no prazer ao dirigir.

Eu ficaria com o Punto 1.8 Sporting.

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Tue, 29 Jan 2008 18:15:45 -0300
Os preços dos carros no Brasil http://quatrorodas.abril.com.br/blog/paulo/70758_p.shtml
Trata-se de um estudo de