Como se faz o preço de um carro
No lançamento do 207 brasileiro, a Peugeot trouxe uma explicação polêmica para o fato de ter apenas reformado o antigo 206, em vez de partir para o 207 europeu (foto), maior e mais moderno que o nosso: fabricado no Brasil, ele custaria 65000 reais. É uma explicação difícil de engolir? Sem dúvida. Mas não é, necessariamente, conversa para jornalista dormir.
Meses atrás, se você quisesse um novo Gol, pagaria cerca de um milhão de reais. Sério. Foi o custo unitário dos primeiros protótipos, feitos com peças de plástico laminadas uma a uma e moldes semiartesanais. Esse gasto era mais ou menos fácil de determinar. Agora, os 28890 reais que estão pedindo pelo carro que está na loja são um mero chute. Um chute caprichado, mas ainda assim. Nem Thomas Schmall, presidente da Volkswagen Brasil, sabe exatamente se deveria cobrar mais ou menos que isso.
Se Schmall fosse padeiro, teria uma boa idéia do preço de seu produto. Cada pão usa, sei lá: 2 centavos de farinha de trigo, 0,5 de água, 2 de eletricidade, 1 de impostos, 1 de salários... Para saber o custo de dez pães, é praticamente uma questão de multiplicar tudo por dez. O preço de um carro depende de uma conta muito mais complicada. Desenvolvimento custa caríssimo, mão de obra e material nem custam tão caro. Então, quanto mais carros você fizer, mais você dilui o investimento inicial. Por isso, todo projeto nasce com uma quantidade prevista.
Num exemplo real: a Toyota vai lançar no Brasil, em 2010, um carro pequeno (é o projeto 65HZL). O carro não está pronto, mas eles já planejaram vender 10000 unidades por mês, até 2015 -- quando o modelo vai levar uma reestilização. Será que, em 2013, pelo menos 10000 brasileiros por mês vão mesmo querer comprar esse carro? Será que russos, indianos e chineses (esses países também vão fabricar o carro e rachar a despesa) vão mesmo querer comprar? Alguém calculou que sim e, se não acontecer, a Toyota leva prejuízo. Por isso que essa gente que sabe fazer contas ganha tão bem.
E, nem assim, a conta vai fechar. O custo não é todo transferido para o preço do carro. A montadora calcula também ganhar algum dinheiro com manutenção, venda de acessórios, financiamento e com o aumento do giro nas concesionárias. Por exemplo: sem nenhuma novidade, o Ka passou a vender mais quando lançaram o EcoSport. Ou seja: o aumento das vendas do Ka ajudou a pagar o investimento no Eco, e a criação do EcoSport ajudou a vender Ka. Uma bagunça.
Voltando ao Peugeot 207 europeu: se fosse fabricado aqui, ele custaria 65000 reais? De repente, sim. Devem ter feito uma conta bem pessimista. Coisa de quem abriu uma fábrica em 2001 pensando num mercado que crescia rápido rumo aos 3 milhões de unidades, mas errou a aposta porque o Brasil encolheu, vitimado por crises econômicas que começaram do outro lado do mundo.
»COMENTÁRIOS
Fernando diz: Ta tudo ai pessoal: A mascara caiu: Preços apimentados Carros importados do México não pagam imposto de importação - e o benefício só aumenta o lucro das montadoras.O dólar baixo é a senha: produtos importados vão ficar mais baratos no mercado nacional. Não é o que acontece, no entanto, na área automobilística. http://www.terra.com.br/istoe/edicoes/2019/artigo95614-1.htm
Thiago diz: Daniel, ao comparar o 206 com seus concorrentes, vejo que ele é melhor. Não estou caindo na pegadinha da Peugeot (já critiquei ela bastante). Espaço interno, reconheço que o 206 é apertado (sempre achei), mas quando você entra nele, vc sente o conforto. A qualidade do material do painel é bem melhor, é maior o número de itens de série e de opcionais, além de que vc pode ter tudo isso por um preço bem mais barato do que Fiesta, Punto e Polo. O motor como eu disse: dentro da cidade um 1.0 é igual ao 2.0. Não troco o conforto do 206 pelo melhor desempenho de nenhum outro carro. Agora, compacto premium é só uma designação para separar os carros. Comparando o conforto do 207 nacional, ele é bem mais premium do que o Polo, Punto, Fiesta, Sandero... Fiz um comparativo de Polo 1.6 , Punto 1.4 , Fiesta 1.6, Sandero 1.6 e 207 1.4 ou 1.6 completos. Fico com o conforto e inúmeros opcionais do 207. Perco espaço e motor, mas estou confortável, e com um dos carros mais economicos do mercado nacional. Agora, bem que poderiamos ter mais opções de carros mais confortáveis e bem acabados.
André diz: Pessoal, eu nunca trabalhei na indústria automobilística, mas tenho experiência com produtos de linha branca que sofrem o mesmo mal dos carros: o altíssimo investimento fabril para produzir um novo modelo. Novas matrizes de injeção, novas matrizes de corte de aço, adaptações na linha de montagem, tudo isso custa MUITO caro e, se não houver realmente uma escala muito grande o investimento não se paga. São milhões e milhões de dólares! Sou da área de MKT, e lembro-me que cada vez que pedíamos para a equipe de engenharia desenvolver uma prateleira nova para um refrigerador - coisa simples - eles retornavam com o investimento necessário e acabávamos abortando a maioria das iniciativas por não poder repassar isso para o custo final. Nada custava menos de 500.000 dólares. Por isso acredito que o pessoal da Peugeot deva ter feito uma estimativa de vendas do 207 europeu aqui vs. o investimento necessário para produzi-lo e chegou à conclusão que o investimento não se pagaria - ou não retornaria no tempo esperado. Isso sem contar P&D, que neste caso seria menor pois o carro já está pronto na Europa. O que a Peugeot poderia ter feito é o que a Fiat fez com o Punto, adaptando o 207 europeu à uma plataforma do 206 nacional, porém eles não têm uma equipe de engenharia tão grande como a Fiat para conduzir projetos desta magnitude - acredito eu. Pois, novamente, eles não têm escala no mercado nacional que viabilize um centro de tecnologia do tamanho do da Fiat. Eu acho que o resultado final ficou bom, mas concordo que o nome foi infeliz. Em um mercado globalizado essas coisas ficam complicadas. Mas os preços estão BEM competitivos, e se não houver ágio eu acredito que vai vender bem. Como um grande entusiasta de carros que sou, fico triste por não poder disponível carros do nível do 207 europeu. Aluguei um na Europa assim que ele foi lançado em 2006, e o carro é excelente!
Daniel Alves diz: Leandro, concordo com você que o Focus é uma compra muito melhor mesmo, pelo preço. Já discordo com relação ao Fiesta e os outros carros que você citou. O Punto nesse preço só se for a versão de entrada que também vem mal equipada e com o ridículo motor 1.4 fraco e beberrão. O C3 é carro pra quem ama oficina e gosta mais ainda de esperar peças de reposição que não existem. Além disso, o comportamento dinâmico do carro é péssimo. Pontos pelo bom acabamento e pela direção elétrica. Ainda acho o Fiesta mais jogo, mas aí vai de gosto pessoal de cada um, lembrando que o C3 ainda sai uns 2 mil mais caro pelo menos. Insisto, leiam os comparativos pela net. dêem uma olhada na opinião dos proprietários dos veículos, etc.
Leandro diz: Como já disse, quem paga 40 mil num Fiesta 1.6 está deixando de fazer um negócio muito melhor que é a compra do Focus 1.6, que é 1000 vezes melhor acabado, espaçoso e muito melhor em dirigibilidade. Fiesta 1.6 é um carro muito caro...de nada adianta ser um bom carro se seu custo é nas alturas...O Fiesta com ar, direção, vidros e travas custa o mesmo que um punto, que um citroen c3...e convenhamos seu acabamento é muito ruim para custar tanto....dos piores da categoria!!!
Leandro diz: Como já disse, quem paga 40 mil num Fiesta 1.6 está deixando de fazer um negócio muito melhor que é a compra do Focus 1.6, que é 1000 vezes melhor acabado, espaçoso e muito melhor em dirigibilidade. Fiesta 1.6 é um carro muito caro...de nada adianta ser um bom carro se seu custo é nas alturas...O Fiesta com ar, direção, vidros e travas custa o mesmo que um punto, que um citroen c3...e convenhamos seu acabamento é muito ruim para custar tanto....dos piores da categoria!!!
Daniel Alves diz: Thiago, desculpa discordar de voce de novo mas essas suas impressões estão sem base nenhuma. Tanto Fiesta quanto Punto são carros de dimensões bem mais generosas que o 206 se tivermos o segmento como referência (vai do entre-eixos ao porta-malas), é só comparar pelos números (http://quatrorodas.abril.com.br/comparativo/ ). No que diz respeito especificamente ao Fiesta, acho que você está precisando ler um pouquinho mais. Ele é referência de dirigibilidade na categoria, o motor estupra o do 206, o espaço interno como já citei é bem melhor, etc. Dê uma olhada em comparativos, pode ser até pela net mesmo,e tente achar um em que o 206 ficou a frente do Fiesta. O 206 não é um carro ruim, mas está MUITO longe de chegar aos compactos premium. Não caia na pegadinha da Peugeot.
Richarson diz: Um problema sério que contribui para essa distorção, praticamente para todas as áreas, é a legislação trabalhista. Um empregado custa para o empregador 104% a mais fora o salário quando que em outros paises os encargos sociais somam entre 30 e 40%. Some-se, também, faltas, prejuizos, um serviço mal feito, uma máquina quebrada, feriados (alguém muito engraçadinho já introduziu mais um feriado aquí em São Paulo no dia 9 de julho) e a conta é bem maior. Hoje estava conversando com o dono de uma loja que teve que dispensar um gerente e teve que pagar uma bolada de dinheiro. Muita gente simplesmente fecha ou vai à falência por problemas com empregados. Para piorar, ao invés de uma livre negociação, vem um sindicato e diz que o piso salarial da categoria é X. Engana-se quem pensa que isso é bom para o trabalhador. As empresas se defendem, por exemplo, ao invés de contratar 10 empregados trabalham com cinco e todavia achatando os salários. Isso tem ocorrido consitentemente nos ultimos anos. Niguém aguenta mais altos impostos e encargos trabalhistas que potencialmente são uma bomba. Imaginem as grandes empresas com essas quadrilhas de sindicatos altamente organizadas. As empresas tèm que lucrar muito senão o risco não compensa. O Brasil vem se arrastando há décadas por causa disso. Uma legislação decente e acabar com esses sindicatos é urgente.
Marcos diz: Concordo integralmente com você, Luiz Fernando. Sou assinante da QR e gostaria de ver uma matéria sobre esse assunto.
Luiz Fernando diz: Boa Noite a todos. Eu, como vocês, sou mais um indignado com o preço que as montadoras nacionais estão praticando. Muitas comparações surgiram com EUA e Europa, mas hoje eu estava folheando uma 4 rodas de agosto de 2002 e vi o preço do corolla (a mesma geração de uns 3 meses atrás):R$ 34 mil reais!! Hoje não se tira por menos de 60mil, ou seja QUASE O DOBRO DO PREÇO. Gostaria que alguém me explica-se o motivo dessa alta, porque pela inflação não foi (O carro da toyota é só um exemplo, a maioria dos carros da época valia quase a metade de seus respectivos atualmente). Os novos carros nacionais eu também considero uma piada, o Astra de lá se tornou nosso pedante "vectra GT". Uma lata de sardinha com mortor 1.4 como o punto custa a partir de 43 mil reais...e por aí vai. Adquiri recentemente um Sandero 1.6 2009 completo com airbag duplo por 40 mil. Considero uma boa compra, em frente à situação atual. A peugeot coloca uma frente nova, soma um número no nome e lá se vai quase dez mil reais a mais no preço de uma carro "maquiado". (Aliás, por coincidência, postei há alguns dias em meu blog sobre este assunto, com especial destaque para 207 e novo Gol; e analisando também a sagacidade das montadoras ao explorarem a visão brasileira de carro como objeto de status social - http://luizbetti.blogspot.com/). Parabéns ao Marcelo Moura pelo blog, e concordo inteiramente com o mesmo na questão que a culpa é também do consumidor, que aceita comprar carroça a preço de carrão. Por isso, gostaria de sugerir à Quatro-Rodas, maior e mais influente revista automobilística do país, que fizesse uma matéria com a pauta deste tópico, ou seja, tentar descobrir como, de fato, cada montadora atuante no Brasil calcula o preço de seus carros produzidos no país(comparando com anos anteriores, poutros países, etc). Essa pauta prestaria um grande serviço a população ao pelo menos tentar explicar os preços praticados nopaís. Dependendo dos resultados obtidos, até mesmo concientizar os leitores de como a "margem de lucro" das montadoras está sendo calculada e praticada em cima do dinheiro do consumidor. Para termos um público mais exigente, devemos ter um público mais informado. Fica ai o meu recado, obrigado.
Thiago diz: No dia que eu entrei em um Polo e depois soube que o Sportline por 50 mil vem sem retrovisor elétrico. Tirei a conclusão que é melhor um 206. Entrei em um Punto, achei bonito, moderno, mas o acabamento não é tão bom. E é caríssimo para o tamanho dele (tão apertado quanto um 206). Agora dizer que um Fiesta é melhor que o 206... Só se for o motor, o que não altera nada em uma via congestionada. É uma pena não termos o 207 europeu, mas o nacional, em questão de conforto e qualidade de acabamento, é superior que seus concorrentes. É só entrar e comparar.
Leandro diz: Opa! Existe uma informaçâo incorreta da sua parte Daniel...tambem acho o Fiesta 1.6 melhor que o Peugeot, mas um Fiesta 1.6 compete em preço só se for pelado!!! O Peugeot 206,5 vai custar 37 mil completo, com ar, direçaõ, vidros e travas eletricas. Um Fiesta com esses equipamentos passa de 40 mil e aí eu acho muito mais negócio comprar o Focus...
Daniel Alves diz: Thiago, você viajou legal. O Polo humilha o peugeot 206, bem como o Punto o faz. Não há comparação entre os carros em acabamento, espaço interno, modernidade do projeto, etc. Não à toa a Peugeot teve de lançar o 207 na Europa (que eu conheci lá) e este sim tinha cacife demais pra desbancar os outros dois, tanto é que se tornou o carro europeu mais vendido ano passado. Se liga, o 206 é um bom carro mas nem de longe compete com Polo, Punto e o próprio Fiesta. Exemplo: o 206,5 com motor 1.4 vai custar o que o Fiesta (maior, de melhor dirigibilidade, etc) custa com o Zetec Rocam 1.6 de 111 cv.
Thiago diz: É uma pena não podermos ter o 207 europeu aqui no Brasil. Enquanto nossos vizinhos estão recebendo ele. Agora temos que concordar com uma coisa. O 207 vindo do jeito que está, não vai perder clientela de jeito nenhum, pois pouca gente sabe que existe esse modelo europeu. Além disso, o custo-beneficio dele é excelente (pelo que vi nos preços divulgados). Ele vai competir com Novo Gol, Fiesta e Corsa topo de linha e com o Punto, POlo e C3. Já entrei em todos esses carros, e digo: além do C3, os outros não chegam perto em questão de acabamento, qualidade e conforto. Por isso que a Peugeot não traz o europeu. Por que gastar mais e trazer um modelo europeu, se basta uma reestilização? No nosso mercado o 206,5 é um carrão.
Luiz Americo RJ diz: Concordo com os que disseram que o preço dos carros no mercado nacional é formado levando muito em consideração o quanto o consumidor esta disposto a pagar. Lembro que todas as montadoras aqui no Brasil apresentam resultados positivos ( operações rentaveis e lucrativas ). Na Europa e EUA as montadoras estão passando um certo aperto ( semana passada foi noticiada a possivel falencia da GM pelo Banco Merryl Linch ), mas la fora se lançarem um carro sem o que o consumidor espera ele simplesmente não vende, pois existem inumeras opções. Aqui no Brasil as montadoras estão com uma enorme margem de lucro em seus preços e os consumidores estão pagando ( vide crescimento da industria, aumento do credito etc.. ). Concordo que a Peugeot poderia ter lançado o 207 original aqui, mas pior ainda são VW, FIAT e GM que estão instaladas no pais há decadas ,conhecem nossa economia, tem plantas instaladas e ainda ficam dando tapinhas em seus carros e não atualizam seus modelos ( Golf, Vectra, Palio, UNO, Corsa, Astra entre outros ). Se vc olhar bem, friamente existe mercado sim para o 206,5 olhem os concorrentes, ele vai vender mais que o 206 assim como o sedan Iraniano ( nada contra o Pais mas sim contra a idade do modelo ). Infelizmente estamos em um senhor mercado, aquecido, capacidade produtiva em expansão, mas se as montadoras estão muito bem por que atualizar os seus modelos...? grande abraço a todos.
Marcelo Moura responde: Certa vez, o CarroEtc do Globo contou a história de um dono de Hilux que morava no Rio (ou em São Paulo, não muito longe disso) e fazia as revisões fora do país (Argentina? Paraguai?). Quem tiver mais memória (ou o recorte do jornal guardado até hoje), por favor me ajude.
Richard diz: Não é só carros. Certa vez compréi um pneu no pais vizinho, um Bridgestone Potenza de 15", por 140 reais. O mesmo pneu no Brasil custa 340 reais. Um pneu não passa de um pedaço de borracha moldada com alguns aditivos. Seu custo não deve ser superior a 20 reais em larga escala. A partir daí comecei a ver o mercado brasileiro com outros olhos. As coisas aquí estão realmente muito distorcidas.
Marcos diz: Não tenho dúvidas de que as fabricantes de automóveis se servem do Brasil em favorecimento de suas matrizes. É bom lembrar a frase utilizada pelo Diretor de Marketing da GM, Samuel Russel, recentemente: "não queremos a liderança de mercado, apenas queremos vender "bons" produtos de modo a atingir a lucratividade esperada". Realmente o que todas pretendem é salvar suas holdings, e quem paga somos nós, infelizmente.
Diogenes Franco diz: Essa pratica de dar uma maquiada no carro e vender como novo já é usada á 3 décadas (vejo isso desde a época do DelRey) por todas as montadoras brasileiras. A Peugeot pelo menos está tendo a sensatez de vender esse 207 por um valor menor que os 206 top de linha, politica de preços diferente de todas as outras montadoras. Alguem pode me citar que outro carro foi "re-estilizado" e vendido a um preço menor que seu antecessor? O Ford Ka é o que? E o Palio? Só trocam os faróis e dão umas mudadas em algumas chapas de aço, sempre foi assim. Os blogueiros aqui sofrem de muita hipocrisia, vocês acham lindo a Honda vender Fit por 45mil que é sub-sub-sub compacto lá fora e Civic que vem só com motor e banco por 70mil, fazem fila de espera por um Fiat Punto que tem motor de Monza e desmonta sozinho. Em contraponto todos acham o Focus um puta carro (e é mesmo) mas ninguém compra (nunca vendeu bem), mesmo caso do Stilo que vem completasso pelo preço que que cobra e hostilizam um Megane que é o sedan de melhor beneficio pelo custo.
Marcelo Moura responde: Como disse, também acho os tais 65000 reais pelo 207 fabricado aqui difíceis de engolir. Será que o novo Focus, mais caro na Europa que o 207, será fabricado na Argentina para venderem acima do Fusion? O que eu digo é que qualquer valor (até 65000 reais por um 207) é justificável, porque o preço na verdade não existe. Os custos são descolados do produto e você pode estimar qualquer volume de vendas para, em cima dele, calcular o retorno de investimento. Sim, existe uma bela margem de lucro. Mesmo no caso do Azera: ele custava 138000 reais e ninguém comprava. Baixou para menos de 100000 e agora vende bem. Os preços são como são porque uma quantidade suficiente de gente (suficiente na opinião das montadoras) paga.
Luciano diz: Duvido que o 207 europeu custasse mesmo 65 mil. O Punto e o Polo não custam... O que me deixou indignado não foi o fato de a Peugeot ter optado por reestilizar o 206. Se ela chegou à conclusão de que era mais vantajoso economicamente atualizar o antigo, tudo bem. É direito dela decidir onde por o seu dinheiro. (E até que o 206 ficou muito bom!). Mas o que eu não concordo é chamá-lo de 207. Ilude o consumidor e tem um certo cheiro de má-fé.
px diz: Melhor era trazer esse 207 real a 65.000 do que esse 206,5... eu acredito que terao um prejuiso enorme, ninguem de bom gosto vai comprar esse 206,5
D.M.Mazzei diz: Pelo preço que irão cobrar no modelo básico 1.4 3 portas (segundo a 4R), bem que poderíamos ter recebido, ao menos, as lanternas traseiras à lá 207 europeu, não é mesmo? Essa reestilização foi semelhante à do "novo" Fiesta que nem percebemos a diferença na traseira... mas pelo menos o preço do Fiesta manteve-se o mesmo do anterior...
Marcelo Moura responde: Lembro que, nos Estados Unidos, a nota fiscal de qualquer par de meias traz, discriminado, quanto você está pagando de impostos naquele produto. Se as montadoras são realmente vítimas da taxação pesada, poderiam declarar o preço desmembrado. Só não pode anunciar pelo preço sem impostos.
Eduardo Teixeira Küll diz: Bom (re)lembrar que o 207 europeu já é vendido nas versões CC (conversível) e RC (3 portas esportivo) no México (que está com o mercado em queda) e Chile e que ACABARAM DE SER APRESENTADOS NA ARGENTINA. vamos começar a desarmar esta desculpa esfarrapada (trabalho com orçamento e custos há 15 anos): 1) A plataforma do 207, que é a do C3 revista e ampliada, e que descende do 206, já existe há tempos, produzida NO BRASIL a praticamente 10 anos, portanto, investimento em projeto inicial, já feito e amortizado, custaria pela atualização, NÃO DO ZERO; fora que testes de suspensão, direção, parte elétrica já estão feitos pois no espírito "aproveita tudo" se estas partes forem diferentes no 207, podem ser reaproveitadas do 206 e do C3 (prova disso é o Punto); 2) Realmente, P&D são caros MAS a legislação brasileira dá, em média 5 anos para a amortização, que dependendo do projeto pode ser estendido a até 10. Amortização de investimento reduz o lucro, o que faz com que se pague MENOS IMPOSTO DE RENDA, portanto, o impacto do projeto é reduzido e diluído em um período relativamente interessante; 3) O mercado brasileiro vem crescendo constante e consitentemente há pelo menos três anos, sem qualquer sinal de que, no mínimo, não vamos estacionar nas tais 3, 3,2, 3,4 milhões de unidades/ano; somando a Argentina, chega-se fácil a algo em torno ou logo acima dos 4 milhões de veículos/ano. Portanto, a afirmação que o mercado encolheu vale, mas vale para um horizonte passado de pelo menos 4, 5 anos (de novo, lembro a Fiat, que já tem unidades de teste do Bravo montadas e saindo testes para lançamento do carro em um ano talvez). A grande verdade a meu ver é que infelizmente o mercado está comprando tudo o que se produz e a Peugeot preferiu o caminho mais fácil, seguido por TODAS as grandes montadoras no Brasil, Fiat inclusive, de dar um "tapinha" no visual de um modelo antigo e oferecer a falácia de um modelo "novo" em cima de uma plataforma antiga. Este Peugeot, fora o visual teve alguma mudança digna de nota? NÃO. Estrutural ou tecnologicamente avançou? NÃO. Ganhou espaço interno? NÃO. Ficou mais econômico, menos poluentes que seus pares? NÃO, nada além do que a legislação exige. Exatamente como o VW Golf IV "e meio" é uma enganação, um "espelhinho", um "colar de contas" para enganar o consumidor trouxa, enquanto com esta manobra rentabiliza-se ainda mais a plataforma, investe-se menos e continua-se a ganhar dinheiro sem oferecer nada digno de nota ao consumidor em relação ao modelo base, o 206. Enquanto isso, o site Auto Data, em notícia de 04/07/08, afirma que a produção do 207 vai ser REDUZIDA na fábrica de Poissy, França, por conta da queda de demanda. Ou seja, enquanto lá, com mercado estagnado e até mesmo em queda investe-se em modelos novo, aqui, usa-se o expediente do engana-trouxa, como o Golf IV "e meio" e este 206/207 imerecido para apenas ganhar mais dinheiro em cima do mesmo carro, sem uma única melhoria digna de nota, que não seja o design. O Brasil se tornou nos últimos tempos a "vaca leiteira" das montadoras, seja a Ford, a GM, a VW e agora, até mesmo da Peugeot, que fazem reforminhas em seus carros, tem a pachorra de oferecê-los como novos e assim, ganham dinheiro para segurar a situação nas matrizes. BENDITAS AS JAPONESAS QUE, APESAR DE NOSSO MODELOS SEREM MENOS EQUIPADOS QUE OS LÁ DE FORA, AINDA ASSIM SÃO TECNOLOGICAMENTE ALINHADOS COM SEUS PARES DO EXTERIOR E ONDE TAMBÉM NÃO SE OFERECEM "ENGANA-TROUXAS" COMO ESTES AO CONSUMIDOR BRASILEIRO: COROLLA, CIVIC E O "CHEGANTE" FIT.
Paulo Vitor diz: Pessoal nos ñ temos de sentir raiva da Peugeot, TEMOS DE SENTIR É DA VW QUE PRODUZ UM GOLF COM A KRA DE PAU DE DIZER QUE É "NOVO" SE SÓ FOI MUDADO OS FAROIS DO MESMO JEITO DO POLO, estratégia copiada pela Chevrolet com o Astra, ops, Vectra GT, vcs já olharam p/ eles? Olha, gosto muito da Fiat mas guardando os sentimentos ela é a únicxa que realmente tras os modelos europeu p/ cá apenas com adaptações(Ex:Tipo, Tempra, Tempra SW que nem adaptada foi, Marea e sua SW, Brava, Coupe e Uno que sim, foi trazido de lá)
Nepomuceno - Salvador - BA diz: Marcelo, Sei que existe fundamento nos argumentos que você colocou. Mas não acredito que seja toda a verdade. Realmente, existe um custo muito grande de pesquisa e desenvolvimento de um produto. A indústria farmacêutica, por exemplo, também passa por isso. Contudo, usando o mesmo exemplo da indústria farmacêutica: Ao gastarem muitos milhões de dólares para desenvolverem um determinado remédio, tudo que eles querem é produzir este mesmo remédio em uma grande escala e vender muito para cobrir o investimento inicial com pesquisa e, logicamente, alcançar o lucro. Para isso, vender o mesmo produto em vários países se tornou essencial, de forma a aumentar a escala. Assim, considerando que o custo de desenvolvimento do produto (Peugeot 207) já foi arcado pela montadora lá na França, usar exatamente o mesmo produto aqui (quanto menos "adaptação", melhor, pois implica menos pesquisa adicional) iria fazer com que a montadora somente aumentasse a escala de vendas e, dentro do seu objetivo, recuperasse cada vez mais o investimento inicial de pesquisa e desenvolvimento. O que fica, então, inexplicável é isso: o produto não já foi desenvolvido na França? Ainda que tenhamos pequenas adaptações, o grosso do gasto com pesquisa já foi feito. Vender no Brasil não vai aumentar a escala? Acho que a montadora realmente resolveu empurrar o 206,5 no Brasil porque aqui se compra qualquer carroça por qualquer preço. Mas não sei o que podemos fazer. Deixar de comprar carros? Andar de Monza?
velocidade diz: O mercado só irá mudar quando comprarmos somente carros por CxB como Effa M100 R$ 22.990 Picanto R$ 35,900 Logan R$ 28.990 Focus 1.6 R$ 39.990 Cerato 1.6 Sedan R$ 48.700,00 Tracker 4x4 R$ 61.000 Magentis R$ 62.790 Subaru Impreza 160cv R$ 69.900 Fusion R$ 74.800 Carens R$ 79.990 Azera V6 R$ 84.000 Chrysler 300C e futuro I30 .
João diz: Se o 307 é vendido em preço real a partir de 50 mil, não dá para entender porque tanto medo em fabricar aqui o 207. É tudo conversa fiada mesmo, estão acomodados com suas vendas. Assim como é mentira o custo que informam na reestilização do 206. Câmbio do C3, novos amortecedores, novo painel, revesitimentos fonoabsorventes, que trabalhão que de "tudo" isso...
Ricardo diz: Que há um excesso de impostos é indiscutível. As montadoras, se quiserem, podem reverter isso. Eles têm poder para fazé-lo. Nisso, eles são resposáveis pela situação. Como foi postado, a diferença de preços não se justifica apenas pela diferença de impostos. Mas do jeito que está é extememente lucrativo para eles e para o governo. Quem paga a conta somos nós. Nossa resposta deveria ser: "Não compre carro novo, recicle"
Marcos diz: Vocês estão se esquecendo de alguns fatores muito relevantes. Por aqui, os metalúrgicos não ganham em euros ou em dólares e, mesmo em reais, o salário é bem inferior. Portanto, em se tratando de veículos produzidos no Brasil, a diferença de preços torna-se ainda mais absurda. Não sei se alguém se lembra de ter lido algo parecido, mas, no ano passado, saiu uma nota na própria QR, se não me engano, em que diziam que a Porsche era invejada na Europa, pois era a única fabricante a conseguir lucro de 4 mil euros, em média, por veículo comercializado, já as outras fabricantes alcançavam em torno de 500 euros por veículo. Sinceramente, vocês realmente acham que por aqui a margem de lucro sobre o produto comercializado, seja um Fusion ou um Gol, é tão pequena? Tenho absoluta certeza de que não.
car diz: Também não concordo com as explicações da Peugeot, mas por que os internautas e jornalistas automotivos não descem o pau também na vw, gm, Renault, etc, que têm frankesteins e latas velhas como golf brasileiro (credo!), vectra (que é astra), corsa (do século passado na Europa), clio (ultrapassadíssimo), etc, etc, etc... Como já disseram, consumidor brasileiro é palhaço e principalmente burro!
Romulo Dantas diz: Devem ter usado a mesma conta mágica que a Honda usou para chegar no custo de um Civic aqui no Brasil.
Edelberto diz: Marcelo, três coisas influemciam no CUSTO do produto: a) Mão de Obra Indireta, Matéria Prima, e Custos Indiretos. Qualquer um que trabalhe com formação de preços, sabe muito bem como calcular qualquer uma dessas variaveis, e seria ridiculo achar que as montadores não sabem. PREÇO não é igual a CUSTO. Preço é o CUsto, mais a margem de lucro que o empresário quer ganhar. Preço só é definido por mercado, quando os agentes economicos possuem armas iguais. Não é o caso do Brasil, muito menos o mercado superaquecido das montadoras. O 206 ou 207 só é vendido assim, não por causa dos seus custos, mas porque tem quem compre.
Daniel Alves diz: Marcelo, também não deu pra engolir esse papo aí da Peugeot não. Como alguns blogueiros bem estão destacando aqui tem carro IMPORTADO que chega aqui com valor competitivo, sem necessitar de gambiarras. Pra mim o fator não é nem custo de produção nem importação, é quanto o mercado está disposto a pagar pelo produto. Como bem acaba de destacar o Francisco, um Ford Fusion por exemplo poderia chegar aqui por no máximo uns 50 mil. O Caso todo é que a Ford vê que se vendem 25 mil Gols 1.0 por mês a 30 mil cada um. Logo, ela vê a distância que separa o produto dela de um Gol 1.0 e o vende 3 vezes mais caro, em vez de pedir somente 50 mil. É fato, o nosso mercado se propõe a pagar fortunas nos automóveis, logo pra que cobrar barato? No caso da Peugeot é mais balela ainda, pois se eu não me engano ela já tem até a plataforma do 207 euopeu aqui, que se não me falha a memória é a mesma do Citroen C3. O que ela adotou foi a política mesmo do "produzir qualquer porcaria para aquele lixo de 3º mundo e vender". Daí vai começar o sucesso das coreanas e outras mais, que estão colocando uma margem de lucro menos absurda nos seus carros. Exemplo: um Jetta nos EUA custa menos que um Tucson. Aqui, o Jetta custa 10 mil Reais a mais!!!! Eu pergunto: qual empresa é mais honesta nisso: a Hyundai ou a Volkswagen???
Francisco M. Xavier diz: Desculpe Marcelo, mas concordo com o Fernando!, sou empresario e entendo um poquinho de formação de preço, só que o que acontece aqui no Brasil é uma "farra", um cartel sim! nada explica e justifica um mesmo veiculo sendo vendido com preços absurdamente diferentes (descontando os impostos) lá fora e aqui no Brasil! nada! isto é balela das montadoras para nos usurpar! afinal o projeto não é o mesmo? não teria que ser diluido mundialmente? um amigo meu comprou um Fusion lá nos USA e pagou 37.000 reais! com teto solar! igual ao vendido aqui por 87mil! agora se puderes me justificar esta diferença.....vou imaginar, pensar alto...e escrever.... A Ford manda o Fusion para o Brasil, pelo México, sem imposto de importação, espera ter o lucro na venda, quando ele foi comprado aqui no Brasil certo? coloca em cima disto (pelo menos deveria) apenas o frete, que deve ficar na casa de 4.000 reais já com seguro, pois eles mandam volume e por frete marítimo, a diferença média de impostos entre Brasil e USA fica na casa de 27% (foi o que li em um artigo certa feita) calculando: 37mil, menos lucro ford USA = 30mil, adiciona frete = 34mil, a diferneça entre estes 34mil e os 87mil aqui do Brasil é imposto e Lucro, então, aplicamos, hipotéticamente, os 27% da diferença de impostos entre Brasil e USA (não considerei que o Fusion é feito no México e exportado para os USA: tem frete tb!) - segue: 27% em cima de 34mil = 43mil reais, claro qua apliquei sobre o bruto...mas a diferença é brutal mesmo assim! acredito que a Ford lucre o DOBRO aqui no Brasil com a venda do mesmo carro lá nos USA! nO MÍNIMO! na verdade quem está pagando os custos destes projetos somos apenas nós! "otários" Brasileiros! abraço!
Marcos diz: Sinceramente, eu creio que as fabricantes de automóveis se aproveitam da farra dos impostos no Brasil e, dessa forma, acabam por justificar os altos preços. Obviamente que nossos impostos são inaceitáveis, porém, talvez sirvam de subterfúgio às montadoras.
Gustavo diz: Acho difícil chegar nesse valor. Um Peugeot 206 3p Francês custa 11850 euros (R$30810). O nosso sai por R$ 28690. O problema é que o nosso vem pelado. Um Peugeot 207 5 portas sai por 13350 euros (R$ 34710). Ou seja, se lançasse o modelo francês aqui e não esta gambiarra. o preço do nosso 207 mais simples seria próximo R$ 40 mil. Se alguém observar o valor que a Peugeot quer cobrar pela gambiarra (R$ 38 mil), observará que seria praticamente o mesmo que cobraria se vendesse o 207 original. Já tive um Peugeot 206, mas não compro essa gambiarra.
Marcelo Moura responde: Olá, Fernando. Preço não é só ganho de escala e impostos. É muito isso, mas não só isso. Como eu dizia nos comentários do post "The new Gol", a montadora vai tentar livrar o maior lucro possível (até para se previnir, afinal aquelas todas as previsões de venda em cada país nem sempre se confirmam). Se você estivesse dentro da montadora, faria a mesma coisa. Já que você está do lado de cá, simplesmente não compre o que achar caro, e jamais pague ágio. (Tenha um Monza...) De tempos em tempos, aparece um Hyundai Azera 3.3 V6 rodeado de airbags, a preço de Accord com airbag duplo e motor 2.0 de quatro cilindros.
Marcelo Oliveira, diz: Prezado Marcelo. Ótimo blog, com ótimos assuntos. Parabéns.
Fernando, diz: Marcelo Vamos analisar, Se o investimento inicial faz diferença e a economia de escala idem, vejamos então: O FUSION produzido em larga escala, custa nos EUA 21000 dólares (FUSION SEL 2.3 AT), ou seja, R$34700, chega no Brasil a R$80000. O JETTA SEL 2.5 AT6 custa 22000 dólares (R$36300) nos EUA e chega no Brasil a R$86000. O Honda CRV AT custa cerca de 23000 dólares (R$38000) chega no Brasil a R$94000. O Nissan Sentra 2.0 SEL custa cerca 16000 dólares (R$26400) e chega no Brasil por R$62000. Todos têm economia de escala, o investimento inicial vai ser diluído entre diversos países (EUA, México, Brasil) e não pagam o II (imposto de importação). Lembrando que no México os veículos também são muito mais baratos.
Igor de Assis diz: Bem, difícil de engolir o é, sem dúvidas! PORÉM, acho que a única resposta que nosso mercado consumidor pode dar a esse tipo de prática - se quiser ser considerado um mercado exigente e digno de respeito - é o famoso "NÃO"!! Tais produtos "maquiados", como 207 (ou 206,5 como queiram), Novo "velho" Golf, Vecta, Vectra GT, entre outros, assim como estes, mascarados e com modificações mecânicas em relação aos seus pares europeus, denotam pelo menos duas coisas: que as fábricas não têm o menor respeito pelo consumidor brasileiro e; que realmente não acreditam no seu potencial. Então, para mim, é evidente que se esses veículos de segunda linha "vingarem", estaremos, enquanto consumidores, mandando uma resposta muito clara de volta às fábricas - ora de que elas estão absolutamente corretas em seu julgamento!
Carlos A Godoy diz: Ao contrário de seu conceito que acabou por ratificar a complexidade na formação do preço de um novo produto, a realidade é outra ou seja: conhece aquele velho artifício "fazer parecer difícil para valorizar o seu produto", pois é exatamente isto que as montadoras, tanto as nacionais como as internacionais, adotam para justificar seus preços. Afinal as pessoas mais esclarecidas tem pleno conhecimento que atualmente o avanço tecnológico deste a fase de concepção ao da produção tiveram seus custos reduzidos, assim como o emprego de matéria-prima de má qualidade em larga escala(basta um olhar mais atento no acabamento de nossos carros, inclusive os não populares), que infelizmente não são repassados ao consumidores em nome de uma ganância cada vez maior por lucros. Por isso, aos poucos os então acessórios de série foram com o tempo se tornando opcionais e outros simplesmente foram abolidos.
Ricardo diz: É só cmparar o preço dos veículos vendidos fora do Brasil. Um toyota ou um civic custam em torno de $15.000 nos EEUU. Acrescente impostos em torno de 10% mais frete $600 e valor final resulta em de S17.100. Incríveis 27.000 reais. No preço já está embutido o lucro do fabricante e do concessionário. Se alguém souber do preço CIF desses carros em algum porto do Japão ou EEUU ou de algum outro vendido no Brasil a gente vai ter uma boa idéia do custo real.
Nídia diz: Atualmente quando vou pesquisar preço de carro aprendi a não olhar apenas a tabela. Ha que se procurar os custos embutidas e onde a montadora pode recuperar alguma perda, como já disse o Marcelo. Quando comprei um Corolla tive que comprar, por tabela uma TV de LCD (venda casada) equivalemte a 4 mil reais. Se não levasse a TV teria desconto de 1 mil reais apenas. Outra coisa que acho um absurdo é o fato de fazer revisões a cada 5 mil Km, todas pagas, ou seja, a manuteasão de um carro zero está maior que a de um varro velho. Tenho o carro a 6 meses e já gastei 746 reais de manutensão. Isso pra mim é novidade, pois a cada 2 ou 3 anos troco de carro por um zero, mas foi a primeira vez que comprei Corolla, e acho que vai ser a última.
Lucas diz: Muito obrigado pela explicação Marcelo. "No lançamento do 207 brasileiro, a Peugeot trouxe uma explicação polêmica para o fato de ter apenas reformado o antigo 206, em vez de partir para o 207 europeu (foto), maior e mais moderno que o nosso: fabricado no Brasil, ele custaria 65000 reais. É uma explicação difícil de engolir? Sem dúvida." Alguem disse isto em um comentário e fiquei muito curioso em saber se era verdade. Mas com todo respeito a Peugeot realmente é difícil de engolir. Será que o 307 que custa a partir de 52.000 não custaria mais caro então? Segundo a revista Auto Pasióm da Espanha o 207 1.4 5P Urban custa 11.430 Euros e o 207 Confort 5P 12.950 Euros, ou seja, cerca de R$29.718 e R$33.670. Isto na Espanha onde os impostos são salgados. Difícil de engolir?
Angelo Christianini diz: Creio que se a Peugeot, fabricasse o 207 Europeu aqui no Brasil, ganharia muitos consumidores, em vez de perde-los, como está acontecendo. Falo por mim e pelo que vejo aqui em meu mundinho. Depois que vi as fotos do 207 Brasil, vendi o meu 206 ano 2007 que iria trocar pelo 207(Europeu) e comprei um carro de outro fabricante que achei mais "honesto".
Angelo Christianini diz: Creio que se a Peugeot, fabricasse o 207 Europeu aqui no Brasil, ganharia muitos consumidores, em vez de perde-los, como está acontecendo. Falo por mim e pelo que vejo aqui em meu mundinho. Depois que vi as fotos do 207 Brasil, vendi o meu 206 ano 2007 que iria trocar pelo 207(Europeu) e comprei um carro de outro fabricante que achei mais "honesto".








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