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Os renegados

Antigos, superesportivos e picapes diesel são os patinhos feios das seguradoras. Entenda por quê
POR LUÍS PEREZ

José Luiz Figueiredo não consegue fazer o seguro dos seus Fusca


Abrigo dos velhinhos
Todas as companhias oferecem cobertura a automóveis novos e seminovos. Para não deixar órfãos os veículos mais velhinhos, algumas seguradoras criaram produtos específicos para donos desse tipo de modelo. A Brasil Veículos, do Banco do Brasil, por exemplo, oferece há três anos o BB Seguro Auto Econômico, exclusivo para modelos entre sete e 20 anos de fabricação. A idéia é atingir um público que não é atendido pelos seguros tradicionais. Entre as características que diferenciam o produto do seguro tradicional e que contribuem para reduzir seu preço, destacam-se a possibilidade de adquirir apenas a cobertura básica, além da contratação do seguro por valor determinado (70% do valor de mercado, segundo a tabela Fipe), ajustando o seguro às necessidades e ao bolso do cliente. Outra empresa que afirma aceitar veículos de passeio com mais de dez anos de uso é a Porto Seguro. Para não excluir completamente esse tipo de cliente, a Itaú Seguros, por exemplo, oferece para veículos de até 20 anos assistência 24 horas, danos a terceiros e acidentes pessoais por passageiro.

Dizer “não” nunca é uma tarefa fácil. Tempos atrás ouviam-se com freqüência relatos de companhias de seguro que respondiam simplesmente “obrigado, mas não aceitamos esse veículo”. Hoje em dia essa negativa vem em forma de preços exorbitantes para a cobertura. Nessa mira não estão apenas modelos específicos, mas também perfis bem definidos de motorista – jovens, com carteira de motorista há pouco tempo e dirigindo versões esportivas são sérios candidatos a receber como avaliação um percentual alto em relação ao valor do modelo. Se a média do mercado é pagar 7% do valor do carro na apólice, nesse caso o seguro bate nos 15% ou até nos 20%. Mas o céu é o limite.

Se esquecermos o perfil do condutor e focarmos exclusivamente no tipo de veículo, veremos que os preços proibitivos (ou mesmo a negativa pura e simples, que ainda existe) estão nos superesportivos (como Ferrari e Porsche), nas picapes diesel (prato cheio de ladrões que querem alimentar o mercado paralelo de geradores) e nos automóveis velhinhos. “Não aceitamos veículos de competição, bem como automóveis com irregularidades de chassi ou emplacamento”, afirma Luiz Antonio Mac Dowell, diretor técnico da Brasil Veículos. Segundo ele, a limitação para os modelos mais velhos fica por conta do alto custo de manutenção. “Existem carros cujas peças não são mais fabricadas”, diz.

Não é simples antipatia. As seguradoras dizem que, antes de chegar a essa “lista negra”, foram realizados vários cálculos – e registrada uma série de sinistros. O cálculo do valor do seguro é formado pela estatística de roubo e furto, mais colisão parcial e total, além do questionário de perfil, que inclui a região de circulação e pernoite do veículo. “De qualquer forma, em geral, veículos fora de linha, cujas peças de reposição não são facilmente encontradas no mercado ou cujas peças de reposição tenham valor muito elevado ou possam ser facilmente colocadas e adaptadas em outros veículos, costumam apresentar preços mais elevados”, afirma Marcelo Sebastião, gerente do produto Auto da Porto Seguro.

Peça com preço
Para ele, o maior impeditivo dos “velhinhos” é mesmo o custo. “Hoje o reparo de um veículo antigo tem o mesmo custo do de um novo, ou seja, custam o mesmo as peças de um zero-quilômetro, de 30 000 reais, e as de um fabricado em 1997, de 15 000 reais. Com o passar dos anos, o carro normalmente se desvaloriza, mas as peças não caem de preço, tornando a apólice proporcionalmente mais cara”, diz Marcelo Sebastião, que depois completa: “Porém é uma fatia do mercado que nos interessa”.

Sim, motoristas como José Luiz Figueiredo, 49 anos, que comprou há pouco tempo dois Fusca – um 1966 vinho e um 1968 branco em ótimo estado –, são clientes em potencial para seguradoras. Não são colecionadores, mas gostam de ter um “velhinho” para ir arrumando aos poucos e, enquanto isso, o utilizam com parcimônia no dia-a-dia. “É muito difícil fazer seguro de carros como esses meus. Mas, por enquanto, o negócio é protegê-los com as velhas travas de antigamente”, afirma, referindo-se às antigas travas de volante, câmbio e de combustível.

Para encontrar o seguro ideal, vale a velha regra de procurar o corretor e simular o custo em várias seguradoras. Isso porque a política de aceitação e oferta de produtos varia de uma companhia para outra. Algumas focam em veículos de passeio, não operam com alguns importados, preferem atuar com veículos novos ou seminovos, entre outros critérios. “O corretor irá indicar os produtos disponíveis no mercado que melhor atendam às suas necessidades”, afirma Paulo Umeki, diretor de produtos da Liberty.

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