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Numeração do motor
Junho 2011

Numeração do motor

Dificuldade de encontrar a numeração do motor tira o sono dos proprietários de alguns carros que precisam atualizar a documentação

Por Leonardo Faria
Lista de matÚrias por data:

TAMANHO DA LETRA  

Quando entrou em vigor, em 2006, a resolução 199 do Denatran, que obrigava a inclusão do número do motor no Certificado de Registro e Licenciamento de Veículos (CRLV), havia uma boa razão por trás dela: diminuir a quantidade de veículos roubados, combatendo a venda ilegal de peças. Cinco anos se passaram, o procedimento incorporou-se à rotina do mercado, mas alguns proprietários de veículos que precisam atualizar sua documentação ainda encaram um desafio extra: a dificuldade de ter acesso à numeração.

O maior problema enfrentado por quem quer colocar a documentação em ordem é encontrar o código do motor, pois algumas vezes ele está em local de difícil acesso, podendo exigir até a desmontagem de algumas peças. A história do empresário Paulo Wolf, de 58 anos, ilustra bem a situação. Proprietário de um Honda Fit 2008, ele precisava da numeração para fazer uma transferência de endereço. O primeiro impulso foi tentar encontrá-lo dando uma boa olhada no cofre do motor. Sem êxito. Depois Wolf consultou o manual do proprietário. Mas aí veio uma nova surpresa. "Por incrível que pareça, o manual do carro indicava um local confuso, não parecia que era o mesmo. Tive de ir até uma concessionária, para entender melhor o verdadeiro lugar da numeração, mas eles não me ajudaram muito. Depois, em casa, como tenho a sorte de conhecer um pouco de mecânica, desmontei diversas mangueiras e uma parte do radiador para chegar aonde precisava."

No fim, deu tudo certo, mas o episódio do manual deixou o empresário chateado. "Sempre gostei da Honda, tenho o Fit e acabo de comprar um New Civic. Só que o manual do proprietário não pode ser incompleto assim. Até porque ele é direcionado para o cliente final, pessoas que normalmente não entendem tecnicamente de automóveis", afirma Wolf. Procurada pela reportagem, a montadora japonesa nega que haja erro ou imprecisão no manual do seu modelo, independentemente do ano de fabricação.

Infelizmente, o Fit não é o único carro que demanda todo esse trabalho na hora de acessar a numeração do motor. De acordo com Wilson Tímpano, gerente da empresa especializada em laudos técnicas Plena Visão, há diversos outros modelos que possuem nível semelhante de dificuldade para encontrar o código. "Alguns modelos da Dodge e da Audi, além do Volkswagen Gol G3 e outros veículos com motor 16 válvulas e ar-condicionado, também são complicados nessa questão. Assim como no Honda Fit, há a necessidade do desmonte de algumas peças para alcançar a numeração", afirma Wilson.

Se você não tem a sorte de conhecer um pouco de mecânica, chegar ao local da numeração pode ser complicado. É por isso que muita gente acaba recorrendo a empresas de laudos técnicos, que viram seu mercado crescer após a publicação da resolução 199. Até então, elas eram mais usadas principalmente no momento da compra e venda de um automóvel usado, já que elas conseguem emitir um histórico completo daquele veículo. Porém, em um caso como o do Fit, essas empresas também podem servir para conseguir o decalque ou a foto da numeração do motor. O único inconveniente é que todas as empresas consultadas pela reportagem não fazem apenas a busca e registro do número do motor. O consumidor é obrigado a contratar o serviço que emite o laudo completo. Na média, a vistoria total sai entre 75 e 120 reais.

Se seu carro é daqueles que gostam de esconder o código do motor, só restam outras duas opções. A primeira é pedir ajuda a um mecânico de confiança. Mas cuidado aqui, pois no fim das contas ele pode acabar cobrando um valor maior que o da vistoria técnica - com a desvantagem de não receber um laudo completo ao término da inspeção. A outra opção é o proprietário fazê-lo por conta própria. Só que, nesse caso, se você não tiver conhecimento de mecânica, a situação pode ficar ainda pior. Uma mangueira mal encaixada ou um cabo solto podem causar alguma avaria no motor ou no sistema elétrico ou de arrefecimento - e aí aquela economia vira um baita prejuízo



CÓDIGO ANTIGO LIBERADO

No início, quem mais sofreu com a resolução 199 foram os donos de carros antigos. Como muitos não tinham a numeração estampada do motor, vários proprietários se viram impedidos de atualizar a documentação. A boa notícia é que a chegada de três novas resoluções tornou o processo mais simples. Agora o veículo que não tem esse código entra com um processo no Detran de seu estado, realiza uma vistoria técnica e, se aprovado, é encaminhado para uma empresa especializada, que realiza a marcação do número. "Depois da atualização da resolução, tudo ficou mais fácil. A atividade de levar o carro à vistoria e fazer a marcação não é tão trabalhosa. Apenas o que incomoda é o custo da operação. Algo um pouco salgado, que gira em torno de 500 reais", diz André Tavares, do Galaxie Clube do Brasil.





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