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Auto-serviço | Reportagens
O seu pneu pode durar mais
Abril 2009

O seu pneu pode durar mais

Pequenas dicas para para aumentar a sua vida útil

Por Luís Perez
Lista de matérias por data:

ALTERAR O TAMANHO DA LETRA  

Dificilmente um fabricante se arrisca a dizer quantos quilômetros seu pneu pode rodar. Isso acontece porque seu desgaste depende de uma série de fatores, como marca, carga que leva, tipo de piso, temperatura ambiente e estilo de condução, entre outros. Um exemplo: quanto mais trechos de curvas, como serras, ou freadas bruscas, menos o pneu vai durar. A topografia conta muito. Cidades cheias de morros, como Belo Horizonte, tendem a fazer um pneu durar até a metade do que duraria em locais planos, como Brasília. “Na capital mineira, um pneu que duraria até 90 000 km chega a ter uma vida útil de apenas 45 000 km”, afirma Renato Silva, gerente de marketing de produto da Michelin.

Como topografia ou quantidade de peso são fatores que fogem ao controle, a dica para fazer um pneu durar o máximo possível começa na calibragem, que está prescrita no manual do proprietário do veículo. O erro mais comum é se esquecer da calibragem. Estudos mostram que uma pressão 10% menor que a recomendada reduz a vida de um pneu em 5%. Está rodando com pressão 20% abaixo do ideal? O desgaste será 16% maior. Com 30% a menos de ar, a vida útil cai em 33%.

Além disso, um pneu murcho oferece mais resistência ao rolamento, consumindo mais combustível – a cada 20% de pressão a menos, o carro fica 2% mais beberrão. Sem dizer que um pneu descalibrado compromete a estabilidade, afetando a segurança.

Em geral a calibragem deve ser feita toda semana (ou no máximo a cada 15 dias), sem se esquecer do estepe e de fazer o balanceamento a cada 5 000 km. Porém não pense que “encher bem” resolve tudo – assim como a falta de pressão provoca desgaste prematuro, o excesso afeta o centro da banda de rodagem, deixando o pneu mais vulnerável a cortes e impactos, além de diminuir a vida útil e o conforto.

Depois da calibragem, outro cuidado básico é com a forma de dirigir. Evite arrancadas e freadas bruscas, assim como fazer curvas cantando pneu. Também é ideal passar corretamente em lombadas e valetas (em velocidade baixa, com o carro “solto”, e não freando) e evitar subir em calçadas. Nunca estacione sobre manchas de óleo, que deterioram a borracha.

Outra medida importante é o rodízio periódico, que pode ser feito, para os motoristas com maior sensibilidade, sempre que for percebida uma mudança considerável de comportamento do veículo. “Isso ocorre porque o pneu do eixo motriz costuma se desgastar três vezes mais rapidamente que o outro”, diz Renato Silva. Na média, o rodízio deve ser feito a cada 10 000 km, mas de novo é imperioso seguir o que diz o manual. A operação é simples: substituemse os pneus dianteiros pelos traseiros, mantendo-os sempre do mesmo lado. Em veículos 4x4, essa operação pode ser feita em “X”. Depois do rodízio, nunca se deve esquecer de alinhar e balancear.

Outra regra, que parece óbvia mas nem todos seguem, é que o estepe deve ser encarado exatamente como o nome diz – um pneu substituto. Ou seja, ele deve ser usado até que o titular da vaga seja devidamente consertado ou substituído – aliás, evite sempre usar pneus com níveis de desgaste diferentes no mesmo eixo. Em alguns modelos, o estepe é menor, para ocupar menos espaço no porta-malas.

Quando a vida útil chega ao fim (sempre que a banda de rodagem for gasta até uma das marcas TWI, significando que o sulco chegou à profundidade mínima de 1,6 mm) e você não quer arriscar comprando um pneu errado, não é vergonha pedir que a loja coloque “o mesmo modelo que já está aí mesmo”. Isso porque fabricantes e montadoras investiram anos para chegar àquela fórmula ideal (leia na pág. 90 como nasce um pneu).


LÁ ATRÁS

Você sabia que o correto é colocar o par de pneus novos sempre no eixo traseiro? Isso porque ele é mais sensível à falta de controle no carro e, se desgarrar, é mais difícil de corrigir. Quando perde aderência nas rodas da frente, o motorista consegue controlá-las mais facilmente. Mas o ideal mesmo é que todas as rodas apresentem o mesmo estado, por isso a necessidade do rodízio.

ESPECIAL PNEUS - VEJA TAMBÉM
> A importância do alinhamento dos pneus para o seu carro
> Saiba como nasce um pneu
> A história do pneu
> Onze curiosidades sobre o mundo dos pneus






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