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Auto-serviço | Financiamento
O motor do mercado
Novembro 2007

O motor do mercado

Nunca foi tão fácil comprar um carro a prazo. Veja como você pode fazer o melhor negócio

Por Cláudio Gradilone
Lista de matérias por data:

TAMANHO DA LETRA  

A indústria automobilística brasileira tem batido recordes atrás de recordes. Nunca, nem nos momentos mais eufóricos da economia, vendeu-se tanto carro por aqui. Apenas para ilustrar, em 2009 foram emplacados 3,14 milhões de automóveis no Brasil, o maior número da história. O crescimento da produção e das vendas é tão grande que vem obrigando fornecedores como siderúrgicas e empresas de autopeças a reduzir suas exportações para atender o apetite das montadoras por matérias-primas.

Milagre? Longe disso. O que vem ocorrendo é um fenômeno facilmente explicável, que pode ser resumido em apenas sete letras: crédito. Pode ser crédito direto ao consumidor, conhecido como CDC, podem ser operações de leasing ou mesmo os tradicionais consórcios, que vêm perdendo espaço no mercado para os financiamentos diretos. Segundo dados fornecidos pela Associação Nacional das Empresas Financeiras de Montadoras (Anef), o saldo das carteiras de Crédito Direto ao Consumidor (CDC) e leasing apresentou uma alta de 12,8% em abril de 2010 (em relação ao mesmo mês de 2009), saltando de 145,3 bilhões de reais para 163,9 bilhões de reais.

Considerando as duas modalidades separadamente (CDC e leasing), o CDC teve expansão de 29,3% em abril, subindo de 81,2 bilhões de reais para 105 bilhões de reais. A carteira de leasing, por sua vez, teve retração de 8,2%, saindo de 64,1 bilhões de reais para 58,9 bilhões de reais. A ordem dos bancos é emprestar dinheiro.

Planos de 84 meses

Os números do setor mostram a relevância desse mercado. Apenas no primeiro trimestre de 2010, a soma dos saldos das carteiras para financiar automóveis novos e usados foi de 163,1 bilhões de reais. A expectativa da Anef é de crescimento de 10% a 15% no volume das duas carteiras em 2010. Com isso, o segmento deve fechar o ano com saldo entre 173 bilhões de reais e 180 bilhões de reais.

Prazos longos, taxas de juros mais baixas e promoções - como não cobrar o frete, especialmente nos carros de luxo - têm feito parte do dia-a-dia do setor. O principal atrativo de vendas é alongar o prazo do financiamento, o que diminui drasticamente o valor da prestação. Há três anos, era difícil encontrar uma linha de financiamento, mesmo para automóveis zero-quilômetro, que superasse os 48 meses. Hoje, os prazos chegam a 84 meses, em alguns casos. Mesmo grandes bancos, tradicionalmente mais conservadores que os bancos de montadoras, têm oferecido até cinco anos para o financiamento do possante.

 


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