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Auto-servico | Financiamento
Troco sem troca
Novembro 2007

Troco sem troca

Refinanciar o próprio carro pode ser a solução rápida e barata para pagar menos juros

Por Luís Perez | Ilustração: Glauco Diógenes
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Seu dinheiro anda curto? Muitas dívidas acumuladas, prestações a pagar e limites estourados no cheque especial e no cartão de crédito? A solução pode estar na sua garagem: o refinanciamento do carro. Nessa operação, ainda pouco praticada, mas que vem ganhando importância, é possível tomar dinheiro emprestado a taxas relativamente baixas, usando o veículo como garantia. Tanto é que muitas instituições bancárias não costumam usar o termo "refinanciamento" e sim algo como "crédito pessoal com garantia de veículo".

As taxas compensam. Um crédito pessoal normal cobra taxas mensais entre 5% e 5,5%, o cheque especial de 7,8% a 8% e o cartão de crédito bate nos 11%. Já os juros do refinanciamento de automóvel variam de 1,33% a 2%, sem contar as tarifas. Vale ressaltar que os juros estão em queda, o que torna o momento propício para essa modalidade. Por exemplo, as taxas mínimas do refinanciamento eram de 3,3% ao mês há dois anos.

Outra vantagem é a agilidade da operação. Enquanto um crédito pessoal leva cerca de quatro dias para sair, o refinanciamento costuma ser liberado de um dia para o outro. O limite de empréstimo em geral varia de acordo com o ano do carro. Se ele tem três anos ou menos, o banco financia até 60%; de quatro a sete anos, até 50%; de oito a dez anos, até 40%. O prazos chegam a 36 meses. "O refinanciamento é uma modalidade de crédito aconselhável quando se procuram recursos e não se encontram outros empréstimos nem taxas mais baratas", diz Luiz Montenegro, presidente da Associação Nacional das Empresas Financeiras de Montadoras (Anef).

O refinanciamento não é o crédito mais barato encontrado nos bancos. Há outros, como os empréstimos consignados, oferecidos para aposentados, pensionistas e servidores públicos ou para trabalhadores da iniciativa privada usando o Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) como garantia. No entanto, o acesso a esses empréstimos depende de sua condição profissional. Já o refinanciamento é uma das menores taxas "universais", ou seja, disponíveis para qualquer cliente que tenha um carro.

Comece pela web

Como fazer? Para conseguir essa "troca com troco sem troca", é necessário possuir um automóvel não muito velho - com dez anos no máximo, mas é melhor que sejam modelos posteriores a 2002 - devidamente quitado e, de preferência, com o seguro em dia. Para achar as menores taxas, o melhor é sentar-se à frente do computador. Pela internet é possível fazer simulações nas páginas de vários bancos, além de conferir o que cada um deles oferece - uns obrigam a contratação de seguro, outros aceitam até motocicletas. Pesquise cuidadosamente os bancos, porque as taxas variam em função da postura comercial mais ou menos agressiva de cada instituição financeira. Bancos querendo crescer no mercado costumam oferecer taxas um pouco mais camaradas e condições mais favoráveis.

A internet é a forma ideal de começar sua pesquisa, mas a pior forma de acabá-la. Fechar negócio pela web quase sempre é perder dinheiro. Quando o computador central do banco calcula a proposta que vai fazer pelo seu carro, ele usa as hipóteses mais pessimistas, o que faz com que as taxas subam. Por isso, depois de encontrada a melhor taxa, é preciso tratar diretamente com o gerente do banco. Aqui, qualquer esforço para demonstrar que você é um bom pagador compensa diretamente no seu bolso. Usando bons argumentos - como bom histórico de crédito e o costume de pagar as contas em dia, por exemplo -, é possível convencer o gerente a cobrar juros mais baixos.

Falar não basta. Também é importante reunir comprovantes de que você é um bom pagador. Prove que seu nome está fora dos cadastros de inadimplentes. Mostre também documentos que comprovem que você possui bens em seu nome, como outro automóvel além do que está sendo dado em garantia - vale até mesmo a escritura de um imóvel próprio. Além disso, nada de se fazer de coitadinho na hora de ir ao banco. Apresentar-se mal vestido e com barba por fazer só vai, aos olhos do banco, aumentar o "risco" que você representa à operação. Quanto menos risco você significar na opinião do gerente, melhor. Ou, como dizem alguns economistas: bancos adoram emprestar dinheiro para quem não precisa.


USE COM MODERAÇÃO

O refinanciamento é uma forma de crédito relativamente barato, de longo prazo e razoavelmente descomplicado. Mesmo assim, cuidado: apesar das vantagens, não deixa de ser uma dívida e tem de ser usado com cuidado. Ele permite trocar um empréstimo caro, cujos juros estejam comprometendo seu caixa, por um mais barato. Apesar de pagar menos juros, porém, você vai continuar endividado. Os especialistas em finanças recomendam não usar o refinanciamento para gastos de consumo ou para pagar prazeres como viagens ou presentes caros. O mais indicado é refinanciar um veículo para pagar à vista alguma compra grande, como móveis ou material de construção para a reforma da casa. Levantando o dinheiro com o automóvel e pagando a compra à vista, é possível obter descontos de 5% a 20% nas lojas, além de escapar dos juros salgados do crediário. Ou ainda, por questão de organização, para unificar todos as dívidas em uma só conta. Luiz Montenegro, presidente da Anef, faz duas advertências. Uma delas é que quem toma esse dinheiro emprestado precisa ter certeza de que não vai trocar de carro enquanto estiver pagando a dívida. Outra é tomar cuidado com a ilusão dos juros baixos. Mesmo pagando bem menos do que pagaria por outros créditos, o tomador do empréstimo ainda vai estar endividado e por prazos longos, como três anos. "Esse não é o tipo de empréstimo que serve para pagar a viagem de Carnaval", diz Montenegro. "Lembre-se de que vai haver Carnaval no ano seguinte também."



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