
Quem já não viveu a clássica situação de acordar atrasado para o trabalho e, ao tentar ligar o carro, descobrir que a bateria está arriada? O melhor a fazer é ir atrás de um cabo de chupeta para fazer a transferência de energia e conseguir dar a partida.
O polo negativo do método tradicional é que o motorista tem de saber usá-lo corretamente, para que o cabo de transferência não se vire contra o usuário, seja tomando algum choque ou, no pior dos casos, causando curto na bateria e danificando não só seu carro como também o carro doador.
Para evitar que o motorista enfrente esse tipo de dificuldade, existe no mercado uma solução diferente para quem sofre com baterias anêmicas: o recarregador eletrônico Smart Charger.
O princípio é o mesmo do cabo tradicional, porém com um grande diferencial. Em vez de abrir o capô e ligar os polos positivo e negativo de cada bateria, o condutor precisa apenas conectar o Smart Charger no acendedor de cigarros (ou qualquer tomada de força de 12 V) do carro doador, aguardar alguns segundos e, em seguida, acoplar o plugue da outra extremidade do cabo no acendedor de cigarros do cabo receptor. Simples e prático, sem riscos de choque nem da sujeira típica de mexer na área sob o capô. Só é necessário que os dois carros tenham uma tomada de 12V.
O problema do Smart Charger, porém, é que nem sempre o resultado é o esperado, pois em veículos que estão com a bateria muito arriada há grande chance de você ficar horas aguardando o carregamento e não ver o resultado esperado, como verificamos em nosso teste. Por outro lado, em baterias que estão parcialmente recarregadas o resultado é satisfatório.
“Quando usamos um cabo tradicional ligado diretamente na bateria dos carros, temos mais transferência de energia porque a amperagem é muito maior. Com o recarregador eletrônico, a história é outra”, diz Daniel Taniguti, 28 anos, dono e chefe de oficina da Taniguti Injection, em São Paulo (SP), que nos ajudou no teste do aparelho. “Em um carro totalmente descarregado, não conseguimos ter nem de perto o mesmo resultado de um cabo convencional. Além disso, um fio dessa espessura pode sofrer uma queima se precisar ficar carregando por muito tempo uma bateria sem carga alguma.”
É bom lembrar também que, se o fusível do acendedor de cigarros ou da tomada 12 V estiver queimado, o aparelho perde sua função. Ao preço de 59,90 reais (mais o frete), o Smart Charger é uma opção barata, prática e limpa, mas não substitui totalmente o clássico cabo de chupeta.




