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Luz de injeção do JAC J3
Setembro 2011

Luz de injeção do JAC J3

Donos do hatch reclamam da lâmpada da injeção que se acende mesmo depois de ter passado pela autorizada

Por Waldez Carmo Amorim | fotos: Leo Drumond e Silvio Gioia
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TAMANHO DA LETRA  

Se a luz da injeção está acesa no painel, já é razão para o dono do carro se preocupar. É hora de ir correndo para a concessionária, a fim de descobrir o que está havendo com o motor. O problema maior é quando a autorizada diz que não foi nada e a luz volta a acender depois, como tem ocorrido com compradores do JAC J3 e J3 Turin, que veem o aviso amarelo EPC (Engine Power Control) teimar em não se apagar.

"Saindo da revenda na primeira vez, a luz EPC acendeu antes que o carro completasse 8 km", diz o advogado Bruno Miguel Carvalho, de Belo Horizonte (MG), dono de um J3 2011. Ele explica que acessou o site da marca e, apenas duas horas depois de deixar sua reclamação, o gerente de pós-venda da concessionária onde comprou o veículo foi a sua casa, acompanhado de um mecânico. "Eles fizeram um reset no módulo da injeção e o aviso se apagou. Mas no dia seguinte, antes de completar 20 km, a luz voltou a acender." Só após uma nova visita à autorizada é que a luz se apagou de vez.

Várias tentativas de resolver o problema são comuns, como conta o analista de negócios Carol Thiago Costa, de Curitiba (PR). "Foram tantas vezes que nem lembro direito quando resolveram. Acho que foi na quarta vez, mas aí eles não souberam explicar o que aconteceu", afirma Thiago. Em geral, as concessionárias já têm um discurso pronto, pedindo que o cliente não se preocupe, pois não seria algo grave, o que faz com que muitos proprietários dirijam muito tempo com a luz acesa. A própria JAC (leia ao lado) diz que a falha é algo simples e que não oferece risco para o motor.

"Duas semanas após eu pegar meu J3 zero-quilômetro, a luz acendeu. Como a autorizada disse que não havia problema, deixei assim até a revisão de 2 500 km", diz o advogado Fábio Vianna Velloso, de Brasília (DF). "Ao pegar o veículo, garantiram que haviam resolvido o defeito. Só que, ainda no pátio da autorizada, a luz voltou a acender depois de terem reprogramado o módulo." Fábio explica que o defeito só foi resolvido na terceira visita, após substituírem o módulo da injeção. Segundo Henrique Morishita, especialista em injeção eletrônica e dono da oficina Power Car, de Belo Horizonte, o acendimento de qualquer luz de advertência deve ser levado em consideração. "Essas luzes identificam alguma anomalia em partes essenciais do veículo. Se acendeu, é fundamental que a falha seja resolvida o mais rápido possível, para que a situação não se agrave no futuro", diz.



O POVO RECLAMA


"Com 100 km, a luz acendeu pela primeira vez. Só consertaram na quarta vez."
Gustavo Monteiro de Godoy, São Bernardo do Campo (SP), dono de um Jac J3.

"Desde a primeira vez a autorizada dizia para não me preocupar, pois não era grave. Mas não esclareciam o que era."
Fábio Vianna Velloso, Brasília (DF), dono de um J3.



RESPOSTA


A JAC diz que, dos 12 000 J3 vendidos, só 18 tiveram a luz EpC acesa sem causa aparente, e que em todos os casos o motorista dirigia com o pé encostado na embreagem, o que acionava o sensor daquele pedal frequentemente. "A resolução é muito simples e não causa qualquer transtorno ao veículo ou ao condutor: basta atualizar o software na rede autorizada."



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Seu carro tem algum defeito de fabricação ou de projeto que o deixa irritado? Ouviu falar de problema que mereça um recall? Passou por uma situação em que seus direitos de consumidor foram violados? Então escreva para nós: 4rodas.abril@abril.com.br





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