
Com apenas um mês de uso do seu Corsa Hatch Maxx 2005, o cabeleireiro Alexandre Flach, 25 anos, de Porto Alegre (RS), teve seu veículo invadido da mesma maneira. "Cortaram os cabos, dobraram a porta e levaram aproximadamente 3 500 reais em som, módulos e alto-falantes", diz Flach. Para alguns proprietários da linha Corsa e Montana, esses relatos já não são novidade. A grelha plástica que fica entre o pára-brisa e o capô é estourada e um dos cabos da bateria é cortado. Com isso, o alarme é desligado, seja ele o original ou a maioria dos vendidos em lojas de acessórios.
Esse tipo de roubo não é exclusivo desses modelos da Chevrolet, mas, segundo especialistas em auto-elétrica, no caso deles é mais fácil. No Palio, a bateria fica sob o capô e não dá para ser acessada pela grelha. Na família Gol, a bateria fica sob a grade, porém os terminais estão virados para o motor, longe do pára-brisa, o que dificulta a violação.
"Já refiz muitos cabos de Corsa rompidos nesse tipo de ação. O ideal é instalar um protetor de bateria, que custa entre 90 e 140 reais", afirma Gilson Marcolino dos Santos, proprietário da Aclimasom, especializada paulistana em som e acessórios.
Sim, a freqüência desse tipo de roubo fez surgir até um acessório específico para a linha Corsa. Há sete anos no mercado, o Pro-Furt é um dispositivo de segurança feito de chapa de aço e borracha. Aprovado pela Cesvi Brasil, ele inibe o corte dos cabos e, para sua instalação, utiliza os furos e os parafusos originais do veículo. A aplicação estende-se para Corsa, Celta, Prisma e Montana. "Impedir que a grelha seja quebrada é impossível. Porém, com esse dispositivo, o acesso aos cabos da bateria é evitado", afirma o inventor do produto, José Marcos Zerial Aroni.
Marco Figueira Filho, 23 anos, universitário de Florianópolis (SC), teve a porta de sua picape Montana Sport 2006 entortada pela terceira vez para levarem o sistema de som. "Após a segunda vez, instalei um alarme supermoderno e não adiantou. Na terceira vez, acabaram quebrando a grade para cortar o cabo da bateria. Agora coloquei o protetor e mais um alarme com bateria interna", diz Figueira.
O custo médio para consertar a porta entortada e trocar a grelha quebrada e o cabo da bateria está entre 800 e 1 200 reais.
O povo reclama
"Os ladrões quebraram a grelha para desarmar o alarme. Levaram o tampão traseiro com alto-falantes, o fundo do CD player, o macaco, a chave de roda e o estepe."
Felipe Guedas, 19 anos, universitário, Belo Horizonte (MG)
"Cortaram a grade próximo do capô e adeus, cabo da bateria. Entortaram a porta do passageiro e desmontaram meu som com módulo e tudo."
Edvar Junior, 22 anos, bioquímico, São Luís (MA)
RESPOSTA
A GM diz que utiliza desde 2003 uma proteção da bateria, com o objetivo de minimizar esse tipo de vandalismo. "Portanto, todo veículo adquirido da linha Corsa com aopção do sistema de alarme já conta com essa proteção adicional."
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