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Auto-serviço | Autodefesa
Parada dura
Fevereiro 2007

Parada dura

Ruído e desgaste prematuro de lonas e tambores de freio de Celta incomodam proprietários e frotistas

Por Luciene Antunes
Lista de matérias por data:

ALTERAR O TAMANHO DA LETRA  

Quando a frota de 50 Celta da TVA, empresa do Grupo Abril, completou 15 meses de uso, aproveitamos para checar se houve algum problema recorrente na manutenção. E de fato um tipo de ocorrência chamava atenção: a necessidade de troca do jogo de freios traseiros antes dos 30 000 quilômetros. Foram 16 trocas, 12 delas com carros entre 14 000 e 30 000 quilômetros. Os sintomas relatados pelos motoristas, além da perda de eficiência, eram sempre um ruído ao frear e a desregulagem do freio de estacionamento, que começava a ficar mais alto e menos confiável.

O histórico desses veículos foi só o ponto de partida. Depois confirmamos o problema com mais duas locadoras de automóvel, uma distribuidora de autopeças e três oficinas no interior do estado de São Paulo. "A grande procura por tambor, lona e cilindro de freios para Celta começou antes de termos as peças em estoque, logo depois do lançamento do carro. Até hoje, esses componentes vendem cerca de 60% mais do que para qualquer outro carro", afirma Celso Caires Junior, proprietário da Dispemec Autopeças, de São José dos Campos (SP).

"O que chama atenção é a rapidez do desgaste, pois muitos precisam trocar o conjunto de lona e tambor antes de pastilhas e disco, que normalmente desgastam mais cedo", diz. O manual do Celta recomenda verificar pastilhas e disco a cada 15 000 e lonas e tambor a cada 30 000 quilômetros.

Com o Super VHC 1.0 2004 do advogado Fábio Arnold Vieira, 29 anos, também de São José dos Campos, foi aos 21 000 quilômetros que começaram os rangidos. "Logo que notei o barulho, percebi que a alavanca do freio de estacionamento estava mais alta", diz. O propagandista Pedro Fernandes, de Sorocaba (SP), que tem o mesmo modelo de Celta, mas com 42 000 quilômetros, também precisou parar o carro no fim de 2006 por culpa dos freios. "O freio de estacionamento não chegou a falhar, mas já estava perdendo a eficiência", afirma. Pedro não precisou trocar o tambor, mas com as novas lonas e cilindros gastou 240 reais.

Carlos Alberto de Oliveira, 45 anos, é responsável pela frota da Transvip Rent a Car, de São José dos Campos (SP), que hoje trabalha com uma frota de 60 Celta. "Nossos gastos têm crescido muito, principalmente por conta do desgaste de freios. O Celta gasta em torno de 30% mais em manutenção do que o Gol, por exemplo, que é da mesma categoria."

João Henrique Hernandes, dono da oficina Fordauto, é quem cuida da manutenção da Transvip, além de outras três locadoras da região. "Palio e Gol costumam precisar de troca de lona e tambor por volta dos 80 000 quilômetros. Às vezes, só depois de três trocas de pastilhas", diz Hernandes. "O espelho do tambor de freio no Celta tem uma abertura diferente, que permite a entrada de muita sujeira, o que acaba acelerando o desgaste, pelo atrito."


O povo reclama

"Na revisão dos 15 000 quilômetros, meu Celta Life 2005 precisou da troca do jogo de freios traseiros. Já tinha notado o freio de mão mais alto."
Marcelo Santos, 29 anos, publicitário, Rio de Janeiro (RJ)

"Com 35 000 quilômetros comecei a perceber um ruído ao frear meu Celta Super 2004. Meu mecânico disse que a lona já estava completamente gasta."
Jonas Ferreira Sousa, 40 anos, lojista, Caxias do Sul (RS)


Resposta

A GM diz que não tem registro de desgaste prematuro dos freios traseiros do Celta. Mas ela afirma que, nos eventuais casos, o problema "não oferece risco imediato de segurança, pois indica com antecedência o desgaste".


Conte-nos seu problema

Seu carro tem algum defeito de fabricação ou de projeto que o deixa irritado? Ouviu falar de problema que mereça um recall? Passou por uma situação em que seus direitos de consumidor foram violados? Então escreva para nós: 4rodas.abril@atleitor.com.br






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