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Medo de injeção
Novembro 2005

Medo de injeção

Falhas na injeção de alguns Renault Clio e Peugeot 206 apontam para um recorrente vilão, o sensor de rotação

Por Fabiano Pereira
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O estudante de direito paulista Rafael Luz estava num cruzamento com seu Renault Clio RN 1.0 2001 quando o motor, de repente, perdeu rotação. Apesar da tensão provocada pela situação, não foi uma completa surpresa. "A primeira vez que o carro falhou, eu estava saindo de uma aula e o carro não pegou mais." Um técnico encaminhado por sua seguradora afirmou que, de tempos em tempos, o sensor de rotação, um componente do sistema de injeção, fica sobrecarregado. "Colocando o dedo sobre uma peça metálica do sensor, você descarrega a sobrecarga e faz com que ele volte a funcionar normalmente", afirma Luz. Outra manifestação de indisposição do 1.0 de Luz é a perda de potência em primeira marcha, como aconteceu naquele cruzamento.

O caso de Luz não parece ser isolado. Fatos semelhantes ocorreram com donos de Clio e Peugeot 206. O motor 1.0 16V produzido pela Renault é o mesmo usado no Peugeot 206. A injeção eletrônica também é a mesma, embora com mapeamentos diferentes para as características de desempenho e condução de cada veículo. Vários donos de versões 1.0 de Clio e 206, em especial os das linhas 2002 e 2003, acusaram o problema. Como o farmacêutico Gessandro Carvalho, de Niterói (RJ), dono de um 206 1.0 Quiksilver 2003/2004. "Quando novo, era raro acontecer, mas, passados 25000 quilômetros, o defeito aparecia a cada uma ou duas semanas", afirma Carvalho. Assim como no carro de Luz, o vilão era o sensor de rotação, componente também conhecido como captor de regime ou sensor de PMS. "O sensor defeituoso não faz a leitura e o carro não pega", explica Fabio Fukuda, consultor técnico de QUATRO RODAS.

Seis concessionárias da Peugeot e seis da Renault foram contatadas pela reportagem. Todas afirmaram que esses casos não ocorrem regularmente, embora oito delas tenham confirmado que tal diagnóstico procede. Um dono de oficina na capital paulista, representante da Magneti-Marelli, que fabrica o sistema de injeção dos dois modelos - cujo sensor é feito pela Siemens -, que preferiu não se identificar, afirma que já atendeu 70 casos semelhantes. E descreve dois quadros prováveis de falha na injeção do 1.0. Se a dificuldade aparecer depois de se desligar o carro, a causa é o sensor de rotação. Mas ele observa que, se o veículo estiver em movimento na hora da pane, o defeito pode estar no corpo de borboleta, peça que dosa a entrada de ar para a alimentação do motor.

Especializado em sistemas de injeção há 30 anos, Cássio Yassaka, da Caseli Serviços Automotivos, em São Paulo, também afirma ter atendido dezenas de clientes com problemas no sensor de rotação. Segundo ele, o sistema de injeção de outros modelos costuma ser mais protegido e elaborado que o encontrado nesses Renault e Peugeot. "Os do Clio e do 206 ficam na caixa seca do câmbio, expostos a detritos e interferências", afirma. Milton Cozzolino Jr., proprietário da oficina Afinauto, posto Bosch Car Service, ressalta que alguns carros já trocaram a peça pela segunda vez.


Resposta

A Renault diz que "sem fazer uma análise de cada caso, não é possível relacionar a falha ao sensor de rotação". Já a Peugeot concorda que o problema pode estar ligado ao sensor, "que pode sofrer alterações em sua resistência por tempo de uso, mau contato no chicote ou vibrações e impactos".


O povo reclama

"Meu 206 desliga e não pega. O carro está esperando um técnico da fábrica, pois os daqui desistiram." Fernanda Dalalba, Caxias do Sul (RS)

"O motor gira e nada. Troquei as velas do Clio, fiz limpeza dos bicos e troquei o filtro de combustível. Melhorou, mas não resolveu." Álvaro Augusto Duarte, Curitiba (PR)

"Estávamos perto de casa e o 206 apagou. A luz da injeção se acendeu e uma campainha soou." Fábian Luiz Mendonça Souza, Florianópolis (SC)






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