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Auto-serviço | Autodefesa
Câmbio automatizado da Chevrolet Meriva
Novembro 2010

Câmbio automatizado da Chevrolet Meriva

Excesso de defeitos no Easytronic faz donos de Meriva tirarem o sistema automatizado para colocar uma caixa manual

Por Waldez Carmo Amorim
Lista de matérias por data:

TAMANHO DA LETRA  

A vantagem de um automóvel equipado com câmbio automatizado é poder ter o conforto de uma transmissão automática (entenda-se "não precisar trocar de marcha"), mas pagando um preço menor. Imagine o problema que se tem nas mãos quando esse câmbio dá tanto defeito e despesa que é melhor mandar retirá-lo do carro para trocar por uma caixa manual. Pois é o que vem acontecendo com alguns proprietários de Chevrolet Meriva 1.8 Easytronic, principalmente taxistas, devido ao uso mais intenso em situação de tráfego urbano.

"Primeiro foram os trancos, que começaram quando eu engatava a marcha à ré para sair da garagem. Mais tarde vieram outros defeitos, entre eles uma marcha engatar de repente e o carro sair em alta velocidade. Depois de gastar 7 500 reais em oficinas, optei por colocar um câmbio manual", afirma Alexsandro Muger Magalhães, taxista proprietário de uma Meriva Premium 2009. "Três colegas já fizeram essa troca e depois eu indiquei para mais de dez pessoas."

Outro taxista que recorreu à troca do câmbio foi o carioca Hudson Santos Brandão. "Minha Meriva 2009 começou a patinar na troca das marchas. Eu tinha de ficar ligando e desligando o motor até o câmbio voltar a funcionar. Na concessionária, tive de trocar a embreagem várias vezes, mas nunca resolvia. Colocavam a culpa no kit de gás natural, mas nunca disseram antes que eu não poderia fazer a conversão", afirma Hudson. "Depois de levar o carro mais de 12 vezes a diversas oficinas, de ficar mais de dois meses sem trabalhar e gastar mais de 9 000 reais, preferi mandar colocar uma caixa manual."

Há situações em que o taxista fica no meio do caminho na hora mais imprópria, como aconteceu com Carlos Eduardo Ferreira de Carvalho, de São Paulo (SP). "Aos 10 000 km, um dia meu carro parou no meio da rua quando eu estava levando um passageiro. Tive de chamar outro táxi para ele. Certa vez, aos 22 000 km, o câmbio travou na terceira marcha na rodovia dos Imigrantes durante uma viagem com a família num fim de semana prolongado."

Não pense, porém, que só os taxistas sofrem com a série de defeitos no câmbio Easytronic, conforme mostra o caso da professora Nilza Maria Silva, de Canoas (RS), proprietária de uma Meriva Premium 2009, com 16 000 km rodados. "Três dias depois de eu comprar o carro zero-quilômetro, o câmbio não engatava as marchas ou ele funcionava aos trancos. Levei-o várias vezes a duas concessionárias até resolverem o problema", diz Nilza.

A maioria dos proprietários reclama que nunca há uma só solução e que quase sempre o problema não é resolvido definitivamente. Algumas autorizadas trocam o kit de embreagem, outras reprogramam o sistema ou mesmo substituem o módulo de comando eletrônico, que pode custar mais de 5 000 reais.

 



O POVO RECLAMA

"Três dias após eu comprar o carro, as marchas não engatavam ou o câmbio funcionava aos trancos."
Nilza Maria Silva, professora, Canoas (RS)

"Aos 33 000 km, o carro parou de repente no meio de uma grande avenida."
Jaques Oliveira Marques, taxista, Belo Horizonte (MG)

 



RESPOSTA

A GM do Brasil diz que "os casos indicados pela reportagem são pontuais e não se referem à quebra de câmbio. Eventuais não conformidades no regular funcionamento do sistema de transmissão são corrigidos pela rede de concessionárias Chevrolet, a qual está tecnicamente preparada para atender qualquer tipo de serviço".

 



CONTE-NOS SEU PROBLEMA

Seu carro tem algum defeito de fabricação ou de projeto que o deixa irritado? Ouviu falar de problema que mereça um recall? Passou por uma situação em que seus direitos de consumidor foram violados? Então escreva para nós: 4rodas.abril@abril.com.br

 





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