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Auto-serviço | Autodefesa
Borboleta do acelerador reprova Honda Fit na inspeção
Março 2011

Borboleta do acelerador reprova Honda Fit na inspeção

Acúmulo de resíduos nesta peça reprova o modelo a gasolina na inspeção veicular paulistana

Por Maria Paola de Salvo
Lista de matérias por data:

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Depois do início da inspeção veicular obrigatória na cidade de São Paulo, em 2009, começamos a receber reclamações de proprietários de Honda Fit de primeira geração, a gasolina, que não conseguiam passar no teste de emissões. Pelo menos sete leitores donos de Fit 2007 a 2009 fizeram a mesma queixa: duas ou três reprovações seguidas no teste, após passagens por oficinas de confiança e diversas regulagens no motor.

Para desvendar o mistério que ronda os Fit, acompanhamos o périplo da professora Alda Giorno, dona de um modelo EX 2008 a gasolina. Seu carro levou bomba duas vezes, em outubro e novembro, mesmo depois de fazer a revisão periódica. Em ambas as ocasiões, os limites de emissões foram ultrapassados durante as avaliações em marcha lenta. Na rotação de 2 500 rpm, tudo ficou dentro do padrão. Depois de ser reprovado no exame, o carro retornou à oficina de seu mecânico de confiança, que o levou pessoalmente à estação da Controlar, mas voltou de lá com uma nova reprovação. "Ninguém descobria o motivo", afirma Alda. "Fiquei com um grande pepino na mão."

Ela decidiu, então, encaminhar o Fit à concessionária HPoint, em São Paulo. Depois de cobrar 189 reais por uma avaliação, a autorizada garantiu que o veículo passaria no exame. Um dia depois, o Fit deixava o centro de inspeção, no bairro do Jaguaré, com o comprovante de aprovação no vidro. Qual o milagre? "Colocamos um combustível de origem controlada no tanque e fizemos uma descarbonização do corpo da borboleta do acelerador", explicou Juliano Guedes Faita, gerente de serviços da HPoint.

Um acúmulo anormal de sujeira e impurezas no corpo da borboleta seria o grande culpado da reprovação dos Fit. Os resíduos fazem esta peça permanecer aberta por mais tempo, deixando uma maior quantidade de ar passar por ali. O sistema do carro entende então que é necessário injetar mais combustível do que é necessário. Assim, as emissões de poluentes aumentam e extrapolam o limite padrão. O problema foi descoberto depois que o engenheiro Gabri


el Branco, consultor da Controlar e autor do Programa de Controle de Poluição do Ar por Veículos Automotores (Proconve), teve seu Fit 2007 a gasolina reprovado na inspeção. "Levamos meses para achar a origem do defeito", afirma Branco. "Após 15 medições, contatamos a Honda para desvendar o mistério". Quando a peça estava suja, o carro foi reprovado em metade das vezes. Limpa, o Fit sempre passava.

Em agosto, a Honda distribuiu um boletim técnico às suas concessionárias com recomendações para obter a aprovação na inspeção. Entre as medidas, estava a limpeza do corpo da borboleta e do regulador da marcha lenta. "O procedimento não é de praxe numa revisão normal em autorizada, porque é demorado, trabalhoso e custoso", afirma nosso consultor mecânico Fábio Fukuda. "Pode-se levar até quatro horas para fazer essa limpeza mais profunda."



O POVO RECLAMA

"Tenho dois Fit e um deles foi reprovado por três vezes."
Luiz Renato Moreira Pereira, São Paulo (SP)

"Mesmo com 26 000 km e com todas as revisões realizadas em autorizadas, o Fit de minha esposa não passou na inspeção."
Nelson Inoue, São Paulo (SP)



RESPOSTA

Apesar do boletim técnico, a Honda afirma que a falha não é específica do Fit e pode acometer qualquer carro com gasolina de baixa qualidade. Ela diz que nos Fit 2010 e 2011 o corpo da borboleta é diferente, porque ele passou a ser flex. Afirma ainda que a manutenção descrita no boletim deve ser feita sempre que há vestígios de combustível fora das especificações. Segundo a Honda, a temperatura do motor também pode influir na reprovação.



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Seu carro tem algum defeito de fabricação ou de projeto que o deixa irritado? Ouviu falar de problema que mereça um recall? Passou por uma situação em que seus direitos de consumidor foram violados? Então escreva para nós: 4rodas.abril@abril.com.br






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