
Depois do início da inspeção veicular obrigatória na cidade de São Paulo, em 2009, começamos a receber reclamações de proprietários de Honda Fit de primeira geração, a gasolina, que não conseguiam passar no teste de emissões. Pelo menos sete leitores donos de Fit 2007 a 2009 fizeram a mesma queixa: duas ou três reprovações seguidas no teste, após passagens por oficinas de confiança e diversas regulagens no motor.
Para desvendar o mistério que ronda os Fit, acompanhamos o périplo da professora Alda Giorno, dona de um modelo EX 2008 a gasolina. Seu carro levou bomba duas vezes, em outubro e novembro, mesmo depois de fazer a revisão periódica. Em ambas as ocasiões, os limites de emissões foram ultrapassados durante as avaliações em marcha lenta. Na rotação de 2 500 rpm, tudo ficou dentro do padrão. Depois de ser reprovado no exame, o carro retornou à oficina de seu mecânico de confiança, que o levou pessoalmente à estação da Controlar, mas voltou de lá com uma nova reprovação. "Ninguém descobria o motivo", afirma Alda. "Fiquei com um grande pepino na mão."
Ela decidiu, então, encaminhar o Fit à concessionária HPoint, em São Paulo. Depois de cobrar 189 reais por uma avaliação, a autorizada garantiu que o veículo passaria no exame. Um dia depois, o Fit deixava o centro de inspeção, no bairro do Jaguaré, com o comprovante de aprovação no vidro. Qual o milagre? "Colocamos um combustível de origem controlada no tanque e fizemos uma descarbonização do corpo da borboleta do acelerador", explicou Juliano Guedes Faita, gerente de serviços da HPoint.
Um acúmulo anormal de sujeira e impurezas no corpo da borboleta seria o grande culpado da reprovação dos Fit. Os resíduos fazem esta peça permanecer aberta por mais tempo, deixando uma maior quantidade de ar passar por ali. O sistema do carro entende então que é necessário injetar mais combustível do que é necessário. Assim, as emissões de poluentes aumentam e extrapolam o limite padrão. O problema foi descoberto depois que o engenheiro Gabri
RESPOSTA
Apesar do boletim técnico, a Honda afirma que a falha não é específica do Fit e pode acometer qualquer carro com gasolina de baixa qualidade. Ela diz que nos Fit 2010 e 2011 o corpo da borboleta é diferente, porque ele passou a ser flex. Afirma ainda que a manutenção descrita no boletim deve ser feita sempre que há vestígios de combustível fora das especificações. Segundo a Honda, a temperatura do motor também pode influir na reprovação.




