Por que os câmbios CVT possuem simulação de marchas?

O câmbio pensado para não ter marchas se sai melhor ou pior quando imita automáticos convencionais?

Transmissão X-Tronic CVT da Nissan (Divulgação/Nissan)

Por que os fabricantes fazem pré-programação de um número de marchas no câmbio CVT em vez de aproveitar as infinitas relações que ele proporciona? – Felippe Pellegrino de Oliveira, Juiz de Fora (MG).

Transmissões CVT levam vantagem por manter o motor na rotação ideal de funcionamento. Entregam o melhor balanço entre performance, conforto e consumo do veículo por ter relações de marchas infinitas e mudanças de relações imperceptíveis.

Seria o melhor de todos os mundos, não fosse um detalhe: o CVT não dá ao motorista a sensação de estar no controle do automóvel. Por demanda dos próprios consumidores, que ainda gostam de sentir o câmbio “trabalhando”, os fabricantes resolveram passar a emular trocas de marcha.

O problema é que, pelo menos na teoria, a simulação de marchas tiraria dele justamente sua maior vantagem: a eficiência de trabalhar sempre na rotação ideal. Afinal, um carro com CVT simulando marchas bebe mais (ou anda menos) que um CVT “puro”?

Como não há um mesmo modelo que seja equipado com os dois tipos de CVT para que seja possível um teste comparativo com resultados exatos, perguntamos isso para Honda, Nissan e Toyota, que usam esse tipo de transmissão em vários de seus modelos.

De acordo com a Toyota, que programou o CVT de Corolla e RAV4 para simular sete marchas, “o sistema se adapta ao estilo de direção do motorista brasileiro e garante conforto sem alterar o consumo”.

A Nissan diz que há diferenças, mas são desprezíveis. No Kicks, único carro da marca à venda no Brasil com emulação (que funciona apenas quando o curso do acelerador ultrapassa os 70%), a função “não tem efeito visível – para o bem ou para o mal – no consumo. Quanto ao desempenho, também não há um ganho que faça diferença”. 

Os City, HR-V e Civic simulam até sete marchas. A Honda diz que isso não influencia no consumo. Porém, de acordo com Ronaldo Ernesto, gerente de pesquisa e desenvolvimento da marca, a melhor performance é alcançada sem emulação. “O câmbio CVT trabalhará na melhor relação de transmissão possível para o momento de condução”.

 

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